Se você está grávida ou pretende ter filhos, que tal a idéia de deformar sua vagina com cortes desnecessários e arrebentar seu útero tentando parir de cabeça para baixo, ou então ter a barriga retalhada por uma cirurgia perigosa só porque isso é mais confortável e lucrativo para os profissionais do sistema de saúde? São idéias “geniais”, não é mesmo? Pois saiba que provavelmente é exatamente isso que você será obrigada a fazer se não assumir a responsabilidade pela decisão de parir de modo saudável.

Aulinha de anatomia

Vamos começar relembrando o básico. Esta é uma figura do aparelho reprodutor feminino humano e das estruturas a seu redor:

Observe na figura acima a inclinação do canal vaginal: ele está posicionado quase na vertical em relação ao solo, certo? Se a mulher se inclina um pouco para a frente, o canal vaginal fica em posição perfeitamente vertical, apontando para baixo, com o útero lá em cima.

Agora vamos imaginar que a mulher da figura acima se deite e então verificar em que posição fica o canal vaginal:

Você percebe a diferença? Em pé, o canal vaginal aponta para baixo, enquanto que deitada o canal vaginal aponta para cima.

Imagine agora que a mulher erga os joelhos. Neste caso, o canal vaginal também ficará apontando ainda mais para cima do que na figura, com o útero cá embaixo.

Pois bem, a foto abaixo mostra a chamada posição ginecológica, na qual são colocadas as pacientes do sistema de saúde tanto para fazer exames ginecológicos e obstétricos quanto para parir:

Sim, você já entendeu o espírito da coisa: na posição ginecológica, a mulher fica deitada e com os joelhos para cima, ou seja, o canal vaginal fica apontando para cima, com o útero cá embaixo. O crescimento do bebê altera um pouco esta disposição espacial, aproximando-a um pouco mais da horizontal, mas não chega a torná-la horizontal.

Parir nesta posição implica forçar o útero a empurrar uma parte do peso da criança para cima, contra a força da gravidade. É por isso que eu chamo o parto feito nesta posição de parto de cabeça para baixo.

Agora compare a posição em que as mulheres são induzidas a parir em praticamente toda a rede de saúde com a posição que a gestante assume nesta figura:

Esta é a posição usual para o parto de cócoras. A gestante fica praticamente ereta, ligeiramente inclinada para frente. Ou seja, conforme vimos acima, o canal vaginal dela está posicionado perfeitamente na vertical, com o útero lá em cima.

Comparação entre o parto de cabeça para baixo e o parto de cócoras

Saberndo que o peso médio de uma criança saudável ao nascer é em torno de 3 kg, eu pergunto: o que é mais fácil e seguro? Fazer força para empurrar parte do peso do bebê para cima, contra a força da gravidade, ou contar com a ajuda da gravidade para puxar os 3 kg do bebê para baixo?

Se você relembrar suas aulas de física do segundo grau, especificamente cálculo de vetores, vai descobrir que a diferença de uma situação para a outra, na verdade, é um pouco maior que 3 kg, porque no primeiro caso a gravidade soma parte do peso do bebê e no outro a gravidade subtrai 3 kg à força que é necessário fazer para expulsar a criança do útero.

Se você acha que esta diferença é pequena, experimente segurar um peso de 3,5 ou 4 kg por um minuto com o braço pendente ao longo do corpo e depois compare a diferença de esforço que é necessário para manter o mesmo peso um minuto acima da cabeça.

E isso não é tudo.

No parto de cócoras os pés da gestante ficam firmemente apoiados no solo, garantindo a estabilidade de sua posição e conferindo segurança a seus movimentos. Já no parto de cabeça para baixo a gestante fica com os pés soltos no espaço, o que não lhe confere nem estabilidade nem segurança, inserindo mais um complicador em uma situação já anômala e inadequada.

Alguma dúvida de que o parto de cócoras é muito mais fácil, saudável e portanto tem muitos menos riscos para a saúde da gestante e do bebê do que o famigerado parto de cabeça para baixo, que foi inventado na Inglaterra Vitoriana porque as gordas e sedentárias damas da nobreza solicitaram aos médicos da corte que inventassem “um modo de parir que as diferenciasse das camponesas e das vacas”?

A grande crueldade

“Peraí, Arthur… você está mesmo dizendo que o parto tal como é praticado em quase todos os hospitais do mundo inteiro não passa de uma estupidez inventada para satisfazer a vaidade de gente metida a besta de uma época insana de séculos atrás? Você não acha que a classe médica moderna baniria uma aberração dessas rapidamente caso não fosse a melhor técnica disponível?”

Tsc, tsc, tsc… quanta ingenuidade!

O parto de cócoras é o método natural de parto de nossa espécie. A menos que haja alguma complicação inesperada, o parto de cócoras é o que garante maior conforto e maior segurança à gestante e ao bebê, praticamente eliminando a necessidade de intervenção médica, que passa a ser a exceção e não a regra.

Já o parto de cabeça para baixo é um parto artificialmente tornado difícil, que exige muito maior esforço, causa mais dor e traz maior chance de complicações. O parto de cabeça para baixo freqüentemente exige que seja feito um corte chamado episiotomia para aumentar a abertura da vagina, o que aumenta o risco de infecções, deixa cicatrizes e pode interferir na vida sexual da mulher. A costura dos tecidos cortados pela episiotomia se chama episiorrafia. (Confiram o texto do link, não é sempre que eu concordo com o que diz um site feminista!)

Eis o depoimento de um médico consciente sobre este procedimento:

“Meu Deus, tem colega que faz cada uma, eles aleijam as mulheres! Porque, veja, tem episiotomia que a gente chama de hemibundectomia lateral direita, tamanha é a episiorrafia, entrando pela nádega da paciente, que parece ter três nádegas. Fora aquelas episiotomias que deixam a vulva e a vagina todas tortas, que a gente chama de AVC de vulva, sabe quando a pessoa tem um derrame e fica com a boca e o rosto tortos, assimétricos?”

Mas, novamente, isso não é tudo.

O Brasil em especial possui um dos maiores índices de partos feitos por cirurgia do mundo. São as chamas “cesarianas”, em que é feita uma grande incisão na barriga da paciente, cortando o útero para a retirada cirúrgica do bebê. Enquanto a Organização Mundial da Saúde preconiza que um índice não superior a 15% dos partos deve ser feito por cesarianas – o que eu já considero uma completa estupidez, porque esse índice não deveria ultrapassar um décimo disso numa população saudável – em nosso país mais de 50% dos partos na rede hospitalar pública e mais de 80% dos partos na rede hospitalar privada são feitos por este tipo de cirurgia. Uma verdadeira epidemia de cirurgias.

A desculpa, é claro, é que é “mais fácil” e “menos dolorido” fazer uma cesariana do que ter um parto normal. As duas afirmações, entretanto, são mentirosas. A cesariana  é obviamente “mais fácil” que o parto de cabeça para baixo, mas isso é porque o parto de cabeça para baixo é um procedimento extremamente estúpido. Não se deveria corrigir uma estupidez com outra. E a cesariana pode de fato ser menos dolorida que o parto de cócoras na hora do parto, mas ela demanda semanas para uma recuperação que pode ser dolorosa e que traz riscos de infecção, além de exigir o uso de antibióticos durante as primeiras semanas de amamentação para evitar infecções.

