Este artigo poderia se chamar “Sexualidade e Direitos Humanos”, mas não teria o mesmo apelo. O fato é que as comunidades de Direitos Humanos têm sido palco de inúmeros tópicos supostamente interessados em discutir a relação entre Sexualidade e Direitos Humanos mas na prática todos eles acabaram apenas gerando conflito. Está na hora de avançar um pouco nesta temática.

A quem interessa a sexualidade de Fulano? No meu entender, somente a quem pretende ter algum relacionamento afetivo ou erótico com Fulano. Portanto, se Sicrano questiona a sexualidade de Fulano, deve apresentar um bom motivo para isso, ou fica evidente que seu propósito é escuso ou meramente desagregador.

Iniciativas de questionar a sexualidade alheia em sua imensa maioria partem de indivíduos ou organizações religiosos, sob a alegação de que esta ou aquela forma de contato sexual é condenada pelo líder espiritual, livro sagrado ou profeta de sua preferência. Bom, o Brasil é um país laico. Caçadores de borboletas não podem ofender observadores de aves, mesmo que estes prefiram um passarinho na mão a dois voando. Argumentos religiosos são inaceitáveis para fundamentar qualquer distinção de direitos segundo a sexualidade.

Alguns apelam para a “ordem natural”. Usam roupas, andam de carro, usam a internet para debater e afirmam que esta ou aquela sexualidade é “antinatural”. E eu que sou naturista é que passo por maluco. Façam-me o favor!

E há os que dizem que tal ou qual sexualidade pode influenciar as crianças. É cientificamente provado que o argumento é falso, mas e daí se fosse verdadeiro? O que gera sofrimento não é esta ou aquela forma de amar, mas a pretensão de ter direito de determinar o modo do outro ser feliz.

Enfim… hetero, homo, bi, pan, poli ou assexual, seja feliz. Ame um ET verdinho se quiser, desde que ele/ela/aquilo esteja de acordo e em plena posse de seus direitos civis e faculdades mentais. O que é muito mais do que pode ser dito sobre quem mete o nariz no traseiro alheio sem ser chamado!

Postado originalmente no Orkut em agosto de 2008.

3 thoughts on “Sexo com extraterrestres verdinhos

  1. Na segunda estrofe de King of Comedy, o autor escreve
    I’m straight, I’m queer, I’m bi

    E, logo em seguida:
    I’m not king of comedy
    I’m not your magazine
    I’m not your television

    Ou seja, o autor desabafa sobre essa questão da interferência alheia na vida particular.
    “Se eu sou macho, bicha ou bi, a quem isso importa?”

    Tudo a ver com seu artigo. 😀

    1. Exato. Não é incrível que tanta gente se preocupe mais com a vida sexual alheia do que com a sua própria?

  2. Procuro maduros ativos ou versáteis acima dos cinquenta anos, de preferência com barba e peludos, bastante carinhosos, casados discretos. Adoro homens de saco grande barrigudinhos e que gostam de ter as bolas chupadas. sou versatil, mas pefiro ser passivo. Eu sou casado,59 anos completados agora em Abril quando me iniciei como passivo, somente por duas vezes. Preciso que sejam carinhosos,atenciosos,pacientes com o meu iniciar. Sou liso,sem pêlos,bunda bem feminina,cobiçada e não tenho aparência afeminada. Com local seria o ideal. ATENÇÃO: Sem envolvimento emocional e/ou financeiro. Maiores detalhes pelo e-mail: jcosta243@gmail.com

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