Eu conheci a pessoa que protagonizou os eventos abaixo em uma comunidade no Orkut. Lá nós debatíamos diversos assuntos ligados a política, ecologia e economia, até que trocamos MSN e passamos a debater estes assuntos de modo privado. Ele se tornou comentarista freqüente aqui no blog. Um seguia o outro no Twitter. Ou seja, tínhamos um diálogo intenso. Sempre tivemos inúmeras divergência de pensamento, mas isso apenas enriquecia o debate, que permanecia no campo das idéias, sem qualquer atrito de natureza pessoal. Isso até ontem.

Cópia do diálogo ocorrido em público no Twitter neste domingo:

arthur_bio_br

Se critico a Dilma, pressupõe que apóio o Serra. Se critico o Serra, pressupõe que apóio a Dilma. Se critico ambos, metem a Marina no meio. about 1 hour ago via TweetDeck

criteriodefalha

@arthur_bio_br Dilma 55% Serra 34% Plínio 6% Marina 5% #BolãoEleitoral about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

arthur_bio_br

@criteriodefalha Acabei de bater em ti no blog. E não precisa de bolão, a vitória da Dilma é certa desde o início do ano. about 1 hour ago via TweetDeck in reply to criteriodefalha

Explicação necessária: o “bater em ti” se refere a um comentário específico no qual eu reclamo que meu interlocutor fez diversos comentários ofensivos durante o debate sobre o artigo “O mal que o Programa Bolsa-Família causará ao Brasil” enquanto eu mantive a objetividade e solicitei que ele repensasse sua atitude.

criteriodefalha

@arthur_bio_br Eu vi suas agressões emotivas, eu te entendo, mas você tem que estudar mais economia… about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

criteriodefalha

@arthur_bio_br já no seu outro artigo sobre privatização de presídios vc demonstrou sua ignorância. Não custa nada: http://www.ebookee.com/ about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

criteriodefalha

@arthur_bio_br Nesse site você consegue alguns livros.. about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

arthur_bio_br

@criteriodefalha Enquanto eu respondo na boa tuas perguntas, tu foges das minhas e me adjetivas. Fica feio só pra ti, cara. about 1 hour ago via TweetDeck in reply to criteriodefalha

criteriodefalha

Hj o @arthur_bio_br me diz que o Bolsa Família não pode funcionar pq aqui ñ faz frio… HAHAHAHA about 1 hour ago via web

criteriodefalha

Poxa @arthur_bio_br , respondi tdas suas perguntas, te dei uma aula de economia, derrubei um-a-um seus argumentos de jorn palpiteiro de TV about 1 hour ago via web

arthur_bio_br

@criteriodefalha Se isso é o que a tua capacidade de interpretação de texto te permitiu entender, lamento muito. about 1 hour ago via TweetDeck in reply to criteriodefalha

criteriodefalha

@arthur_bio_br Respondeu minha última pergunta? about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

criteriodefalha

@arthur_bio_br A China é uma economia de mercado? about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

arthur_bio_br

Sabes qual a melhor definição de “impossível” já inventada, @criteriodefalha? É “tentar fazer o Arthur baixar o nível quando tem razão”. 🙂 about 1 hour ago via TweetDeck

criteriodefalha

@arthur_bio_br Se a Dinamarca, Suécia, Noruega optaram pelo Estado de Bem Estar Social e, por isso, gozam de altos niveis de IDH e bxos Gini about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

criteriodefalha

@arthur_bio_br é pq lá faz frio e aqui não? 🙂 about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

arthur_bio_br

OK, @criteriodefalha, estás me trollando. Sabes como eu lido com trolls? 🙂 about 1 hour ago via TweetDeck

criteriodefalha

@arthur_bio_br 😉 about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

arthur_bio_br

Então te liga, @criteriodefalha, ou eu deixarei de considerar teus excessos verbais ofensivos como arroubos impensados e te bloquearei. about 1 hour ago via TweetDeck

criteriodefalha

@arthur_bio_br hahahaha… about 1 hour ago via web in reply to arthur_bio_br

criteriodefalha

@arthur_bio_br me ameaça c/ bloqueio por ter descoberto, com raiva, que a economia exuberante da China é planificada…estratégias liberais 43 minutes ago via web in reply to arthur_bio_br

criteriodefalha

@arthur_bio_br …. hahahaha 42 minutes ago via web in reply to arthur_bio_br

arthur_bio_br

O que houve contigo, @criteriodefalha? Durante meses tiveste meu respeito e em minutos estás a jogá-lo fora. 38 minutes ago via TweetDeck

E então não houve mais resposta.

Duas perguntas aos internautas:

1) O que faz um interlocutor que sempre foi tratado com respeito e que sempre soube debater com razoabilidade de repente apresentar esse tipo de comportamento de baixo nível, com ofensas, fanfarronices e provocações rasteiras?

2) O que vocês acham que deve ser feito em um caso desses?

As minhas respostas:

1) Não sei, nem vai fazer diferença se ele explicar. Mas eu gostaria de saber a opinião de meus leitores.

2) Eu dei unfollow e bloqueei no Twitter e vou deletar qualquer coisa que ele postar aqui. Mas eu gostaria de saber o que vocês fariam.

Um debate pode ser muito duro e continuar a existir respeito. Mas quando fica claro que o objetivo do interlocutor não é debater e sim ofender e debochar, o respeito se perde. E, quando o respeito se perde, eu acho muito, muito, muito difícil recuperá-lo.

9 thoughts on “A incompreensível natureza humana

  1. Sinceramente, e na qualidade de troll recreativo, não identifiquei trollagem alguma na troca de tuítes acima, a não ser UMA SUA:

    Sabes qual a melhor definição de “impossível” já inventada, @criteriodefalha? É “tentar fazer o Arthur baixar o nível quando tem razão”. about 1 hour ago via TweetDeck

    “Quando tem razão”? Desculpe-me, Arthur, mas quem deve dizer se você tem razão numa discussão é o interlocutor, não você. Mesmo porque, quando a gente sustenta uma opinião, é óbvio que a gente supõe ter razão, a priori. E neste estado se manterá, até que o outro prove que você não tem tanta razão assim. Ah, e nesse seu tuíte, fica implícito que, quando você NÃO TEM razão, aí pode baixar o nível. É assim?

    Não tenho o costume de entrar na casa dos outros para colocar reparo, mas dei uma lida agora nos comentários do Marcus Vinicius Simioni no texto sobre BF: com exceção de alguns arroubos provocativos (comuns em qualquer debate acalorado), são comentários sóbrios, com embasamento teórico, boas sacadas, citações e referências. Eu, sinceramente, teria orgulho de manter um comentarista/leitor deste nível no meu blog, mesmo quando ele descesse a marreta em um texto meu.

    Você montou um blog com o nome de “Pensar não dói, em busca de vida inteligente na Terra”, o que, com toda a franqueza, é de um cabotinismo sem par, pois sugere que você é o Diógenes do pensamento universal com sua “lanterna-blog” e 99% das pessoas são beócios cegos vagando a esmo pela pobre blogosfera burra. Praticamente TODOS os seus posts não propõem discussão alguma, é uma sequência infindável de vaticínios, certezas e receitas infalíveis sobre as quais não cabe a menor discussão. Diante de uma certeza anunciada como tal, o que menos se faz é pensar sobre ela, oras!

    Você escreve como se estivesse vendo sozinho o que ninguém vê, “ensina” a todos sobre tudo: desde como amaciar um motor de carro, lavar louça com uma WAP, como manter um relacionamento estável, o Greenpeace é cego, quem é contra maconha é cego, a mulher que não age como você esperava após um encontro é burra, quem usa roupa é burro, quem apóia programas de renda mínima sem contrapartidas é militante petista… Soa agressivo e impositivo, não estimula o debate e não gera empatia alguma. Fica parecendo que seus textos são uma espécie de ratoeira, onde os comentaristas só servem de “escada” pra você mostrar a si mesmo o quanto é sabido a respeito de tudo, e que o mundo tá nessa draga porque ninguém te perguntou antes o que deveria ser feito.

    Outro dia escrevi no twitter: “quanto mais você se leva a sério, menos as pessoas o levam a sério”. Foi uma frase lançada sem qualquer pretensão, a galera da geral gostou, retuitaram bastante. O ÚNICO a questionar a frase foi você, indagando “o que eu queria dizer com ‘levar-se a sério no twitter'”. Expliquei que “levar-se a sério” era atribuir a si mesmo uma importância que a pessoa não tem. E você me disse uma frase lapidar: “e se a pessoa descobre a cura do câncer e ninguém liga?”. É isto, Arthur: você escreve um post e deve se perguntar como a humanidade conseguiu chegar até aqui sem a sua intervenção. Chego a imaginar você, ao terminar um texto, dizendo: “pronto, agora eu divulgo no twitter, orkut e facebook, o pessoal lê e a Terra fica mais inteligente! Um problema a menos pra humanidade”. Menos, amigo. Menos. MUITO MENOS.

    Eu sou um cara arrogante. Arrogante, sim. Cabotino e presunçoso, nunca. Sei da minha ínfima importância no mundo e dos meus parcos conhecimentos a respeito da maioria dos assuntos que abordo, e montei um blog que defini como “do mais puro achismo”. Gosto que as pessoas passem por lá e comentem, bato boca com elas, concordo muitas vezes, discordo outras tantas e, principalmente, APRENDO com elas. Como se eu estivesse num botequim com amigos. Não tenho como objetivo impor a minha opinião ou difundir conceitos revolucionários e transformadores. Se quiserem aceitá-la, podem chegar e levar, sem compromisso. Se não, que demonstrem o seu descontentamento por lá e pronto. Nunca apaguei comentário ou vetei comentarista (como é o que você vai fazer com o MVS). Pelo visto, ele só te serviu enquanto concordou contigo. Agora, é só mais um troll.

    Definitivamente, você não tem a menor idéia do que seja um troll.

    1. Vinícius, eu te agradeço pelo tempo investido nesta resposta e pela sinceridade que transparece nas críticas que fizeste. MAS… (Claro que tinha que ter um “mas”, né?)

      Aqui no blog, “é mesmo muita desonestidade intelectual”, “pensamento paupérrimo de classe média”, “um amontoado de achismos, preconceitos, apologética reacionária e cartesianismo chulo”, “sua postura é de se fazer de desentendido”, “é fácil recortar o texto dessa forma e, com o recorte, querer montar o que você quer dizer”, “sua rejeição ao BF é cega e infundada”, “você é um completo ignorante em economia” e “te sugiro mais calma, racionalidade e sobriedade” foram todos ad hominens gratuitos que o Marcus lançou e que não contribuiram em absolutamente nada para o debate além de deixar claro que “não gostei do que você disse, logo você é bobo”.

      No Twitter, “Eu vi suas agressões emotivas, eu te entendo, mas você tem que estudar mais economia…”, mandar link para baixar livros de economia, “me ameaça c/ bloqueio por ter descoberto, com raiva, que a economia exuberante da China é planificada”, “@arthur_bio_br me diz que o Bolsa Família não pode funcionar pq aqui ñ faz frio” e “respondi tdas suas perguntas, te dei uma aula de economia, derrubei um-a-um seus argumentos de jorn palpiteiro de TV” foram provocações pernósticas, algumas constituindo distorções absurdas propositais do que eu disse, outras apenas mentindo escancaradamente.

      Se tu não identificas as provocações rasteiras e o deboche escancarado na seqüência de tweets, só posso deduzir que isso se deve ao viés emocional causado pela discordância com minhas idéias, concordância com as idéias do MVS e pelo teu desagrado com meu estilo, perceptível pelo tom das demais críticas. E não, eu não estou dizendo que as demais críticas sejam infundadas, eu estou dizendo que neste episódio tuas simpatias e antipatias estão nublando teu julgamento objetivo. É o fim da picada identificar trollagem na asserção de que vou manter o nível perante ofensas e provocações rasteiras e não nas ofensas e provocações rasteiras.

      Nem precisaria dissertar muito sobre a “argumentação sóbria” do MVS depois de ter citado tudo isso aí em cima, mas já que lançaste loas a ela é necessário verificar se isso corresponde à realidade.

      Tu leste a minha resposta ao primeiro comentário dele, Vinícius? Eu fiz três perguntas, sendo a última sobre o porquê de não exigir contrapartidas, e ele ignorou as três e veio com o exemplo da Suécia.

      Na resposta ao segundo comentário dele, eu trouxe o assunto de volta ao PBF, voltei a perguntar sobre o porquê de não exigir contrapartidas e ele no comentário seguinte se limita a dizer que emeu texto é preconceituoso e que eu ignoro o “descaso histórico das (sic) populações mais pobres”.

      Na resposta ao terceiro comentário dele eu descarto as acusações de preconceito e a relevância de “descaso histórico” e trago novamente o foco para a lógica do PBF, que é sobre o que trata o meu artigo. Depois mostro que o artigo que ele usou para se embasar contém uma grave inconsistência interna, pois afirma textualmente que “os dados acima demonstram que não há uma correlação significativa entre a introdução de programas de renda mínima e a reestruturação produtiva” e mesmo assim termina recomendando a ampliação e intensificação destes programas. O que ele fez no comentário seguinte? Ignorou os argumentos lógicos e disse que meu texto é “um amontoado de achismos, preconceitos, apologética reacionária e cartesianismo chulo”.

      A coisa continuou assim durante todas as interações, eu tentando falar sobre a lógica do Bolsa-Família (que é o conteúdo do meu artigo) e o MVS ignorando meus argumentos, trazendo links para teorias econômicas heterodoxas e para a biografia de economistas socialistas, falando de neoliberalismo e lançando uma ofensa aqui e uma provocaçãozinha ali sem jamais responder a pergunta que fiz insistentemente: “qual o problema em exigir contrapartida dos beneficiários do Programa Bolsa-Família”.

      Lá pelas tantas eu resolvi tentar outro rumo de argumentação, propondo que ele transcrevesse em termos econômicos uma análise de correlação entre a economia e o clima. O que ele fez? Novamente não respondeu o que perguntei, avisou que ia abandonar o debate, me ofendeu de novo e introduziu mais um assunto irrelevante.

      Então, quando critiquei o comportamento dele, o MVS foi para o Twitter jogar pedras, distorcer o que eu disse e fazer deboche, nos termos acima transcritos.

      Na boa, Vinícius, se esse tipo de intervenção te agrada, pode ficar com ele todinho pra ti, até porque aqui ele não vai postar mais nada.

      Sobre tuas outras críticas eu vou te responder em outra mensagem.

  2. OLHA…. Eu acho que quem falou que estava com a razão foi o interlocutor, e não o Arthur em… Escreve, não leu, o pau comeu!

  3. Pois é, me avisaram e fui lá conferir:

    criteriodefalha

    @locioflausino Tive direito até a um post exclusivo para “humilhação pública”, sem direito a resposta! Egocentricidade é pouco pra definir. about 8 hours ago via web in reply to locioflausino

    Pessoal, fico grato aos que me avisaram, mas não vou lá rebater. Vou apenas esperar que meus amigos e leitores mais freqüentes leiam (e talvez comentem) este artigo e depois acho que vou deletá-lo e colocar uma pedra em cima do assunto.

  4. Devo supor que foi uma discussão de gaúchos, certo? Eu devo estar muito ultrapassado, pra mim, briga verbal sempre tem palavrões impronunciáveis e ofensas à mãe do antagonista. ^^

    Bom, falando sério, não sei dizer quem tem e quem não tem razão, tive dificuldades com a estrutura do diálogo do texto e até agora estou meio perdido, sendo bem honesto. Ms a resposta vale pra ambos, se não se dão bem atualmente, se ignorem, pelo menos até que o mal estar tenha passado. Bastante simples. Cada um leva o seu e esquece o outro.

  5. Essa aberração no meu comment foi o Captcha condicional que fez, não fui eu.

    1. Raios… é porque o plugin foi todo desenvolvido em inglês e para o padrão de caracteres da língua inglesa. Os caracteres especiais para a língua portuguesa não são corretamente traduzidos. Tinha que ter uma bronca… 🙁

  6. Amigo…..por essas e outras….que eu escrevo para mim mesma,rs.

    Concordo Com o LaGuardia
    deixe o tempo passar…..a vida é curta para tanto
    despenhadeiro.

    Ninguém agrada gregos e troianos.

    1. Tenho aprendido bastante nos últimos dias, Lya.

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