Em praticamente todos os debates sobre o aquecimento global em que participei houve um momento em que meus interlocutores me acusaram de “alarmismo”. Não por coincidência, sempre após eu esclarecer quais seriam as conseqüências previsíveis da continuidade das atuais tendências climáticas e afirmar que “é necessário tomar com urgência medidas drásticas para evitar catástrofes imensas”. Custei para perceber que uma pessoa que não entende a magnitude de um problema não está preparada para aceitar uma solução proporcional – e esta é uma questão de proporções nunca antes enfrentadas pela humanidade.

A expressão “aquecimento global” é desafortunada para descrever o que realmente está sendo tratado. “Desestabilização climática” passa uma idéia bem mais adequada do verdadeiro problema.

Segundo um estudo da Universidade de Columbia recentemente publicado na revista Science em 18/06/2009, cuja referência eu encontrei no Jornal da Ciência da SBPC, CO2 tem o maior nível em 2,1 milhões de anos. O aumento é de 38% em relação à média histórica. A matéria também informa que “os dados revelam aspectos fundamentais sobre os processos de resfriamento e aquecimento do planeta e comprovam, de forma inequívoca, que quanto maior for a concentração de CO2, mais elevada é a temperatura.”

Porém, quando eu digo que todos os modelos climáticos disponíveis podem ser excessivamente conservadores, uma vez que são baseados na normalidade climática, podendo muito bem haver uma catástrofe de magnitudes impensáveis caso o aquecimento global supere 2°C acima do nível pré-industrial – na mesma linha do IPCC – eu sou logo chamado de “alarmista”.

Será mesmo alarmismo de minha parte?

O colunista Andrew Simms, do jornal britânico The Guardian, publicou em 1°/08/2008 um artigo intitulado The final countdown em que, baseado nos dados do IPCC, cujas estimativas ele considera conservadoras, alerta para o fato de termos um prazo muito limitado até atingirmos o ponto sem retorno dos 2°C. Além deste ponto a retroalimentação positiva do sistema climático provocará alterações climáticas que não poderão mais ser evitadas, faça a humanidade o que fizer. A contagem regressiva está em andamento.

Já o jornal The Independent, também britânico, é mais pessimista, e publicou em 11/02/2006 um artigo intitulado Global warming: passing the ‘tipping point’ em que afirma categoricamente que “nossa investigação especial revela que o aumento das temperatura mundiais agora é inevitável”, “(…) o ponto sem retorno já foi ultrapassado”. Esta afirmação chocante se baseia no fato que há outros gases de efeito estufa cujo efeito cumulativo, quando considerado em termos de equivalência de carbono, elevam o cálculo dos atuais 380ppm de CO2 para 425ppm de CO2-equivalente. De acordo com a reportagem Global Warming: Beyond the Tipping Point de Scientific American, este é aproximadamente o ponto sem retorno para o degelo da Antártida e da Groenlândia.

A NASA, por outro lado, é mais otimista, e a revista Wired publicou em 1°/06/2007 um artigo intitulado NASA Goddard Institute Director Predicts Global Warming ‘Tipping Point’ is 10 Years Away – no qual o próprio título já indica que a NASA prevê um prazo de dez anos até atingirmos o ponto sem retorno.

Na pior das hipóteses, já estamos definitivamente encrencados. Na melhor, temos ainda sete ou oito anos até o ponto sem retorno para reverter o balanço anual de carbono na atmosfera planetária para evitar uma gigantesca desestabilização climática que pode elevar o nível dos oceanos em mais de sete metros.

Perceberam? Vou repetir: na melhor das hipóteses temos oito anos para mudar toda a economia mundial, caso contrário poderemos desencadear uma catástrofe climática que fará submergir cidades, florestas, plantações e países inteiros, transformará o que restar do planeta em um inferno sufocante ou precipitará uma nova era glacial, de qualquer modo matando milhões ou bilhões de pessoas.

Sua vez de me chamar de alarmista. Fique à vontade. Mas apresente as fontes sobre as quais você fundamenta sua opinião, assim como eu apresentei algumas fontes que fundamentam a minha.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 27/06/2009

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41 thoughts on “Aquecimento Global: alarmismo ou perigo real?

  1. O aquecimento global é uma farsa.

    1. Eu já respondi isso na Seção do Leitor, repito aqui a mesma resposta:

      O vídeo “The Great Global Warming Swindle” (A Grande Farsa do Aquecimento Global) possui uma imensa e incontornável falha técnica em seu principal argumento: uma confusão grosseira entre a escala meteorológica e a escala climatológica.

      Na escala meteorológica o sol é o melhor fator de previsão para as variações da temperatura em função do ciclo solar de Schwabe, que tem em média 11 anos de duração.

      Na escala climatológica o sol não serve como fator de previsão para as variações da temperatura, pois as variações do ciclo estelar ocorrem ao longo de milhões de anos e não são são significativas no intervalo de uns poucos séculos ou milênios.

      Os produtores deste vídeo picareta misturaram conceitos entre escalas de tempo incompatíveis e assim produziram um argumento falacioso de difícil detecção para o público leigo, mas eu sou mestre em ecologia e percebi facilmente o erro.

  2. Segundo BBC,a universidade de bristol mostra que o equilíbrio entre a quantidade do gás em suspensão na atmosfera e a que é absorvida se manteve praticamente constante desde 1850, apesar de as emissões terem saltado de 2 bilhões de toneladas anuais naquela época para 35 bilhões de toneladas anuais hoje em dia.

    este é o site que eu retirei isso http://verde.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=22568649
    além desse existem muitos outros dizendo simplesmente o contrario de você Arthur de empresas sérias como a BBC nesse caso.

    E alem disso você é o unico que faz essa critica nem o relatório oficial sobre a critica desse documentário tinha isso,acho que deveria estudar mais…

    1. Rafael, eu comecei a te responder aqui mas o teu comentário me forneceu pauta para um artigo inteiramente novo. Monitora o blog nas próximas 24 ou 48 horas. 🙂

  3. Eu já postei esta resposta lá no artigo Ganância, falta de cultura científica e negligência causarão a extinção da humanidade, mas ela é mais pertinente aqui, então excepcionalmente reproduzo a mesma resposta em um segundo artigo:

    Tem gente dizendo que o planeta está esfriando porque houve registros de queda de temperatura em alguns pontos dos oceanos.

    1) Se a Terra estivesse esfriando, não estaríamos assistindo o derretimento das geleiras em todo o planeta. É só olhar para uma seqüência de fotos do Kilimanjaro ao longo dos últimos cinqüenta anos para saber se ele está acumulando neve ou perdendo neve. A Groenlândia chega a ter rios caudalosos de água derretida sumindo mar adentro. As geleiras seculares da Antártida estão recuando a limites nunca antes registrados. Tuvalu está adquirindo terras na Austrália para migrar toda a sua população porque vai desaparecer da face da Terra, engolido pela elevação do nível do mar. E por aí vai.

    2) Se a temperatura dos oceanos estiver mesmo diminuindo, isso é extremamente preocupante – e é sintoma claro de aquecimento global. Como? Simples: os oceanos só podem diminuir de temperatura ao mesmo tempo em que as temperaturas atmosféricas estiverem crescendo (como mostram os registros feitos em terra) se houver uma imensa quantidade de água gelada sendo lançada neles, fruto do derretimento das geleiras.

    3) As variações na intensidade da atividade solar são importantes do ponto de vista meteorológico e irrelevantes do ponto de vista climatológico. Eu já expliquei isso no Pensar Não Dói: o ciclo solar de Schwabe tem em média 11 anos de duração e intensidade variável, serve como indicador para se prever uma estação mais quente ou mais fria, mas não passa disso. Para entender o clima e não a meteorologia é necessário observar as mudanças nas tendências do comportamento do planeta em uma escala de tempo maior que a meteorológica. Nos últimos cento e nove anos tivemos os catorze anos mais quentes dos últimos cento e nove anos. A chance de isso ser devido a uma variação aleatória dos ciclos de Schwabe é estatisticamente desprezível.

    4) O importante mesmo não é se teremos um aquecimento ou um esfriamento, é se teremos alguma mudança climática. Qualquer mudança climática significativa em um planeta superpovoado e sem acesso a recursos externos será fatal para bilhões de pessoas em um curto período de tempo. Esse é um risco que não deveríamos estar dispostos a correr, custe o que custar em termos econômicos.

    5) O Pensar Não Dói tem uma tag chamada “aquecimento global” e outra chamada “desestabilização climática”. Ambas apontam rigorosamente para os mesmos artigos, porque a primeira é o nome com que o fenômeno tem sido chamado na mídia e a segunda é o nome que eu considero correto para o fenômeno.

  4. Édine Nunes Raupp

    14/01/2010 — 21:01

    Olá, caro amigo, gostaria de receber um comentário seu, sobre o aquecimento global, estou graduando em Eng. Química. Procuro sempre escutar pessoas de outras área e entender suas teses sobre o assunto. Li todos os seus comentários acima.
    Se for possível tu me enviares tuas opiniões junto com as claras afirmações para eu analisar, ao meu email.
    A princípio minha opinião é que o CO2 é um gás benéfico e essencial para o mundo, aquecimento global não é farsa, realmente a temperatura do mundo esta aumentando, creio que por motivos da intensidade solar que atinge máximos em determinados tempos(ciclos). Um ponto interessante, é que existe um possível ciclo solar, de cerca de 90 anos (Ciclo de Gleissberg), que prevê que o Sol vai estar num grande mínimo de atividade ( minimum minimorum) nos próximos dois ciclos solares (próximos 22 anos), ou seja, de agora até os anos 2022-23, se se repetirem os ciclos anteriores (1890-1915 e 1800-1825). Dessa forma, é possível que a camada de O3 naturalmente diminua em função do menor fluxo de UV, sendo essencial para produção do mesmo. Acredito que o derretimento tão comentado das calotas polares é ocasionado devido as correntes marinhas, sendo a radiação solar o motivo do aquecimento, acarreta que essas correntes de água quente entra por baixo das calotas e as derretem, deixando-as suspensas, e, de acordo com a física o desgelo não tem possibilidade de aumentar o nível do mar, porque, ele esta presente no mesmo, seu volume não se altera, faça um experiência com um copo com água e gelo, marque o nível inicial do sistema, e aguarde seu derretimento. Visualizará que o nível se mantém.
    O nível do mar subiu segundo determinadas medições feitas por pesquisadores, sim, mas não devido ao desgelo, e sim, pelo ciclo lunar, de forma natural. Penso eu que o maior reservatório de CO2 é os nossos oceanos, eles tendem a absorver grandes quantidades de CO2, quando os mesmos estão com temperaturas mais elevadas como na atualidade eles acabam liberando mais CO2 e absorvendo menos. Pra mim é os oceanos que comandam a temperatura terrestre devido a grande massa deles em relação a o planeta Terra, sem entrar em detalhes de coeficiente de troca térmica. Defendo até o momento que o CO2 é um gás importante para nossa sobrevivência, é provado científicamente que quanto maior for as concentrações do composto maior a produtividade na agricultura, ainda, por outro lado, a fotossíntese corrobora.
    Sei que a mídia favorece e fomenta muita publicação científica com fundos falsos de cientistas que fomentam opiniões, a final opinião qualquer um pode dar opinião! Creio que por trás de tudo a um grande jogo político. Acredito que a terra vá esfriar e não aquecer como comentam determinados pesquisadores, o que é muito ruim, não estamos preparados para uma nova era fria(glacial), para agricultura é péssimo, acredito que o mundo esta caminhando de costa, pensando que a temperatura do planeta ira aumentar.

