O mundo está mesmo louco e provavelmente não tem salvação. Lendo um artigo com o mesmo título no blog do Luis Nassif fui assaltado por uma dúvida: se eu lhe der mil reais por cada isca de 15g de veneno de rato que você comprar, mastigar e engolir, meu caro leitor, quantas iscas de veneno você está disposto a comer?

Nenhuma? Por quê? Um bom veneno de rato pode ser adquirido por menos de R$ 2,00 a isca de 15g. Cada isca que você comprar, mastigar e engolir equivale a um lucro líquido garantido de mais de R$ 998,00!

Por que você não aproveitaria essa fantástica oportunidade? Ou você está sendo irracional, ou existe algum furo na racionalidade econômica deste “investimento”, certo?

Você certamente consegue perceber que não é uma boa idéia ganhar dinheiro mas morrer em conseqüência da ação necessária para auferir o lucro. Pelo menos você consegue raciocinar assim quando se trata de comer veneno de rato.

Será que você é capaz de utilizar o mesmo raciocínio para tomar uma decisão ao avaliar a razoabilidade e a desejabilidade de lançar de cem a trezentos bilhões de barris de carbono fóssil em uma biosfera que já está dando amplos sinais de perda de estabilidade? Ou em um caso você considera as demais conseqüências e no outro considera apenas os valores em moeda?

A reinjeção de carbono fóssil na atmosfera é o veneno do pré-sal. Cada barril prospectado, extraído e queimado contribui para o aquecimento global que está causando o derretimento das geleiras ao redor do mundo inteiro. Estima-se que somente o derretimento do gelo da Groenlândia elevará o nível dos mares em seis metros, inundando milhões de quilômetros quadrados de planícies férteis, áreas urbanas e ecossistemas insubstituíveis. (Alguém sabe onde encontrar o dado de qual o percentual de área de cada estado brasileiro fica abaixo dos seis metros em relação ao nível do mar?)

Se você consegue entender que não é uma boa idéia ser pago para comer veneno, por favor responda uma pergunta: é uma boa idéia a Petrobrás lucrar alguns bilhões de dólares para ajudar a esculhambar o clima do planeta, eliminar milhões de quilômetros quadrados de ecossistemas insubstituíveis e reduzir drasticamente as áreas onde é possível produzir alimentos, condenando bilhões de seres humanos à morte por fome, ao desterro, a convulsões sociais, guerras civis e massacres?

Ado, ado, ado:

Para avaliar a acessibilidade geológica do petróleo, você sensatamente contrata geólogos. Se os geólogos dizem que em um determinado local não há petróleo, você não diz que os geólogos não entendem de geologia, nem os chama de catastrofistas e insiste em perfurar um poço de petróleo onde bem entender mesmo contra o parecer técnico dos geólogos.

Para avaliar a tecnologia adequada para a extração do petróleo, você sensatamente contrata engenheiros. Se os engenheiros dizem que determinada tecnologia não é adequada para realizar a extração, você não diz que os engenheiros não entendem de engenharia, nem os chama de alarmistas e insiste em usar a tecnologia que bem entender mesmo contra o parecer técnico dos engenheiros.

Você está absolutamente certo em contratar o profissional com formação adequada em cada área de competência e em confiar no parecer abalizado dos especialistas em qualquer questão técnica de alta complexidade.

Você sabe que confiar nos políticos e nos economistas para tomar a decisão de abrir poços de petróleo, contrariando os pareceres técnicos dos geólogos e dos engenheiros, seria uma rematada estupidez.

Para avaliar as conseqüências climatológicas da liberação de cem a trezentos bilhões de barris de petróleo na atmosfera, a atitude sensata seria solicitar o parecer técnico abalizado dos especialistas na área: os climatólogos. Entretanto, quando os climatólogos dizem que as emissões antrópicas de CO2 oriundas da queima de combustíveis fósseis estão promovendo uma perigosa desestabilização climática (antes conhecida como “efeito estufa” e hoje chamada de “aquecimento global”), muitos dizem que os climatólogos não entendem de climatologia, chamam-nos de catastrofistas e insistem em prospectar, extrair e queimar mais e mais combustíveis fósseis.

Para avaliar as conseqüências de uma mudança climática sobre os sistemas ecológicos que garantem a manutenção da vida no planeta, a atitude sensata seria solicitar o parecer técnico abalizado dos especialistas na área: os ecólogos. Entretanto, quando os ecólogos dizem que alterações climáticas aparentemente pequenas como a elevação de 2°C na temperatura média global podem produzir conseqüências imensas como a elevação do nível dos oceanos em velocidades muito maiores do que qualquer modelo existente é capaz de prever e conseqüentemente a maior catástrofe global desde a Grande Extinção do Permiano, tornando o planeta terrivelmente inóspito e matando bilhões de pessoas, muitos dizem que os ecólogos não entendem nada de ecologia, chamam-nos de alarmistas e insistem em prospectar, extrair e queimar mais e mais combustíveis fósseis.

Os melhores climatólogos e ecólogos do mundo estão dizendo com todas as letras: as ações humanas, especialmente a emissão de carbono fóssil (petróleo, carvão e gás natural), o desmatamento, a poluição dos mares e as demandas energéticas, materiais e espaciais de uma população sempre crescente estão destruindo a capacidade do planeta de manter a estabilidade climática e provocando mudanças que não podem ser bem descritas por nenhuma expressão menos contundente que “terrivelmente ameaçadoras e potencialmente catastróficas” numa escala que a humanidade jamais testemunhou.

Se mesmo assim você prefere confiar nos políticos e economistas para tomar a decisão de explorar o pré-sal, contrariando os pareceres técnicos dos climatólogos e dos ecólogos, então você é um rematado estúpido.

Qual é a solução?

A solução é deixar o petróleo do pré-sal onde está, investir em fontes de energia renováveis como o biodiesel, o álcool, o gás da decomposição da biomassa dos esgotos e lixos urbanos, o aproveitamento térmico e a conversão fotovoltaica da energia solar, a energia eólica, a energia hidrelétrica de captação local e a energia das marés. A Petrobrás que se sacuda para virar Renovabrás.

Caso contrário…

Viva o novo milagre econômico brasileiro!

Quando tornados arrasarem outras cidades em Santa Catarina, quando um furacão derrubar a ponte Hercílio Luz, quando os arrozais se tornarem salobros e as planícies férteis forem salinizadas, quando a Amazônia começar a submergir, quando o sertão virar mar e quando a água salgada bater na bunda do Cristo Redentor, não esqueça que a responsabilidade é dos políticos oportunistas com mentalidade de curto prazo, dos economistas que ignoram o mundo físico por trás de suas fórmulas e principalmente sua, por preferir ouvir essa turma irresponsável a dar crédito aos alertas dos climatólogos e ecólogos.

Guarde o veneno de rato. Talvez em breve ele pareça apetitoso.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 28/09/2009

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33 thoughts on “As conseqüências do pré-sal

  1. caro Arthur, permita-me um escrito um pouco mais longo. Escrito não escrito por mim, que exercitei o GERADOR DE LERO-LERO e retirei-o todo da internet. Porém, pensando somente na coerência da defesa ecológica. Quem quiser a matéria na íntegra, sugiro dois endereços: http://www.gaia-movement.org/Article.asp?TxtID=289&SubMenuItemID=136&MenuItemID=55 ………. http://www.gaia-movement.org/Article.asp?TxtID=289&SubMenuItemID=136&MenuItemID=55

