Antes de descobrirem o ornitorrinco, os biólogos achavam que conheciam bem os mamíferos.  Se alguém perguntasse a um biólogo “mamífero põe ovo?”, “mamífero tem bico de pato?”, “mamífero é venenoso?”, as respostas seriam “não”, “não” e “não”, mas o ornitorrinco é mamífero, põe ovo, tem bico de pato e é venenoso. Antes de Zamenhof criar o Esperanto, os lingüistas também achavam que conheciam bem as línguas.

O Esperanto é uma língua odiada por muitos lingüistas e professores de idiomas. Vários deles nem sequer reconhecem o Esperanto como língua, chegando ao cúmulo de tentar depreciá-lo designando-o por “código”, com o que não estaria “à altura” das línguas naturais para ser estudado em pé de igualdade com elas. Mas estes preconceituosos estão errados.

A verdade é que o Esperanto é uma língua que, assim como o ornitorrinco entre os mamíferos, possui características peculiares, que não se encaixam no esquema conceitual tradicional dos pesquisadores de seu campo de conhecimento.

A diferença entre os lingüistas e os biólogos é que os biólogos, ao descobrirem o ornitorrinco, não começaram a dizer que o ornitorrinco não é um mamífero, nem que o ornitorrinco não conseguiria caminhar, ou que seus filhotes não conseguiriam mamar com aquele bico de pato. Nada disso. Os biólogos, como bons cientistas, trataram de adaptar seus conceitos à realidade ao invés de insistir que a realidade deve se adaptar a seus conceitos.

Um bom exemplo dos equívocos dos lingüistas está na definição de língua na Wikipédia:

Língua natural (língua ordinária, língua humana ou somente “língua” no uso comum) é um conceito formulado pela filosofia da linguagem e pela linguística para se referir às linguagens desenvolvidas naturalmente pelo ser humano como instrumento de comunicação, como as línguas faladas e a língua de sinais. As linguagens formais, desenvolvidas de forma artificial, não constituem línguas naturais, assim como as linguagens do mundo animal.

Línguas naturais são, grosso modo, o contrário de línguas artificiais ou construídas, como linguagens de programação de computador e o Esperanto, assim como de sistemas de comunicação existentes na natureza, como a dança das abelhas. (…) Em termos linguísticos, a língua natural é uma expressão que apenas se aplica a uma linguagem que evoluiu naturalmente, como a fala nativa (primeira língua) de um indivíduo. (Verbete Língua natural)

De acordo com essa definição, nenhuma língua de cultura moderna é uma “língua natural”, pois nenhuma “se desenvolveu naturalmente”, uma vez que todas foram codificadas em gramáticas normativas, que são estruturas absolutamente artificiais, criadas pelo engenho humano, tanto quanto o Esperanto. No afã de excomungar a heresia de Zamenhof, os lingüistas transformaram todos os seus mamíferos em ornitorrincos.

A verdade – espero que os lingüistas compreendam isso – é que o Esperanto é uma língua planejada desde o princípio, enquanto as línguas de cultura moderna são línguas planejadas a partir de um ponto avançado de seu desenvolvimento, quando da implantação das gramáticas normativas.

As diferenças entre as outras línguas e o Esperanto, portanto, não são aquelas entre uma língua humana e uma linguagem de computador, como equivocadamente apresentam os autores do verbete da Wikipédia, mas aquelas entre línguas codificadas tardiamente e uma língua codificada desde o seu nascimento.

O problema é que, até surgir o Esperanto, os lingüistas somente conheciam línguas naturais, línguas codificadas tardiamente e línguas artificiais (como as linguagens de computador). O Esperanto é a única língua codificada desde o seu nascimento – na verdade, desde antes de seu nascimento. É um fenômeno único, sobre o qual os lingüistas não conheciam nada e sobre o qual erram quando tentam aplicar suas antigas e incompletas teorias.

A discussão de meu artigo “Esperanto: a melhor solução para o problema da comunicação internacional” trouxe um bom debate sobre este tema.