De acordo com a lei, tanto uma episiotomia quanto uma cesariana só podem ser executadas por um único profissional: o médico. Nestes casos ele se torna indispensável… e não podemos esquecer que o médico é remunerado de  acordo com o procedimento que ele efetua. Pergunto, portanto: conhecendo a lógica econômica do mundo capitalista, é mesmo de se estranhar que a recomendação padrão destes profissionais não seja a de realizar um tipo de parto que dispense completamente os serviços deles na maioria das vezes?

Meu conselho

Leve a sério o depoimento desta médica obstetra:

O obstetra, dentro de sua visão focada na doença e não no saudável, não é o melhor profissional para você desejar ao seu lado durante todo o trabalho de parto. Nós temos pressa, nós queremos que o trabalho de parto ande num determinado ritmo e se limite a um determinado tempo. Um obstetra enfiado na maternidade junto com sua parturiente tende a ser intervencionista. Se não há outro profissional para o seguimento, então o médico entra em cena; porém, se temos uma enfermeira obstetra disponível, ela é a melhor escolha para acompanhar o processo.

(…)

Meu ideal é que, depois do sangue, suor e lágrimas, a mulher olhe para trás e diga: “Valeu a pena, faria tudo de novo”.

Minha meta não é “nascer vaginal”, é “nascer humanizado”. Minha crença é que a criança sente todo o processo, e a felicidade ou infelicidade da mãe durante todo o tempo. Minha crença é que o vínculo mãe/bebê e pai ou parceria vai se estabelecer não só após a criança respirar aqui fora, mas durante todo o turbilhão de emoções desencadeadas no trabalho de parto.

A lucidez deste depoimento é fantástica. Poucas vezes conheci profissionais (de qualquer área do conhecimento) que tão enfaticamente afirmassem que o melhor seria que seus serviços não fossem necessários.

Para que não seja necessária a intervenção de um obstetra, entretanto, deve haver uma preparação para o parto. E esta preparação deve ser tanto física quanto emocional. Mas não acho que se justifiquem “cursos de preparação para o parto” como encontrei muitos anunciados pela internet. Temos que lembrar que o parto é eminentemente instintivo, desde que não se meta na cabeça a imensa quantidade de recomendações que usualmente se impõe às gestantes.

A melhor preparação para o parto é manter a boa saúde e a boa forma antes e ao longo da gestação e a calma quando chegar a hora do parto.

Você deveria ter uma boa alimentação, fazer exercícios regularmente (especialmente exercícios de agachamento, para fortalecer toda a mesculatura do períneo – o que também melhora muito a qualidade da vida sexual da mulher) e afastar-se do stress. Você e todo mundo, é claro.

E você deveria fazer os exames pré-natais conforme a orientação do obstetra para acompanhar direitinho a evolução da gravidez e certificar-se de que tudo corre bem para poder fazer um parto natural, bem como para preparar-se para a possibilidade de ser necessária alguma intervenção médica. Não faz sentido ser “contra a atuação do médico”, afinal ele pode ser necessário para salvar sua vida e de seu bebê, mas faz todo sentido ser “contra a intervenção desnecessária do médico”.

O que você não pode esquecer é que a vida é sua, a saúde é sua e as escolhas são todas suas – pelo menos até o momento em que surgir alguma necessidade que exija o conhecimento especializado e a intervenção de um médico. Portanto, você deveria buscar informações sobre as alternativas e aprender o suficiente para poder tomar decisões conscientes e responsáveis.

Informe-se para ter capacidade de escolher

O meu modelo de parto favorito, por exemplo, é o parto dentro da água, que eu só não preconizo universalmente porque ele exige certos cuidados um tanto mais complexos e delicados que o parto natural de cócoras. (Instalação de pegadores para a parturiente se apoiar e piso antiderrapante caso ela queira manter a posição de cócoras, assepsia da banheira, controle de temperatura, entre outros.)

A razão de minha preferência é que considero o parto dentro da água o mais confortável e para a gestante e para o bebê e o que melhor permite a participação do pai, que pode até ficar junto dentro da banheira ou piscina, receber o bebê nas mãos e cortar o cordão umbilical com toda a calma.

No parto na água o bebê não sofre choque térmico (a água deve estar a 36°C) e o bebê já sai de dentro da água limpinho, sem toda aquela lambuzeira de sangue, podendo ir direto para junto do peito da mãe receber as boas vindas sem palmadas e sem gente estranha puxando daqui e esfregando dali.

Eu espero que meus filhos possam nascer em partos na água, com minha participação direta. Vou investir meus melhores esforços nisso, inclusive no convencimento da futura mamãe dos meus filhos de que esta é a melhor opção. Ou seja, eu conheço as opções e sei muito bem o que quero. E você?

Conclusão

Neste artigo eu trouxe mais uma vez o alerta de que nem tudo que é padrão no sistema de saúde é o melhor para a sua saúde. Isso inclui o tipo de parto a que as mulheres normalmente são induzidas tanto na rede pública quanto na rede privada. O parto de cabeça para baixo é o melhor para os profissionais do sistema de saúde, mas não é o melhor para você e para o seu bebê. Fuja dessa aberração.

Você pode não concordar com uma única linha do que eu escrevi, você pode não confiar em uma única informação que eu tenha transmitido, mas eu espero que você pelo menos leve em consideração o meu alerta, pesquise e busque orientação de qualidade para poder tomar a sua própria decisão de modo consciente e bem informado. Boa sorte!

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 21/12/2011

Além de todas as vantagens do parto de cócoras, o parto dentro da água é o mais confortável para a gestante e para o bebê, que “chega ao mundo” sem trauma, envolto em um meio líquido semelhante àquele do ambiente intra-uterino e na mesma temperatura. A temperatura da água também facilita o relaxamento da musculatura da parturiente, o que reduz o estresse e a dor. E é o tipo de parto que melhor permite a participação do pai do bebê, que pode ficar junto dentro da banheira ou ao lado dela, receber o bebê nas mãos logo após sua expulsão do útero e cortar o cordão umbilical com toda a calma. Isso sem falar do fato que o bebê já sai de dentro da água limpinho, sem toda aquela lambuzeira de sangue, e pode ir direto para junto do peito da mãe receber as boas vindas sem palmadas e gente estranha puxando daqui e esfregando dali.

47 thoughts on “Cuidado! Fuja do parto de cabeça para baixo!

  1. A Paulinha vai achar que estou de implicância com os médicos por causa deste artigo. 🙂

    1. Eu não acho que você esteja implicando e concordo com o que foi dito. Os artigos descrevendo o parto sob a água são impressionantes, inclusive sobre as reações do bebê. Só acho importante lembrar que um médico deve sempre estar disponível para complicações imprevistas.

    2. Concordo. Acho absurdo dispensar o Plano B quando se sabe que existe a possibilidade de ele fazer a diferença entre a vida e a morte, ou entre preservar a saúde e ficar com seqüelas, ou entre amenizar o sofrimento e sofrer terrivelmente.

      Cautela é bem diferente de paranóia. Não concordo com o pessoal radical que diz que “num parto saudável o médico é desnecessário”. minha opinião é que “num parto saudável o médico é quase sempre desnecessário, mas quase sempre não é sempre, portanto o médico não deve ser dispensado”.

