A humanidade maneja a economia do mesmo modo que o bonequinho que ilustra meu blog maneja o serrote. A única diferença é que o bonequinho só pode prejudicar a si mesmo. Tudo no panorama político e cultural indica que as medidas necessárias para evitar um colapso climático não serão implementadas até que seja amplamente ultrapassado o ponto sem retorno. As previsões tradicionais sugerem que bilhões morrerão em função de catástrofes ambientais, mas existe um cenário alternativo ainda mais tenebroso.

catamaran

– A população humana demora mais de quarenta anos para responder a qualquer tentativa de controle de natalidade, porque os nascidos hoje ainda estarão se reproduzindo nos próximos quarenta anos.

– O aquecimento global ultrapassará o ponto sem retorno de +2°C em relação aos níveis pré-industriais em algum momento da próxima década, conduzindo o planeta a uma irreversível elevação do nível dos oceanos que eliminará milhões de quilômetros quadrados de ecossistemas e de terra fértil e que deslocará bilhões de pessoas.

– Uma população maior em uma área menor, em um mundo conflagrado pela fome, pelos deslocamentos migratórios e pela procura desesperada de novas áreas para produção de alimentos promoverá a devastação definitiva dos poucos ecossistemas remanescentes, gerando um regime de variações climáticas extremas devido à incapacidade de regulação pela combalida biosfera restante.

Perante tal quadro de descalabro, a elite dominante planetária, detentora do controle do complexo militar-industrial, terá duas opções a seu dispor:

1) Perecer junto com a maioria, em solidariedade.

2) Salvar a própria pele eliminando preventivamente uma grande parcela da população para permitir a recuperação da biosfera antes que ocorra um colapso climático.

Não é difícil imaginar qual será a estratégia escolhida.

O modo mais eficaz de fazer isso é o terrorismo biológico: basta liberar um vírus de alta transmissibilidade e alta letalidade simultaneamente nos maiores aeroportos do mundo para que o caos se instale inescapavelmente em poucas horas ao redor do planeta. Obviamente seria usado um vírus modificado para o qual somente o grupo dos desenvolvedores seria previamente vacinado e a informação da existência da vacina seria omitida.

Quem mais sobreviveria? Talvez alguns poucos naturalmente imunes, os habitantes de ilhas remotas e meia dúzia de velejadores solitários.

Eu vou comprar um veleiro. E você?

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 29/07/2009

Publicado originalmente no Orkut em julho de 2009.

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Você achou este artigo “muito radical”? Acha que eu sou um “alarmista”? Não gostou do meu “tom apocalíptico”? Então leia este artigo:

Entenda meu “tom apocalíptico” sobre o aquecimento global e a desestabilização climática

18 thoughts on “Somente os ricos e os paranóicos sobreviverão!

  1. Que viagem, Dog!
    So li o post uma vez….nao sei se entendi bem o q vc quis dizer…mas acho q vc viajou legal na maionese…..hahaha

    p.s.: por via das duvidas…..no eBay tem veleiro for sale? =)

  2. Olha, Geo, eu estou pensando em um catamarã com três ou quatro cabines. Ainda tem lugar na tripulação. 🙂

  3. Pior que de novo não vi falhas no seu raciocínio.

    1. A gente tem que torcer para ter falhas no raciocínio de quem tem condições econômicas e técnicas de fazer uma coisa terrível dessas…

  4. Se eu criar um roteiro de quadrinhos baseado nisso, preciso te pagar royalties? LOL

    1. A minha parte eu quero em cartelas de suplementos vitamínico-minerais e de fibras, tudo em pó ultraseco. As maiores dificuldades para a nutrição no mar são justamente a vitamina C e as fibras…

  5. O clima aqui já não anda muito otimista com o post sobre o ôvo da serpente e outros, logo quem não quiser desanimar mais é melhor não seguir este link apos ler o texto acima. Se bem que basta ler o link que já se entende o básico:

    http://oglobo.globo.com/ciencia/cientistas-criam-virus-capaz-de-matar-6-em-cada-10-infectados-3487391
    🙁

    1. Pois é, eu previ a coisa em julho de 2009 (na verdade muito antes, aquela foi só a data de publicação do artigo) e em dezembro de 2011 recebemos a notícia de que a arma está pronta para uso.

