O mundo não aprendeu a pensar, o que é a parte mais preocupante. E, por não ter aprendido a pensar, também não aprendeu a se afastar dos vilões em pele de cordeiro que manipulam mentes e corações em proveito próprio.

Veja a foto abaixo, que registra a imagem do Pentágono após o impacto do suposto Boeing 757.

E agora veja esta ilustração comparativa entre o prédio do Pentágono e um Boeing 757 idêntico ao que teria atingido o prédio:

Salta aos olhos que há algo muito mal explicado nesta história.

Para que a versão oficial estivesse correta, teríamos que admitir que uma aeronave grande como um Boeing 757, pilotada por um principiante nervoso, voou perfeitamente estabilizada (para não tocar com uma das asas no chão), a 400 km/h, a míseros 30 cm do solo, após uma descida abrupta de 7.000 pés (uns 2 km), para atingir seu alvo de modo certeiro.

Convenhamos, é uma coisa muito, muito, muito implausível.

Mas – e aí é que está a parte interessante da coisa – não é impossível.

Uma chance em um bilhão não significa “zero chance”.

Quase todas as análises deste episódio se concentraram em aspectos físicos da colisão. Seria possível um Boeing 757 sobrevoar o gramado a 30 cm do solo sem que a turbulência deixasse marcas na grama, quando sabemos que o deslocamento de ar de um Boeing 757 a essa distância é tão forte que pode facilmente tirar um automóvel de sua posição? Onde estão as marcas do impacto das asas do suposto Boeing 757 que teria atingido o Pentágono? Por que o padrão de chamas visível nas únicas imagens do episódio liberadas pelo governo dos EUA é tão diferente do padrão de chamas verificado nas imagens das colisões contra o World Trade Center e em experimentos de choque de aeronaves contra anteparos fixos? Enfim, coisas deste gênero.

Mas será que é isso o que importa?

O episódio aconteceu. Os mortos estão mortos e os vivos devem continuar a lidar com os vivos. São os vivos que comandam a política, usando como bem entenderem as informações que sobraram das ações dos mortos… e as que disserem que sobraram das ações dos mortos, e as que esconderem, e as que distorcerem.

Logo após a colisão sabe-se-lá-do-quê com o Pentágono, o governo dos EUA fez uma varredura estilo “pente fino” na área ao entorno e confiscou todas as gravações das câmeras de segurança de hotéis, postos de gasolina e turistas que filmavam o local (porque o Pentágono, assim como o World Trade Center, também é um ponto “turístico”).

O governo dos EUA agiu rapidamente para evitar que qualquer fotografia ou filmagem do episódio fosse publicada antes de passar por sua análise. E, depois de passar pela análise do governo dos EUA, somente duas das diversas gravações existentes foram liberadas para serem vistas pelo resto do mundo: câmera 1 e câmera 2.

Ambas as gravações são de câmeras de segurança do próprio Pentágono. E em ambas as gravações, que são de péssima qualidade, não é possível ver absolutamente nada exceto o irromper das chamas da explosão – que aliás são bem diferentes do padrão tipicamente registrado em testes de colisão de aeronaves.

Ora, raios… o que poderia haver nas fitas de segurança dos hotéis e dos postos de gasolina que nós não podemos ver? O que o governo dos EUA está escondendo de nós?

Este é o verdadeiro xis da questão: não os detalhes físicos relativos à colisão de uma aeronave com um prédio, não a probabilidade de ocorrência de um acontecimento já verificado, mas o comportamento dos governos. E não só deles.

Pior que o comportamento dos governos é o assim apelidado comportamento de avestruz daqueles que não admitem parar para pensar um instante sequer no que realmente pode ter acontecido no onze de setembro ou em qualquer outra ocasião em que algo não parece coerente.

Tão temerosos são de pensar, de sair de sua zona de conforto e de questionar as intenções e as ações daqueles de quem acham que dependem, que chegam ao ponto de bloquear qualquer raciocínio com uma simples expressão vazia, desprovida de qualquer valor argumentativo, como “teoria da conspiração”.

É como se, invocando essa expressão, fosse possível descartar automaticamente a possibilidade de jamais existir alguma conspiração, como se todos os políticos, empresários e líderes de quaisquer organizações fossem necessariamente pessoas honestas, honradas e de comportamento ilibado, sem nenhuma segunda intenção e incapazes de se corromper.

Se o mundo dependesse desse tipo de pessoa, o Caso Watergate jamais teria sido revelado e o mundo teria conhecido no mínimo um terceiro genocídio nuclear além de Hiroshima e Nagasaki. O que me preocupa é que esse tipo de comportamento, passivo e acomodado, sem gosto pelo pensamento crítico e pelo questionamento, me parece cada vez mais comum.

A grande mídia jamais repercutiu adequadamente as dúvidas que surgiram após os acontecimentos de onze de setembro de 2001. Somente pensadores independentes e investigadores solitários reuniram os dados disponíveis, fizeram análises, disponibilizaram o material na blogosfera e discutiram a questão apontando as inconsistências da versão oficial dos fatos. Os grandes veículos de imprensa e as grandes emissoras de TV simplesmente aderiram à versão oficial e ignoraram as dúvidas que surgiram no seio da sociedade, o que me parece uma fraude de sua própria razão de existir, que é questionar e buscar esclarecimento.

Volte agora ao parágrafo de abertura deste artigo. Lá eu disse:

O mundo não aprendeu a pensar, o que é a parte mais preocupante. E, por não ter aprendido a pensar, também não aprendeu a se afastar dos vilões em pele de cordeiro que manipulam mentes e corações em proveito próprio.

Quero fechar o artigo com esta reflexão.

Os vilões em pele de cordeiro a que me refiro, vamos deixar bem claro, não são “os governos”, nem “a grande mídia”. Podem até ser estas instituições, é claro, mas não necessariamente.

Pessoas que aparentemente bradam por “racionalidade” também podem ser vilões em pele de cordeiro que manipulam mentes e corações em proveito próprio. Isso é mais fácil de acontecer do que normalmente percebemos.

Qualquer pessoa, associação ou instituição que apele para o uso de expressões como “Teoria da Conspiração”, ou “coisa de reacionário“, ou “conceito burguês” para atacar um argumento ao invés de analisar seu conteúdo e sua estrutura, checando seu conteúdo contra a realidade e sua estrutura contra a lógica, é um vilão em pele de cordeiro que manipula mentes e corações em proveito próprio.

Pessoas, associações ou instituições que escondem informações, que ignoram questionamentos, que reagem à divergência com ataques pessoais, com tergiversações, com deboches, com desvios do assunto ou mesmo com o silêncio são todas vilões em pele de cordeiro que manipulam mentes e corações em proveito próprio, mesmo que não saibamos identificar imediatamente qual é este proveito.

Quem tem convicção de ter razão não precisa fugir do debate franco, nem com falácias, nem com silêncio. Quem possui bons argumentos não precisa apelar para as emoções da platéia a fim de estabelecer sua posição. Quem não pretende tirar proveitos indevidos não precisa tentar manipular resultados.

Franqueza, clareza e destemor são requisitos básicos de qualquer discurso, pessoa ou instituição que pretenda defender a verdade. Lembre-se disso.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 11/09/2011

17 thoughts on “O mundo não aprendeu nada com o onze de setembro

  1. Isso revolta mesmo, a mídia que se diz imparcial não mostra o outro lado da história. Na internet, já existem vários documentários, vídeos e associações querendo a verdade sobre o 11 de setembro. Um dos últimos vídeos foi este http://www.youtube.com/watch?v=iMhTJfntbAM que mostra vários engenheiros falando sobre a queda do prédio 7, que foi esquecida pela nossa mídia “imparcial”.
    As bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki, a guerra do Vietnã, entre outras atrocidades cometidas pelos EUA foram esquecidas e a mídia fica tratando os EUA como coitadinhos. Realmente não dá para engolir isso.

    1. Mas o que mais me incomoda é aquele papinho xarope de chamar qualquer dmanifestação de dúvida em relação à história oficial de “Teoria da Conspiração”, como se fosse impossível que o governo dos EUA dissesse uma mentirinha sequer…

  2. Por favor nao esquecam que muitos brasileiros morreram no ataque, imigrantes ou nao. Muitas pessoas do mundo inteiro foram vitimas dos ataques. Eu sinto muito por todos os que perderam familiares que trabalhavam nas torres, que participavam das equipes de resgate, ou que eram simplesmente visitantes. Qualquer um de nos poderia ter estado la’.

