O recente episódio das discussões que se seguiram à proposta de criação do Dia do Orgulho Heterossexual e à reação dos movimentos feminista, negro e gay sobre esta proposta me fez compreender profundamente qual foi o maior erro de avaliação política de toda a minha vida. Para explicar qual foi este erro, preciso primeiro contar uma história.

Quando aconteceu o primeiro comício “Fora Collor”, lá estava eu na linha de frente da organização da mobilização, no meio do maior salão da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, lotado de militantes de esquerda.

Um cara do PCO (Partido da Causa Operária) pegou o microfone e começou a latir raivosamente sobre “greve geral por tempo indeterminado” – imagina, gente, o Collor recém tinha sido eleito, ainda estava com grande popularidade, ninguém levava a sério nem sequer o chamamento de uma greve geral por UM DIA e o sujeito falando em “greve geral por tempo indeterminado até a derrubada do governo”.

Cortaram o microfone do cara.

Ele ainda tinha um minuto e meio para falar, mas, em função do conteúdo do discurso, os petistas que presidiam e secretariavam a mesa organizadora cassaram a palavra do cara. O ambiente ficou tenso. Rolou bate-boca. Após MEIA HORA de discussão pra saber se o cara tinha ou não o direito de falar mais um minuto e meio, eu peguei o microfone e disse: “gente, vamos respeitar o direito do colega falar o que pensa e julgar se a proposta dele é adequada ou não após o mísero minuto e meio que falta para o término da explanação dele, certo?”

Deixaram o cara falar.

Ele latiu raivosamente mais um minuto e meio, a mesa avisou que o tempo dele tinha terminado, ele reclamou que não tinha terminado de dizer o que tinha a dizer, e quando parecia que o tempo ia fechar de novo, com o cara do PCO berrando “encaminhamento!”, “encaminhamento!”, o presidente da mesa disse: “explane imediatamente sua proposta, depois cortarei o microfone definitivamente”.

Dessa vez o cara do PCO foi objetivo: “O PCO propõe que essa assembléia aprove uma moção de greve geral por tempo indeterminado para ser encaminhada ao comenado geral de greve. Aqueles que estão a favor levantem o braço.” Uns dez ou doze dos mais de quinhentos presentes levantaram o braço, o presidente falou “fique registrado que a assembléia não aprovou a moção solicitada pelo PCO” e passou a palavra para o próximo orador – eu.

Eu peguei o microfone, dei boa tarde à assembléia e expliquei o seguinte: “Pessoal, nós acabamos de ter um exemplo claro de que dar murro em ponta de faca não é a melhor alternativa de condução política. Aliás, a minha tese é de que o enfrentamento agressivo dificilmente é a melhor alternativa para conquistar apoios e que em geral o enfrentamento violento é ainda mais prejudicial. Só para eu ter uma idéia se estou sintonizado com o pensamento dos presentes, aqueles que concordam comigo poderiam fazer o favor de acenar com o braço?”

A maioria dos presentes ergueu o braço e acenou.

Aproveitando a aprovação majoritária do meu discurso, lasquei: “então, gente, já que estamos de acordo em relação a isso, que tal colocarmos essa idéia em prática adotando uma estratégia de mobilização coerente com ela?”

Silêncio no plenário. Expectativa.

Fiz alguns segundos de suspense e então falei: “Proponho que adotemos uma estratégia tão eficiente que se mostrou capaz de libertar um país inteiro do jugo do maior império da Terra. Proponho que, para protestar contra o governo Collor, adotemos a mesma estratégia que Mahatma Gandhi usou para libertar a Índia do jugo do Império Britânico. Proponho que saiamos às ruas inteiramente vestidos de branco, em silêncio, com cartazes em diversas línguas explicando nossas reivindicações. Propondo que não esbocemos nenhuma reação quando a polícia chegar para reprimir nosso movimento, deitando-nos no chão e esperando que a polícia nos carregue, sem reclamar, sem dar um único tapa, sem jogar uma única pedra. Proponho que abandonemos os miguelitos (pregos retorcidos usados para furar os pneus de ônibus e viaturas policiais) e coloquemos nossos próprios corpos sob as rodas dos ônibus para fazê-los parar e podermos conclamar os passageiros a unirem-se a nós, permitindo o retorno normal dos ônibus à circulação após fazermos nosso convite. Proponho que mostremos que não precisamos usar de qualquer tipo de violência, por menor que seja, porque nosso protesto é pacífico e a razão está do nosso lado. E peço que aqueles que apóiem minha idéia ergam…”

Cortaram meu microfone.

Antes do tempo.

E não religaram mais.

O cara do PCO estava na primeira fila, berrando “pelego””, “vendido!”, “burguês infiltrado!” e outros impropérios chulos demais para reproduzir aqui.

A galera do PT estava vaiando, batendo com os pés no chão e jogando bolinhas de papel.

A mesa diretora fazia sinal para eu sair.

Eu fiz sinal de volta, apontando para o relógio, indicando que meu tempo não tinha terminado. Não adiantou.

Ninguém falou em meu favor.

Insisti, apontando para o relógio, e houve gritos de “tira esse cara daí”, “quebra a cara desse filho-da-mãe” e similares.

Não larguei o microfone, não saí do lugar, continuei apontando para o relógio. E então alguns começaram a se levantar de seus lugares e dirigir-se ao palco gritando ameaças e fazendo gestos que deixavam claro que estavam disposto a usar de violência física para me tirar dali.

A segurança da Assembléia Legislativa subiu ao palco, pediu “pelo Amor de Deus, vem com a gente numa boa antes que a situação fique incontrolável” e me segurou gentilmente o braço, só para indicar o caminho que eu devia seguir.

Entendi claramente o recado e saí dali profundamente entristecido.

Só não entendo como é que demorei tanto tempo para perceber que aquilo não foi um mal entendido isolado e que aquela é a verdadeira face da esquerda totalitária que o Brasil desgraçadamente colocou no poder de 2002 para cá.

A ficha só caiu quando, mesmo após décadas observando que as reivindicações dos movimentos feminista, negro e gay sempre tiveram caráter de “mais direitos para mim”, nunca reivindicando apenas igualdade, estes movimentos – todos entrincheirados no PT – reagiram virulenta e violentamente à criação de uma porcaria de uma data inócua pelo simples fato que é inadmissível permitir que “o inimigo”, o homem branco heterossexual, também erga sua cabeça com orgulho.

Não basta conquistar direitos iguais. Não basta obter privilégios legais. Para os movimentos feminista, negro e gay organizados, é necessário aniquilar moralmente “o inimigo”, é necessário humilhá-lo, é necessário fazê-lo baixar a cabeça com vergonha do sexo com que nasceu, da cor com que nasceu, da orientação sexual com que nasceu.

Que demora catastrófica para perceber que do ressentimento não nasce o sonho de igualdade e sim o sonho de revanche. Grande erro. Enorme erro. Monstruoso erro.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 12/08/2011

27 thoughts on “O maior erro de avaliação política de minha vida

  1. Manga-Larga

    12/08/2011 — 17:56

    Lamentável meu amigo!

    E o pior é perceber que o brasileiro merece essa galera, hoje em dia as críticas que você ve são todas vazias, buscando apenas criticar o governo por criticar, muitas vezes críticas ambíguas que deixam óbvio que quem critica, faria a mesma coisa na posição de governo.

    Tenho profundo desgosto com esta figura brasileira, “os indignadinhos”, que praguejam contra a corrupção nos poderes e ao mesmo tempo estaciona em vaga de paraplégicos.

    Tipo assim: “corrupção é o que eles fazem, o que eu faço é de revolta”

    E assim ninguém respeita a lei, nem os grandes nem os pequenos.

    1. O pior de tudo é olhar para a esquerda… para a direita… para frente… para trás… e não encontrar em quem votar, porque o lamaçal se estende até o horizonte em todas as direções.

  2. É bom que os radicais tenham voz em algum partido, e seria melhor ainda se os moderados do partido tratassem de ouvir mas discordar deles. O problemático é que as lideranças acabam por instrumentalizar os seus radicais. Cachorro bravo é bom porque late para os inimigos, mas um dia acaba mordendo um amigo.

    1. André, não foram os radicais que me ameaçaram, foi a assembléia inteira.

      O cara do PCO, que só conseguiu latir o minuto e meio a que tinha direito porque *eu* apresentei um encaminhamento que fez a mesa diretora perceber que a melhor maneira de se livrar dele era cumprir as regras estabelecidas de comum acordo, foi o primeiro a berrar ofensas e ameaças contra mim, insuflando a massa.

      O pessoal que tinha acabado de concordar comigo virou-se contra mim porque eu propus coerência.

  3. Muito bom o texto. Excelente relato do evento. Pude me reportar ‘aquela epoca, e ver as coisas se suscedendo.
    Entendo a tua conclusao, mas acho que perde um pouco o resultado.
    eu nao me lembro de confronto fisico ou derramamemto de sangue no processo de impedimento do extra-presidente Collor.

    1. Paula, não é necessário haver confronto físico e derramamento de sangue para haver injustiças. Eu não temo que homens brancos heterossexuais sejam enviados para gulags na Amazônia. Porém…

      Existem delegacias para a mulher, enquanto um homem que for a uma delegacia denunciar que sofreu uma agressão da própria esposa será ridicularizado pelos policiais (sei de casos em que isso ocorreu) – ou seja, o Estado criou ambiente físico e capacitou profissionais para garantir a dignidade da mulher agredida, mas o homem agredido é duplamente vitimado.

      As mulheres possuem garantia de percentual de vagas em partidos políticos, mas os homens não – ou seja, é impossível criar um partido com mais de 70% de homens, mas não é impossível criar um partido com 100% de mulheres.

      Os negros e pardos possuem garantia de percentual de vagas em universidades, mas os brancos, amarelos e vermelhos não – ou seja, não é possível ter 100% de brancos em uma sala de aula, mas é possível ter 100% de negros em uma sala de aula.

      Os gays realizam seus “Dias do Orgulho” há mais de uma década e hoje em dia somente os piores reacionários se arriscam a dizer que os gays não sofrem devido ao preconceito, mas os “homens brancos heterossexuais” (quem meteu HOMENS BRANCOS na jogada?) não podem nem sequer OPINAR de modo divergente aos dogmas dos movimentos sociais organizados e da esquerda totalitária sem que sejam ridicularizados, humilhados e praticamente OBRIGADOS a reconhecer que “homem branco heterossexual não tem motivo para ter orgulho”.

      Estou lendo o livro de Charles Darwin sobre a viagem dele no Beagle. Lá pelas tantas ele diz que estava com dificuldade de se fazer entender por um escravo brasileiro e passou a gesticular para tentar se fazer entender. Inadvertidamente ele passou a mão perto do rosto do escravo, um sujeito muito maior e mais forte que ele, e o coitado arriou os braços estendidos, com uma expressão de terror, achando que ia apanhar.

      Eis as palavras de Darwin:

      “Jamais poderei descrever as sensações que em mim brotaram, mescla de surpresa, repulsa e vergonha por ver um homem tão grande e poderoso amedrontado demais para se esquivar da pretensa bofetada que ele achava que iria receber no rosto. Esse homem havia sido treinado para se acomodar a uma degradação mais aviltante que qualquer degradação que pudesse ser imposta ao mais indefeso dos animais.”

      ESTA é a questão. É nesta direção que estamos caminhando.

      “Ah, você é homem, branco e heterossexual? Então qualquer coisa que você disser em seu próprio favor será desconsiderada e você será humilhado pela ousadia de ter se insurgido contra nosso dogma de que homens brancos heterossexuais não precisam de proteção legal porque são os opressores históricos e qualquer queixa não passa de mimimimimi.”

      DISCRIMINAÇÃO INVERSA, não igualdade, é a direção para onde a esquerda totalitária e os movimentos sociais alegremente e com o apoio de muito adolescente deslumbrado pela estrela vermelha estão nos levando.

      Sim, eu estou com medo do que virá. Não por mim, que eu me garanto e se a coisa aqui ficar preta eu posso fazer as malas e emigrar, mas pela imensa quantidade de injustiças e de sofrimento humano que virão em função desta ideologia porca e racista que infecta as bases da esquerda no Brasil.

      E, claro, o que não falta são neo-capitães-do-mato, homens brancos heterossexuais que estão fritando merda para comer torresmo e mesmo assim dizem que os homens brancos heterossexuais são “opressores históricos”…

  4. Submeti ou comentario antes de fechar a ideia. Te convido a revisitar o comentario em teu artigo anterior, sobre o radicalismo, a tendencia ‘a modulacao, e o subsequente equilibrio.
    De qquer forma, discordo terminantememte da censura em Assembleias. Eu mesma muito me irritei com as taticas de assembleia de esquerdistas, em com gente das faccoes mais radicais do PT.
    Mas hoje, conhecendo a atual presidente do pais de sua passagem no servico publico gaucho, espero que ela se mantenha forte no poder, pois ela nao vai se grudar mais no partido para defender corrupto. Em ninguem vai poder reclamar, pois estao todos no mesmo barco. Em quem esta’ devendo em Brasil ia deve estar apavorado, em fazendo campanha para ela cair em descredito.

    1. Eu li, Paulinha. Respondi também.

      Só não sou otimista como tu no que diz respeito ao governo Dilma. Ao fim e ao cabo, uma pessoa sozinha não governa um país, nem mesmo que fosse do tamanho do Principado de Mônaco ou do Vaticano. Talvez Sealand. 🙂

      Dilma é petista, escolhida para ser a sucessora de um petista, tem sua frágil base de apoio no PT e já pediu arrego pro padrinho nesta semana mesmo, quando o PMDB ameaçou aprntar alguma palhaçada com o país “para dar uma lição no governo” – ou seja, 190.000.000 de vítimas irrelevantes serão sacaneadas por causa de uma pirraça do PMDB em busca de “respeito” (leia-se “cargos e dinheiro”).

      Difícil isso progredir bem…

  5. Caro Arthur,
    teimas em por gatos e cuscos num mesmo balaio,rs.

    Não ignores nossa condição de “humano”.

    Em todos os movimentos vão existir os que são ignorantes e radicais,oportunistas também.

    Tem gente que desconhece o perdão,o amor,a compaixão.

    E sim,também tem aqueles que estão cheios de ódio,querendo apenas vingança.

    Direitos assegurados não é o bastante,eles precisam dominar,e destroçar,quem
    olham como inimigo.

    É lamentável,é triste,mas é assim,sempre foi assim.

    Como mudar isso?
    Mudando nossa maneira de vê-los,de lidar com eles.
    Mudando a nós mesmos.

    Vou te lembrar novamente,são pessoas que erram.

    Se olhares para o lado feio,sujo,negro dos homens
    nada vai te restar,senão
    desesperança e solidão.

    Olhe para o outro lado,veja as pessoas que querem mudar de verdade,as que não roubam as rosas para que outros
    transeuntes possam admirá-las também.Aqueles que
    erram e buscam aprender com seus erros.

    Aqueles que colocam o amor,a compaixão,a generosidade,o perdão acima de tudo.

    A esperança depende desse olhar.
    A nosssa sanidade mental depende dele.
    Os nossos sonhos também.

    Os homens não são todos iguais.

    Seria injusto condenar uma nação inteira porque uma meia duzia de governantes não presta.

    Os estranhos de hoje podem ser os amigos queridos de amanhã.

    Sou feminista,e insisto nisso,porque se eu negar o que sou para os que me conhecem, as mulheres que me envergonham
    com suas posturas radicais e intransigentes,sairão ganhando.
    E quem vai perder sou eu,
    porque tudo que esse movimento tão necessário e
    importante conseguiu não terá valido nada.

    Se eu chorar muito as lágrimas não me deixarão ver o brilho das estrelas.

    Eu sei que és um homem justo,não deixe que os maus
    te transformem num ser amargo.

    É nossa obrigação lutar contra isso.

    1. Lia, se tu fosses ativa no movimento feminista organizado, provavelmente serias tratada do mesmo modo como o PT tratou a Heloísa Helena, a Luciana Genro, o Babá e o João Fontes. Pensa nisso.

  6. Já pensei muito, e por pensar não faço parte DESSES movimentos.

    Faço parte de um movimento que vai além,que tem mais poder e força porque me conhece e eu o conheço,que são as pessoas do meu convívio.

    Essas me conhecem e me escutam.

    Fui a passeata gay deste ano,porque estava com amigos que conheço e respeito.

    Pessoas realmente comprometidas com eles e com os outros.
    Pessoas que levam seus sonhos a sério.

    O maior movimento que pode existir,não está na rua,está na chama do sonho que alimentamos.

    Defender os Direitos Humanos,a fé naquilo em que acreditamos,os nossos sonhos,a elevação da consciência…..é isso que nos ajuda a levantar da cama,todas as manhãs.

    Os grupos organizados só me causaram tristezas e decepções.
    Fujo deles como o diabo da cruz,rs.

    1. Pois eu não vou mais à Parada Livre, nem a qualquer evento organizado por estes movimentos sociais, nem mesmo para acompanhar amigos. Fazer o que lá? Apoiar com minha presença os movimentos que dizem que eu “não tenho motivo para ter orgulho”? Eu não.

    2. Manga-Larga

      15/08/2011 — 10:08

      Arthur, com o perdão da intervenção, mas você está transferindo ao movimento como um todo a culpa de uma meia dúzia de radicais.

    3. Manga-Larga, vê se tem UMA liderança desses movimentos dizendo que está havendo exagero, ou que todo mundo tem direito a ter direitos iguais, ou que heterossexuais também devem ter orgulho de sua sexualidade como qualquer outra pessoa, ou que não vê problema algum no Dia do Orgulho Hetero, ou que a generalização quanto a “homens brancos heterossexuais” é indevida, ou que alguma crítica ou reclamação de qualquer um que discorde do dogma do “opressor histórico que tem que pagar dívida histórica” tem fundamento.

      Ou procura meia dúzia de “moderados” que digam abertamente essas coisas e afirmem que “não devemos radicalizar nosso movimento, porque acima de tudo nossos objetivos devem ser direitos iguais para todos e harmonia social”.

      Se encontrares tais exemplos nestes movimentos sociais organizados, sem que os questionadores estejam sendo crucificados e chamados de traidores ou ridicularizados pelas lideranças e pela maioria dos militantes, então eu terei o maior prazer em reconhecer que julguei equivocadamente o movimento.

      Se eu tiver errado, eu assumirei o erro e o corrigirei publicamente. A única coisa mais dura que a minha cabeça é meu compromisso com a verdade.

    4. Manga-Larga

      15/08/2011 — 20:24

      Bom, me refiro mais a causa do que ao movimento em si Arthur.

  7. Às vezes me pergunto se os partidos ainda têm ideologia ou se aquilo escrito nas propostas dos partidos são meras sugestões para servir de decoração retórica. Hoje em dia a ideologia de um partido é só um arabesco, só serve para enfeitar.

    1. A política está virada em uma gosma. O lamaçal se estende até o horizonte tanto à esquerda quanto à direita. Não tenho mais nenhuma opção de voto e sei que o voto nulo só ajuda o cavalo do comissário.

      Estou começando a levar a sério aquela antiga piada que dizia que “o Brasil só tem duas saídas… Galeão e Cumbica”. 🙁

  8. Ideologias….eu faço as minhas.

    Não acredito mais em movimentos,acredito em idéias,em pessoas que defendem essas idéias.

    Propostas são lindas no papel.

    A sociedade pode mudar,mas depende de nós.

    Como esse daqui,rs.

    José Antônio Reguffe (PDT-DF

    http://profjoaodamasceno.blogspot.com/2011/04/deputado-do-pdt-que-rejeitou-beneficios.html

    1. É… basta ser coerente com os próprios compromissos de campanha para ser chamado de “demagogo” e “Dom Quixote”… 🙁

  9. O Governo e os partidos politicos sao formados por pessoas da sociedade, e representam perfeitamente a sociedade, oriundas da sociedade. Quem vota sabe muito bem em quem esta’ votando, tem todas as oportunidades de aprender sobre o candidato. E se vota sem saber, ‘e por opcao propria de assinar em baixo sem ter lido o contrato.

    Eu fico frustrada em ler que pessoas estao desanimadas porque acham que politico e’ tudo igual, que ‘e todo mundo corrupto, que nunca nada vai mudar. “Sao todos defeituosos. O Governo deveria fazer algo.” Lembra algum outro texto??

    Eu discordo.

    Em primeiro lugar o Governo nao tem funcao paternalista. Se a sociedade quer alguma coisa, va’ e faca. Quer parada gay? Vai e faz, como fizeram. Quer parada hetero? Vai e faz. Agora precisa de lei criando o dia da parada Hetero, para dar o troco na lei autorizando casamento gay (por favor vejam artigo anterior em um dos comentarios). O Governo serve para regular, proteger. Nao vai fazer a minha vida ficar melhor, ou multiplicar o meu salario. Quanto eu ganho, meu emprego, meus beneficios, tudo isso depende de mim, nao do Governo. Se eu escolher ser funcionaria do Governo, isso ‘e minha decisao, e so’ entao havera’ uma relacao adicional de empregado-empregador. So’ isso.

    Se a sociedade punisse o politico, as coisas seriam diferentes. Punir como? Com seguimento incansavel de seus votos no Congresso, tipo de projetos redigidos, publicacao de seus discursos para que todos pudessem ler o que realmente o cara pensa, assiduidade, participacao em comissoes. Nao estou falando de recolher noticias sensacionalistas de jornal ou TV. Estou falando de um relato puro de sua producao. Assim, afinal na proxima eleicao, privasse o falcatrua do que ele mais precisa: o VOTO, o cara ia ter que pensar duas vezes antes de fazer besteira.

    No Brasil a sociedade nao pune pela falta de voto. Mesmo tendo a arma maior a seu dispor. Nao pune porque nao esta’ suficientemente indignada. De certo ‘e porque, ao contrario de tomar uma atitude contra a besta, esta’ na verdade com ciumes de nao ter tido ideia para tamanha falcatrua. Sim eu ouvi alguem dizer que queria um fulano falcatrua no governo pois ele era o mestre, com quem tinhamos que aprender.

    Enquanto o valor esperteza estiver em primeiro plano na sociedade brasileira, eu nao me admiro que politicos (que representam a sociedade, eleitos pela sociedade e oriundos da sociedade) continuem sendo falcatrua.

    Assim, por favor, nao fique paralizado se queixando dos politicos. Esta conversa nao esta’ mais na moda.

    1. Paulinha, como sempre tuas intervenções exigem um artigo inteiro para serem respondidas como merecem. Considerando que são duas e meia da madrugada e que já estou batendo pino, vou tentar te responder hoje à tarde, tá? De certa forma, o artigo de hoje (A Síndrome do Cupim) não deixa de ser uma resposta a tuas colocações, mas tenho mais algumas considerações a tecer depois. 😉

    2. Tá.

      Paula, nossa visão acerca do jogo político é bem diferente. Eu já pensei parecido contigo, mas com o tempo percebi que essa é uma visão wishful thinking do mundo. Explico.

      Ao contrário do que dizem quase todos os filósofos famosos, o homem não é um animal político nas escalas exigidas para a organização de qualquer sociedade com maior número de indivíduos do que aquele que conseguimos chamar pelo nome.

      NA MÉDIA, o ser humanos é totalmente incapaz de compreender a estrutura e o funcionamento de qualquer agrupamento humano com uma divisão de trabalho mais complexa do que a aldeia tribal. Esta limitação se origina em quatrocentos mil anos de organização tribal bem sucedida através da estratégia caçadora-coletora.

      Nosso cérebro foi selecionado para funcionar no sistema caçador-coletor tribal e é assim que ele funciona apesar do fato de vivermos em sociedades com estrutura completamente diferente – simplesmente vivemos de um modo completamente estranho e HOSTIL a nossa natureza.

      O “vai lá e faz” só é acessível e praticável dentro de uma organização tribal nos moldes em que descrevi. Para além desta escala de organização, habilidades cognitivas e lógico-racionais de altíssimo nível de abstração são indispensáveis para conseguir gerenciar um modelo mental minimamente realista e funcional (mas jamais preciso) da estrutura e do funcionamento de uma sociedade complexa como a nossa.

      Esperar da maioria das pessoas que tenham um comportamento político racional, razoável, conseqüente, justo e que priorize a harmonia e o bem comum é IDÊNTICO a treinar um bando de chimpanzés para que distribuam entre si SEM BRIGAS E SEM SUPERVISÃO um cesto de frutas variadas, de modo a que cada um receba a quantidade de alimento proporcional a suas necessidades nutricionais diárias. Tenta e me conta o resultado. 😉

      A conclusão óbvia e necessária é que política não é mesmo para todo mundo. Enquanto a política for organizada pela MÉDIA do pensamento dos indivíduos de uma sociedade, o resultado – tanto das escolhas como da fiscalização da implementação das escolhas – só pode ser MEDÍOCRE. E adivinha: isso é exatamente o que se busca quando se impõe o VOTO OBRIGATÓRIO, que coloca em pé de igualdade o voto do indivíduo consciente, interessado e capaz de avaliação crítica e o voto do indivíduo alienado, desinteressado e massa de manobra de personalidades carismáticas ou de ideologias cujos métodos ele não consegue articular e cujas conseqüências últimas ele não consegue prever logicamente.

      Como os capazes são sempre bem menos numerosos que os incapazes, o resultado é sempre determinado pelos incapazes, e só dão certo as poucas sociedades que têm a sorte de ter líderes simultaneamente capazes, honestos, éticos, responsáveis e interessados no bem comum. (Uns dez ou doze países no planeta, se tanto. E todos com pequena área, pequena população, forte investimento em educação e forte propaganda da ideologia de ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL.)

      “Ah, então é só tornar o voto facultativo e o Brasil deslancha?” Como eu gostaria que fosse assim. Esse é UM dos requisitos. Os outros estão citados entre os parênteses do parágrafo anterior. Ou seja: fujam para as montanhas!

      Hmmm… como eu tinha dito, esse comentário ficou com cara de rascunho de artigo. Acho que daqui a uns dias uma versão revista e ampliada será publicada. 🙂

  10. Sim, discordamos em varios assuntos, mas isso nao nos faz intolerantes um ao outro. Na verdade vejo um certo papel de contra-ponto em minhas respostas, o que fomenta o debate no blog. E tambem tenho tido a oportunidade de experimentar as ideias de ti e de outros que frequentam o teu blog, e de repensar as minhas proprias. Uma otima experiencia. Ainda me incomoda um pouco a falta de acentos do Portugues no meu teclado, mas acho que da’ para entender.

    Entao ai’ vai:
    Sera’ que o voto facultativo vai impedir gente menos informada de votar? Menos informada, como assim?! Por acaso tu sabes quantos projetos o teu candidato escreveu durante o mandato dele? Quantos foram aprovados? Qual foi a assiduidade dele nas sessoes? Como ele votou pelo menos nas materias mais polemicas, ou que dizem respeito a ti?

    Se a resposta de quem leu o paragrafo acima for “nao impede”, “acesso `a informacao pode ser relativo”, “nao sei”, “nao sei”, “nao sei” e “nao sei”, provavelmente faz pouca diferenca a tua presenca na eleicao, quando comparada `a presenca do arigo’ que vota no mais bonito. Isto ‘e democracia. Todos tem direito. IGUAL. Se o arigo’ que vota no mais bonito ‘e ser humano como tu es, e cidadao da mesma cidade, e estado e pais, ele tem o mesmo direito de apertar o botao na urna eletronica que tu, que talvez tenha muito mais anos de estudo e atividade constante muito mais politizada. E o voto dele deve ter o mesmo peso que o teu. E’ o principio da autonomia DELE. DEMOCRACIA

    Para mudar o panorama, ou se muda o regime politico (acho que nao ‘e por ai, a democracia, com seus defeitos, ainda ‘e melhor que as outras opcoes mais proximas ou recentes…), ou se muda a cabeca de eleitores e eleitos.

    Os eleitores devem fazer o seu papel, e pressionar os eleitos a nao sairem da linha. O poder ‘e de quem tem o voto na mao!!!!!!

    Os eleitos devem fazer o seu papel e nao sair da linha, mesmo que tenham sido eleitos por uma maioria de arigos que votaram no mais bonito. Se sairem da linha, devem ser punidos pelos seus pares eleitos, e sobretudo pelos eleitores, donos do voto. A internet esta’ do lado do eleitor. Se ‘e possivel fazer uma revolta no Egito via Facebook e Twiter, como ‘e que nao ‘e possivel vigiar um eleito/candidato falcatrua no Brasil?!

    A diferenca esta’ explicada no teu proximo texto, da Sindrome do Cupim. E adiciono: enquanto o cidado brasileiro continuar com mecanismos de defesa tais como negacao, projecao, deslocamento e formacao reativa, os politicos vao continuar sendo uma outra especie de seres que nada tem a ver comigo, na minha casa. Assim como o traficante, outro ser que nada tem a ver comigo. Um outro bicho, do qual quero distancia.

    Quando os politicos sao uma outra especie, it is none of my business…ou seja, eu nao tenho nada com isso, eles ‘e que sao “defeituosos”. Eu por outro lado, sou perfeito, tenho tudo resolvido na minha cabeca.

    Os politicos somos nos mesmos, pessoas de nosso bairro, de nosso colegio, de nossa faculdade, muitos sao inclusive homens brancos heterossexuais; sao reflexo da sociedade. Eles representam a sociedade. Nos somos a sociedade. Eles somos nos.

    O que?! Bom, neste caso, talvez seja mesmo melhor eu pensar em fazer alguma coisa, em vez de esperar (sentado) que um dia eles la’ facam alguma coisa para resolver os MEUS problemas e as MINHAS necessidades individuais.

    1. Paulinha, eu estou aqui rindo deliciado em ver o meu próprio pensamento de bem pouco tempo atrás escorrendo da tua pena. 🙂 Mas, querida, a maior parte disso é wishful thinking. Vou responder detalhadamente.

      1. “Sera’ que o voto facultativo vai impedir gente menos informada de votar?” Não, Paulinha, impedir não vai. Mas pelo menos também não vai obrigar! Eu jogo meu pescoço como os índices de abstenção de voto subiriam do patamar médio de 10% a 20% por eleição majoritária para no mínimo 40% a 50% caso o voto se tornasse facultativo, enquanto o índice de votos brancos e nulos cairia do patamar médio de cerca de 10% por eleição majoritária para quase zero. E isso seria ÓTIMO, porque quase a totalidade destes votos “sumidos” seriam votos de gente desinteressada e desinformada que só serve de massa de manobra para pilantras e promove uma gigantesca INÉRCIA ELEITORAL que dificulta tremendamente qualquer progresso político.

      2. Paulinha, se apertar botões coloridos fosse manifestação de democracia ou de cidadania, poderíamos conferir a qualquer chimpanzé adequadamente treinado para apertar botões um título de eleitor e dizer que esse chimpanzé “exerce cidadania” – aliás, seria um “cidadão modelo” por “contribuir com a democracia”.

      Sinto muito, mas votar sem saber o que faz é a negação maior da cidadania e da democracia, não sua afirmação.

      3. “Os eleitores devem fazer o seu papel, e pressionar os eleitos a nao sairem da linha. O poder ‘e de quem tem o voto na mao!!!!!! ”

      Wishful thinking mode ON, maximum power, rôôôôôuuu!!! 🙂

      Os brasileiros elegeram o Collor porque ele era mais bonitinho que o Lula, elegeram o Lula porque ele deu um trato no visual e transformou metáforas futebolísticas rasteiras em marketing político, reelegeram o Lula porque ele comprou as consciências de todos com o Bolsa Família sem contrapartida alguma e elegeram a desconhecidíssima Dilma porque o Lula pediu.

      O povo brasileiro elegeu Clodovil, Romário e Tiririca deputados federais. Se o Pelé, a Xuxa ou o Roberto Carlos resolvessem concorrer à presidência da República, levariam no primeiro turno. Estaríamos melhor se só quem votasse fossem chimpanzés amestrados, porque pelo menos o resultado seria aleatório, o que nos daria alguma chance de sair do atoleiro.

