Bastou eu me pronunciar pela defesa dos Direitos Humanos “universais, inerentes, inalienáveis e iguais para todos os membros da família humana” para multiplicarem-se contra mim na internet acusações de machismo, racismo, intolerância religiosa e outras barbaridades que nem merecem menção. Esse tipo de ataque só reforça minhas convicções, mas revela que um grave perigo ameaça a causa dos Direitos Humanos.

Estes ataques infundados contra minha reputação não foram feitos por detratores assumidos dos Direitos Humanos, foram feitos por gente que se diz defensora dos Direitos Humanos e que está à frente de movimentos sociais e ONGs com grande influência política no atual governo brasileiro e nas relações internacionais.

Ora, se até mesmo líderes de movimentos que supostamente defendem uma causa baseada no conceito de que “o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo” recorrem a práticas baixas e intolerantes como ataques pessoais e denuncismo fraudulento, o que podemos esperar para os próximos anos na política, em nosso país e no mundo?

Colocando os pingos nos ii

Os ataques pessoais e o denuncismo fraudulento se intensificaram quando eu denunciei que os movimentos feminista, negro e gay não defendem Direitos Humanos. Ou seja, esta atitude confirma que eu tenho mesmo razão em fazer esta denúncia, caso contrário a reação deveria ter se dado ao nível das idéias, com apresentação de contra-argumentos razoáveis, não com injúrias e difamação.

Ataques rasteiros à reputação de desafetos e denuncismo fraudulento também demonstram claramente que pertencer a uma “minoria oprimida” – que muitas vezes nem é minoria, nem é oprimida – não confere envergadura moral a ninguém, nem tampouco razão. Este é um ponto sobre o qual quero insistir mais um pouquinho.

Vamos fazer um exercício de obviedade?

Escolha aí uma característica “xis”. Vale qualquer coisa: ser honesto, ser safado, ser generoso, ser egoísta, ser razoável ou ser violento. Escolheu? Pois olhe em volta e verifique se o que vou dizer a seguir está ou não está correto.

Há homens xis e há mulheres xis, assim como há homens não-xis e há mulheres não-xis.

Há brancos xis e há negros xis, assim como há brancos não-xis e há negros não-xis.

Há heterossexuais xis e há homossexuais xis, assim como há heterossexuais não-xis e há homossexuais não-xis.

Ou seja, basta olhar em volta para perceber que nenhum sexo, raça ou orientação sexual confere envergadura moral a ninguém, nem tampouco a remove.

Isso não é óbvio?

Então, toda e qualquer alegação em contrário é sectária e perniciosa, não importa se vier de homens ou de mulheres, de brancos ou de negros, de heterossexuais ou de homossexuais, somente podendo ser resultado de ignorância ou de má intenção.

É por isso que eu bato sempre na tecla de que temos que lutar pela dignidade e pela igualdade de direitos para todos os membros da família humana, sem masculinismos, feminismos, branquismos, negrismos, heterismos ou gayzismos.

Quando lutamos pelo bem de todos, todos são igualmente beneficiados por cada um que lute. Quando lutamos apenas por um grupo, somente esse grupo é beneficiado, necessariamente em detrimento da igualdade.

Isso também não é óbvio?

Então, todo grupo organizado que alega que para construir a igualdade é necessário criar distinções de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição, está deturpando tudo aquilo que deveria ser a causa dos Direitos Humanos.

Agora pense:

Quando supostos ativistas pelos Direitos Humanos atacam a reputação de pessoas que defendem os princípios mais fundamentais da causa dos Direitos Humanos, só pode ser porque há alguma coisa muito errada acontecendo no movimento pelos Direitos Humanos.

Isso será somente ignorância ou será realmente má intenção e aparelhamento da causa?

Claro, há uma terceira hipótese: o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa juram que tudo isso não passa de um imenso mal-entendido, que todos os líderes sociais e cabeças de ONGs que se dizem ativistas pelos Direitos Humanos são pessoas de intenções puras e altruístas. Sei lá, mas conhecendo um pouquinho a natureza humana eu tenho cá minhas dúvidas.

A luta dentro da luta

Independentemente de estes ataques serem motivados por ignorância ou por má intenção, todavia, o importante é que eles são extremamente perniciosos e se multiplicam a cada vez que alguém lembra em público que Direitos Humanos tratam da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis.

Trata-se de uma estratégia coordenada de intimidação contra qualquer questionamento da interpretação distorcida do conceito de “igualdade” que certos movimentos sociais pretendem tornar hegemônica. E eles estão conseguindo calar muita gente com esse tipo de intimidação.

Eu, porém, vou continuar repetindo, repetindo e repetindo: minha causa é a dos Direitos Humanos universais, inerentes, inalienáveis, iguais para todos os membros da família humana.

E convido cada ativista e cada pessoa em cada canto do país e do mundo a recitar o mesmo mantra:

Universais.

Inerentes.

Inalienáveis.

Iguais para todos os membros da família humana.

Tantas vezes quantas for necessário, em qualquer tempo e lugar, sem jamais desistir, não importa que interpretação absurda apresentem para tentar nos convencer de que “universais” não significa “universais”, ou que “iguais” não significa “iguais”.

Alerta final

Se você não entende como o povo alemão permitiu que um governo sexista, racista e persecutor de religiões subiu ao poder e levou o mundo inteiro a uma guerra fratricida, observe sua própria apatia política e as desculpas de “falta de tempo” ou de “ter coisas mais importantes para fazer” que você mesmo dá para não fazer nada enquanto o sexismo, o racismo e a intolerância religiosa são inseridos gradualmente em nosso sistema legal e jurídico e são ensinados na escola para seus filhos.

Mostrar apatia política perante o aparelhamento da causa dos Direitos Humanos e permitir que grupos sectários definam “igualdade” segundo seus próprios interesses pode ser o começo de um novo ciclo de governos autoritários que conferem e limitam direitos com base em considerações sexistas, racistas e religiosas. Isso já está acontecendo!

Lute contra o sectarismo, porque o sectarismo já está lutando contra você.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 05/09/2011

12 thoughts on “A causa dos Direitos Humanos corre grave perigo

  1. Concordo que em hipotese alguma manifestacoes de quaisquer grupos devam ser baseadas na intolerancia, violencia e ignorancia.

    Discordo que todos os participantes de movimento x, y ou z sejam intolerantes, violentos ou ignorantes. Me parece que no universo dos blogs do Brasil ha’ uma selecao de pessoas com radicalidade peculiar de pensamento, o que pode estar influenciando nas “repostas” e “ataques” sofridos pela internet. E’ a competicao pelo espaco e atencao, num contexto em que sensacionalismo e radicalismo tem muito mais espaco do que na media do cotidiano de todos os cidadaos, ano so’ os selecionados por lerem Blogs.

    Concordo que devemos seguir `a risca os termos da declaracao dos Direitos Humanos. Na verdade, uso a declaracao todos os dias no meu trabalho de forma oficial, por escrito, com pessoas que me procuram para prestacao de servico.

    Mas gostaria de colocar um outro lado da historia, no que se refere a minorias, sua protecao, e oportunidades, e que em nada se parece com intolerancia, violencia e ignorancia.

    A questao da Politica Afirmativa. Eu sei que no Brasil ha’ muita raiva sobre isso. Eu mesma fui muito contraria a esta politica quando inicialmente implantada. Na pratica, num sistema altamente competitivo, a politica afirmativa da’ a uma minoria chances relativamente maiores de obtencao de espaco num amplo senso, do que a outros nao pertencentes `aquela minoria. Entao pressupoe uma certa diferenca entre as pessoas. Mas esta e’ uma visao concreta do fato, com perda total de contexto.

    Antes de pular e bombardear a politica afirmativa e meu comentario, por favor leia este pequeno trecho no link que eu incluo abaixo. E’ de um discurso de formatura em uma universidade (1965, USA).

    http://www.lbjlib.utexas.edu/johnson/archives.hom/speeches.hom/650604.asp

    No caso era sobre oportunidades para os americanos negros nos anos 60.
    “(…) In far too many ways American Negroes have been another nation: deprived of freedom, crippled by hatred, the doors of opportunity closed to hope. (…)
    (…) But freedom is not enough. You do not wipe away the scars of centuries by saying: Now you are free to go where you want, and do as you desire, and choose the leaders you please. You do not take a person who, for years, has been hobbled by chains and liberate him, bring him up to the starting line of a race and then say, “you are free to compete with all the others,” and still justly believe that you have been completely fair. (…)
    Thus it is not enough just to open the gates of opportunity. All our citizens must have the ability to walk through those gates.
    This is the next and the more profound stage of the battle for civil rights. We seek not just freedom but opportunity. We seek not just legal equity but human ability, not just equality as a right and a theory but equality as a fact and equality as a result.
    For the task is to give 20 million Negroes the same chance as every other American to learn and grow, to work and share in society, to develop their abilities–physical, mental and spiritual, and to pursue their individual happiness.
    To this end equal opportunity is essential, but not enough, not enough. Men and women of all races are born with the same range of abilities. But ability is not just the product of birth. Ability is stretched or stunted by the family that you live with, and the neighborhood you live in–by the school you go to and the poverty or the richness of your surroundings. It is the product of a hundred unseen forces playing upon the little infant, the child, and finally the man. (…)”

    Ao meu ver a questao ‘e de INCLUSAO social. Seja de todas as racas, generos, opcoes sexuais, idades, profissoes, religioes, ou outras caracteristicas x, y ou z.

    1. Sim, Paulinha, mas o modo de fazer isso não passa pela violação dos artigos I, II e XXX da DUDH. Esse é o ponto no qual insisto veementemente.

      Inclusão social, para mim, não é “inclusão social do negro”, nem “da mulher”, nem “do gay”, nem de qualquer grupo específico. Inclusão social é inclusão social de todos, e isso fica gravemente prejudicado por uma política de mascaramento étnico da falta de inclusão social.

      Se (números hipotéticos) uma sociedade tem 60% de brancos e 40% de negros e nas universidades a proporção de alunos brancos e negros é 80% e 20%, não significa que esta é uma sociedade racista. Esse desbalanceamento não vem necessariamente do racismo de hoje, que pode não existir, mas de um racismo do passado, que incluía os indivíduos de uma raça e excluía os indivíduos da outra.

      Ora, se o racismo for adequadamente trabalhado e eliminado, gradativamente as diferenças vão se aplainando e por obra do mero acaso os percentuais oscilarão um pouco pra lá, um pouco pra lá, sem que isso represente “racismo”.

      Entretanto, fazer como estão fazendo hoje em dia, isto é, forçando a exclusão de indivíduos brancos e a inclusão de indivíduos negros “para equalizar as cores da universidade” é uma violência racista, porque os indivíduos brancos excluídos à força não tem culpa alguma do “desbalanceamento de cores” e os indivíduos negros incluídos á força não tem os méritos necessários para usufruir deste privilégio.

      Qualquer política baseada em segragação racial é racista por definição e causa injustiças pungentes e dramas pessoais terríveis para satisfazer ideologias historicistas, não a justiça em cada caso que afeta indivíduos, famílias, gente.

      Fato: enquanto nos digladiamos discutindo quem terá acesso, o número de vagas não muda – o que mostra que essa política não é uma política de inclusão, é apenas uma política de maquiagem da exclusão.

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      Que tal o Monster_ID?

  2. sumiu meu comentario.
    eu ia dizendo que me assustei com meu avatar do dia…kkkkkk. na verdade tentei me cadastrar, upload de figura e tudo o mais no site que me indicaste, mas nada parece ter dado certo. depois vou revisitar esta questao… 😉

    1. Acho que vou deixar o Monster_ID. Os avatares do Monster_ID são mais distinguíveis entre si que os avatares do Wavatar. Mas o melhor é mesmo fazer um Gravatar com foto pessoal. 🙂

      Pô, Paulinha, o teu monstrinho é uma graça. 😀

  3. mas tu achas que nao existe racismo hoje?!
    e homofobia?

    1. Existe racismo do branco contra o negro e existe racismo do negro contra o branco.

      Existe homofobia e existe heterofobia, embora nos dois casos o termo “fobia” esteja errado.

      Existe misoginia e existe misandria.

      E (todo mundo) a maioria absoluta das pessoas só reconhece e só está interessada em eliminar o primeiro problema de cada par de problemas que eu citei.

      O segundo problema de cada par é visto como “inexistente” ou quando muito “irrelevante”.

      O “detalhe” é que eu sou vítima dos três segundos problemas e ainda por cima sou ridicularizado e ofendido pelo simples fato de não gostar disso e não aceitar isso.

      Não se trata mais – há muito tempo – de lutar pela igualdade. Quem luta pela igualdade sou eu. Trata-se de lutar pela hegemonia política de um determinado tipo de pensamento (fascista) que se utiliza de discriminações sexistas, racistas, de orientação sexual, de poder aquisitivo e até religiosas para criar cisões na sociedade e aniquilar a fundamentação teórica da causa dos Direitos Humanos, assumindo este pensamento fascista o lugar da causa dos Direitos Humanos.

      O risco é gravíssimo, mas pouca gente está se dando conta. A maioria, creio eu, são homens brancos heterossexuais, que são os judeus do nazismo da vez.

      Tu conheces a história da supressão de direitos na Alemanha nazista, Paulinha?

      Não foram retirados os direitos dos judeus de uma vez só. Foi gradual, um passo após o outro, durante uma campanha ferrenha de humilhação e demonização, ao ponto de ninguém ousar levantar a voz para defender os judeus.

      Igualzinho ao que está acontencendo no Brasil de hoje – e em outras regiões do mundo onde a mesma ideologia atualmente hegemônica no Brasil é forte.

      Os únicos que percebem isso com facilidade, é claro, são as vítimas principais do processo, começando pela sempre desgraçada classe média, que não é nem tão pobre que não tenha acesso cultural e econômico para perceber o problema nem tão rica que tenha acesso cultural e econômico o suficiente para conseguir se proteger.

      A única maneira de lutar contra isso é recuperar a razoabilidade e enxotar as interpretações falaciosas impostas pela esquerda fascista – tais como a de que “iguais” não significa “iguais”.

      Os caras já estão duplipensando abertamente e ninguém faz nada, raios!

      1984: (George Orwell)

      Guerra é paz,
      Liberdade é escravidão,
      Ignorância é força.

      Hoje: (PT)

      Igualdade é opressão,
      Discriminação é igualdade,
      Intolerância é democracia.

      Isso vai dar uma merda sem tamanho…

  4. Eu defendo a liberdade das mentes fechadas na mesma medida em que defendo a liberdade das mentes abertas. Defendo a liberdade de qualquer pessoa expressar qualquer ideia ou ideologia. Defendo a igualdade de qualquer pessoa, e defendo qualquer pessoa de qualquer tipo de intolerância (tanto que admiro alguns ateus que dizem que, como a ciência não é nada definitivo, eles próprios não têm moral nenhuma em ridicularizar cristãos). Defendo a mesma liberdade e o mesmo benefício de um nazista e de um libertário.

    Mas luto contra a intolerância. Luto contra agressões físicas, luto contra as distinções de todas as espécies, luto contra agressões morais e psicológicas, luto contra falácias que sustentem erros sociais grosseiros, luto contra o revanchismo.

    Me chamam de utópico (sim, sou assim chamado constantemente), mas prefiro dizer que miro as estrelas para alcançar a lua. Se eu não mirar na utopia, como alcancarei o mínimo na realidade? Não tenho objetivos medíocres para a sociedade, quero o melhor para ela.

    1. Pensamos muito parecido, Félix. Exceto talvez em um detalhe: eu não acho que tenhamos que tolerar pregações de intolerância (como por exemplo o nazismo). Contra isso o melhor a fazer é mesmo ser intolerante.

      A razão pare esta aparente exceção é uma tabela-verdade lógica:

      1. Tolerar a tolerância eleva a tolerância.
      2. Tolerar a intolerância eleva a intolerância.
      3. “Intolerar” a tolerância eleva a intolerância.
      4. “Intolerar” a intolerância eleva a tolerância.

      Todo mundo concorda de cara com (1). Quase todo mundo com um razoável domínio da lógica proposicional concorda com (2) e (3). Entretanto, quase ninguém concorda com (4), nem mesmo entre as pessoas com grande domínio da lógica proposicional, o que eu considero aterrorizante.

      “O quê? Você quer que eu seja intolerante? E ainda diz que isso serve para aumentar a tolerância? Você está louco?”

      Afff…

      Tenho a impressão de que “intolerância” é daquelas “palavras desligadoras de cérebros”, assim como “comunismo”, “terrorista”, “subversivo” e quejandos.

      Fato: em relação à intolerância, temos somente duas opções na tabela-verdade. São as opções (2) e (4). Quem consegue perceber que (2) está correta (e está, porque deixar um partido nazista se organizar “em nome da democracia” é obviamente um tiro no pé), necessariamente tem que aceitar a correção de (4). Mas aí bate o melindre e a lógica e a coerência vão para o espaço.

      E a justiça e qualquer chance de uma política racional vão junto…

  5. Certo Arthur, mas intolerar a simples manifestação de uma opinião só porque, dentro de nosso ponto de vista, já o consideramos intolerante por prévio julgamento (vide o caso de sua apresentação que as feministas barraram) aumenta a intolerância. Tolerar a intolerância (não confundir com o tolerar a presença da opinião do outro, por mais absurda que seja) aumenta a intolerância, mas a censura contra as opiniões (intolerância contra a liberdade do outro de se manifestar) aumenta a intolerância.

    Ambos sabemos que os discursos direitistas no Brasil costumam ser historicamente intolerantes, mas isso não quer dizer que: 1) os discursos esquerdistas não sejam também intolerantes, 2) que os direitistas não possam discutir nada civilizadamente.

    Ainda sonho com o dia, por exemplo, em que um fã do Mein Kampf virá a mim, discutirá suas ideias de forma civilizada e e tomaremos uma cerveja pacificamente juntos em um bar (como eu disse, eu miro a utopia para alcançar a melhor realidade possível). Eu, por exemplo, vejo umas coisas filosoficamente interessantes no Mein Kampf, e alguns absurdos, e tenho o direito de dizer isso sem ser enquadrado como intolerante, e acredito que qualquer pessoa deveria ter o mesmo direito, assim como o tem sobre a Bíblia, o Alcorão ou sobre as entrevistas do Lula.

    1. “intolerar a simples manifestação de uma opinião só porque, dentro de nosso ponto de vista, já o consideramos intolerante por prévio julgamento (vide o caso de sua apresentação que as feministas barraram) aumenta a intolerância” (Félix)

      Corretíssimo, Félix. Por isso mesmo a minha proposta de “intolerar a intolerância” na prática é focada exatamente nas ações e nas políticas de restrição ao diálogo pela deslegitimação do interlocutor, de imposição de idéias pela ridicularização/humilhação/intimidação dos interlocutores que defendem algum ponto de vista e nas interpretações que alteram o significado das palavras – três técnicas largamente utilizadas pelos movimentos de esquerda.

  6. Correção: “1) os discursos esquerdistas NÃO sejam também intolerantes”

    1. Corrigi lá em cima. 😉

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