Alô, amigos da Rede Pensar Não Dói de blogs inteligentes… 🙂

Quem é que gosta de perder por 1 X 0 a partida decisiva do campeonato por causa de um erro de arbitragem causado por uma simulação de falta de um jogador adversário? Quem é que gosta de ter um jogador de seu time expulso por uma justa reclamação de que o jogador adversário induziu o árbitro a erro? Se você não gosta de sofrer estas injustiças, então vai gostar da idéia que exponho neste artigo.

Descobri que estava rolando uma polêmica devido à anulação de um gol pelo Carlos Eugênio Simon numa partida entre Palmeiras e Fluminense uns poucos dias após os fatos, circulando pelos blogs de alguns camaradas que fizeram comentários aqui no Pensar Não Dói. Até eu, que não acompanho futebol, sei que o Simon é o único árbitro do Brasil pré-classificado para apitar a Copa do Mundo de 2010, ou seja, certamente o sujeito é um dos melhores árbitros do país. Mas ele estava sendo crucificado.

Pelo que eu entendi, no início disseram que o gol era legítimo e foi equivocadamente anulado, o árbitro chegou a ser punido por isso, mas depois surgiu um vídeo de um ângulo novo que mostra que ele estava correto. Só que a essas alturas o Simon já tinha sido ofendido, caluniado e punido.

O que me chamou a atenção foi a notícia de que o jogador que fez a falta disse que na verdade sofreu a falta. Peraí, então o jogador sabia que bloqueou ilicitamente o movimento do outro com o braço e mesmo assim afirmou categoricamente que o outro é que o segurou? Isso não faz sentido, porque todo mundo sabe que a verdade haveria de surgir quando a gravação do lance fosse repetida seiscentas milhões de vezes na TV. Percebi que tinha que haver algo errado nessa história.

Analisei o contexto e me dei conta de que o jogador não deu essa declaração na saída do jogo. Portanto, ele teve tempo de conferir a gravação do lance antes de se pronunciar. Como as câmaras da Globo não mostravam a falta, provavelmente o jogador e seu clube se sentiram seguros para sustentar a versão que lhes interessava. Se não existisse o vídeo da Band, que só se tornou famoso no Twitter pelo menos um dia depois, o árbitro continuaria sendo crucificado e nem o jogador nem seu clube esclareceriam a verdade, pouco se importando com as conseqüências de tal injustiça para o árbitro.

O episódio demonstrou cabalmente que, na ausência de provas, “ética profissional” significa “sustentar a versão que interessa”. Esse é o tipo de coisa que me incomoda. Foi a partir daí que eu desenvolvi a idéia que motivou este artigo.

O que se pode fazer?

Eliminar os erros de arbitragem é impossível. Nenhum sistema é perfeito. Three Mile Island e Chernobyl deveriam ter ensinado isso ao mundo. Mas podemos filtrar algumas fontes de erro bastante significativas, reduzindo substancialmente o estresse do árbitro e aumentando o nível de colaboração dos jogadores e dos clubes com a arbitragem de modo inédito na história. Curiosos?

Não pretendo sugerir replay no telão ou algo assim. Além de esta idéia já ter sido proposta por muita gente, isso é muito chato, como podemos conferir nas transmissões daquele esporte estúpido e violento jogado com as mãos e sem bola que os estadunidenses insistem em chamar de football. Já é uma porcaria parar o jogo a cada falta, imagina conferir cada falta duas ou três vezes no telão antes de decidir quem tem razão.

Quem curte futebol gosta de jogo com bola rolando, qualquer sugestão para aperfeiçoar este esporte tem que preservar isso. Eu vou sugerir uma mudança muito mais sutil mas com resultados muito mais profundos do que usar replay para decidir sobre lances.

A lógica atual

Hoje o trio de arbitragem tem sobre seus ombros toda a responsabilidade pelo não cometimento de infrações por parte dos jogadores e dos clubes. Salvo nos casos mais aberrantes de violência, quando a gravação do lance é usada para fundamentar punições depois do jogo, o atleta que conseguir enganar o trio de arbitragem obtém uma vantagem ilícita livre de punição. Do ponto de vista dos jogadores e dos clubes, portanto, é sempre interessante tentar burlar a fiscalização do trio de arbitragem e tentar desacreditar as decisões do árbitro.

O resultado dessa lógica é o clima de hostilidade generalizada contra os árbitros que pode ser conferido em todas as entrevistas e comentários sobre arbitragem na crônica desportiva. Em comparação com as ofensas, acusações e ameaças cometidas cotidianamente contra os árbitros, com que freqüência se vê jogadores e dirigentes de clubes elogiando o profissional que está ali trabalhando para garantir a rápida tomada de decisões em lances duvidosos, a segurança dos atletas e o bom andamento das partidas? Muito raramente.

Eu considero essa lógica altamente perniciosa para o esporte. Responsabilizar apenas o árbitro pelo controle do comportamento do jogador estimula a simulação, a tentativa de indução ao erro, a desonestidade. Qualquer atleta inserido em um ambiente onde predomina essa lógica tende a se contaminar pelo exemplo e pela pressão de seus pares e dos dirigentes dos clubes. A ética profissional se torna um discurso hipócrita francamente combatido nos bastidores.

