Eu estava lendo um artigo da Mônica sobre o incêndio que destruiu as obras de Hélio Oiticica e me deparei mais uma vez com o que eu chamo “paradoxo do valor artístico”: o fato de algo ter valor porque foi Fulano que fez, não porque tem realmente valor, seja por sua beleza, utilidade ou qualquer característica intrínseca. 

“Arte” para mim tem que ser bela ou de algum modo encantadora para os sentidos (e isso independe de autoria), excepcional (eu não posso conseguir reproduzir) ou de algum modo engrandecedora (tem que ter valor mesmo quando reproduzida, como as boas obras literárias). Se fugir destes conceitos eu não me interesso.

Esses debilóides que pintam um cocô de esmalte ou que deixam um cachorro morrer de fome e chamam isso de “arte” na minha opinião só produzem… hmm… cocô e matérias putrefatas, mesmo. Não é arte, é apenas uma coisa estúpida que ninguém tinha feito antes – e deveria ter continuado assim.

Neguinho que manda produzir peças de metal, madeira ou plástico com geometria elementar para fazer uma “instalação” não está produzindo “arte original”, está produzindo um trambolho que ninguém mais produziu porque é inútil, feio, caro e sem propósito.

Enfim, eu estava olhando algumas obras do sujeito. Coisas como esta aqui:

http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/exposicoes/Ciccillo/imagem/HelioOiticica.jpg

Isso eu e qualquer retardado sem o menor senso artístico fazemos com o Paint do rWindows. Onde está a “arte” em pintar quadrados e retângulos monocromáticos meio tortos e mal alinhados? Não é belo, não encanta os sentidos, não é excepcional, não é engrandecedor, não é nem sequer original. Qual é a vantagem? Só porque foi Fulano quem fez? Bah. Lixo.

Também encontrei este trabalho trambolho aqui, que não passa de uma variação tridimendional do anterior:

http://www.studio-international.co.uk/studio-images/oiticica/Grand__b.jpg

Se eu ou você que está lendo fizéssemos o mesmo, não passaria de “pedaços de madeira pintados pendurados no teto”. Como foi Fulano quem fez, é “arte” valiosíssima, inestimável, patrimônio da humanidade. Ridículo.

Sim, você pode dizer que eu sou um bronco, ignorante e insensível. Um grosso, como se diz no Rio Grande do Sul. Talvez eu fique tocado por sua admoestação, resolva desenvolver minha sensibilidade e me torne um artista.

Eu espero que você me incentive nesta jornada. Quer comprar um cocô de cachorro pintado de esmalte? R$ 25.678,90 já incluído o frete pra qualquer lugar do mundo, faça contato que eu envio os dados bancários.

20 thoughts on “Incêndio destrói obras de Hélio Oiticica

  1. embora sempre envolvido com a arte, muitas vezes ouvi insinuações sobre ter uma visão meio tacanha sobre ela. Partindo de uma definição de CULTURA que acho convincente:
    “Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de cultura.”
    Cito isso pra poder dizer que considero ARTE BOA aquela que pode se transformar em cultura. Transformar arte em cultura é o ofício do artista. Arthur, eu acrescentaria no teu pensamento sobre arte que ela tem que mexer com a gente, ao menos para o lado.

    1. Camargo, o simples fato de dizer “arte boa” já te exporia a um linchamento moral em alguns círculos. Hoje em dia rola um pensamento “politicamente correto” que nivela tudo por baixo, no mais grosseiro estilo “tudo é relativo”.

      Ao mesmo tempo, porém, percebo que nos círculos artísticos só é considerada “arte boa” a arte criada pelos “artistas reconhecidos”, ou seja, não é que não haja um conceito de “arte boa” e sim que o conceito de “arte boa” não está vinculado à qualidade da obra e sim ao autor da obra.

      Se o sujeito é de dentro do círculo, então ele pode produzir o lixo que quiser e mesmo assim sua produção será entusiasticamente saudada pelos seus pares como “genial”.

