Homens e Mulheres são absolutamente iguais em dignidade e em merecimento de felicidade e realização em todos as áreas de suas vidas. Mas homens e mulheres não são física nem psicologicamente iguais, o que torna necessário tratar diferentemente os diferentes para que se obtenha justiça de tratamento naquilo em que os gêneros são diferentes. Por outro lado, homens e mulheres não são diferentes em muitas áreas, o que torna necessário tratar igualmente os iguais para que se obtenha justiça de tratamento naquilo em que os gêneros são iguais.

A esse tratamento diferente do que é diferente e igual do que é igual, procurando a máxima dignidade, a máxima felicidade e a máxima realização de todo ser humano eu chamo equanimidade, e esse é meu foco quando eu falo de Direitos Humanos. O mesmo eu poderia dizer em relação às diferentes raças (brancos, negros, vermelhos e amarelos diferem na susceptibilidade a certas doenças, por exemplo, e no entanto a maior parte dos experimentos para produzir medicamentos são feitos com indivíduos de apenas uma das raças, o que é cientificamente incorreto e socialmente irresponsável) ou às diferentes condições físicas (indivíduos saudáveis e deficientes físicos ou mentais não são idênticos e seria muito injusto tratá-los de modo injusto sem dar atenção a suas necessidade especiais). Mas aqui eu quero falar de gênero.

Eu quero chamar a atenção para um fenômeno pernicioso que está se fortalecendo perigosamente em nossa sociedade e quem tem tudo para gerar mais problemas do que pretende solucionar: um feminismo desagregador, ressentido, ilusório, que acirra a batalha entre os sexos transferindo-a para os bastidores da sociedade e para os subterrâneos da cultura, gerando injustiças e imensos prejuízos sociais.

Como os exemplos são inúmeros, vou usar uma argumentação enfocando um único tema, que é o reflexo no mercado de uma “conquista” feminista que vai prejudicar a todos, homens e mulheres: a licença maternidade de seis meses.

Bem, comecemos pelo óbvio: homens não tem TPM, portanto são mais estáveis e como é desejável ter uma equipe estável é melhor sempre que possível contratar apenas homens, certo? Errado. Embora a TPM seja realmente uma característica exclusivamente feminina e decididamente não contribua em nada para a produtividade, muito antes pelo contrário, este é o tipo da hipótese que não se sustenta numa avaliação isenta de preconceitos e ideologias. Na verdade, equipes mistas costumam ser mais estáveis e produtivas que equipes monogenéricas de qualquer sexo em praticamente todas as áreas, salvo em atividades específicas nas quais um dos sexos se sai melhor.

Definitivamente existem atividades que são melhor desempenhadas por um dos sexos, mas o caso geral é que há inúmeros outros fatores que são mais importantes para definir desempenho do que a diferença de gênero. Portanto, esta linha de raciocínio não me parece muito produtiva.

Mas se as diferenças entre os gêneros raramente implicam diferenças de capacidade ou de produtividade na maioria das atividades, e se está provado que equipes mistas costumam funcionar melhor que equipes onde apenas um gênero está representado, o que então faz diferença? Nova linha, parágrafo, muita atenção agora!

O que faz diferença é a maneira com que tratamos as diferenças.

O feminismo surgiu em contraposição ao machismo. As mulheres produziram um grande movimento de ação afirmativa e mostraram ao mundo que não são seres humanos de segunda categoria, o que é a grande e positiva conquista histórica do feminismo. Porém, uma vez atingido este objetivo, o feminismo continuou fazendo aquilo que ele sempre fez – uma imensa ação afirmativa do sexo feminino. Simplesmente não é verdade que o machismo é ruim e o feminismo é bom: o machismo é uma ação afirmativa masculina e o feminismo é uma ação afirmativa feminina. Nenhum dos dois é uma busca de equilíbrio. Ambos puxam a brasa para a própria sardinha, e só. Ambos são sexismos.

Ora, se ambos são sexismos, e são, e sei que serei atacado pelas feministas por dizer isso, então se queremos equanimidade e harmonia vamos parar de tratar diferentemente o machismo e o feminismo e tratar de rejeitar de uma vez todo e qualquer movimento sexista! Está na hora de homens e mulheres deixarem de lado a batalha dos sexos e começarem a construir juntos um novo movimento, o ANTI-SEXISMO.

Vamos finalmente ao exemplo prometido desde o título.

A licença maternidade com duração de seis meses é vista como uma conquista inequívoca das mulheres. Mas de inequívoca esta conquista só tem a aparência superficial. Lembram quando eu falei que “o que faz diferença é a maneira com que tratamos as diferenças”? Este é um dos casos mais notórios.

Se fosse apenas pelas diferenças naturais entre homens e mulheres, poucas empresas realmente esclarecidas contratariam diferencialmente segundo gênero para qualquer escalão exceto o primeiro – que é talvez a única situação em que ainda é necessária e legítima alguma ação afirmativa feminina.

A obrigatoriedade de manter a estabilidade de uma funcionária desde a descoberta da gravidez até cinco meses após o parto pode significar até catorze meses de establidade e seis meses de pagamento de licença a uma funcionária que nada produz. Já a licença paternidade dura oito dias e não traz garantia alguma de estabilidade.

Caneta e papel na mão, é mais arriscado e potencialmente custoso contratar um homem ou uma mulher? Cálculo atuarial, que é o que aparece no balanço anual, não opiniões nem ideologias, mostra que graças à diferença entre as licenças maternidade e paternidade é muito melhor contratar um homem que uma mulher. O que faz diferença é a maneira com que tratamos as diferenças.

O que eu proponho então? Que se elimine a licença maternidade para tornar menos desvantajoso às empresas contratar mulheres? Não, claro que não. Eu acho uma excelente idéia que a mulher possa permanecer por seis meses junto ao filho recém-nascido, recuperando-se do parto, cuidando da criança, amamentando na hora certa e até a idade certa e desenvolvendo um forte vínculo afetivo com a criança. O que eu proponho é que o mesmo direito seja estendido ao pai da criança, em plena igualdade com a mãe: seis meses de licença paternidade, com estabilidade desde a descoberta da gravidez da companheira até cinco meses após o parto.

Isso garantiria muito maior tranqüilidade às famílias, propiciaria a formação de um vínculo afetivo mais intenso do pai com a criança, permitiria que o homem permanecesse ao lado da mulher cuidando dela no período em que ela mais precisa de companhia e amparo para sua recuperação física e adaptação psicológica à nova situação, além de garantir muito melhor atendimento à criança, podendo o casal revezar períodos de sono e vigília para que sempre um dos dois esteja descansado.

Do ponto de vista do mercado isso eliminaria uma das principais causas pelas quais as empresas preferem contratar homens ao invés de mulheres. Haveria um benefício líquido para todas as mulheres, expresso em maiores taxas de empregabilidade feminina instantaneamente após a promulgação da lei de isonomia entre as licenças maternidade e paternidade.

As feministas se opõem veementemente sempre que eu apresento este raciocínio. Não há nenhuma razão objetiva para esta oposição, pois as mulheres seriam ainda mais beneficiadas e não teriam nenhum prejuízo com a licença paternidade de seis meses e estabilidade para os pais. Mas elas continuam contrárias à proposta mesmo depois deste esclarecimento.

O que se depreende dessa contrariedade? Que existe um um feminismo desagregador, ressentido, ilusório, que acirra a batalha entre os sexos, exatamente como sempre afirmei.

Maldita seja toda forma de sexismo!

22 thoughts on “Por que NÃO contratar uma mulher

  1. Tá bom. Eu acho ótimo, em alguns países já existe licença paternindade igual a maternidade. Não me lembro bem agora, mas acho que tem até um país no qual as mulheres tem licença logo quando a criança nasce e os homens tem licença quando a criança faz dois anos (a mãe já está trabalhando, não é mais insubstituível – já passou o periodo de amamentação – e o pai pode ter maior contato com o filho). Achei essa idéia genial.
    Agora, diz pra gente, que feministas são essas que se opoem à sua proposta? E que argumento elas usam?