      4. Mudar a cabeça de alguns eleitores é possível. Difícil, mas possível. Mudar a cabeça da maioria dos eleitores, para que passem a exercer com interesse e responsabilidade o seu papel no jogo eleitoral é totalmente impossível, especialmente em um país do tamanho do Brasil.

      A excelência só acontece em pequenas quantidades, Paulinha. Tu és pesquisadora e sabes muito bem disso. 90% das dissertações de mestrado são tão inúteis que nunca mais são citadas em qualquer outro local exceto no currículo do “mestre em ciências”. Desisti de fazer um doutorado entre outros motivos porque não encontrei um orientador à altura do trabalho que eu queria realizar e não estava disposto a repetir a frsutração do mestrado, em que tive que cortar mais de metade da dissertação e transformá-la quase num trabalho de conclusão de curso de nível de ensino médio para poder aprová-la. ISSO EM AMBIENTE UNIVERSITÁRIO, EM NÍVEL DE PÓS-GRADUAÇÃO. IMAGINA NO NÍVEL DO POVÃO.

      5. “A internet esta’ do lado do eleitor. Se ‘e possivel fazer uma revolta no Egito via Facebook e Twiter, como ‘e que nao ‘e possivel vigiar um eleito/candidato falcatrua no Brasil?!”

      Paulinha, nesta semana tivemos o homicídio da juíza Patrícia Acioli, o Brasil está em crise política porque o PMDB ameçou a presidente Dilma com uma derrota em “algum assunto” no Congresso “para dar uma lição no governo” (e 190.000.000 de otários que paguem o pato), a Europa esteve conflagrada com a população nas ruas quebrando tudo, os EUA quase deflagraram uma crise econômica do tamanho da de 1929… e o Twitter FERVEU com os movimentos sociais se mobilizando para fazer um ABAIXO-ASSINADO CONTRA O DIA DO ORGULHO HETEROSSEXUAL.

      Internet é só uma ferramenta de comunicação. Na mão de chimpanzés, só serve pra reivindicar banana.

      6. “Os politicos somos nos mesmos, pessoas de nosso bairro, de nosso colegio, de nossa faculdade”

      Essa não serei eu a responder. Será Ruy Barbosa:

      “A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.”

      “A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.”

      “A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.”

      “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

      Ruy Barbosa, discurso no Senado, em 1914.

      Já quase lá se vão 100 anos e nada mudou. Não é que não haja grandes homens (e mulheres) na política, mas que resultados podem obter quando invariavelmente são uma minoria inexpressiva?

    2. Se o voto for facultativo todos os arigos vao votar porque esta’ na moda ir la’ votar, ‘e evento social se encontrar para votacao e sair dali para o churrasco.

      E os politizados, desconfiados do sistema corrupto, e “informados”, estes vao ficar em casa e dizer: “nao fui votar, porque DESISTI, entre outros motivos porque não encontrei um (orientador) candidato à altura do que eu espero para me governar (trabalho que eu queria realizar) e não estava disposto a repetir a frustração (do mestrado) da eleicao passada…

      “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

      Ruy Barbosa, discurso no Senado, em 1914.

      Arthur, se tu soubesses detalhes sobre a minha caminhada pessoal para atingir meus objetivos de pesquisadora, entenderia as minhas colocacoes. Um dia a gente vai se encontrar e eu vou poder te dar os detalhes. O que mais interessa ‘e que eu hoje estou ocupando o cargo que vislumbrei pela primeira vez em 1987, mas que nunca se tornou disponivel em Porto Alegre. Por isso eu me mudei, para perseguir o meu sonho. Eu acredito que basta querer.

  11. Os politicos somos nos mesmos, pessoas de nosso bairro, de nosso colegio, de nossa faculdade, muitos sao inclusive homens brancos heterossexuais; sao reflexo da sociedade. Eles representam a sociedade. Nos somos a sociedade. Eles somos nos.

    O que?! Bom, neste caso, talvez seja mesmo melhor eu pensar em fazer alguma coisa, em vez de esperar (sentado) que um dia eles la’ facam alguma coisa para resolver os MEUS problemas e as MINHAS necessidades individuais.(Paula )

    Certíssimo!

    No entanto,quando eu faço a minha parte e resolvo alguns de meus problemas…
    como a Maria da Penha (pessoa), os gays,os negros,os deficientes,os idosos…..vem alguém que nunca fez nada por mim,se sentir lesado de alguma forma.

    Isso é cruel.

    Não existe união,sendo assim, é cada um por si.

    Mas se eu não luto por mim,por que o vizinho pode lutar por ele?

    Não,ele tem que lutar também por mim.

    Tá,se o vizinho por generoso,ele até pode fazer isso,mas não é obrigação dele.

    Se todos lutassem por todos,nossa sociedade seria outra.Concordas?

    1. Mais wishful thinking. 🙂

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