Desde que eu fiz uma piadinha sobre a felicidade, fiquei com o assunto na cabeça. Lembrei de uma citação interessante do Buda que eu havia anotado há muito tempo, procurei-a e tive a sorte de encontrá-la para compartilhar com os leitores do Pensar Não Dói.

“O Buda uma vez disse ao leigo Dighajanu que existem quatro coisas que conduzem à felicidade neste mundo:

1) ser habilidoso, eficiente, sincero e com boa formação teórica na profissão escolhida;

2) proteger conscientemente a renda e o meio de sustento da família;

3) ter amigos e aspirações espirituais que sejam virtuosos, confiáveis e fiéis;

4) ficar satisfeito em viver com o que tem.”

(Lama Surya Das, O Despertar do Buda Interior, página 251.)

Não é necessário ser budista nem sequer acreditar em qualquer religião para reconhecer uma profunda sabedoria nestas palavras. Podemos questionar se estas são as únicas quatro coisas que conduzem à felicidade neste mundo, ou se cada uma destas coisas realmente conduz a uma felicidade genuína, mas dificilmente podemos negar que estas quatro coisas tendem a produzir resultados muito positivos na vida de quem realizá-las.

Eu acrescento um quinto item:

5) Tornar a si mesmo e ao mundo um pouco melhores hoje em comparação a ontem, com o cuidado que as ações de hoje não tornem a si mesmo e ao mundo piores amanhã.

Tenho certeza que o Buda concorda comigo.

E você?

10 thoughts on “A fórmula da felicidade neste mundo

  1. Continua assim, Arthur, que daqui a uns anos fundam o Golguismo, já pensou?

    Mas essa também é uma filosofia de vida minha. Penso que se minha vida for dedicada exclusivamente a mim, no final, terá sido medíocre. Também tenho vontade de melhorar o mundo e as pessoas, do jeito que for possível.

    1. “Golguismo” é ótimo. 🙂 Meus nomes são difíceis para fazer trocadilhos. Ainda bem, acho que eu não arthuraria isso. 😛

    2. AAAAAAARGHTHURRRR!!!!!!!!

      HAUAUAUAHUHAUAUAHUH!!!

    3. Estou começando a ficar preocupado com o efeito deste blog em alguns leitores… 😛

  2. Adorei o quinto! Tão simples e tão poderoso…

    1. E o que é melhor: permite que a gente dê um passo de cada vez, sem exigir demais de nós, e nos leva sempre na direção certa. 😉

  3. Eu mudaria colocando:

    1) engajar-se o suficiente para buscar ser habilidoso, eficiente, sincero e com boa formação teórica na profissão escolhida;
    2) engajar-se o suficiente para buscar proteger conscientemente a renda e o meio de sustento da família;
    3) engajar-se o suficiente para buscar ter amigos e aspirações espirituais que sejam virtuosos, confiáveis e fiéis;
    4) engajar-se o suficiente ficar satisfeito em viver com o que tem.”
    5) Tornar a si mesmo e ao mundo um pouco melhores hoje em comparação a ontem, com o cuidado que as ações de hoje não tornem a si mesmo e ao mundo piores amanhã.
    6) Aceitar-se como é e aceitar o outro como o outro é, desde que resguardados a paz, o direito, a liberdade, o benefício e as verdades subjetivas dos demais seres que rodeiam.
    7) Evitar ao máximo causar sofrimento ao outro, tendo mais preocupação com o sofrimento a longo prazo que a curto prazo.

    1. Muito bom também. 🙂

      Tenho apenas uma ressalva ao 7° item: quando o sofrimento a curto prazo for intolerável, ou pelo menos muito intenso, ele precisa ser mitigado mesmo que isso gere algum sofrimento no futuro.

      Por exemplo: o cara está numa ilha deserta e tem dor de dente. Atitude perfeitamente lógica: enfiar uma barra de ferro na boca, apontando-a para o dente, e dar uma pedrada nela para arrancar o dente. (Cena de “O Náufrago”, com Tom Hanks.)

      Dane-se se o cara vai sofrer com a banguelice depois, né? O importante é fazer cessar a dor de dente.

      Dá pra filosofar um monte quanto aos critérios que tornam mais importante ora o sofrimento presente, ora o sofrimento futuro… 😉

  4. Ilbanês Fernandes

    26/12/2011 — 15:21

    Venho lendo suas publicações já aprendi muito com vc!!

    1. Imensamente grato! Boas vindas à caixa de comentários também. 😉

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