Disse o Alyson nos comentários daquele artigo:

“Se o Esperanto atingisse o patamar que busca, não demoraria muito para que surgissem irregularidades, variações linguísticas, mudanças, enfim, evoluiria e se dinamizaria como qualquer língua no mundo.” (Alyson)

E disse o Félix, na seqüência:

Toda língua, quando usada, tende a mudar. Não existem línguas fixas. Línguas de gramática regular, a partir do momento em que os falantes começarem a sentir a necessidade de usar termos muito grandes sem precisar de tanto esforço, as próprias leis naturais de economia linguística tenderão a amoldá-la para determinada comunidade de falantes. (Félix)

Um exemplo são os verbos: os verbos mais irregulares são justamente os mais usados, o mesmo se diz das sintaxes, da morfologia, das derivações etc. Logo, com o tempo, a tendência natural do esperanto é que seus falantes privilegiem construções que sejam mais adequadas para seu viver diário, irregularizando as desinências, absorvidas morfo-foneticamente pelo termo médio, que pode ser um sufixo (mais comum), um radical ou um prefixo (menos comum). (Félix)

Ora, o Alyson e o Félix estão repercutindo uma idéia válida para línguas codificadas tardiamente, mas não necessariamente para o Esperanto.

Não há como introduzir no Esperanto um verbo irregular, nem um substantivo que não seja terminado por “o”, nem um sufixo que tenha um significado quando aplicado a um radical e outro significado quando aplicado a outro radical. Isso acontece nas línguas codificadas tardiamente, mas não numa língua planejada para ser e se manter regular.

No Esperanto todos os substantivos terminam com a letra “o”, todos os adjetivos terminam com a letra “a” e todos os advérbios derivados terminam com a letra “e”. Era assim no tempo de Zamenhof, é assim hoje e continuará assim daqui a vinte séculos, se ainda existir vida humana no planeta até lá, simplesmente porque qualquer coisa que um “falante criativo” tente introduzir e que se choque com essas regras não será reconhecida em sua função sintática e portanto não será compreendida e muito menos reproduzida.

Os verbos do Esperanto são todos conjugados de modo rigorosamente igual: o presente termina em “-as”, o passado em “-is”, o futuro em “-os”, o condicional em “-us”, o infinitivo em “-i” e o imperativo em “-u”, sem exceção. Quem aprende a conjugar um verbo em Esperanto aprende a conjugar todos os verbos do Esperanto, existentes ou que venham a ser criados, basta acrescentar as terminações citadas ao radical desejado. Nenhuma outra língua possui tal regularidade.

O quadro de correlativos – outra sacada genial de Zamenhof que só o Esperanto possui – também não é alterável. Quase nada na gramática do Esperanto é alterável, sob pena de não ser reconhecido como Esperanto por nenhum esperantista. Isso faz do Esperanto uma língua com uma estabilidade única.

Mas eu falei que o Esperanto é uma língua estável, não falei fixa.

Há pontos em que o Esperanto muda. Uma das 28 letras originais, o H^, se tornou arcaica: hoje ela é substituída em quase todas as antigas ocorrências pela letra K. Alguns modos de dizer se tornaram populares, enquanto outros entraram em desuso (embora permaneçam válidos e reconhecíveis). E inúmeros vocábulos foram incorporados à língua, como softvaro e hardvaro, que eu imagino não ser necessário traduzir.

O Esperanto muda, sim, mas de modo diferente de todas as outras línguas: ele muda rigorosamente dentro dos limites gramaticais impostos pelo “Fundamento de Esperanto”, que é a obra normativa editada por Zamenhof para garantir a evolução dirigida do Esperanto, planejamento este que – já estou cansando de repetir isso – nenhuma outra língua possui.

Dá para entender por que muitos lingüistas não gostam do Esperanto: ele viola muitas convicções antigas de seu campo de estudos – e mesmo assim é uma língua completa, plenamente expressiva e viva como os lingüistas não conseguem admitir que seja.

Os lingüistas vêem o Dr. Zamenhof se ele fosse o Dr. Frankestein: pegou radicais, pegou conceitos gramaticais, inventou umas coisinhas, deu uma misturada de gênio e voilà, eis uma língua viva que aos olhos dos lingüistas parece um monstro. Para seus vários milhões de falantes, entretanto, o Esperanto é uma língua bela, funcional e continua viva, bem de saúde e se reproduzindo mais de um século e duas décadas depois de seu surgimento.

O desconforto dos lingüistas e o medo que sentem os tradutores, intérpretes e professores de idiomas de perder seus mercados, porém, não justificam a divulgação nem de equívocos do naipe de que o Esperanto não seria uma língua humana, nem de boatos apocalípticos do naipe de que o Esperanto viria a destruir todas as culturas. Afinal, todas as evidências apontam no sentido contrário destes boatos infundados.

Quem diria que um ornitorrinco poderia ser tão cheio de truques, hein?

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 14/07/2011

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Você pode ajudar a eliminar os entraves à comunicação internacional e a construir um mundo em que qualquer pessoa será capaz de se comunicar sem intermediários e em plena igualdade com qualquer outra pessoa de qualquer outro local do planeta: basta aprender a falar a única língua capaz de promover este ideal com respeito à cultura de todos os povos. Basta aprender a falar Esperanto.

Atualização poucas horas depois:

Pessoal, por algum motivo desconhecido este artigo teve publicada uma versão antiga que continha alguns parágrafos de rascunho que foram posteriormente transformados em um artigo autônomo, para separar a questão lingüística da questão política. Quem recebeu o artigo pelo feed não deve estranhar o corte no texto, pois nenhuma informação se perderá. O conteúdo removido será “remasterizado” e postado como um artigo independente.

60 thoughts on “O Esperanto é o ornitorrinco das línguas

  1. Acho a ideia de ter uma língua internacional, como o Esperanto, muito boa. Mas infelizmente, os governantes dos países não estão nem aí para essa questão, para eles é mais cômodo continuar com o inglês como língua internacional. E, por isso, para uma pessoa comum vale muito mais a pena aprender inglês ao invés de esperanto. Tem muito mais gente falando inglês no mundo do que o esperanto, a informação na internet está predominantemente em inglês e nas universidades muitos cursos tem a bibliografia em inglês.
    Vi em alguns sites sobre esperanto o pessoal com grande expectativa dizendo que quando a China dominar o mundo, o esperanto será a língua internacional. Foi quando me deparei com este vídeo:
    http://www.youtube.com/watch?v=cyYaEu1cMIw
    A China será o maior país de língua inglesa no mundo. Ou seja, agora praticamente acabou a esperança do esperanto.
    Não era isto o que eu queria, mas o mundo não é como a gente quer.

    1. Leandro, não tá morto quem luta, quem peleia! 🙂

      Muita gente já vaticinou o fim do Esperanto, mas ele continua vivo. Se vai atingir seus objetivos ou não, só o tempo e o empenho dos esperantistas em construir novas oportunidades (econômicas, culturais, etc.) através do Esperanto é que dirão.

  2. Navegando na internet, encontrei um site onde uma pessoa disse que precisa aprender inglês para conseguir um emprego melhor na área em que ela atua, e que sem ele não rola.
    Então o dono do site respondeu que é exatamente aí que o Esperanto entra pois ele apresenta o chamado valor propedêutico. Onde, diversos estudos demonstraram que os alunos que aprenderam em primeiro lugar o Esperanto e posteriormente uma língua estrangeira atingiram ao final do mesmo tempo um domínio maior da segunda língua. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor_proped%C3%AAutico_do_esperanto.)
    Acho que se o movimento esperantista divulgasse mais essa informação, mais pessoas gostariam de aprender esperanto. Afinal, quem não quer aprender uma língua estrangeira em menos tempo?

    1. Leandro, esta é uma ótima idéia.

      Eu li em um antigo número da Internacia Pedagogia Revuo um artigo sobre um estudo em que foi demonstrado que estudar Esperanto por um semestre antes de estudar cinco semestres de inglês proporciona um melhor aprendizado da língua inglesa do que estudar seis semestres de inglês.

      Não sei se o artigo que li naquela época é um dos citados na Wikipédia, mas vou pesquisar isso quando terminar minha interminável mudança para outra cidade, daqui a uns dois meses, e se o artigo que li não estiver citado vou incluí-lo no verbete. 🙂

      O lado interessante deste argumento é o seguinte: tem gente que diz “Pra que aprender Esperanto? Tem que aprender é inglês!”. Conhecendo a propriedade propedêutica do Esperanto, podemos responder: “Pois é, mas a melhor maneira de estudar e dominar bem o inglês é estudar Esperanto primeiro!”

      Bola na rede. 🙂

  3. [esperanto-ce] Esperanto e o ornitorrinco - Associação Cearense de Esperanto
  4. Arthur, não afirmamos que o Esperanto é inútil ou ruim, não todos os linguistas. Apenas afirmamos que não existem no esperanto recursos que o tornem diferente de outras línguas pois, apesar da regularidade, a irregularidade é uma tendência cultural generalizada, e sempre dependente de fatores neurológicos, psicológicos, sociológicos, biológicos, históricos, culturais e o escambau geral. Assim, não existem línguas imutáveis, e muito menos controlabilidade de quaisquer sistemas que existirem (digo isso não por ser linguista, mas por ser sistêmico, ou seja, o contrário de um cartesiano reducionista).

    Ao afirmar que os linguistas não gostam de esperanto, você se engana. Muitos são defensores ferrenhos, mas, mesmo os defensores ferrenhos tentam ver a coisa isenta de ideologias ou de utopias, enxergam apenas as leis gerais, e evitam o pensamento indutivo a respeito (confesso que a única vez que vi vc usando o pensamento indutivo foi neste artigo). Enxergar as leis gerais é algo como “Tal pessoa é um superhumano, mais forte, mais rápido, mais longevo, porém, como tudo o que é vivo, precisa comer, beber e dormir e, um dia, morrerá”. Mais ou menos a mesma coisa vemos em relação ao esperanto: “é uma língua regular, criada para um fim específico, não se vincula a nenhum grupo em específico, mas, como tudo o que é linguagem humana, está sujeita às mesmas leis gerais e, um dia, mudará sem o controle consciente de seus falantes”.

    Vale lembrar que, na pré-história, tivemos grupos de línguas extremamente regulares que, com o tempo, tornaram-se regulares, como as Proto-Boreanas, o Proto-Astrático e os grupos Proto-Handezes, e mais regulares ainda eram as línguas oral-gestuais dos neandertais que, infelizmente, perderam-se na história.

    1. Félix, onde é que eu disse que o Esperanto não se conforma às leis que regem a comunicação humana? O que eu disse é que os lingüistas estão equivocados em relação a estas leis!

      Esta é a lógica de comparar o Esperanto ao ornitorrinco: antes do ornitorrinco, 100% dos biólogos diriam que um mamífero não pode ter bico de pato e botar ovos; do mesmo modo, antes do Esperanto, 100% dos lingüistas diriam que uma língua não tem como se manter gramaticalmente regular. A questão é: tanto em um caso quanto noutro, os profissionais da área estavam errados, mas só em um dos casos a totalidade dos profissionais reconheceu o erro e aperfeiçoou seu entendimento, enquanto no outro caso existe uma imensa insistência de que a realidade deve se conformar à teoria!

  5. Correção: “Vale lembrar que, na pré-história, tivemos grupos de línguas extremamente regulares que, com o tempo, tornaram-se irregulares…”

  6. Alyson Vilela

    24/08/2011 — 00:18

    Você é muito bom na escrita e tem muita classe. Apesar de não concordar com a visão dos esperantistas, respeito muito o que você diz. Discute educadamente e argumenta bem. =]

    1. Nem sempre, meu caro, nem sempre… e eu me arrependo horrores quando deixo meu sangue quente esculhambar a minha frieza argumentativa… Mas eu tento, e tenho o compromisso pessoal de continuar tentando. Obrigado pelo reconhecimento de que em boa parte das vezes eu consigo. 🙂

  7. Alyson Vilela

    24/08/2011 — 00:22

    Sobre os linguistas odiarem o esperanto, isso sim é inverdade. Eu sou linguista, gosto do esperanto, já estudei (mas não sou esperantista, nem falante fluente). Apenas afirmamos que ele não é uma língua isenta das leis de comunicação humana. E uma outra questão é que o esperanto favorece sim alguns grupos. Tem estrutura sintática indo-europeia, vocabulário em sua maioria latino. É uma língua que privilegia mais um nativo do português para aprender do que um japonês.

    1. Parte 1:

      Repetindo o que eu acabei de postar (atrasadíssimo) para o Félix, logo acima:

      Onde é que eu disse que o Esperanto não se conforma às leis que regem a comunicação humana? O que eu disse é que os lingüistas estão equivocados em relação a estas leis!

      Esta é a lógica de comparar o Esperanto ao ornitorrinco: antes do ornitorrinco, 100% dos biólogos diriam que um mamífero não pode ter bico de pato e botar ovos; do mesmo modo, antes do Esperanto, 100% dos lingüistas diriam que uma língua não tem como se manter gramaticalmente regular.

      A questão é: tanto em um caso quanto noutro, os profissionais da área estavam errados, mas só em um dos casos a totalidade dos profissionais reconheceu o erro e aperfeiçoou seu entendimento, enquanto no outro caso existe uma imensa insistência de que a realidade deve se conformar à teoria!

      Parte 2:

      O Esperanto não privilegia grupo algum no sentido político, ou seja, o Esperanto não pertence a nenhum povo específico, ninguém precisa abrir mão de sua soberania enquanto o outro a retém, ninguém precisa abrir mão de seu orgulho enquanto o outro a retém. Neste sentido o Esperanto é sem dúvida 100% neutro.

      Do ponto de vista da facilidade de aprendizado, não tenho problemas em admitir que o Esperanto pode ser um pouco mais fácil de aprender para um grupo que para o outro. A única maneira de criar uma língua 100% igualitária em termos de facilidade de aprendizado seria criar uma língua tão difícil de aprender que ninguém conseguiria aprendê-la.

      Se entretanto quisermos priorizar a facilidade e a praticidade, o Esperanto é sem sombra de dúvida o Benchmark das comunicações humanas. Pode não ser perfeito, mas é o melhor instrumento que a imaginação humana já produziu em todas as eras para permitir a comunicação multilateral direta entre inúmeras pessoas de quaisquer culturas.

      Gosto de comparar o Esperanto com o Kasparov: ele não é o “jogador de xadrez perfeito”, porque um computador o venceu, mas ele é o melhor jogador de xadrez vivo na atualidade. Qualquer um que critique o Kasparov está convidado a jogar uma partidinha com ele. E qualquer um que critique o Esperanto está convidado a produzir resultados melhores que ele. 🙂

      (Aliás, Zamenhof mesmo disse que o Esperanto é apenas a forma concreta de seu ideal, mas não seu ideal em si. Ele disse que, se uma outra língua realizasse melhor que o Esperanto a mesma tarefa que o Esperanto, considerados os mesmos critérios que ele julgava essenciais para a comunicação igualitária e respeitosa entre os povos, ele mesmo alegremente abandonaria o Esperanto, apesar de o Esperanto ter sido a obra de sua vida, e lutaria fervorosamente pelo sucesso desta outra língua.)

    2. Tou lendo um artigo (em inglês 🙁 ) que contesta essa ideia em alguns pontos, Alyson:
      http://claudepiron.free.fr/articlesenanglais/westernlanguage.htm

    3. O bom Claude Piron. 🙂 Esse cara fez uns estudos ótimos que mostraram que o Esperanto, em todos os defeitos que possa ter, é superior a todas as alternativas disponíveis. Muita gente critica o Esperanto por não ser perfeito… E usa alternativas ainda mais problemáticas segundo os critérios pelos quais critica o Esperanto. Aí é dose.

  8. wender pinheiro

    07/04/2015 — 00:41

    o q vai fazer o esperanto crescer rapidamente será quando ele for a lingua oficial da união europeia! A europa é uma torre de babel e lá o esperanto encaixa certinho! um abraço para os amikoj!

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