Amélia, quando a conheci, era uma menina de verdade: 14 anos, alegre, falante, cheia de planos para a vida, queria ser veterinária e ter uma casa na praia, andava de vestidinho e pintava as unhas de cor-de-rosa. Hoje Amélia tem 20 anos, vive com o olhar distante, não conversa mais e seu único plano para a vida é continuar se prostituindo para fumar crack embaixo da ponte onde mora. Amélia jamais se tornou uma mulher de verdade.

Este artigo é baseado em fatos reais.

Quando eu conheci Amélia, durante uma pesquisa, ela já era prostituta e usuária de crack, mas ainda não havia perdido o controle da droga. Fumava pedra duas ou três vezes por semana, quase sempre junto com algum cliente. Dizia que nunca ia gastar o próprio dinheiro para fumar, porque aquilo não levava a lugar nenhum. Sabia que a pedra era uma droga perigosa.

Ontem, ao voltar para casa depois da festa de aniversário de uma amiga, o flash de um isqueiro embaixo de uma ponte chamou minha atenção. Reconheci imediatamente a figura esguia e desgrenhada de Amélia, que usava um casaco de moleton que um dia foi branco. Buzinei, abanei e ela me reconheceu também. Enfiou o cachimbo no bolso e veio correndo em minha direção.

Quando Amélia entrou em meu carro, a primeira coisa que pensei foi em quanto tempo ela devia estar sem tomar banho, porque era impossível não perceber que já devia fazer alguns dias que ela não via um sabonete. Eu não sou de ficar com papas na língua, porém, antes que pudesse começar a bronca sobre o descuido dela com a higiene pessoal, percebi que ela estava grávida – de novo.

Amélia teve um filho com um cliente, que hoje está sendo cuidado pela ex-esposa do sujeito. Nem o pai nem a mãe da criança convivem muito com o filho, embora ele sustente a criança e ambos visitem regularmente o menino. Dizem que o guri está melhor onde está do que com eles e que querem o melhor para o menino, então vão deixando a mãe-adotiva-de-fato cuidar dele.

A segunda gravidez, entretanto, é de pai desconhecido. Amélia não tem a menor idéia se o segundo filho será do mesmo pai do primeiro ou se será de algum outro cliente. Sua maior preocupação no momento é “descobrir alguém para dar esse nenê” logo depois do nascimento, porque ela não poderá amamentá-lo, assim como não pôde amamentar o primeiro. A única certeza que ela tem é que para um orfanato ela não quer que a criança vá, “porque aquilo é um depósito de crianças”. Se ela não pode oferecer nada à criança, pelo menos quer encontrar alguém que possa.

Perguntei para Amélia se ela tinha alguma novidade para me contar. Ela deu uma risada irônica. Essa pergunta é nossa “piada interna”, pois eu pergunto sempre a mesma coisa há seis anos. Sua resposta foi “as mesmas novidades de sempre”, ou seja, nenhuma. A vida de Amélia se resume à prostituição e ao crack, sem nenhuma perspectiva de mudança. A não ser, é claro, que ela contraia HIV, o que deve ser só uma questão de tempo.

Dirigi por algum tempo, sem rumo, com as janelas abertas para ventilar o interior do carro, enquanto esperava ela ficar um pouco mais lúcida. Ela, a meu lado, ficava calada e com o olhar distante, sem jamais iniciar um diálogo, apenas respondendo quando eu fazia alguma pergunta. Resolvi me calar também, para ver quanto tempo ela demoraria para falar alguma coisa. Após quinze eternidades, tudo que ela fez foi virar para mim e perguntar “tá, e aí?”. Eu joguei de volta: “e aí o quê?”. Ela só insistiu “e aí?”. Isso se repetiu três vezes e eu percebi que ela não dizia outra coisa porque não tinha nada para dizer.

Amélia sabe que estamos em época de Copa do Mundo porque os clientes comentam isso com ela. Amélia não vê televisão, não ouve rádio, não lê jornal, não lê revistas. A não ser, claro, quando um cliente liga a TV do motel.

Perguntei para Amélia o que ela acha da campanha Crack Nem Pensar. Ela disse o seguinte:

Esses caras pensam que a gente usa crack porque não sabe que faz mal? São uns idiotas! Eles acham que os guris vão pro tráfico porque são gente ruim? São uns idiotas! Esse pessoal só pensa no próprio rabo, não tem a menor idéia do que é nascer e viver do jeito que a gente nasce e vive. São uns idiotas!

Amélia, 20 anos, desde os 12 se prostituindo e usando drogas, sempre soube que as drogas fazem mal. “Conscientização” não ajuda absolutamente nada quem nasceu e cresceu como ela, sem o amparo de uma família, sem cuidado, sem orientação, sem perspectivas de uma vida digna e interessante.

Amélia, minimamente alfabetizada e sem qualquer estudo, sempre soube que são as condições sociais e não o caráter que levam a maior parte dos infratores da lei à criminalidade. Repressão não ajuda absolutamente nada quem nasceu e cresceu como ela, sem o amparo de uma família, sem cuidado, sem orientação, sem perspectivas de uma vida digna e interessante.

Amélia, abandonada pela família e pelo Estado, rejeitada pela sociedade e tendo que contar somente com as próprias forças e a solidariedade de outros desgraçados como ela para repartir uma pedra de crack quando não consegue dinheiro na prostituição, sempre soube que ninguém se importa com seu bem estar, exceto eventualmente seus companheiros de desgraça. Campanhas de “combate às drogas” não ajudam absolutamente nada quem nasceu e cresceu como ela, sem o amparo de uma família, sem cuidado, sem orientação, sem perspectivas de uma vida digna e interessante.

O que este povo precisa não é de conscientização, não é de repressão, não é de campanhas de combate às drogas, é de amparo, cuidado, orientação e perspectivas de uma vida digna e interessante.

Perguntei para Amélia se ela acha bom que tenha mais polícia nas ruas pra enfrentar o tráfico. Ela disse o seguinte:

Isso só serve pra meter mais guri na cadeia e voltar de lá mais bandido ainda. Quem quer acabar com as drogas tem que primeiro dar uma vida pra gente. Polícia na vida do pobre só serve pra criar problema, nunca pra resolver.

A última frase me surpreendeu pelo inusitado e pela monumental carga de mágoa com que foi dita, mas as duas primeiras frases de sua resposta são exatamente o que eu vivo repetindo aqui no blog. Eu achava que esta era uma visão de vanguarda na sociedade individualista, monetarista e cada vez mais fascista e repressiva do Brasil do início do século XXI, mas quando uma pessoa com a boa índole e a terrível experiência de vida de Amélia me disse o mesmo, percebi que não passava do mais básico e elementar bom senso, que entretanto falta a nosso governo e nossa imprensa.

Falando em imprensa, Amélia não tem um blog. Ela não sabe o que é Orkut, Twitter, Facebook, MySpace, Rede Ning, MSN, Skype, nem sequer e-mail. “Rede social”, para Amélia, é uma armadilha na qual ela foi enredada. Ela não deu entrevista para jornal, não apareceu na TV, não vai sair em capa de revista. Amélia é invisível. Ninguém quer assistir o reality show da vida de Amélia.

Ah, que saudade que eu tenho daquela menina de 14 anos, alegre, falante, cheia de planos para a vida, que queria ser veterinária e ter uma casa na praia, que andava de vestidinho e pintava as unhas de cor-de-rosa. Nós a torturamos e aniquilamos lentamente, nós a transformamos em um zumbi que sofre vagando à espera do alívio da morte, nós nunca permitimos que ela se tornasse a mulher de verdade que um dia ela quis ser.

Sim, nós. Você é um dos culpados.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 14/06/2010

31 thoughts on “Ah, meu Deus, que saudade da Amélia!

  1. Parabéns pelo relato, muito comovente! Minha mãe é assistente social, ela sempre fez questão de me colocar em contato com os “invisíveis”.
    Se redimiu do texto sobre privatização de presídios. 🙂 hahaha

    1. Lê também o texto do link “você é um dos culpados”. É só clicar no link azulzinho da última frase do artigo.

      E podemos continuar a discutir a questão da privatização dos presídios e penitenciárias, se quiseres. 🙂

  2. Você está me animando a fazer um blog, já tenho a primeira postagem manuscrita e pronta! 😉
    Dentro de alguns dias eu posto e te aviso.

    1. Dou o maior apoio! Começa o blog e avisa que eu ponho o link no meu blogroll. 🙂

  3. Excelente texto, Arthur (come al solito!).

    Cheguei ao seu blog através do blog do Alex Castro e, tal como você, a minha primeira impressão também não é a que ficou, e com isso acabei me mudando de mala e cuia para o Pensar não dói. Sou uma leitora assídua, silenciosa e ignorante na questão das drogas.

    Quando ainda morava no Brasil, no meu mundinho cor-de-rosa, associava o uso de drogas a pessoas como a Amélia, marginalizadas e sem perspectivas de vida; mas quando me mudei para a Europa – e ainda vivo num mundo cor-de-rosa – me assustei com a quantidade absurda de pessoas nascidas em famílias aparentemente estruturadas (pelo menos a família existe) e sem problemas de dinheiro, “veterinárias e com casa na praia”, que se destroem por causa das drogas. (A diferença é que, ao contrário das Amélias do mundo, eles tem dinheiro para pagar a reabilitação em centros carissimos)

    Você teria uma explicação ou uma teoria sobre isso? Por que pessoas que, teoricamente, tem de tudo escolhem as drogas? Seria tédio?

    1. Oi, Luisa! Que bom que gostaste do blog. E obrigado pelo elogio, todo blogueiro gosta de ver seu blog comentado.

      Eu comecei a escrever uma resposta a teu questionamento, mas o texto ficou tão longo que decidi transformá-lo num artigo específico. Confere o blog nos próximos dias que em breve virá uma explicação sobre os diversos tipos de usuários.

  4. Eduardo Tristao

    15/06/2010 — 10:12

    A repressão policial é ruim pois a instituição policial está tão podre quanto o resto da sociedade, não que não seja necessário haver tal repressão.
    Claro que ela seria menos necessária se tivéssemos mais educação, respeito e atenção por parte do governo e da sociedade mas ainda sim não há ordem sem um grau de repressão.
    O ser humano, por sua natureza testa os limites das leis, sempre querendo colocar o pé do outro lado da linha que lhe impõem e, se não houver uma fiscalização desses limites, certamente haverá os que pularão a linha.
    Continuo contra a liberação das drogas e a favor da repressão dura ao tráfico. O desenvolvimento da saúde, da educação, de empregos e de infra-estrutura digna as pessoas devem ser prioridades mas não podemos dar liberdade demais as pessoas pois sempre há aqueles que abusam dessa liberdade.

    Concordo com o bom-senso. Acho fundamental que as pessoas o tenham mas, infelizmente, elas não o tem e isso provoca aberrações como a cidade do Rio de Janeiro onde as pessoas quem reclamam dos seus direitos são tidas como loucas. O problema da sociedade é o próprio ser humano que, em sua, essência é egoísta.

    1. Eduardo… tu dizes que “o ser humano é egoísta em sua essência” e no entanto tu te prontificas a entregar a terceiros o direito de decidir o que é melhor para ti, mesmo contra a tua vontade! Percebes isso?

      Se tu realmente achas que “não podemos dar liberdade demais as pessoas pois sempre há aqueles que abusam dessa liberdade”, precisas perceber que as pessoas que devem ter menos liberdade de abusar dessa liberdade são aquelas que exercem maior poder na sociedade, decidindo a vida de mais pessoas.

      Se a tua premissa está correta, então é justamente aos governos e parlamentos que temos que dar o mínimo de liberdade possível para decidir sobre nossa vida privada, pois eles são em essência egoístas e abusarão desta liberdade em benefício próprio.

      Já o indivíduo comum, ao decidir sober sua própria vida, deve ter a maior liberdade possível, pois ele é o principal interessado e o principal afetado. Se ele abusar da própria liberdade, será ele mesmo quem sentirá as conseqüências de suas ações.

      Lógico, nós podemos intervir por compaixão e solidariedade, mas não contra a vontade de um indivíduo que ainda tem como decidir por si mesmo. Isso não seria compaixão e solidariedade, seria prepotência e autoritarismo.

      Lógico, nós podemos nos defender e mesmo nos previnir de sofrer agressões. Mas isso não se faz ao estilo Minority Report, colocando nas pessoas o rótulo de criminosas antes mesmo que cometam qualquer ilícito contra terceiros.

  5. Eduardo Tristão

    15/06/2010 — 19:19

    Eu concordaria com o seu pensamento se o ser humano tivesse o tal bom senso do qual vc tanto fala. Infelizmente isso não ocorre.
    Assim como um bebê precisa de um adulto para guia-lo, o povo precisa de quem o guie. Talvez, um dia tenhamos maturidade suficiente para guiarmos a nós mesmos. Mas para ser sincero eu duvido muito disso pois estamos cada vez mais distantes daquilo que deveria ser uma sociedade.

    1. Eduardo… é justamente porque o ser humano não tem bom senso que eu penso assim. Se eu não tenho bom senso sobre as atitudes que dizem respeito a minha saúde, quem se arrebenta sou eu. Se os políticos – que também são seres humanos sem bom senso – não têm bom senso mas têm o poder de impor leis sobre a minha saúde, quem se arrebenta sou eu e eles não estão nem aí.

      Entendeste? É justamente a falta de bom senso dos políticos e governantes que justifica a luta pela garantia radical das liberdades e direitos fundamentais.

      A história demonstra que a falta de bom senso dos governantes acontece com muito mais freqüência e intensidade do que normalmente percebemos. Citar Hitler e Mussolini é fácil, depois de mais de meio século e o consenso geral de que cometeram monstruosidades. Mas hitlers e mussolinis aspirantes estão governando hoje diversas partes do mundo e ocupando hoje muitas cadeiras dos nossos parlamentos. Não podemos dar poder a estes caras para decidirem nossas vidas, sob pena de transformálos em hitlers e mussolinis plenamente formados.

  6. Eduardo Marques

    16/06/2010 — 21:21

    Muito bom, o texto. O pior são os filhinhos de papai que usam drogas por acharem ‘descolado’.

    1. Pior por quê?

      Se uma pessoa usa droga porque quer, sem ter nem causar problemas devido a esse uso, então o que poderia justificar a violência de impor a esta pessoa uma limitação a suas escolhas?

  7. Eu concordaria com o seu pensamento se o ser humano tivesse o tal bom senso do qual vc tanto fala. Infelizmente isso não ocorre.
    Assim como um bebê precisa de um adulto para guia-lo, o povo precisa de quem o guie. Talvez, um dia tenhamos maturidade suficiente para guiarmos a nós mesmos. Mas para ser sincero eu duvido muito disso pois estamos cada vez mais distantes daquilo que deveria ser uma sociedade.(2)
    …………..
    http://www.youtube.com/watch?v=1UfrQTYLzus

    1. Já respondi isso para o Eduardo Tristão, logo acima.

  8. Nossa… que coisa mais triste isso. Adorei o post, até vou encaminhar pra uma colega que trabalha nessa campanha de Crack nem pensar!

    Saudade daqui, bjoka

    1. Manda, Rê.

      Eu mandei várias vezes pra RBS este texto aqui:

      http://arthur.bio.br/2009/10/21/drogas/crack-nem-pensar/o-jogo-dos-sete-erros-campanha-crack-nem-pensar-da-rbs-vai-aumentar-a-violencia-no-rs-e-em-sc

      Sabe qual foi a reação da RBS? Nenhuma.

      A conclusão a que eu chego é que estou coberto de razão.

      Chego a esta conclusão porque só há dois tipos de interlocutores dos quais as grandes instituições fogem como o diabo foge da cruz: aqueles que têm processos de indenização contra elas e aqueles que têm idéias que elas não querem de modo algum que sejam divulgadas, porque são perigosas para seus interesses. Como eu não tenho nem nunca tive processo algum contra a RBS…

  9. Ah, que saudade que eu tenho daquela menina de 14 anos, alegre, falante, cheia de planos para a vida, que queria ser veterinária e ter uma casa na praia, que andava de vestidinho e pintava as unhas de cor-de-rosa. Nós a torturamos e aniquilamos lentamente, nós a transformamos em um zumbi que sofre vagando à espera do alívio da morte, nós nunca permitimos que ela se tornasse a mulher de verdade que um dia ela quis ser.

    Sim, nós. Você é um dos culpados.

    Perfeito,meu amigo. Eu não teria dito melhor.
    Somos todos responsáveis pela falta de sonho,de fé e de esperança.
    A sociedade,boa ou má,somos todos nós.Parabéns!És um verdadeiro guerreiro da luz.