      Se o sujeito é de fora do círculo, então ele pode produzir maravilhas e mesmo assim sua produção será recebida pelos críticos como vulgar, superficial, de má qualidade.

      Esse é o tipo de coisa que me irrita.

      Eu não preciso “conhecer vinhos” para provar um vinho e saber que ele é bom para mim.

      Eu não preciso “conhecer música” para ouvir uma música e saber que ela é boa para mim.

      Mas eu preciso “conhecer arte” para ver uma instalação e diferenciar um amontoado de lixo pendurado de uma “obra genial” cheia de predicados que nem nos seus mais alucinados sonhos alguém que não conhecesse como deve analisar a obra daquele autor identificaria.

      Com a notícia do incêndio é que eu fui descobrir a existência de alguém chamado Hélio Oiticica. (Aliás, alguém já falecido “existe”?) Li um pouco aqui, um pouco ali, e descobri que os danos causados pelo incêndio foram orçados na casa das centenas de milhões de Reais. Fiquei curioso e fui pesquisar para conhecer as maravilhosas obras do sujeito, tão valiosas. E descubri que eram uns quadrados e retângulos tortos, umas madeiras pintadas penduradas no teto, uns amontoados de panos que ele chamava de Parangolés e cuja “genialidade” está no fato de não serem visíveis todos os seus detalhes a menos que alguém os vista e se movimente e uns caixotes feiosos e mal acabados que ele chamava de Bólides. 😐

      A Mônica que me perdoe, mas, se a obra do sujeito era só isso aí, pra mim não se perdeu nada no incêndio.

  2. é comum algumas pessoas conhecidas terem resitência a ler um romance meu e, depois de lerem (talvez para não me chatear se acaso eu perguntar) ficarem surpresos, admirados. Apesar do meu último livro ter vendido uma quantidade razoável para o mercado brasileiro (creio que perto de 30 mil), a própria editora, muito séria por sinal, já me sinalizou que vai ter que aguardar um pouco a crise passar para publicar o próximo, pois ainda sou pouco conhecido. Não estou na mídia, não caí nas graças da sorte pra sair do anonimato, não sou mago, socialite, garota de programa, big brother (graças a Deus!!!).
    Admiro sua coragem de expor essa opinião e tenho a impressão que você vai levar muitas pancadas virtuais (mais uma vez). Talvez eu não concorde com o modo com você se expressa, talvez dando a impressão que os nossos sentidos já vêm prontos e inalterados, sem condições de ampliarem suas capacidades de compreensão (assim como o nosso paladar se aprimora com vinhos melhores elaborados). Embora não creio que você pense assim, sugere, no texto, alguma estagnação de sensibilidade para as artes que podem ser “boas”, porém estranhas, a princípio. Estou errado?

    1. Talvez eu não tenha me expressado de modo suficientemente claro.

      Eu não acho que nossos sentidos venham prontos, biologicamente nós nascemos com o aparato sensorial pronto porém muito imaturo, podendo ser grandemente aperfeiçoado por muitos anos e mantém potencial de aprendizado mesmo durante a fase adulta.

      Decorre daí que é perfeitamente possível aperfeiçoar a sensibilidade artística, amadurecendo inclusive outros níveis interpretativos para cada leitura da realidade e de suas representações, ou mesmo a desconstrução e redefinição destas.

      O problema que me incomoda é justamente quando esta sensibilidade resta não somente imatura como talvez regredida, muita gente, ao invés de trilhar o duro caminho do amadurecimento, prefere supersimplificar a leitura do mundo ou mesmo fraudá-la completamente, limitando-se a compor forças para formar um grupo de influência suficientemente forte para manter o status quo. Isso é a perversão da arte, e tenho a impressão que isso é o que tem sido apresentado como arte modernamente.

      Viva a arte! Mas a boa arte, não a fraude sindicalista da arte.

  3. Gostaria do julgamento dos amigos… ando frustrado…
    http://www.flickr.com/photos/romacof/sets/
    Pensei que eu era o único cego nesta terra de experts em arte. Dizem que Picasso, num vácuo de inspiração, ASSINOU trinta telas em branco e depois as lambuzou aleatoriamente. Ganhou uma fortuna. Eram Picassos autênticos. A arte é um ponto de vista; está nos olhos de quem a compra, ou cheira… um PUM da Mulher Melancia num elevador pode ser uma obra prima.

    1. Romacof, eu não vou fazer uma crítica completa porque o Camargo aqui embaixo ia achar que eu sou crítico de arte e não ia mais voltar aqui no Pensar Não Dói, certo? 😛

      Bem, na real eu não me considero em condições de emitir um julgamento baseado em qualquer parâmetro técnico – se é que isso é relevante no mundo da arte – mas acho que quando alguém amaldiçoa a tela do computador porque não tem o contraste adequado para apreciar as nuances de uma imagem é porque teve seus sentidos captados e percebeu valor estético naquilo que vê.

      (Traduzindo: isso foi um elogio.) 😛

      Essa dos trinta quadros lambuzados, se não for lenda, é a prova maior do fenômeno que tanto me irrita. Não pela esperteza do autor em lucrar com a babaquice alheia, mas porque não devem ter faltado aquelas análises de entendidos sobre a impressionante qualidade e a profunda expressividade daqueles lambuzos.

      (Ah, mas discordo do comentário sobre o elevador. Isso é terrorismo biológico em qualquer país civilizado.) 😛

  4. principalmente duas coisas comandam a visão da arte, nos mais diversos sentidos: os interesses enconômicos (como em quase tudo) e a opinião dos críticos. A maioria dos críticos, experts no assunto (com poucas excessões), lotam o hall do castelo da arte e só não entram salas a dentro por falta de talento… daí é melhor criticar, deixando a arte sempre num nível que eles dominem. vamos lançar uma campanha pra não dar em nada? ABAIXO OS CRÍTICOS DE ARTE

    1. Camargo, não fosse pelo risco de conferir relevância ao que eles dizem, mostrando que alguém de fora do círculo se importa, seria divertido. 🙂

  5. como eu perdi esse post?!!!!
    bem, tenho algumas considerações.
    – eu acho que quem fez importa sim.
    Se eu falar que você me decepcionou e a sua mãe falar que você decepcionou ela, mesmo que nós duas estivéssemos nos referindo a um mesmo evento, você receberia a notícia de forma diferente.
    – não é porquê você é capaz de reproduzir alguma coisa que você a teria feito – teria tido a idéia de executá-la.
    – qualquer trabalho de arte perde muito (ou praticamente todo) do seu sentido se descontextualizado.

    Eu me afastei de ‘Arte’ embora ame estudar artes e fazer coisas de artes porque não tenho paciência pra virar ícone…
    Acho que os “problemas” dentro do ‘mundo da arte’ são simplesmete fruto de como nós estamos desenvolvendo nossa cultura… E na verdade acho que muito do que acontece e é feito por pessoas envolvidas com arte é em prol de uma mudança cultural e isso é o que me interessa. 😉

    Quanto ao Hélio Oiticica, dê mais uma chance a ele e leia mais alguns textos aqui e acolá. Ele pode até não ter sido um gênio, mas ele disse algumas coisa interessantes.

    1. Ana, nenhum artigo fica “perdido” dentro do Pensar Não Dói, todos podem voltar a ser debatidos. 😉

      Agora, quanto a ser importante “quem fez”, não faz sentido isso!

      Se eu te der uma pedrinha e disser que é valiosíssima porque foi retirada do Muro de Berlim, isso tornará a pedrinha mais valiosa?

      O problema é que, se juntarem todas as pedrinhas que dizem por aí que foram retiradas do Muro de Berlim, daria para construir uma réplica em tamanho natural da Muralha da China.

      Tá entendendo?

      Cada pedacinho de pedra que dizem ser parte do Muro de Berlim teoricamente seria valiosíssimo. Só que, sem nenhum modo de verificar se ele realmente é o que dizem que é, cada um deles não passa de lixo. Eles só tem valor para quem os retirou diretamente do muro. E esse valor é afetivo, nunca se transformará em valor comercial.

      A ironia é que muitos deles podem ser realmente autênticos, mas sem um critério autônomo de verificação nem mesmo os originais valem alguma coisa.

      Digo o mesmo em relação a qualquer obra de arte.

      Pouco me importa o estado emocional ou a intenção do artista quando pintou um cocô de cachorro de esmalte e colocou em exposição. Continua sendo um cocô de cachorro pintado de esmalte.

      O critério autônomo de verificação pelo qual eu vou julgar a obra é a apreciação estética direta, não me importa a subjetividade do autor quando a produziu. E, não me leva a mal, neste caso específico, pouco importa quem tiver tido a idéia ou produzido materialmente a obra, eu sempre vou achar que é um cocô. 🙂

  6. Mas é claro que faz diferença!!
    Se eu te der uma pedra e falar que é do muro de berlim ou simplesmente te der uma pedra, sua reação vai ser diferente.
    E o que eu to falando é sobre quem te deu a pedra. Se uma pessoa que você confia muitíssimo e que morou na Alemanha te der uma pedra e disser que é do muro de Berlim, você ficará muito mais inclinado a acreditar que a pedra de fato é ‘verdadeira’ do que se um camelô tiver o mesmo discurso.

    E outra, ‘apreciação estética direta’ é absolutamente subjetiva, você pode gostar de um Monet porque te lembra de mergulhões na praia e eu posso odiar Monet porque me lembra de um relacionamento que não deu certo.
    Claro que pessoalmente o critério de cada um para o que eles vão perder horas apreciando ou não vai girar em torno disso. Mas usar essa lógica como parâmetro pra julgar toda e qualquer arte nunca vai dar em nada.

    O que eu disse que importa é o contexto em que a obra foi produzida e por quem ela foi produzida, não o estado emocional ou a intenção do artista. A não ser que estas sejam intrínsecas, como numa performance…

    1. “O que eu disse que importa é o contexto em que a obra foi produzida e por quem ela foi produzida (…)” (Ana)

      Pois é, e eu digo que isso não importa. Um cocô de cachorro pintado de esmalte, não importa se quem pintou o cocô de cachorro de esmalte fui eu, se foi um anônimo, se foi Michelângelo, se foi Picasso ou se foi Van Gogh, é apenas um cocô de cachorro pintado de esmalte. Em todas as situações deveria ter o mesmo valor, por mais que tenhamos 100% de certeza de que quem pintou foi este ou aquele.

      “não o estado emocional ou a intenção do artista. A não ser que estas sejam intrínsecas, como numa performance…” (Ana)

      Nem assim. Numa performance, o que vale é o que o artista transmite. Se o estado emocional dele é de pura felicidade porque acabou de receber a notícia que vai ser pai e mesmo assim ele consegue interpretar corretamente Hamlet, isso é o que vale. Se ele está fazendo isso pelas criancinhas com câncer ou para pagar um assassino profissional para matar a própria mulher, que diferença faz isso para mim na hora do “ser ou não ser”? Nenhuma.

      É a obra que valoriza o artista. Quando o artista é que valoriza a obra tem alguma coisa muito errada acontecendo.

  7. Eu disse performance dentro de termos contemporâneos, não como teatro.

    Bom, a obra do Hélio Oiticica não era cocô de cachorro pintado de esmalte…

    Hm, é o espectador que valoriza a obra pela marca, pelo artista.
    Mas eu não diria que isso é necessariamente errado…
    Se alguém começar hoje a construir uma nova capela sistina, por mais que eu a considere esplendorosa, eu ia achar a pessoa totalmente idiota porque é uma coisa altamente despropositada… Mas como ela foi pintada por Michelangelo numa época que ela fazia sentido, então ótimo, gastarei meus minutos a admirando…

  8. A gente sabe que arte é algo sem proposito. Não se pode dar um proposito a arte de maneira alguma. Entendo talvez a sua revolta por um elitismo da arte hermética que se fecha. Mas não entendo a sua crítica e a acho muito apressada e um pouco ingênua. Gostar ou não de uma obra de arte envolve muitas coisas. E a importância do Oiticica vai justamente muito além disso. Você já leu sobre os Parangolés? É muito interessante a proposta e combate justamente isso. Você deu exemplos da fase concreta do Oiticia que realmente pode parecer chato a um primeiro olhar. É preciso meio que estar por dentro de muitas questões que infelizmente não nos chega a nós por pensarem justamente que arte é um lance inútil. Esses quadrados mal alinhados tem que ser entendidos em seu contexto, lá pelos anos 50 quando a arte concreta estava no seu auge. Oiticica meio que já anunciava uma tensão. Talvez seja difícil entrar nessa viagem mas isso teve muito significado na época. A mesma coisa as instalações. Tudo depende de se criar um hábito. O que não se pode fazer é impor esse hábito ou tampouco dizer que uma arte é melhor que a outra. Procure ver sobre o Parangolé de Oiticia e também os Cosmococas. O cara realmente arrebenta e suas obras dialogam justamente com a sua revolta.
    abraços.

    1. Pô, lamento não ter lido este comentário do Henrique à época.

  9. Arte não é só olhar.
    O que você vê é reflexo doseu mundo e a arte fica do tamanho do seu mundo, da sua cultura, da sua sensibilidade, das direções do olhar que os elementos visuais proporcionam e que você consegue assimilar.
    Cada um vê e sente de um jeito.
    Fazer críticas sobre o ponto de vista do eu acho é chover no molhado.
    Também posso fazer coisas iguais aos retângulos. mas não fiz. Então aprecio quem fez e na época que fez.
    Você deve ser um cara muito chato de conversar.

    1. Olha, Zé Renato, se tu me achas chato é porque isso é reflexo do teu mundo: o meu discurso fica do tamanho do teu mundo, da tua cultura, da tua sensibilidade. 😉

  10. Um cara como o Marcel Duchamp é muito inteligente ou esperto. Bem como aqueles que produziram o tecido invisível da roupa nova do imperador. No entanto eu não diria o mesmo dos seus discípulos.

  11. Uma vez aqui no RJ vi um monte de baldes empilhados numa exposição.

    “Arthur
    maio 4th, 2010 às 03:29
    Olha, Zé Renato, se tu me achas chato é porque isso é reflexo do teu mundo: o meu discurso fica do tamanho do teu mundo, da tua cultura, da tua sensibilidade.”

    TOUCHÉ!!!

  12. Thiago Schueler

    10/12/2013 — 21:40

    Há pessoas que se sentem entusiasmadas pela arte contemporânea. E tudo leva a crer que é um entusiasmo genuíno, não é coisa de um círculo fechado de artistas e críticos, em que só é valorizada uma obra por causa do seu autor. Essas pessoas, de fato, se sentem movidas por esses trabalhos que nos parecem estranhos. O que elas compreendem e/ou percebem eu não consigo compreender nem perceber, mas aceito o fato de que há pessoas mais aptas do que eu para fruir uma obra de arte.

    Acompanhe mais de perto o cenário artístico e você encontrará pessoas que correspondem ao que eu falei. Provavelmente encontrará também muita falta de genuinidade, mas isso não anula os artistas e apreciadores legítimos. Sugestões minhas: a revista de música Camarilha dos Quatro (http://camarilhadosquatro.wordpress.com/), a revista de cinema Contracampo (www.contracampo.com.br), o blog do antropólogo e pesquisador musical Hermano Vianna (http://hermanovianna.wordpress.com/), o blog do poeta e ensaísta Antonio Cicero (http://antoniocicero.blogspot.com.br/).

    No seu lugar, eu também seria cético, mas tenho uma vivência de leituras sobre arte e o seu universo que me fazem crer que há algo de bastante verdadeiro mesmo nessas expressões mais estranhas.

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