    3. Gerson, eu fiquei com uma pulga atrás da orelha após publicar o artigo, peguei uma imagens, fiz uns cálculos vetoriais e decidi corrigir algumas frases do artigo para garantir sua correção e credibilidade. A parte que dizia “a diferença é de 6 kg” foi eliminada e uma estimativa mais razoável foi apresentada, de 3,5 a 4 kg.

      Como já havias manifestado concordância (que eu imagino que tenha sido com a argumentação e não com o detalhe dos números) achei importante te avisar para o caso de quereres alterar teu depoimento. Prefiro parecer atrapalhado a cometer qualquer deslize ético. 😉

  2. Fica tranquilo, concordei com o geral e não me importei em analisar cada detalhe com precisão nanométrica. Os pontos chave em que você tocou são:
    – Excesso de cesarianas deve ser combatido.
    – A posição ginecológica é ruim. O parto em geral deve ser de cócoras.
    – O submerso é muito benéfico.

    Falei da presença do médico porque às vezes as aparentemente bem-intencionadas campanhas (como a do parto humanizado) podem ter motivação econômica. Claro que a classe médica tem interê$$e$ em empregar mais de seus membros, mas a ideia de casas de parto e de parteiras me cheira a pressão para baratear e reduzir os custos. Não tem santinho nessa história. Parteira sim, mas com médico (e equipamento) perto pra se algo der errado.

    Pensando no bebê as idéias básicas do método Leboyer deveriam ser seguidas (não escuto mais nada-saiu da moda?) alem da mudança de posição.

    Um link de classificação e críticas que complementa teu artigo, IMHO:
    http://www.amigasdoparto.com.br/tipos.html

    1. Ai, ai, ai… posso discordar?

      Mea culpa, mea maxima culpa ter citado um site feminista só porque concordei com as críticas óbvias à episiotomia e ao excesso de cesarianas. Um amigo já havia me avisado para não fazer esse tipo de coisa em uma dada ocasião em que citei o Olavo de Carvalho para corroborar um argumento. É o tal do negócio: a pior idéia possível para defender uma certa medida econômica é mostrar que Adolf Hitler tomou esta medida com sucesso para recuperar a economia da Alemanha.

      O fato é que, muito embora elas tenham as mesmas críticas que eu em relação aos erros do sistema de saúde, a fundamentação teórica e os objetivos delas são antagônicos aos meus.

      O que eu quero é a saúde e o bem estar da parturiente, do bebê e do pai da criança, com foco na harmonia da interação destes entre si e com o sistema de saúde e os profissionais que ali estão para ajudar estes objetivos a se concretizarem. O que elas querem é “poder para as mulheres”. O viés ideológico está bem nítido neste parágrafo do texto que indicaste:

      No mundo inteiro, no entanto, o que está se discutindo é: “o atendimento centrado na mulher”. Isso deveria ser o correto significado de parto humanizado. Se a mulher vai escolher dar à luz de cócoras ou na água, quanto tempo ela vai querer ficar com o bebê no colo após seu nascimento, quem vai estar em sua companhia, se ela vai querer se alimentar e beber líquidos, todas essas decisões deverão ser tomadas por ela, protagonista de seu próprio parto e dona de seu corpo. São as decisões informadas e baseadas em evidências científicas.

      Tá vendo? Para elas:

      1. O mundo inteiro tem que se centrar na mulher.

      2. “Humanizado” significa “foco na mulher”.

      3. Todas as decisões têm que ser da mulher.

      4. Só a mulher é protagonista do parto.

      5. Só a mulher é dona de toda a situação.

      6. Essa ideologia é dita científica.

      PQP, elas conseguem transformar até mesmo o parto num campo de batalha ideológico onde deve ser praticada a exclusão total da influência masculina, com a negação total da legitimidade da opinião masculina, e para elas até neste momento o bebê é apenas uma propriedade da mulher, sobre o qual ela tem total arbítrio.

      Eu aqui pensando em saúde, em cuidado, em harmonia, e elas bradando por “empoderamento”.

      Portanto, vou apresentar a minha definição de “parto humanizado”, que nem de longe passa por “atendimento centrado na mulher”. Aliás, se prestarmos bem a atenção veremos que essa é uma lógica servil, em que tudo e todos devem se curvar à vontade da mulher, posta no centro do universo como única entidade cuja vontade é legítima.

      Parto humanizado é o parto realizado com o máximo respeito à saúde, ao bem estar e à dignidade de todos os envolvidos, que incluem não apenas a mulher mas também o bebê e o pai da criança.

      Parto humanizado é o parto realizado em condições confortáveis e seguras, com disponibilidade de ajuda adequada para o caso de surgir alguma dificuldade.

      Parto humanizado é o parto livre de amarras ideológicas, centrado nas pessoas e não na suposta significação de papéis sócio-econômicos e em jogos de poder político.

      Pior que a pressão feita apenas para baratear o parto é a pressão para ideologizar até mesmo o nascimento de uma criança.

    2. Tu tás com zóio clínico, Arthur. Li aquilo, discordei um pouco e não liguei, só me foquei na parte técnica. Como praticante da Terapia Centrada no Cliente (a denominação é técnica e antiga, não tem a ver com marketing ou similares) gostei do “centrado na mulher” e deixei pra lá. Mas o diabo está nos detalhes. Você tem razão, a ideologia está tão disseminada que a gente não vê. O bebê é muito importante e o pai não deve ser alienado.

    3. Eu aprendi a ficar alerta levando punhalada nas costas. Aconteceu com todos os movimentos sociais. Os sinais estavam todos lá, mas em cada caso eu achava que eram “detalhes irrelevantes dentro de um ideal maior justo”.

      Escrevi uma resposta tão longa para justificar isso que ela vai se tornar o próximo artigo do blog, assim que eu aparar umas arestas. 🙂

  3. Arthur,eu fiz episiotomia porque não havia dilatação suficiente para o bebê passar.

    E comprovei que existe uma grande mentira quanto a “dor” cada pessoas sente isso de maneira completamente diferente.

    Eu não senti nada,nenhuma dor.

    O médico perguntou se eu queria um indutor,não quis porque minha prima sofreu horrores com isso.

    Havia duas alternativas,cesariana ou fórceps,optei pela segunda.

    Nunca me arrependi,o corte foi mínimo,sarou rápido,e eu faria tudo de novo,do mesmo jeito,se fosse necessário.

    Minha filha nasceu em Outubro de 1975 e é perfeita.

    1. Lia, que bom que deu tudo certo e que não tens nada a reclamar. Mas observa bem o que disseste: “Havia duas alternativas,cesariana ou fórceps,optei pela segunda.” Será mesmo que só havia duas alternativas?

      Será que se tivesses tentado um parto de cócoras, ou um parto na água, cuja temperatura ajuda o relaxamento da musculatura e reduz o stress, não terias tido dilatação suficiente? Aliás, será mesmo que não tiveste dilatação suficiente ou o médico é que estava com pressa?

      Pode não ter sido teu caso, mas é o caso de muitas mulheres.

  4. Sim, Arthur, ‘e meio indignante mesmo.
    Mas vou fazer consideracoes que acho importantes, o mais diretas possiveis, para evitar as usuais respostas escapantes usando tangenciais do raciocinio.

    1) Existem indicacoes absolutas para parto por operacao cesariana. Por exemplo: desporporcao cefalopelvica (que nao pode ser resolvida com um corte nos tecidos moles do perineo), quando o diametro da cabeca do bebe ‘e maior que o diametro da pequena pelve do osso da bacia da parturiente. Outro exemplo: sofrimento fetal. Outro exemplo: duas cesarianas previas, pelo risco de ruptura uterina num terceiro parto se for feita tentativa de parto normal.

    2) Existem outras ocasioes nas quais o parto cesario ‘e feito, onde ha’ indicacoes relativas para parto cesario. Muitas delas podem ser discutidas com ideias divergentes em um painel de especialistas, porque medicina nao ‘e uma ciencia exata, e isso ‘e o que faz desta ciencia algo apaixonante para seus praticantes.

    3) Existem ocasioes em que uma cesariana provavelmente nao estaria indicada, mas em que acaba ocorrendo por interesses de medicos ou de pacientes. Entre eles, o uso da cesariana para possibilitar a ligadura tubaria, pois este segundo procedimento nao ‘e oferecido em muitas comunidades por motivos essencialmente culturais, e portanto nao tem cobertura pela fonte pagadora. Fazendo durante a cesariana do ultimo filho, com prole completa, ou com idade da parturiente avancada, nao ha’ custo adicional para a paciente, para o medico, ou para a instituicao. Nao vou entrar no merito das razoes para se fazer ou nao ligadura tubaria.

    4) Existe pilantragem em todas as profissoes e medicos nao estao vacinados contra isso. Este ‘e mais um motivo para se ter um clinico geral em quem se confia, pois ele tem voz ativa nas decisoes por cirurgias eletivas de qualquer especie, e nao esta’ conflituado pois nao tem ganho direto com o procedimento, como tem o proprio cirurgiao que indica a cirurgia.

    5) A episiotomia ‘e um procedimento cirurgico que tem como objetivo limitar ou organizar os danos tissulares pela passagem da crianca pelo canal vaginal. Em poucas instancias nos ultimos 50 anos, com o crescimento (em tamanho) da especie humana, e com os casamentos mais comuns entre os diferentes (grandes casando com pequenas), pode o parto normal acontecer sem qualquer dano perineal para a parturiente. Com a episiotomia a lesao do canal de parto ‘e organizada, e reparavel, com riscos significativamente menores de traumatismo de uretra, reto, e menores consequencias a longo prazo relativas `a perda de seguranca do assoalho pelvico, esta ultima agravada na pos-menopausa pela reducao drastica dos niveis de estrogenio. As consequencias de falencia do assoalho pelvico envolvem incontinencia urinaria de esforco, espontanea, infeccoes urinarias de repeticao, prolapso uterino, infeccoes vaginais e uterinas, retocele, constipacao intestinal cronica, erosoes de reto. Nao preciso citar as consequencias do dano nao-programado ao assoalho pelvico pelo trauma do parto na vida sexual futura da parturiente, tanto antes como apos a menopausa. Nao existe espaco na vagina se ocorrer prolapso uterino, por ai voce pode imaginar o resto.

    Te dou um exemplo: uma senhora em seus trinta e poucos anos vem trazida de taxi desde uma vila, em trabalho de parto, para o hospital. Ela rapidamente ‘e conduzida para a sala de parto e quando o medico levanta o lencol, o bebe esta’ nascendo, cabeca ja’ fora. Ele apara a crianca, se certifica de que ela esta’ respirando, corta o cordao umbelical e a coloca sobre o peito da mae, onde ela esta’ mais segura, ate’ que o pediatra chegue para o exame clinico pos-parto. Meia hora depois ocorre a dequitacao (a placenta ‘e expelida), ocorre um sangramento (habitual) e uma colica (habitual). No exame do canal de parto ha’ 3 laceracoes profundas na vagina (envolvendo musculo), e duas na cervix. Uma das laceracoes vaginais segue anteriormente e passa pela uretra e atinge o clitoris. Depois de 2 horas suturando cuidadosamente e reconstituindo a mulher, nao se sabe que consequencias estas laceracoes vao ter para o assoalho pelvico da mulher, amanha e sempre, para a capacidade de urinar (e de nao ter infeccoes urinarias de repeticao, ja’ que a uretra feminina ‘e muito curta), e sobretudo, para o prazer sexual desta mulher, mesmo considerando que ela nao desenvolva dispareunia (dor no ato sexual) cronica, pois ela tem lesao de clitoris. Uma pena ela nao ter chegado a instituicao de saude 20 min antes, talvez a tempo de fazer uma episiotomia e evitar estes problemas.

    6) O parto de cocoras ‘e muito interessante. Eu sinceramente nao acho que a angulacao da vagina na hora do parto seja muito importante, pois a forca e o momentum sao tao intensos que a crianca nasceria mesmo se a mulher estivesse de cabeca para baixo. A vantagem da posiciao de cocoras sobre a posicao deitada ‘e a prensa abdominal, que ‘e o que de fato o que impulsiona o bebe para fora da mulher. Por isso, hoje em dia a parturiente nao fica na horizontal, mas sim com as costas elevadas, tipo sentada, para ajudar na prensa abdominal. Alem disso, eu nao passei a minha vida agachada catando raizes ou plantas, ou trabalhando na roca (com ce cedilha), para ter um assoalho pelvico super desenvolvido. Eu fui atleta por 20 anos, em alto nivel por pelo menos 10 anos. Mas depois que a gente passa a trabalhar no escritorio, no consultorio, na loja, ninguem esta’ agachada 50% do tempo. E’ simplesmente ridiculo acreditar que uns exerciciozinhos de agachamento durante a gestacao vao resolver as necessidades musculares de uma parturiente, ainda mais que na gestacao nao tem como ficar malhando como se nada estivesse acontecendo. Voce da’ uma caminhada e ja’ esta’ ofegante. Isso ocorre pela distribuicao de fluido no corpo da gestante, com um aumento significativo no leito capilar (placenta), que tem que ser perfundido tanto ou melhor que outros orgaos da mulher.

    7) Parto na agua. Acho legal, interessante. Mas se por algum motivo o medico for necessario, pode esquecer, porque os minutos que demoram para por a parturiente numa posicao em que o medico possa fazer algo sao horas para um cerebro pouco perfundido. Este raciocinio tb vale para a posicao de cocoras.

    Para terminar, gostaria de concordar contigo que o Brasil seja o campeao de cesarianas, mas tb informar a voces que ‘e tb o campeao de mulheres que buscam o servico de saude para restaurar vagina e assoalho pelvico, porque os maridos, em vez de orgulhosos do canal vaginal que deu a luz aos seus filhos, argumentam que o motivo para sua traicao ‘e que a fulaninha (amante) ‘e novinha, nao tem filhos, e nao esta’ “toda frouxa”. Questoes culturais e bem masculinas que merecem artigos a parte neste blog, antes de se condenar A ou B pelo numero de cesarianas.

    Sim, eu acho que em vez de um texto criticando os procedimentos adotados no momento do parto, comentado 8 x 1 por homens, eu preferia ver o que voces pensam sobre o paragrafo acima por exemplo.

    Eu pessoalmente tenho motivos para agradecer `a ciencia pelo desenvolvimento da cesariana como alternativa tecnica para trazer um bebe que tem dificuldades de passar pelo canal de parto `a luz em seguranca. E `a medica/o que toma a decisao em tempo, minimizando riscos para mae e recem nascido.

    1. Arthur, nao precisa responder, so pensa nisso. Feliz natal.

    2. Respondendo:

      “1) Existem indicacoes absolutas para parto por operacao cesariana.”

      Certo. Nestes casos, que bom que a ciência evoluiu, que a tecnologia evoluiu e que não estamos mais na Idade da Pedra! É uma maravilha que hoje em dia possamos proteger muito melhor as mulheres e os bebês!

      “2) Existem outras ocasioes nas quais o parto cesario ‘e feito, onde ha’ indicacoes relativas para parto cesario.”

      Bem, aí eu só poderei opinar se me informares previamente.

      “3) Existem ocasioes em que uma cesariana provavelmente nao estaria indicada, mas em que acaba ocorrendo por interesses de medicos ou de pacientes.”

      Se for pelo interesse da parturiente (que neste caso não é “paciente”, porque parto não é doença), devidamente informada quanto às alternativas e ciente das vantagens, desvantagens e riscos de cada alternativa, ouvida e ponderada também a opinião do pai da criança, tudo bem.

      Se for pelo interesse do médico, é absurdo total.

      “4) Existe pilantragem em todas as profissoes e medicos nao estao vacinados contra isso.”

      Verdade. Por isso faço questão de frisar: minha bronca não é “com os médicos”, isso seria vago demais e injusto demais. Minha bronca é com o sistema normativo que rege a prática médica e com a postura dos profissionais que ou se aproveitam desse sistema para propósitos nada virtuosos ou se omitem na busca da correção desse sistema.

      “5) A episiotomia ‘e um procedimento cirurgico que tem como objetivo limitar ou organizar os danos tissulares pela passagem da crianca pelo canal vaginal.”

      Isso é questionável. Reconheço a validade a priori de vários dos argumentos que apresentaste, mas na cabeça de um biólogo soa uma sirene e pisca uma luz vermelha quando alguém defende uma técnica agressiva e invasiva como opção a ser colocada em prioridade mais alta que aquilo que a natureza demorou milhões de anos selecionando ao invés de ser aventada somente em casos de necessidade excepcional. Voltarei ao tema futuramente.

      “6) O parto de cocoras ‘e muito interessante. Eu sinceramente nao acho que a angulacao da vagina na hora do parto seja muito importante, pois a forca e o momentum sao tao intensos que a crianca nasceria mesmo se a mulher estivesse de cabeca para baixo.”

      Sim, provavelmente a criança nasceria de qualquer jeito. A questão é o nível de esforço e o nível de risco de danos. Se dá pra facilitar o trabalho da natureza, pra que dificultar?

      “E’ simplesmente ridiculo acreditar que uns exerciciozinhos de agachamento durante a gestacao vao resolver as necessidades musculares de uma parturiente, ainda mais que na gestacao nao tem como ficar malhando como se nada estivesse acontecendo.”

      A preparação tem que vir bem de antes, preferencialmente. Mas nos seis primeiros meses de gestação dá pra fazer um baita trabalho de preparação, Paulinha. Seis meses são uma eternidade.

      “7) Parto na agua. Acho legal, interessante. Mas se por algum motivo o medico for necessario, pode esquecer, porque os minutos que demoram para por a parturiente numa posicao em que o medico possa fazer algo sao horas para um cerebro pouco perfundido. Este raciocinio tb vale para a posicao de cocoras.”

      Não entendi o “pode esquecer”. Se as condições forem ideais, para que o médico? E se surgir uma emergência, o médico vai se omitir só porque as coisas não foram do jeito que ele queria desde o início? Ou ele será incapaz de ajudar neste caso? Não entendi mesmo.

      Mas chegou a hora de ir ver minha afilhada. Responde aí pelo menos o item 7, ok? Fiquei curioso quanto à dificuldade aventada.

      Bom Natal!

  5. O meu comentario foi para o espaco. Nao aparece aqui. Pena.

    1. Calma que ele deve estar na fila de moderação ou na caixa de spam. Vou procurar.

    2. Achei de primeira. 🙂 Já recuperei o comentário. Agora vou ler.

    3. Já li. É extenso demais para eu responder agora, mas podes ter certeza que o farei assim que puder. 😉

  6. Paula querida,esse assunto é tabu para muitos homens,rs.

    “Para terminar, gostaria de concordar contigo que o Brasil seja o campeao de cesarianas, mas tb informar a voces que ‘e tb o campeao de mulheres que buscam o servico de saude para restaurar vagina e assoalho pelvico, porque os maridos, em vez de orgulhosos do canal vaginal que deu a luz aos seus filhos, argumentam que o motivo para sua traicao ‘e que a fulaninha (amante) ‘e novinha, nao tem filhos, e nao esta’ “toda frouxa”. Questoes culturais e bem masculinas que merecem artigos a parte neste blog, antes de se condenar A ou B pelo numero de cesarianas.”

    Dei meu exemplo porque nada é 8 ou 80,e porque podemos decidir o que achamos ser melhor para nós,
    quando opções são permitidas.
    Se houvese o menor risco,eu teria optado por uma cesáriana.

    No caso dos exercícios,para mim teria sido impossível. Fiquei com um barrigão,inchada,exausta
    e desmaiava com o menor esforço.

    Na hora do parto não doeu,mas não posso dizer que me senti maravilhosa durante o processo.

    Os homens jamais saberão,de verdade,o que sentimos durante uma gravidez.
    Até porque uma é diferente da outra.

    1. E as mulheres nunca saberão o que os homens sentem quando levam uma bolada no saco. E daí? Qual é a vantagem?

  7. Querido amigo,tu não fazes a menor idéia do que seja um parto,não acredito que algum homem um dia vá saber.

    Por mais conhecimento teórico que tenham.

    E quando digo isso muitos homens se enfurecem comigo.

    Não excluí os homens desse processo,foi a natureza.

    Apenas um dado para um melhor entendimento do assunto,assim como o nome na certidão de nascimento é o da mãe,assim também é em relação ao ato de parir.
    Pelo simples fato de que de 10 partos,7 ou 8 a mulher não tem marido,ou o marido não aguenta ver
    o filho nascer.

    Além de tudo,o bom senso,se a criança depende TOTALMENTE da mãe,nada mais justo que o foco central seja ela.

    Eu optei em NÃO dar o peito,porque para ficar com minha filha,não só EU teria de amamentá-la.
    Teria de ter a ajuda de outras pessoas,que não tinham peito cheio de leite,rs.
    Foi uma opção minha e não me arrependo. Eu estava lá sozinha,e sozinha resolvi o que era melhor para nós duas…..eu não dependia em nada de minha filha,mas ela dependia inteiramente de mim.

    Não fiz nada do que fiz por ser feminista,fiz porque estava sozinha e com uma criança nos braços.

    1. “Além de tudo,o bom senso,se a criança depende TOTALMENTE da mãe,nada mais justo que o foco central seja ela.”

      Não sei se você percebeu, mas a frase tem alguma ambiguidade. Quem é essa “ela”, a mãe ou a criança?

      Ninguem é doido de achar que no parto o homem tem a mesma importância que a mulher, mas o filho tem.

      “Não excluí os homens desse processo,foi a natureza.”

      Não, a natureza não exclui os homens. Eles são indispensáveis (ao menos por enquanto) para o início desse processo, mesmo que seja como doadores para um banco de esperma. E podem ser de grande ajuda, antes, durante e depois. Você estaria menos errada se dissesse que um homem pode não participar do momento do parto, mas mesmo ai a exclusão é frequentemente cultural. Se os homens estivessem excluidos pela natureza, a participação deles nos partos não seria de 20 a 30% como você disse, seria 0.

      E o processo não se encerra no parto, este é só uma etapa. Há questões de vínculo ai e é bom que o pai tenha seu lugar.

      Mulheres… reclamam da não participação dos homens mas os declaram como “excluidos pela natureza”…

      [ARTHUR MODE OFF]

    2. Li:

      1. Foi a natureza que excluiu as mulheres de ter maior força física. Posso passar a resolver as coisas na porrada com a mulherada por causa disso, já que é natural?

      2. Não entendi isso de não amamentar porque “teria que ter ajuda”. Como assim? Não tinhas leite o suficiente? E o que te levou a acreditar que pouco leite materno seria melhor que nenhum?

    3. Gerson:

      Rindo às gaitadas aqui com o “[ARTHUR MODE OFF]”. 🙂

  8. Bom dia Gerson B,é claro que ELA é a mãe.
    O filhote humano é o filhote mais frágil da natureza.

    Eu tenho um amigo,médico,que a mulher morreu no parto.
    Esse homem ainda sofre muito no cuidado com a filha,pois teve que aprender na marra,e ainda tem.
    Ficou tão traumatizado que fez vasectomia,por medo.
    Vive longe da família e sofre horrores com empregados incompetentes.

    As vezes um desenho é bom,mas não sei desenhar,rs.

    A natureza excluiu os homens do processo de GESTAÇÃO.

    Por mais que eles saibam a técnica do processo,jamais desconfiarão de tudo que sentimos
    durante a gravidez,muito menos do que sentimos na hora do parto,imaginem depois.

    Eu gosto de homem,de forma alguma estou contra eles.

    Muitos amigos,homens,acompanharam minha gravidez,e ficavam perdidos quando eu passava mal.
    Saber é uma coisa,SENTIR é outra.

    Para as mulheres que possuem condições,o filho é o mais importante,ou deveria.

    Para as mulheres pobres,a mãe é mais importante que o filho,isso se deve ao fato do filho ser totalmente dependente da mãe e não do pai.

    O pensamento correto seria:o filho depende totalmente da mãe,e centenas de mães estão sozinhas,
    então a mãe É mais importante que o filho incapaz.
    Quando pensamos que um filho só será responsável por ele mesmo aos 15/16 anos,podemos entender que o bebê depende da mãe e na falta dela de um ser humano que faça amorosamente esse papel.

    A bem da verdade devo dizer que existem homens,poucos é verdade,mas existem,que na falta da mãe são verdadeiras mães.

    Porque eu tenho certeza absoluta que se a maioria dos homens pudessem SENTIR o que sentimos durante uma gravidez,incluindo parto e pós-parto,nos tratariam com muito mais cuidado.

    E volto a indagar,quando será que vamos conseguir banir essa tola e estúpida “guerra” de “eu sou melhor que você” ?

    O que pode existir é o entendimento civilizado de que a mulher tem mais responsabilidades sobre o filho do que o pai.

    Já que a grande multidão de mães no mundo inteiro,é de mães pobres.
    E é o pai que tem que dar suporte para que a mãe possa amamentar e cuidar do bebê,uma vez que o peito é da mãe,e não dele.

    Assim como um negócio precisa de um dono e de um gerente,e de empregados……essa também é a hierarquia da família.
    O pai é o gerente da casa,quando nela existe um bebê,a mãe o dono….e assim JUNTOS,mas diferentes….a família prospera unida…..com o resto da família como suporte a MÃE,rs.

    Pessoalmente ia adorar que a medicina descobrisse como engravidar os homens,e que a justiça os obrigasse a exercer esse papel em meu lugar,rs.

    Vocês homens SÃO UNS SORTUDOS…..e não sabem disso.

    Os rapazes conhecem companheiros que suportariam 9 meses de gestão sem reclamar?

    Eu não conheço,começando pelos homens da minha família,que ao primeiro espirro de um reles resfriadinho correm para a cama exigindo cuidados.

    Eu proponho uma campanha virtual de paz entre homens e mulheres,começando hoje que tem clima de Natal,aceitam?

    Arthur,caro amigo, vou escrever sobre isso no meu blog.

    Boas Festas,para todos.
    Que a luz,o amor,a justiça reine entre nós,todos os dias do ano,principalmente no mês de Dezembro.

    1. Li, eu entendi. Mas o correto seria dizer que “homens não engravidam”. O destino ou a escolha podem nos excluir do processo da gestação, mas não a Natureza. A participação, ajuda, amparo e carinho do homem são possíveis e desejáveis.

      E é claro que a gente não sente o bebê na barriga. Mas há uma qualidade humana chamada empatia, que rompe barreiras entre desiguais. Acho que a distância entre o pai e a mãe não precisa ser tão grande.

      E obrigado. Bom Natal pra você tambem.

    2. Li:

      “O pensamento correto seria: o filho depende totalmente da mãe”

      Que cheirinho de Valerie Solanas nessa frase, hein?…

      Não vou nem comentar pra não me estressar.

      Incrível que digas que não gostas da “guerra dos sexos” mas não percebas que diversos dos teus comentários sustentam a guerra dos sexos. Espero que dando o alerta prestes atenção nisso.

      Bom Natal, bom ano novo, que estes teus votos se concretizem para todos nós.

    3. Gerson:

      Eu tenho até medo de quando minha futura esposa (pessoa essa que acho que ainda não conheci, infelizmente) ficar grávida, porque eu acho que vou ficar mais grávido que ela. Provavelmente eu vou andar nove meses colado nela com uma metralhadora na mão. “Superprotetor” é um bundão negligente. Eu serei “überprotetor”. 😛

      Hehehehe…

  9. Gerson B,grata pelo desejo de feliz Natal.

    Pensas que eu não lamento o distanciamento entre homens e mulheres?

    Só no ano passado aconpanhei 4 famílias grávidas,rs.

    Normalmente,para os maridos,as mulheres ficam um “porre”.

    Essa coisa da empatia é linda,quando verdadeira.

    Essa coisa de “não sentir a barriga” faz com que muitos homens não percebam que para muitas mulheres a gravidez,ainda que desejada,é um transtorno…tanto físico quanto psicológico.

    Tive 9 meses de oscilação de humor,ia de uma alegria louca a um medo quase paralisante.
    Tinha horas que me achava linda,e depois vinha uma depressão por estar só,por não ter uma roupa que ficasse bem em mim,por estar redonda como uma bola.
    Ansiedade pelos constantes desmaios,os enjoos que me incomodavam,o inchaço,as dores de cabeça,o desconforto para dormir.

    Ao mesmo tempo que eu queria que meu filho nascesse logo,também queria que ele ficasse para sempre protegido dentro de mim.
    Chorei muito,ri muito….e até hoje eu não sei como consegui sobreviver,rs.

    E não é só a barriga….tem o depois…rs.

    1. E depois dizem que os homens é que são insensíveis e não compreendem as mulheres… 😛

  10. Paula
    Foi muito esclarecedor seu comentário, pois, eu passei por dois partos, o primeiro – “normal” aos 18 anos de idade e sofri sobremaneira, depois de 6 horas em trabalho de parto em um hospital público, a sala de parto foi liberada eu fui levada, e precisei de muita ajuda para dar a luz inclusive cortes que foram mal suturados e incomodam até hoje. Por causa desse episódio fiquei com pânico de hospital (até do cheiro, pânico de médico, dentista, ou qualquer outro profissional que tenha de me atender com roupas brancas em um lugar fechado (eu suo frio e se não sair correndo do local eu desmaio).
    O segundo parto foi – cesariana, a qual eu decidi ser a opção mais acertada, já que eu pretendia fazer a a ligadura das trompas e voltar o mínimo possível ao médico. Quando soube que estava grávida pela segunda vez aos 21 anos tomando remédios, foi uma terrível decepção, levei uns dois meses pra aceitar a situação e decidir o que faria. Então, fui a um hospital com a desculpa da primeira consulta pré natal, precisei de muito esforço para isso. Após os exames o médico disse a possível data do parto e eu perguntei quanto custaria a cesariana, a ligadura e um quarto pois, eu não podia ficar sozinha. Ele me passou os valores e eu fui para casa e trabalhei a gravidez inteira para conseguir o dinheiro e no dia 6 de dezembro fui ao hospital e disse que queria fazer a cirurgia, ele marcou pra manhã do dia 7 quando a minha segunda filha nasceu. Eu não tinha internet e nem pessoas para conversar e tirar dúvidas eu apenas queria resolver o meu problema, no fim deu tudo certo. Que fique claro que eu não recomendo.

    Mas… o que mais me preocupa nisso tudo é que:
    1) Quando eu fui ao hospital fazer o pré natal da minha primeira gestação, nunca me disseram que o médico que faria o parto não seria o médico que estava me atendendo;
    2) O médico que me atendia era muito gentil e me passava tudo sobre o andamento da gestação, no entanto, nunca falou sobre os procedimentos do hospital, nem mesmo os procedimentos pelos quais eu passaria (foi tudo um grande susto), foi horrível.
    3) As enfermeiras e o médico de plantão tratavam os pacientes como, como… (eu não quero dizer animais, pois não considero que os animais devam ser tratados com tamanho desprezo e falta de consideração, imagina mães que estão prestes a dar a luz, mas não encontro uma palavra então escolham vocês leitores em seu vocabulário a palavra que mais se encaixa), não informavam nada e quando eu perguntava: Para que essa injeção? Elas diziam: Porque você vai precisar e por aí vai.

    Fiquei tão traumatizada que nem consegui ler o artigo do Arthur, não gosto de ver fotos, né vídeos, nem as imagens que foram colocadas no artigo, tanto que, venho sempre ver os novos posts do blog e quando me deparei com esse artigo fechei a janela e precisei de um tempo pra voltar ao blog.
    Leiga que sou em tudo isso acredito que o Arthur tem razão sobre o “parto de cabeça para baixo” porque era profundamente incômoda a posição e eu queria descer da maca.
    Só vou acompanhada para visitar médicos isso em extrema circunstância e para minha felicidade nesses 18 anos só aconteceram duas vezes. Porém a idade está chegando e eu ainda não decidi o que fazer…

    Parabéns Arthur pelo artigo e Paula pelas considerações que me abriram os olhos para alguns sintomas que tenho.

    1. É, eu tive muita sorte… Pela primeira vez tive que permanecer internado, mas eu já trabalhei em 33 (trinta e três) hospitais diferentes, então eu sabia o que iria enfrentar e consegui me preparar para agüentar os absurdos que eu sabia que enfrentaria (e que de fato enfrentei).

      Impressionante que tenhas sentido tamanha rejeição ao ver as imagens deste artigo, Lunah. Eu selecionei as mais leves que pude encontrar justamente para que ninguém se sentisse incomodado com elas e o artigo pudesse ser lido e aproveitado pelo maior número possível de pessoas. Se a coisa ainda está tão intensa assim, eu te aconselho sinceramente a procurar psicoterapia para conseguir lidar melhor com isso. Se precisares de um atendimento hospitalar, será bem melhor se puderes enfrentar a experiência sem esta tensão toda.

  11. Lunah Lan, uma pena que a tua experiencia com o servico de saude durante a gestacao e o parto nao tenham sido otimas. Eu estou acostumada com um sistema de saude em que ‘e obrigacao do enfermeiro informar nome da medicacao, dose e indicacao antes de administra-la, sendo que o paciente tem o direito de recusar. Que pena que o medico que fez o parto nao foi o mesmo do pre-natal. Em geral ‘e.

    Eu acredito em trauma como o que voce descreve. Somos seres humanos, e reagimos de acordo com nossas experiencias vividas ou observadas. Em relacao `a posicao incomoda, so’ posso dizer que aqui onde moro as pessoas sabem quando a data do parto se aproxima porque a gestante nao aguenta mais estar gravida, nao tem posicao para sentar, deitar, dormir, etc. Entao quando o trabalho de parto finalmente comeca, simplesmente se quer que termine logo, ja’ que tb nao ‘e a coisa mais “comoda”.

    Mas ha’ uma parcela de sortudas na populacao, para as quais o trabalho de parto nao ‘e incomodo. Ha’ relatos inclusive de que no periodo expulsivo (quando a crianca esta’ nascendo de fato) estas mulheres experimentam o maior de todos os orgasmos. Infelizmente eu nao faco parte deste grupo seleto de “iluminadas”, e pelo que descreves, tambem ficaste de fora… 😉

    Feliz Natal!

    1. Paulinha, eu até consegui evitar que continuassem me aplicando uma medicação desnecessária e que me dava tonturas e distorção no campo visual (buscopan, sendo que eu não tinha mais dor), mas isso me valeu anotações no prontuário como “paciente difícil e agressivo” e outras bobagens. Ou seja, “faça valer seus direitos e perca o direito de ser tratado com boa vontade”. A minha sorte é que eu já estava no hospital há três dias quando recusei essa medicação e todos os técnicos de enfermagem do andar já me conheciam e sabiam que isso simplesmente não era verdade.

      Já sei que na próxima internação (que será inevitável, mas desta vez será planejada) vou me incomodar novamente com os protocolos malucos que estão em vigor. A última moda é transformar a barriga do pobre paciente em uma almofada de costura, com agulhadas a cada 12 horas para meter heparina pra dentro “para evitar trombose” até mesmo em quem só permanece no leito o mesmo tempo que permaneceria na cama em casa. Será que todo ser humano precisa de uma injeção de 12 em 12 horas para não ter trombose? Como é que a espécie humana conseguiu sobreviver até hoje dormindo 8 horas por noite sem duas agulhadas na barriga por dia?

      Em 7 dias foram 32 agulhadas, sendo 14 na barriga e as demais nos braços, sendo 4 para exames de sangue, 2 para injetar contrste para uma tomografia, 3 para colocar dânulas para injetar medicamentos (uma dânula não dura 48 horas nas minhas veias, o acesso progride em direção a uma flebite muito rápido) e as demais 9 foram tentativas frustradas em busca de acesso venoso, porque depois da retirada da segunda dânula acho que minhas veias se esconderam dentro dos ossos.

      No penúltimo dia o pessoal técnico de enfermagem desistiu, chamou a enfermeira e nem ela conseguiu achar um acesso venoso no meio dos hematomas, edemas e áreas hiperemaciadas pela pré-flebite. Ela decidiu comunicar o médico para que ele decidisse o que fazer. Ele decidiu trocar a medicação para uma administrável por via oral e me deu alta. Foi arriscado, mas dei sorte, a progressão foi boa. Eu temia ter que apelar para o nada agradável acesso subclavicular.

      O meu aprendizado durante esta semana foi o seguinte: o melhor paciente possível é o paciente comatoso, porque ele não reclama quando metem agulhas nele, não reclama quando acendem a luz na cara dele no meio da noite para algum procedimento besta que poderia muito bem esperar a manhã, não reclama que o colchão é uma porcaria, não reclama que está muito frio nem muito quente, não reclama da comida, não reclama do cheiro porque o paciente do leito ao lado teve uma crise de diarréia e perfumou o quarto com um delicioso aroma de latrina, não reclama de nada. Já o paciente que consegue comunicar seu desconforto e solicita alguma providência para mitigar seu mal estar é um completo estorvo para os sacrossantos protocolos inquestionáveis, irrita a equipe de enfermagem e os médicos querem distância dele. Tem algo errado aí, não tem?

    2. sim a heparina ‘e necessaria, para o beneficio do paciente. ha’ estudos bem conduzidos mostrando que o uso da heparina diminui a mortalidade de pacientes hospitalizados. ha’ alternativas mais modernas que podem ser utilizadas SC uma vez por dia, diminuindo o numero de puncoes `a metade, mas o preco ‘e muito mais que o dobro da heparina…acho que tu nao estarias interessado em pagar, pelos teus comentarios anteriores…

      as internacoes hospitalares no brasil tendem a ser muito mais compridas que as dos USA. quanto mais tempo no hospital, maior o numero de puncoes e maior o risco.

      um acesso central na subclavia quando o cara esta’ para ter alta ‘e um contrasenso.

      o buscopan afeta o sistema nervoso autonomo e provoca dilatacao da pupila, com consequente dificuldade visual, que ‘e temporaria.

      via de regra a ninguem interessa que o hospital tenha a melhor hotelaria e o melhor restaurante da cidade. ha’ sem duvida competicao por estes dois quesitos entre hospitais privados em um mesmo lugar, mas ainda assim, em nada vai se comprar com uma instituicao que faca da hotelaria o seu ganha pao.

      os efeitos indesejaveis da internacao em quarto semi-privativo sao sempre relativos aos costumes do vizinho.

      se quiseres debater as questoes tecnicas, me manda um email, sem problemas.

    3. Eu adoraria conhecer os números e os detalhes destes estudos sobre a heparina. Tenho cá meus receios de que sejam daquele tipo que diz que “fumar maconha duplica as chances de desenvolver esquizofrenia”… de 0,0001% para 0,0002%, comparado entre duas amostras que tem 5% de chance cada uma de nem sequer serem representativas da população, mesmo que tivessem sido escolhidas através de um delineamento amostral correto, o que nunca é o caso (já pensei até em fazer um doutorado especificamente sobre delineamento amostral para tentar combater esse problema, para teres idéia do quanto me preocupo com isso, mas tenho imensas dúvidas quanto a se isso seria realmente aproveitado em nosso mercado acadêmico).

      Espero que entendas que minha bronca não é com os médicos ou com a medicina e sim com o ser humano, esse primata metido a besta com muito pouco apreço por fazer bem feito o que tem que fazer e muito menos ainda por questionar proativamente se poderia fazer melhor.

      Concordo com tudo o mais que disseste, só faço a ressalva de que eu não estou reclamando de bobagenzinhas na “hotelaria hospitalar”, como chamaste, e sim de coisas graves como por exemplo a qualidade dos colchões – um item fundamental para o conforto e o descanso do paciente, que poderá ter que passar semanas internado, e cujo stress e irritação serão elevados à estratosfera se não conseguir dormir direito e ainda por cima começar a sentir dores em função da péssima ergonomia do ambiente hospitalar.

  12. Beeeem…
    Passando por aqui só pra deixar um abraço e os votos de um Feliz Natal, Boas Festas e um ótimo 2012, com saúde, paz e harmonia, que o resto a gente dá um jeito! Tudibom no ano que vem!

    1. Tudibomtumbém! 🙂

      Valeu, Mõnica. Feliz Natal, todo esse pacote que me desejaste para ti também e um 2012 cheio de piadinhas e trocadinhos de torcer o pescoço no Crônicas Urbanas. 🙂

  13. Boas Festas….que Deus proteja,ilumine,abençoe a todos nós.

    Muito ” tudo de bom”.

    Uma noite tranquila,de amor e compreensão.

    1. Igualmente, igualmente, igualmente. Eu luto pela igualdade. 🙂

  14. então que o assunto é parto, que o Natal seja um, e que renasça uma saúde boa, um corpo equilibrado pra acompanhar a mente inquieta… muita paz e equilíbrio em tua vida.

    1. Obrigado, meu caro. A parte da “saúde boa” em especial será muito bem vinda. 🙂 Que tenhas também um bom Natal e um ótimo 2012.

      E te prepara pra dar umas aulas de pesca para um marinheiro de primeira viagem. 😉

  15. Joaquim Salles

    10/01/2012 — 23:13

    Na pratica os médicos fazem de tudo para ser cesária afinal foram treinados para intervir e não fazer ou acompanhar um parto natural ou normal. Vi isso bem de perto e na hora h dizem que não tem alternativa: é cesária. Pouco ou quase nada a parturiente ou familiares podem fazer se não forem médicos.

    1. Acreditas se eu te disser que já ouvi um obstetra aconselhando um residente a assustar e manipular emocionalmente as parturientes para induzi-las a fazerem cesarianas?

      “Espere ela sentir dor, ausculte-a com cara de preocupação e então sugira a cesariana dizendo ‘eu acho que é melhor fazer uma cesariana’ com a cara mais séria possível. Na hora da dor elas se assustam e é muito mais fácil convencê-las a fazer logo a cirurgia, especialmente se forem marinheiras de primeira viagem”, disse ele, “com a vantagem de que você não está mentindo: você realmente acha que é melhor fazer a cesariana!” E deu uma gargalhada.

  16. Joaquim Salles

    26/01/2012 — 15:52

    Veja o texto abaixo falando sobre cesária.

    http://hypescience.com/7-mitos-da-medicina-nos-quais-ate-os-medicos-acreditam/

    Hoje os médicos afirma 100% das vezes que existe risco para o bebê ou para a mãe. Sem falar do novo golpe médico da “Cirurgia Bariátrica”. Segundos os “animais de plantão” – vulgo médicos – não tem risco nenhum, sendo a menos arriscada das cirurgias 🙁 ( já escutei isso de vários ). Resolve até unha encravada .

    O pior de tudo – não sendo médico – como enfrentar esses 171 da medicina?

    1. Sabes como é que se “mente sem mentir”? Assim: “cuidado ao espirrar, existe o risco de estourar um aneurisma no cérebro por causa da súbita variação da pressão sangüínea”. Existe o risco? Existe. É relevante?

  17. bernardo martins

    14/07/2015 — 18:21

    Senhor Arthur,
    Muito bom seu texto e ponto de vista.
    Gostaria apenas de registrar que maior que maior que o interesse financeiro somente dos medicos, esta o interesse financeiro dos planos de saude e hospitais, e ainda, nao sao os medicos que determinam a organizacao e o funcionamento das UTIs.

    1. “nao sao os medicos que determinam a organizacao e o funcionamento das UTIs.”

      Como não? Quem seria?

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