Abriram um tópico na comunidade de Direitos Humanos sobre a aprovação pela Câmara de Vereadores da Cidade de São Paulo do “Dia do Orgulho Heterossexual”. As reações à notícia mostraram tamanha intolerância, com manifestações irônicas, debochadas e agressivas contra os heterossexuais, que me fizeram perceber que as acusações de “Ditadura Gayzista” estão longe de ser infundadas.

Eis a resposta que postei naquele tópico (ligeiramente editada):

Aos engraçadinhos que postaram ironias

Vocês realmente não percebem o problema, né?

Quando defendemos o direito dos homossexuais terem reconhecidas suas uniões afetivas pelo Estado, sempre vem um conservador (ou reacionário) e pergunta “pra quê?” – e aí segue dizendo que todos os cidadãos já possuem os mesmos direitos, que os gays querem ter direitos extras, etc. Nestes casos vocês percebem as falhas do argumento, já que (1) fica evidente que heterossexuais e homossexuais não desfrutam dos mesmos direitos e (2) vocês estão empenhados em afirmar os direitos dos “coitadinhos discriminados”.

Aí vem um heterossexual que se sente discriminado por qualquer motivo – nem que seja por não ter uma data comemorativa equivalente ao Dia do Orgulho Gay – e vocês se arrogam o direito de determinar como os outros devem se sentir, assumindo uma posição intolerante, irônica e desrespeitosa. Nestes casos vocês não percebem o problema porque (1) vocês não reconhecem que “direitos iguais” significa “direitos iguais” e (2) vocês não consideram os heterossexuais “coitadinhos discriminados” tanto quanto os conservadores não reconhecem os gays como “coitadinhos discriminados”.

Algum de vocês vai perder alguma coisa se existir um “Dia do Orgulho Heterossexual”? Uma data destas arranca pedaço? Propõe alguma ilicitude? Desrespeita ou viola os direitos de alguém? Não, né?

Quando vocês negam a legitimidade de um “Dia do Orgulho Heterossexual” vocês dão razão aos conservadores que se vêem acuados pela “ditadura gayzista”. Se vocês reagissem ao “Dia do Orgulho Heterossexual” simplesmente com um “ah, eles querem um Dia do Orgulho Heterossexual? Tudo bem, por que não?”, o assunto morreria aí. Mas não, vocês fazem questão de tripudiar – e justamente assim dão razão a quem reclama de “ditadura gayzista”.

Acordem.

É um inferno ter que me posicionar ao lado dos reaças em questões deste tipo, mas enquanto a atitude dos meus colegas defensores dos Direitos Humanos for balizada pelo “politicamente correto” da esquerda intolerante, que faz questão de inverter as discriminações ao invés de eliminá-las, não me resta outra alternativa.

Eu luto por “Direitos Humanos universais, inerentes e  inalienáveis” porque levo a sério a primeira frase da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que “o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”. Lá não diz “todos menos os homens brancos heterossexuais”, até onde me consta.

Mulheres são seres humanos. Homens são seres humanos. Negros são seres humanos. Brancos são seres humanos. Gays e lésbicas são seres humanos. Heterossexuais são seres humanos. Se “A” pode, então “B” também pode, e vice-versa. Se “B” não pode, então “A” também não pode, e vice-versa.

Não é criando discriminações que vamos eliminar as discriminações.

Um “Dia do Orgulho Heterossexual” fere tanto os direitos e a dignidade dos gays e lésbicas quanto um “Dia do Orgulho Gay” fere os direitos e a dignidade dos heterossexuais – ou seja, nada.

Quem não é capaz de conviver com um “Dia do Orgulho Heterossexual” sem ironias, deboches e agressões, ainda que “meramente” verbais, deveria rever seu “intolerômetro” interno, porque está bem descalibrado.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 03/08/2011

119 thoughts on “O Dia do Orgulho Heterossexual e a Ditadura Gayzista

  1. Bem, recebi em email da LiHS com o texto “Olá Gerson,

    Lamentamos por qualquer incoveniente pelo qual você tenha passado. Acabamos de publicar uma atualização na Linha Editorial que visa possibilitar que as decisões da moderação sejam as mais transparentes possíveis, inclusive com a responsabilização pessoal dos moderadores.”.

    Obrigado Arthur.

  2. Confesso uma ignorância absurda,porque não entendo certas coisas.

    Preto,não é raça….. é cor.

    Sou branca,não posso ser de outra cor.

    Sempre entendi que o que não pode ser feito é usar palavras,gestos….e tudo mais que existir….para INSULTAR alguém.

    E aqui temos um outro problema,as pessoas ignorantes ( de ignorar)não conseguem entender esse pequeno gigantesco detalhe.

    Não admito que pessoas insultem,ofendam e firam outras, por meio do que quer que seja.

    Só porque sentem-se superiores aos demais.

    Isso não.

    1. Pois é, mas em breve a sigla HBH (Homem Branco Heterossexual) deverá começar a ser usada como xingamento, tamanha a virulência com que esse grupo social tem sido enxovalhado na internet ultimamente.

  3. Senta La Claudia

    06/10/2011 — 18:09

    Arthur, tudo indica que você é homem mas assim vendo pela Internet tu não me parece nem um pouco nem branco nem hétero. SÓ AVISANDO

    1. Ah, tá… muito obrigado por partilhar essa opinião importantíssima comigo. Com certeza será analisada em profundidade e levada em consideração em todos os meus futuros artigos.

    2. Acho que pra o autor(a?) isso foi um elogio.

    3. Tanto faz. 😛

  4. Belo texto. Gostei

  5. Ricardo Bauler

    28/11/2011 — 10:08

    O problema não é conviver com um dia heterossexual.

    Um dia heterossexual, por si só, em nada me fere como gay.

    A questão aqui (e que muitos heterossexuais parecem não entender – ou fingem que não entendem por comodismo) é o motivo pelo qual este dia foi criado.

    Heterossexual não precisa de dia de orgulho no nosso contexto social, simplesmente porque vivemos em uma sociedade totalmente heterocêntrica, na qual tudo funciona a partir da heterossexualidade e todos, até que se diga o contrário, são heterossexuais ou heterossexuais em potencial. Aprendemos com nossos pais que um dia cresceremos para sermos héteros e, muitos de nós, ao alcançarmos a adolescência e não entendermos por que descobrimos que somos diferentes, não nos aceitamos. Acho válido o Orgulho Gay para ajudar essas pessoas a se aceitarem e para dar a elas a visibilidade que os heterossexuais JÁ POSSUEM.

    Por isso, o dia do orgulho hétero almeja o quê? Conquistar o que já tem? Ou se opor ao que os gays estão tentando conquistar pouco a pouco?

    Em uma sociedade em que gays (e não são uma minoria de gays, são muitos deles) têm que mentir com medo de perder emprego, de sofrer constrangimento ou mesmo, no caso dos jovens, de ser agredido pelos pais… enfim, em um mundo com um hiato entre os direitos que os héteros possuem e que os gays possuem; é um escárnio, e de uma falta de inteligência sem igual, que se fale em ditadura gay. Por favor, me diga onde a ditadura está. Se você é hétero, alguém te cobra ser gay? Pois é, mas se você é gay, muitas vezes tem que se passar por hétero por segurança ou mesmo por conta de uma autoestima que está abalada por se ter crescido sob uma ditadura de heterossexualidade.

    Quem fala em “ditadura gay”, ou é muito cego e não conhece o próprio mundo em que vive (“pensar dói”, bem pertinente), ou está de sacanagem.

    No dia em que todos os gays puderem falar que são gays em qualquer lugar sem medo de perder emprego, da mesma forma que os heterossexuais têm, aí sim você tenta vir falar comigo sobre ditadura gay, que eu posso pensar em dar algum crédito.

    1. Ricardo, o problema não é o Dia do Orgulho Heterossexual. O problema é a reação do movimento gay organizado contra o Dia do Orgulho Heterossexual. O problema é o que foi dito pelas lideranças gays e por muitos gays ao se posicionarem contra o Dia do Orgulho Heterossexual.

      Toda vida eu fui um militante pelos direitos dos homossexuais. Isso até o dia em que o movimento gay organizado, perante uma iniciativa totalmente inócua que nada mais fazia do que colocar uma data inútil no calendário, reagiu virulenta e violentamente bradando aos quatro ventos que “homem branco heterossexual não tem motivo para ter orgulho”. Ou seja, ofendeu a mim e a inúmeros outros que sempre lutaram por sua causa, numa atitude ressentida e intolerante.

      O movimento gay organizado, com esta atitude estúpida, revelou que nunca lutou por igualdade e respeito, pois se essa fosse mesmo sua bandeira teria simplesmente esperado o primeiro Dia do Orgulho Heterossexual e comparecido em peso com faixas nas cores do arco-íris com os dizeres “a comunidade GLBT saúda e comemora solidária o Dia do Orgulho Heterossexual – vamos todos viver em paz e harmonia”.

      Mas não… o objetivo de cada discurso, de cada postagem na “blogosfera progressista”, de cada comunidade gay do Orkut, foi atacar indiscriminadamente o “inimigo histórico” eleito pelos movimentos sociais feminista, negro e gay: o homem branco heterossexual. Direitos iguais? Respeito? Isso só vale para um lado, ficou bem claro.

      O que esperavam? Que a maioria dos ofendidos fosse concordar e dizer “realmente, eu sou um filho-da-puta opressor histórico sem motivo para ter orgulho”? Bem, quem pensa assim é simplesmente um imbecil.

  6. GAYSTAPO!

  7. Oi Arthur,interessante a questão.
    Bom,em primeiro lugar eu me posiciono contra o “Dia do Orgulho Heterossexual”,da mesma forma que eu sou contra qualquer tipo de “Orgulho”.
    Calma,respira…

    Não sou um militante gay e também não sou heterofóbico!!

    Vamos resolver isso da melhor forma,DIALOGAR.

    Não apoio em virtude da maneira como está sendo divulgada e muito menos sabendo que essa data foi criada por um político fundamentalista cristão com CLARAS intenções políticas por trás disso.Vindo de quem vem,eu já não me surpreendo mais!
    O vereador Carlos Apolinário,mentor do projeto de lei que visava criar o Dia do Orgulho Heterossexual,queria com a criação desta data, resgatar a “Moral e os Bons Costumes”.

    Como se na parada do orgulho gay,não frequentassem famílias ou pessoas “decentes” também!!

    Digamos,que se realmente tivesse vingado esse projeto de lei…
    Você acha que os heteros que o dito vereador espera que participem dessa manifestação,são os mesmos heteros que querem um monte de bebidas alcóolicas e mulheres semi-nuas e rebolativas em cima de trios elétricos para participarem do Dia do Orgulho Heterossexual??

    Ah tá,senta lá Cláudia!!

    Nesse quesito seria realmente IGUAL a parada gay,exceto pelas mulheres semi-nuas rsrsrs.

    Eu vou lançando meus argumentos e você pode ir me respondendo do seu jeito,ok?!
    Vamos construindo um discurso coerente entre nossas opiniões.

    1-Eu apoiaria incondicionalmente o “Dia do Orgulho Heterossexual”,se antes dessa manifestação,houvesse uma espécie de “Revolta de Stonewall Hetero”,se um grupo de heterossexuais estivesse reunido em um bar assistindo um jogo de futebol e de repente chega a polícia e invade o local,prendendo todos que estavam ali e agindo de maneira preconceituosa com os presentes.
    SIMPLESMENTE e tão SOMENTE porque os caras eram HETEROSSEXUAIS.

    A partir daí,cria-se uma militância para advogar os direitos civis de heterossexuais e a parada do orgulho heterossexual é parte importante para expor essas reivindicações.

    Arthur, desculpe se esse meu exemplo possa parecer falacioso,mas é um ponto de vista que eu queria mostrar.

    2-Eu também apoiaria INCONDICIONALMENTE a manifestação,SE não fosse uma ideia saída da cabeça de um vereador fundamentalista cristão,em determinado dia de 2011,insatisfeito (puto da vida!!)com o fato de os gays terem um dia somente para manifestarem o seu orgulho de gostarem de homens(eca!!) e poderem fazer uma tremenda “putaria” em plena avenida paulista e a Marcha para Jesus ter ficado em segundo plano.
    Eureka,vamos criar o Dia do Orgulho Heterossexual para preservarmos a “Moral e os Bons Costumes”!!!

    Desculpe Arthur,mas esse panorama depõem muito contra o meu apoio ao Dia do Orgulho Heterossexual.

    3-Não considero o Dia do Orgulho Heterossexual uma data “inócua”,é algo de grande dimensão.Acho inclusive que se a moda pega…
    Imagine:

    Na Rússia,especificamente na capital Moscou,onde a parada do orgulho gay foi proibida nos próximos 100 anos,isso mesmo nos próximos 100 anos!!!
    Se a ideia de São Paulo pega lá?
    Se o dia do orgulho heterossexual for aprovado pelos mesmos políticos que proibiram a parada gay nos próximos 100 anos??

    Os militantes gays de lá vão ficar P da vida com isso,os políticos reaças e a parcela conservadora da sociedade vão ficar eufóricos com essa novidade,e adivinha o que vai acontecer depois?
    O acirramento de uma especialidade da esquerda…

    A LUTA DE CLASSES!!!

    Os militantes de lá que são tão chatos que reclamam até da Madonna!!!
    com esse fato vão provar que mais uma vez um grupo maioritário e opressor prevaleceu sobre um grupo minoritário e oprimido.

    E claro que os “camaradas” do mundo inteiro vão se indignar com essa situação e de militantes politicamente corretos chatos,eles vão se tornar militantes politicamente corretos INSUPORTÁVEIS.
    Ninguém sai ganhando com isso,muito pelo contrário!!!!

    É interessante notar que aqui no nosso país já alcançamos um nível de igualdade social tão grande,que já está se falando em Dia do Orgulho Heterossexual(uma maioria),embora em vários países pelo mundo afora,uma simples manifestação de meia dúzia de homossexuais e simpatizantes é um sacrifício tremendo,isso quando manifestantes reacionários não interrompem e a polícia não prende todo mundo.

    4-Em determinado momento de suas atribuladas vidas,um serial killer ou um pedófilo ou até mesmo um açougueiro,um carteiro etc, devem se sentir “orgulhosos” daquilo que SÃO ou daquilo que FAZEM,MAS nem por isso eles resolvem militar por um dia dedicado exclusivamente a eles!

    A questão da isonomia nesse caso,mais atrapalha do que ajuda e a esquerda ADORA isso,não é?!

    Essa outra afirmação:
    “Se o movimento gay tivesse recebido o Dia do Orgulho Hetero do mesmo modo como espera que os heteros recebam o Dia do Orgulho Gay, não haveria problema algum.
    Todos ganhariam mais uma passeata festiva anual e os gays teriam a possibilidade de freqüentar a passeata do Dia do Orgulho Hetero com uma faixa com um arco-íris com as inscrições “A comunidade GLBTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTTT apóia o respeito a todas as sexualidades. Vamos viver em harmonia.” – e seria o mais bem dado tapa na cara jamais imaginado pelos reaças, para o qual não haveria resposta. Mas o movimento gay preferiu agir de modo intolerante, igualzinho aos reaças. Uma lástima.”(Arthur).

    Sabe,se a maioria dos heteros que apoiam e “militam” pelo Dia do Orgulho Heterossexual pensassem como você eu também não veria mal algum com isso,MAS não é o que as várias discussões a respeito do tema vem mostrando nas redes sociais e no resto da internet.

    O que mais se vê, é o acirramento da disputa dicotômica entre gay e hetero.Héteros dizendo que com a criação dessa data, eles vão “acabar com a viadagem” entre outras coisas piores.

    Não acho que os reaças heteros iriam ficar calados ao perceberem bandeiras do arco-íris invadindo a sua tão esperada e cultuada manifestação e muito menos iriam confraternizar com “viados”,provavelmente os manifestantes gays iriam ser tratados com desdém e com certa truculência por algum hetero orgulhoso desavisado,algum quebra-pau iria acontecer certamente,assim como poderia acontecer com alguém que aparecesse com a “bandeira do movimento hetero” no meio da parada gay.

    O nosso cenário político e social atual,não fornecem um bom contexto para esse tipo de situação.
    Fico realmente triste em perceber o quanto em virtude de uma “inofensiva” data,as pessoas ficam se ofendendo e se menosprezando.

    Isso que eu vou falar pode parecer um tanto utópico ou ingênuo,mas eu apoio INCONDICIONALMENTE a “Parada da Diversidade Sexual” ,onde TODOS podem manifestar suas diversas sexualidades sem maiores problemas ou preconceitos.

    Melhor ainda,apoio a criação do “Dia do Orgulho do Orgulho”.
    Mas como eu disse antes,” O nosso cenário político e social atual,não fornecem um bom contexto para esse tipo de situação.”

    As disputas dicotômicas ainda são alimentadas com esses discursos de “Orgulhos Mil”.
    Quem sabe mais no futuro isso não se torne realidade,hein?!

    Assim como você Arthur foi “forçado” a concordar com os reaças com relação a “Ditadura Gay”, eu também me vi nesse impasse e vou ter que concordar com duas atitudes que em primeiro plano eu achei uma tremenda bobagem,mas agora com o acirramento das discussões a respeito de Orgulho disso ou daquilo,eu percebi que essas opiniões até que fazem sentido?!

    1-Na parada do orgulho gay de Madri,se não me engano em 2011,uma empresa de televisão muçulmana exibiu uma propaganda dias antes da parada com a seguinte mensagem causando o maior alvoroço por lá:
    “Orgulho de que??”

    Pois é, agora essa pergunta se tornou muito pertinente pra mim.
    2-Anualmente na parada do orgulho gay de Jerusalém,um grupo de judeus ortodoxos fazem em contrapartida,uma “parada do orgulho das cabras”, pois se os gays podem,por que as cabras também não?!

    Pois é, é a tal da isonomia não é??

    Para aqueles judeus pelo menos é e pra mim passou a ser também!!

    Não vejo mal algum nisso,de verdade!!

    Só acho que se TODOS resolverem inserir no calendário seus respectivos “Orgulhos”,vai faltar calendário.
    Sem falar no trânsito das cidades, que vão ficar um caos se TODOS resolverem fazer paradas para comemorarem a data do seu “Orgulho”.
    Abraços,espero resposta!

    1. Alisson, teu texto ficou meio grande para eu responder tudo agora, mas gostei da exposição e pretendo responder tudo. Numa daquelas isso vira um artigo específico, tudo bem?

  8. Tudo bem Arthur?

    Nos comentários do artigo “Não existe feminista em navio que está afundando”, você disse o seguinte:

    “É, eu acho ridículo ter orgulho de sexo, raça, orientação sexual, nacionalidade ou qualquer coisa que o indivíduo não tenha se esforçado para se tornar.

    Tenha orgulho de ter um bom caráter, de ser um profissional competente, de ser fiel ao parceiro, de ser um bom pai ou mãe, de ajudar em obras sociais, de voltar até a loja em que recebeu um troco a mais e devolver a diferença, de tudo de bom que precisou de decisão consciente e comprometimento.

    Mas ter orgulho de algo que não decidiu e pelo que não lutou? Que orgulho besta é esse?”

    E agora?

    1. Hmmm… O que que tem? Eu continuo achando isso bobagem, mas reconheço que o direito deve existir e ser igual para todos. Não há incoerência alguma nisso.

      Por exempĺo: eu odeio pizza de banana, mas lutaria contra a proibição da pizza de banana, porque acho que é direito inalienável ter mau gosto para pizza. 🙂

  9. Entendi. Valeu pela explicação.

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