    att, Édine

    1. Olá, Édine. Que bom que te interessaste pela temática, porque ela é da mais alta importância. Aconselho a leitura dos demais artigos relacionados que aparecem listados acima.

      “Se for possível tu me enviares tuas opiniões junto com as claras afirmações para eu analisar, ao meu email.”

      Acompanha o blog, assim a discussão é pública e mais gente se beneficia.

      “A princípio minha opinião é que o CO2 é um gás benéfico e essencial para o mundo,”

      Concordo em gênero, número e grau. 🙂 “A princípio” é isso mesmo. Mas quando os níveis anteriores ao período pré-industrial são ultrapassados a coisa começa a mudar de figura.

      “Um ponto interessante, é que existe um possível ciclo solar, de cerca de 90 anos (Ciclo de Gleissberg), que prevê que o Sol vai estar num grande mínimo de atividade ( minimum minimorum) nos próximos dois ciclos solares (próximos 22 anos), ou seja, de agora até os anos 2022-23, se se repetirem os ciclos anteriores (1890-1915 e 1800-1825).”

      Ô, tomara! Porque, com a velocidade do aquecimento que está sendo verificada hoje, em 2015 ultrapassaremos o ponto sem retorno a partir do qual a retroalimentação positiva do aquecimento global não poderá ser contida e a temperatura média do planeta pode subir cerca de 10°C, do mesmo modo que no final do período Permiano.

      “Acredito que o derretimento tão comentado das calotas polares é ocasionado devido as correntes marinhas (…) essas correntes de água quente entra por baixo das calotas e as derretem”

      Não é isso. Se fosse esse o caso, as geleiras que ficam sobre a água estariam derretendo mais rapidamente por baixo do que por cima, pois receberiam diretamente o fluxo de água mais aquecida, enquanto sua parte emersa receberia o fluxo de ar aquecido pela superfície da água, o que exige uma dupla transferência de calor e portanto é menos eficaz que uma transferência única direta. A causa do derretimento das calotas polares é mesmo a elevação da temperatura média da atmosfera.

      “o desgelo não tem possibilidade de aumentar o nível do mar, (…) faça um experiência com um copo com água e gelo”

      Essa afirmação está correta no caso do Pólo Norte, cujas geleiras ficam sobre a água. No caso da Groenlândia, do Pólo Sul e dos glaciares sobre as montanhas, o derretimento acrescenta volume líquido aos oceanos, elevando seus níveis.

      “O nível do mar subiu segundo determinadas medições feitas por pesquisadores, sim, mas não devido ao desgelo, e sim, pelo ciclo lunar, de forma natural.”

      A única influência da lua no nível dos oceanos é o ciclo diário das marés. Não existe relação entre este fenômeno e o que estamos analisando.

      “Penso eu que o maior reservatório de CO2 é os nossos oceanos, eles tendem a absorver grandes quantidades de CO2, quando os mesmos estão com temperaturas mais elevadas como na atualidade eles acabam liberando mais CO2 e absorvendo menos.”

      Há dois problemas aqui.

      O primeiro é a velocidade: os oceanos não possuem capacidade de absorver CO2 na velocidade em que ele está sendo lançado na atmosfera. Mesmo que houvesse capacidade de absorver tudo que é lançado a longo prazo, isso é impossibilitado pela velocidade de lançamento. Metáfora ilustrativa: eu fico no segundo andar de um prédio e atiro 500 tijolos para que tu apares com as mãos no térreo. Tu preferes que eu atire um por um ou todos de uma vez?

      O segundo problema é que o clima entraria em colapso muito antes de haver saturação dos oceanos. Isso está explicado no artigo Ganância, falta de cultura científica e negligência causarão a extinção da humanidade, aconselho a leitura.

      “Creio que por trás de tudo a um grande jogo político.”

      Tem mesmo. Por isso a Terra corre o risco de sofrer a maior catástrofe climática desde a Grande Extinção do Permiano. É disso que eu estou falando faz tempo…

      “Acredito que a terra vá esfriar e não aquecer como comentam determinados pesquisadores, o que é muito ruim, não estamos preparados para uma nova era fria(glacial), para agricultura é péssimo, acredito que o mundo esta caminhando de costa, pensando que a temperatura do planeta ira aumentar.”

      Tanto faz se acontecer aquecimento ou esfriamento no final do colapso climático. De qualquer maneira o planeta vai pras pitangas e nós junto.

  5. Que legal né?
    “Eu discordo de você, li tudo que você escreveu, mas, mesmo assim, tendo você escrito todas as explicações das perguntas que eu vou te perguntar agora, quero que você me mande um email pra eu analisar. Tudo que está acontecendo de instável no planeta é uma consecução de terríveis coincidências previstas por ciclos solares, lunares (mas não nucleares heheh) e todo o trabalho do IPCC é tendencioso e deve ser desconsiderado. O CO2 é um gás benéfico, na minha opinião e ela basta. O nível da água se mantém, eu li em algum lugar, não lembro quem disse, não lembro da argumentação que sustente isso, mas gostei da ideia, concordei e a minha opinião basta. Pra finalizar, eu li tudo que você escreveu e acho que é tudo um jogo político, qual é o teu partido?”

    1. Bom resumo. 🙂

      Tá cutucando a onça com vara curta com esse papo nuclear…

  6. Ofereço minha solidariedade. Ao lidar com temas polêmicos, polemizados por interesses de petroquímicas (por exemplo), a opção geral sempre é pela versão sinistra e conspiratória, divulgada em correntes de email, sites difamatórios, textos sem rúbrica…
    Claro, a fé é muito mais cômoda e conveniente que uma ciência a ser compreendida e analisada no âmago, para que se tenha a real dimensão da problemática.
    Vejo isso sempre com a questão nuclear: 😀
    As pessoas se prendem aos mesmos argumentos de 30 anos atrás!! Recentemente, na RedePV o sujeito não soube mais o que alegar, disse que o lobby pelo investimento numa nova tecnologia vinha do Departamento de Engenharia Nuclear da UFRGS, chegou ao cúmulo de me perguntar qual seria o salário do professor Farhang…
    HAHAHAHA

    1. Os problemas da energia nuclear são bem simples: balanço energético e econômico negativo no longo prazo, impossibilidade de previsão de cenários políticos, econômicos e sísmicos no longo prazo.

      Só esses já são mais do que suficientes para sepultar a idéia.

      A não ser, é claro, que não estejas preocupado com as gerações futuras, aí podes propor uma usina nuclear por quarteirão, que diferença faria para ti?

  7. Buenas Arthur, gostei dos comentários, gostaria de levantar uma hipótese sobre este artigo que li, a respeito do que me falaste sobre as concentrações de CO2 no período Pré-industrial.

    “Mas quando os níveis anteriores ao período pré-industrial são ultrapassados a coisa começa a mudar de figura”

    Será que as medições feitas nesta época fornecem dados palpáveis para se afirmar que realmente eram mais baixas as concentrações de CO2???
    Indico este link:
    http://mitos-climaticos.blogspot.com/2008/04/medies-directas-do-co2-na-atmosfera.html
    O que conclui tu?
    att, Édine

    1. Édine, a minha resposta é composta por dois questionamentos:

      Primeiro:

      Estes são trechos selecionados do artigo que indicaste:

      “mais de 90 mil medições directas do CO2 realizadas na atmosfera, por processos químicos excelentes, foram desprezadas arbitrariamente. As medições realizaram-se, entre 1812 e 1961, nos EUA, na Ásia e na Europa, com uma exactidão superior a
      3 %.”

      Logo a seguir:

      “As 90 mil medições constituem uma excelente base de dados. São um precioso tesouro científico (com valores variando até 550 ppmv). Dessa base de dados, os fundadores do aquecimento global antropogénico seleccionaram apenas uma parcela mínima. Aquela que lhes convinha.”

      E mais adiante:

      “As medidas atmosféricas directas indicam que entre 1812 e 1961 as concentrações de CO2 flutuaram entre cerca de 150 ppmv e valores muito mais altos do que os dos dias de hoje.

      À excepção do ano 1885, todas estas medidas directas deram sempre resultados mais elevados do que os dos proxies dos cilindros de gelo. Durante os 149 anos, de 1812 a 1961, houve três períodos com concentrações muito mais elevadas do que os 379 ppmv do ano 2004 (IPCC, 2007) *.

      Em torno do ano 1820 a concentração atmosférica era de aproximadamente 440 ppmv. À volta de 1885 era de 390 ppmv. E nas proximidades de 1940 mediram-se novamente 440 ppmv no CO2 atmosférico.”

      Já analisaste a fundo o que isso implica?

      Bem, bem, bem… quer dizer, então, que:

      1) Em um curtíssimo período de tempo, a concentração atmosférica de CO2, ao invés de seguir qualquer tendência identificável, subiu e desceu enlouquecidamente, o gráfico corcoveou feito um potro selvagem.

      2) Foram publicadas noventa mil medições de alta precisão em inúmeros periódicos científicos indicando este comportamento anômalo.

      3) Para comer umas verbinhas de financiamento, os malvadões do IPCC esconderam esses dados do mundo inteiro, selecionaram somente aquilo que lhes interessava e orquestraram uma imensa conspiração de convencimento dos governos de todo o planeta de que está ocorrendo em escala mundial um fenômeno perigosíssimo que pode fazer países inteiros desaparecerem, matar bilhões de pessoas e extinguir a maior parte das espécies vivas.

      4) Os governos de todo o planeta acreditaram nesse embuste e estão mudando suas agendas de desenvolvimento e investindo somas imensas de dinheiro sem antes perguntar pro pessoal que pensa diferente do IPCC “qual é a desses caras”.

      Sei. Muito plausível.

      Felizmente não temos com o que nos preocupar, porque o (Chapolim Colorado) Comandante Ashtar Sheran, da Confederação Galáctica de Luz, garantiu que “nenhuma entidade, nem grupos de entidades, possam prejudicar nem deixar de cumprir a execução do plano e a manifestação da idade dourada que no vosso planeta deve e está sendo instaurada.”

      🙂

      Segundo:

      Já ouviste falar em “princípio da cautela”?

      – Se os críticos do IPCC estiverem corretos, jogaremos bilhões de dólares fora inutilmente.

      – Se o IPCC estiver correto, jogaremos o planeta em uma era tórrida ou em uma era glacial, com a provável repetição dos fenômenos da Grande Extinção do Permiano-Triássico.

      Ou o IPCC está certo, ou está errado. Temos que apostar todas as nossas fichas em somente uma das opções.

      Qual dos riscos preferes correr? Jogar fora o dinheiro ou o planeta?

  8. Excelente!
    Porém não escolho nenhuma das alternativas, não significa que uma delas esteja correta.

    Sugeres primeiro jogar fora o dinheiro.

    Bom, é por ai que certo grupo ainda dominante (desenvolvido) quer, desenvolver e intensificar pesquisas sobre determinado assunto, com um início baseado em mitos, como exemplo buraco na camada de ozônio:
    “Em 1950, R. Penndorf, do Laboratório da Força Aérea, em Cambridge, EEUU, analisou os dados do período 1926-42, da estação de Tronsoe, Norte da Noruega. Ele notou registros de concentrações de ozônio de valores tão baixos quanto 50 Unidades Dobson(UD) e uma grande variabilidade diária, com um fator quase 10 (ou seja, 1000%) entre o máximo e o mínimo registrados. Ele chamou essa anomalias de baixas concentrações de “buracos na camada de ozônio”. Porém, a expressão só ficou famosa depois que J.B. Farman, do British Antarctic Survey publicaram um trabalho na revista Nature em 1985.

    Conclua:
    País e Data – Inglaterra – preocupado com a destruição do ozônio. No ano 1960, o cientista Gordon Dobson, utilizou dados coletados na Antártica durante Ano Geofísico Internacional 1957-58, escreveu em seu livro que o “buraco na camada de ozônio sobre a Antártica era natural. Sendo que utilizou “anomalia” e não buraco. O Brasil foi forçado a assinar o Protocolo de Montreal, que banias os CFCs. Isso foi uma exigência do FMI a fim de, renegociar a dívida externa para receber empréstimos.
    Quem é que tem recurso para serem reduzidos ou para subsidiar possíveis falta de alimentos, combustível, matrizes energéticas renováveis, abundancia em água?
    Cegar a população com mitos é interromper nosso desenvolvimento, quando falo em mitos me refiro a determinadas pesquisas que possuem metodologias excelentes, porém, não podem ser confirmada por outros cientistas. O que isso acarreta? Tentamos evoluir corrigindo as farsas científicas, que por sinal são bem elaboradas.

    Tua segunda foi jogar o planeta fora.

    Creio que isso já esta ocorrendo á muito tempo.
    Primeiro, a população do planeta esta num crescimento impressionante e assustador, contudo a maioria dela não ajuda a conservar sua natureza. Como a terceira lei de Newton ou lei de ação e reação.
    Segundo deixar que determinados grupos políticos governamentais liderem esses movimentos de impactos ambientais sem fundo cientifico confirmado, ressaltando, hoje pesquisas são desenvolvidas e publicadas do dia para noite, o que é isso?
    Por outro lado “cientista” mostrando dados errados ou até mesmo inválidos, como a palhaçada que foi a “reunião de copenhagen”. Esta for fim, ocorreu num piscar de olhos, tão falada reunião que iria revolucionar, porém foi algo que atravancou vários pontos científicos além de menosprezar a classe científica. Uma Reunião Política.

    A onde quero chegar?

    Lembrando o presente e passado para esclarecer minhas idéias:
    Como esta a saúde da população de modo geral?
    O que foi esse H1N1?
    Será que o que ocorreu no Haiti não poderia ser realmente previsto e providência terem sido tomadas?
    O que fio a gripe aviária?
    A própria febre aftosa?
    O HIV?

    Fugi um pouco, mas ao ver, isso tudo e outras, têm a mesma origem, com a finalidade de controlar o planeta em que vivemos para, favorecer os ricos e alguns da classe “pensante”, ou seja, eliminar boa parte de pessoas, dito por muitos, senso-comum que não gera retorno.

    O que escolho é não fechar os meus olhos e ouvidos. Por que esse é o ponto para onde aqueles já citados, querem nos levar de encontro. Procuro verdade para alertar quantos eu puder, e para interpor aos que tentam dominar nosso mundo. Quero com certeza fazer minha parte para melhorar nossa qualidade de vida proporcionar igualdade a todos. Penso que se a ciência fosse levada mais a sério, seria mais facial atingir meus objetivos, mas não é por esse empecilho que deixarei me induzirem, porque toda descoberta sé é válida até que se prove ao contrário.
    Cabe frisar, que não sou contra á medidas de controle para diminuir ás interferência que nos seres humanos ocasionamos ao planeta, sou totalmente a favor, porém tem que haver senso crítico para isto.

    COMO diz, Pensar não Dói.

    Talvez já tenhas lido:
    http://www.noticiasagricolas.com.br/dbarquivos/Prof%20Molion%20divulga%20Art%20Tecnico%20do%20Resfr%20Global.pdf

    1. “Ou o IPCC está certo, ou está errado. Temos que apostar todas as nossas fichas em somente uma das opções.” (Eu)

      “Porém não escolho nenhuma das alternativas, não significa que uma delas esteja correta.” (Édine)

      Ai, ai, ai… tertium non datur é uma questão elementar de lógica.

      OU uma proposição é verdadeira, OU ela é falsa, não existe terceira opção.

      OU o IPCC está certo, OU o IPCC está errado, não existe terceira opção.

      Sem essa base lógica bem estabelecida não há como manter um raciocínio coerente, na verdade não há sequer como apresentar um raciocínio.

      Disseste que “o que escolho é não fechar os meus olhos e ouvidos” e que “tem que haver senso crítico para isto”, mas qual é o posicionamento que essas frases trazem? Nenhum.

      O comportamento do clima planetário não vai ficar em cima do muro, ele OU vai OU não vai sofrer uma mudança drástica ao ser ultrapassado o limite de 2°C de aquecimento acima dos níveis pré-industriais.

      Perante essa realidade, temos que nos posicionar: OU vamos fazer tudo que for necessário para reverter esse quadro, OU não vamos.

      Para uma aposta de altíssimo risco, a posição mais responsável é evitar a pior conseqüência. Logo, minha posição é clara: devemos gastar trilhões de dólares se necessário, mas temos que fazer tudo que estiver a nosso alcance para evitar que a temperatura média do planeta suba acima dos 2°C em relação aos níveis pré-industriais. A alternativa é simplesmente terrível demais para que aceitemos qualquer que seja o grau de risco de enfrentá-la.

  9. Disseste
    OU o IPCC está certo, OU o IPCC está errado, não existe terceira opção.
    Sobre esta questão, está errado.
    Quando o IPCC conclui que têm que haver redução dos gases de efeito estufa, neste momento o que os países pensão? Redução de dióxido de carbono. Porém, este reduzido ou não, não influencia ou irá influenciar em hipótese nenhuma, aumento de temperatura, as proporções de sua concentração natural versus a concentração antropogénico comprovam ,tal fato. Já, se tratando em tentar diminuir os gases principais do efeito estufa com: vapor d’água; metano (CH4), óxido nitroso (N2O); compostos de clorofluorcarbono (CFC) entre outro que têm também a capacidade de emitir radiação de ondas longa, concluo que podemos investir recursos financeiros.
    Outro ponto que estou averiguando é as catástrofes nas cidades metropolitanas, que há indícios de que a poluição local, além do setor industrial, é o fator predominante, para as mesmas virem de encontro. Idealizo que deve haver investimento em reestruturação nas grandes cidades, isto é, deve ter um mapeamento focado em recursos hídricos, civil- industrial, civil-urbano e civil-rodoviário para todo o mundo, afim de realmente desenvolver as técnicas necessárias para sobrevivermos, viver com qualidade de vida e por um tempo mais prolongado, no entanto isso têm que ocorrer de modo unificado, todos os países, os que sofrem as reações da natureza constante e os que não sofrem, devido a agressão que cometem a ela.
    Pra mim, é nesse pensamento que devemos focar por em prática já, resolver esses problemas visuais primeiro, para minimizar a problemática, assim, melhorará muito nosso planeta. No entanto, isso é responsabilidade de todos, mas a um problema grandíssimo para se resolver primeiro, que é mudar as atitudes das pessoas!

    1. “Disseste
      OU o IPCC está certo, OU o IPCC está errado, não existe terceira opção.
      Sobre esta questão, está errado.”
      (Édine)

      Se o IPCC não está certo e não está errado, ele está o quê?

      Qual é o nome da terceira possibilidade que dizes existir?

  10. Tweets that mention Aquecimento Global: alarmismo ou perigo real? | Pensar Não Dói -- Topsy.com
  11. Fugindo da ciência……todas as vezes em que o homem tenta destruir a terra,ela tem que destruí-lo antes.
    É pura sobrevivência,rs.
    Medir forças com Gaia…..quem perde somos nós.
    Basta olhar as geleiras do planeta…não deve ser tão complicado,né!

  12. Arthur, vc não deleta comentários?

    Obviamente me assusto com o fato de que meu sucessores serão extintos. Sou dos leigos do lado da preservação do ambiente, contrário dos que acham que o Aquecimento Global é uma mentira.

    Queria, porém, devagar e levantar um ponto:
    Será que o ser humano vai continuar se desenvolvendo daqui 100 milhões de anos? É difícil pensar nisso sem abrir espaço para um argumento muito usado pelo lado negro da força – “Se vai tudo pro saco, vou aproveitar do jeito que quiser quando estiver vivo.”
    O que estou trazendo é somente a questão: Quanto das idéias de preservação não é só uma ilusão de que vamos nos manter mais tempo que as baratas?

    1. É raro eu deletar comentários. Normalmente só deleto os spams e as baixarias. Havia alguns spams aqui e eu deletei depois que li tua pergunta.

