DESENHANDO o problema explicado no artigo “O Dia do Orgulho Heterossexual e a Ditadura Gayzista”

Estou PASMO com a total insensibilidade e com o imenso grau de intolerância e agressividade demonstrado pelos apoiadores dos movimentos sociais organizados. Os caras estão tão preocupados em ridicularizar, humilhar e aniquilar moralmente os homens brancos heterossexuais que não rezam pela cartilha revanchista da esquerda totalitária (também conhecida como “cartilha do politicamente correto”) que não são mais capazes nem sequer de perceber do que é que seus interlocutores estão falando.

OBS: o título deste artigo é devido
a ataques que estou sofrendo por
parte de intolerantes que estão me
chamando de “reaça homofóbico”.
Mil desculpas a meus leitores por terem
que se deparar com esse “desenhando”.

Igualdade ou revanche?

Vamos deixar isto bem claro: o verdadeiro problema do Dia do Orgulho Hetero não tem nada a ver com a instituição da data em si; o verdadeiro problema do Dia do Orgulho Hetero foi a reação do movimento gay, do movimento negro e do movimento feminista e de seus apoiadores, que num arroubo de intolerância uniram seus discursos para afirmar que “homens brancos heterossexuais não têm motivo para ter orgulho”.

Eu já havia dito isso na abertura do outro artigo, mas desconfio que muita gente envolvida nesta discussão nem sequer lê os argumentos expressos por seus interlocutores. Está lá:

As reações à notícia mostraram tamanha intolerância, com manifestações irônicas, debochadas e agressivas contra os heterossexuais, que me fizeram perceber que as acusações de “Ditadura Gayzista” estão longe de ser infundadas.

(Traduzindo:) Desenhando: quando os reaças falavam em “Ditadura Gayzista”, eu e a maioria dos ouvintes daquele discurso não dávamos a menor bola para eles, porque parecia apenas “mais um exagero dos reaças”; entretanto, quando o movimento gay organizado, seus aliados e apoiadores reagiram com terrível virulência contra a instituição de uma data 100% inócua, fazendo questão de espezinhar e tripudiar sobre os homens brancos heterossexuais, exceto obviamente os papagaios que continuaram propagando sua ideologia revanchista, ficou claro para mim que a “luta pela igualdade” já havia cedido seu lugar para a “luta pela revanche” há muito tempo.

O bem do outro me faz mal?

No artigo anterior eu perguntei:

Algum de vocês vai perder alguma coisa se existir um “Dia do Orgulho Heterossexual”? Uma data destas arranca pedaço? Propõe alguma ilicitude? Desrespeita ou viola os direitos de alguém? Não, né?

Pois não é que teve quem dissesse que sim, que o Dia do Orgulho Hetero “existiria somente para negar os direitos dos gays”? Incrível!

Pela “lógica” deste pessoal, o mundo funciona assim: quando um grupo minoritário obtém uma conquista “xis”, estender o mesmo direito conquistado à maioria constitui uma “negação da conquista” do grupo minoritário.

Ou seja: se eu dou um brinquedinho para meu filho menor, então não posso dar o mesmo brinquedinho para meu filho maior, porque isso “nega o direito” do meu filho menor.

Se isso não é uma clara manifestação de intolerância e de revanchismo mesquinho, fica difícil imaginar o que seria.

O “direito” de escolher o que é melhor para o outro

O argumento mais freqüente que eu tenho lido e ouvido em vlogs é que “heterossexuais não precisam de um Dia de Orgulho Hetero”.

Interessante, não é? Igualzinho ao que os reaças sempre disseram: “mulheres não precisam votar”, “negros não precisam de leis anti-racismo”,  “gays não precisam de casamento”. Agora os reaças dos movimentos sociais organizados querem decidir o que os homens brancos heterossexuais precisam ou não precisam.

Não me interessam os argumentos sobre “precisar” ou “não precisar”. O que me interessa é: por que esse pessoal faz tanta questão de impedir a criação de um Dia do Orgulho Hetero? O que me interessa é: por que esse pessoal está gastando tempo, esforços e dinheiro para se organizar contra a inserção de uma data absolutamente inócua no calendário?

E a resposta é: fascismo. O nosso velho conhecido sistema político em que o poder hegemônico define a moralidade oficial inquestionável e obrigatória para todos os (cidadãos) súditos.

Quando feministas, negros, gays e seus apoiadores se julgam no direito de decidir que eu, homem branco heterossexual, “não preciso” de um Dia do Orgulho Hetero que não lhes traz prejuízo algum, eles se colocam na mesma posição prepotente e totalitária dos fascistas que se julgam no direito de decidir que você “não precisa” votar, “não precisa” de um emprego melhor, “não precisa” de reconhecimento de suas relações afetivas pelo Estado e principalmente “não precisa” de  liberdade de expressão, afinal, o Estado é que tem que dizer o que deve ser dito.

O direito de ofender e tripudiar impunemente

Peço antecipadamente desculpas a meus leitores por ter que incluir alguns palavrões no artigo. Essa quebra no padrão do blog é excepcional, sendo devida ao baixo nível da campanha de ódio que tem sido promovida pelos intolerantes.

Para ilustrar meus argumentos, trago aqui um vídeo que tem sido amplamente divulgado nos últimos dias pelos apoiadores do movimento gay organizado contra o Dia do Orgulho Hetero. Assistam as barbaridades que o sujeito diz, basta clicar na foto abaixo para que abra uma janela com o vídeo no Youtube:

Se você não quiser ou não puder assistir o vídeo, eis aqui o trecho de abertura:

“Sabe aquele tipo de pessoa que quer usar uma camiseta ‘100% branco’ só porque existe uma camiseta ‘100% negro’ ou aquelas pessoas que são a favor do orgulho hetero? Desse tipo de gente eu consigo pensar duas coisas: ou ele é um nazista, filho da puta, maldito de merda, lazarento, cria do satã, ou é alguém com muita preguiça de pensar”. (Isaías Júnior)

Talvez agora fique mais claro quem está ofendendo a dignidade de quem.

