Eu gosto de soluções radicais: se é para funcionar, é para funcionar. Então, às vezes proponho coisas que são tecnicamente razoáveis mas que não são aceitas por serem consideradas “politicamente incorretas”. Minha opinião sobre isso: politicamente incorreto é colocar um monte de frescuras acima da vida. Não consigo entender essa lógica absurda.

Vejamos o caso do terrorismo nas aeronaves: existem soluções para impedir qualquer possibilidade de ato terrorista sem causar o menor dano aos passageiros, mas que não são usadas porque seriam consideradas “desagradáveis”. Na hora H, porém, aposto que qualquer um preferiria que houvesse uma alternativa “maluca e politicamente incorreta” disponível para salvar sua pele.

Como se impede um ataque armado no interior de uma aeronave? Revista minuciosa, passagem por detectores de metal, cachorros farejadores que detectam substâncias utilizáveis em explosivos ou reagentes químicos capazes de gerar queimaduras, limitação da bagagem de mão a um volume com tamanho suficiente para uma muda de roupa e alguns itens pessoais, etc.

Até aí estamos no terreno do tradicional. Mas e se alguém burlar o esquema de segurança e acontecer um seqüestro em pleno vôo? Mesmo que os pilotos não cedam a chantagens e ameaças aos reféns e à tripulação, vidas podem ser perdidas. Cabines podem ser arrombadas. Qual a solução em um caso extremo?

Gás não é rápido o suficiente, mas eletricidade é. Um gerador de altíssima voltagem ligado a pontas metálicas distribuídas por todo interior da aeronave pode liberar um choque de algumas centenas de milhares de volts (*) em todo mundo se um maluco puxar uma arma ou granada, por cinco segundos, depois é só sair calmamente da cabine e desarmar o pirado paralisado. “Chocante” mas efetivo. Prefiro o choque a ser seqüestrado, torturado e morto. Solução para usar em último caso, mas, se necessário, usar!

(*) O que mata é a amperagem, a voltagem só paralisa.

Pronto, podem me chamar de maluco.

Postado originalmente no Orkut em novembro de 2007.

11 thoughts on “É pra funcionar ou é pra ficar de frescura?

  1. ahhahahhahahahaahha
    Adorei Arthur!

    Mas só um porém… as companhias aéreas não andam (ou deveria dizer voam) muito bem financeiramente, fazer uma coisa dessa não só levantaria questões éticas, mas também financeiras.

    Ohohoh e imagina se alguém “acidentalmente” aperta o botão, que beleza não ia ser!

    aiai =)

  2. Ana, essa risada já fez valer a pena a postagem. 🙂 A propósito, eu tentei comentar no teu blog e não consegui.

    Mas não entendi qual a questão ética envolvida… não ficou claro que é um recurso extremo para salvar vidas inocentes em caso de ataque terrorista?

  3. Não, então, EU entendi isso. Mas fala isso pro velhinho que tem marcapasso!
    Sei la, não acho que todo mundo ia se sentir bem de poder levar um choque por mais que isso pudesse salvar a vida delas. Se elas ganhassem um jantar depois de levar o choque, quem sabe? ahahhaha

    Meu blog é esquisito!
    Vou remexer os parâmetros e ver qual é a manha da vez.

  4. É que teu blog só admitiu que eu logasse com conta do Google ou selecionasse uma opção OPEN ID, mas se eu me identificar com a minha conta do Google o link vai cair no meu antigo (e desativado) blog do Blogger e eu não uso nenhuma das outras opções. (Será que tem como redirecionar minha conta do Google para um blog fora do Blogger?)

    Será que o velhinho de marcapasso teria mais problemas que os outros? O marcapasso pararia ou seria desregulado pelo choque? Não haveria uma forma de contornar esse problema, por exemplo identificando os portadores de marcapasso em todos os vôos e dando a eles algum atendimento específico imediatamente após o choque?

    (Poxa, tá certo que o choque dói, mas entre levar um choque e bater de frente no World Trade Center eu mesmo abraço o seqüestrador e meto o dedo na tomada…)

  5. ahahahhahahahaha

    Bom, eu não acho q tenho conhecimento técnico suficiente (ainda) para avaliar que tipo de efeitos o choque poderia ter em relação a situações do tipo da do marcapasso. Bom, por um lado ia ser ótimo; mais emprego pra enfermeira, já que ia ter que ter uma enfermeira a bordo ou seja, mais emprego pra mim. Vou propagar sua idéia. ahhahahha 😉

    Mas também espero que não tenha mais world trade center ou guerra no iraque, né? Chega disso! (Ana, como vc gosta de se iludir!)

    Hm, acho que tem como sim!
    Mas vc pode botar open id e o blog daqui se vc quiser, eu acho…

  6. Arthur! Uma outra solução seria a obrigatoriedade de viajar nu! Um ginecologista e um proctologista fazendo toques no alto da escada evitariam as bombas ou armas “íntimas”…e seria o fim dos dólares nas cuecas

  7. HUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!! 😛

    “Naturismo anti-terrorista” é ótimo! 🙂

    Não posso esquecer de comentar essa com meus amigos naturistas.

  8. Arthur,
    algum maluco calculou que a possibilidade de existir um terrorista no seu voo é de mais ou menos 1:580 mil. A solução então é simples: leve a sua própria bomba. As chances de existirem DOIS terroristas no mesmo avião sobem para 1:12 milhões! 🙂

  9. HUAHUAHUAHUA!!! Os comentários deste artigo viraram a melhor sessão de brainstorm que eu já participei. 🙂

    1. Hehehehe… no início do blog eu nem sabia ainda responder cada mensagem em separado, eu postava abaixo. Divertido perceber que se vai aprendendo na jornada. 🙂

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