Eu sou um convicto defensor dos Direitos Humanos há mais de 25 anos. A declaração de princípios contida na introdução da Declaração Universal dos Direitos Humanos e seus artigos I e XXX são o norte de minha visão e de minhas ações políticas e sociais. Portanto, é com pesar e consternação que verifico a corrupção dos ideais e a perversão dos métodos dos movimentos feminista, negro e gay e anuncio meu total rompimento com estes movimentos devido ao caráter discriminatório e autoritário de suas reivindicações e de suas atuações neste início de século XXI.

Continuarei lutando pelos direitos das mulheres tanto quanto dos homens, dos negros tanto quanto dos brancos, pardos, amarelos e vermelhos, e dos homossexuais tanto quanto dos heterossexuais, bissexuais e de qualquer outra orientação sexual lícita, sempre com a mesma convicção e com o mesmo empenho dos últimos 25 anos, mas denuncio aqui a total corrupção dos objetivos e a perversão dos métodos dos movimentos sociais organizados que dizem representar mulheres, negros e gays. Nenhum deles luta por igualdade. Nenhum deles tem por norte a dignidade de todos os seres humanos.

A luta destes movimentos hoje é por hegemonia política, comprometida com o ideário ideológico das facções mais autoritárias da esquerda e não com os Direitos Humanos e com a dignidade humana, que é de fato negada em tese por todas as suas reivindicações e negada de fato a cada uma de suas conquistas.

Em nome dos Direitos Humanos universais, inerentes e inalienáveis, iguais para todos os membros da família humana, esta denúncia se faz necessária e urgente. Portanto, peço a todos que analisem as minhas palavras com espírito crítico e com ponderação, como requer um assunto de tamanha gravidade.

A luta por igualdade

Não existe a menor dúvida que mulheres, negros e homossexuais foram terrivelmente discriminados pelas leis no passado: as mulheres foram legalmente impedidas de votar, os negros foram legalmente escravizados, os homossexuais foram legalmente impedidos de casar.

Perante tais discriminações absurdas, movimentos sociais diversos lutaram por igualdade de direitos: os sufragistas conquistaram o direito ao voto para as mulheres, os abolicionistas conquistaram o direito à liberdade para os negros e recentemente os argentinos conquistaram o direito ao reconhecimento legal das uniões homoafetivas para os homossexuais, graças ao “Efeito Orloff”.

Do ponto de vista legal, portanto, não há mais qualquer direito que os homens tenham e que as mulheres não tenham, não há mais qualquer direito que os brancos tenham e que os negros não tenham, e não há mais qualquer direito que os heterossexuais tenham e que os homossexuais não tenham.

Mas os movimentos sociais organizados não ficaram satisfeitos com a igualdade legal. Disseram querer também igualdade de fato. E, ironicamente, a partir deste momento a luta por igualdade degenerou completamente em um projeto autoritário de poder caracterizado pelo sectarismo e pelo revanchismo.

A luta por privilégios

Ao invés de trabalhar as verdadeiras causas das desigualdades entre homens e mulheres, entre brancos e negros, entre heterossexuais e homossexuais, os movimentos sociais organizados que dizem representar estes públicos resolveram exigir resultados imediatos e começaram a exigir privilégios para seus grupos, alegando que estes privilégios seriam justos porque viriam corrigir “dívidas históricas”.

Para travestir tais privilégios de direitos, os movimentos sociais feminista, negro e gay apropriaram-se da máxima que diz que “igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades”, e cometeram três gravíssimas impropriedades, para dizer o mínimo:

Primeiro, em pleno acordo com a psicologia de massas do fascismo, escolheram um inimigo conveniente para ser odiado e introduziram componentes racistas e sexistas no balizamento das desigualdades, generalizando de modo simplista, indevido e injusto que os indivíduos que pertencem a pelo menos uma das “minorias historicamente oprimidas” (mulheres, negros e gays) precisam de garantias legais especiais e que os indivíduos que pertencem a “maioria historicamente opressora” (homens brancos heterossexuais) não precisam dos mesmos direitos e garantias.

Segundo, “esqueceram” da parte da máxima que limita a desigualdade de tratamento “à medida das desigualdades”, abrindo assim caminho para o revanchismo intolerante e abusivo.

Terceiro, trataram de “envenenar o pote”, ridicularizando toda e qualquer argumentação divergente do dogma do “opressor histórico” e intimidando qualquer um que ouse questionar a verdade estabelecida pelos movimentos sociais, para eles a única fonte legítima de informação e o único caminho legítimo de mudança social. Qualquer um que discordar deles é universalmente rotulado de “reacionário” e também de “machista”, “racista” ou “homofóbico” conforme o dogma questionado.

O “direito” de ofender e humilhar em nome da “igualdade”

A deturpação dos movimentos feminista, negro e gay chegou a tal ponto que a simples menção da expressão “homem branco heterossexual” em praticamente qualquer espaço de debates na internet causa imediatamente o acirramento de ânimos e um intenso patrulhamento ideológico, impedindo qualquer análise objetiva e racional da fundamentação lógica e das pretensões políticas dos movimentos feminista, negro e gay.

Se você é contra a instituição de cotas especiais para mulheres nas empresas, ou para negros nas universidades, porque está de acordo com o artigo XXVI da DUDH, que diz que “a educação superior será baseada no mérito”, adivinhe: você é um reacionário sexista e racista.

Se você é contra a existência de salas escuras (“dark rooms”) dedicadas à prática de sexo grupal anônimo em danceterias gays, porque constituem um risco à saúde pública que não encontra similar em nenhuma danceteria “não-gay”, adivinhe: você é um reacionário homofóbico.

E, se você acha que um homem branco heterossexual tem tanto motivo para ter orgulho daquilo que é por nascimento quanto qualquer mulher, negro ou gay, adivinhe: você é um reacionário nazista maldito lazarento etc.

O futuro é 1984?

Para quem não leu o livro “1984“, de Geroge Orwell, aconselho sua leitura com urgência. Este livro é leitura obrigatória para quem quiser entender os perigos do totalitarismo e ajuda muito a entender a gravidade das denúncias aqui expressas.

Vejamos, por exemplo, o conceito de duplipensar, essencial para entender o discurso “politicamente correto” que afirma que retirar direitos de um grupo com critérios racistas e sexistas é fundamental para construir “igualdade e justiça”:

“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra “duplipensar” era necessário usar o duplipensar.”

Ou, numa definição mais resumida:

“Duplipensar é a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias, e aceitá-las ambas.”

Duplipensar é o que é necessário para considerar justa e razoável a introdução de novas desigualdades e injustiças no sistema legal, transformando o que deveria ser uma luta por igualdade em uma contínua imposição de discriminações contra vítimas inocentes que tiveram o azar de nascer do sexo errado, da cor errada e da orientação sexual errada segundo os movimentos feminista, negro e gay.

A verdade sobre os direitos das minorias

Hoje em dia não há mais qualquer direito que os homens tenham e que as mulheres não tenham, mas há diversos direitos que as mulheres têm e os homens não têm; não há mais qualquer direito que os brancos tenham e que os negros não tenham, mas há diversos direitos que os negros têm e os brancos não têm; e não há mais qualquer direito que os heterossexuais tenham e que os homossexuais não tenham, mas se não na lei pelo menos na prática há pelo menos um direito que os homossexuais têm e que os heterossexuais não têm.

Apesar disso, os movimentos feminista, negro e gay ainda não estão satisfeitos e querem garantir para os grupos que dizem representar mais e mais direitos que o homem branco heterossexual também não têm. E afirmam que “para haver igualdade, não pode haver igualdade”, porque  “se o homem branco heterossexual também puder usufruir destes direitos, então será mantida a opressão contra mulheres, negros e homossexuais”.

Parece absurdo?

1) Releia a definição de “duplipensar” logo acima.

2) Confira as provas de minhas alegações logo abaixo.

Direitos que as mulheres têm e os homens não têm

O movimento feminista é de longe o mais pernicioso dos três, talvez porque a maioria dos homens heterossexuais concorda bovinamente com qualquer reivindicação feminina achando que assim aumenta suas chances de obter sexo. É um tolo quem pensar que essa característica medíocre de muitos homens não é alegremente explorada pelas feministas (e também por muitas mulheres que nem sequer sabem o que é feminismo, mas este é outro assunto).

Vejamos alguns dos privilégios que não podem ser estendidos aos homens porque “isso negaria as conquistas femininas”.

Lei Mocinha e Bandido: (LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Também conhecida como Lei Maria da Penha.)

Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8° do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

Como o que importa aqui é mostrar que existem direitos legalmente garantidos que as mulheres têm e que os homens não têm e isso fica provado pela simples citação desta lei, não vou fazer aqui uma análise da Lei Mocinha e Bandido, nem de sua constitucionalidade, nem de sua suposta desejabilidade. Isso será feito em um artigo posterior, porque os absurdos desta lei são tamanhos que cabe uma análise mais detalhada. Alguns outros exemplos de leis instituidoras de privilégios eu comentarei ligeiramente.

Lei Vá Treinar Para Morrer Por Mim: (LEI N° 4.375, DE 17 DE AGOSTO DE 1964. Também conhecida como Lei do Serviço Militar.)

Art 2º Todos os brasileiros são obrigados ao Serviço Militar, na forma da presente Lei e sua regulamentação.

§ 2º As mulheres ficam isentas do Serviço Militar em tempo de paz e, de acôrdo com suas aptidões, sujeitas aos encargos do interêsse da mobilização.

Se a Lei Mocinha e Bandido é um exemplo de direito que as mulheres têm e os homens não têm, a Lei Vá Treinar Para Morrer Por Mim é um exemplo de um dever que os homens têm e que as mulheres não têm. Cadê as feministas exigindo “igualdade” no dever de prestar serviço militar obrigatório?

Lei Filhos da Mãe: (LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991, LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991, LEI N° 8.861, DE 25 DE MARÇO DE 1994, LEI Nº 10.421, DE 15 DE ABRIL  DE 2002. Também conhecidas como as leis que instituem a licença-maternidade, o salário-maternidade e a extensão destes benefícios às mulheres que adotam crianças.)

A Lei Filhos da Mãe falam em “proteção à família”, mas todas as proteções são exclusivas para as mulheres e para as crianças, como se os homens simplesmente não existissem ou fossem irrelevantes para a família.

Na lei 8.213:

Art. 18.  O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

I – quanto ao segurado:

g) salário-maternidade;

Não existe salário-paternidade. Quando eu fiz a busca pela expressão “salário-paternidade” no Google, ele respondeu: “Você quis dizer salário-maternidade?”

Na lei 10.421:

Art. 1° O art. 392 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 392. A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.

A licença-paternidade é de 5 (cinco) dias.

As feministas dizem que a licença-maternidade tem que ser maior que a licença-paternidade porque a mulher precisa se recuperar do parto e amamentar a criança. Arrãm. Neste caso, o que justifica o dispositivo legal abaixo?

Ainda na lei 10.421:

Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392, observado o disposto no seu § 5°.

§ 1° No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias.

§ 2° No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos de idade, o período de licença será de 60 (sessenta) dias.

§ 3° No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4 (quatro) anos até 8 (oito) anos de idade, o período de licença será de 30 (trinta) dias.

Não existe previsão de licença-paternidade para o homem que adotar uma criança, seja qual for a idade da criança. Por analogia à licença-paternidade, talvez seja de 5 (cinco) dias.

Mulher que adota não tem que se recuperar do parto nem tem que amamentar a criança. Sua condição é rigorosamente igual à condição do homem que adota. O que então justifica que as mulheres que adotam tenham direito a uma licença de duração vinte e quatro vezes maior que os homens que adotam? Cadê as feministas exigindo “igualdade”?

Um tiro no pé das mulheres: ironicamente, a diferença de direitos mais prejudica do que ajuda as mulheres, porque o valor do salário-maternidade é irrisório e a licença-maternidade logo acaba, mas o impacto negativo desta proteção especial é permanente no mercado de trabalho.

E mais uma coisa: para as mulheres, qual seria o problema de os homens terem uma licença paternidade com a mesma duração da licença maternidade? Não seria ótimo que o homem pudesse ficar em casa para auxiliar a mulher no período de recuperação do parto ao invés de deixá-la se virar sozinha? Não seria ótimo que ambos pudessem atender a criança quando ela chorasse de madrugada em dias alternados, permanecendo ambos razoavelmente descansados? Não seria ótimo que o pai pudesse curtir o filho recém nascido junto com a mãe? E não seria ótimo acabar com a principal desculpa de muitas empresas para não contratar mulheres?

Mas nããããão, as feministas dizem que “isso é conquista das mulheres, se os homens tiverem o mesmo direito então a conquista das mulheres perde o sentido”. Baita revanchismo ressentido que causa prejuízos às mulheres, só não vê quem não quer.

Direitos que os negros têm e os brancos não têm

Estatuto da Desigualdade Racista: (LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010.) é um primor de legislação que estabelece que quem tem mais direitos é mais igual que os que tem menos direitos. Vou pegar só dois exemplos específicos entre os diversos absurdos desta lei.

Art. 27.  O poder público elaborará e implementará políticas públicas capazes de promover o acesso da população negra à terra e às atividades produtivas no campo.

Art. 28.  Para incentivar o desenvolvimento das atividades produtivas da população negra no campo, o poder público promoverá ações para viabilizar e ampliar o seu acesso ao financiamento agrícola.

Art. 29.  Serão assegurados à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infraestrutura de logística para a comercialização da produção.

Peraí… e os italianos pobres e miseráveis que vieram da Europa praticamente só com a roupa do corpo, atraídos pela oferta oficial do governo brasileiro de terras para cultivar, de financiamento agrícola e de infraestrutura para a comercialização de suas safras no século XIX e que foram simplesmente abandonados pelo governo brasileiro, passando a viver em condições de trabalho escravo, com a única diferença que legalmente não podiam ser espancados, embora muitos de fato tenham sofrido tratamento de escravo?

Por que os descendentes dos italianos que sofreram as mesmas agruras que os negros sofreram não possuem os mesmos direitos dos descendentes dos negros que foram escravos? Será que os miseráveis brancos que circulam puxando carrinhos de coleta de papel e lata, que moram embaixo das pontes e estão se destruindo fumando crack são menos miseráveis que os miseráveis negros que fazem o mesmo?

Será que é justo dar acesso diferenciado à terra, ao financiamento agrícola e aos investimentos em infraestrutura conforme a cor do miserável historicamente espoliado pelas políticas racistas do governo brasileiro, quando tanto os negros africanos quanto os brancos italianos foram igualmente alvo de políticas racistas?

Art. 35.  O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover melhorias no ambiente e na qualidade de vida.

Parágrafo único.  O direito à moradia adequada, para os efeitos desta Lei, inclui não apenas o provimento habitacional, mas também a garantia da infraestrutura urbana e dos equipamentos comunitários associados à função habitacional, bem como a assistência técnica e jurídica para a construção, a reforma ou a regularização fundiária da habitação em área urbana.

Peraí… mas por que raios a população branca que “vive em favelas, cortiços e áreas urbanas degradadas ou em processo de degradação” não tem a mesma garantia de implementação de políticas públicas para assegurar o mesmo direito à moradia adequada?

O miserável que dorme abraçado em cachorros para não morrer de frio embaixo de pontes ou marquises sombrias, exposto ao vento e à chuva, sente menos frio se for branco do que se for negro? Sente sua dignidade menos violada se for branco do que se for negro? Merece menos apoio do Estado se for branco do que se for negro?

E as conseqüências do racismo oficialmente instituído já se multiplicam:

Cotas Racistas nas universidades: (LEI N° 10.558, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2002) a escravidão terminou no século XIX, portanto, de acordo com os “movimentos sociais”, “é justo” que Fulano, que nasceu na segunda metade do século XX e que tirou nota 8, perca sua vaga na universidade para Sicrano, que também nasceu na segunda metade do século XX, que mora no mesmo bairro de Fulano, que estudou no mesmo colégio que Fulano e que no entanto tirou nota 6, mas tem a cor de pele “certa” de acordo com os padrões racistas hoje implantados para seleção.

Cotas Racistas no serviço público: (DECRETO N° 43.007-RJ ) e você que achava que “todos são iguais perante a lei”, hein? Que nada, 20% das vagas de muitos concursos públicos estão reservadas por “direito de nascimento” para quem nasceu da cor certa. E quem ousar dizer que “direitos desiguais não são justos, nem constitucionais, nem geram igualdade” corre o risco de ser chamado de racista.

É um absurdo completo, mas 123 anos depois da Lei Áurea o Brasil chama de “justiça social” o que não passa de racismo de sinal invertido.

Direitos que os homossexuais têm e os heterossexuais não têm

Do ponto de vista legal, ainda não há qualquer direito que os homossexuais tenham e que os heterossexuais não tenham, mas na prática os homossexuais usufruem de pelo menos um direito que os heterossexuais não usufruem: o direito de terem respeitadas as suas reivindicações de não discriminação por orientação sexual.

Hoje em dia, o heterossexual que disser que está se sentindo discriminado em função de sua heterossexualidade será triplamente discriminado: em primeiro lugar pela discriminação original a que tenha sido submetido, em segundo lugar pela negação da legitimidade de sua queixa e em terceiro lugar pela ridicularização e humilhação a que será submetido por ter se queixado ou pela retaliação que sofrerá se tentar resolver a questão por suas próprias forças.

Segundo impõe o movimento gay, “heterofobia não existe”. Ah, não? E a truculência com que os homens brancos heterossexuais foram tratados de modo generalizado no episódio da proposição do Dia do Orgulho Heterossexual em São Paulo mostrou o quê? Tolerância? Respeito?

Lanço um desafio

Para destruir todos os meus argumentos e provar que “homens brancos heterossexuais têm mais direitos que mulheres, negros e gays”, basta apontar as leis que garantem mais direitos aos homens brancos heterossexuais, do mesmo modo que eu apontei as leis que garantem mais direitos às mulheres e aos negros que aos homens e aos brancos, ou as leis que impedem o acesso  aos homossexuais, após a decisão do STF de reconhecer as uniões homoafetivas, de um direito que seja acessível aos heterossexuais.

Mas atenção: estou falando em direitos, não em mimimimimi ideológico que diz que os homens brancos heterossexuais são os vilões da história. Eu mostrei exemplos positivados em lei, não mostrei blá-blá-blá ideológico. Choradeira coitadista não é argumento, é falácia ad misericordiam.

A caixa de comentários do Pensar Não Dói está aberta a todos, basta postar o link das leis sexistas e racistas que garantem mais direitos aos malvados “opressores históricos” homens, brancos e heterossexuais que às mulheres, negros e gays e perante as evidências eu não terei argumentos para discordar.

Conclusão: os movimentos sociais e os Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos começa com a seguinte frase:

“[Considerando que] o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,”

A DUDH não diz “todos menos os malvados opressores históricos”, não diz “todos menos os homens brancos heterossexuais”, não diz “todos menos os que os movimentos sociais organizados acharem que não merecem”. Diz todos.

O artigo I da DUDH diz o seguinte:

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

A DUDH não diz “todas menos os malvados opressores históricos”, não diz “todas menos os homens brancos heterossexuais”, não diz “todas menos os que os movimentos sociais organizados acharem que não merecem”. Diz todas.

O artigo II da DUDH diz o seguinte:

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

A DUDH não diz “sem distinção de qualquer espécie exceto as que os movimentos sociais organizados acharem certas”, não diz “sem distinção de qualquer espécie menos exceto as que certos grupos ideológicos considerarem convenientes ou mesmo justas”. Diz sem distinção de qualquer espécie.

E o artigo 30 da DUDH diz o seguinte:

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

A DUDH não diz “nenhuma disposição exceto as que não forem convenientes para os movimentos sociais”, não diz “qualquer Estado, grupo ou pessoa exceto os movimentos feminista, negro e gay”, não diz “qualquer ato exceto a introdução de critérios racistas e sexistas nas leis”, não diz “quaisquer dos direitos e liberdade exceto o de plena igualdade a todos os membros da família humana”.

O que fazem, entretanto, os movimentos feminista, negro e gay, bem como a esquerda de modo geral? Tergiversam e apresentam interpretações distorcidas para justificar a violação de inúmeras disposições da DUDH, aviltando a dignidade de uns em benefício de outros, instituindo distinções em nome da igualdade e arrogando a si o direito de interpretar de modo ideológico e falacioso os dispositivos da DUDH, destruindo os direitos e liberdades por ela estabelecidos conforme suas conveniências políticas.

Que fique bem claro, portanto:

1. Não se constrói a igualdade criando desigualdades, isso é duplipensar.

2. Impor injustiças a vítimas inocentes em função de “dívidas históricas” é mera ideologia esquerdista, não tem nada a ver com a causa dos Direitos Humanos.

3. Pensar Não Dói. Se você não percebe a deturpação da causa dos Direitos Humanos em cada reivindicação e em cada ação dos movimentos feminista, negro e gay, bem como dos partidos de esquerda que dão suporte a estes movimentos, experimente imaginar como você avaliaria o mesmo discurso de cada um deles se viesse da boca de um homem branco heterossexual. Se o discurso parecer sexista, racista ou preconceituoso vindo de um interlocutor, então o mesmo discurso é necessariamente sexista, racista ou preconceituoso se vier de outro interlocutor.

O reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Se alguém lhe disser que “todos” não significa “todos” e que “iguais” não significa “iguais”, lembre-se: isso é falso; isso é duplipensar; isso permite justificar qualquer injustiça em nome de um projeto autoritário de poder; isso é ideologia esquerdista travestida de Direitos Humanos.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 19/08/2011

169 thoughts on “Os movimentos sociais feminista, negro e gay não defendem Direitos Humanos

  1. pedi mais cedo- IURD

    07/03/2014 — 19:54

    Cometivismo é uma doneça..

  2. pedi mais cedo- IURD

    07/03/2014 — 19:54

    Coletivismo

  3. A nova moda entre as feministas e outros seguidores de movimentos sociais “politicamente corretos” é colocar a letra X no final das palavras masculinas e femininas no lugar de O ou A (exemplo: “amigxs”), porque, segundo esse pessoal, colocar O ou A privilegia um sexo em detrimento de outro.

    Esse câncer está acabando até com nosso idioma…

    1. Já da pra detectar um zumbi esquerdista hoje só lendo meia dúzia de palavras. Quando entrava no campus e via algum flyer escrito amigxs estudantes ficava com vontade de vomitar.

    2. Gente… Quando eu encontro uma coisa destas, automaticamente eu tenho certeza que estou diante de umx retardadx. Para que continuar a ler, a não ser para se divertir ou para se preparar para combater mais uma perversão?

  4. ter direitos escritos no papel é uma coisa mais oq todos esses movimentos lutam é por esses direitos serem respeitados e usados no dia a dia não é pq tem a lei contra a violência a mulher q eu deixei d ver centenas de mulheres serem mortas e a licença a paternidade, como mãe posso garantir que quem alimenta cuida é a mãe por isso a licença é maior para nós ou os homens também qrem parir amamentar como as mulheres só para ter o mesmo direito, a nossa licença é maior pq temos q nos recuperar cuidar d uma criança não pq nós queremos ser melhores q os homens mais sim por nessecidade

    1. Mais uma vez uma feminista alega que precisa ter mais direitos que os homens por razões de natureza biológica. Quando as mulheres tinham menos direitos que os homens, elas diziam que biologia não é justificativa para diferença de direitos. Quando os direitos se tornaram iguais, esse discurso foi substituído pelo coitadismo bio-sócio-econômico: “ai, coitadinhas de nós, somos nós que geramos, somos nós que amamentamos, somos fisicamente mais fracas, mimimi… precisamos de mais direitos!”

      Não, as mulheres não precisam de mais direitos. Os direitos podem e devem ser iguais. Que sorte se um dos sexos for privilegiado pelo recebimento de direitos justificados pela biologia do outro sexo. Jamais se pode inventar diferenças de direitos, seja pelo motivo que for – porque esse é o pé na porta. Por onde entra uma aberração destas, entram muitas.

      Esta é a postura de um liberal que preza pela dignidade humana: igualdade de direitos nivelada pelo topo.

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