Se eu dissesse (metade) (um terço) (um quinto) um décimo do que esse sujeito disse no vídeo sobre as mulheres, sobre os negros ou sobre os gays, a gritaria dos movimentos sociais organizados seria tão grande que daria para ouvi-la nas luas de Saturno, apesar do vácuo do espaço sideral.

Como as ofensas foram dirigidas aos homens brancos heterossexuais que não rezam pela cartilha revanchista da esquerda totalitária, aí pode. E não somente pode como é considerado “espirituoso”.

Discurso de ódio

Mais adiante no vídeo o sujeito diz:

“Por que a gente teria orgulho de ser heterossexual, branco e homem? Afinal, foi justamente o nosso grupo social que sempre fudeu com todos os outros. Nós escravizamos negros na África, dizimamos índios na América, matamos judeus na Europa e queimamos na fogueira mulheres de TPM porque elas pareciam bruxas. Então, assim, não são exatamente coisas para se ter orgulho, né?” (Isaías Júnior)

Êpa! “Nós” quem, cara-pálida? Por acaso eu estava lá? Por acaso eu tive escravos? Por acaso eu fui oficial das SS? Por acaso eu era membro da Inquisição?

Que raio de mentalidade tacanha é essa que quer me responsabilizar por coisas que foram feitas por absolutos desconhecidos que viveram séculos ou décadas atrás, sobre os quais eu não tive nenhum controle, como se eu tivesse tomado aquelas decisões, só porque alegadamente os bastardos tinham o mesmo sexo, a mesma cor de pele e a mesma orientação sexual que eu tenho?

Não querem também que eu grave um vídeo, no melhor estilo stalinista ou maoísta, confessando antes da execução o crime de ter nascido homem, branco e heterossexual?

A relativização da barbárie em busca do poder

Quando a noção de respeito começa a ser relativizada e as ofensas e abusos passam a ser toleradas ou rejeitadas conforme o sexo, a cor ou a orientação sexual da vítima das ofensas e dos abusos, alguma coisa muito, muito, muito errada já aconteceu.

No presente caso, o que já aconteceu foi a fascistização dos movimentos sociais. Se algum dia os movimentos feminista, negro e gay lutaram pela igualdade – nem vou discutir aqui esse aspecto histórico – o fato é que hoje os movimentos sociais não lutam por igualdade e sim por hegemonia política, tendo por norte um projeto totalitário de poder.

Aliança maldita, porém necessária

Por incrível que pareça, dado o estado anestesiado em que se encontra a maioria da população, desgraçadamente o último escudo que temos para nos defender são justamente os reacionários.

“Ahá! Então, Arthur a solução que você propõe é que devemos nos tornar todos fundamentalistas cristãos ou ultraconservadores de direita! Caiu a tua máscara, afinal!”

Não.

O fundamentalismo cristão não fica atrás de nenhum destes movimentos sociais em intolerância. E tanto a direta quanto a esquerda estão corretíssimos em chamar um ao outro de fascistas, hipócritas e safados.

É como eu disse no artigo original:

É um inferno ter que me posicionar ao lado dos reaças em questões deste tipo, mas enquanto a atitude dos meus colegas defensores dos Direitos Humanos for balizada pelo “politicamente correto” da esquerda intolerante, que faz questão de inverter as discriminações ao invés de eliminá-las, não me resta outra alternativa.

Vou precisar de toneladas de Plasil e de Engov para combater a náusea de ter que compartilhar a trincheira com os reaças para defender a igualdade de direitos, mas que alternativa me resta?

A esquerda está corrompida, protagoniza escândalo de corrupção atrás de escândalo de corrupção no topo e intolerância atrás de intolerância na base, mas avança firme em seu projeto totalitário de poder movido a populismo rasteiro e a “dividir para governar”.

A direita fede a reacionarismo e preconceito, mas pelo menos não quer me obrigar a assumir publicamente que sou um “nazista, filho da puta, maldito de merda, lazarento, cria do satã”, nem pretende promover uma “caça às bruxas” contra os “opressores históricos”.

Entre o Alien e o Predador, a escolha de um aliado não é questão de gosto, mas de sobrevivência.

Um membro da comunidade de Direitos Humanos chegou a dizer que o Isaías Júnior, naquele vídeo chulo, desrespeitoso e intolerante, assumiu uma postura “de centro”.

Ora, se o Isaías Júnior e os esquerdistas “politicamente corretos” que eu vi debatendo esse assunto são “moderados”, então Deus nos livre dos radicais, ou teremos que combatê-los à bala!

Conclusão

Lamento que muita gente bem intencionada tenha se rendido ao discurso “politicamente correto” da esquerda totalitária, mas de boas intenções o inferno está cheio e não dá para pegar leve com quem acha que eu tenho que aceitar numa boa ser chamado de “nazista, filho da puta, maldito de merda, lazarento, cria do satã” porque discordo de sua ideologia pseudo-libertária e insisto em afirmar que tenho os mesmos direitos e a mesma dignidade de qualquer outro ser humano.

Lamento passar pelo constrangimento de ter que dar razão aos reacionários e reconhecer que estão certos pelo menos no que diz respeito às denúncias de que os movimentos feminista, negro e gay estão em busca de privilégios e não de direitos iguais, impondo uma discriminação revanchista contra os homens brancos heterossexuais, como se por nascer de um determinado sexo, de uma determinada cor e com uma determinada orientação sexual fôssemos todos automaticamente indivíduos de mau caráter e más intenções, pecados somente expiáveis através da adesão incondicional e acrítica ás ideologias esquerdistas totalitárias e á cartilha do “politicamente correto”.

Tenho a mais firme convicção que “o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo” e jamais deixarei de lutar por este ideal independentemente das posturas abusivas de muitos falsos defensores de Direitos Humanos que nada mais fazem que usar o discurso dos Direitos Humanos como mastro para suas bandeiras ideológicas totalitárias.

E continuo defendendo radicalmente a igualdade de direitos, a boa vontade, a cooperação fraterna e a harmonia entre homens e mulheres, entre brancos e negros, entre heterossexuais e homossexuais, enfim, entre todos os seres humanos. Mesmo entre os que insistem em me chamar de “nazista, filho da puta, maldito de merda, lazarento, cria do satã”. Porque “todos” significa “todos“. Sem tergiversações ideológicas falaciosas.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 09/08/2011

89 thoughts on “DESENHANDO o problema explicado no artigo “O Dia do Orgulho Heterossexual e a Ditadura Gayzista”

  1. Uma vez propus uma Marcha ESSE (Marcha por Educação, Saúde, Segurança e Economia), a direção do PCO e do PSTU foram os primeiros a se contrapuserem (pedi desligamento do PSTU depois dessa), o pessoal das militâncias gays, feministas, negras e indígenas se contrapuseram. Lamento em dizer que até o pessoal da minha etnia (romani) e gente da minha ex-profissão (vaqueiros e pessoal do MST) se contrapuseram. Cada qual só está preocupado com suas próprias militâncias, e isso me deixa triste.

    Acredito que melhorar educação, saúde, segurança e economia resolveria a maior parte dos problemas, e poderia tornar até mesmo os motivos dessas militâncias algo completamente inócuo. Infelizmente, escolheram rir e tripudiar. Recentemente, foi a organização do Humanismo Laico que rio e tripudiou, e ainda continua (basta ver Eli Vieira me mencionando continuadamente no twitter, mesmo eu não me dando ao trabalho mais de responder, atitude que já cansei de ver em militâncias universitárias e fora delas, desde a Aliança Bíblica Universitária até a Juventude do MST).

    É esquisito, pois com educação teríamos um povo suficientemente esclarecido para tornar desnecessário, ou pelo menos infundamentado, todo e qualquer tipo de preconceito. Com saúde, teríamos menos necessidade pelos direitos dos deficientes físicos, mentais e menos problemas relativos a legalização ou não das drogas e do aborto. Com segurança (eficiente), teríamos até um argumento convincente para o desarmamento. Melhorando educação, saúde e segurança, inevitavelmente a economia se estabilizaria.

    A tolerância é um resultado direto de relações sociais igualitárias.

    1. Pois é, Félix, eu passei pela mesma coisa diversas vezes. Graças a teu comentário, escrevi uma resposta suficiente longa para valer a pena transformá-la no artigo de hoje. 🙂

  2. Barbaridade, eu fico 18 horas sem ler o blog e quando volto vejo que descambou.

    Eu nao tenho o que dizer para os elementos que se referiram `as mulheres de forma generica e muito pouco elegante.
    Eu sou uma pessoa relativamente moderada, mas nao tem como nao sentir o sangue ferver quando leio certas besteiras como as escritas aqui desde ontem. So’ me faz crer que eu realmente nao tenho nada em comum com os que aqui escrevem.

    Eu acredito que nenhum homem precisa preferir sexualmente mulheres que estejam fora do “padrao Global” de certa forma imposto para a populacao brasileira. Tao pouco ele precisa dizer por ai qual seja a sua preferencia. Ou ainda fazer chacota de conhecidos ou desconhecidos que circulam com uma mulher que foge ao padrao. O que mais irrita e’ que em determinadas comunidades existe uma pressao subliminar ou mesmo bem obvia para que os homens busquem somente mulheres que preencham os criterios Globais. “Bah, cara, vi o fulano no cinema com uma gorda, a maior tribufu (ou mais recentemente, jabulani)…” E o queco?! O que o cara tem a ver com isso???!!!

    Os caras que aqui no blog discutem como ‘e absurdo ser intolerante sao os mesmos que escrevem barbaridades sobre as mulheres?! De como nao da’ para tolera’-las?! Como assim?! Estou quase concluindo que sejam todos gays e muito intolerantes!

    Outro dia um cara me disse que nao sabia mais o que fazer, pois ele mantinha-se fiel `a sua namorada/concubina, mas a galera estava achando que deveria haver algo de errado com ele, pois estava cheio de gatinhas 10 anos mais mocas que eles dando a maior mole e louquinhas para leva-lo ao mau caminho. E esse cara com problemas para “resistir”…bem como os personagens do Jose’ Mayer em TODAS as novelas, que la’ pelas tantas ‘e “atacado” por uma jovenzinha padrao-global, e nao resiste…

    Ou o Sr. Ronaldo Nazario, que foi ezecrado na imprensa por ter largado a esposa em casa e ter ido parar no Motel com travestis. Ninguem caiu em cima porque ele foi parar no Motel!! O cool ‘e trair, ‘e ser galo e comer todas. Me desculpem, mas os valores masculinos dos que aqui se expressaram …

    Quer sair com todas? Para que comprometer? Nao consegue encarar a vida de solteiro sem uma mulherzinha fixa para estar ali na incerta, alem de fazer a comida e limpar a casa? Tenha paciencia! Fraco e sem personalidade para mim e’ o homem que nao se estabelece, que nao se coloca acima de certas coisas.

    Para os que se perguntam (e que nao me conhecem), eu sou uma mulher adulta nascida no sul do Brasil e nao sofro de obesidade morbida ou coisa parecida.

    1. Bom, Paula, só dizendo que não saiu de mim este discurso. Só deixando claro.

      Quanto às preferências estéticas, acredito que existe sim uma pressão da sociedade, mas nada que um indivíduo que se esclareça e aprenda a não levar a opinião dos outros como verdade absoluta. Já vi gente que ficava se sentindo culpado em preferir aquele padrão de mulher magra, com muito peito e bunda. Depois de um tempo, esse pessoal se sentia culpado por “se desfazer das outras”. Ao meu ver, não precisam se sentir culpados, apenas se conhecerem melhor para que saibam suas próprias preferências.

      Meu irmão casou com uma mulher que foge dos meus padrões de beleza, assim como minha irmã casou com um obeso e meu outro irmão, de criação, casou-de com uma mulher obesa. Ali percebi que “preferência estética não é preconceito, é só preferência estética”.

      Caindo em mim, passei a me dedicar somente às minhas preferências estéticas, e a deixar os outros com as suas. É interessante quando percebemos o que somos e o que queremos realmente. O padrão “mulher magra, peituda e de bunda” é o que me serve, mas não significa que todas as mulheres fora desse padrão são “feias”, elas apenas não se encaixam nas minhas preferências estéticas.

      O mesmo vejo em relação a mulheres. A maioria das mulheres, como a maioria dos homens, foram habituadas a considerar apenas o padrão estético vendido por uma mídia, de homens de corpos bonitos mas totalmente ineficientes para o trabalho (os corpos das mulheres com muito silicone é totalmente ineficaz para o trabalho também).

      Talvez um dos maiores méritos do movimento feminista tenha sido fazer as mulheres acordarem para isso antes dos homens, mas não significa que as mulheres sejam mais imunes a serem enganadas pelas aparências.

      De qualquer maneira, as preferências estéticas padronizadas são criações sociais, mas, assim como ocorre com a orientação sexual, as preferências estéticas são também biológicas, como já foi demonstrado em algumas pesquisas (que viraram até um documentário tipo A Ciência do Sex Apeal, pela Discovery).

      Quando aos direitos das mulheres, considero-as igualmente portadoras dos mesmos direitos dos homens, e os diferenciais (o que me faz discordar do Arthur quanto à Lei Maria da Penha) são mais pelas capacidades físicas. Ou seja, em um desastre natural, não fará muita diferença se um homem é branco ou negro, gay ou hétero, de esquerda ou de direita, cristão ou ateu. Mas, no mesmo desastre natural fará uma diferença enorme se o indivíduo é obeso ou magro, deficiente ou não-deficiente, homem ou mulher, idoso ou jovem, adulto ou criança. Portanto, fisicamente, a mulher, assim como outras categorias como idosos, deficientes, crianças e anões, está em desvantagem em relação a seu agressor masculino. Essa desvantagem torna-se relativa quando nos deparamos com um caso de misandria, pois não é em todos os casos em que há vantagem física do agressor nesses casos.

      Enfim, Paula, entendo sua revolta em relação aos comentários, mas entendo que, pelo menos de minha parte, não proferi nenhum deles.

    2. Muito obrigada, Felix.

    3. Paula, você está enganada, nossas preferências estão bem distante do modelo Gisele Bündchen (http://delas.ig.com.br/amoresexo/barriga+feminina+chapada+nao+e+tao+importante+para+os+homens/n1596952707571.html). Não acredite em tudo que a mídia vende.

    4. Calma, Paulinha, o Nelson é um conservador de direita que chegou há pouco no blog e está dialogando numa boa – com as naturais derrapadas do conservadorismo de direita, é claro – e o Manga Larga é muito gente boa, mas anda com um azar do cão na hora de fazer piadas…

      By the way, concordo com tudo o que disseste, sempre lembrando sempre que os defeitos citados são comuns em seres humanos de todos os sexos e orientações sexuais possíveis e imagináveis. 😉

    5. Félix, em que ponto discordas de mim em relação à Lei Maria da Penha? A minha bronca – suponho que seja óbvio, mas acho melhor esclarecer para ter certeza de que partimos do mesmo ponto no devbate – não é com a proteção da mulher em relação à violência doméstica, como alguns me acusam, mas do fato de apenas a mulher ter sido protegida por esta lei, devido a sua redação sexista.

      O fato de o judiciário ter aplicado a LMP por analogia à proteção do homem nem de longe redime o movimento feminista pela filhadaputice de ter exigido uma proteção especial para as mulheres sob a alegação de que “homem não precisa de proteção porque é mais forte” – ao passo que no texto legal fica claro que, se o homem usar de força física para se defender de uma agressão, as medidas protetivas serão aplicadas imediatamente em favor da mulher até que se julgue o mérito da coisa toda, o que pode demorar meses ou anos.

      Quer dizer, se o cara não usa de força física para se defender de uma agressão, o cara apanha, mas se ele usa de força física para se defender de uma agressão, parte-se do princípio que ele é o agressor e se afasta o sujeito da casa e talvez dos filhos por um período que pode chegar a anos. Bela demonstração de “luta por igualdade”, né?

      E o pior é que isso tudo certamente foi intencional, porque as feministas reagiram violentamente à sugestão de que a LMP deveria ter sido escrita citando “parte agredida” e “parte agressora” dizendo que “isso seria negar uma conquista das mulheres”.

      Nesse ponto sou obrigado a concordar com as feministas: seria realmente “negar uma conquista das mulheres”, porque com a LMP as mulheres conquistaram o direito de agredir seus parceiros e afastá-los de casa independentemente de quem tenha razão da querela, tendo o movimento feminista conquistado o aberrante direito de considerar o homem culpado até prova em contrário.

  3. Arthur, o ponto de “discórdia” seria o “mal” que esse evento proporciona. Acho que como tu se sentiu ofendido, com toda razão, talvez tu não estejas olhando a situação como um todo. Como muitos falaram existem idiotas em todos os cantos/movimentos/religiões/marchas/minorias/etc. Só não acho “correto” instituir um “Dia do Orgulho Hetero” só para contra-balancear o Dia do Orgulho Gay. Só isso. Como se não existissem questões mais importantes para os vereadores contemplarem…
    Mas creio que no fundo é somente um ponto de vista diferenciado e não uma discordância propriamente dita. E antes que eu esqueça, parabéns pelo post.
    Um abraço. =)

    1. Ricardo, eu estou sim olhando a situação como um todo, posso garantir. Minha queixa é justamente que a maior parte das pessoas não está fazendo isso. Estão tão preocupados em “proteger os coitadinhos dos gays” que não se dão conta que os gays estão sendo prejudicados pelo movimento gay organizado e seus aliados e apoiadores que demonstram um ressentimento revanchista que só quem não percebe o potencial de alcance disso é que não se assusta.

