A primeira morte no massacre da Escola Municipal Tasso de Oliveira foi causada pelo maluco assassino. Todas as demais mortes foram causadas pela prepotência e estupidez dos desarmamentistas organizados, pelo famigerado Estatuto do Desarmamento do Cidadão Honesto e pela cultura de submissão e covardia propagada por canalhas com pretensões fascistas e inocentes úteis com pretensões “politicamente corretas”. Acompanhe meu raciocínio.

No meio do drama vivido ontem por duas dúzias de famílias que tiveram seus filhos assassinados ou feridos à bala, a Rede Globo aproveitou a comoção nacional para pregar novamente sua ideologia sórdida de submissão e covardia que a sociedade brasileira rejeitou em peso na votação do plebiscito do desarmamento. Após mostrar imagens do massacre na escola e do desespero de pais, mães e colegas das vítimas, Fátima Bernardes segurou o microfone para um “especialista” em segurança dizer que “a única maneira de evitar novos massacres como este é tirar as armas das ruas” e sorrir com nítida expressão de “dever cumprido”.

Eu denuncio a campanha desarmamentista como mentirosa e mal intencionada.

Os políticos que votaram o Estatuto do Desarmamento do Cidadão Honesto garantiram para si o direito que negaram a todos os demais cidadãos.

Os juízes que julgam a aplicação do Estatuto do Desarmamento do Cidadão Honesto tiveram garantido para si o direito que julgarão indevido a todos os demais cidadãos.

Os cabeças da Rede Globo que possuem recursos para contratar segurança particular tem garantida a segurança que pregam não ser necessária a todos os demais cidadãos.

E os covardes que não querem encarar a realidade de frente propagam sua ideologia ilusória através de clichês estúpidos para convencer os inocentes úteis de que desarmados estamos mais seguros.

Não é necessário uma “teoria da conspiração” para descrever os fundamentos da insanidade desarmamentista. Basta observar os interesses de cada um dos grupos que citei e perceber que o resultado da atuação de cada um desses grupos forma um conjunto suficiente para promover uma canalhice do tamanho do Himalaia.

Não ficamos mais seguros desarmados. Ficamos mais vulneráveis.

Wellington Menezes de Oliveira matou 12 adolescentes, feriu outros 11, deu dois tiros contra o Sargento Alves e um contra a própria cabeça, num total de pelo menos 26 tiros, com apenas dois revólveres em mãos. Cada revólver tem seis tiros no tambor. Para disparar 26 tiros, necessariamente o assassino recarregou os revólveres pelo menos três vezes. Por que ninguém o atacou enquanto ele efetuava uma recarga? Aliás, por que ninguém o atacou em momento algum?

Por que 23 crianças ou adolescentes foram mortas sem que ninguém – professores, funcionários, colegas e transeuntes – fizesse outra coisa senão entrar em pânico e gritar histericamente pela intervenção de um salvador?

Resposta: porque todos foram doutrinados para agir como ovelhas assustadas, esperando que alguém os salve do lobo mau.

“Não reaja”, dizem os políticos, o judiciário, a polícia, a grande mídia e as ONGs pra lá de suspeitas. “Quem tem arma ou é polícia ou bandido”, dizem eles. O resultado é este: 12 adolescentes mortos, 11 feridos, 23 famílias traumatizadas para sempre e milhares de “casos isolados” do mesmo tipo acontecendo todo dia em todas as partes do país, com a única diferença que não são tão espetaculares e não servem para aumentar a audiência e o preço do intervalo comercial, portanto não despertam o interesse da grande mídia.

Se cada professor e professora da Escola Municipal Tasso de Oliveira tivesse na cintura uma pistola calibre .380 ACP com 15 balas no pente e uma na câmara, quantas pessoas o assassino teria matado ou ferido?

Resposta: uma ou duas. Todas as demais vidas poderiam ter sido salvas se não fosse a imbecil cultura de submissão e covardia em que o povo brasileiro é doutrinado.

A Rede Globo já deixou claro que partido tomou: vai doutrinar a população brasileira de que “a única maneira de evitar novos massacres como este é tirar as armas das ruas”. Noutras palavras, a Rede Globo vai reforçar a cultura de submissão e covardia segundo a qual você é um debilóide incapaz de proteger a própria vida, a vida de seus familiares e seu patrimônio, independente do quanto se prepare para isso.

O interessante é que segundo esta cultura de submissão e covardia é necessário confiar em outras pessoas – que não são submissas nem covardes – para obter segurança. Mas outras pessoas não podem estar o tempo todo onde você está. Outras pessoas não possuem o mesmo interesse que você na defesa da sua integridade física nem da sua vida. Outras pessoas não amam a sua família como você ama e não vão sofrer como você vai sofrer se a sua família for vitimada.

Além disso, você também poderia receber o treinamento fuleiro que o Estado dá a estas outras pessoas e atingir no mínimo o mesmo nível de desempenho. Ou você poderia fazer um curso decente de defesa pessoal e prática de tiro e atingir um nível de desempenho muito superior ao dos agentes do Estado mal treinados e mal pagos que hoje são os responsáveis por sua segurança. Por que então insistir nesta bobagem de que só outra pessoa e não você mesmo tem o direito de portar e utilizar o equipamento necessário para defender a sua vida, a sua família e a sua propriedade?

Essa cultura de submissão e covardia é tão abjeta e perniciosa que, mesmo pagando com suas próprias vidas por essa ideologia estúpida, as pessoas não conseguem sequer questioná-la, que dirá superá-la.

Como é possível que um desgraçado, com dois revólveres com seis tiros cada, tenha entrado em diversas salas de aula, baleado mortalmente diversos adolescentes e recarregado tranqüilamente as armas para continuar o massacre sem que ninguém tenha gritado “PRA CIMA DELE, TODO MUNDO!”???

Como é possível que mais de duas dezenas de crianças e adolescentes tenham sido mortas ou feridas por um lunático tão covarde que deu um tiro na própria cabeça ao enfrentar a primeira resistência e ser confrontado por um único homem, o sargento Alves?

Resposta: isso é possível porque o povo brasileiro foi emasculado, acovardado e submetido por uma geração inteira de tirania ditatorial e os atuais políticos e a grande mídia perceberam que manter o povo submisso e covarde é muito melhor para seus interesses que estimular o povo a ser altaneiro e bravo.

É 100% certo que assistiremos a uma onda feroz de ataques contra a cidadania “para conter a violência”, a qual será patrocinada pelos políticos, pelo judiciário, pela grande mídia e pelos covardes iludidos. Naturalmente, a primeira grande vítima desta onda fascista será a verdade. Isso já ficou bem claro devido aos exemplos selecionados no Jornal Nacional de ontem, que citou o Massacre de Columbine e mais um massacre na Alemanha, mas nem de longe sequer pensou em citar o exemplo da Suíça.

Nos EUA, onde existe cerca de uma arma para cada cidadão, ocorrem massacres freqüentes cometidos por malucos que invadem uma escola, uma universidade ou uma empresa para se vingar de um pé na bunda dado por uma namorada, um colega, um professor ou um patrão. Esse exemplo é sempre citado como prova de que não é bom que os cidadãos tenham armas. Entretanto, este exemplo é falso, mentiroso e mal intencionado.

Nos EUA qualquer maluco pode comprar uma arma. E, de fato, muitos malucos compram armas. Mas onde estes malucos usam as armas para cometer chacinas? Nos quartéis do exército, onde há dezenas de militares armados e bem treinados? Nas delegacias de polícia, onde há dezenas de policiais armados e bem treinados? Ou nas escolas e universidades, onde é proibido aos alunos, professores e funcionários portarem armas?

Eles são malucos, mas não são burros. Burros são os que acham que desarmados ficam mais seguros, pois é onde faltam armas que ocorrem os massacres.

“Os investigadores querem saber como um rapaz sem antecedentes criminais sabia manusear as armas. Ele usou dois revólveres: um de calibre 38 e outro de calibre 32 e estava com muita munição num cinturão. Ele usava um equipamento chamado de “speedloader”, um dispositivo que ajudava a recarregar as armas rapidamente, de uma vez só.” (G1)

A resposta é óbvia: o sujeito era louco, mas não era burro. Ao contrário do que dizem os desarmamentistas, um revólver é um equipamento extremamente simples e fácil de usar.

Na Suíça, cada cidadão do sexo masculino passa por 18 a 21 semanas de treinamento militar e leva um fuzil municiado para casa, devendo retornar para treinamento três semanas por ano em oito dos doze anos seguintes. Para as mulheres, este treinamento militar é voluntário. O tempo total de treinamento formal é portanto inferior a um ano, mas a prática de tiro é considerada o esporte nacional da Suíça, tanto quanto o futebol é o esporte nacional do Brasil. Na Suíça é tão comum que garotos de 10 anos de idade participem de competições de tiro quanto no Brasil é comum que garotos de 10 anos de idade participem de torneios de futebol.

O resultado é que na Suíça o crime de invasão de domicílio é praticamente desconhecido, nunca houve uma chacina numa escola ou universidade, a criminalidade é baixíssima e o único modo de promover um golpe de Estado é chacinar a população inteira.

Na Suíça o cidadão honesto é tratado como parte da solução, não como parte do problema. O resultado é que o cidadão honesto se torna efetivamente não apenas parte da solução como na verdade ele se torna **a** solução. Ao invés do bangue-bangue banhado em sangue predito pelos “especialistas em segurança” que pregam o desarmamento do cidadão honesto, a Suíça experimenta paz e tranqüilidade graças aos cidadãos honestos armados.

Lamento informar, mas física, química, matemática, biologia, geografia, história, português, inglês, ginástica, filosofia, o desarmamento e a polícia não salvaram a vida daqueles 12 adolescentes nem evitaram que os outros 11 fossem baleados. O que teria salvo a vida deles seria um bom treinamento em artes marciais e um professor com uma arma na cintura e disposto a usá-la para defender seus alunos.

Portanto, cidadão honesto, deixe de ser uma ovelha a espera do abate e exija e exerça o seu direito de possuir o equipamento adequado e necessário para sua legítima defesa. Adquira uma pistola, aprenda como usá-la e treine para não entrar em pânico, não chorar pela ajuda que não virá a tempo e não fazer besteira quando for necessário defender a si mesmo ou a seus familiares.

No mundo de hoje a sua própria vida, a vida de sua família e a sua propriedade dependem de você estar preparado para lidar com a violência sozinho. Você não precisa gostar disso, mas negar a realidade, enfiar a cabeça num buraco e iludir-se de que terceiros o protegerão quando você mesmo não o faz, além de ridículo, pode ser fatal.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 08/04/2011

55 thoughts on “A cultura de submissão e o massacre na escola em Realengo

  1. Como assim “poder”? ( Arthur )

    Poder de punir o aluno,que vai pra escola transar,atrapalhar os outros,desrespeitar professor,matar nos colegas,vender drogas…..

    A escola prefere ficar ao lado do aluno delinquente do que defender professor.

    1. Que tipo de punição?

  2. Errata: ….bater nos colegas…

  3. “É muito bonitinho esse discurso politicamente correto de paz, amor e compreensão cristã porque o coitadinho do assassino sofreu bullying, foi influenciado e cometeu um desatino, mas o que eu quero é que os meus filhos voltem vivos da escola.”

    Não concordei com essa parte, porque o bullyig é sim um problema sério. Só isso.

    1. É claro que o bullying é um problema sério, Félix. Eu não nego isso em momento algum, eu apenas repudio a atitude de alguns malucos que estão relativizando a ignomínia deste massacre absurdo colocando a culpa no bullying, como se chacinar adolescentes inocentes fosse uma decorrência lógica ou pelo menos justificável de ter sido ofendido, humilhado, perseguido ou rejeitado.

      O problema dos “politicamente corretos” costuma ser esse: nenhuma responsabilidade jamais é atribuível ao indivíduo que comete uma barbaridade, pois ele é sempre considerado uma vítima de um erro anterior da sociedade com ele. Isso até pode ser verdade em muitos casos, mas quem vier me dizer que isso se aplica neste caso, creio que vais concordar comigo, está ofendendo nossa inteligência e a dor de centenas de famílias que tiveram seus filhos, irmãos, amigos e colegas mortos, feridos e traumatizados.

  4. Camarada Moderado

    12/04/2011 — 18:12

    A cultura das ovelhas obedientes da qual o Brasil tão orgulhosamente respeita é perceptível em todos os lados. Estava na padaria e tinha uma longa fila no caixa, um garoto que tinha já tinha pego seu pedido resolveu furar a fila. Ninguém da fila fez nada, fui lá tomar satisfação porque o garoto não tinha entrado na fila, como todo mundo, conversando calmamente. Quando o chega o pai dele para legitimar a ação do garoto com a seguinte frase: “mas a caixa não está reclamando”. Aí respondi calmamente: “Ela não é cliente, as pessoas nessa fila são, e o senhor não é melhor que ninguém aqui. Então por favor trate de pegar a fila como todo mundo está fazendo”. O senhor reclamando pegou a fila, mas ninguém na fila falou nada, nesses pequenos atos vemos a apatia dos brasileiros que deixam os outros resolverem tudo que eles deveriam tentar resolver.

    O pânico moral que passamos graças a essa infeliz tragédia tem outro lado além do desarmamento: a proibição de jogos eletrônicos que já foi mapeado pela própria Globo com várias imprecisões na sua matéria. Gostaria de saber sua opinião sobre o tema também.

    1. “Camarada Moderado” é um nick interessante. 🙂

      Tens razão em relação à apatia do brasileiro. Na verdade, correste o risco de descobrir algo ainda pior: se o sujeito a quem disseste para ir para o final da fila tivesse engrossado contigo e insistido em furar a fila, ninguém iria se manifestar também. A caixa provavelmente o atenderia normalmente. E tu ficarias com a maior cara de tacho, sem ter o que fazer. Se fizesses uso da força para fazer valer o que é certo, todos ficariam contra ti. Se chamasses a polícia (a “detentora legítima da violência”), serias desatendido e ridicularizado. Se espinafrasses o policial por isso, serias preso por desacato ou agredido – ou ambas as coisas.

      Agora me diz se isso aconteceria em uma sociedade onde qualquer um pode estar com uma arma de fogo sob a roupa, bem treinado e disposto a fazer valer o que é certo sem se intimidar perante fanfarrões e abusadores.

  5. O Estado é a maior, mais organizada e mais poderosa quadrilha do país.
    Seus tentáculos acumulam controle sobre empresas públicas, privadas e conglomerados de comunicação.
    Portanto, o Estado fomenta o desarmamento da população NÃO porque quer a paz, a segurança ou o que for.
    O Estado teme um levante.
    O Estado tem medo que o povo armado vá até o deputado, vereador, senador, presidente, secretários ou políticos diversos, padres, pastores, empresários e banqueiros…
    E os mate.
    Pura e simplesmente.
    Por isso, é preciso manter a população educada em escolas que proibam o pensamento independente, a crítica, a Lógica e a Razão.
    É preciso mante-la dopada com programas cada vez mais estúpidos, com música cada vez mais idiotizante, com noticiarios que usam o medo de todos contra todos (para, no final da programação, apresentar Jesus como solução para tudo, desde que se pague um preço módico).
    Na outra ponta, endivida-se a população de tal maneira que ninguém perceba que se paga 3 mercadorias ao invés de uma.
    Enfim, o Estado nos cobra, assim que nascemos, um pedágio para termos registro…
    E nos cobra uma taxa de saída para sermos enterrados.
    Sem que possamos ao menos no defender contra ele.
    O Brasil é uma cadeia.
    E nós financiamos as barras.

    1. “O Estado teme um levante.”

      Quase isso: os canalhas que hoje controlam o Estado brasileiro temem um levante contra eles.

      E o que tem de inocente útil defendendo uma ilusão “politicamente correta” não está no mapa.

  6. Eu sei que a maioria aqui não gosta dele, mas uma coisa que Olavo de carvalho falou me deixou na dúvida.

    Ele disse que aquele cara era muçulmano e estava a serviço do governo para da força a tese falaciosa desarmentista.

    Ele disse que o cara tinha forte traços arabes em sua fisionomia.
    Segundo, ele disse que tirar um porte de arma hoje é a coisa mais difícil de se conseguir pra um cidadão honesto, na faixa dos 40 anos. O atirador conseguir o porte de duas armas na maior facilidade, duas armas legais, tendo quase certeza que foi quase gente de dentro do governo que forneceu a armas legais. Se não me engano o cara não trabalhava e tinha problemas psíquicos, como ele conseguiu tirar dois portes de arma na maior facilidade?
    Terceiro, no outro dia o governo apareceu com uma forte campanha já pronta,feita com bastante antecedência, atacando as armas legais.

    Tudo indica que foi uma coisa bem arquitetadas pelo PT.

    1. Depois do Celso Daniel, não duvido mais de nada.

      É incrível… Nada do que a direita disse jamais mudou uma vírgula que fosse na minha opinião sobre a esquerda. Em compensação, tudo que a esquerda disse e fez nos últimos 25 anos me convenceu totalmente de que todas as críticas da direita estão certas.

  7. Linkado no tópico do meu fórum, junto com o A Real Lição das Chacinas nas Escolas:
    http://www.mbbforum.com/mbb/showthread.php?33462-Mais-um-massacre-em-escola-nos-eua!

    Aliás o JR Pereira que deixou um comentário logo acima tambem era membro desse fórum, mas foi banido e ao que consta faleceu.

    1. Ainda vou fazer outro perfil para postar lá! 🙂

  8. A cultura de submissão e o massacre na escola Sandy Hook « Luciano Ayan

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