      As baratas provavelmente vão durar até o fim da vida no planeta. O ser humano talvez não passe deste século ou do próximo, dependendo do aquecimento global. São horizontes de tempo MUITO distintos.

  13. Enquanto isso…

    http://www.youtube.com/watch?v=FuU7S3XA2UA

    Incrível, não?

    Que falta faz uma imprensa não atrelada.

    1. Gerson, não sei, não… no momento em que ela engrossou o tom de voz, eu teria simplesmente virado as costas e dito para o segurança “tire esses caras daqui, eles não querem informações, querem me constranger”.

      Lógico que ele é um FDP, isso ficou claro com o papo em “off”, mas isso não torna a atitude da repórter mais adequada… sei lá, eu sou da opinião que, se a gente pede uma entrevista para alguém, tem que se comportar de modo que o sujeito aceite dar uma segunda entrevista – a menos, é claro, que o próprio entrevistado nos ofenda sem motivo durante a entrevista.

      Afinal, se eu peço para entrar na casa de alguém e para o dono da casa dispor de um tempo para me atender e responder o que eu quero saber, não é regra de civilidade que eu não traia a confiança dele e busque apenas esclarecimentos? Mesmo que seja sobre fatos desagradáveis, não é adequado que, se eu pedi para o sujeito falar, eu não tente constrangê-lo durante a fala?

      Eu tenho a impressão que, se eu chego na casa do sujeito já querendo detonar o cara, melhor seria entrevistar terceiros que querem também detonar o cara, ou fazer um bom trabalho investigativo para melhor detonar o cara – mas não posso pedir que ele se detone na frente das cãmeras, nem forçá-lo a fazer isso com táticas emocionais.

      Estou pirando na batatinha?

  14. ? Por que meu post não apareceu em ultimo!?

    1. Boa pergunta. 😛

  15. Arthur:
    Eu tenho a impressão que, se eu chego na casa do sujeito já querendo detonar o cara, melhor seria entrevistar terceiros que querem também detonar o cara, ou fazer um bom trabalho investigativo para melhor detonar o cara – mas não posso pedir que ele se detone na frente das cãmeras, nem forçá-lo a fazer isso com táticas emocionais.

    Estou pirando na batatinha?

    Arthur, não sei. Mas tou cansado da imprensa puxa-saco. Nossos ministros e políticos mentem na cara dura. Não vejo como um repórter pode agir a não ser com força.

    Queria saber se ela age diferente lá fora.

    1. É, isso também seria importante verificar. Afinal, sempre existe a possibilidade de repórteres de países do primeiro mundo agirem de modo especialmente agressivo com os governantes do terceiro mundo… e vice-versa. O preconceito está em todos os lugares.

  16. Realmente pensar não dói, o que deve doer é tomar pauladas depois de dizer besteiras.
    Por que gente que não entende do assunto se mete a falar besteira em um blog para todo mundo ver … O senso do ridículo, que exige um mínimo de inteligência, desapareceu da face da Terra …

    1. Deixa eu ler este comentário… arram… é, concordo. Com cada palavra!

  17. Bunitinhus e estão com a razão… o que não me anima nada!
    http://charges.uol.com.br/2013/06/17/classicos-hot-pinguins/

    1. He! He! Hehehe! Penélope vai se esborrachar! He! He! Hehehe!

      Quem diria que o Chorão (dos Apuros de Penélope e da Corrida Maluca) acabaria se tornando o arquétipo do nosso humor…

  18. Não é por falta de aviso:

    http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/02/1408324-mataremos-e-seremos-mortos-em-consequencia-das-mudancas-climaticas.shtml

    [ As mudanças climáticas da Terra, com a escassez de recursos naturais, será um novo elemento para conflitos no século 21. Segundo Harald Welzer, psicólogo e sociólogo alemão, em momentos de crise e na luta pela sobrevivência, os homens tentem a uma rápida regressão à barbárie e ao comportamento cruel.

    Quando a falta de água, por exemplo, colocar em risco populações inteiras, os países, ou grupos humanos, entrarão em confronto. Porém, não serão guerras nucleares ou de trincheiras.

    “O Ocidente não costuma mais, salvo em casos excepcionais, empregar violência direta contra outros estados”, escreve Welzer em “Guerras Climáticas”, “as guerras são hoje empreendimentos realizados por longas cadeias de ação e numerosos atores, por meio dos quais a violência é delegada e se torna informe e invisível.”
    Divulgação
    Este livro faz um prognóstico pouco acolhedor para o século 21
    Este volume traz um prognóstico pouco acolhedor para o século 21

    O padrão de desenvolvimento propiciado pela Revolução Industrial é insustentável se for aplicado em todos os países. Provavelmente, os países envolvidos no processo sabiam disso, daí o neocolonialismo -matéria-prima e mercado consumidor.

    “Isto porque este modelo funcionou logicamente apenas enquanto o poder de uma parte do mundo acumulou o que foi desviado de outras partes; este modelo é particular e não universal”

    O que talvez não soubessem, devido ao pensamento da época, é que a natureza, em vez de ser pacificamente dominada, cobraria um preço pela emissão de poluentes e pelo extrativismo predatório. Em termos de tempo histórico, para não dizer geológico, a cobrança chegou rápido.

    As observações de Welzer se fundamentam em situações limítrofes vividas ao longo da história. Fenômenos sociais do gênero foram presenciados após os terremotos no Haiti e no Chile, além da selvageria vista depois da passagem do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos.

    Os ensaios de “Guerras Climáticas” apresentam perspectivas pouco animadoras sobre as mudanças do clima no planeta e, principalmente, sobre as reações humanas em um período desastroso. ]

    1. Não é por falta de aviso (2) 🙁

      http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/02/682689-autor-preve-catastrofes-globais-caso-a-terra-aqueca-seis-graus.shtml

      [ Seis graus a mais na temperatura média do planeta pode não parecer muita coisa, mas seria o bastante para que populações inteiras fossem exterminadas e países desaparecessem do mapa. A terra racharia em algumas regiões do globo e, em outras, dilúvios e enchentes destruiriam o meio ambiente. É o que conta “Seis Graus”, de Mark Lynas, vencedor do Prêmio da Royal Society como Melhor Livro de Ciência de 2008.

      O livro se fundamenta em previsões de aumento da temperatura do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) de que a temperatura média global pode subir em 6 graus até 2100. Lynas traz propostas do que pode ser feito por governos e cidadãos para retardar o aquecimento global e suas consequências.

      Abaixo, veja algumas das principais alterações previstas pelo autor.
      Divulgação
      Obra prevê futuro catastrófico caso o planeta se aqueça seis graus
      Obra prevê futuro catastrófico caso o planeta se aqueça seis graus

      UM GRAU

      O deserto adormecido da América – Uma grande seca acelera o processo de desertificação do interior dos EUA, com graves consequências para a agricultura.
      Alerta de furacões no Atlântico Sul – Furacões semelhantes ao Catarina, que assolou a costa brasileira em 2004, se tornam mais comuns e intensos.

      DOIS GRAUS

      Oceanos ácidos – Aumento da acidez dos mares dizima o fitoplâncton, vital para o ciclo de carbono, e corais.
      O verão silencioso – Apesar de crises, a humanidade consegue se manter, mas há uma enorme queda na biodiversidade do planeta, particularmente de anfíbios, insetos e algumas plantas.

      TRÊS GRAUS

      A morte do Amazonas – Queimadas cada vez mais comuns tornarão a floresta amazônica um deserto de árvores carbonizadas.
      O naufrágio da Big Apple – Nova York seria inundada, em especial nas regiões da Baixa Manhattan, Coney Island e Rockaway Beach.

      QUATRO GRAUS

      O coração da Antártica – Os recifes gelados de Ross e Ronne são danificados de forma crítica, gerando um degelo capaz de elevar o nível dos mares em 50 metros, com catástrofes por cidades costeiras de todo o planeta.
      As areias da Europa – Novos desertos aparecem no sul da Europa e avançam cada vez mais ao norte, eventualmente dando ao sudeste da Inglaterra um clima semelhante ao encontrado no Marrocos.

      CINCO GRAUS

      Um novo mundo – O planeta está irreconhecível, sem camadas permanentes de gelo, com chuvas torrenciais em diversas regiões e com outras inabitáveis devido ao calor extremo.
      A sobrevivência – Escassez de alimentos e água causa diversos conflitos por todo o globo. O planeta se divide em grupos tribais que lutam por comida e recursos conforme a humanidade está à beira da aniquilação.

      SEIS GRAUS

      Oceanos oleosos – Liberações catastróficas de hidrato de metano fazem com que os mares parem de circular normalmente, cortando o oxigênio e resultando em uma extinção marinha em massa de proporções não vistas desde o período jurássico.
      De volta ao futuro – O mundo agora se assemelha ao final do Permiano, quando houve um efeito estufa que durou 10 mil anos que causou a maior extinção em massa do planeta, há 251 milhões de anos. Esse mesmo patamar de calor seria, no entanto, alcançado em apenas cem anos, causando uma catástrofe sem precedentes na Terra. ]

    2. Já leste “Pesadelo Atômico”, do Lutzemberger, ou algo daquela época? Os ecologistas avisam isso desde “Silent Spring” de Rachel Carson, publicado em 1962!

    3. Linquei os dois livros ai mas acho difícil acreditar nas coisas tão exatas como as do segundo, relacionando cada grau a mudanças determinadas. Acho que há tendências, mas a coisa será (se ocorrer TOC TOC TOC) mais caótica. Já o primeiro parece estar mais correto.

    4. Não, não li. Melhor nem ler, né? O maior perigo agora é o clima.

    5. Às vezes eu releio textos dos ecologistas da década de 1970 e penso: “Putzgrila! Aquilo parecia tão distante naquela época, parecia que o mundo ia agüentar tanto tempo antes de finalmente começar a ceder, mas aqui estão, no meu tempo de vida, todas as conseqüências que os ecologistas mais apocalípticos alertavam!”

    1. Eu acho assustador. Não é uma pausa. O calor está apenas sendo acumulado dentro de outra gaveta: ao invés de acumular na atmosfera, acumula no oceano.

      É como empurrar um balde vazio, com a boca para cima, dentro de uma piscina que está sendo preenchida com água por uma mangueira. No momento em que a água atingir a borda do balde e preenchê-lo rapidamente, o nível da água da piscina vai baixar um pouco.

      Mas em algum momento a quantidade de água dentro da piscina diminuiu?

      O oceano está bancando o balde de temperatura.

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