As conseqüências do pré-sal

O mundo está mesmo louco e provavelmente não tem salvação. Lendo um artigo com o mesmo título no blog do Luis Nassif fui assaltado por uma dúvida: se eu lhe der mil reais por cada isca de 15g de veneno de rato que você comprar, mastigar e engolir, meu caro leitor, quantas iscas de veneno você está disposto a comer? Continue reading “As conseqüências do pré-sal”

Reafirmo: não houve golpe em Honduras

Quando escrevi o artigo Não houve golpe em Honduras eu ainda não tinha lido a Constituição de Honduras nem tampouco tinha me informado o suficiente sobre a história de Honduras para compreender por que a Constituição de Honduras contém estes artigos e por que a atitude do golpista Manoel Zelaya foi repudiada de forma tão veemente. Após esta leitura e um pouco de pesquisa percebo que a maior parte dos comentaristas continua opinando com pleno desconhecimento de causa. Entenda aqui o porquê. Continue reading “Reafirmo: não houve golpe em Honduras”

Gerador de Lero-Lero 3.0

Você está passando por uma crise de criatividade? Precisa escrever uma redação de volta às aulas sobre um tema de livre escolha mas não tem uma idéia que preste? Tem medo de perder seus únicos três leitores porque há duas semanas não consegue escolher um assunto para encher lingüiça comentar no seu blog? Seus problemas terminaram! Aprenda aqui como construir textos absurdos com aparência séria sobre qualquer assunto em poucos minutos! Continue reading “Gerador de Lero-Lero 3.0”

O segredo do sucesso nos relacionamentos

As pessoas complicam muito os relacionamentos, de modo totalmente desnecessário. Se rola química, conversa interessante, afinidade cultural, boa vontade para compatibilizar projetos, transparência de propósitos e confiança mútua, 90% do caminho está trilhado. Agora você vai aprender como garantir mais 9% de fatores de sucesso. O 1% restante é a margem de erro reservada para você não brigar comigo se a dica não der certo… Continue reading “O segredo do sucesso nos relacionamentos”

Direitos Humanos: por que eu sou um intervencionista

Se todas as culturas fossem perfeitamente alinhadas com a promoção da dignidade humana, da solidariedade e da justiça, não haveria razão de ser para lutar pela afirmação dos Direitos Humanos. O trabalho de todo o defensor dos Direitos Humanos é fundamentalmente fazer as pessoas mudarem seu modo de pensar e de agir. Em outras palavras, modificar culturas e procedimentos para proteger os seres humanos. Pacificamente ou não. Continue reading “Direitos Humanos: por que eu sou um intervencionista”

A democracia já deu o que tinha que dar!

A democracia surgiu na Grécia, quando os cidadãos se reuniam em praça pública para deliberar sobre a administração da cidade. Mas cidadãos eram apenas os indivíduos do sexo masculino, possuidores de terras e escravos, descendentes de outros cidadãos. Era um sistema sexista, elitista, escravocrata e hereditário, que privilegiava uma minoria poderosa em detrimento da maioria do povo. E continua assim. Está na hora de abrir os olhos e deixar para trás este sistema problemático e obsoleto. Continue reading “A democracia já deu o que tinha que dar!”

Penas mais duras agravam a criminalidade e pioram a segurança pública

Há muito tempo que eu digo que, ao contrário do que diz o senso comum sobre a questão, penas maiores ou mais duras tendem apenas a piorar o problema da criminalidade e da segurança pública. Foi muito gratificante descobrir que muitos dos conceitos que desenvolvi autonomamente são confirmados por um grande especialista em segurança pública: o professor Massimo Pavarini, da Universidade de Bolonha, um dos maiores penalistas da Europa. Continue reading “Penas mais duras agravam a criminalidade e pioram a segurança pública”

Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil

Acho divertida a pressuposição “politicamente correta” de que, se os percentuais de representação de gente com uma cor de pele ou outra em uma deteminada instituição, atividade ou região geográfica são diferentes da média nacional, então deve ser criada uma “discriminação positiva” para fazer o filho do Sicrano ter vantagens em relação ao filho do Fulano, mesmo que Fulano e Sicrano sejam vizinhos de porta, trabalhem na mesma empresa, ganhem o mesmo salário e seus filhos estudem na mesma escola, como se isso não fosse uma violência contra Fulano. Mais hilária ainda é a justificativa: “no século XIX homens da mesma cor de Fulano exploraram homens da mesma cor de Sicrano, então nada mais justo que no século XXI o Estado tire de Fulano para dar a Sicrano, isso é a reparação de uma dívida histórica”. Tragicomicamente, nossos políticos ou levam esse tipo de absurdo a sério, ou tiram proveito eleitoral da choradeira de grupos de pressão em busca de privilégios, sem se importar com as injustiças que serão perpetradas nem com o ódio racial que será promovido pela institucionalização do racismo que esse tipo de legislação trará ao Brasil. Continue reading “Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil”

O julgamento do caso Cesare Battisti no STF

Tenho lido inúmeros comentários muito aquém da razoabilidade sobre o julgamento do caso Cesare Battisti no STF. A maioria está transformando todo o caso ou em uma disputa ideológica entre direita e esquerda ou em uma disputa institucional entre o Judiciário e o Executivo ou em uma disputa pessoal entre o Ministro da Justiça e os Ministros do STF. Enquanto isso, a vida de uma pessoa está sendo decidida sem que parâmetros como legalidade, ética e transparência sejam considerados para que se possa administrar a justiça. E o Brasil está prestes a protagonizar um retrocesso jurídico na área de Direitos Humanos ao violar a Convenção de Genebra relativa ao Estatuto dos Refugiados, com possibilidade de gerar um efeito cascata internacional da mais alta gravidade. Continue reading “O julgamento do caso Cesare Battisti no STF”