      O cidadao “homem, branco e heterossexual” está sendo tratado como inimigo da igualdade, como vilão a ser odiado, coisa típica da psicologia de massas do fascismo. Estou escrevendo um artigo sobre isso, a ser lançado na semana que vem, então não posso adiantar muito agora.

      Não perca o próximo emocionante episódio, nesta mesma bat-hora, neste mesmo bat-canal. 🙂

  4. Arthur, minha discordância ocorre pelo fato de que uma lei deve sim proteger os mais fracos contra os mais fortes. Também discordo da redação da lei, mas só acredito que ela deva ser extendida para outras minorias fisicamente mais fracas e, além disso, o que precisamos é de uma justiça mais rápida. Acho que um caminho do meio seja a saída: se o problema está na redação da lei, propor uma redação mais igualitária, ou então acrescentar os homens como real igualdade em vez de “analogia à proteção do homem” por escrito, e não apenas por analogia.

    1. Félix, saca só: eu também acho que a lei deve proteger os mais fracos dos mais fortes, mas a Lei Maria da Penha NÃO FAZ ISSO. Ela protege as mulheres, automaticamente identificadas como “os mais fracos”, dos homens, automaticamente identificados como “os mais fortes” – e isso é uma baita de uma generalização injusta e sacana, que diversas vezes promove uma injustiça ainda pior.

      Se a Lei Maria da Penha tivesse recebido uma redação decente e constitucional, não a redação sexista safada que recebeu, todos os mais fracos poderiam ser protegidos das agressões ou da violência psicológica produzida por todos os mais fortes, fazendo-se a devida e justa avaliação caso a caso.

      Do jeito que foi redigida a Lei Maria da Penha, ideologicamente identificando a priori a mulher como mais fraca e precisando de proteção especial e o homem como mais forte e que se dane porque “não precisa” de proteção contra a violência doméstica, ao invés de justiça o que obtivemos foi uma pressuposição de culpa que sempre incide sobre o indivíduo do sexo masculino em qualquer conlito doméstico. Sacanagem evidente.

      Não seria necessário proteger os homens por analogia (coisa que as feministas odiaram quando foi feita pelo judiciário, porque “acaba com a conquista das mulheres”) se a redação tivesse desde o princípio citado “parte agredida” e “parte agressora”. Mas NÃO, as feministas convenceram o Congresso Nacional que A MULHER está certa “por pressuposto”, o que significa obviamente que O HOMEM está errado “por pressuposto” – inventaram a pressuposição de culpa devida ao sexo.

      Quando a oportunidade de proteger TODO MUNDO contra a violência doméstica é considerada “desigualdade” e rejeitada em favor da proteção de somente um dos gêneros e quase ninguém protesta, obviamente existe algo muito errado acontecendo.

  5. Manga-Larga

    12/08/2011 — 19:41

    Caraca, dessa vez nem piada eu fiz… 😀

    1. Putz, então vou deixar a Paulinha te crucificar. 😛

  6. Certo Arthur. Estou esperando o próximo artigo então. =)
    Um abraço.

    1. Não sei se será logo o próximo, mas quero terminar de escrevê-lo esta semana. Está cerca de 80% pronto, mas quero localizar umas leis para citar no texto e aí requer um pouco de trabalho de pesquisa.

  7. Yuri Kotke Cunha

    13/08/2011 — 10:20

    (Ficou grande essa resposta, eu ia fazê-la pequenininha e me empolguei)
    Arthur, entendo a sua decepção quanto ao discurso dos LGBT, mas a questão é outra.

    1. Eu acho de um sectarismo e uma insensibilidade imensa as lideranças LGBT tratarem pessoas como “inimigos”, sem diálogo. Eu enxergo a questão toda como sendo simplesmente uma falha de articulação e compreensão dos conceitos.

    2. A palavra “orgulho” não está historicamente isolada, e é isso que os que acham que é uma data “inócua” pensam. Não é uma questão de se ter orgulho de ser gay, ou negro, ou mulher, ou heterossexual. As pessoas nascem com determinadas predisposições e não há motivo específico para se ter orgulho de um em detrimento de outro. Pense bem: Dá pra organizar dia do orgulho do caralho a quatro. O orgulho gay, assim como o negro, não é necessariamente orgulho de se ter determinadas características, mas o fato de que, apesar da maioria da sociedade dizer que essa situação é vergonhosa (o discurso, aparentemente inócuo, que diz que “eu não tenho problema com homossexuais, desde que eles façam isso na casa deles” é exemplo disso) eu não me envergonho disso. Entende? As pessoas não estão só dizendo que são algo, elas estão dizendo que têm esse direito inalienável, porque esse direito lhes foi negado, e ainda é. Não é que você, como homem branco heterossexual, não tenha motivo para ter orgulho de ser o que voce é, mas, como classe, historicamente, e mesmo hoje em dia, náo e necessário que você esconda quem é na maioria dos ambientes de convívio social. É essa acepção da palavra “orgulho” que, historicamente, não procede. Não o orgulho individual, pessoal, etc.

    3. Como foi falado recentemente na discussão do Bule Voador, o dia da “parada gay” é o dia da diversidade sexual. Eles não se definem por “não ser hétero”, mas por ter a liberdade de ser o que quiser. Por isso a data do orgulho hétero não é inofensiva. Não é algo que se define por inclusão: “Eu sou o que quiser ser”, mas sim por exclusão: “Eu não sou gay, não sou lésbica, não sou travesti, nem transexual.” A BASE da data é excludente, ao contrário do dia da diversidade sexual, que, em teoria, aceita héteros. Há uma hostilidade excludente na própria idéia do dia. Isso, Arthur, não é inofensivo. É extremamente perigoso. E não só para homossexuais. Mas para todos que ousarem fazer algo que LEMBRE homoafetividade, como abraçar alguém do mesmo sexo no meio da rua. Ou qualquer coisa que destoe minimamente de um padrão extremamente restrito de comportamento.

    4. Pegando o exemplo dos bissexuais alguns anos atrás, era dito para que eles “escolhessem um lado”, ou voce era gay ou voce não era. Eles criaram um dia do orgulho bi, uma marcha só deles? Não, isso é diluir. Eles, apesar dos insultos e de serem chamados de “gays no armário” e “falsos hétero”, buscaram se incluir no próprio movimento. Porque o dia da diversidade sexual prega a abertura, não o isolamento (em teoria). Eles foram ostracizados no início? Claro. Poliamoristas estão sendo ostracizados até hoje por segmentos do movimento LGBT nos EUA. Mas, graças a ações como essa, não só de bissexuais, mas de transgêneros e de heterossexuais que apóiam os direitos dos homossexuais, o movimento ficou mais inclusivo. É humano tentar isolar. Resta aos poucos que não fazem isso a consciência e a tarefa de tentar integrar.

    1. Ô, numerar os itens facilita muito! 🙂

      Não te preocupa com a extensão da resposta, Yuri. As únicas coisas que peço aos interlocutores do Pensar Não Dói é para manter o respeito e não usar links encurtados na caixa de comentários (por questão de segurança), de resto podes expressar o que pensas com os argumentos que julgares adequados. 😉

      1. Eu vejo a questão como sendo muito mais grave que uma mera questão de “falha de articulação e compreensão dos conceitos”. Afinal, eu sou a vítima da vez. É bem mais fácil avaliar a intensidade do tapa quando a gente está do lado da cara do que quando a gente está do lado da mão. Acontece que a ideologização do discurso está impedindo muita gente de perceber o tapa, muitos estão anestesiados demais para sentir o tapa até que a intensidade dele se torne beeeeem forte. E aí, quando isso acontecer, a vaca já estará bem atolada no brejo.

      2. Yuri, a data seria totalmente inócua se não tivesse havido a reação intolerante e virulenta que houve. Até gente de outros países se achou no direito de tripudiar sobre a cidade de São Paulo inteira, como o estadunidense do vídeo do Bule Voador, e foi amplamente repercutida apesar do tom de total menosprezo generalizado.

      Uma vez tendo havido a reação que houve, fica claro que ideologicamente os homens brancos heterossexuais passaram à posição de cidadãos de segunda classe, tornando a data NECESSÁRIA. Olha só: a data criada foi o “Dia do Orgulho Heterossexual”, não foi? QUEM RAIOS METEU OS “HOMENS BRANCOS” NA JOGADA?

      Os movimentos feminista, negro e gay se articularam contra um inimigo comum, tornando o homem branco heterossexual um vilão conveniente e ninguém está preocupado se é justo que os homens brancos heterossexuais sejam SEMPRE a vítima de quem é tirado algum direito para ser garantido um privilégio para as mulheres, para os negros e para os gays.

      Bem, eu estou preocupado. Afinal, sou parte do grupo oprimido da vez. E entendo perfeitamente a campanha de difamação que está sendo movida contra qualquer um que OUSE dizer que está se sentindo oprimido – faz parte da estratégia do fascismo escolher uma vítima, desacreditá-la e utilizá-la como bode expiatório durante o processo de tomada do poder. Os judeus passaram por isso na Alemanha Nazista. Os ciganos passaram por isso na Europa inteira. Os maconheiros passam por isso no mundo inteiro. E qualquer um que denuncie o fascismo em qualquer desses casos é sempre hostilizado e sua reputação atacada ao máximo.

      Voltarei a esse tema em breve, ou isso aqui vai virar uma enciclopédia. Mas por enquanto faço o alerta: olha o que estão dizendo do “homem branco heterossexual” e faz o exercício mentar de trocar por “judeu”, “cigano” ou “maconheiro” e imaginar cada um desses grupos no contexto adequado. Vais te surpreender com o padrão.

      3. e 4. O tal dia nasceu como Dia do Orgulho Gay, Yuri. Eu estive em todas as “Paradas Livres da Diversidade”, como foram apelidadas em Porto Alegre, e no início eram chamadas de Dia do Orgulho Gay, depois a história foi reescrita e “desde sempre” cada edição do evento foi numerada como “Parada Livre da Diversidade”. Mas isso não é tudo.

      Essa história de dizer que “não é Dia do Orgulho Gay, é Dia da Diversidade LGBTTT” – e desta vez escrevo só com três “Ts” porque a precisão é importante – é uma falácia desavergonhada. Mudar a nomenclatura não muda o fato de que é um dia de afirmação do PÚBLICO NÃO HETERO. Duvida? Pois vamos analisar bem a questão dos nomes.

      A SIGLA CLÁSSICA do movimento sempre foi “GLS”, ou seja, “Gays, Lésbicas e Simpatizantes”. Ou seja, o “S” representava o público heterossexual sem preconceitos, que davam apoio à causa do respeito à diversidade sexual.

      Quando a esquerda totalitária se apropriou de todos os movimentos sociais, a sigla passou a ser LGBT, depois LGBTT, depois LGBTTT – “Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros”. CADÊ OS SIMPATIZANTES? Foram alijados, excluídos. Achas que isso foi “por acaso”? Se queriam incluir outros grupos na sigla, por que simplesmente não INCLUÍRAM as respectivas iniciais, por que EXCLUÍRAM a inicial dos Simpatizantes?

      Símbolos são importantes. E reveladores.

  8. A vantagem dos animais para o ser humano, é a sua incapacidade de ser cretino.

    Os poucos tempos de paz que temos é sempre por que o lado negro esta fraco e se reagrupando em algum lugar escuro e subterrâneo, com suas ideias sinistras para por em prática todo tipo de maldade disfarçados de boas intençôes.

    1. Em tese, está certo isso. Mas como exatamente se aplica ao nosso debate?

  9. E lá vamos nós …..num cabo de guerra que não tem fim.

    Se você me dá uma bofetada eu te quebro as pernas.

    É sempre a mesma coisa,fica até chato.

    Povo sem imaginação.

    Minha vizinha foi agredida verbalmente porque estava andando,com a filha que estava doente,e fazendo carinho na FILHA.

    Agora tem medo de abraçar a filha em público.

    Aonde vamos parar?

    Um pai,que abraçava o FILHO,teve sua orelha decepada por um gesto de carinho.
    O infeliz estava morrendo de saudade do filho.

    Adiantou dizer, para os doentes mentais, que o garoto era seu filho?

    É isso que queremos, como lugar para viver?

    Me pergunto se não é tão mais fácil viver a própria vida.

    A vida é mais divertida com amor.

    Compaixão,tolerância….fazem um bem danado para a alma.

    Não podemos mudar as pessoas,mas podemos mudar a nós mesmos.

    E para os intolerantes a danação vem voando,rs.

    Quantos homofóbicos com filhos gays.

    Quantos racistas comm negros na família.

    Quantos radicais estão sendo contestados por seus familiares.

    Quantos pais e mães,que não educaram direitos seus filhos,estão tendo que visitá-los nas prisões.

    É a vida.

    Para nós resta a proteção
    de nossa esperança,do sonho de uma sociedade melhor.

    1. Li, não tem ninguém lutando contra a intolerãncia. Só vejo um monte de grupos lutando por privilégios para si mesmos, alguns articulados, outros não, mas pouquíssima gente lutando pela afirmação dos Direitos Humanos independentemente de qualquer grupo que possa ser identificado como “nós” contra “eles”.

  10. Tem Arthur,mas esses não possuem visibilidade.

    1. E, quando alcançam alguma, são massacrados pela turba intolerante da esquerda totalitária.

    1. Tô sabendo. Até já comentei isso no Orkut. Eis aqui o que escrevi quando comentei esta notícia:

      A primeira declaração de Kassab foi de que não via motivo para vetar esta lei.

      Se ele vetou a lei, por outro motivo não foi que em função da imensa pressão dos intolerantes que afirmam que “homens brancos heterossexuais não têm motivo para ter orgulho”.

      Conclusão 1: político não tem mesmo vergonha na cara, muda de posição conforme a conveniência política.

      Conclusão 2: os intolerantes conseguiram fazer valer a máxima humilhante de que “homens brancos heterossexuais não têm motivo para ter orgulho”, provando em primeiro lugar que seu objetivo não é nem nunca foi lutar pela igualdade e em segundo lugar que não estão nem aí para “o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis”.

      Conclusão 3: os homens brancos heterossexuais podem esperar, para muito em breve, novas propostas legislativas limitadoras de seus direitos para garantir privilégios às mulheres, aos negros e aos homossexuais, porque os intolerantes provaram ser politicamente fortes e vão aproveitar o embalo para impor seus interesses.

  11. Arthur

    Se lembra daquele filme o demolidor com stallone onde ele é descongelado no futuro, numa sociedade policamente correta?

    Um mundo chato pra cacete, onde é proibido tudo que faz mau a saúde, onde os individuos são bundôes, até mesmo os policiais, onde é proibido sexo, sal, alcool etc, probido gordura, açucar etc.

    Uma sociedade sem emoção, morta, onde as pessoas são múmias.

    Até na alimentação, o governo quer dizer o que vc deve comer ou não.

    Já existe até proposta de obrigar as escolas de vender só alimentos light inclusive nos EUA.

    Isso é absurdo é tenho direito de comer o que eu quiser.

    Adoro comer gulosemas, de entupir minhas veias de gordura saturadas, comer uma bela coxinha com refrigerante na rua e depois comer uma barra de chocolate com castanhas.

    O governo adora se meter onde não é da conta dele, na vida privada.

    A ditadura policamente correta.

    1. Eu combato isso radicalmente, Nelson. Sou da opinião de que o indivíduo deve poder escolher o que é melhor para ele, seja dieta mediterrânea, seja Mc Donald’s todo dia; seja fazer exercícios físicos regulares, seja apodrecer sedentário na frente da TV; seja uma vida regrada e saudável, seja entupir-se de drogas “virando” madrugadas. COM UMA ÚNICA RESSALVA.

      A ressalva necessária é que o indivíduo seja CAPAZ de tomar estas decisões com plena responsabilidade, tendo recebido uma educação que estimule seu senso crítico e raciocínio lógico, que disponha das informações necessárias para tomar uma decisão consciente e bem informada, que esteja em plena posse de suas faculdades mentais e que não seja coagido nem por terceiros nem por situações que perturbem sua capacidade de avaliação das alternativas e sua tomada de decisão.

      O Estado tem que se esforçar por colocar todos os indivíduos nestas condições e então deixar que cada um tome as decisões que bem entender, com a condição de que estas decisões não causem prejuízos a terceiros. E, nos casos em que haja possibilidade de causar prejuízos a terceiros, ao Estado cabe buscar a alternativa que melhor proteja os direitos e o interesse de todos, somente chegando ao ponto de arbitrar entre direitos e interesses conflitantes quando não houver opções para satisfazer todas as partes.

  12. Correto, as pessoas tem que ser educadas para ter o livre poder de escolha para suas vidas, como também não acho justo chegar numa lanchonete de escola e faculdade só ver comidas gordurosas, não dando opição as pessoas de não poder escolher a sua alimentação, hoje chegamos em qualquer lugar e temos tanto alimentos light como gordurosos e cheio de açucar, dando a cada um o poder de escolha. Durante a semana evito comer ceros alimentos, mas chega final de samana quero comer um chrrasco, uma bela feijoada, tomar cerveja com os amigos, falar de futeboa , mulher ou qualquer aasunto da nossa maravilhosa cultura e não ser controlado por uma ideologia que me diz o que devo fazer, o que devo comer, falar etc.

    Anvisa fascista: http://www.youtube.com/watch?v=WLyaM6kJtZA

    1. Só não esquece que eu coloquei algumas condições para que “tomar suas próprias decisões” seja possível sem fazer mal a si mesmo.

  13. “Por que a gente teria orgulho de ser heterossexual, branco e homem? Afinal, foi justamente o nosso grupo social que sempre fudeu com todos os outros. Nós escravizamos negros na África, dizimamos índios na América, matamos judeus na Europa e queimamos na fogueira mulheres de TPM porque elas pareciam bruxas. Então, assim, não são exatamente coisas para se ter orgulho, né?” (Isaías Júnior)

    Interessante, agora que me toquei que alem do fato de um homem branco hetero de hoje não ter nada a ver com o que ocorreu no passado, nem mesmo essas afirmações são verdadeiras. Negros tinham escravos (e brancos e amarelos). Alias os DH são “coisa de branco”, as ideias de que todo homem nasce livre são européias. Mulheres tambem tinham escravos, e denunciavam outras como bruxas. Nativos americanos se dizimavam e escravizavam. E se posso chutar algo baseado no que se vê da Igreja católica de hoje, na Inquisição deveria haver muitos homossexuais.

    1. ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ, faz um bem danado a gente se dar conta destas coisas, né?

  14. Bill Gates – Racista

    Isto só vem mostrar que inteligência e dinheiro não mudam o coração do homem. O segundo homem mais rico do mundo, Bill Gates, por exemplo, promove o racismo “aceitável”: racismo contra o homem branco:

    Bill Gates tornou as suas bolsas de estudo fora dos limites do jovens caucasianos (brancos). A “Gates Millennium Scholarship” é financiada por uma oferta de mil milhões de dólares que Gates fez em 1999. Esta bolsa explicitamente nega financiamento a estudantes brancos:

    “Os estudantes são aptos a consideração à bolsa de estudo GMS se forem: afro-americanos, índio-americanos, asiáticos, americanos provenientes das ilhas pacíficas ou Hispano-americanos.”
    Os brancos não precisam de submeter aplicação uma vez que tem a tonalidade errada sobre si. Mas do ponto de vista esquerdista, seria discriminação não excluir os caucasianos. Afinal, como todos nós “sabemos”, tudo o que existe de mal no mundo é obra do homem branco cristão, ou do judeu.

    Como sempre acontece, o racismo socialmente aceite é exclusivamente um produto da esquerda.

    http://omarxismocultural.blogspot.com/

    1. Tem link pra confirmar essa informação sobre o Bill Gates?

    1. Já vi esse link… ele contém a alegação, mas não o considero prova suficiente da veracidade da alegação. E este blog é “ligeiramente” histérico, convehamos…

  15. Arthur

    Essa é sempre uma das coisas que me chama muito atenção no, digamos, comportamento socialista: o ódio.

    Como será que esse povo tem em mente uma sociedade justa, humana fraterna com tanto ódio, com tanto ranço e com tanta intolerância que eles sempre demonstram?

    1. O problema, Nelson, é que a maior parte dos oposicionistas a eles também agem mais com ranço e intolerância do que com base em solidariedade e justiça social… 🙁

    1. Pelas barbas de Odin… mas será que a Assembléia Legislativa do Acre não tem assunto mais importante para debater que um boquete em um consolo de látex numa parada gay?

      Ridículo terem feito isso, ridículo a Assembléia gastar tempo com isso. Alguém por favor informa os deputados do Acre que os lugares certos para discutir isso são a blogosfera e o Orkut?

  16. Um caso interessante envolvendo familias alternativas. De que lado ficará o movimento GLSTetc?

    http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1045366-no-reino-unido-pai-gay-luta-por-guarda-de-filho-com-casal-de-lesbicas.shtml

    1. Do lado das lésbicas.

      A lógica dos movimentos sociais é assim:

      Uma mulher = +1 ponto.
      Outra mulher = +1 ponto.
      Uma lésbica = +1 ponto.
      Outra lésbica = +1 ponto.
      Uma branca = 0 pontos (*)
      Outra branca = 0 pontos (*)
      ———————————-
      Somatório delas: 4 pontos

      Um homem = -1 ponto
      Um gay = +1 ponto
      Um branco = -1 ponto (*)
      ———————————-
      Somatório dele: 0 pontos

      Não dá nem pra saída.

      .
      .
      .

      (*) Sim, a pontuação para cor é assimétrica conforme o sexo. Não me pergunta o motivo, é o que eu vejo. Já para os negros de ambos os sexos a pontuação é sempre +1.

    2. Pior é que a demanda dele me pareceu justa e razoavel. Não sei o que ele acordou com a mãe, mas IMHO do ponto de vista do que seria o melhor para a criança, se ele for um sujeito legal, um pai a mais pode ser enriquecedor.

    3. Óbvio que a demanda dele é justa e razoável. Quem em sã consciência acredita que seja justa e razoável a definição “um pai com quem ela [a criança] pudesse ter um relacionamento limitado, mas importante”?

      Como é que elas queriam que isso funcionasse? “Olha, a gente quer ter um filho mas sozinhas não é possível, então você nos doa um espermatozóide e nós lhe permitimos visitar seu próprio filho biológico cinco horas por semana” – é isso?

      Chego a ver e ouvir o Faustão anunciando a videocassetada: “ô meu, vê se isso tem chance de dar certo!”

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