    1. Valeu, Lya. Sei que estamos na mesma trincheira, lutando pela dignidade humana. Grande abraço!

  10. Cara, lindo texto. Sempre pensei nisso e continuo a acreditar que o nosso modelo de tratamento das questões ligadas a violênciam, uso de drogas etc. está erradíssimo.
    Como a Amélia, as pessoas não nascem com violência. Isso é dado por alguém, transmitido. Assim, quando vejo cenas de violência, faço sempre a mesma pergunta: quem deu a violência a essa pessoa?
    Um abraço do Rodrigo

    1. Obrigado, Rodrigo. Achei muito interessante o questionamento de “quem deu a violência a esta pessoa?”, lembrei do estilo do Dalai Lama com isso.

      Creio que tu ficarias impressionado com a quantidade de gente que diria que “ela está nessa vida porque quer, ninguém a obrigou a fumar crack”.

      Falamos muito em solidariedade, mas vivemos em uma selva bastante inóspita onde reina a lógica de “salve-se quem puder”.

  11. Quando divulguei o seu post recebi o seguinte comentário:
    http://www.facebook.com/peladista?v=wall&story_fbid=131805803507137

    Luis Afonso De novo a mesma conclusão idiota: a culpa é nossa. “Nossa” de quem? Já é difícil conseguir ajudar a sua própria família, imagina a dos outros.
    Enquanto as pessoas culparem os outros pelas suas quedas, seus erros, serão como bebês esperando de boca aberta que alguem lhe dê comida ou uma pedra de crack.
    As campanhas contra a droga, em geral são outra idiotia geral da sociedade brasileira, pois acha que é um problema de consumo e não de oferta. Acho que se acabar com a oferta, vai acabar o consumo.
    É radicalmente contrário (neurótico) o sentimento em relação às armas, por exemplo, pois acham que a arma por si própria causa o crime e não o criminoso.
    Pois eu acho que deveríamos pensar ao contrário. Acabar com o tráfico em primeiro lugar. Quanto às armas: despenalizar o seu porte, mas não o criminoso.

    1. Bá, Joaquim, olha o que eu acabei de responder para o Rodrigo, logo acima. Eu ainda não tinha lido teu comentário quando respondi o do Rodrigo.

      Gente como o cara que fez esse comentário sempre acha que a responsabilidade é dos outros. É o tipo do sujeito que acha que segurança pública é responsabilidade da polícia e não do exercício da cidadania por cada cidadão.

      Preciso explicar por que o raciocínio dele sobre oferta e demanda está completamente equivocado?

  12. Li o texto todo. Francamente tou atônito com a carga de mágoa e nostalgia dele. O pior é que sei que não se trata de um caso isolado. Bastante comum por aqui no meu rincão de mundo.

    E phod@ imaginar no quanto (quase)tudo é apenas uma questão de ter a perspectiva certa antes de executar.

    A propósito, já imaginaram que se a prostituição fosse legalizada e regulamentada, ela talvez tivesse juntado a grana pra virar veterinária?

    1. Não entendi essa última idéia, Danilo. 😛

  13. Lúcido e comovente.

    1. Não tanto quanto a realidade da Amélia, Iolanda.

  14. Simples, uai. Meio que mudei de assunto sem querer. Ela poderia ser uma secretária do amor registrada em CTPS, com garantias legais de proteção trabalhista e etc, bagaceiras e tal. De repente rolaria a grana pra virar terminar os estudos e virar veterinária. De repente a história dela seria diferente, sacou?

    1. Vagamente. 😛

  15. Tudo bem. Amanhã paro de adiar o post falando disso, e vou usar o seu como exemplo pra amarrar bem as coisas.

  16. A evolução das Amelias e sua desproporção hormonal torna a involução feminina das ações sociais,ainda continuamos a pensar que ter a aceitação dos homens é de fato importante..
    Gostei do texto,me lembrou minha mãe e minhas amigas que ainda teimam no conceito amelistico de ser,fujo totalmente desse tipo de padrão,e caio na problemática…isso seria algo inconcebivel…mulher pensante twiteira,blogueira,orkuteira,haja tecnologia adaptavel,creio que toda tela Lcd deveria aclopar um espelho e no gabinete ter local pra guardar maquiagem,fora que as teclas pra quem esta com unhas impecáveis é totalmente contra indicado e não tem hidratente digital nelas….rsrs fui louca,fui Amélia e ainda sou…
    Parabéns pelo blog.

    1. ????????????????????????????????????????????????

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *