O termo “troll” com o significado de “uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas” (Wikipédia),  foi cunhado na internet, mas o fenômeno que ele descreve é facilmente observado em qualquer ambiente, virtual ou presencial, em que se debatam idéias. O que as pessoas em geral não percebem é que os mesmos remédios válidos para combater a trollagem em ambientes virtuais são também necessários em ambientes presenciais.

Um dia desses (não vou dizer quando) eu estava em uma reunião de uma ONG (não vou dizer qual) que procura auxiliar um público problemático (não vou dizer quem) quando um dos presentes acusou publicamente outro dos presentes (não vou dizer os nomes) de ter lhe causado propositadamente um sério prejuízo (não vou dizer o que).

O acusado, sentindo-se gravemente injuriado em frente a diversos conhecidos, respondeu imediatamente com um soco certeiro na cara do acusador, que caiu por cima do coordenador dos trabalhos, derrubando-o também.

Em poucos segundos os amigos do acusador pularam em cima do autor do soco, cujos amigos por sua vez foram protegê-lo.

A reunião logo degenerou em pancadaria generalizada, promovendo um espetáculo com direito a cadeiras voando pelas janelas e outros efeitos visuais típicos de cenas de pugilato caótico multilateral.

Eu estava bem no meio da sala quando tudo começou. Permaneci sentado em minha cadeira por alguns segundos, observando a onda de insanidade crescer e envolver a maioria dos presentes, até que tomei uma decisão: “Ah, quer saber? A brincadeira perdeu a graça, vou embora.” Levantei, atravessei calmamente a turba enfurecida e saí sem falar com ninguém.

Assim que tirei meu carro da vaga, duas viaturas da Brigada (a Polícia Militar gaúcha) passaram por mim, uma delas parando exatamente onde eu estava estacionado. Não pude deixar de rir e pensar: “Pronto, agora que eu abandonei o fórum, chegou a moderação!”

Esse pensamento deu origem a este artigo.

Busquei a definição de troll na Wikipédia, para compor o parágrafo de abertura, e logo percebi que os demais conceitos lá descritos são plenamente aplicáveis tanto ao mundo virtual quanto ao mundo presencial. Por exemplo:

“O comportamento do troll pode ser encarado como um teste de ruptura da etiqueta, uma mais-valia das sociedades civilizadas. Perante as provocações insistentes, as vítimas podem (ou não) perder a conduta civilizada e envolver-se em agressões pessoais. Porém, independentemente da reação das vítimas da trollagem, o comportamento do troll continua sendo prejudicial ao fórum, pois o debate ou degenera em bate-boca ou prossegue sendo vandalizado pelo troll enquanto este tiver paciência ou interesse de atuar.” (Wikipédia)

Ora, passando da vida virtual para a presencial, isso é exatamente o que ocorre quando um pernóstico provocativo como o que levou o soco na cara pede a palavra em uma reunião. Mesmo que todos os presentes o ignorem e passem a fazer palavras-cruzadas enquanto ele estiver falando, ele vai continuar falando “enquanto tiver paciência ou interesse”, a menos que o coordenador dos trabalhos o impeça de prosseguir. E para impedir a atuação de um troll na vida presencial não basta um clique do mouse: é necessário dispor de poder adequado para bloquear as estratégias dos trolls presenciais.

O mito de “não alimentar os trolls

A velha máxima de “não alimentar os trolls” é apenas parcialmente válida: ela ajuda a não piorar a situação, mas não do modo como a maioria das pessoas pensa. Eu explico.

O antigo conselho de “não alimentar os trolls” implicava ignorar sua atuação, deixá-los falar sozinho e vencê-los no cansaço, pelo isolamento. Lá pelo período jurássico, nos primórdios da internet, pode ser que isso tenha funcionado, mas, ao contrário da ética na política, os trolls evoluem. Ao perceber que estão sendo ignorados, os trolls intensificam suas provocações a níveis intoleráveis de abuso. Se as pessoas insistem em tentar ignorá-los, logo eles estão pintando os narizes alheios de vermelho – ou fazendo coisa pior. É impossível tolerar um troll.

O único modo 100% eficaz de impedir que um troll perturbe um ambiente é impedir sua presença. Nos casos mais graves não adianta nem sequer cassar a palavra do troll, pois ele pode se calar por um tempo e então interromper outro interlocutor aos gritos, atirar um objeto em alguém, tirar a roupa e provocar um tumulto, etc.

O que fazem as pessoas quando alguém toma uma atitude dessas? Na maioria das vezes elas reagem de modo inadequado, como fez o cara que deu o soco, o que é exatamente o que o troll quer. Elas “alimentam o troll“, ou seja, reagem de modo a piorar a confusão que ele criou: gritam com ele, xingam, empurram, dão uns sopapos, etc. Enquanto isso, o objetivo original da reunião já foi para o bebeléu. É preciso muita atenção para evitar cair nesse tipo de armadilha.

Sempre alerta!

De acordo com a Wikipédia, estas são as principais estratégias de trollagem tanto no mundo virtual:

  • Jogar a isca e sair correndo: consiste em postar uma mensagem de polêmica muito grande já esperando uma grande reação de cadeia e flame war. Porém o troll não se envolve mais na discussão ele some após a mensagem original e se diverte com a repercussão. Uma forma mais branda é postar noticias polêmicas só para observar a reação da comunidade.
  • Induzir a baixar o nível: alguns trolls testam a paciência dos interlocutores, induzem e persuadem a pessoa a perder o bom senso na discussão e apelar para baixaria e xingamentos. Com isso, o troll “queima o filme”, consegue que a pessoa se auto-difame na comunidade por ter descido a um nível tão baixo.
  • Repetição de falácias: outro método usado que induz ao cansaço, aqui o troll repete seu conjunto de falácias até que leve seu interlocutor à exaustão, vencendo a discussão por abandono do oponente.
  • Desfile intelectual: um troll pode ter bom nível intelectual, vocabulário sofisticado diante dos outros discursantes, desfilar referências e contradizer os argumentos dos rivais por conhecimento e pesquisa, muitas vezes os expondo ao ridículo e questionando sua formação educacional.
  • Transpor autoria: é muito comum também um troll acusar sua vítima de ser um troll para tirar de si a identificação como tal, abrindo caminho para alternativas anteriores.
  • Alimentar os trolls: participantes de boa fé podem trollar um debate ou um fórum inteiro inadvertidamente ao responder as provocações de um troll. (Wikipédia)

Essa última possibilidade tem sido cada dia mais explorada pelos trolls que agem em grupo na internet. Eles começam uma discussão entre si, participantes de boa fé se envolvem no debate, os trolls passam a discutir também com eles e o debate fica tão contaminado que, quando a moderação tenta atuar, é muito difícil identificar quem é troll e quem não é no meio do tumulto. Resultado: ou a moderação deixa os trolls impunes, ou pune também os (inocentes) otários que engoliram a isca e aumentaram o tumulto. De um modo ou de outro, os trolls obtiveram uma vitória, ainda que parcial. Portanto, a menos que você possa neutralizar os trolls com rapidez e eficácia, o melhor é evitar aumentar o tumulto. O mesmo vale no mundo presencial.

Veja o caso do sujeito que fez a falsa acusação que provocou a reação violenta do acusado na reunião que citei: ele não estava sozinho, veio acompanhado de uma “tropa de choque” de amigos prontos para entrar em ação rapidamente quando ele criasse tumulto.

Havia um longo histórico de atuações semelhantes daquele grupo de pessoas, portanto a participação delas jamais deveria ter sido tolerada naquele local. Por que então a presença delas foi autorizada? Porque o presidente da tal ONG é um sonhador que acredita em contos de fada, acha que ninguém pratica o mal voluntariamente e tem convicção que tudo na vida pode ser resolvido através de um diálogo franco.

Um troll experiente fareja ingênuos vulneráveis deste tipo a quilômetros de distância e já chega lambendo os beiços para aproveitar a oportunidade de causar o caos.

Como combater a trollagem

A resposta é simples e direta: impeça a presença dos trolls. Em qualquer ambiente virtual ou presencial em que a participação é voluntária, o respeito tem quer obrigatório.

Se você discorda disso, por favor, responda: se eu tivesse permanecido na sala daquela reunião que degenerou em pancadaria, quais teriam sido os resultados?

Em primeiro lugar, eu não teria conseguido conter o tumulto, porque umas vinte pessoas se engalfinharam na porrada e eu não me chamo Bruce Lee; em segundo lugar, talvez eu tivesse sido agredido; em terceiro lugar, eu teria passado a madrugada inteira tomando chá-de-banco numa delegacia, como todos os demais; em quarto lugar, eu poderia estar sendo processado pelo troll agredido, como estão sendo processados vários dos presentes, inclusive o coordenador da reunião e toda a diretoria da ONG.