    Sem dúvida nenhuma, o carro a ar comprimido inventado pelo engenheiro francês Guy Nègre, será um dos maiores avanços técnico-científicos do Século 21. Guy Nègre, inventou um motor com a capacidade de movimentar um carro a uma velocidade de até 110/130 km/h, com um custo R$ 6,00 (seis Reais) a cada 250/300 km corridos, e, além do mais, tendo a vantagem de não somente não poluir a atmosfera como, também, a de purificar o ar.
    Com mais de 50 licenças de fabricação espalhadas pelo mundo, o veículo (MDI) em breve estará circulando nas ruas da França, Israel, Espanha, Portugal, Itália, Nova Zelândia, África do Sul, México, Colômbia, Peru e Panamá.
    A fábrica dos protótipos MDI fica localizada na mediterrânea cidade de Nice, no Sul da França; ali mais de 60 técnicos trabalham no desenvolvimento desta nova indústria, estando já concluída a primeira fábrica de produção em série.
    “Não só estamos fabricando apenas um carro especial, senão todo um sistema de transformar energia de uma maneira ecologicamente correta. O desenvolvimento de novas aplicações do motor MDI terá muitas possibilidades na indústria de hoje e na do futuro, inclusive no desenvolvimento das técnicas para o armazenamento de energia”, disse Guy Nègre.
    Aproximadamente mil especialistas de todo mundo já testaram os protótipos no Centro MDI; muitos deles investidores, diretores financeiros, técnicos e jornalistas especializados em indústria automobilística. A primeira pergunta que se faz quando se está diante de tal inovação tecnológica é: “funciona mesmo?” Todos os especialistas que já visitaram o Centro MDI na França confirmaram que os resultados são absolutamente surpreendentes. Os protótipos funcionam!Como o veículo de Nègre não tem combustão, não existe a poluição. O ar da atmosfera que é utilizado, previamente filtrado, se mistura com o ar comprimido no cilindro; isto significa que o processo purifica 90 m3 de ar atmosférico por diaA previsão de Guy Nègre é a de que, quando o mercado se expandir, os postos de abastecimento serão adaptados para vender o ar comprimido. O carro se carrega em apenas três minutos com um custo de, aproximadamente, R$ 6,00 (seis Reais) para percorrer entre 250 e 300 km.
    Como alternativa, o carro tem um pequeno compressor à bordo que permite ser recarregado ao ser conectado à rede elétrica, num tempo que varia entre 3 e 4 horas. Devido a ausência de combustão e de resíduos, a troca de óleo (1 litro de óleo vegetal) ocorre a cada 50.000 km.
    Zero Poluição. O ar purificado que sai do cano de escapamento registra uma temperatura entre 0ºC e 30ºC negativos permitindo, assim, a sua utilização para o próprio sistema de ar condicionado do carro. O preço previsto para o consumidor final é de dezoito mil Reais.

    1. Camargo, eu não tinha visto o comentário na lista de moderação, desculpa a demora em aprová-lo. Mas esse texto todo é um Frankenstein também? 😐

  2. Parabéns, pela brilhante argumentação ! De fato, comentar não dói; o que dói é pensar na quantidade de pessoas que são incapazes de eliminar os ratos de gravata pelo voto.

  3. Grande Arthur!
    Muito boa tua análise.
    Compartilhamos da mesma indignação e incredulidade no que diz respeito à irracionalidade suicida com que o ser-humano vêm exaurindo os recursos naturais de nosso planeta sob a surrada cortina de fumaça do “progresso econômico”.
    Parabéns e um grande abraço!

    1. Oi comadre, oi compadre! 🙂

      Pois é, a loucura de acelerar em direção ao abismo tem me preocupado – e me ocupado – imensamente. Em breve vou aparecer por aí para conversar sobre uma ação que pretendo lançar para combater esta doideira.

      Grande abraço!

  4. Você está se repetindo, Arthur:

    http://arthur.bio.br/2009/06/27/meio-ambiente/aquecimento-global-alarmismo-ou-perigo-real

    Só que o aquecimento global é uma mentira!

    Em Nova York, centenas de cientistas realistas acham absurdo o homem poder controlar o clima.

    Eles participaram da 3ª Conferência Internacional sobre o Câmbio Climático visando responder com equilíbrio aos exageros do ecologismo catastrofista. Eles voltaram a se reunir no mês de junho em Washington D.C. Nesta ocasião publicaram uma refutação dos mitos climáticos num livro de 880 páginas: “Climate Change Reconsidered: The 2009 Report of the Nongovernmental International Panel on Climate Change (NIPCC)”. O relatório é uma resposta a agenda climática extremista do presidente Obama para a conferência de Copenhague, dezembro 2009.

    Acresce que os cientistas também não compreendem como Gore e o IPCC podem ter ganhado o Premio Nobel da Paz com sua anti-cientifica, ideológica e até estelionatária militância pelo catastrofismo climático.

    Isso aqui é ciência séria: http://www.nipccreport.org/index.html

    Você é apenas mais um alarmista, catastrofista e charlatão!

    O Brasil pode fazer um novo fundo igual à soma do FAT e do FGTS, mais 20 trens-bala, mais uma Harvard tropical, mais corrigir e manter aposentadorias do INSS, e mesmo assim isso somaria apenas 14% de uma projeção rasteira dos recursos do pré-sal. Isso totalizaria, por alto, 730 bilhões de dólares.

    O valor do pré-sal foi calculado, aqui, prevendo algo muito menor do que as expectativas técnicas.

    Só que o pré-sal pode ter 300 bilhões de barris; o petróleo pode ir rapidamente a 100 dólares, e o custo de extração permaneceria em 20 dólares, o que daria um “lucro líquido” de 80 dólares o barril. Nessa hipótese, teríamos 300 bilhões de barris multiplicados por 80 dólares de “lucro líquido”, o que daria 24 trilhões de dólares. Essa é a hipótese otimista.

    É claro que a conta pode ser feita com outros destinatários: as grandes petrolíferas multinacionais fazem essa conta tendo em vista o seu lucro; alguns, tendo em vista financiamentos de campanhas políticas; outros, o enriquecimento pessoal. Aqui fizemos uma conta levando em consideração os interesses do BRASIL E DO SEU POVO. Apontamos projetos que podem mudar radicalmente o Brasil, que nos colocam no grupo dos países desenvolvidos. Ou se pensa no Brasil e no seu povo, ou se pensa em como apropriar essas riquezas para poucos grupos internacionais, para financiar campanhas políticas, para o enriquecimento de alguns.

    É preciso garantir o nosso próprio abastecimento, em primeiro lugar, durante todo esse período, até que possamos ultrapassar nossa dependência do petróleo e criar nova matriz energética. Garantido nosso abastecimento, é preciso reverter essa riqueza para o povo brasileiro. Essa riqueza é sua, dos seus filhos, dos seus netos, é o legado que uma geração deixará para as gerações seguintes: a de um futuro promissor, farto, humano, fraterno, do Brasil e do seu povo. É o nosso ingresso no grupo dos países desenvolvidos.

    1. Ai, ai, ai… já começa com um oxímoro: “economista realista”. É dose, mas vamos lá.

      Em primeiro lugar, o charlatão aqui és tu: nada do que postaste são tuas palavras. Eu já conhecia os textos originais de onde tiraste estes trechos.

      A primeira parte foi tirada de um site de ufologia, uma fonte muuuuuito séria, confiável e realista:

      http://www.ufotvonline.com.br/arquivo-noticias/8-clima/64-aquecimento-global-e-suas-mentiras.html

      Ah, também pode ter sido de um blog anti-comunista e anti-ecologista, outra fonte muuuuuito séria, confiável e realista:

      http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2009/07/em-nova-york-centenas-de-cientistas.html

      A segunda parte é um conjunto de extratos retirados deste texto:

      http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16164&boletim_id=595&componente_id=10024

      Este texto é parcialmente reproduzido no artigo do Luis Nassif que deu origem a meu artigo. Achas mesmo que eu seria tão primário a ponto de comentar um artigo sem primeiro ler as referências nele contidas? 😐

      Em segundo lugar, as tuas colagens todas repisam o mesmo ponto: “blá-blá-blá, dinheiro, blá-blá-blá, economia, blá-blá-blá, chantagem emocional, blá-blá-blá”. Este foi o ponto de partida de meu comentário, não é uma resposta, é uma mera repetição do que eu critiquei.

      Em terceiro lugar, obrigado por trazer aquele link do NIPCC. Em ciência é sempre interessante – e importante – ouvir atentamente as críticas dos que pensam diferente, avaliar seus argumentos, cotejá-los com os nossos e ponderar cuidadosamente cada possível explicação alternativa. Um indivíduo sectário dificilmente produz boa ciência. Vou ler os argumentos daquele site com o mesmo espírito crítico e mente aberta com que li os relatórios do IPCC.

      Não espera que eu comente longamente um link. Se quiseres debater seriamente algum assunto, terás que demonstrar seriedade primeiro, agindo com educação e apresentando teus próprios argumentos. Até agora nenhum destes requisitos foi atendido: além de teres apelado para os vitupérios já no primeiro comentário, não te identificaste, usaste um e-mail falso, não apresentaste argumentos próprios e assumiste a autoria de textos de terceiros… Começaste muito mal.

  5. Arthur, vou esperar por sua resposa ao ECONOMISTA REALISTA… se ele merecer ela. Mas não posso deixar de dizer que esse discurso de INTERESSES DO BRASIL E DO SEU POVO é tão falso que dói de pensar… mesmo que pensar não doa.
    Ciência de verdade????? Aquecimento global é mentira?????
    ê vida de gado!!! Existiram os coronéis da cana, do café… agora tem coronel da Economia…

    1. Camargo, a única frase original do texto do “Economista Realista” é a que me ofende. Assim fica meio ruim de debater…

      (Hehehehe, gostei do trocadilho com o nome do blog.)

      Sabe o que é que eu realmente não consigo entender? As pessoas que “pensam” a economia sem levar em consideração o mundo físico! 😐 Como pode?

  6. embora a pobreza da argumentação do nosso “realista”, ainda estou um pouco incomodado, por saber que essa pobreza tem muito mais chance de poder, por razões óbvias.
    Ele escreve: Em Nova York, centenas de cientistas realistas acham absurdo o homem poder controlar o clima.

    realmente, controlar o clima é complicado, mas, descontrolar… ai ai, que capacidade!!!

    sobreo texto do carro a ar, só não é Frankenstein completo por ter saído de uma única fonte, a não ser que ele tenha sido um Frankenstein antes de eu copiá-lo.

  7. Hoje o Greenpeace BR publicou este artigo:

    == Início do artigo do Greenpeace ==

    Política do clima avança, mas pode ser mais

    A Câmara dos Deputados aprovou hoje o texto da Política Nacional de Mudanças do Clima, numa sessão meio a toque de caixa para discutir – ironia das ironias – o pré-sal, grande fonte de emissão de gases do efeito estufa para as próximas décadas.

    A aprovação do projeto de lei é um passo importante. Finalmente o Brasil define as diretrizes que seguirá para assumir sua responsabilidade no combate ao aquecimento global – aliás, o país já tem um plano, sem contudo uma política. Contudo, é um passo meio manco. O texto fala que o Brasil precisa assumir metas de redução dos gases do efeito estufa, os causadores do aquecimento. Mas não diz de quanto são essas metas.

    Uma emenda com uma proposta de meta – reduzir as emissões brasileiras aos níveis de 1990 – não foi aceita pelos congressistas. Agora, o PL segue para o Senado. É uma nova oportunidade para que a lei seja consistente com o tamanho do papel que o Brasil desempenha nesse debate.

    Link do artigo do Greenpeace: http://www.greenblog.org.br/?p=2961

    == Fim do artigo do Greenpeace ==

    Eu postei lá o seguinte comentário:

    == Início do meu comentário ==

    Sabem qual é a piada? A única maneira de reduzir emissões de fato é reduzir o uso de combustíveis fósseis. Todo o resto do carbono “emitido” na verdade é carbono ciclado. (Lógico, alterar o tamanho dos estoques biosféricos de carbono seqüestrado ajuda, mas a tonelagem estocada tem que ser permanente, ainda que ciclada.)

    Não há saída: a única solução para o petróleo do pré-sal é deixá-lo lá. E isso, vocês podem ter certeza, é a última coisa que farão os governos atual e futuro, seja lá quem vier a governar o Brasil.

    Enquanto o Movimento Ecológico continuar pedindo para as empresas e para os governos reduzir as emissões, seremos vistos como mero estorvo e somente obteremos vitórias puntuais e passageiras, que em nada modificarão o destino do planeta. Sempre foi assim, continua sendo assim… até quando será assim?

    == Fim do meu comentário ==

    Quem clicar no meu nome naquele comentário cairá aqui neste artigo.

    Será que o Greenpeace aprovará o comentário? O que vocês acham?

    1. Eu tinha esquecido de verificar, mas hoje fui conferir… não aprovaram o comentário. O Greenpeace não tolera críticas, pelo visto. Sendo que eu me declarei como ativista ecológico.

      Meu texto foi planejado para estimular a pergunta de volta: “se você não quer pedir, então o que você propõe?”, mas parece que o Greenpeace não tem interesse em novas idéias.

  8. SEM DÚVIDA, BELOS ARGUMENTOS!! EMBORA NÃO ENTENDA MUITO SOBRE A QUESTÃO AMBIENTAL – E POR ISSO, NÃO ME METO EM DAR OPINIÃO AQUI!
    ULTIMAMENTE TENHO ME INTERESSADO MUITO POR ESSA ÀREA. E PENSANDO, QUEM SABE, EM ME ESPECIALIZAR. MAS ANTES DISSO, NECESSÁRIO QUE SE ESTUDE MUITO PARA NÃO FALAR TANTA BESTEIRA COMO O ‘ECONOMISTA REALISTA’.
    SEUS ARGUMETOS SERVIRAM PARA EMBASAR O MEU TRABALHO SOBRE AS CONSEQUENCIAS DO PRÉ-SAL NO MEIO AMBIENTE, EXIGIDO PELO PROFESSOR DE DIREITO AMBIENTAL DA FACULDADE NOVAFAPI,LOCALIZADA NA CIDADE DE TERESINA-PIAUÍ.
    LI O ARTIGO DO NASSIF. E A CADA CÁLCULO QUE ELE FAZIA, SÓ SENTIA REPÚDIO, NOJO. COMO PODE UMA PESSOA SER TÃO EGOÍSTA, FRIO E ‘CALCULISTA’?!
    GRANDE ABRAÇO!

    1. “Estudante de direito”, obrigado pela visita e pelos elogios.

      Nunca viste ou ouviste falar daquelas pessoas que insistem que “não está provado” que o cigarro causa câncer? Eles sempre citam um avô, um tio, um conhecido que “fumou até os 90 anos e não teve nada”.

      Então, quando eles são informados aos 55 anos que estão com câncer de pulmão devido aos últimos 35 ou 40 anos fumando, resolvem parar de fumar, como se a essas alturas do campeonato fosse possível reverter o dano causado por anos de negação conveniente.

      Assim são as pessoas, assim é a humanidade. Quando a água salgada começar a bater na bunda do Cristo Redentor, aí vão querer substituir o petróleo e o carvão por óleo vegetal e energia eólica… dos furacões, talvez.

      Eu já lecionei esta disciplina, por favor, manda um abraço a teu professor e sugere que ele dê uma lida no Pensar Não Dói. 😉

  9. Sempre quando eu vejo aquela propaganda da Petrobrás (“E é neste mundo que eu vou viver”), eu sinto calafrios. Muita hipocrisia para um mundo só.

    Obrigado pelo excelente texto, Arthur.

    1. Teles, obrigado pela visita e pelo elogio. Volta sempre.

  10. Para o derretimento do gelo da Groenlândia fazer o mar subir 6 metros, ele teria que ter uma espessura média de 1 km. Ou esses 6 metros seriam decorrentes do derretimento de todo o gelo da Terra?

    1. “O manto de gelo da Groenlândia é uma vasta massa de gelo que cobre aproximadamente 80% da superfície da Groenlândia. É a segunda maior massa de gelo do mundo, a seguir ao manto de gelo da Antártica. O manto de gelo mede quase 2.400 km segundo a direcção norte-sul e na sua zona mais larga à latitude 77º N tem 1 100 km de extensão. A altitude média do gelo é 2.135 m. O manto de gelo cobre 1,71 milhões de km², ou aproximadamente 80% da supefície total da Groenlândia. A espessura do gelo é geralmente superior a 2 km (ver imagem), ultrapassando os 3 km no seu ponto de maior espessura. (…) Se a totalidade dos 2,85 milhões de km³ de gelo derretessem, ocorreria uma subida do nível do mar de 7,2 m.” (Wikipédia, Manto de gelo da Groenlândia)

      Vamos então pensar um pouco: se sozinha a segunda maior massa de gelo do planeta faria o nível dos oceanos se elevar 7,2m ao derreter, então ela mais a primeira maior massa de gelo do planeta fariam o nível dos oceanos se elevar pelo menos 14,4m ao derreterem. (O cálculo não é exatamente esse, mas a aproximação é boa. Um metro a mais ou a menos em 14m não é o que importa para os propósitos deste artigo.)

      Creio que esse cálculo é suficiente para dar uma boa idéia do que provavelmente vem por aí…

  11. A maioria pensa assim,vou morrer,quem ficar que se lasque!
    E o mundo gira ao redor dos que destroem em nome do progresso.
    E que ganham fortunas com a nossa idiotice.

    1. Eu fico pensando como esse pessoal explica suas atitudes para os próprios filhos e netos.

  12. nossa, quantos argumentos!
    adorei pesquisar e ver sua opinião Arthur,consegui fazer um bom artigo…
    obrigada!

    1. Cadê o link do teu artigo, Malu?

  13. Não explicam !
    Nem se importam com o futuro.
    Imagine esse povo explicar algo que não existe.
    Não na cabeça deles.

  14. Queria eu poder mudar o mundo.
    Todo ano de eleição meu voto é em branco
    porque até hoje não encontrei um politico ao qual mereça me voto, um politico que vá ao menos representarmos lá na câmera.
    Queria ser agora todo o centro das atenções de todas as nações para poder mudar o mundo.
    Tentar mudar o mundo.
    Obrigada pela atenção, e seu texto não passa de realidade, como é que eles vão tirar a estabidade da terra é como se eles tivessem quebrando nossas pernas para depois colocar cadeira de rodas, ouvir um comentário que no lugar do petróleo do pré sal ele irão colocar aguá…
    espero só que daqui para lá minha geração já tenha acabado.

    1. Eu também me senti muito desanimado por muito tempo. Decidi mudar toda minha vida para tentar dar alguma contribuição. Ainda não sei bem o que fazer…

  15. Juliana Souza

    14/02/2012 — 11:44

    Olá, Arthur.
    Sou estudande de Ciências Contábeis e vou apresentar na aula de Globalização e Visão do Futuro um artigo sobre o pré-sal, claro que contra a extração e o uso desse combustível. Irão surgir debates a favor dessa catastrofe, mas baseados em seus argumentos, consegui concluir minha linha de raciocineo.
    Pude perceber que você é uma pessoa que abre a boca só depois de ter estudado cada detalhe sobre o assunto, pois seus argumentos contra o tal “Economista Realista” foi de alto nível. “Fiquei de quexo” rsrs.
    Parabéns!!!

    1. Olá, Juliana!

      O “Economista Realista” me pegou num bom dia. 🙂 Nem sempre eu sou tããããão cuidadoso assim, embora esta seja a atitude correta a tomar.

      Mas surgiram ainda mais más notícias… estás a par da disputa entre os países do Círculo Polar Ártico para explorar o petróleo que se tornará acessível graças ao degelo do Pólo Norte?

      Não é incrível que estejam aproveitando a catástrofe climática para se lançar em busca de ainda mais do veneno que causa a catástrofe climática?

  16. Juliana Souza

    09/03/2012 — 16:12

    Boa tarde!
    Arthur,
    Você poderia me indicar um vídeo breve e objetivo com imagens do meio-ambiente sendo destruído pelo “veneninho” rsrs… pela combustível fossíl.
    Vou apresentar para minha sala na faculdade onde meu grupo faz um trabalho CONTRA O PRÉ-SAL e teremos um debate, pois haverá um grupo a favor, e com o vídeo a intenção é mobilizar os alunos e conscientizar sobre os danos que isso já traz e trará.
    Vi alguns no youtube, mas a maioria só enfatiza os vazamentos nos mares. Sei que pode me enviar ou indicar um bem bacana de no máximo 4min. para apresentarmos e mostrar também os danos a sociedade.
    Aguardo!
    juliana.maria@globmail.com.br

    1. Juliana, como eu não tenho trabalhado na área ecológica há alguns anos, eu não tenho mais um acervo próprio de recursos audiovisuais temáticos. Estamos na mesma situação: o jeito é mesmo procurar no Youtube.

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