      Olha só:

      “Cientistas têm poucas dúvidas de que a nova linhagem de H5N1 criada — resultado de apenas cinco mutações em dois genes-chaves — tenha o potencial de causar uma pandemia humana devastadora que poderia matar dezenas de milhões de pessoas.”

      Tolinhos. Planejando bem os focos de disseminação da epidemia, dá pra elevar essa ordem de grandez para “bilhões” fácil, fácil. Por exemplo: se um terrorista devidamente imunizado passar o dia inteiro lavando as janelas de cada um dos dos 100 maiores aeroportos do planeta com uma solução de vírus numa simples garrafinha plástica com bico pulverizador, quando surgirem as primeiras notícias na mídia sobre os primeiros contaminados já haverá milhões de contaminados em quase todos os países do planeta.

      Só com essa informação (nome do vírus-base, número de mutações e indicação grosseira de que se trata de “genes-chave”) qualquer laboratório de genética minimamente equipado pode começar a testar algumas dezenas ou centenas de combinações ao acaso e numa daquelas encontrar ou a mesma combinação, ou uma semelhante igualmente mortífera, ou uma outra que pode ser um pouco menos ou talvez muito mais perigosa.

      Eu não tenho dúvida de que já não se trata mais de “se” um genocídio provocado por uma arma biológica preparada especialmente para esse fim vai acontecer, mas de “quando” isso vai acontecer.

      Minha família acha muito estranho (para não dizer ridículo e paranóico) que eu pretenda adquirir um veleiro com essa finalidade e que eu já esteja pensando em termos de estoque de vitamina C (para evitar o escorbuto no mar) e abastecimento permanente de alimentos não perecíveis (compra dez caixas, consome uma, compra uma, de modo a ter sempre dez).

      Eu não vou viver amedrontado com esta possibilidade, vou tocar meus projetos, escrever meus livros, ter meus filhos, curtir praia, tudo com a maior normalidade… mas com o “Plano B” ancorado pertinho, sempre revisado e abastecido. (Aliás, “Plano B” será um ótimo nome para este veleiro!) 🙂

    2. Pensei o mesmo sobre as informações técnicas. Parece até provocação. Imagine só a alegria dos terroristas! Ou de algum cientista maluco como o Peters d´Os Doze Macacos!

    3. Ainda não vi esse filme. 🙁 Faz anos que quero assisti-lo, mas confesso que não me empenhei em localizá-lo. E também “o homem que queria ser rei”, que num primeiro momento pode não parecer mas que tem tudo a ver.

    4. Eu temo mesmo é uma pandemia do H5N1 geneticamente modificado, com taxas monstruosas de mortalidade, de até 60%, conforme teu link de abertura desta seqüência de comentários, ou de algum outro vírus geneticamente modificado. Isso porque neste caso a pandemia será planejada e portanto se espalhará bem mais rápido do que uma pandemia natural.

    1. É… isso tem toda a cara de uma preparação camuflada para o pior…

  6. Hoje no ponto de ônibus 2 estudantes de Direito estavam comentando sobre a possibilidade de alguem liberar algum micróbio fatal pra reduzir a população e os impactos ecológicos da humanidade. Não deu tempo de perguntar daonde eles tinham tirado a ideia.

    1. A idéia não é muito difícil de imaginar… eis o problema!!!

  7. Se um vírus com esse propósito fosse criado ele mataria milhões pela dificuldade em ‘encontrar’ a vacina pra esse vírus ou pela dificuldade em imunizar todo mundo?
    E, quanto tempo mais ou menos aproximadamente você acha que teremos até o aquecimento global começar a provocar grandes desastres naturais e matar muita gente ao ponto da elite econômica tomar uma atitude drástica dessas? Acho que vou começar a reunir dinheiro pra comprar um veleiro também 🙁

    1. No momento em que uma coisa dessas começasse a se espalhar, por exemplo após um ataque coordenado nos maiores aeroportos do mundo, em uma semana o caos estaria estabelecido no planeta inteiro. Não daria tempo nem para uma coisa, nem para a outra.

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