Um Biólogo desceu aos portões do inferno e foi admitido.

Mal havia chegado, já estava insatisfeito com o baixo nível de higiene, do ar e da água do inferno.

Logo começou a fazer projetos ambientais e de saúde pública e várias ações para coibir aquele caos.

Pouco tempo depois já não havia no inferno o insuportável mau hálito nas pessoas.

Ninguém mais reclamava!

Os banheiros foram arrumados, e, por conseguinte, estavam mais limpos e cheirosos.

Houve controle de pragas, o ar respirável com menos CO2 e água despoluída dos coliformes fecais.

O biólogo tornou-se um cara muito popular por lá.

Um dia, Deus chamou o Diabo ao telefone e perguntou, ironicamente:

– E então, como estão as coisas aí embaixo?

E o Diabo respondeu:

– Uma maravilha! Agora aqui todos se beijam, sorriem uns aos outros, não existe mais sujeira, as pessoas estão mais felizes com o ar que respiram, com a água onde nadam, se alimentando melhor. Isso sem falar no que o nosso biólogo está planejando para breve!

Do outro lado da linha, surpreso, Deus exclamou:

– O quê!?! Vocês têm um biólogo aí? Isso foi um engano! Biólogos nunca vão para o inferno. Mande-o subir aqui, imediatamente!

O Diabo respondeu:

– Sem chance! Eu gostei de ter um biólogo e continuarei mantendo-o aqui.

Deus, já mais irritado, fala em tom de ameaça:

– Mande-o para cá, agora, ou tomarei as medidas legais necessárias.

Eis que o Diabo soltou uma gargalhada:

– Hahahaha! Onde você vai arrumar um advogado?

::

Copiado de algum lugar pela internet afora, autoria desconhecida.

18 thoughts on “Deus, o Diabo, o biólogo e os advogados

  1. Prezado Arthur! Estava pesquisando sobre comportamento e encontrei seu blog. Meu nome é Jemima, moro na capital de São Paulo e sou gêmea bivitelina.Criei um blog com o propósito principal de reunir histórias de gêmeos – ou contadas por eles mesmos ou por seus familiares (mães, pais, cônjuges, filhos etc). Vale ressaltar que todos os textos são postados com os devidos créditos. Se puder divulgar, fico muito grata.

    Abs, Jemima Pompeu
    e-mail: jemimapompeu@gmail.com
    http://www.vizinhosdeutero.blogspot.com
    Twitter: @vizinhosdeutero

    1. Tá feito o comercial, pessoal… quem tiver histórias sobre gêmeos pode ir lá no blog da Jemima soltar o verbo.

  2. Roberto Tramarim

    24/05/2010 — 17:11

    Pode escrever palavrão no blog?

    1. HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!

      Tem gente que escolhe a profissão e depois reclama da fama, né, Roberto? 🙂

  3. Roberto! Eu escrevi noutro dia no blog do Arthur que o Ahmadinejad cuspiu no Eyjafallajokull e ele não reclamou! É! Acho que palavrão pode.

    1. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico! 🙂

  4. Um velho, tio meu, visitava um parente no Santa Rita. Ele estava de calças e sapatos brancos (e o parente na boca da caçapa). Chegou um médico recém formado e perguntou para o meu tio: “Doutor, o que tem este paciente?” E ele respondeu: “Um caso muito sério de opalescência fosca.” O neo-médico rabiscou rapidamente as palavras do sábio mestre e perguntou: “E como o estamos tratando?” E meu tio: “Com concubinato de sódio… em doses maciças.” E foi embora. O pequeno gafanhoto correu atrás do mestre e questionou: “Doutor, doutor, eu nunca ouvi falar nesta doença e neste medicamento!” E o meu tio: “Eu também não, mas fica bonito pra caralho!”

    1. É… “palavrão” no sentido de palavra grande não tem problema, mas certas palavrinhas – aquelas que acharíamos inadequadas se citadas na novela das sete, em uma sala de aula do ensino fundamental ou em um púlpito – eu prefiro que sejam usadas aqui no blog como álcool ou mesmo como crack: ou com moderação, ou nem pensar. 😉

  5. Q bom, já posso ir para o inferno. 🙂

    1. Se lá houver correio eletrônico, por favor, me manda umas fotos pra eu verificar se posso fazer alguma coisa pelo paisagismo e pelo saneamento do local. O Conselho de Biologia não informa as condições de trabalho desta localidade, porque nunca um biólogo foi pra lá fazer um relatório… 🙂

      Gostei do Incautos do Ontem. 🙂

  6. Err… como se usa crack com moderação?

    1. Chamando um grupo de moderadores do Orkut pra fumar junto. 😛

      Hehehehe…

      .
      .
      .

      Falando sério agora, isso é possível, por incrível que pareça. As campanhas de desinformação que hoje são veiculadas simplesmente mentem.

      O fato de o crack provocar mais compulsão que as demais ddrogas comuns em nosso mercado não significa que não haja pessoas capazes de consumi-lo sem perder o controle, embora o percentual destas seja bem menor em relação ao percentual de usuários de outras drogas que conseguem não perder o controle.

      A mesma coisa com o lance aquele de “viciar na primeira experiência”. Isso não ocorre. O que ocorre é que durante o uso e logo após, mesmo que seja na primeira experiência, a maioria dos usuários deseja continuar fazendo uso da substância. Confundir a fissura do momento (que faz parte dos efeitos da substância) com a síndrome de abstinência, entretanto, é uma imensa distorção conceitual.

      O indivíduo até pode “ter vontade” de repetir a experiência, mas daí a chamar isso de “estar viciado” vai uma longa distância. A definição de dependência química é “uma síndrome caracterizada pela perda do controle do uso de determinada substância psicoativa”. Ou seja, a não ser que o indivíduo já saia da primeira experiência utilizando descontroladamente a substância experimentada, “apesar de problemas físicos e/ou psíquicos decorrentes do uso”, não se pode falar em “vício”.

      Lê o quadro que descreve o que é dependência química neste artigo aqui: http://arthur.bio.br/2009/07/23/drogas/maconha/por-que-as-reportagens-sobre-a-maconha-sao-tao-tendenciosas-parte-1

  7. e vc é biólogo de qual parte? de cima ou de baixo?jajauajua bjim , curti seu blog! vou adcionar aq …

    1. Oi, Josemari. Sou do bem, posso garantir. Tem gente que discorda, mas isso é intriga da oposição. 🙂

      (Ótimo caso para aplicar o ensinamento do Kalama Sutra…) 😉

  8. Eduardo Marques

    10/06/2010 — 15:01

    Afe, sou estudante de Direito (não pra valer), acho os advogados meio fdp mesmo, mas acho que o Direito é importante. Não vamos jogar fora as leis e toda a organização da sociedade fora só por isso.

    Outra coisa, acho que não entendi muito bem: você quer aplicar o conhecimento do Kama Sutra com a Josemari?

    1. Eduardo, o problema é que o Direito é importante! Justamente por isso ele deveria ser simples, acessível, ágil e eficaz, não completamente dissociado da realidade, da cultura e do entendimento do cidadão comum como é hoje.

      E é KALAMA SUTRA, não Kama Sutra. 🙂

  9. Oi, Arthur sou bióloga em formação e minha filha acaba de passar no exame OAB não resisti vou cutucar, beijo.

    1. Com um pouco de sorte ela vira leitora do blog. Ou me processa. 😛

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *