A homossexualidade não é uma doença. E, não porque a homossexualidade não é uma doença, mas porque a orientação sexual é uma característica intrínseca e imutável do ser humano, não existe “cura” para a homossexualidade. Mas a homossexualidade não é uma característica desejada por pais e mães para seus futuros filhos e filhas, tanto que ninguém sequer leva em consideração a hipótese da homossexualidade ao educar seus filhos ou filhas. Se pais e mães pudessem optar por ter filhos heterossexuais ou homossexuais, e se o método para efetivar esta escolha fosse simples, seguro e barato, provavelmente a homossexualidade seria extinta da face da Terra. E talvez isso esteja bem próximo de acontecer.

O desenvolvimento científico pouco a pouco esclarece a gênese da sexualidade. Já sabemos que existem diferenças anatômicas entre os cérebros de homens e mulheres que são promovidas pela ação de hormônios aos quais o feto é exposto no início da gravidez:

Fica cada vez mais claro que ocorre um dimorfismo sexual no cérebro de homens e mulheres e experiências em animais têm mostrado que circuitos específicos se desenvolvem, de acordo com o sexo do animal. Desde os trabalhos iniciais de Gorski, que descrevia o núcleo sexualmente dimórfico na área pré-óptica (SDN-POA) tem sido aceito que, por ação do estradiol, convertido localmente pela aromatase, a partir de testosterona, faz-se o “imprint” para sexo masculino, inibindo-se a apoptose das células do SDN-POA e, portanto, levando a um núcleo anatomicamente maior em machos quando comparado às fêmeas. (Durval Damiani, Daniel Damiani, Taísa M. Ribeiro, Nuvarte Setian – Sexo cerebral: um caminho que começa a ser percorrido)

Não por acaso, tomografias e ressonâncias magnéticas de cérebros de homossexuais mostram que “áreas importantes para o processamento das emoções” (como a amígdala e o hipotálamo) são mais semelhantes às áreas correspondentes de indivíduos do sexo oposto que às áreas correspondentes de indivíduos do mesmo sexo:

Um estudo de Ivanka Savic e Per Lindström, do Instituto Karolinska de Estocolmo, revela que a amídala –uma pequena área do cérebro importante para o processamento de emoções– de pessoas homossexuais têm semelhanças estatisticamente significativas com o de pessoas do sexo oposto. (Folha Online Ciência – Cérebro de homossexuais tem semelhanças com o do sexo oposto, diz estudo)

Ora, somando dois e dois, e sabendo-se que a amígdala e o hipotálamo são estruturas do Sistema Nervoso Central com grande importância no controle da sexualidade, provavelmente determinantes da orientação sexual, não é difícil de imaginar a hipótese de que interferir adequadamente no desenvolvimento destas áreas do SNC pode oferecer à ciência à possibilidade de controlar a determinação da orientação sexual do nascituro.

Noutras palavras, é altamente provável que, uma vez identificado do sexo do feto, seja possível aplicar um tratamento hormonal que determine sua futura orientação sexual.

Minha hipótese

Como vimos logo acima, “tem sido aceito que, por ação do estradiol, convertido localmente pela aromatase, a partir de testosterona, faz-se o “imprint” para sexo masculino, inibindo-se a apoptose das células do SDN-POA e, portanto, levando a um núcleo anatomicamente maior em machos quando comparado às fêmeas”.

A chave do processo, portanto, provavelmente está ou em manipular ou a exposição do feto à testosterona, ou em modular a ação da enzima aromatase, ou mesmo em aplicar estradiol ou um bloquedor de estradiol. Considerando-se que existem inibidores para todas estas substâncias, não é difícil imaginar que as taxas de exposição do feto a cada uma delas podem ser manipuladas, basta desenvolver um protocolo clínico adequado.

Para facilitar a exposição do raciocínio, vou chamar o tratamento capaz de alterar o desenvolvimento das áreas do SNC responsáveis pela determinação da orientação sexual simplesmente por “pílula”, mesmo sabendo que podem ser procedimentos de alta complexidade, como a aplicação de hormônios diretamente no feto ou outra qualquer.

Temos, então, a pílula-M, masculinizante, e a pílula-F, feminilizante.

Primeiramente identifica-se o sexo do feto antes da época da formação do SNC, o que pode ser feito por exemplo através de uma punção, extraindo-se cuidadosamente algumas de suas células.

Em seguida opta-se pelo tratamento desejado: pílula-M para as gestantes com fetos do sexo masculino, pílula-F para gestantes com fetos do sexo feminino.

Sobre um feto do sexo masculino, a pílula-M promoverá um aumento no tamanho das estruturas determinantes da orientação sexual, o que fará esse indivíduo, no futuro, ter atração pelo sexo feminino. Ou seja, será um homem heterossexual.

Sobre um feto do sexo feminino, a pílula-F promoverá uma diminuição no tamanho das estruturas determinantes da orientação sexual, o que fará esse indivíduo, no futuro, ter atração pelo sexo masculino. Ou seja, será uma mulher heterossexual.

E pronto!

Heterossexualidade garantida para os filhos e filhas de quem quiser essa garantia.

(Como estou usando a palavra “pílula” de modo metafórico, não vou complicar imaginando o que fazer no caso de gravidez de gêmeos dizigóticos de sexos opostos – esta é uma mera questão de complexidade de protocolo.)

O outro lado da moeda

Para a maior parte das pessoas, esta possibilidade de predetrminar a orientação sexual dos filhos e filhas seria utilizada para garantir a tão desejada heterossexualidade da prole. Mas existe obviamente o perigo de que líderes homossexuais levantem a bandeira de que, “já que a homossexualidade não é uma doença, a comunidade homossexual e seus apoiadores realizarão todos os esforços possíveis para que nosso estilo de vida não seja suprimido da face da Terra, financiando bancos de esperma e clínicas médicas para que as lésbicas e as apoiadoras da causa gay possam escolher ter filhos e filhas homossexuais“.

Isso porque a lógica dos tratamentos não é “heterossexualizante” ou “homossexualizante” e sim “masculinizante” ou “feminilizante” e também pode ser aplicada para gerar propositadamente pessoas homossexuais.

Sobre um feto do sexo masculino, a pílula-F promoverá uma diminuição no tamanho das estruturas determinantes da orientação sexual, o que fará esse indivíduo, no futuro, ter atração pelo sexo masculino. Ou seja, será um homem homossexual.

Sobre um feto do sexo feminino, a pílula-M promoverá um aumento no tamanho das estruturas determinantes da orientação sexual, o que fará esse indivíduo, no futuro, ter atração pelo sexo feminino. Ou seja, será uma mulher homossexual.

Quando (e não “se”) isso começar a acontecer, então veremos acontecer episódios que farão as intolerâncias de hoje (“gay é abominação” x “homem branco heterossexual não tem motivo para ter orgulho”) parecerem brincadeiras inocentes entre amiguinhos no jardim de infância.

Tão certo quanto dois e dois são quatro

Não faltará uma lésbica “com consciência de classe” que desejará ter uma filha ou filho também homossexual, nem um gay que se disponha a doar esperma para esta lésbica, sua “companheira de classe sexual”, abrindo um novo front na luta de classes – o front da orientação sexual.

Não faltará um gay revoltado e enfurecido para publicar um livro com um título como “O Filho Escolhido de Satanás – como minha mãe lésbica decidiu me transformar em uma abominação gay ainda em seu útero”.

Não faltará um “cristão” indignado para atear fogo em uma clínica suspeita de aplicar tratamentos de determinação de orientação sexual de fetos, independentemente de serem feitos somente tratamentos para “garantia de heterossexualidade” ou de realizarem o tratamento solicitado “ao gosto do freguês”.

Não faltará um político do lado A para propor emenda constitucional para o lado A e um político do lado B para propor emenda constitucional para o lado B, rachando o Congresso Nacional e jogando a decisão legislativa para as Calendas Gregas, também conhecidas como Supremo Tribunal Federal.

Não faltará, enfim, nem caos, nem conflito.

Questionamentos inescapáveis

1. Hoje dizemos que a homossexualidade não é uma doença, até porque isso é necessário para garantir a dignidade e os direitos dos cidadãos homossexuais, e o movimento gay critica agressivamente o que chama de “heteronormatividade”… porém, quando a evolução da ciência tornar mais fácil determinar a orientação sexual de nossos filhos do que curar um simples resfriado, o que acontecerá com esses discursos?

2. É óbvio que devemos garantir a dignidade dos cidadãos homossexuais tanto quanto a dos heterossexuais, bem como a isonomia de direitos entre cidadãos de uma e outra sexualidade… porém, quando for mais fácil determinar a orientação sexual de nossos filhos do que curar um simples resfriado, em isonomia em relação à escolha de garantir a heterossexualidade de sua prole, deveremos garantir a todos a escolha de ter um filho homossexual?

Conclusão

A “heteronormatividade”, tão criticada pelo movimento gay organizado, é entretanto desejada pela maioria dos pais e mães, sendo também comum muitos gays e lésbicas dizerem abertamente que, se pudessem escolher, prefeririam ser heterossexuais. Existe, portanto, uma cisão e uma grande distância entre o que as lideranças do movimento gay organizado dizem e o que as pessoas em geral pensam e desejam.

Não é difícil prever que, quando se tornar mais fácil determinar a orientação sexual de nossos filhos do que curar um simples resfriado, escolher “ter um filho heterossexual” será considerado uma opção sensata e esperável, enquanto que escolher “transformar seu filho em um homossexual através de um tratamento específico para isso” será provavelmente considerado uma violência contra o nascituro e um injustificável ato de egoísmo e soberba ideológica.

Portanto, independentemente de qualquer “teoria da conspiração heteronormativa”, mas pelo simples desenvolvimento da ciência e da técnica médicas, em conjunto com os reais desejos de pais e mães de todas as classes sociais e quase todas as ideologias, é bem possível que em pouco mais de uma geração a população homossexual comece a declinar de modo rápido e inexorável.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 25/11/2011

75 thoughts on “A prevenção da homossexualidade

  1. Olá Arthur, olá a todos, boas festas!
    Não me atrevo a dar opinião sobre o tema, mas achei um link interessante e compartilho aqui:
    http://www.nomundoenoslivros.com/2011/12/livro-promete-curar-homossexualidade-e.html

    Obrigada, abraço!

    1. Ih, eu acho um absurdo essa história de “curar homossexualidade”. Curar o que, se não é doença? É apenas uma condição humana. Seria irrelevante se tão somente os heterossexuais evitassem o contato sexual com os homossexuais. O problema, como eu disse para o Robson, é que a cultura absorve esta evitação de contato sexual e generaliza para a evitação de qualquer tipo de contato como a pessoa homossexual, almejando seu isolamento ou mesmo a negação de seus direitos, o que em qualquer dos casos é um abuso injustificável.

      PORÉM…

      Considero um abuso ainda maior impedir a venda de um livro como este. O movimento LGBTTTTTTTTTTTTTTTTTTTT se tornou mais fundamentalista e cerceador de direitos que aqueles que possuem preconceitos contra a homossexualidade. Ao invés de combater argumentos, eles estão dando tão somente prova de intolerância ao fazer todos os esforços para que seus adversários ideológicos não tenham direito à expressão de suas idéias.

      Muitos deles, se pudessem, tentariam calar o meu blog, como foi o caso de um ativista que sempre soube que eu defendia os direitos dos homossexuais mas que devido a eu discordar dele em relação ao Dia do Orgulho Heterossexual deixou de me seguir no Twitter, me bloqueou e me denunciou como spammer, o que ele sabe que é mentira, tentando me calar!

      Deixar de me seguir, tudo bem. Bloquear minhas mensagens, tudo bem. Mas me denunciar falsamente como spammer para tentar me calar mostra claramente que ele é um canalha intolerante, que não hesita em mentir e tentar prejudicar injustamente quem discorda de seus dogmas para impor sua visão de mundo. E, como ele, assim são os “movimentos sociais” que tanto critico neste blog.

  2. Procurando um pouquinho achei o livro citado acima para download, e comecei a ler. De cara li exatamente o que sempre pensei quanto ao homossexualismo (e tantos outros aspectos da existência humana): não é doença, mas sim sintoma. Cure a causa e o sintoma some. Estou só no começo do livro então não posso dar mais opiniões quanto ao conteúdo. Agora, Einstein disse uma grande verdade: “Não se pode resolver um problema estando no mesmo nível de consciência em que ele foi gerado”. O ser humano é um ser de transição, está em evolução ainda, não se conhece, não sabe muito sobre o funcionamento do próprio cérebro, do corpo, o mecanismo do pensamento… (E a tal ciência fica jogando melecas no ventilador para piorar mais a coisa) Aí a saída é dizer coisas do tipo “eu nasci assim” ou “é uma escolha minha” ou “sou feliz assim” ou “temos os nossos direitos”… Mentira. O que acontece é que ainda não se tem conhecimento ou consciência o suficiente e então na (aparente) impossibilidade de resolver qualquer coisa arranjam-se as mais esfarrapadas respostas – não só para os outros, mas em primeiro lugar para si mesmo. O envolvimento entre homem e mulher é tão complexo e perfeito, e tão sério e necessário à evolução pessoal e leva a um estado tão sublime de plenitude, estado tal que o envolvimento entre dois seres de mesmo sexo jamais poderá proporcionar. O ser humano ainda se presta a certos papéis porque não vislumbrou a grandiosidade a que foi desenhado. Mas o tempo passa, tudo se ajeita pelos mais estranhos caminhos. Eu confio na Natureza.

    1. “O ser humano é um ser de transição, está em evolução ainda, não se conhece, não sabe muito sobre o funcionamento do próprio cérebro, do corpo, o mecanismo do pensamento… (E a tal ciência fica jogando melecas no ventilador para piorar mais a coisa)”

      Um silogismo simples:

      1. Quem disse isso era humano.
      2. Seres humanos não conhecem o funcionamento do próprio cérebro.
      3. Logo, quem disse isso não conhece o funcionamento do próprio cérebro.

      Como então ele pode falar qualquer coisa a respeito do funcionamento do cérebro e ainda por cima sobre uma suposta “cura” de uma condição de que ele não conhece o funcionamento?

      E, se “a ciência piora as coisas”, então… o que poderia melhorar as coisas? Conhecimento “revelado”? Chute? Xamanismo? Bruxaria? Achismo? Qual seria a base do conhecimento para que ele fosse considerado válido segundo o autor do livro?

  3. Bom, não posso falar pelo autor do livro, posso falar por mim e um dos meus lemas na minha condição atual é: “Só sei que nada sei” e outro é: “Conhece a ti mesmo e conhecerás o universo”. Acontece que o ser humano não é só corpo/cérebro/pensamentos, mas sim alma, espírito e outras coisas, há o visível e o invisível, as coisas vão mudando conforme a pessoa evolui, então vejo como única solução o autoconhecimento. Parar de acreditar no que vem de fora, questionar e começar a estudar o que está dentro. É uma coisa pessoal e intransferível.
    Quanto ao humano que falou dos humanos, referi-me a Sri Aurobindo, e Krishnamurti explicou muito bem como funciona o pensamento, acredito que alguns seres que passaram por esse planeta tinham algo mais e deixaram registradas suas experiências. Como disse, a busca é pessoal, somos todos únicos e o que serve para um não serve para o outro; creio que o importante é a busca e a única certeza que tenho é que a resposta está dentro do ser.

    1. Cássia, o grande problema com o papo de que “somos todos diferentes e o que serve para um não serve para outro” é que a Verdade, seja ela qual for, é uma só.

      É impossível que haja um Deus criador de todo o universo para os cristãos, outro para os muçulmanos, outro para os judeus, outros para os hindus e nenhum para os budistas e que todos estejam certos.

      A única maneira de todos eles estarem em igualdade de condições é todos eles estarem igualmente errados.

      Outra coisa: as partes do conhecimento que chamamos de verdades não podem estar em desacordo com a Verdade. Tem que haver uma força gravitacional, por exemplo. Ou, se a gravidade é uma ilusão, tem que haver alguma coisa que não conhecemos que impeça que saiamos flutuando pelo espaço, porque nós não flutuamos espontaneamente pelo espaço.

      O Universo tem que ter alguma lógica, ou nada faz sentido.

      Então, quando alguém alega que toda a ciência só joga meleca no ventilador, ou ele é o mais fantástico dos fantásticos profetas, detentor da Verdade Revelada, ou ele é um picareta sem vergonha que merece apenas uma cuspida na cara e o que ele diz merece total desprezo.

      Adivinha o que é mais provável quando um cara diz que a ciência só joga meleca no ventilador e que ele tem uma consciência especial não partilhada pelos outros e a capacidade de nos informar a respeito do funcionamento do cérebro e da essência do ser humano melhor do que qualquer ciência até hoje. 🙂

  4. Existe uma montanha de mistérios,e a ciência está muito longe de desvendá-los.

    Meu cunhado,que é médico,afirma que a Novalgina não pode me abaixar a pressão,mas é o que ela faz COMIGO.

    Eu apanhei quando criança,e não fiquei traumatizada,pessoas ficaram sem levar um tapa.

    Eu uso pedras para tirar a dor,uso a reza para mudar a energia,uso o amor como terapia.

    Além da ciência,existe um mundo imenso de resgates cármicos.

    A vida sabe o porque de tudo,os verdadeiros ignorantes somos nós.

    1. “Eu uso pedras para tirar a dor”

      É, dizem que com uma pedrada no dedo a gente esquece rapidinho a dor de cabeça. 😛

      Hehehehehe… só zoando, não leva a mal. 🙂

  5. Beleza,amigo,eu sei que lá no fundo tu acreditas no poder da luz.

    1. Mas não das pedras. 😛

  6. Arthur! Bom 2012.
    Primeiro quero pedir perdão por ter me metido nessa conversa. Não é para isso que tenho visitado seu blog, o que penso não interessa. Meu interesse mesmo é o homeschooling.
    Mas é estranho alguém que escreve tão bem sobre as falcatruas do mundo acreditar no que a ciência disponibiliza. A tal ciência (e não “toda” ciência) em si não é ruim, como sempre é o fator humano que estraga tudo. E você sabe que eles não vão abrir o jogo todo, o gado não precisa saber, basta trabalhar, pagar impostos, adoecer… Bom, acredite no que quiser, faz parte do caminho.
    E sim, existe uma Verdade e a verdade de cada um. Como a Li falou, somo ignorantes, limitados ainda. Mas as experiências da vida, boas e más, e essas trocas aqui também são muito boas para reflexão e autoconhecimento e crescimento. Só que por teclado é uma chatice. Se interessar, tenho skype, é mais fácil. Li as outras postagens, legal, só me pergunto por quê eu quereria sobreviver a esse cenário apocalíptico, quem sobreviver será escravizado do mesmo jeito ou até mais… Quem vai saber? Será a morte tão ruim assim? Tenho vivido o agora trabalhado muito e sou do bem, então deixa rolar. Um abraço.
    Obs.: Uma reporter da revista Claudia entrou em contato com a ANED pedindo dados sobre o porquê da opção pela ED e o dia a dia da família que educa em casa. Vamos ver como a mídia manipulada vai pintar o quadro.

    1. PÔ, eu não vi esta resposta antes!

      Pulando fora por enquanto da polêmica sobre a ciência, o que foi que saiu na grande mídia sobre ED?

  7. ARTHUR, uma mâe nunca espera ter um filho com esses sentimentos contrários ao que as pessoas acham que é certo mas, ultimamente estamos ouvindo tantas história que filhos estão matando os pais e não são homossexuais… O interessante que acho é que filhos homossexuais são tão inteligentes e dóceis com os pais, pelo menos os que conheço… O importante é que filhos homos e heteros tem que ter estudo e serem preparados para a vida para que escolham as conpahias certas, não é mesmo??? Até mais…

  8. Não sei se isto fica melhor aqui ou no post dos cristãos obcecados com a bunda dos gays:

    http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/02/27/projeto-de-bancada-evangelica-propoe-legalizar-cura-gay.jhtm

    1. Fica melhor no hospício.

      Que vergonha assistir isso em pleno século XXI.

  9. Para um comentário (feito por mim)idiota, uma resposta patética!
    -É!

    1. Respondendo tua pergunta, oras. 🙂

  10. Cuidado com o que você escreve, Arthur:

    http://www.foxnews.com/us/2012/09/03/u-texas-backs-professor-in-battle-with-gay-blogger/?cmpid=cmty_{linkBack}_U._of_Texas_backs_professor_in_battle_with_gay_blogger

    Não sei se o estudo está correto, mas se estiver a porrada vai comer feio!

    1. Li a reportagem. Acredito que os resultados deste estudo estejam corretos. Trata-se apenas de um estudo estatístico, não de um estudo para identificar as causas do problema. Filhos de loiros de olhos azuis que nasçam com olhos castanhos também devem ter maior probabilidade de se deprimirem e se tornarem desajustados. E daí?

      O que me preocupa é a intolerância dos GLBTTTTTTTTTT engajados e os métodos que eles querem usar para impor suas idéias. Suas idéias, não sua sexualidade, porque a livre expressão da sexualidade e a isonomia de direitos eu sempre defendi. A idéia em questão aqui é “filhos de casais homossexuais tem que ser iguais em todos os quesitos em relação aos filhos de casais heterossexuais e não se admite contraditório, porque é assim que tem que ser e vamos fazer todo o possível para calar quem ousar chegar a resultados diferentes em um estudo”. Isso é uma violência, uma indignidade, uma canalhice.

  11. Não consigo imaginar um Humanista ou um verdadeiro defensor dos Direitos Humanos escrevendo um texto desses!!

    Concordei completamente com o seu texto sobre Eugenia,onde você falou que era possível fazer “aperfeiçoamentos genéticos” sem precisar violar os Direitos Humanos.
    Mas esse texto aqui é completamente diferente,não deixo de pensar que existe uma certa compatibilidade entre os ideais de pureza do Nazismo e o que está escrito nesse texto.

    O que foi relatado nesse texto aqui,não deixa de ser uma espécie de Eugenia também,mas no seu outro texto sobre a Eugenia você falou que:

    “toda e qualquer proposta que viole os Direitos Humanos é uma proposta do jeito errado de fazer eugenia.”

    Esse texto é totalmente contraproducente com tudo o que você falou sobre a própria eugenia e com relação a tudo aquilo que você defende como um humanista.

    No mais eu faço minhas as palavras do André:
    “Concluindo, não consigo imaginar qualquer um comprando numa farmácia um remédio que garanta a hetero ou a homossexualidade do filho, assim, como se compra aspirina. É totalmente antiético, e não faltará quem relembre os ideais nazistas de pureza… Então eu fico tranquilo quanto a isso. Nem em um futuro a médio prazo, digamos uns 300, 400 anos, ao menos, eu vislumbro a possibilidade de uma sociedade aceitar esse tipo de coisa.”

  12. Além do mais,se os homossexuais em algum momento de suas vidas escolheriam ser heterossexuais,isso não seria porque a homossexualidade ainda é um tabu muito enraizado na nossa sociedade e esconder e negar a própria orientação sexual é uma das primeiras coisas que um homossexual faz quando começa a ter noção daquilo que realmente é??

    Me parece bastante lógico isso!

    “Se “acabar com os gays” significa sair matando por aí, é um absurdo. Mas se “acabar com os gays” significa apenas “garantir que todas as crianças nasçam heterossexuais”, quem seria prejudicado?”

    Sabe,eu não consigo ouvir essas palavras saindo da boca de um humanista?!
    Somente consigo ouvir gente como um tal presidente do Irã,religiosos fundamentalistas,políticos ultra-conservadores falando algo semelhante a isso!!

    Será que no Irã somente nascem crianças heterossexuais?
    E na China e Índia? Será que já não é suficiente o número de crianças heterossexuais que nascem por lá??

    Em Bangladesh a densidade populacional é de 1.002 hab./km²,segundo a Wikipédia:
    “O rápido crescimento populacional do país trouxe um sério problema de superpopulação.Bangladesh é um pouco maior do que o estado brasileiro do Amapá, mas o número de habitantes é, aproximadamente, 220 vezes maior.”

    Poxa,haja nascimento de crianças heterossexuais por lá,acho até que está fazendo falta um pouquinho de crianças homossexuais por aquelas bandas.

    Nas ilhas do Oceano Pacífico em virtude do aquecimento global,o nível do mar está subindo cada vez mais e já está tomando boa parte do já pequeno território dessas ilhas.

    Se todas as crianças nascerem heterossexuais por lá,quem vai sair prejudicado mesmo?!

    Sem falar que aqui no nosso país,se nas classes mais baixas todas as crianças nascerem heterossexuais será realmente uma maravilha pro Bolsa Família,mas na verdade quem vai sair prejudicado com isso?!

    Na Coréia do Norte onde há falta de TUDO,seria bem legal nascerem apenas crianças heterossexuais,talvez pudessem legalizar a “eugenia política” por lá para poderem migrar para o Sul,seria bem melhor para a população DO NORTE,afinal quem seria prejudicado com isso?!

    Basta apenas um exemplo bobo para invalidar a regra e assim pode-se citar vários outros exemplos e hipóteses.
    Como você mesmo disse certa vez Arthur:
    “Os Nazista estavam errados porque perderam a guerra”!
    É a pior das verdades,caso contrário hoje em dia seríamos todos loiros de olhos azuis e adoradores do Führer,mas quem sairia prejudicado com isso?!

  13. Eu não tenho grandes esperanças de que a ciência venha ter respostas sobre a origem da sexualidade humana ou respostas para tudo no universo.
    Já que a ciência até hoje não sabe responder sobre a origem de um simples bocejo.

    A minha “explicação” sobre a origem da sexualidade,principalmente da homossexualidade, é a de que ela tem um propósito pré-concebido e não veio simplesmente do nada.

    Parte-se do pressuposto de que homossexualidade EXISTE,fisicamente,concretamente como sabemos que realmente é verdade!

    Assim como tudo que existe tem um propósito e uma origem e utilidade pré-concebida,a homo ou heterossexualidade não são diferentes.
    É fato que existem homens e mulheres heterossexuais que foram feitos para procriarem entre si,mas isso não significa nada,já que também existem homens e mulheres homossexuais que não se reproduzem entre si.

    As religiões necessitam da criação de “realidades abstratas” como as mitologias,para explicarem e legitimarem suas crenças e visões da concepção do mundo.
    Por isso os cristãos criaram e acreditam em Adão e Eva,para poderem legitimar que Deus fez o homem e a mulher para livrar o homem de sua solidão e para tão somente procriarem.

    Do ponto de vista NÃO religioso,não faz sentido diferenciar a hetero da homossexualidade e muito menos sobrepor a importância de uma sobre a outra.

    O fato de existirem homem e mulher,não significa que há uma relação intrínseca entre ambos,como já falei antes,a existência da homossexualidade tanto masculina quanto feminina contraria essa regra.

    Não sou muito fã da explicação genética para a origem da sexualidade e ficar esperando até que a biologia finalmente responda essa questão me parece um grande erro,penso que é algo muito mais complexo do que conhecimento puramente empírico.

    Quando a homossexualidade deixar de ser um tabu nas diversas culturas e sociedades e as pessoas tiverem mais liberdade para expressarem sua verdadeira orientação sexual,penso que esse “equilíbrio” e essa origem pré-concebida da homossexualidade será ainda mais evidente.

  14. Desculpe,mas eu acho que nem o Olavo de Carvalho ou Reinaldo Azevedo escreveriam algo semelhante.
    O Bolsonaro ou o Silas Malafaia talvez sim…
    Mas ninguém tem o direito de censurá-los e eu respeito isso.

  15. Assim como, se fosse descoberta uma forma de escolher a cor da criança antes de ela nascer em uma sociedade racista que tendesse a preferir filhos brancos, pessoas de cores diferentes se extinguiriam com o tempo. As pessoas iriam querer determinar a cor/sexualidade do filho por serem preconceituosas, ou vítimas de pressão social por parte de preconceituosos para que o fizessem. Senão, ninguém daria importância a uma descoberta dessas. Ninguém gastaria tempo e/ou dinheiro com um tratamento para determinar a sexualidade/cor do filho, porque é como querer determinar se o filho terá o dedo indicador maior ou menor que o anelar: irrelevante, meramente superficial. Mas como a sociedade não vê dessa forma, pensaria nisso como um bom jeito de acabar com a opressão: eliminando o oprimido. Sabemos que essa não é a melhor solução, certo? As pessoas continuariam sendo ignorantes. Ainda, a diversidade sexual contribui com a seleção natural. Imagine se fosse possível tirar dos filhos, antes de eles nascerem, qualquer característica genética, ainda que inofensiva, que desagradasse a sociedade. Seres humanos com características genéticas cada vez menos diversas = menos chances de se adaptarem em situações e ambientes diferentes.

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