Uma vez tendo sido dada a possibilidade de trolls fazerem o que sabem fazer melhor, pedir para que se comportem e respeitem os demais é ridículo e tentar contê-los é extremamente difícil e costuma cobrar um preço alto. Uma vez identificado um troll, o melhor a fazer é mantê-lo afastado à força de onde possa causar problemas. Vejamos alguns exemplos.

Trolls no futebol e no esporte em geral

Torcedor que brigou uma vez no estádio = troll.

Torcedor bêbado ou portando álcool = troll.

Torcedor portando objeto contundente ou perfurocortante ou arma de fogo = troll de alta periculosidade.

Solução simples e prática: uma vez identificado qualquer um destes, exceto o no caso de legítima defesa contra agressão injusta, banir a entrada do sujeito em qualquer estádio do país pelos próximos trinta anos. Tecnologia para isso é o que não falta. (Se alguém quiser saber algumas das alternativas, pergunte na caixa de comentários do blog.)

Trolls no trânsito

Motorista embriagado (mais de 0,6 mg/l de álcool no sangue, não me venham com esse parâmetro ridículo da “lei seca”) = troll.

Motorista buzinando em zona residencial no meio da madrugada, ou andando na contramão em uma via movimentada, ou flagrado a mais de 121 km/h = troll.

Motorista fazendo racha = troll de alta periculosidade.

Solução simples e prática: uma vez identificado qualquer um destes, cassar a CNH do sujeito pelos próximos trinta anos.

Trolls na política

Político que mente descaradamente, fazendo promessas que não cumpre = troll.

Político flagrado com dinheiro nas cuecas, ou escondendo dinheiro nas meias, ou envolvido em desvios de verbas, ou que trafica influência, ou envolvido em qualquer irregularidade administrativa ou crime = troll.

Político que defende político que faz qualquer dessas coisas = troll de alta periculosidade.

Solução simples e prática: (esquartejar e jogar para os tubarões) cassar os direitos políticos do sujeito por trinta anos, junto com toda a sua bancada, todos os funcionários dos gabinetes de todos eles e todos os membros do diretório correspondente a sua zona eleitoral. (Não existe político corrupto que atue sozinho, eles sempre agem em quadrilha.) Queria ver se uma regra dessas não moralizaria a política!

Recadinho final

Para concluir, quero mandar um recado para o presidente da ONG: eu te disse, eu te disse, eu te disse!

Eu te disse que tu estavas criando cobras, que aqueles caras eram trolls (meros criadores de tumulto) e que não tinham qualquer interesse nos objetivos da associação.

Eu te disse pra não permitir a participação deles nas reuniões, porque troll não está interessado em qualquer objetivo a não ser infernizar a vida alheia.

Eu te disse pra não dispensar os seguranças, porque eles seriam necessários para conter os trolls.

Agora pega teu discursinho politicamente correto e vê se isso vai pagar a incomodação que terás que enfrentar, incluindo os advogados que terás que contratar e as indenizações que terás que pagar se fores condenado.

Dá moleza pra troll, dá!

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 08/03/2010

18 thoughts on “Trolls da vida real: quando a vida imita a internet

  1. É, troll é realmente o fim da dinastia. Grazadeus nunca tive desses seres no blog, mas acho também que é porque por ali não costuma rolar assunto muito bom pra trollagem. Mas já vi muitos por essa blogosfera de modêus. Em geral, os mais simplezinhos somem do pedaço assim que são ignorados, já que eles querem mesmo é ser como rolha de champagne, pipoca e pum: o negócio é fazer barulho. Mas os trolls mais renitentes são um saco.

    No mundo virtual, eu deletaria mesmo o comentário dele. Tem gente que diz que isso é antidemocrático (ou anti-democrático?), mas eu acho o seguinte: se alguém entrar na sua casa, na sua festa, e começar a te insultar, você vai simplesmente fingir que tá tudo ok? A casa é minha, oras, mais respeito. Tenho preguiça não, deleto quantas vezes for necessário. Mas isso é pros trolls, tem gente que confunde trollagem com comentários com opiniões diferentes da sua – e isso não tem o menor problema, desde que mantido o nível.

    Na vida real é uó, né? Gente que não sabe se comportar em sociedade é o fim. Tenho pavor de barraco, saio de perto mesmo.

    1. Mônica, eu fazia isso de sair de perto, mas logo me dei conta que muitas vezes é exatamente isso que o troll quer. Hoje, quando eu percebo que tem um troll querendo me perturbar, automaticamente eu ligo o “modo de avaliação do custo/benefício do combate”. 🙂

  2. Troll. Todo dia se aprende coisa nova. Ainda mais nos tratados de Dom Golgo. Muito agradecido pelas esmiuçadas explicações. Comecei lendo com preguiça e desinteressado e acabei lendo ávidamente enquanto era informado da existência destes seres. Nas novelas eles até são importantes. Se o troll morre acaba a novela. No BBB eles são fundamentais. Se eles saem cai a audiência. Na política eles são um dos aliceres da democracia. Se não existissem os trolls (o plural é trolls ou trolles?) não teríamos razão. Mas logo se vê que os trolls só são importantes em coisas sem importância. Agora me sinto mais rico: troll, trollagem, trollar, trollicamente, é um sem fim de aplicações. Me esclareça: evitar a entrada de trolls num evento não seria crime de segregação tróllica?

    1. Como a palavra no singular tem dois “ll” no final, o que não ocorre em português, eu uso o plural do mesmo modo que na língua original também. Se está “certo” ou “errado” eu não sei, mas comunica bem a idéia, então vou manter esse uso até encontrar alguma recomendação específica do Prof. Pasquale Cipro Neto. Esse último desacordo tortográfico foi tão ridículo, tão inútil e tão dispendioso que eu peguei nojo de tudo que diga respeito a ele. Mudaram um monte de coisas inúteis para resolver problema nenhum. Causaram a obsolescência de toda literatura em língua portuguesa em uma canetada só, trazendo prejuízos para todo mundo, menos é claro para as grandes editoras, que vão lucrar adoidado com essa palhaçada.

  3. Romacof,
    olha o perigo, daqui a pouco os trolls vão se considerar minoria, exigir cotas nos eventos (“por que só gente legal pode entrar e a gente não?”), o Congresso vai instituir o Dia Internacional do Orgulho Troll ou coisa parecida, e aí vai ser um Deus nos Sacuda. Para mim, os trolls são absolutamente imprescindíveis, eles me ajudam a expandir os limites da minha paciência e são um lembrete precioso do grau de estupidez a que um cerumano pode chegar, dadas as condições certas de temperatura e pressão. Muito útil!

    Arthur, salvo raríssimas exceções, nunca parto pro embate. Embate só é legal quando pode resultar em algo positivo, e bate-boca me dá a maior canseira. Todos os dias descubro novas zonas de total inércia do meu cérebro, imediatamente ativadas em casos de trollagem, ao vivo ou virtual.

    E espero que sua amiga fique legal, essas coisas são mesmo phooddaahh e mexem com a gente…

    1. Mônica, no dia que o Congresso Nacional fizer isso, eu me voluntario para pilotar um avião até Brasília numa quarta-feira à tarde…

  4. “Pronto, agora que eu abandonei o fórum, chegou a moderação!”
    Hahahaha eu ri muito. Bom tópico, nunca pensei na existência de trolls em um ambiente que não fosse o virtual (ou mitológico xD), seu post abriu minha mente para ver o quão difusa está essa espécie em nossa vida cotidiana. Lembrarei-me de não alimentá-los.

    1. Widney, muito obrigado pela visita e pelo comentário elogioso. Volta sempre, hein? Já estou escrevendo um outro artigo sobre trolls. 😉

  5. Rocco Litencourt

    22/06/2010 — 22:12

    Esse blog foi a melhor coisa que encontrei na semana, no mês ou no ano. É incrível como estou rodeado de trolls. Se fizer(sse) psicologia, acho que faria monografia de faculdade, mestrado, doutorado e PhD sobre esse tipo de gente.

    Agora preciso adotar a máxima “OBVIOUS TROLL IS OBVIOUS” e lembrar desta imagem: http://knowyourmeme.com/i/1072/original/Trollface.png

    1. Valeu, Rocco! 🙂

  6. Caraca, Arthur, adorei esse post também! Não sei o que eu acho mais interessante…se o fato de eu ter constatado que eu tenho alguns trolls na minha vida tb (mesmo adorando algumas pessoas, de fato, há momento em q elas só servem pra bagunçar!), ou eu ter percebido q eu também posso cometer coisas do tipo, mesmo que sem a intenção! Por vezes a gente bagunça vida do outro, ou o debate do outro por ser leviano…pra satisfazer alguma necessidade pessoal pontual. E, assim como no mundo virtual e no mundo de discussões sérias, na vida pessoal pode ser mt importante reconhecer quem faz isso com vc! E importante se policiar e n fazer isso com o outro. Enfim, acho q estendi o post pra relações pessoais, mas o mais legal do seu blog, na minha opinião é isso. Mais do que descortinar novos aspectos, eu consigo transpor as coisas q vc diz pra outras situações e…SURPRESA, encaixa perfeito! rs

    1. Ah, sim, nossos trolls de estimação… eu tive que me afastar de alguns deles, não porque não fossem meus amigos, mas porque o preço emocional da amizade deles estava ficando alto demais devido à trollagem…

      Mas gostei mesmo da sacada de que às vezes a gente mesmo acaba trollando alguém ou alguma situação sem perceber. É uma grande verdade. Eu mesmo já pisei na bola assim e hoje em dia tento me manter mais atento para que isso não aconteça mais, ou pelo menos não aconteça tanto.

      E confesso que já estou curioso para saber algum exemplo de transposição de algo que eu disse para outro contexto em que também funcionou. 🙂

    2. Exatamente, TROLLS DE ESTIMAÇÃO!

      Pois é, desde que eu estudei mais a fundo Teoria dos Jogos (sou economista) comecei a associar vários conceitos e idéias a quesões emocionais, digamos assim. É quase um hobby! Se me vier mais alguma associação em mente eu comentarei! É que tinha receio de desviar o foco do artigo. = )

    3. Tu estudas Teoria dos Jogos, Juliana? 😮

      Gamei! 🙂

      Dá uma olhada na coluna da esquerda do blog, sob o título “Aprender a Pensar”, e me diz o que achas do material ali linkado sobre Teoria dos Jogos e da Cooperação.

  7. Pior, são os que vão a procura dos trolls de proposito para se irritar.

    Os trolls criam comunidades polemicas para que as pessoas entrem para eles zuar.

    1. É isso aí… e 90% do Orkut é troll, então. 🙂

  8. Olá, Arthur.

    Obrigado pela reflexão. Conheci seu artigo via link deixado numa discussão iniciada hoje sobre Troll no Facebook de uma amiga (participe por lá): https://www.facebook.com/fernanda.l.duarte/posts/298250750206312

    Lá na discussão do Face ponderei apenas da parte do seu texto que diz: “Como combater a trollagem – a resposta é simples e direta: impeça a presença dos trolls…” A resposta não é tão simples assim, creio. Como disse no início desse ótimo debate, a otimização do Google está aí, deixando na rede tatuado um monte de lixo. E como impedir a presença de trolls no Twitter, no blog escrito de próprio punho ou de jornalistas e, principalmente de articulistas (re)conhecidos nacionalmente a serviço deste ou daquele que se portam com ética em “N” assuntos, mas em outros destilam sua trollagem descarada?

    Escrevi também um post sobre o assunto:
    http://jornalistamasini.wordpress.com/2011/11/23/redes-sociais-trollismo-e-desinformacao/

    Um grande abraço.

    1. Bem-vindo, Marcos! E obrigado pelo comentário. Custei a responder porque estava hospitalizado.

      Pensei muito em teu comentário e não consigo ver alternativa a “impedir a presença dos trolls”. No meu artigo eu cito exemplos de como impedir a presença deles em diversos contextos (exagerando nas recomendações para gerar algum debate, coisa que hoje em dia evito fazer), mas de fato é difícil fazer isso quando o troll é o dono do espaço.

      O que nos resta fazer nestes casos? Manter distância. Eu não posto no blog do Reinaldo Azevedo, por exemplo. Nem no Mídia Sem Máscara. Nem no blog do PT. E também não sigo nenhum deles no Twitter.

      Curiosamente, nestes casos ainda vale a antiga máxima de não alimentar os trolls: quanto menos citarmos os trolls, melhor. Não é necessário citá-los nem fornecer links para seus blogs para detonar os argumentos deles. Basta dizer “alguém disse por aí que…”, explicar a bobagem com nossas próprias palavras (para dificultar até mesmo que alguém jogue a citação no Google e assim promovamos o troll) e analisar de modo objetivo, lógico e demolidor a asneira dita pelo troll.

      Já li teu artigo, vou aparecer por lá, sim. Pena que não peguei a discussão em seu auge porque estava sem acesso à internet.

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