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Como amaciar um motor novo ou retificado

Se você tem dúvidas sobre como amaciar um motor novo ou retificado e chegou aqui procurando esta informação no Google, seus problemas terminaram. Eu tive as mesmas dúvidas, fiz a mesma pesquisa e disponibilizo aqui de modo simples e direto as melhores informações que obtive, devidamente analisadas e comentadas. Mais mastigadinho que isso, só se você me contratar pra rodar por aí com seu carro e amaciar o motor dele.

Atenção: este é o artigo mais procurado do blog Pensar Não Dói no Google, mas pouca gente tem comentado as informações aqui postadas. Por favor, ao encontrar este artigo deixe seu comentário para eu saber se ele foi útil e se posso acrecentar mais alguma informação que possa ajudar alguém.

Aviso inicial: tudo que eu vou dizer sobre amaciamento vale tanto para motores novos quanto para motores retificados, só mudam um pouco as quilometragens, como está descrito mais abaixo. Dito isso, vamos à história.

Após 300.000 km rodados nas mais adversas condições possíveis, carregando peso excessivo em estradas de terra esburacadas, subindo e descendo morros, sofrendo com a maresia e recebendo pouca manutenção, o heróico motor do meu (tanque de guerra) carro começou a perder força, fazer barulhos estranhos e soltar fumaça. Estava na hora de “fazer o motor”.

Eu não entendia e não entendo porcaria nenhuma de mecânica de automóveis, mas tinha que tomar algumas decisões, então tratei de fazer uma pesquisa básica. A primeira delas foi em relação a que tipo de retífica fazer: deveria fazer uma retífica completa ou uma “meia-sola”?

Faça a retífica completa

Se você já fez a retífica, meu primeiro conselho não vai ajudar muito, mas se você ainda não fez, faça a retífica completa, não faça uma meia-sola. Sim, eu sei que é mais caro, mas um motor com retífica completa é praticamente um motor zero km de novo, enquanto um motor com uma meia-sola é um motor com partes novas trabalhando em conjunto com partes desgastadas, o que não é uma boa idéia.

Comentando o básico do básico: entre diversas outras diferenças, numa meia-sola normalmente se trocam as bielas e não se mexe no virabrequim. Se você não entende nada de mecânica e nem sabia que existiam peças com estes nomes, é suficiente saber o seguinte: os pistões são as câmaras onde é queimado o combustível e gerada a força do motor, as bielas são as peças que captam essa força e as transmitem para o virabrequim e o virabrequim é um eixo esquisito todo torto que transmite a força do motor para a caixa de câmbio, de onde irá para as rodas. Se o virabrequim estiver desgastado, ele trabalhará com folgas e produzirá vibrações que afetarão as bielas novas e os pistões recém retificados, reduzindo a eficiência e a vida útil do motor, detonando seu investimento.

Tudo bem, você recebeu seu carro hoje, o motor está silencioso, sem vibrações, sem desligamentos inexplicados, sem queimar óleo, uma tetéia. Vamos ao que interessa.

Revise os itens básicos

Que itens básicos? Ora, seu carro ou é novinho ou acabou de ter o motor retirado, desmontado, modificado, remontado e recolocado, então você precisa conferir desde “detalhes” como óleo e água até itens aparentemente não relacionados com o desempenho do novo motor, como geometria e balanceamento. Coloque velas novas, confira o óleo da caixa, revise todas as mangueiras, troque os filtros do ar, do óleo e do combustível, essas coisinhas. Comece com o pé direito, seu motor novinho em folha merece.

A grande dúvida sobre o amaciamento

- O melhor é amaciar “na boa” ou “no pau”?

Resposta: o melhor é amaciar “na boa”. Ponto.

Você vai encontrar diversas opiniões em fóruns afirmando que o motor deve ser amaciado “no pau”, isto é, forçando desde o primeiro dia em altas velocidades, “para não ficar empacado”. Isso é uma grande bobagem, não faça isso!

Você também vai encontrar diversas opiniões em fóruns afirmando que não é mais necessário amaciar os motores novos, seja porque a tecnologia moderana permite fazer peças muito mais perfeitas que evitam a necessidade de amaciamento, seja porque os motores novos saem de fábrica pré-amaciados. Isso é uma grande bobagem, não acredite nisso!

Quem diz que o motor deve ser amaciado “no pau” ou não deve ser amaciado com certeza não entende nada de física e não leu o manual do fabricante.

Para entender por que eu afirmo isso, é necessário entender duas coisas: o que é o amaciamento de um motor e qual a diferença entre um amaciamento “na boa” e um amaciamento “no pau”.

O que é amaciamento

Amaciamento é a adaptação entre as diversas peças móveis de um motor, o que ocorre através do desgaste destas peças.

Por mais que a tecnologia atual produza peças melhores, com ínfimas variações em suas superfícies, ainda assim não se pode dizer que o ajuste entre todas as peças seja rigorosamente perfeito. Podemos discutir se um motor produzido com esta ou com aquela tecnologia precisa de mais ou de menos amaciamento, mas não podemos dizer que um motor recém fabricado ou recém retificado não precisa de amaciamento.

Diferença entre amaciamento “na boa” e “no pau”

O amaciamento “na boa” é um amaciamento feito de modo suave, promovendo um pequeno e lento desgaste nas peças, em condições de baixa vibração.

O amaciamento “no pau” é um amaciamento feito de modo violento, promovendo um grande e rápido desgaste nas peças, em condições de alta vibração.

As diferenças, portanto, são duas: a velocidade e a profundidade do desgaste das peças, devidos respectivamente ao número total de giros realizados e ao nível de vibração a que o motor foi submetido durante o processo de amaciamento.

Agora pense

Se você tenta fazer um furo em uma tábua, usando uma furadeira, o tranco que ela dará em suas mãos caso encontre alguma irregularidade na tábua é tanto maior quanto maior for a velocidade do giro, certo? Pois bem, a mesma coisa acontece quando as peças do motor do seu carro encontram pequenas irregularidades ao se moverem umas contra as outras no processo de amaciamento. Portanto, é preferível que as irregularidades das peças sejam aplainadas com delicadeza, para que não haja danos a seu redor.

Se você tenta fazer um furo em uma tábua, usando uma furadeira, o furo será mais justinho e perfeito se você estiver sobre um chão firme do que se você estiver sobre um veículo correndo em uma estrada esburacada, certo? Pois bem, a mesma coisa acontece quando as peças do motor do seu carro trabalham sob vibração: quanto mais baixa a vibração, melhor a acomodação, quanto mais alta a vibração, pior a acomodação. Portanto, é preferível que as irregularidades das peças sejam aplainadas sob baixa vibração, para que se mantenham o melhor ajustadas possível.

- Mas e a história do motor “empacado”?

Ora, não é verdade. Quem diz que o motor fica “empacado para sempre” se for amaciado “na boa” simplesmente não conhece física.

O amaciamento em alta rotação desde o princípio vai desgastar rapidamente as peças e dar a impressão de que o motor ficou “bem amaciado” porque o motor ficará “leve” ou “solto” em pouco tempo, mas isso é apenas sinal de desgaste precoce. Em breve este motor aumentará seu consumo e com certeza vai exigir manutenção mais cedo que um motor corretamente amaciado.

O amaciamento em baixa rotação no princípio vai desgastar lentamente as peças e dar a impressão que o motor está “amarrado” porque o motor ainda não foi amaciado em alta rotação, que é a segunda etapa do amaciamento.

- Ah, o amaciamento deve ser realizado em duas etapas?

É, esse é o pulo do gato. As pessoas não costumam dizer isso desta maneira, mas na prática é isso que significa amaciar “na boa”: primeiro se amacia em baixas rotações e depois se amacia em altas rotações.

Amaciar “na boa” não tem nada a ver com dirigir como uma múmia paralítica, mas com cumprir as etapas adequadas para que todo o processo de amaciamento transcorra com o menor nível de vibração possível, o que só ocorre se o amaciamento é gradual.

Quando realizado após o correto amaciamento em baixa rotação, o amaciamento em alta rotação ocorre com um nível de vibração muito menor que quando é realizado desde o princípio, o que desgasta menos as peças e garante melhor desempenho, menor consumo, menor custo de manutenção e uma vida útil muito maior ao motor.

Agora que você entendeu, vamos à parte prática?

COMO DIRIGIR PARA AMACIAR O MOTOR

Motores novos:

- Ao ligar o veículo, deixe que ele trabalhe uns 20 ou 30 segundos antes de colocar o pé no acelerador. Isso é para que o óleo circule e lubrifique as peças antes de colocar o veículo em uso, aumentando a vida útil do motor. Este conselho vale para toda a vida útil do automóvel, não somente para o período de amaciamento. (E vale até mesmo para os veículos de “partida imediata a frio”, que é um recurso emergencial ótimo para situações de necessidade, mas não deve ser usado diariamente.)

- Se você quiser ser realmente cuidadoso, acelere um pouquinho para pré-aquecer o motor por pelo menos mais 20 ou 30 segundos antes de engatar a primeira marcha. Este é outro conselho que vale para toda a vida útil do automóvel. (O ideal seria pré-aquecer o motor por pelo menos dois minutos, mas quem tem paciência para isso hoje em dia? O resultado é que todos os veículos acabam sofrendo um desgaste que seria evitável com um pinguinho só de paciência a mais.)

- Após o aquecimento inicial, não deixe o carro parado com o motor ligado. O que é bom no início para dar a primeira lubrificada nas peças torna-se ruim logo em seguida, pois com o motor trabalhando em baixa rotação a bomba de óleo lança menos óleo para lubrificar anéis, pistões e cilindros. Também não adianta meter o pé no acelerador, pois o trabalho do motor sem carga traz o risco de estragar o brunimento dos cilindros, o que pode causar a queda de um meteoro gigantesco e eliminar a vida na Terra ou pelo menos problemas graves de lubrificação nos anéis, pistões e cilindros, confesso que me atrapalhei um pouco com os termos técnicos.

- Nos primeiros 500 km de uso de seu veículo não vá para a estrada nem carregue muito peso com ele. Comece o amaciamento em área urbana, onde você tem que explorar toda uma gama de variações de velocidade de giros do motor, sem grandes cargas. (Claro que você pode ir ao supermercado com a família toda e voltar carregado, desde que o supermercado não fique a 200 km da sua casa.)

- Entre 500 km e 1000 km, quando você sentir que o carro já está andando com normalidade em baixas velocidades, sem aquela impressão de estar “preso”, pegue uma estrada e faça o seguinte: na quarta marcha, acelere até atingir 90 km/h, tire o pé do acelerador, deixe cair a velocidade até 50 km/h e torne a acelerar até os 90 km/h. Repita esta operação acelerando com suavidade nas primeiras dez vezes e com firmeza nas dez vezes seguintes. Se você for do tipo paciente, circule por quinze minutos e repita a operação. Repita todo o processo pelo menos mais uma vez, em outro dia.

- Até os 1000 km não ultrapasse os 100 km/h em nenhuma marcha e evite ultrapassagens que forcem o motor.

- Até os 1.500 km não mantenha velocidade alta por longos períodos nem carregue muito peso por longos períodos.

- Aos 1.500 km faça uma troca de óleo. Muita gente vai dizer que é desnecessário fazer uma troca de óleo tão prematura, mas eu vejo a questão da seguinte maneira: mesmo que seja um cuidado extremo, você vai fazer isso uma vez só na vida, então não é um custo relevante.

- Sempre troque o filtro de óleo junto com o óleo. Se você não troca o filtro, imediatamente uma grande quantidade de óleo velho se mistura com o óleo novo, o que reduz muito a utilidade do óleo novo. Bela porcaria.

- Nos primeiros 1.500 km não estique as marchas. Consulte o manual do seu veículo para ver a relação adequada entre marchas e velocidades para este período. Se você não tiver o manual, use esta tabela geral que eu encontrei por aí na internet:

1ª de 0 km/h até 25 km/h

2ª de 25 km/h até 45 km/h

3ª de 45 km/h até 65 km/h

4ª de 65 km/h até 85 km/h

5ª de 85 km/h até 110 km/h

- Após os 1.500 km começa a segunda etapa de amaciamento a que eu me referi acima: você deve começar a esticar gradualmente as marchas para elevar o giro do motor sem elevar a velocidade do veículo – afinal, você não quer se matar nem ser multado, né?

Motores retificados:

- Multiplique todas as quilometragens acima citadas por dois, mas mantenha a troca de óleo dos 1.500 km e faça outra aos 3.000 km.

Últimos conselhos

A partir dos 3.000 km para os motores novos e dos 6.000 km para os motores retificados, se você seguir os conselhos acima, você terá um motor 85% amaciado. Os últimos 15% serão atingidos com o dobro ou até o triplo destas quilometragens, quando você já não estará muito ligado na história do amaciamento, portanto:

- Seja paciente. Compensa.

- Não se habitue a esticar as marchas, isso é apenas um método para elevar os giros sem elevar a velocidade durante o período de amaciamento.

- Se você tiver muita pressa para “desempacar” o motor, siga o método acima. Eu já estou descrevendo o mínimo, não “adapte” as quilometragens segundo os conselhos do seu vizinho picareta de automóveis que “manja tudo” sobre o assunto.

- Se você quiser ser mais lento e cauteloso ao amaciar o motor de seu carro, ótimo, some 30% ou 50% em todas as quilometragens. Não existe isso de um motor ficar “empacado” por ter sido amaciado “na boa”, o que acontece é que o motor tem que ser amaciado em todas as velocidades de giro, começando pelas mais baixas. Para “desempacar” um motor que sempre andou em baixa rotação basta passar a amaciá-lo em alta rotação, mesmo após anos de uso em baixa rotação.

Quanto mais “na boa” o motor for amaciado, maiores serão seu desempenho e sua durabilidade e menores serão seu consumo e seu custo de manutenção.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 05/11/2009

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Atualização a 13/03/2010: tem muita gente copiando este artigo e postando por aí na íntegra ou em partes sem citar o autor nem a fonte. Vamos deixar bem claro que o autor do artigo sou eu, Arthur Golgo Lucas, e que a publicação original foi feita aqui no meu blog, Pensar Não Dói, em 05/11/2009.

588 comments to Como amaciar um motor novo ou retificado

  • Cristian

    Valeu Arthur por dividir com a gente seu conhecimento, eu vou comprar um carro novo e estava procurando informações corretas sobre o assunto porque já tive uma moto nova e amaciei “no pau”e talvez seja por isso que estava “bebendo”muito mais do que deveria. Agora já sei como fazer, obrigado mesmo…

  • Luiz Soares

    Caro Arthur:
    Concordo com quase tudo que escreveste. Comprei um carro novo e na agência marcaram a primeira troca de óleo aos 7.500 Km. A mesma coisa está escrito no Manual do Usuário. Não posso fazer uma troca aos 1.500 Km, pois vou perder a garantia. Outra coisa, no Manual do Usuário, diz que não precisa aquecer o motor, ao contrário do que afirmas. Trabalho em uma Prefeitura, onde temos uma frota de mais de cem veículos e a recomendação dos fabricantes, tanto nos veículos à diesel como os à gasolina, é de que não é necessário aquecer o motor.
    Aguardo considerações.
    Atenciosamente

    • Luiz, a questão de “aquecer o motor” depende muito do ângulo pelo qual se olha.

      Por um lado é verdade, não é necessário aquecer o motor para que ele funcione normalmente.

      Por outro lado, é necessário um certo tempo para que o óleo circule por todas as peças e lugares por onde ele tem que circular – e neste tempo o que é melhor fazer, aumentar a vibração e o impacto entre as peças ou mantê-lo tão baixo quanto possível?

      Eu desenvolvi a seguinte técnica: a primeiríssima coisa que faço ao entrar no automóvel é sempre ligar o motor e prestar dois ou três segundos de atenção ao som dele. Aí eu abro as janelas, confiro a posição dos três retrovisores, coloco o cinto de segurança, piso duas vezes no freio pra ver se está tudo certo, solto o freio de mão, piso um pouquinho no acelerador, escuto o motor, engato a primeira marcha e finalmente coloco o carro em movimento.

      Até fazer tudo isso, sem pressa nem correria, já se passaram mais de trinta ou quarenta segundos – e portanto eu já obedeci minhas próprias instruções.

      O artigo até pode ser um pouco conservador demais neste aspecto, minha idéia ao redigi-lo foi arriscar errar mais pela cautela do que pela imprudência. Mas na verdade eu tenho um objetivo extra, não declarado no artigo, pelo qual eu costumo insistir que as pessoas observem estes 20 ou 30 segundos com o motor ligado antes de sair dirigindo: isso coloca o motorista “em sintonia com o veículo”, ou seja, atento para seus sons, suas vibrações e seu posicionamento em relação aos demais veículos antes de começar a se deslocar. Isso pode aumentar não somente a vida útil do veículo como a sobrevida do motorista…

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      Mas eu fiquei estarrecido com essa informação de que “não pode” trocar o óleo caso contrário perde a garantia. Tens certeza disso? Eu achei um absurdo sem sentido. Por que a garantia haveria de ser perdida em função de um cuidado a mais com o veículo, ainda que desnecessário na ótica do fabricante? (Só se o óleo com o qual ele vem de fábrica tiver algum “pulo do gato” em relação aos óleos do mercado, protegendo melhor o veículo do que os óleos do varejo mesmo quando estes sejam mais novos. Tens como perguntar isso ao vendedor e me informar a resposta dele?)

  • Elaine

    Olá Arthur! Mandei retificar completo o motor do meu carro, com aproximadamente 300km viajei por duas vezes para uma cidade a 45km de onde eu moro, sem ultrapassar os 80km/h, isso vai gerar algum problema, fiquei preocupada depois de ler sua matéria, atualmente ele esta com 600km rodados, pode me ajudar? Esse carro é meu xodó.

    • Ih, tá tranqüilo! :-) Só cuida pra não esticar muito as marchas, que é algo que às vezes as mulheres fazem. Já vi carros passando por mim com mulheres na direção a mais de 50 km/h e ainda em segunda… :o

      Marcha certa no momento certo. Isso protege o veículo em toda a vida dele.

  • Elaine

    Oi! Depois da retífica do motor é obrigatória a troca das velas? O que acontece se não trocar?

    • Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que acontece se não trocar velas que já estão sujas é que o consumo aumenta, a força diminui e chega uma hora que o carro pode falhar e parar. Mas velas são coisas baratas, vale a pena mantê-las sempre novas para garantir confiabilidade, potência e baixo consumo de combustível. Faça a troca sempre que necessário.

  • Elaine

    Mto bom o seu artigo, gosto mto de ler matérias sobre carros, me ajudou mto, eu achava que não precisava amaciar e se por acaso precisasse não seria “no pau” que tinha que fazer, gostei mto..valeu.

  • Robson Souza

    Olá Arthur. Fiz a retífica completa do motor do meu carro e ele parece que voltou mais fraco. Li o que escreveu sobre a sensação de estar “preso”. Mas será que fica tão preso a ponto de não conseguir subir algumas rampas que antes subia com mais facilidade?

    Obrigado

  • Rodrigo

    Muito bom o artigo, não conhecia o blog, mas agora voltarei com frequencia.

  • Victor

    “Por outro lado, é necessário um certo tempo para que o óleo circule por todas as peças e lugares por onde ele tem que circular – e neste tempo o que é melhor fazer, aumentar a vibração e o impacto entre as peças ou mantê-lo tão baixo quanto possível?”

    Quando fiz o Curso de piloto privado de avião, tive uma matéria destinada somente a conhecimentos técnicos, o que incluiu um estudo BÁSICO sobre o funcionamento dos motores.
    O que o mestre (vulgo professor) disse foi que não é necessário dar a partida no motor para que o óleo circule e faça a correta lubrificação. O procedimento correto segundo ele é dar somente a partida elétrica para que a bomba de óleo entre em ação. Sendo assim é só dar a partida elétrica e esperar 1 minuto para o óleo circular.

    Ps: em vário momentos durante o curso a credibilidade do DEUS que estava em nossa frente foi questionada, tendo em vista os vários absurdos proferidos com embasamento na Teoria do “Eu sei porque estudei a vida inteira” (mesmo que não tenha esclarecido os questionamentos com um referencial minimamente lógico).

    … pelo menos ligar um carro ele sabia, hehehehe.

  • Tharcio

    Parabéns Arthur, estou com um carro na retífica e estava, como todos, na busca na internet pelas informações aí prestadas! Bem legal!
    Abraço!

  • Célio Zan

    Arthur,
    Valeu pelas dicas.
    Peguei ontem meu carro e estava perdido até encontrar suas informações.

    Abs

    Célio Zan

  • Paulo

    Parceiro, valeram muito seus esclarecimentos.
    Fiz a retífica completa do motor cht 1000 há uma semana, estou com 350 km rodados.
    O mecânico não me orientou sobre o amaciamento, mas eu tinha noções básicas bem parecidas com as suas.
    Os limites de velocidades citados por vc devem girar em torno de 2500 a 3000 rpm, correto?
    As quilometragens para amaciar ¨na boa¨ e ¨no pau¨ são muito úteis, as trocas de óleo e filtro também.
    Não tenho muita paciência para aquecer o motor, mas vou tentar.
    Obrigado.
    Abraços.

    • Paulo, não esquenta muito com “aquecer” o motor, porque das medidas sugeridas esta é a mais preciosista, com menor impacto total. O mais importante é deixar o óleo circular bem antes de sair rodando. O tempo de regular o cinto de segurança, conferir os retrovisores e olhar bem em volta costuma ser suficiente para fazer o óleo circular. Basta não ter pressa.

      Sobre as RPMs exatas, sinceramente não sei. Os quatro carros que tive não tinham mostrador de RPMs, eu sempre tive que controlar no ouvido. Mas os valores que citaste me parecem adequados. (Parecem, certeza não tenho.)

  • jose mendes

    Boa tarde Arthur, tudo bem?
    Eu comprei um sandero 0KM e estou feliz com o carro, porem o motor parece ser um pouco fraco, ele é o 1.0 16v e atualmente está com 1000 Km rodados.
    Eu gostaria de saber, se ao fazer o amaciamento na boa se ele vai obter um desempenho considerável de “motor mil”. Eu tinha um Classic 2008 1.0, e estava satisfeito com a potência.
    Obrigado

    • SIM. O amaciamento “na boa” promove um amaciamento completo de ótima qualidade, desde que seja feito em duas etapas: primeiro nas baixas rotações, depois nas altas rotações. Ou seja, mais ou menos segundo o esquema do artigo.

      Amaciar teu carro “no pau” te daria a impressão de que o carro “destravou” mais rapidamente, claro, mas o preço a pagar por isso seria o desgaste muito mais rápido das peças assim “amaciadas”. Não acho que valha a pena cometer essa violência contra o veículo só pela pressa de usar toda a potência dele já nos primeiros cinco mil quilômetros. Um pouquinho de paciência no início e logo terás um carro bem cuidado, com toda sua potência disponível por um longo período.

  • GISLAINE

    GOSTEI DA DICA POIS TENHO UM AUTOMOVEL QUE ESTA SENDO RETIFICADO, CREIO QUE A DICA SERA MUITO ÚTIL.OBRIGADO,POIS TINHA MUITAS DUVIDAS, ASSIM QUE EU ESTIVER COM O CARRO VOLTO A COMENTAR SE A QUALIDADE DA ORIENTAÇÃO E O PROVEITO QUE TIREI SEM MAIS OBRIGADO,

  • Daian

    Ola Arthur, entendo um pouco de mecanica mas confesso que esse lance de amaciamento de motor é cabuloso , hahahaaa.
    Adorei seu topico e vai ser de muita valia pois estou pra tirar uma motoca zero, e ja li bastante sobre isso mas sua materia é fenomenal , parabens por dividir isso com todos .

    Abraços

  • Jose Mendes

    Obrigado pela atenção Arthur,
    vou amaciar na boa.

    Abraço

  • Kelsen

    Excelente texto, muito claro e compreensível para leigos como eu, além do bom uso da lógica, que está rara nestes tempos de “sabidões fuçados entendedores da prática do negócio”. Muito útil!!!

  • Stéfanie

    Bom dia ,

    Arthur,

    Peguei meu Celta 2012 0km ontem esta com 35km ele ta bem travado apesar de ter 78cv(anda bem menos que o celta dos meus pais de 69cv) li que vc nao recomenda pegar estrada nos primeiros 500km , porem moro num bairro em SP que tenho que pegar a Rod. Raposo Tavares, caso não conheça-não sei se é de SP- é uma rodovia de alta velocidade e querendo ou não não tem como eu ir para casa sem passar por ela…tem uma velocidade recomendada(para quem pega estrada??) como meu 1º carro queria fazer td direitinho. Ahhh realmente sobre a troca de óleo no manual fala que a 1ª troca tem q ser aos 10mil km… sera que há necessidade deu trocar o óleo e o filtro com 1500km??

    Desde já agradeço.

    • Stéfanie, roda o máximo que puderes em ambiente urbano antes de pegar a estrada e quando tiveres que pegar estrada apenas não força o motor, roda perto dos 80km/h na última marcha e fica tranqüila.

      Quanto à troca de óleo, a menos que vás perder a garantia do veículo, eu não acho uma boa idéia demorar tanto tempo para trocar o óleo, sinceramente. MAS ATENÇÃO: uma vez me disseram que o óleo que vem de fábrica é “especial”, que é muito melhor que os óleos que estão no mercado, que seria melhor manter aquele óleo que trocar… eu não conferi essa informação, mas se ela for verdadeira então é melhor seguir o manual. Tens como telefonar para a fábrica e confirmar isso?

      Não podendo confirmar isso, eu faria uma troca de óleo aos 1.500 km, outra aos 3.000 km e então passaria a seguir as orientações do manual – mas isso é o que *eu* faria, eu não posso dizer “faça isso” porque não tenho como assumir a responsabilidade pelas conseqüências deste conselho. Entendes isso, né?

  • Camila

    Oi Arthur!!

    Muito obrigada pelas dicas! Essa foi a melhor imformação sobre amaciar o motor que achei em toda minha longa pesquisa pelo google!!

    Muito obrigada mesmo! Beijos!

  • Camila

    Oi Arthur!

    Amei o seu artigo! Muito obrigada! Só Tenho uma perguntinha:

    Você disse que eh melhor evitar estrada no começo, né? O problema eh que peguei meu celta 2012 na semana passada e moro em Sao Paulo e estudo Santo André. Todo dia pego uns 20 minutos de estrada a uns 110 km/hora. Você acha que tem problema? Pode estragar meu carro? Que conselho você poderia me dar para eu minimizar os prejuizos de pegar estrada agora no começo do meu carro?

    Muito obrigada pela atenção e pelo artigo maravilhoso!

    Beijos,

    Camila

    • Calma, calma, o carro não é de açúcar. :)

      Conselho 1: não pisa a 110 km/h nos primeiros 100 km. Pega leve. Usa a última marcha sempre que possível na estrada. Vai nos oitentinha até fechar 500 km pelo menos.

      Conselho 2: Roda um pouco em área urbana só pra passear nos próximos finais de semana. Faz TUDO de automóvel em área urbana nas próximas semanas. Chama-se “unir o útil ao agradável”. ;)

  • Charles

    Cara, se para todo assunto complicado houvesse alguém pra explicar com uma didática tão boa, o mundo seria um lugar melhor! A definição de virabrequim foi a melhor que já vi!! haha
    Hoje pego meu Corolla Xei 1.8 16v 2000, mandei fazer o motor com 200 mil km, retífica completa e confesso que estava meio perdido nessa questão do amaciamento. Já aplicava a técnica de deixar o óleo circular no motor antes de sair com o carro, mas não por 30s, agora vou aumentar o tempo hehe.
    Enfim, parabensaço pelo artigo…vou deixar nos favoritos
    Abraço

    • Valeu, Charles. Eu queria ter tempo para escrever tudo sempre com a didática que escrevi este artigo aqui. Mas não é mole escrever um blog com textos didáticos todo dia. Abração!

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