  2. “Aiaiai”, seguem logo abaixo, em itálico, alguns dos comentários a este meu artigo quando postado em um fórum de debates. Os meus comentários são precedidos pelas minhas iniciais.
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    “Discordo totalmente. Não existe nenhum motivo pra dar 6 meses de licença paternidade, isso me parece um absurdo completo. Os seis meses para a mulher se justifica pela amamentação que deve ser de no mínimo 6 meses. Porém, não vejo necessidade para que o pai fique em casa cuidadando do filho, já que a mãe já está lá. A licença paternidade só foi criada para que o pai registrasse a criança, dando um prazo de 5 dias, mas que vai ser ou já foi não sei, aumentado para 15 dias. Isso permite que o pai tenha tempo de registrar não importa aonde esteja. Mas seis meses? Bah…”
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    AGL: Essa pessoa diz que a licença maternidade “só se justifica pela amamentação”. Aparentemente ela não percebe nem que há mulheres que não amamentam e mesmo assim recebem a licença, nem que existe algo além nas relações humanas do que uma mera relação nutricional. E, como se pode perceber pelo tom do texto, esta pessoa acha a mulher indispensável e o homem inútil.
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    “Sou pai de 2 filhos com idades entre 7 e 10 anos (um casal), e acho que não existe necessidade de um PAI ficar 6 meses em casa de resguardo com a mãe! Dogbert para com isso!!! O que vai ter de brasileiro tendo filho pra ficar seis meses em casa! E se for gêmeos??? Fica um ano em casa?! Páraaaaaaaaaa!”
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    AGL: Essa pessoa não percebe que a possibilidade já está aberta às mulheres hoje, eu só proponho a igualdade de direitos, para o bem e para o mal.

    “Se homem amamentasse eu seria a primeira a pedir 6 meses de licença paternidade.”
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    AGL: Essa é feminista roxa. Traduzindo a frase dela, significa que as características fisiológicas das mulheres devem lhes conferir privilégios econômicos. Ou seja, “mulheres valem mais que homens”.
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    “Não cabe as mulheres defenderem os direitos dos homens, mas duvido que as mesmas (enquanto feministas) seriam contra essa isonomia. Se forem, devem ter suas razões nas quais eu não conheço ou que você não colocou aqui.”
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    AGL: Mas esta mesma pessoa quer que aos homens caiba o dever de defender os direitos das mulheres. Interessante, não? É mais um exemplo de “mulheres valem mais que homens”.
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    “De minha parte, prefiro k os homens fikem com a licença-maternidade inteirinha só para eles. Prefiro tb k amamentem (sim, isso é possível, é só tomar uns hormônios), MAS NÃO VALE AMARELAR NA HR EM K OS BICOS DOS PEITOS RACHAREM, DE CRIAR PUS E SANGRAR.”
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    AGL: Essa pessoa é outra que quer justificar privilégios econômicos com características fisiológicas.
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    “Meu Deus do céu! Já é difícil para as mulheres conseguirem seus próprios direitos e vc ainda quer jogar nas nossas costas o que vcs precisam reivindicar?”
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    AGL: Esse comentário foi postado em resposta à pergunta “Quando foi que o movimento feminista exigiu o fim do serviço militar obrigatório para os homens?” – e deixa bem claro que a suposta “luta pela igualdade” do discurso das feministas não corresponde às verdadeiras intenções das feministas.
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    Assim como esses há inúmeros outros comentários. Muita gente dizendo que macho+ismo é sexismo mas fêmea+ismo é igualdade.
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    Houve até quem dissesse que quando uma mulher recebe salário menor isso é preconceito, mas quando um homem tem que pagar um ingresso maior é “uma estratégia mercadológica e nada tem a ver com ‘privilégios'”. Ou seja, nos dois casos existe uma desvantagem econômica contra um dos sexos, mas contra a mulher é discriminação intolerável, enquanto contra o homem é estratégia mercadológica irrelevante.
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    Estamos muito distantes de começar a combater o sexismo.

  3. E quem te disse que essas pessoas são feministas? Feministas querem igualdade…vc não pode pegar o exemplo de seis gatos pingados e dizer que as feministas são contra alguma coisa. Eu sou feminista e não sou contra, acho inclusive que é um direito que homens e mulheres devem batalhar para ter. Assim como acho que serviço obrigatório é um absurdo. Vc diz que as feministas nunca lutaram contra o serviço obrigatório. Isso não é verdade. Tanto lutaram que hoje ele não existe mais num dos países mais beligerantes que existe: os eua.
    Note que eu não estou aqui para brigar com vc, eu concordo com você.
    O problema é que quando vc diz uma coisa e coloca que as feministas são contra, você não está ajudando à nossa causa (minha, sua e de quem mais luta a favor da liberdade e da igualdade).
    Vc está falando de algumas pessoas que se dizem feministas mas que provavelmente são apenas revoltadas com os homens. Essa generalização – feministas são isso ou são aquilo – prejudica a troca de idéias.
    As feministas não são revoltadas com os homens e sim com o sistema patriarcal que nos colocou – homens e mulheres – numa prisão de insensatez.
    pense nisso, por favor. Gosto muito das suas opiniões e acho que vc tem muito a colaborar por um mundo mais igualitário.

  4. “Aiaiai”, olha bem o que eu disse: “Assim como esses há inúmeros outros comentários. Muita gente dizendo que macho+ismo é sexismo mas fêmea+ismo é igualdade.” Não são meia dúzia de gatos pingados. Eu sou um antigo militante pelos Direitos Humanos, minha posição deriva de uma observação extensa ao longo de mais de duas décadas nas universidades, nas ONGs, nos partidos políticos, nas publicações sobre questões de gênero, em congressos, em palestras, em mesas-redondas e mais recentemente em fóruns virtuais como o Orkut.

    A amostra sobre a qual construí minha posição é grande demais e foi tomada durante tempo demais em eventos diversos demais para que não seja representativa. Não duvido que tu sejas uma pessoa bem intencionada que acredita mesmo que a luta feminista é pela igualdade, mas não é isso que eu tenho visto no ativismo feminista há muitos anos, nem é isso que eu tenho visto nos resultados em termos de políticas públicas e até de legislação aprovada e vigente no país em decorrência das pressões do movimento feminista.

    Eu ainda vou postar muito a respeito disso aqui no blog, então por enquanto vou manter os argumentos centrados no foco deste artigo: se as feministas lutam mesmo por igualdade, por que eu nunca vi uma feminista falar em igualdade de prazo entre licença maternidade e licença paternidade a não ser quando provocada por mim em fóruns presenciais ou virtuais?

    Pelo contrário, eu vejo freqüentemente feministas enfurecidas com a simples argumentação de que o homem deveria ter o mesmo período de licença que a mulher, seguida de intensas tentativas de desconstruir a legitimidade desta idéia com argumentos como “homem não amamenta” ou o irracional “você quer acabar com uma conquista histórica das mulheres, seu machista @#$%&%$@#!!!!!”, sendo que meu argumento costuma enfatizar que a igualdade de direitos nesta área seria benéfica para as mulheres no mercado de trabalho.

    Mas se a mãe biológica não quiser amamentar, ou não puder, não deveria
    perder o direito à licença maternidade de seis meses, de acordo com o mesmo argumento usado para justificar a negativa de extensão deste direito aos homens?

    E há a questão da adoção. Se uma mulher solteira adota uma criança, ganha seis meses de licença maternidade. Se um homem solteiro adota uma criança, ganha apenas oito dias de licença paternidade.

    Mas espera aí… mãe adotiva amamenta? Não, né? Então, qual a justificativa para a diferença de prazo das licenças neste caso? Será que as necessidades e os interesses das crianças são diferentes conforme o sexo do adotante?

    Pois é, parece que o argumento da amamentação só é válido na hora de negar o mesmo direito aos homens. Na hora de aplicar o mesmo raciocínio às mulheres o argumento interessantemente deixa de valer. Esse é o tipo de ideologia que eu vejo ser propagado há décadas sob o rótulo de “luta pela igualdade”. Aí é dose.

  5. Seus textos são geniais Arthur. A cada um que leio fico com mais vontade de ler o próximo 😀

    Na verdade eu penso que o feminismo é um movimento tão falso quanto religiões ou política. As feministas mais ativistas entram com uma idéia revolucionária e bonita, com ideais libertários e igualitários mas no fim acabam se tornando tão dogmáticas quanto Beatas de igreja que não conseguem aceitar nada que vá contra seuas idéias e acabam por enterrar propostas como essa que vc postou e propagá-las como machismo, simplesmente porque “derrubariam uma conquista feminina” (O que não é verdade). As outras, digamos feministas não-ativistas, só vão na idéia das outras pra exaltar o “ufanismo feminista” desconhecendo os efeitos reais do que se propõe.

    Desculpe se falei merda aqui, mas uma coisa que não suporto nas pessoas é essa vontade que elas tem de sempre querer se diferenciar de seu semelhante. Gênero, religião, cor de pele, time de futebol…tudo é motivo pra briga e comparações. E isso está longe de terminar.

    1. Victor, muito obrigado pela visita e pelo elogio! 🙂 Eu nunca havia comparado o aspecto dogmático das feministas com as beatas de igreja, mas sabes que é uma boa comparação?

      Eu conheço um caso de um ativista feminista que passou a ser atacado quando começou a questionar alguns dos rumos que o movimento feminista estava tomando, até que foi virulentamente ridicularizado e acusado de ser um “machista infiltrado”.

      Observando a coisa pelo ângulo que propuseste, o que ocorreu foi mais ou menos isto: acusação de heresia, condenação à fogueira e tortura antes da execução.

  6. Daniel Pires

    17/07/2010 — 15:04

    “Divindades, bem e mal absolutos, sacrifícios, textos sagrados, história da criação, culto, verdades sagradas e código de moralidade, profetas, fanatismo todas essas são características encontradas em todas religiões, ao fazer uma análise, percebi que o feminismo tem todas as características de uma religião, sendo assim pode ser classificado como tal. Vou explicar todas as características, uma por uma:

    1- Divindades: No feminismo existem duas divindades, a primeira é a mulher, que representa a bondade, porém essa “deusa” não pode ser perturbada e suas exigências sempre devem ser atendidas. A segunda divindade é o homem, que representa a maldade, esse “diabo” deve ser sempre perturbado e suas exigências nunca devem ser atendidas.
    2- Bem e mal absolutos: A mulher é o bem absoluto, o homem é o mal absoluto. Por isso que há tanta veneração à mulher e repudio ao homem.
    3- Sacrifícios: Aborto pode ser visto como um sacrifício para a deusa, lembrem a deusa não pode ser perturbada e suas exigências devem ser atendidas sempre, mesmo se ela exigir assassinato.
    4- Textos sagrados: Assim como o cristianismo tem a Bíblia e o islão tem o Corão, o feminismo tb tem um livro sagrado, no caso, SCUM Manifesto. O feminismo tem suas histórias religiosas que incluem a saga das mulheres oprimidas pelos terríveis patriarcas e a libertação do povo feminino no século XX. Não é permitido questionar ou analisar os textos sagrados, o feminismo exige lealdade cega.
    5- História da criação: Feministas estão divididas nesse ponto, algumas dizem que a Deusa criou o mundo, criou as mulheres com o poder da pureza e os homens com o poder da podridão, outras afirmam que o sexo masculino é uma aberração genética, o gene Y é um gene mutante ou que o homem é uma mulher que não atingiu qualidade genética suficiente por isso nasceu imperfeito. A história aqui é a mesma dos textos sagrados, sem análises ou questionamentos.

    6- Culto: No feminismo existem quatro cultos. O primeiro é o Culto do Vitimismo, onde a deusa mostra toda seu sofrimento nas mãos do demônio, o segundo é o Culto do Patriarcado, onde é mostrado o que o demônio fez e faz com a pobre deusa. O terceiro é o Culto das Características, nesse culto tudo que é feminino é venerado e tudo que é masculino é ridicularizado, o último é o Culto da Veneração, onde a deusa é apresentada como um ser superior e perfeito e o demônio como inferior e imperfeito.
    7- Verdades sagradas: As mulheres são oprimidas, mais evoluídas, são pacíficas, sofrem no patriarcado e apenas elas podem salvar o mundo, essas são algumas das verdades sagradas do feminismo, tb não podem ser analisadas ou questionadas.
    8- Código de moralidade: Tudo que a mulher faz é bom e certo, tudo que o homem faz é mau e errado, o código de moralidade feminista é extremamente simples, o sexo vai definir se o que o indivíduo faz é certo ou errado.
    9- Profetas: Valerie Solanas e sua corja são as “profetas”, elas carregam sabedoria infinita e verdades incontestáveis, são vistas como as salvadoras das mulheres.
    10- Fanatismo: A religião feminista tem caráter extremamente fanático, tudo deve ser como o feminismo exige, as fiéis estão dispostas a fazerem qualquer coisa para espalhar a verdade suprema e criar sua utopia.”

    Nestor Steiner

  7. Caro Daniel,lendo o que escreves…..tenho a certeza absoluta de que desconhces,não apenas a história do feminismo no mundo,como também não sabes nada da história de nossa civilização.
    Eu lamento profundamente que ainda exista gente com essa falta de conhecimento.
    Era de se esperar que (92) anos depois que Bertha Lutz escreveu sua famosa carta,as coisas tivessem melhorado.
    O que avançou loucamente foi a tecnologia…..porque o ser humano continua o mesmo.
    De verdade não existe guerra alguma entre homens e mulheres…..o que existe são pessoas….homens e mulheres que se odeiam a ponto de terem perdido todo e qualquer bom senso.

    Estou perdendo meu tempo…..gente velha quando não quer mudar,como como pedra,rs.

    Poderia citar uma vasta bibliografia…..sobre o assunto e de nada adiantaria.

    Esse assunto é como os D.H….tem gente que nunca leu,não sabe do que se trata….mas ´tem a certeza de que defendemos só bandidos.

    Lamento por mim….por todos nós.
    Poderíamos usar espaços como este para sanar equívocos…..não para perpetua-los.

  8. Perdão…..gente velha quando não quer mudar,fica como pedra.

  9. Daniel Pires

    17/07/2010 — 17:27

    Eu tenho 23 anos. Ao invés de atacar minha credibilidade, por que não ataca a ideia defendida pelo texto? É a coisa mais fácil do mundo dizer “ah, esse texto só tem bobagem” ou “minha nossa, como você é ignorante”. Difícil é refutar isso. Parece aquele esquete do Chaves onde o Quico diz “manda outra pergunta, essa é muito fácil”.

    “Sanar equívocos” é eufemismo para “fazer todos concordarem comigo e abraçarem a verdade suprema do feminismo”.

    Aliás, sua resposta incorreu num dos pontos citados no texto (4 e 7), atacando o interlocutor e dizendo que ele é pouco iluminado, o que só corrobora a veracidade da tese. Movimentos feministas são sexistas, não querem igualdade, mas privilégios, como mostra a prática, como debatemos aqui exaustivamente. Me dizer que não pesquisei o suficiente não vai mudar isso.

  10. Pela primeira vez na história do blog, graças ao texto “Não existe feminista em navio que está afundando“, eu não estou conseguindo responder a todos os comentários. 🙂

    1. Daniel Pires

      17/07/2010 — 17:51

      Isso é bom?

    2. Por um lado é ótimo, por outro lado não.

      O lado bom é que isso mostra que o interesse pelos meus artigos está aumentando. O lado ruim, obviamente, é deixar alguns comentaristas sem resposta direta (fundo rosa) para cada comentário. Mas eu tentarei responder de modo geral, com comentários autorais (fundo verde) a todos, ainda que tenha que reunir diversas respostas em um único comentário. Afinal, meus leitores são a razão de ser da existência do blog.

  11. Daniel Pires

    17/07/2010 — 17:54

    Eu acho que a gente só leva em conta o aspecto de recuperação física quando pensamos na licença-maternidade. Me ocorreu aqui agora que passar tempo com a criança é essencial.

    Aliás, o homem também pode ter um desgaste sério caso se comporte de maneira honrada e cuide da mulher durante a gravidez, incluindo-se aí as famosas levantadas durante a madrugada pra comprar sorvete de cupuaçu com feijão.

    1. Passar tempo com a família é essencial. 😉

  12. feminista = sapata amargurada
    fato.

    e a tal licença-maternidade de 6 meses é uma grande piada.

  13. VOCES SÃO UM BANDO DE VIADINHO Q FICA AE FALANDO DAS MULHERES
    PORQUE VC Ñ PROCURAM O Q FAZER

    AO INVES DE SEGUIR O VIADO CHEFE O TAU DE ARTHUR

  14. Pois é, Arthur.

    Aparentemente eu sou a única feminista que concorda com a igualdade de tempo da licença paternidade, já que insiste em dizer que dentre as feministas que passaram por sua vida, todas eram maças podres.

    Na Suécia e Canadá, por exemplo, que são países com mentalidades feministas muito mais avançadas que aqui, o que se fala é em Licença Parental, ou seja, é concedido um prazo de licença (de 1 ano e meio) que pode ser dividido entre o pai e a mãe. A divisão fica a cargo do casal, mas na Suécia é obrigatório que o pai tire no mínimo 2 meses.

    1. Bruna, eu conheço mais gente que se diz feminista e é muito legal. Só que eu ouço ou leio o que estas pessoas dizem e percebo que elas não são feministas, elas são MULHERES HUMANISTAS.

      Se vocês lutam tanto assim por igualdade, por que se apegam tanto a um rótulo desigual? (Nome de um sexo) + (ismo) = (sexismo). Simples assim. Quem luta por igualdade de direitos entre todos os seres humanos não é (nome de um sexo) + (ista), é (humanos) + (ista).

  15. Bruna,Licença Parental,seria muito bom.
    Inclusive para qualquer parente que tenha que cuidar da criança.
    Assim como já existe,salvo engano,licença para quem adota.

    1. A licença para quem adota é de seis meses quando uma mulher adota e de oito dias quando um homem adota uma criança, do mesmo modo que as licenças maternidade e paternidade. Ou seja, uma aberração descabida, porque adotante não tem que se recuperar de parto nem amamentar, que são as desculpas para as feministas dizerem que a mulher precisa de mais tempo.

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