A situação do Haiti estava absurdamente caótica, com assassinatos brutais e crimes diversos acontecendo diariamente à luz do sol, até que a ONU tomou vergonha na cara, montou uma operação militar, invadiu o país, impôs um toque de recolher, reduziu drasticamente a matança, freou a barbárie, garantiu a paz à força e agora finalmente existe a possibilidade de reconstruir as instituições do país. Há muitas outras pessoas esperando este mesmo tipo de socorro.

Se não fosse a intervenção armada e a tomada das ruas pela força, milhares de pessoas continuariam a ser brutalizadas e assassinadas no Haiti, e muitas mais morreriam ou padeceriam de fome, doenças e desabrigo.

Nada – absolutamente nada – justifica deixar o ser humano desamparado perante um governo ou um desgoverno que viole os direitos e liberdades fundamentais do ser humano.

Do mesmo jeito que foi feito com o Haiti, está na hora de invadir a Somália para acabar com a pirataria, os seqüestros e as execuções de reféns, o Sudão pra arrasar com aquela ditadura de merda que está promovendo um genocídio e mais uma porção de lugarejos onde forças mesquinhas se apropriam do discurso de autodeterminação dos povos para impedir a autodeterminação dos povos, impondo regimes brutais e tradições degradantes que destroem a vida de inúmeras pessoas indefesas.

Já passou da hora de acabar com a excisão clitoriana, com as penas de apedrejamento até a morte, com a violência contra crianças acusadas de bruxaria, com as prisões de homossexuais, com os regimes teocráticos, com as ditaduras militares e com os palhaçoes que debocham da dignidade humana confundindo liberdade de expressão com liberdade de degradar o próximo e de promover o fascismo.

Estados-Membros das Nações Unidas, tomem vergonha na cara!

Direitos Humanos já, em sua plenitude, nem que seja na porrada!

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 16/08/2009

OBS: Este texto foi postado originalmente no Orkut, muito antes do terremoto que atingiu o Haiti e que fez voltar a ser desesperador um panorama político, social e econômico que estava recém começando a dar sinais de recuperação.

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