Tolerância Zero e a Teoria das Janelas Quebradas

Revoltados contra os abusos e crimes cruéis cometidos contra as pessoas ou contra o patrimônio, volta e meia alguns propõem que seja adotada uma Política de Tolerância Zero Contra o Crime. Prestando atenção ao discurso subjacente entre a maioria das manifestações deste tipo, porém, percebe-se uma grande incompreensão média acerca do que seja tal política, e em muitos casos identifica-se apenas uma vaga intenção de combater a violência com ainda maior violência, chegando ao ponto de defenderem ações truculentas francamente ilegais e mesmo criminosas por parte da população e dos agentes do Estado, revelando um espírito tão ou mais belicoso, anti-social e pernicioso que o daqueles a quem supostamente desejam combater. Continue reading “Tolerância Zero e a Teoria das Janelas Quebradas”

Complexo de inferioridade tupiniquim

A pretensão de expressar sofisticação através do abuso de expressões em língua estrangeira é uma breguice recorrente no mercado de propaganda brasileiro. Até que é compreensível que isso seduza meia dúzia de broncos deslumbrados, que acham muito chique um pleigráundi ou um sivuplé, mas fico indeciso entre me esborrachar de rir e chorar num cantinho quando vejo empresas conceituadas apelarem para esse expediente rasteiro tentando vender suas traquitanas. Continue reading “Complexo de inferioridade tupiniquim”

Biologia evolutiva dos sexos

Surgiu um papo interessante lá no blog do Dr. Plausível que começou com sobrenomes e acabou em sexo. Calma, calma, o assunto não é impróprio para menores. Trata-se de uma questão interessante de biologia evolutiva que vale a pena a gente dar uma analisada: ela explica muito do comportamento real dos indivíduos ainda hoje. Continue reading “Biologia evolutiva dos sexos”

As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 4 de 4)

A quarta terrível verdade sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência é que é que tanto a idolatria do conhecimento científico quanto a alegação de que “não se tem dados confiáveis para legalizar” são falácias ideológicas travestidas de respeitabilidade científica ou de cautela com o objetivo de manter indefinidamente a falida política proibicionista. Continue reading “As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 4 de 4)”

As mulheres não sabem se comunicar com os homens (exemplos)

No artigo original com o mesmo título, que estava mais para brincadeira e não pretendia ter continuação, a leitora Regina fez uma pergunta séria sobre a comunicação entre homens e mulheres. Eu comecei a responder e percebi que valia a pena compor um novo artigo para debater o tema a sério. Continue reading “As mulheres não sabem se comunicar com os homens (exemplos)”

As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 3 de 4)

A terceira terrível verdade sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência é que todos os cientistas que demonstram que estas drogas não possuem efeitos negativos tão terríveis quanto a ideologia proibicionista procura fazer crer, ou que possuem efeitos positivos em determinadas circunstâncias, sofrem ataques pessoais que visam sua desmoralização tanto na comunidade científica quanto na grande mídia, que distorce suas informações, não publica seus esclarecimentos e oferece amplo espaço para seus detratores. Continue reading “As quatro terríveis verdades sobre a relação entre as drogas ilícitas e a ciência (parte 3 de 4)”

O Programa Bolsa-Família e a farsa dos indicadores econômicos

O Brasil vai de mal a pior, mas a população está iludida do contrário. O “progresso” percebido na redução da miséria é uma farsa: não foi feita qualquer distribuição real de renda, foi feito apenas um mascaramento temporário da desigualdade econômica. Devido a fatores quase sempre ausentes nas análises tanto dos “especialistas” quanto dos entusiastas, o Programa Bolsa-Família trará muito mais prejuízos que benefícios se continuar com seu atual formato.
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O Censo 2010 e o direito à intimidade

Eu peguei o bonde andando num debate sobre o conflito entre o interesse público na apuração de informações sobre a população e o direito à intimidade e privacidade do cidadão, mas achei a questão muito interessante. Basicamente o @gravz alega que a Lei 5.534/68, que dispõe sobre a informação ao IBGE acerca de dados do CENSO e impõe no seu art. 2° multa a quem não prestar informações ou prestar informações falsas, não foi plenamente recepcionada pela CF/88, que em seu art. 5° inciso X torna invioláveis a intimidade e a vida privada. E basicamente eu concordo com ele. Continue reading “O Censo 2010 e o direito à intimidade”