    Eu nao sou favoravel a guerras nem a ataques terroristas. Assim, nao sou favoravel a Hiroshima, Nagasaki, Perl Harbor, Guerras do Iraque, Vietna, Russia contra Afeganistao, invasao da Europa pela Alemanha de Hittler, guerras da Franca com a Inglaterra, de Portugal com Espanha, do Brasil contra o Paraguay, guerras dos cruzados, etc,etc,etc. Tambem nao sou favoravel ao terrorismo na forma do ataque do Noruegues neste ano, dos ataques de 11 de setembro, das explosoes de bombas em embaixadas, inclusive pertinho do Brasil em Bs Aires, ataques de ETA, IRA, etc,etc,etc…

    Agora sera’ que os USA tem que aceitar o que aconteceu em 9/11 numa boa porque um dia uma besta resolveu soltar as bombas atomicas de Hiroshima e Nagasaki? Nao faz muito sentido para mim. Se for assim, a Alemanha sera’ culpada para sempre pelo nazismo, Hittler e SS. Mais seus seguidores internacionais, inclusive na beleza do Brasil. E o Brasil deve pagar para sempre para o Paraguay por ter dizimado a sua populacao masculina a pedido dos ingleses, para evitar a revolucao industrial na america latina ha’ 200 anos, e assim ter condenado aquele pais `a miseria por falta de revolucao industrial, falta de saida de produtos comerciais para o Oceano e falta de mao de obra produtiva por geracoes inteiras. Sera’??

    O Governo Americano tem uma politica muito particular sobre seguranca nacional e esta ‘e respeitada pela midia. Aqui o Governo ‘e a autoridade e como tal, tem tratamento distinto. O principio etico que justifica esta acao ‘e o principio da justica. Os Americanos lembraram com pesar dos ataques de 11 de setembro, sem olhar para a nacionalidade das vitimas. Sim obvio, porque os atentados foram na localidade em que foram. Mas os nomes e fotos das pessoas, nao interessa a nacionalidade, estao la’.

    O que interessa para o Brasil mais detalhes do que se passou em 9/11? Me aponte uma razao que nao seja simplesmente satisfazer a curiosidade alheia?

    1. Manga-Larga

      12/09/2011 — 19:49

      Desculpe me meter na conversa de vocês, mas pelo que entendi, a gente não tem o direito de ter essa “curiosidade”? Se, por um acaso o governo americano forjou algumas coisas, porque não teríamos o direito de saber dessas coisas? Afinal de contas, a guerra ao terror e a guerra às drogas afetam a todo o planeta, não apenas aos americanos. Sendo parte afetada, temos todo direito de saber.

    2. Paulinha, e se as gravações das câmeras de segurança ao redor foram confiscadas porque a aeronave que bateu contra o Pentágono foi um caça controlado por controle remoto, com uma carga de explosivos para certificar-se que a fuselagem praticamente desapareceria ou fosse completamente destruída para não deixar destroços identificáveis, porque o Boeing 757 havia sido redirecinado para o mar e abatido mas o governo não quis assumir o ônus de ter matado seus próprios cidadãos e portanto forjou um ataque ao Pentágono à custa de mais umas poucas vidas consideradas insignificantes?

      Como eu posso saber que essa hipótese não é verdadeira e como posso eu não desconfiar do governo dos EUA se a primeira coisa que eles fizeram foi encobrir e censurar a verdade?

    3. Que os avioes fora de rumo foram alvos pelo menos apos a colisao na segunda torre, isso e’ obvio e’ todo americano sabe disso.
      Dai a dizer que o governo determinou ataque ao proprio Pentagono, isso e’ ridiculo.
      Eles nao falam sobre os avioes do pentagono e o outro abatido pelos Usa para nao remoer na antecipacao de minutos na perda das vidas do terceiro aviao (abatido em vezes de crashing at destination), nem para ficar falando de algo que e’ grande fonte de vergonha: uma ataque ao Pentagono, que deu certo.
      Para elaborar as perdas e a situacao, fala-se pouco no Pentagono, fala-se em heroismo de passageiros que teriam dominado terroristas em posto aviao abaixo (!?) e se elege a figura do World Trade Center.
      Houve ataque, e transmitido ao vivo pela tv, pelo menos do segundo jato.
      Nao ha’ duvidas de que os terroristas atacaram o mundo inteiro com seu alvo, como dito aqui mesmo.

    4. “Dai a dizer que o governo determinou ataque ao proprio Pentagono, isso e’ ridiculo.”

      Paulinha, isso não é “ridículo”, isso é tão monstruoso que nós não conseguimos aceitar a hipótese de que alguém possa cometer uma barbaridade dessas. Mas houve a Inquisição, que torturava e queimava pessoas vivas. Houve Átila, o Huno, que se deleitava em torturar e despedaçar vivos os membros da mesma família uns na frente dos outros, para “curtir” o choro e o desespero deles. Houve Adolf Hitler e Menguele, cujos campos de extermínio e experiências médicas eu não preciso descrever. Houve dois genocídios atômicos praticados contra centenas de milhares de inocentes de todas as idades para justificar o investimento no desenvolvimento de uma arma de destruição em massa sem precedentes. Houve as aulas de tortura da CIA para o DOPS. E houve George W. Bush, cuja ética pode ser aferida por suas declarações de que as torturas em Guantánamo eram “interrogatórios duros”.

      Eu não duvido nadinha que Geroge W. Bush fosse capaz de planejar um atentado contra o próprio povo americano para justificar sua política expansionista no Oriente Médio e o posterior massacre de mais de um milhão de iraquianos. E não duvido que ele fosse capaz de executar tal plano. TODOS os antecedentes falam contra os EUA.

  3. A história foi a seguinte:
    Qdo houve o primeiro atentado contra a torre norte do WTF, digo, do WTC, em seu estacionamento no subsolo, a estrutura do prédio ficou abalada. Tava se desmoronando à uma taxa imperceptível à olho nu. Os donos do prédio e o Pentágono se juntaram pra discutir o duplo problema: o descomunal prejuízo financeiro em demolir o prédio antes q ele caísse sòzinho, e o descomunal prejuízo pro orgulho nacional na informação de q uma ação terrorista de meia tijela pudesse continuar causando danos por décadas depois.

    Aí criaram o plano de dar uma mãozinha na doutrinação dum seleto grupo de muças malucos, facilitar a operação toda &c &c pra destruir de vez o WTC e assim ajudar a fomentar a guerra contra Saddam Hussein e retomar o controle sobre aquele petróleo todo &c &c. A CIA e o WTC fizeram uma-mão-lava-a-outra. ¿Lembra do papel ridículo q o Bush tinha antes do 11set? Até a grande imprensa euaense –TIME, NYT, WP– tirava sarro diàriamente q ele tinha uma vida monótona e burra, q recebia um diplomata estrangeiro atrás do outro com a mesmíssima frase inócua e tonta, bocejava na frente de embaixadores, &c enquanto os Euá continuavam bombardeando o Iraque &c &c.

    Na manhã de 11set, a equipe toda q bolou e realizou o plano CIA-WTC se reuniu numa sala do Pentágono pra assistir tudo de camarote. Mal sabiam q além do plano deles, uma instância superior tinha *outro* plano pra destruir *essa* equipe e queimar arquivos.

    Duas coisas são, pra mim, acintosamente reveladoras: a cara do Bush no congresso dois dias depois qdo, ovacionado em pé, se esforçava pra não sorrir; e, algumas semanas depois, a cara do Tony Blair qdo, numa entrevista rápida com a imprensa logo após uma longa reunião na Casa Branca, parecia totalmente transtornado pelo q tinha ouvido lá dentro (ou pelas “ordens” q recebera) –não esquecendo a cara de panos-quentes do Jack Straw à seu lado.

    Pra mim mesmo, a hipótese acima me parece fantasiosa demais, supõe ruindade demais. Porém –mesmo q nada do acima tenha acontecido– a vileza, torpeza, crueldade, burrice, e calculismo com q o 11set foi usado e continua sendo usado me parece tão ruim qto.

    1. Sim, a hipótese supõe ruindade demais.

      Não, eu não acho nada implausível essa hipótese.

  4. Barbaridade.

    1. Também acho, Paulinha.

      Mas pensar que isso é impossível é wishful thinking.

  5. Manga-Larga

    13/09/2011 — 09:28

    O 11 de Setembro me lembra o dia em que bateram na traseira do meu carro e eu fiquei feliz, porque já tinha batido antes dando uma ré num poste.

    1. HAHAHAHAHA!!! Conheço essa sensação…

  6. A diferenca entre a imprensa norte americana e a brasileira e’ que a norte americana nao da a cartilha para os bandidos.

    1. Não precisa. Hollywood se encarrega disso. 😉

  7. Nem sempre, neste caso o filme feito conta a historia como se os passageiros tivessem sido herois. Muita ficcao em hollywood.

    1. Sim, mas a ficcção não dá idéias para bons crimes? Hollywood é pródiga em dar idéias para criminosos cometerem atentados, seqüestros, roubos espetaculares, etc.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *