Se o seu filho pequeno se soltar de sua mão e correr para o meio da rua, você vai dizer docemente “meu querido e amado filhinho, por favor volte para a segurança da calçada, porque sobre a pista de rolamento existe uma grande probabilidade de um veículo automotor inadvertidamente colidir contigo e provocar danos de relativa gravidade a fatais”? Ou você vai gritar “Fulano, olha o carro! Já pra cá!” a plenos pulmões? Se você entende que a suposta ponderação da primeira hipótese é perniciosa e que a segunda hipótese não é histérica e sim realista, então já pegou o espírito da coisa.

Terra passando mal

Quando eu passava quatro horas seguidas dando uma aula cuidadosamente elaborada para que meus alunos de pós-graduação compreendessem os riscos a que o planeta estava exposto e as medidas necessárias para contornar estes riscos, eu ouvia nos corredores após a aula: “esse professor é muito radical”.

Hoje eu passo várias horas seguidas em fóruns virtuais onde se encontra grande parte das poucas dezenas ou centenas de milhares de indivíduos com acesso às mais incríveis ferramentas e vias de acesso à informação científica privilegiada sobre ciência e meio ambiente, e pasmo constato que a situação não difere muito, pois o que eu mais leio é: “esse sujeito é muito radical”.

“Bem” – dirá você – “então provavelmente você é mesmo muito radical”.

Certo, vamos analisar esta possibilidade.

A lógica dos acusadores

Os diálogos nos quais eu sou chamado de radical possuem sempre esta estrutura:

Eu: “dois mais dois são quatro”.

Interlocutor médio: “eu não acho”.

Eu: “sim, são exatamente quatro, nem um infinitésimo a mais, nem a menos”.

Interlocutor médio: “você é muito radical”.

Eu: “não se trata de radicalismo, a realidade física independe de opinião”.

Interlocutor médio: “não dá pra conversar com você, você é muito radical”.

(A essas alturas, confesse: você que está me lendo, se chegou até aqui, já não está achando que eu sou “muito radical”?) 🙂

Para que eu não seja chamado de “muito radical”, o que eu deveria fazer?

Respondo eu mesmo o que me dizem: “ouvir e respeitar a opinião alheia”.

A lógica do mundo físico

Há assuntos sobre os quais é razoável ter uma opinião: você pode opinar que azul é mais belo que o laranja, você pode opinar que o candidato Xis é melhor que o candidato Ípsilon, você pode opinar que os serviços prestados pelo Estado estão aquém do esperado porque noutro país a carga tributária é menor e os serviços são melhores.

Mas há assuntos sobre os quais não é razoável ter uma opinião: você não pode opinar sobre o valor de dois mais dois, você não pode opinar sobre a temperatura de fervura da água e você não pode opinar sobre as conseqüências da desestabilização climática devida ao aquecimento global.

Se você opinar sobre o valor de dois mais dois, ou você estará certo, ou você estará errado, totalmente ao acaso, porque este não é um assunto sobre o qual caiba opinião, é uma questão de conhecimento ou desconhecimento.

Se você opinar sobre a temperatura da água, ou você estará certo, ou você estará errado, totalmente ao acaso, porque este não é um assunto sobre o qual caiba opinião, é uma questão de conhecimento ou desconhecimento.

Se você opinar sobre as conseqüências da desestabilização climática devida ao aquecimento global, ou você estará certo, ou você estará errado, totalmente ao acaso, porque este não é um assunto sobre o qual caiba opinião, é uma questão de conhecimento ou desconhecimento.

“AHÁ!” – interrompe o interlocutor médio – “mas você também não sabe com certeza se existe aquecimento global antropogênico, nem quais seriam as supostas conseqüências da suposta desestabilização climática supostamente provocada por seu suposto aquecimento global!”

Exato. 🙂

As bases científicas do debate

Nunca antes na história (defte paíf) da humanidade enfrentamos fenômenos sequer parecidos aos que estão acontecendo atualmente. O evento mais semelhante de que temos notícia aconteceu muito antes da existência do ser humano:

A extinção do Permiano-Triássico ou extinção Permo-Triássica foi uma extinção em massa que ocorreu no final do Paleozóico há cerca de 251 milhões de anos. Foi o evento de extinção mais severo já ocorrido no planeta Terra, resultando na morte de aproximadamente 95% de todas as espécies da época. (Wikipédia)

“Mas você não pode afirmar com certeza que o mesmo vai acontecer novamente!” – brada o interlocutor médio.

Não, não posso. Mas vamos conferir mais um parágrafo do artigo da Wikipédia sobre a Grande Extinção do Permiano:

A teoria mais aceita pela comunidade cientifica actualmente, diz que um tipo de erupção vulcânica gigantesca aconteceu no território da Sibéria, que libertou grandes quantidades de dióxido de carbono, aumentando o efeito estufa em 5 graus extras na temperatura da Terra. E por conseqüência disso, ocorreu a sublimação de uma grande quantidade de metano congelado no fundo dos oceanos. A libertação deste metano para a atmosfera causou o aumento em mais 5 graus a temperatura do efeito estufa, somando 10 graus extras a temperatura do mundo. E com isso os únicos lugares onde a vida poderia sobreviver seriam próximos aos Pólos geográficos da Terra. Para os biólogos esta explicação é mais plausível, pois esta mudança rápida de temperatura não poderia ser acompanhada pelo processo evolucionário de adaptação. (Wikipédia)

Como é mesmo? “Grandes quantidades de dióxido de carbono”?

Tipo assim as bilhões de toneladas que a humanidade lança hoje na atmosfera em função da queima de combustíveis fósseis, seja petróleo, carvão ou gás natural?

Pois é.

E lá vem de novo o interlocutor médio: “mas você não tem como dizer com certeza…”

Pára, interlocutor médio! Pára de dar (opinião sobre o que não entende) palpite furado e papagaiar lixo pseudo-científico sem conhecer praticamente nada do assunto!

Eu posso afirmar com certeza que o risco existe e é altíssimo. Posso e afirmo. Se você duvida, vá ler os conservadoríssimos Relatórios do Intergovernmental Panel on Climate Changes (IPCC) e depois volte aqui para discutir com conhecimento de causa e não com sua opinião superficial baseada em preferências ideológicas e moldada por comentaristas não especializados da imprensa não especializada.

[Tempo para o interlocutor médio ler os relatórios do IPCC.]

A lógica da tomada de decisão

Voltou? Leu tudo? Leu pelo menos a síntese do relatório e os relatórios dos três grupos de trabalho? Entendeu tudo o que está escrito nesses quatro documentos e as conseqüências de tudo que está explicado lá?

“Entendi!” – diz o interlocutor médio – “Entendi e não concordo, porque vocês não têm certeza do que estão dizendo. Vocês mesmo dizem em diversos pontos que ‘é provável’, que ‘é possível’ e outras expressões que demonstram falta de certeza. E há muitos cientistas sérios que discordam de vocês. Vocês estão sendo irresponsáveis por querer que o mundo gaste bilhões de dólares que poderiam ser usados para melhorar a qualidade de vida das pessoas para enveredar por uma aventura injustificada!”

Acontece, interlocutor médio – *suspiro* – que “nós” não precisamos “ter certeza” justamente porque somos o lado mais responsável deste debate!

Se você tem um revólver de seis tiros com apenas uma bala no tambor, qual é a atitude mais responsável, jogar roleta-russa porque não pode ter certeza que vai estourar a própria cabeça ou simplesmente não jogar esse jogo estúpido?

As estatísticas estão a seu favor: para cada chance de dar um tiro na própria cabeça, existem cinco chances de apenas ouvir um “clique” e ganhar uma bela grana de apostas. Vá lá, jogue!

“Não sou irresponsável!” – diz o interlocutor médio.

Sim, você é irresponsável.

Você não precisou consultar um técnico em armamentos para decidir não jogar roleta russa. Você foi capaz de tomar essa decisão sozinho mesmo contra a opinião dos estatísticos porque você sabe que, mesmo que a maior chance seja de não estourar a própria cabeça, o risco de acontecer o evento menos provável é inaceitável, não importa o quanto você perca de dinheiro ao desistir do jogo.

No caso do aquecimento global, porém, uma imensa equipe de especialistas está afirmando categoricamente que a maior chance é de que ocorra uma catástrofe climática de proporções gigantescas e mesmo assim você insiste em jogar roleta russa com a própria cabeça e a de mais seis bilhões de pessoas devido ao custo financeiro de abandonar o jogo da destruição ambiental, da queima de combustíveis fósseis e do crescimento populacional.

Não existe “investimento em qualidade de vida” que faça sentido sem haver um prévio “investimento em manutenção da vida” em situações de extremo risco.

Quem é responsável e quem é “radical”

A postura dos ativistas ecológicos, dos cientistas responsáveis e do IPCC é uma postura de cautela com o gerenciamento do planeta e de comprometimento com a sobrevivência e com o bem estar de bilhões de seres humanos.

Sabemos que existirá um imenso custo financeiro para redirecionar toda a economia mundial e recolocá-la nos trilhos da sustentabilidade. Entendemos que o risco de não realizar este investimento é inaceitável porque uns poucos trilhões de dólares são merreca irrelevante quando comparados com o cenário planetário mais provável que se aproxima velozmente em função da questão climática.

Aqueles que dificultam a tomada de decisões e a implementação urgente das medidas necessárias para combater as causas do aquecimento global estão jogando roleta russa com a cabeça de seis bilhões de pessoas e com a maior parte das espécies vivas no planeta. Mesmo que a chance de eles estarem certos fosse de cinco em seis, você acharia razoável arriscar?

Existem dois tipos de arautos da irresponsabilidade: os mal intencionados e os inocentes úteis. Os mal intencionados não estão preocupados nem sequer com a vida dos próprios filhos e netos, que dirá com o imenso sofrimento que antecederá a morte de bilhões de desconhecidos. Os inocentes úteis são apenas ignorantes manipulados, mas atravancam a implementação das políticas necessárias para evitar a catástrofe que se aproxima.

Quando a catástrofe chegar, não fará diferença saber quem era mal intencionado e quem era um inocente útil. Assim como no exemplo da criança que corre para o meio da rua, enquanto permanecermos atolados ouvindo o discurso “ponderado” deles, o clima desgovernado nos atropelará a todos.

De mãos atadas pela inércia cultural, política e econômica que inviabiliza as ações necessárias para evitar este cenário terrível, muitos ativistas ecológicos e cientistas responsáveis estão sendo obrigados a utilizar um vocabulário mais duro e mais explícito, com um tom de maior urgência do que estão habituados, porque todos os sintomas que a biosfera apresenta indicam que o tempo para tomar decisões é curto e a cada dia que passa as medidas necessárias são mais drásticas. Assim como no exemplo da criança que corre no meio da rua, estamos gritando: “Olhem a temperatura média da Terra! Já para os níveis seguros da época pré-industrial!”

É este discurso responsável, que pede lucidez política e celeridade econômica para proteger bilhões de vidas, que os arautos da irresponsabilidade chamam de “apocalíptico”.

Se dermos ouvidos aos irresponsáveis, a humanidade talvez passe por uma experiência inedita: um genocídio planetário causado por uma hecatombe climática.

Isso sim será “radical”.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 18/01/2010

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Quem gostou desse artigo também vai gostar deste aqui, no qual eu apresento a “Agenda Para Ontem”, o conjunto de cinco prioridades que deve com urgência receber a atenção máxima do Movimento Ecológico:

Você acha mesmo que “faz a diferença”?

27 thoughts on “Entenda meu “tom apocalíptico” sobre o aquecimento global e a desestabilização climática

  1. Este post não pode ficar sem comentários. Mesmo sendo assustador.

    1. Hmmm… Mais assustador que meu último artigo do ano passado? 🙂

  2. “O planeta está esfriando!”

    Aproveito para recomendar a entrevista dada pelo professor José Carlos Parente de Oliveira deu ao jornal Diário do Nordeste de 15 de novembro. Ele é Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera e ensina na Universidade Federal do Ceará (UFC). Trechos:

    “DN – Por que o senhor caminha na contramão do ambientalmente correto e proclama que o planeta não está a…quecendo, mas esfriando?

    A busca da verdade deve ser o norte, o foco da atividade em ciências. E penso que não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes e tudo isso com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil (petróleo, carvão e gás) são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que é um órgão da ONU.

    DN – Então, em vez de estar aquecendo, a Terra está esfriando agora? Mas isso é o contrário do que proclamam as ONGs, os cientistas, os jornais. Quem está errado?

    No ano de 1998, houve um fenômeno atípico: um super El Niño aqueceu a terra quase um grau acima da média em que ela se encontrava. Desde esse fenômeno do El Niño, a temperatura da Terra, sistematicamente, vem diminuindo, conforme os dados coligidos pelos satélites. Esses dados, porém, não são aceitos e nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos”.

  3. Desmontando a fraude do aquecimento Escrito por Bruno Pontes | 25 Novembro 2009
    Artigos – Ambientalismo

    Os e-mails foram trocados por cientistas conceituados, desses que avisam dia e noite que os mares vão subir três metros, que a humanidade tem que se oferecer em sacrifício à cúpula globalista da ONU, que devemos renunciar ao capitalismo e à democracia, que o mundo tem hora marcada para acabar. Só o Al Gore pode nos salvar!

    Enquanto os burocratas da ONU esfregam as mãos pensando no avanço da agenda socialista em Copenhague, um pacote revelador sobre a farsa do aquecimento global é tornado público pelas mãos de um hacker que, a meu ver, já faz parte da liga dos heróis anônimos da humanidade.

    Ele entrou nos computadores da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, o maior centro de pesquisa sobre aquecimento global da Inglaterra, e coletou 61 megabites de documentos – planilhas, e-mails trocados por cientistas, PDFs, etc. – cuja autenticidade foi confirmada pelo diretor da unidade, Phillip Jones.

    O que o hacker (ou, talvez, funcionário do laboratório) encontrou e jogou na internet é extremamente revelador. A máfia é grande. Atenção, fiéis da nova religião. Os documentos mostram:

    Conspiração, conluio para exagerar dados sobre o aquecimento, destruição de informação embaraçosa, resistência organizada à revelação dos dados comprometedores, manipulação de dados e confissões em privado de erros em declarações públicas.

    Os e-mails foram trocados por cientistas conceituados, desses que avisam dia e noite que os mares vão subir três metros, que a humanidade tem que se oferecer em sacrifício à cúpula globalista da ONU, que devemos renunciar ao capitalismo e à democracia, que o mundo tem hora marcada para acabar. Só o Al Gore pode nos salvar!

    O conteúdo dos documentos vazados já está sendo classificado como o maior escândalo da ciência moderna. Que coisa linda. Agradeçam ao hacker herói. De qualquer forma, a operação Copenhague segue firme. A pregação histérica e mentirosa na imprensa, fabricada nos escritórios da ONU, só vai aumentar. Observem.

    Mais informações:

    The Times:

  4. Prêmio Nobel recusa “nova religião” de mitos sobre o “aquecimento global” Escrito por Luis Dufaur | 21 Outubro 2011
    Artigos – Ambientalismo

    Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação sobre o aquecimento global.

    Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

    Em 2007, a APS adoptou uma declaração oficial segundo a qual as atividades humanas estão mudando o clima da Terra.

    “As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo”, afirmava o documento repelido pelo Prêmio Nobel.

    “Se não forem empreendidas ações mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a aúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de agora”, martelava o documento.

    Giaever enviou um e-mail para Kate Kirby chefe da APS explicando que “ele não pode conviver com essa declaração” quando a temperatura global continua “surpreendentemente estável”.

    Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocàvel: “o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível?”

    “A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de ‘aquecimento’”, acrescentou o Prêmio Nobel.

    Para Giaever “o aquecimento global tornou-se uma nova religião.”

    “Ouvimos muitas advertências semelhantes sobre a chuva ácida, há 30 anos e o buraco de ozônio de 10 anos atrás ou o desmatamento”, defende ele apontando que as profecias catastrofistas não se verificaram.

    “O aquecimento global tornou-se uma nova religião. Nós freqüentemente ouvimos falar do número de cientistas que o apoiam. Mas o número não é importante:… Só importa saber se os cientistas estão corretos. E, realmente nós não sabemos no que é que consiste o efeito real da atividade humana sobre o temperatura global”, acrescentou.

    Giaever é um dos cientistas mais proeminentes citados no Minority Report 2007 da Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado dos EUA (atualizado em 2009).

    Ele figura entre os 400 “cientistas dissidentes” que denunciaram em nanifesto o mito do “aquecimento global” e que hoje aumentaram para 700.

    Giaever também foi um dos mais de 100 co-signatários da carta de 30 de março de 2009 ao presidente Barack Obama, criticando sua postura sobre o aquecimento global.

    Luis Dufaur edita o blog Verde: a cor nova do comunismo – http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com


    1. “Luis Dufaur edita o blog Verde: a cor nova do comunismo” (Nelson)

      Nelson, vai pro inferno!

      Eu cheguei a pensar que era uma argumentação séria e é só mais uma das tuas intermináveis distorções de tudo que eu escrevo para martelar no único tema do qual sabes falar – as mazelas do comunismo e as maravilhas do capitalismo.

      Que saco aturar essa obsessão.

  5. Mesmo que o aquecimento global exista,ele não é causado pela ação humana,mas sim pela própria natureza.

    Pesquisas cientificas sérias,mostram que o planeta já foi mais quente e mais frio do que hoje e isso irá se repetir por bilhões de anos.

    O que esses vagabundos da elite mundial e dessas ONG`s fazem é colocar a culpa nas costas da humanidade,para assim apavorar a população e através dessa paranóia de medo,conseguir aprovar leis ambientais e de controle social,jamais sequer imaginadas por tiranos do passado

  6. Ele figura entre os 400 “cientistas dissidentes” que denunciaram em nanifesto o mito do “aquecimento global” e que hoje aumentaram para 700.

  7. Os 10 melhores (antigos), meteriologistas ou climatologistas do mundo afrimam que o ser humano não tem nada a ver com o aquecimento global, muinto menos o carbono.

    .primeiro: o carbono é bom para a vida e a natureza solta diariamente carbono 1000 vezes mais que a humanidade.

    .Segundo: é o cliclo da atividade solar que dita o aquecimento da terra.

    1. 1. A água é boa para a vida, beba 50 litros em um dia. O oxigênio é bom para a vida, respire-o puro por um dia inteiro.

      2. O ciclo solar de Schwabe tem duração de 11 anos, Nelson. Ele dita variações de curta duração. No longo prazo ele é irrelevante.

  8. Mais um texto linkado, Arthur.
    http://www.mbbforum.com/mbb/showthread.php?31370-Rio-20-opini%F5es-e-debate/page2

    Mas não dá pra ver sem estar logado. 🙁

    1. Vou acabar fazendo um perfil lá. 😛

    1. Bullshit.

      Amanhã escreverei um artigo explicando porquê.

  9. Ok, vou ficar no aguardo 🙂 Obrigado

    1. Aí está. 🙂

  10. Pensar Não Dói » Aquecimento global desmascarado? Ou: como mentir distorcendo verdades científicas
  11. Desculpa resgatar esse tópico de novo, mas o IPCC publicou novo relatório e acho importante ressaltar que eles estão com 95% certeza que o aquecimento global é antrópico. Quero ver agora alguém falar que as causas são naturais, depois de tantos relatórios e evidências provando que o aquecimento global é causado por humanos.

    http://hypescience.com/aquecimento-global-ha-95-de-chance-que-sejamos-responsaveis/

    1. Putzgrila, não vi esse comentário na época, Max.

  12. E tem volta?
    Eu acho que a única coisa que eu posso fazer para “ajudar”, nessa altura da minha vida, é não ter filhos.

    1. ESSE problema já foi resolvido no Brasil. Já temos uma taxa de natalidade menor que a taxa de reposição da população.

      Eu quero quatro. 🙂

  13. Vou te falar o que eu acho. Acho que a humanidade já passou da hora. Ninguém quer morrer, nem eu gostaria de perder a vida, mas se amanhã houvesse um evento planetário apocalíptico e todos os jornais anunciassem que a humanidade iria acabar, eu não lamentaria.

    Não acho realmente que o ser humano tem algo a contribuir com o planeta. Vou dizer algo aqui, espero que não me joguem pedras, porque não é nada científico, mas espero que entendam a metáfora.
    Os elfos de tolkien, quando moravam em uma floresta, cuidavam dela e, mesmo que crescessem em número e fizessem suas casas nas árvores, não as matavam mas, pelo contrário, faziam com que toda a floresta ao seu redor se tornasse mais bela ou mais imponente. A sociedade humana não alcança esse feito e nem sequer consegue concebê-lo. Nem falamos mais em defender o meio ambiente, de tão claro que está que o objetivo é apenas cuidar para que não sejamos extintos. Qualquer discurso ambientalista envolve simplesmente menos danos ao meio ambiente, mas não benefícios. Isso torna claro que qualquer interação humana com a vida natural é danosa. É possível minimizar os danos, como vc mesmo já mostrou, mas não há forma de melhorar a vida natural por onde passamos. A matemática é simples: menos gente, melhor pro planeta. O final pra mim é claro.

    Já esgotou nosso prazo de validade.

    1. Bom… Se a humanidade for extinta, não estarei aqui para lamentar. 😛

      Mas não sou pessimista assim. Acho que o ser humano pode, sim, viver em harmonia com o planeta.

      O problema é que 99,99% das pessoas só vão se interessar por isso quando o planeta já estiver beeeeem avariado.

  14. Mais um, menos um consumidor de recursos no planeta não faria diferença, ainda mais porque eu me esforçaria muito para fazer meu filho valer os recursos que ele consome (coisa que nem todo mundo vale).
    É mais no sentido de que já não consigo conceber criar um filho nesse ambiente que habito agora… imagina na merda em que estará daqui alguns anos (ou penso que estará por diversos motivos que julgo exaustivo listar aqui). Ajudo não botando mais um a sofrer no mundo.
    E não vem me chamar de radical, hehehe.

    1. Sim, isso aqui é um ambiente de fracasso. Somente uma parcela muito pequena da população vive com conforto e segurança. E está piorando.

      Mas eu não quero me privar de uma família por causa disso.

    1. “Infelizmente é possível constatar que as iniciativas governamentais da comunidade internacional, para enfrentar o Aquecimento Global, têm sido cada vez menos intensas e cada vez mais frágeis. O que está em jogo é a própria economia mundial, hoje sustentada e impulsionada pelo uso de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão.” (Dener)

      Não gosto deste tipo de argumento… Quer dizer que, se alguém der um jeito de lucrarmos com o aquecimento global, não precisamos nos preocupar, pelo menos até a hora em que o planeta sofrer o colapso derradeiro?

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