A lógica adequada

O árbitro deve ser mais o “indivíduo que resolve litígios” e menos o “indivíduo que zela pelo cumprimento das regras”. Cumprir as regras deve ser algo que o jogador se empenha em fazer voluntária e conscientemente, não algo que ele passa o tempo todo tentando burlar. O responsável pela ética de suas ações deve ser o próprio jogador.

Como comprometer os jogadores com a ética?

Chegamos ao cerne da questão. Sabemos que o atual sistema estimula atitudes anti-éticas. Logo, para corrigir a rota é necessário introduzir algum mecanismo que torne a simulação, a tentativa de indução dos árbitros ao erro e a desonestidade desinteressantes para os jogadores e para os clubes. Esse mecanismo deve tornar a atitude ética mais valiosa que a “malandragem” ou a pura desonestidade já durante o jogo em andamento, sem aguardar as decisões burocráticas e politizadas dos tribunais desportivos.

Eu bem sei que existe uma imensa resistência à utilização de tecnologia para dirimir dúvidas durante as partidas, por isso volto a chamar a atenção para o fato de que, apesar da aparência inicial, a proposta abaixo não faz isso. Leia com atenção.

A proposta

Não se muda algo sem mudar alguma coisa, portanto mantenha a mente aberta para analisar a proposta abaixo.

Utilizar um árbitro extra, que assistirá o jogo pela TV, com a única e exclusiva função de expulsar os jogadores que tentarem induzir a erro o trio de arbitragem, seja por ação, seja por omissão.

Voilá!

Antes de mais nada, perceba que este árbitro extra não é apenas mais um auxiliar, nem pode ele ser consultado para dirimir quaisquer dúvidas sobre um lance específico. Não é nada disso.

Este árbitro extra é um fiscal de ética e sua atuação é autônoma.

Hoje, se um jogador comete uma falta e o trio de arbitragem não vê, ou se um jogador simula sofrer uma falta e o trio de arbitragem é enganado, o jogador infrator e sua equipe são beneficiados pelo erro de arbitragem e a outra equipe é duas vezes prejudicada: uma vez pelo erro e outra vez pelas conseqüências das justas reclamações.

Além de ser injusto em campo, isso é pernicioso em uma escala muito maior. Estes eventos ensinam que vale a pena trapacear e que para não ser prejudicado é melhor se conformar, aceitar a roubalheira e depois se vingar trapaceando também. Isso está sendo transmitido diariamente pela TV e com certeza influi na formação de nossos jovens. (A baixaria e a promiscuidade que sempre são mostradas nas novelas também, mas isso é assunto para outro artigo.)

Jogadores de futebol são atletas, não são guerreiros. Não podem atuar segundo a lógica de que “o importante é vencer, não importa como”. Eles são ídolos de milhões de crianças e adolescentes com caráter em formação, não podem dar um mau exemplo destes. Esta deveria ser uma preocupação prioritária dos dirigentes de clubes e demais gestores deste esporte adorado pela população jovem.

Segundo a minha proposta, se um jogador comete uma falta e o trio de arbitragem não vê, o fiscal de ética observa o comportamento do jogador que cometeu a falta e o expulsa se ele não informar ao árbitro a própria infração.

Segundo a minha proposta, se um jogador simula sofrer uma falta e o trio de arbitragem é enganado, o erro da arbitragem se mantém, mas o fiscal de ética expulsa o infrator assim que se convencer de que realmente houve simulação.

Não basta querer vencer, é necessário querer vencer de modo digno.

Detalhes importantes

Percebam que o fiscal de ética não se comunica com o trio de arbitragem, nem para consultar, nem para ser consultado. Ele simplesmente comunica as expulsões. Só.

É conveniente que o fiscal de ética tenha um limite de tempo para formar sua convicção, findo o qual deixa de ser possível a expulsão. Acredito que três minutos seja um prazo bem razoável, permitindo diversas repetições do lance com o uso de uma daquelas TVs com replay, que gravam a transmissão e permitem rever diversas vezes um lance, cada uma sintonizada em uma das emissoras que estiverem transmitindo o jogo. Afinal, basta apertar um único botão do controle remoto para rever a cena desejada. Se em três minutos não for possível tomar uma decisão é porque o lance é duvidoso demais para que se corra o risco de promover uma expulsão.

Será que funcionaria?

Aposto meu pescoço como funcionaria. Voltemos ao exemplo que deu origem a este artigo. O jogador que cometeu a falta que só o Simon viu não se acusou na hora. A polêmica se estabeleceu porque nenhuma das câmeras da Globo captou o lance de um ângulo que permitisse confirmar a versão do árbitro. Mas ele não tinha como saber disso na hora do jogo, o que faz toda a diferença.

Se minha proposta já estivesse implementada, o próprio jogador teria voluntariamente informado ao árbitro que cometeu a falta, para evitar que o fiscal de ética o expulsasse por não assumir sua responsabilidade no lance.

O gol foi anulado e anulado permaneceria de qualquer modo, mas a polêmica não teria se estabelecido e o árbitro não teria sido ofendido e punido por um erro que não cometeu.

O papel do árbitro permaneceria o mesmo, mas ele contaria com a cooperação dos jogadores e não com a permanente oposição destes.

O jogador que agisse de modo ético, ao invés de ser crucificado no vestiário por “bancar o otário”, seria elogiado por não ter desfalcado sua equipe.

Não seria uma maravilha?

Conclusões

A malícia desta proposta é que ela não altera nada dentro de campo e mesmo assim altera tudo dentro do campo. Pensem em uma colisão entre dois jogadores. Continua sendo o árbitro o responsável por decidir se pára ou não pára o jogo, bem como quem fez e quem sofreu a falta. Mas o fiscal de ética estará de olho em busca de um pequeno gesto no qual o infrator assuma sua responsabilidade perante o árbitro.

– Se os dois se acusarem com sinceridade, o árbitro toma sua decisão e tudo segue normalmente.

– Se nenhum se acusar, o árbitro toma sua decisão e fica o suspense por três minutos até que se esgote o tempo do fiscal de ética decidir se alguém provocou a colisão de má fé.

– Se somente um se acusar, o árbitro toma sua decisão e dali a três minutos terá certeza que não cometeu qualquer erro grave, porque o verdadeiro infrator jamais correrá o risco de ser expulso por permitir que o outro jogador assuma a culpa.

– Se todos os jogadores começarem a se acusar em todos os lances, num complô para tornar esta regra inútil, o fiscal de ética passará a expulsar quem claramente se acusar sem ter cometido infração alguma, pois isso é tentativa de indução a erro da arbitragem e se encaixa desde sempre na letra e no espírito da regra proposta.

Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. Não há como burlar esta regra.

A beleza desta proposta está no fato de que não depende da real gravação do lance de um ângulo esclarecedor. O simples risco de ser expulso por não comunicar a verdade ao árbitro seria tão grande que nenhum jogador contaria com a vaga possibilidade de o lance não ter ficado claro na TV.

A verdadeira grande contribuição desta proposta está no fato que, embora a princípio os jogadores fossem movidos apenas pelo interesse egoísta de não serem expulsos, com o tempo esse tipo de treinamento mental vai se interiorizando, vai se tornando o padrão na atitude do indivíduo e vai qualificando o ambiente desportivo, pelo que gradativamente nossos atletas voltariam a merecer o título de ídolos e se tornariam bons exemplos para a juventude que gosta de futebol.

Os árbitros – e suas mães – agradeceriam fervorosamente, pois seu trabalho seria imensamente facilitado e se tornaria muito menos estressante, mas todo o mundo do esporte sairia ganhando, além de haver repercussões culturais altamente positivas pelo novo tipo de exemplo que os jogadores do esporte mais apreciado no mundo passariam a transmitir para nossos jovens.

E vocês que começaram a ler pensando que eu só queria dar um simples palpite para reduzir os erros de arbitragem, hein? Divulguem a idéia.

–//–

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 15/11/2009

39 thoughts on “Como reduzir drasticamente os erros de arbitragem no futebol

  1. Vamos lá, pra ver se eu entendi: um jogador comete uma infração, o juiz de campo não assinala. O “fiscal de ética”, pelo ponto eletrônico, avisa o juiz, que, então, expulsa o infrator não punido, por ele não acusar a atitude?

    Você acha que 100% das infrações cometidas num jogo são, intimamente, reconhecidas pelos jogadores como tal? Se um jogador está impedido, você acredita que ele sabe realmente estar impedido, só tá “dando de migué”? Que todos os atletas, deliberadamente, burlam as regras do jogo para se beneficiarem? Já te passou pela cabeça que um atleta, incontáveis vezes, julga estar fazendo tudo certo por estar envolvido emocionalmente com o jogo?

    Com todo o respeito, das duas, uma: ou você nunca chutou uma bola na vida, ou encara o esporte como uma espécie de jogo recreativo, onde as pessoas participam friamente, e que tanto faz ganhar como perder.

    Com essa sua proposta, nenhum jogo de futebol profissional terminaria, por falta de competidores. E, mesmo depois de assimilada tal regra, faria com que o esporte fosse tão modorrento que ninguém mais suportaria assistir. Já pensou, numa disputa de bola, os jogadores parando e dizendo: “professor, eu fiz falta nele!”, e o outro: “não, professor, fui eu quem fiz falta!”.

    1. Não, Vinícius, eu não acho que todos os atletas tentam, o tempo todo, burlar as regras do jogo de modo deliberado. Nem eu acho, nem vão achar os árbitro extras, que idealmente serão árbitros que também apítam em campo, portanto profissionais com toda a experiência que eu confessadamente não tenho. Tenho certeza que eles saberão identificar quando um jogador está agindo de má fé, tentando prejudicar o discernimento do árbitro em campo, muito melhor do que eu jamais serei capaz de fazer. E, assim como hoje nem toda falta resulta em expulsão, também com o fiscal de ética ocorrerá o mesmo.

      A idéia nem é tanto tentar transformar os jogadores em paladinos da ética e da moralidade, como o Corinthians original, mas coibir aquela palhaçada de um jogador se jogar no chão dentro da grande área pra tentar ganhar um pênalti na base da atuação teatral. Ou vencer partidas com gols feitos com a “Mão de Deus”. Essas coisinhas.

      Suponho que os próprios árbitros que atuassem como fiscais de ética seriam os mais indicados para selecionar quais são as atitudes que deveriam ser punidas para facilitar o trabalho dos colegas que estão com o apito na mão. Será que algum apareceria aqui para comentar? 🙂

  2. Caro Arthur! louvo a tua (acredito) sincera iniciativa de blogar o elaborado raciocínio que pretende transformar os “nóis-fizemo-o-que-professô-mandô” (com raríssimas exceções) em desportistas. Mas quero lembrar que antes de tudo o futebol não é um esporte! É um jogo! Como o pôquer, por exemplo, onde blefar faz parte da emoção como quem chuta a cabeça do adversário morto até a porta de sua cidade. O esporte exige preparo, disciplina, honra, honestidade, respeito pelas regras, e pelos outros competidores. No jogo temos adversários, inimigos a sere trucidados a qualquel preço e por qualquer meio. Aliás preço é algo que se ajusta muito bem ao caráter do futebol. Vide o valor dos passes, malas brancas, subornos, patrocínios… No esporte os principais inimigos são os próprios limites. O futebol deveria ser banido das olimpíadas, pois não se ajusta ao espírito daquele evento. O xadrez já é um esporte: obedece a regras, não necessita de um árbitro, aquele que reconhece a derrota deita o seu rei em respeito a um oponente que soube ser superior, sem burlar, sem mentir, em igualdade de condições e material, e é assim há centenas de anos… mais ou menos na mesma época em que o futebol era chutar cabeças. Não aprecio o futebol da mesma forma em que não entro em jôgo de cartas marcadas, mas acredito que as pessoas que o apreciam vão lá sabendo que podem ser roubadas e, tendo a oportunidade, querem roubar também. Não tem aquela frase antiga que diz: “quero que meu time ganhe nem que seja com um gol de mão aos 46 do 2º tempo”? As pessoas que assim pensam são as mesmas que votam…e babariam de satisfação num coliseu romano.

    1. Pois então, Romacof! Isso é exatamente o que eu tento alterar com essa proposta! De acordo com os conceitos que expressaste, eu gostaria de transformar o futebol de jogo em esporte. Estou em campanha pela ética nos gramados! 😉

  3. Arthur,
    sou nula quando se trata do ‘nobre esporte bretão’, mas acho que passar pro jogador a responsabilidade de seguir as regras bonitinho não vai funcionar não… ainda mais com o nível de jogadores que existe por aí, e com os milhões de dinheiros em jogo.

    Mas ainda não entendo o motivo de não se usar com mais frequência a tecnologia pra resolver as pendências. Se existem câmeras, se é possível dar replay na hora, por que colocar tudo nas mãos do juiz e dos bandeirinhas o tempo todo e só muitos dias depois analisar as imagens? Eu me lembro de assistir a uma partida de futebol americano no Candlestick Park, em San Francisco (e várias pela TV, sou 49er desde criancinha), nos áureos tempos dos 49ers, com Joe Montana de quarterback. Os juízes estavam em contato constantemente ‘entre sis’, e um deles ficava lá no alto, na cabine, assistindo a tudo sem estar envolvido diretamente na arbitragem. Qualquer dúvida, o árbitro de baixo consultava o de cime. E, mesmo com aqueles verdadeiros armários de 150kg pela frente, a decisão deles era soberana. Sei lá se dá pra sonhar com algo semelhante no ludopédio, eu não entendo muito disso. Por isso é que eu me divirto tanto com o rugby, a gente já parte pra porrada logo de saída! 😛

    1. Um dos motivos alegados para não usar a tecnologia para resolver as pendências é que isso pára muito o jogo. O outro é que incorporar essa regra ao futebol elitizaria o esporte, que devido ao custo dos equipamentos necessários para a arbitragem deixaria de ser interessante para as multidões. (Vai ver é por isso que no Brasil ninguém joga rugby na beira da praia.) 🙂

  4. vou pra outro lado. Vi o vídeo que diz ser de outro ângulo mostrando uma falta do Obina e inocentando o Simon. Não há falta do Obina. Abrir os braços quando sobe para trás é necessidade de equilíbrio. Proteger o espaço onde a bola vai chegar é o lance mais comum do futebol (e olha que joguei muito, ao menos em tempo). Não houve falta do Obina. O Simon errou, como errou muitas outras vezes e acrescentou mais um erro num balaio imenso de erros, que só vão acumulando jurisprudência para que exista alguma mudança. Jogos importantes, que realmente decidem, são jogos mostrados em vídeo (hj a grande maioria). O mais simples a se fazer: em caso de dúvida, o árbitro tem um minuto pra decidir. Três árbitros analisam a imagem fora do campo por vídeo. No máximo em um minuto têm que passar o veredito por ponto eletrônico. Quem decide se vai pedir ajuda do trio continua sendo o árbitro, assim mantém o massageamento do seu ego como autoridade. Jogador que tentar influenciar o árbitro a pedir ajuda de fora, leva amarelo. Função de jogador é “jogar”, e aqui uso os argumentos do Romacof, o mais possível dentro dos parâmetros do esporte.

    1. Camargo, não quero discutir o lance em si que gerou o artigo, me inclua fora dessa, se eu der palpite tem uma boa chance de eu passar vergonha. Mas podemos trocar o exemplo: lembras do gol com a “Mão de Deus”? Será que o Maradona teria arriscado aquilo sabendo que as câmeras poderiam ser usadas para expulsá-lo, deixando assim sua equipe desfalcada perante a reação do adversário?

  5. Você está estudando economia, Arthur? Realmente faz todo o sentido inverter a matriz de incentivos para promover um reposicionamento de investimentos. Ninguém age de modo antieconômico e permanece no mercado. Até mesmo os religiosos que doam tudo o que têm e renunciam ao mundo esperam uma recompensa maior do que o valor de suas posses doadas e de suas renúncias. Os jogadores e os clubes pensam do mesmo modo. Se valer mais a pena dar chutão e mentir, é isso que eles farão, por mais que digam o contrário. Se valer mais a pena ser honesto, é isso que eles farão, por mais que digam que sua motivação é outra. Sua proposta possui excelente fundamentação econômica.

    O problema é que você cometeu o grande equívoco de confessar que não acompanha futebol. Sua proposta será rechaçada por causa do orgulho de todos que acham que “entendem de futebol”, como se o futebol tivesse alguma característica mágica que o tornasse inacessível à modelagem econômica. Não tem. Mas você esqueceu de levar em consideração o peso econômico da babaquice de quem acha que quem nunca chutou uma bola não pode entender nada de futebol. É puro orgulho ferido, mas pesa na balança de investimentos.

    1. Economista realista (e racional 100%, exceto ao qualificar de “babaquice” algo que parece fora da sua esfera de conhecimento, dada a simplificação): querer transformar em razão coisas que estão no campo da emoção sempre é desastroso. Aos humanos cabe o controle para não transformar a emoção em instinto, o que nos igualaria aos animais irracionais. Este controle é muito mais de natureza interna (reflexão e experiência próprias) do que
      imposto por regras, leis ou mandamentos). Assim não fosse, a edição do Código Penal já seria suficiente para mitigar condutas criminosas.

      Pensar que o mundo dos humanos pode ser “controlado” como num sistema behaviorista, na base da punição/premiação (entre “Economistas Realistas” chama-se “inverter a matriz de incentivos para promover um reposicionamento de investimentos”) é igual a colocar-nos como ratinhos de laboratório. Isto, de um biólogo, eu até aceito e entendo. De um cientista social (deve ser sua especialização, pelo nick), desculpe-me, mas não dá.

    2. “Economista Realista”, quem diria que eu ainda te veria me elogiar e me defender, ainda que pela metade…

      Na verdade eu desenvolvi o raciocínio usando outra fundamentação teórica, mas reconheço tranqüilamente que o raciocínio poderia ter sido desenvolvido a partir da teoria econômica.

      Na Teoria da Informação, que me forneceu o insight para criar esta proposta, sinal é a mensagem que nos interessa e ruído é uma interferência indevida que atrapalha a transmissão do sinal. Por exemplo, se a mensagem que nos interessa é se houve ou não houve uma falta, então uma simulação de falta é um ruído que atrapalha a identificação do sinal. Ora, para separar o sinal do ruído utiliza-se um filtro que bloqueia o ruído e nos permite identificar o sinal com maior facilidade. Como num desporto não é possível filtrar prévia ou simultaneamente a produção de ruído, é necessário tomar emprestado da Teoria Geral de Sistemas (TGS) a noção de retroalimentação negativa para que para cada infração se produza uma punição imediata, inserindo um condicionamento operante nos moldes da psicologia behaviorista que reduza paulatinamente a probabilidade futura de ocorrência de novas infrações.

      A mesma coisa pode ser facilmente descrita em termos de “reposicionamento de investimentos” devido à “alterações da matriz de incentivos”, claro.

      Depois que se estuda TGS o referencial teórico desta ou daquela ciência passa a ser observado a partir de um novo nível de integração, muito mais holística, tornando-se muito fácil identificar os mecanismos por trás dos vocabulários específicos de cada ciência.

      Mas sim, eu já estudei “alguma coisinha” sobre economia. 🙂

    1. Boa nada. 🙂

      Vinícius e Camargo, nós somos muito parecidos com os ratinhos de laboratório, reagimos a condicionamento operante do mesmo modo, utilizamos razão e emoção de modo muito semelhante ao que acontece na mente de um rato sedento numa gaiola em que a cada vez que ele pressiona uma barra recebe uma gota d’água.

      O Economista Realista explicou pela racionalidade econômica o fenômeno que eu expliquei pela psicologia behaviorista, mas a diferença de vocabulário e de ângulo de visada não é insuperável, pelo contrário, só mostra que os mecanismos por trás do fenômeno explicado são tão facilmente modeláveis que ciências com objetivos bastante distintos foram capazes de fazer a mesma previsão sobre o comportamento humano.

      Uma tal coincidência é um forte fator de corroboração de minha tese. 🙂

  6. não dá pra se incluir fora dessa, desde que o primeiro exemplo veio dali, alegando-se o motivo para a proposta. Imagine se forem cumpridas suas regras, o que deveria acontecer: Se o Obina não fez realmente a falta, ele não tem nada a declarar ao árbitro; se o zagueira acha que não fez nada (e num lance rápido como aquele não dá pra achar mesmo), não tem nada a declarar. Então? Como fica? O erro grotesco continua acontecendo e algum lado sendo prejudicado.
    Porém, com a possibilidade da ajuda tecnológica para o momento (somente para lances duvidosos), o erro não aconteceria.

    1. Camargo, tu estás partindo do pressuposto que o jogador realmente era inocente no lance, o que eu tenho sérias dúvidas devido ao vídeo que o Vinícius apresentou. O que eu tenho certeza é que, se ele tivesse certeza de sua culpa, a probabilidade de confirmar a ação do árbitro seria próxima a 100%. Do jeito que a coisa é hoje, se ele fizesse isso – se ele agisse com plena ética, sabendo que era culpado – seria crucificado no vestiário e teria sérios problemas em sua carreira, passando a ser conhecido como linguarudo, entregão, etc.

      Minha proposta é que valorizemos a ética através de um sistema de incentivos (adotei o vocabulário) que realmente a valorize, que é o oposto do que temos hoje, quando os jogadores são impedidos de agir com ética e empurrados para a arena lodacenta da simulação e da mentira pelo interesse na vitória a qualquer custo.

  7. Vinícius, não deixa a tua paixão pelo futebol te fazer acreditar que o futebol tenha algum elemento mágico que o torne acessível à modelagem científica, para parafrasear o “Economista Realista”.

    Não preciso tomar canelada nem berrar nas arquibancadas para ser capaz de modelar um sistema de incentivos que modifique o comportamento dos jogadores devido aos interesses deles em obter melhores resultados. Para isso existe a ciência.

  8. Ninguém falou de “mágica” aqui. Apenas disse que esse behaviorismo que você defende (e o “Realista” também, pelo visto) até tem certo valor, mas somente em atos não regidos pela emoção, como ocorre uma disputa. Pessoas com racionalidade “à flor da pele” (contradição em termos :D) têm dificuldade em enxergar isso.

    Quando disse “nunca chutou uma bola na vida”, foi apenas uma provocação, para explicar que: ou não houve o envolvimento direto do propositor com a emoção (sentimento indissociável do ato de competir), ou está se desconsiderando esta variável. Além do que, comportamentos de fundo emocional nunca oferecem modelos confiáveis para serem “enquadrados num padrão”. Veja quantas teorias psicológicas existem para explicar um único tipo de comportamento.

    Você escreveu um post sobre disciplina em presídios, claramente baseado neste mesmo behaviorismo. E eu não falei um “a”, porque aí é algo factível: o ambiente é controlado e fechado, todas as “cobaias” estão em igualdade de condições. Só que, quando “abrir a gaiola”, esquece. O cara vai agir de acordo com os seus instintos.

    O mundo do futebol tá cheio de bandidos, mas a tua “lei da cadeia” não funciona lá. No futebol, todos estamos soltos.

    1. Vinícius, de onde tiraste que o condicionamento operante “só funciona em atos não regidos pela emoção”? Se todas as vezes que tu tocares na porta da geladeira ela te der um choque, pouco importa o teu estado emocional prévio ao choque, em breve tu vais aprender a não tocar a porta da geladeira.

      Como tu és um animal racional, provavelmente vais desenvolver uma estratégia para tocar na porta da geladeira sem levar o choque: se fores solteiro vais deixar um pano de prato seco sobre a geladeira para segurar a porta com ele, se fores casado vais chamar um técnico para instalar um aterramento, porque mulher nenhuma tolera essas estratégias de homem solteiro após a fase de namoro. 🙂

      Claro, se a geladeira ainda não estiver consertada e tu estiveres muito enfurecido em um determinado momento – digamos logo após o teu filho pedir o teu carro novo emprestado e devolvê-lo com a lateral raspada num muro de fora a fora – é possível que esqueças do choque e metas a mão na porta. Bzzzzzzt!

      Isso acontece com portas de geladeira e com jogadores estouradinhos que puxam briga em campo, mas não por causa da minha regra. Os caras que puxam briga em campo são expulsos pelas regras já vigentes. O Zidane foi expulso por causa daquela cabeçada no peito do outro. A regra que proponho serve para expulsar o cara que xingou o Zidane de tudo quanto é bandalheira, provocou a reação explosiva dele e posou de inocente.

      Nem tenta me convencer que o cara fez aquilo porque estava de cabeça quente, emocionado – ele fez aquilo de caso pensado, para explorar a emoção do Zidane. Foi uma atitude antidesportiva, ele merecia levar um cartão vermelho também. Com a minha regra, ele levaria.

      Lógico que eu não acho que a regra vá zerar as atitudes antiéticas em campo. Nenhuma solução seria 100% perfeita para isso, salvo talvez se o árbitro fosse o Juiz Dredd, mas se a regra reduzir a freqüencia dessas ocorrências a um nível tão baixo quanto 10% a 20% do que acontece hoje já não estaria de ótimo tamanho?

      Para terminar: o gramado é uma gaiola. Os ratinhos lá dentro estão limitados em seus movimentos e condicionados a uma série de atos padronizados. A proposta é apenas redirecionar esses condicionamentos, valorizando práticas éticas ao invés da desonestidade.

  9. Meu Deus! 18 comentários sobre futebol!!! Todos torcendo! Todos jogando! Eu fiz um full-hand e sobraram duas cartas. Mas ninguém viu porque tenho mangas fartas. E os ânimos se aquecem! Uma olhadinha para o juíz. Ele está olhando para o outro lado! De passagem um cascudo no careca e um tapa nos ovos do alemão. Ninguém sabe, ninguém viu. Só a mãe do juíz que o pariu.

    1. Se ninguém viu, nem as câmeras de TV, então o cara se safou. Mas qual a chance de cometer estes contatos físicos ilícitos tão discretamente que nenhuma câmera de TV capte o lance?

  10. Aliás, adoro gente que se AUTOINTITULA “realista”: geralmente, são aqueles que excedem a velocidade permitida, são flagrados pelo radar e, quando chega a multa, dizem: “o radar deve estar desregulado”. Ou, pior, assim: “esta ‘indústria da multa’ é um assalto”. Ou assim: “É pegadinha, os caras botam o radar escondido só pra tomarem nosso dinheiro”.

    Sei que não é o caso do nosso Economista, claro, pois ele sabe muito bem que não há dinheiro mais jogado fora do que ter de pagar multa de trânsito.:D

  11. Tirei do meu achismo, mas pode também ser de alguém que estudou o assunto:

    http://plato.stanford.edu/entries/behaviorism/#7

    Caro, se a geladeira estiver dando choque, eu vou me endividar e comprar outra. Atitude irracional e movida pela emoção, e escapando do seu “experimento”.

    O gramado é uma gaiola, mas todo o universo que cerca o futebol é uma massa caótica e de múltiplos interesses, que, na maioria das vezes, transcende o jogo em si.

    1. No mesmo texto: http://plato.stanford.edu/entries/behaviorism/#5

      Existem pontos fortes e pontos fracos na psicologia comportamentalista. Reconheço isso com toda a tranqüilidade, bons cientistas não negam os fatos e eu sou um dos bons. (Se eu fosse modesto eu não seria bom, seria perfeito.) 🙂

      Concordo com o que dizes sobre o universo que cerca o futebol. Aliás, esse é precisamente o motivo pelo qual duvido que uma proposta como a minha prospere: há diversos interesses escusos que seriam prejudicados com a elevação do padrão ético do esporte. Mas mesmo assim eu acho que a postura correta para quem está na minha posição é pelo menos sugerir e argumentar em prol de uma proposta moralizadora, certo?

  12. as grasndes empresas que patrocinam o futebol têm um caixa para cada clube patrocinado, para estimular erros de arbitragem, compram jogadores de times que não têm mais nada a perder no campeonato, para que façam um penalti desnecessário e sejam expulsos. Quanto maior a empresa, maior o caixa. Tem também os pequenos erros de faltas invertidas ou não marcadas, que vão, aos poucos durante o jogo, tirando a estabilidade dos jogadores. Tem também os cartões que vão desfalcando um time para jogos mais importantes. Tem também os árbitros que torcem. Tem também os árbitros que favorecem clubes maiores para não serem vetados em jogos de competições importantes, onde o pagamento é maior. Tem também os técnicos de renome que conseguem emprego para jogadores medianos em clubes maiores, ficando com 50% do salário do atleta, causando estresse profissional. Tem os técnicos que escalam um jogador pq têm uma grana investida nele, mesmo que haja outro atleta em melhores condições. Tem o árbitro que erra sem intenção, sem querer prejudicar, mas que tira o título de um clube, não deixando que a ética arrume a situação. Tem técnico de seleção que vai para uma copa do mundo e elege uma música motivacional que dizia: Devia ter me arriscado mais,
    e até errado mais. Ter feito o que eu queria fazer… deixando uma msg clara ao mundo (ou ao país) que estava tudo arrumado e ele não podia mudar isso.
    Teoria da Conspiração?
    Uma opinião sobre teoria da conspiração no meu blog (só para ilustrar):
    “conspirações existem e descartar toda possível conspiração como intrinsecamente ficcional é exatamente o que nos predispõe a sermos vítimas de uma conspiração real, ou várias.”

    Concordo com a idéia que a ética só pode ajudar o esporte, mas não na contra mão. Precisa arrumar muita ética antes de chegar no jogador.

    1. E por que não começar pelo jogador, em campo?

      Se todos os atletas sofressem uma pressão pela ética, treinando suas mentes de modo ético, não haveria uma chance muito maior de reduzir a cooptação deles para maracutais, de haver denúncias de tentativas de suborno para cometer erros ou para acertar resultados, de se multiplicarem as portas para investigações que reduzam a corrupção?

  13. o que eu discordo da tua idéia não é a essência dela. O problema não está no espírito e sim no corpo. A tua proposta impossibilita a ação de quem investe (e só visa lucro)e são eles que determinam as regras. São eles que decidem as mudanças? Eles vão querem perder este campo fecundo?
    É necessário mudar, e podemos chegar na ética do atleta, mas é preciso conseguir a mudança pulando na correnteza e nadando a seu favor pra não morrer antes de chegar na outra margem. Viu a quantidade de opiniões contrárias num blog que não é específico para o tema?
    O que hoje existe de evidente, que começa a ser maioria? O auxílio à arbitragem por recursos tecnológicos para os lances capitais. Os dinossauros da Board ameaçariam extinguir a vida na Terra, mas um dia teriam que permitir.
    Seria um primeiro passo, possível. Uma caminhada para chegar na ética do atletas.

    1. “Impossibilita a ação de quem investe”? Como?

      Dito desse jeito parece que quem investe em um time honesto tem necessariamente prejuízo. Isso não é verdade.

      A proposta do Dogbert provavelmente aumentaria o nível de investimentos no futebol, pois a corrupção espanta a maior parte dos capitalistas, deixando no topo do mercado somente as grandes corporações que podem arcar com os custos da corrupção.

      Se você acha que a quantidade de opiniões contrárias significa alguma coisa, Camargo, estude as histórias de Galileu Galilei e de Alberto Santos Dumont.

    2. Camargo, se é pra usar a tecnologia, não achas que seria mais interessante fazê-lo de modo a estimular que o atleta treine sua mente para ser proativamente ético ao invés de simplesmente resolver lances?

      Não sei se o pessoal que está comentando se deu conta, mas a diferença básica entre usar a tecnologia para a decisão dos lances e para a expulsão dos jogadores que agirem de modo anti-ético é que a minha idéia praticamente não mexe no futebol, ela mexe na mente dos atletas e dos dirigentes, tornando o esporte muito mais saudável tanto para quem pratica quanto para quem assiste.

      Eu diria que nos primeiros seis meses haveria uma média mais elevada de expulsões e muita reclamação por causa disso, mas a partir daí a média retornaria aos níveis atuais – provavelmente menos ainda – e os jogos ficariam bem mais agradáveis de assistir.

  14. eu acho interessante, mas não acho possível.
    O que está mais próximo do possível é o uso da tecnologia para o lance, o que seria um grande passo e que também levaria os atletas a começarem um condicionamento ético.

    1. Camargo, posso te espremer um pouco? 🙂

      Vamos supor que a minha proposta fosse simplesmente implementada hoje. Amanhã haveria divulgação em toda a imprensa nacional, começaria uma avalanche de discussões e… tchan-tchan-tchan-tchaaaaan… domingo seria o primeiro jogo já valendo a nova regra.

      O que achas que aconteceria?

  15. Alô, pessoal! Se mais alguém quiser responder a pergunta que fiz para o Camargo, está valendo! Suponha que a CBF leu o Pensar Não Dói, pediu autorização para a FIFA para fazer um teste por um ano, recebeu carta branca e resolveu implementar a proposta , entusiasmadíssima. O anúncio acabou de sair nas rádios, rolou plantão do Jornal Nacional informando a decisão, você correu para o Pensar Não Dói para ser o primeiro a registrar aqui a notícia e encontrou a pergunta abaixo, afinal a CBF já havia me avisado… 🙂

    O que você acha que acontecerá no próximo domingo, no primeiro jogo em que minha regra estará valendo?

  16. O Junior Baiano ia levar lencinhos de papel para enxugar o suor dos atacantes adversários…

    Ah! Eu não conheci essa dupla de atacantes que o Realista falou: Galileu e Dumont… que time jogavam mesmo? ou ainda estão na ativa?

    1. Eles não estão mais na ativa. Você ainda está na passiva? Afinal, você prefere atacantes suados.

  17. tudo bem Arthur, não resisti… é aquela coisa de se perder o amigo mas não perder a piada. Desculpe…

    Realista, fiquei impressionado com a sua falta de argumento e criatividade. E se por acaso eu for passivo e gostar de homens suados? Pareceu resposta de criança minada.

    1. Camargo, estou rindo às gaitadas aqui com tua resposta. 🙂 Não sei de onde esse pessoal tirou que insinuações de homossexualidade sejam ofensivas para quem respeita todas as orientações sexuais sem preconceitos ou discriminações.

      (Ah, sem essa de pedir desculpas por fazer uma piadinha. A vida sem bom humor ficaria insuportável.) 😉

  18. Cara, acho que seu “fiscal da ética” já existe: 4º árbitro – o que ele faz no jogo, além de(???):
    – levantar placas de substituição
    – conter técnicos no “espaço técnico” (região pontilhada em frente ao banco de reservas
    – servir de “estepe”
    Bota ele para assistir o jogo com opção de tira-teima de cada lance(REPLAY DE CADA LANCE – O JOGO FIFA 2010 TEM ISSO…RSRSRSRS…)e acionar o 1º árbitro pelo rádio. Bota o cara para “trabalhar” também!!!

    1. Ué, pode ser ele, pode ser outro, tanto faz. O relevante na minha opinião é o critério.

  19. Meu, caro, sei que você está eticamente bem intencionado. Mas, mesmo sabendo-se que a maioria dos árbitros erra querndo acertar, há uma minoria que age de má fé, ás vezes até recebendo uma boa grana (lembra-se, do caso recente em que o “juiz” confessou publicamente ter “dado o serviço”? o controle da conduta ética deve envolver principalmente os árbitros. Fica aqui uma sugestão: deve haver um árbitro especial, numa “cabine”, captando sinais de todas as emissoras, selecionando-os e opinando sobre lances duvidosos (promovendo paralisação do jogo CUJA OCORRÊNCIA seria considerada “parada técnica solicitada pelo clube interessado de, no máximo. A decisão seria por votação verbal dos 3 atuais árbitros e do árbitro da “cabine”, após ampla transmissão em telão do estádio, Como primeira experiência, tal telão seria exigido somente quanto à série “A” do campeonato brasileiro. Abrs., Pedro Gil.

    1. Um mecanismo democrático nos estádios para definir quem tem razão?

      Ih!

      A razão estará sempre com a maior torcida.

      Igualzinho ao que ocorre na política.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *