Aborto: o argumento do violinista (parte 2)

Este recadinho serve apenas para comunicar que decidi abortar a análise do “argumento do violinista” porque ele é fraco demais para ser levado a sério por mais um minuto sequer. A análise apresentada na Parte 1 é mais do que suficiente.

11 thoughts on “Aborto: o argumento do violinista (parte 2)

  1. O argumento do violinista foi abortado?

    1. O argumento do violinista já nasceu morto. O que eu abortei foi a análise. 🙂

  2. Rafael Holanda

    23/11/2011 — 21:50

    Arthur.

    No artigo “O Argumento do Violinista: Parte 1”, vc disse que tinha argumentos 100% cinetíficos de determinar onde começa a vida.

    Eu gostaria de dar uma olhada nesses argumentos.

    1. Se um paramércio é um ser vivo, se uma ameba é um ser vivo, um embrião é um ser vivo.

    2. A vida individual começa na concepção.

      “A vida” só começou uma vez, há 4 bilhões de anos.

      Vou escrever sobre isso em breve.

  3. Arthur, você disse em algum lugar que um zigoto é um ser humano, e é contra o assassinato de seres humanos. Você, para manter-se coerente, é contra os anticoncepcionais que impedem a fixação do embrião no útero?

    1. Elvis, se é um anticoncepcional, o modo de ação dele não pode ser impedir a nidação.

      Um anticoncepcional é algo que impede a concepção, ou seja, o encontro do espermatozóide com o óvulo. Por exemplo, preservativos (masculinos e femininos), pílulas com hormônios, implantes subcutâneos, diafragma e até a tabelinha são métodos anticoncepcionais.

      E, por coerência, sim, eu prefiro métodos anticoncepcionais a quaisquer outros, porque são abortivos. Por exemplo, a pílula do dia seguinte é um método abortivo.

      É engraçado… critico duramente os malucos do Partido Republicano e similares, bem como os fundamentalistas religiosos, mas por motivos bem distintos tenho algumas posições em comum com eles. 😮

      O que me permite dormir tranqüilo à noite é que se trata de mera coincidência, afinal até um maluco ou um fundamentalista podem defender uma posição correta eventualmente, ainda que pelos motivos errados.

      E, claro, eles não têm como mudar de posição, enquanto eu posso tranqüilamente mudar de idéia, bastando que eu seja convencido por um argumento que eu considere consistente e convincente. 🙂

  4. se a vida começou uma vez a 4 milhões de anos as teorias planetarias estao certas entao o certo é dizer que a vida terrestre começou a 4 bilhões de anos.
    o que eu disse num tem nada aver com o violinista, de por mim o assunto tá encerrado.

  5. Obrigado por me esclarecer a diferenca 🙂 Eu acho engracado ver essa coincidência de posicionamentos que você mencionou e concordo contigo: não é só porque o Olavo de Carvalho fala em “ditadura gayzista” que qualquer um que use essa expressão é “automaticamente” um conservador homofóbico.

    1. Eu tenho pena mesmo é dos gays e lésbicas que só querem viver suas vidas em paz e buscar sua felicidade sem incomodar ninguém, mas que ficam entre a cruz e a espada devido a apropriação dos debates sobre seus direitos por dois grupos de lideranças intolerantes com agendas políticas que no fundo, no fundo, nada se importam com as pessoas.

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