O ano de 2011 foi o pior de minha vida adulta e não deixará saudade. Nunca passei tanta dificuldade financeira, nunca me senti tão sozinho, nunca me estressei tanto, nunca tive tantos problemas de saúde, nunca senti tanta dor. Decidi começar 2012 com uma nova postura, mais positiva, mais otimista, mais proativa, mais empreendedora. Porém, como hoje é o último dia de 2011, vou aproveitar para postar o artigo mais pessimista e catastrofista da história do blog.

O título deste artigo foi escolhido cuidadosamente para remeter a uma visão messiânica, paranóica e catastrofista, mas deve ser compreendido dentro do contexto do blog: não é um alerta religioso (embora também fizesse sentido se o fosse), mas um alerta cultural, político e sócio-econômico. Vivemos em uma época que cultiva valores terrivelmente distorcidos, que passou a ser integralmente gerida através destes valores e que cada vez mais se aproxima de sofrer as piores conseqüências desta corrupção generalizada. O plantio é opcional, a colheita é obrigatória.

Os leitores mais antigos do Pensar Não Dói talvez se lembrem do artigo “Somente os ricos e os paranóicos sobreviverão!“. Quem não leu aquele artigo pode fazer uma pausa na leitura deste aqui, ler aquele e retornar. Eu espero. [Pausa para a leitura do outro artigo.] Pronto? Pois deixem-me piorar as coisas um pouco mais.

Nos últimos anos eu estive mostrando as peças do quebra-cabeças: ascenção rápida e vigorosa do fascismo; restrição acelerada das garantias e liberdades individuais; acirramento dos conflitos sociais com fortalecimento de ideologias sectárias capitaneados por movimentos sociais intolerantes; minimização midiática da gravidade do risco trazido pela desestabilização climática planetária, eufemisticamente ainda chamada de “aquecimento global”; intensificação do diversionismo em grande escala através das novelas, do futebol e da banalização da corrupção na política; identificação do conceito de cidadania com apertar dois ou três botões coloridos numa urna eletrônica a cada dois anos; e principalmente a completa sabotagem da educação, com vistas a impedir a formação de senso crítico e de senso de responsabilidade.

Pois agora eu quero apresentar o pior cenário que pode advir deste conjunto – e mais uma vez alertar para o fato de que este perigo é real. Eu espero estar completamente errado, mas há uma alta probabilidade de que esta seja uma esperança vã.

O fim do mundo está próximo

Recapitulemos a nossa situação.

1. Há pouco mais de um mês foi ultrapassada a inédita marca de 7 bilhões de habitantes humanos no planeta Terra. Talvez seja melhor escrever esse número por extenso para melhor compreensão de sua extensão: 7.000.000.000 de pessoas. Existem mais pessoas vivas hoje do que todos os seres humanos que já viveram na face deste planeta desde que surgiu a humanidade.

2. Cada uma destas pessoas é um consumidor de água, alimentos, energia e recursos físicos que demandam tempo, espaço e energia para serem extraídos ou produzidos, estocados, distribuídos, consumidos e finalmente lançados fora como rejeitos ou poluição, pois a economia humana deixou de ser circular e passou a ser linear depois que descobrimos os combustíveis fósseis. (Para entender o perigo disso, assista o vídeo “A História das Coisas”: versão legendada; versão dublada.)

3. O planeta Terra é finito. Isso significa que um número crescente de pessoas, cada qual querendo consumir cada vez mais coisas, dentro de um sistema fechado, só podem fazer isso por um curto período de tempo e necessariamente consumindo a própria estrutura do planeta. Vamos deixar bem claro: “consumir a própria estrutura do planeta” significa muito mais do que a eufemística expressão “consumir recursos em excesso”, significa destruir os mecanismos de sustentação da vida no planeta.

4. As evidências de que os mecanismos de sustentação da vida no planeta são inúmeras, desde o aumento da temperatura média do planeta e o deretimento das geleiras, passando pela dramática perda de biodiversidade, com inúmeras espécies sendo perdidas por dia, até a evidente redução dos estoques pesqueiros pela superexploração dos oceanos e a desertificação de extensas áreas em todos os continentes.

5. A distribuição de riqueza no mundo é tão absolutamente desigual que basta observar os dados em conjunto com as tendências legislativas ao redor do planeta para perceber que “Direitos Humanos”, “democracia” e “cidadania” são conceitos ilusórios, derivados mais puro wishful thinking, quando comparados à verdadeira natureza do poder.

Pirâmide da distribuição global da riqueza: 0,5% dos indivíduos detém 38,5% da riqueza mundial. Juntos, os 8,7% mais ricos indivíduos do planeta detém 82,1% da riqueza mundial.

(Clique na imagem para abri-la em tamanho maior em outra janela.)

6. Os cientistas são praticamente unânimes em afirmar que o ponto de não retorno do aquecimento global (que, recordemos, é um eufemismo para desestabilização climática) já foi ou será ultrapassado nesta década, com a maior parte das previsões oscilando entre 2012 e 2015, as mais pessimistas ao redor de 2008 e as mais otimistas ao redor de 2018. Mas atenção: essa previsão somente é válida dentro dos atuais parâmetros de dinâmica populacional, desconsiderando intervenções radicais.

7. Dada a realidade cultural, política e econômica da humanidade nos dias de hoje, especialmente considerando o altíssimo grau de ignorância, intolerância e egoísmo vigentes, é absolutamente impossível realizar qualquer programa de estabilização populacional ou qualquer programa de reestruturação política e econômica com o mínimo de eficácia antes que o ponto de não retorno seja ultrapassado.

8. Mantidas as atuais tendências, o resultado previsível é a intensificação cada vez mais acelerada da pressão de consumo sobre recursos já escassos e em rápido declínio, até o ponto em que não somente não haverá recursos para manter vivos os indivíduos mais pobres, como também serão destruídos os sistemas de sustentação de vida do planeta (responsáveis, por exemplo, pelo controle climático), o que colocará em risco também os indivíduos mais ricos – os verdadeiros detentores do poder – pela primeira vez na história da humanidade.

Considerando os 8 itens acima eu pergunto:

– Se você fosse um dos 35 milhões de indivíduos mais ricos do planeta (0,5% de 7 bilhões) e estivesse diante deste quadro, o que você faria? Morreria junto com a massa de miseráveis em solidariedade ou apressaria a morte da massa de miseráveis para reduzir a pressão de consumo sobre os recursos do planeta e assim permitir a recuperação dos mecanismos planetários de suporte de vida?

Este é o ponto: nós já sabemos como as pessoas se comportam quando são confrontadas por este tipo de dilema. Seja lá qual for a sua resposta, o fato é que algumas pessoas agirão de modo altruísta, tentando ajudar os demais, e outras pessoas agirão de modo egoísta, tentando salvar a própria pele acima de qualquer outra consideração. Ou você não sabe o que aconteceu no naufrágio do Titanic?

Como são as pessoas – as lições do naufrágio do Titanic

Quando ocorreu o naufrágio do Titanic, o capitão ficou em seu posto, a banda continuou tocando, uma parte da tripulação ficou no convés ajudando os passageiros a embarcar nos botes salva-vidas, uma parte dos passageiros confiaram até o último momento no sistema de segurança do Titanic, uma parte dos passageiros cedeu espaço para outras pessoas embarcarem nos botes salva-vidas, uma parte dos passageiros se jogou na água, uma parte da tripulação tratou de se meter dentro dos botes salva-vidas e uma parte dos passageiros tratou de embarcar o mais rápido possível nos botes salva-vidas.

O capitão morreu, todos os integrantes da banda morreram, os tripulantes que ficaram ajudando os outros morreram, os passageiros que confiaram no sistema de segurança morreram, os passageiros que cederam espaço a outros morreram e os passageiros que se jogaram na água quase todos morreram.

Os tripulantes que trataram de se meter em botes salva-vidas sobreviveram e os passageiros que embarcaram o mais rápido possível nos botes salva-vidas sobreviveram.

Por pura sorte, um ou outro dos que se jogaram ou caíram foram resgatados por alguns botes salva-vidas. Porém, quando o navio Carpathia chegou e começou a recolher os corpos que flutuavam e as pessoas que haviam conseguido se salvar nos botes salva-vidas, encontrou diversos botes com menos de metade da lotação preenchida. As pessoas nestes botes relataram que ouviram os gritos de socorro das pessoas que congelavam na água gelada ao redor delas, mas não prestaram socorro porque queriam garantir antes de qualquer outra coisa a própria sobrevivência ou de seus entes queridos que os acompanhavam.

Portanto, as lições a tirar do naufrágio do Titanic são duas:

1. Perante uma situação potencialmente fatal, especialmente quando há pânico, quem se arrisca para ajudas os outros reduz drasticamente suas chances de sobrevivência, enquanto quem trata de salvar a própria pele aumenta significativamente suas chances de sobrevivência.

2. Para uma grande parte das pessoas, nenhuma consideração moral jamais superará os imperativos da sobrevivência pessoal. Para outras, nenhuma consideração moral jamais superará o imperativo da proteção a seus entes queridos.

As lições do naufrágio do Titanic aplicadas à elite mundial

Como você acha que os 35.000.000 de pessoas que detém 38,5% da riqueza do mundo – que não chegaram lá por serem irracionais – vão se comportar quando ficar claro, explícito e inequívoco de uma vez por todas, até mesmo para os completamente leigos no assunto, que a desestabilização climática em curso está colocando a vida deles mesmos em sério perigo?

Você acha que a maioria deles vai investir toda sua imensa fortuna em projetos para “salvar o mundo”, sabendo que a maioria dos 8,2% que detém 43,6% das riquezas do mundo vai aproveitar a oportunidade para se tornarem a nova elite mundial e então se colocarem em condições de fazer o que a elite anterior deixou de fazer para garantir a própria sobrevivência?

Ou é muito mais razoável supor que a maioria deles vai investir uma boa parte de sua fortuna, do modo mais discreto possível, para garantir sua própria sobrevivência, a de seus entes queridos e a de um número razoável de colaboradores necessários para garantir sua permanência no topo do poder, mesmo que isso signifique ter que praticar o maior genocídio jamais cometido em toda a história?

Quais as chances de que surja de fato um genocida planetário?

Preste atenção nisso: não importa se eu faria isso, se você faria isso ou se os políticos em que você confia (se é que isso é possível) fariam isso. O que importa é que há no mínimo 35.000.000 de pessoas ao redor do planeta que possuem dinheiro suficiente para fazer isso com facilidade se dispuserem dos métodos adequados, e basta que 1% delas pense nisso para que tenhamos 350.000 possíveis terroristas riquíssimos pensando no caso.

Se somente 1% destes 1% decidir levar um plano deste tipo adiante, ainda teremos 3.500 megabilionários organizando planos de genocídio em larguíssima escala.

Se somente 1% for bem sucedido entre os 1% de realizadores dos 1% de planejadores, ainda teremos 35 das maiores fortunas do planeta produzindo morticínio em escalas nunca jamais imaginadas.

E a má notícia é que basta que 1 assassino destes seja bem sucedido para que o pior aconteça.

Você realmente acredita que entre mais de 35.000.000 de pessoas com plena capacidade de levar um plano destes até o final não há pelo menos uma dúzia que já esteja fazendo isso?

Como matar mais de 4.200.000.000 de pessoas em seis meses

Matar muita gente é o problema mais fácil de resolver do mundo. Já foi feito diversas vezes na história, por particulares e por Estados, e a criativa indústria cinematográfica já ensinou como fazer isso de centenas de modos diferentes.

As abordagens diretas, como jogar bombas atômicas sobre grandes cidades e chacinar centenas de milhares a milhões de pessoas inocentes em segundos, são muito eficazes. Caso você considere essa alternativa absurda, lembre-se de que isso já foi feito duas vezes, chacinando 140.000 inocentes na primeira vez e 80.000 inocentes na segunda vez, três dias depois. E quem fez isso foi um dos governos do “lado bonzinho” da guerra. Ou seja, os governos “confiáveis” e “éticos” fazem essas coisas.

O problema das abordagens diretas é que, por mais que elas sejam eficazes na matança, elas em geral são muito rastreáveis e permitem retaliação direta. Por isso, o mais provável é que seja utilizada uma abordagem indireta. Ao invés de atacar abertamente e ser retaliado, é muito melhor lançar um ataque anônimo e posar de vítima para se possível ser ajudado, caso contrário pelo menos estar em “igualdade de suspeita” com qualquer um outro.

A melhor abordagem indireta, permita-me ir direto ao ponto, é o terrorismo biológico de alta tecnologia. Vírus e bactérias de alto poder infeccioso e alta letalidade, se forem transmitidos pelo ar e se tiverem um período de incubação razoável, são praticamente impossíveis de serem detidos quando utilizados em ataques terroristas bem planejados. Eu sei disso, virtualmente todos os biólogos e médicos ao redor do mundo sabem disso, muitos estrategistas militares e paramilitares também, além de leigos com todo tipo de formação e todo tipo de intenções. É seguro falar sobre isso no blog simplesmente porque não é segredo algum. É quase como dizer que a água é molhada.

O plano mais simples possível é o seguinte: contrate uma equipe de cientistas, ou várias equipes independentes, e comece a testar (em cobaias humanas, ninguém vai perceber o desaparecimento de mendigos e presidiários sem família) inúmeros vírus com mutações induzidas até produzir uma cepa altamente mortal que se propague pelo ar. Ou seqüestre um dos caras que já produziram isso e ameaee a família dele, você é um genocida, por que vai se preocupar com meia dúzia de vidas irrelevantes?

O passo seguintes é seguir a cartilha internacionalmente conhecida para produzir uma vacina e testá-la do mesmo modo, afinal, as cobaias que sobreviverem podem ser facilmente descartadas. Depois basta colocar um terrorista devidamente vacinado em cada um dos cem aeroportos mais movimentados do mundo, cada um deles fingindo lavar janelas ou vender perfumes enquanto espalha o vírus mortal com um simples frasco plástico com um bico pulverizador. Essa estratégia já apareceu em diversos filmes. Será que ninguém vai pensar nisso?

Um ataque deste tipo perpetrado numa época em que as escolas estão funcionando faria entrar em colapso o sistema de saúde de quase todos os países do mundo poucos dias após o período de incubação do vírus. Quando a notícia chegasse aos telejornais, nenhum toque de recolher seria capaz de evitar a disseminação da doença. Hordas de cidadãos desesperados correriam aos hospitais exigindo um atendimento impossível. A revolta da população contra a incapacidade dos governos socorrem-nas geraria ondas de violência e saques inimagináveis. Um banho de sangue e mortandade de proporções apocalípticas tingiria as ruas com as cores da morte e do desespero.

E isso pode acontecer. Cientistas já desenvolveram uma variante do H5N1 (gripe aviária) altamente transmissível e com capacidade para matar cerca de 60% das pessoas infectadas. Ou seja, não é piração minha: a arma adequada para realizar este plano já está prontinha para uso. E nada impede que surjam outras igualmente mortais em breve.

Arrependei-vos!

Não, este não é o momento em que eu digo para começarmos a orar e procurar o Salvador em nossos corações, nem nada piegas do gênero, embora fosse muito útil que as pessoas passassem a priorizar as mensagens de paz e boa vontade entre os homens que as religiões bem intencionadas pregam.

Este é o momento em que eu digo que, seja lá no que você acredita ou deixa de acreditar, a única maneira de evitar um cenário deste tipo é a construção de um imenso e intenso movimento de humanização e de “ecologização” da política e da economia. A elite dominante não vai gostar, não vai aceitar numa boa e não vai facilitar as coisas, é claro, mas ao menos nos países ditos democráticos poderá ser constrangida pela lei a financiar os projetos necessários para evitar um colapso climático. (E uma forte, destemida e obstinada pressão dos países democráticos pode constranger os países não democráticos a colaborar.)

Temos que escolher do que deveremos nos arrepender.

Minha opinião é que a melhor opção é o arrependimento por termos deixado as coisas chegarem até aqui do modo que chegaram, porque nos omitimos perante todos os grandes assuntos da cultura, da política e da economia, permitindo sempre que “alguém” tome decisões em nosso lugar e gerencie o que deveríamos gerenciar. E arrepender-se de verdade significa mudar de atitude realmente.

A alternativa será nos arrependermos por deixarmos as coisas piorarem ainda mais, até o ponto em que não haja alternativa para salvar as grandes massas e portanto nossa omissão abra caminho para que as elites decidam eliminá-las o mais rápido possível e assim dar ao planeta uma chance de, despovoado, recuperar milhões de quilômetros quadrados de florestas, as populações das espécies marinhas e o equilíbrio climático necessário para garantir a vida dos que sobreviverem ao genocídio.

Sendo realista

Conhecendo bem a nossa cultura, observando as prioridades das pessoas nos seus cotidianos, eu não acredito mais que seja possível reverter o quadro salvo se um líder do porte do presidente da República do país mais rico do mundo e o parlamento inteiro do continente que é berço da cultura ocidental e que conseguiu unir-se em um bloco comercial chutem o pau da barraca, tomem a dianteira de um movimento radical de reconstrução humanitária e ecológica da economia e batam de frente – guerra se necessário – com os interesses das grandes corporações que controlam mais de 70% da riqueza do mundo.

Qual a chance de isso acontecer?

Suponho que seja mais provável que a Lua seja feita de queijo.

O que resta

Infelizmente, resta para alguns poucos tentar se colocar dentro do grupo dos sobreviventes.

Eu não vou deixar de tocar alguns projetos que tenho para tentar combater o grande monstro da economia mundial, na esperança de que meus cálculos de horizonte temporal estejam equivocados e de que o mundo desperte para estes perigos e tome alguma atitude para evitá-los, mas a maior parte das minhas energias nos próximos anos será mesmo direcionada para um Plano B que aumente minhas chances de sobrevivência caso minhas previsões mais pessimistas estejam corretas.

Se existir uma conspiração para levar um plano como o que eu descrevi adiante, ela tem que se dar em três fases: uma de preparação cultural pró-fascismo, outra de implantação efetiva do fascismo para permitir que os preparativos de grande escala necessários para a sobrevivência da elite dominante sejam realizados em segredo e sem questionamentos e uma terceira de implantação de um Estado fascista pleno e com altíssimo nível de controle sobre os cidadãos após a epidemia, as ondas de vuiolência e saques e as guerras civis que se seguirão ao genocídio.

A primeira fase está concluída. Do onze de setembro para cá, nunca tanta gente apoiou tão abertamente toda e qualquer medida fascista no mundo ocidental, exceto nas épocas do nazismo e do macarthismo.

A segunda fase inicia no dia 1°/01/2012, com a vigência da nova lei marcial nos EUA, que permite ao governo e aos militares daquele país prender e manter incomunicável, sem julgamento e por tempo indeterminado, qualquer pessoa acusada de terrorismo, e até mesmo seqüestrar fora do território dos EUA qualquer acusado de terrorismo. Ou seja, eu, você ou qualquer um. Basta o governo dos EUA ou os militares dos EUA afirmarem sem qualquer necessidade de prova “você é um terrorista” e pronto, estão eliminadas todas e quaisquer garantias e liberdades individuais de qualquer pessoa. É o pior ataque aos Direitos Humanos da história moderna e ninguém está falando nada a respeito, o que mostra que a primeira fase foi realmente muito bem sucedida.

A duração desta fase, pelos meus “cálculos” (minha intuição pessoal), não pode ser inferior a uns cinco anos, ou seja, até 2017. Depois disso, a qualquer momento será possível que o céu caia sobre nossas cabeças, por Tutatis.

Se, entretanto, a coisa for pior ainda, capitaneada por uma organização realmente extremista – porque, caso ninguém tenha se dado conta, o plano acima descrito é moderado – então a partir do momento que ler isso você pode começar a cavar um bunker no seu quintal, comprar um gerador e estocar gasolina e comida suficiente para seis a doze meses, que é o tempo que deve demorar para que a elite dominante retome o domínio dos sobreviventes e reorganize os Estados de modo a permitir a retomada da civilização após este terrível espasmo de barbárie.

Quanto a mim? Vocês já sabem, eu vou comprar um veleiro e mantê-lo permanentemente abastecido para um período de doze meses em alto mar. Vou batizá-lo de “Plano B” e torcer para que a Nova Ordem Mundial após o fim da epidemia e a retomada do controle pela elite dominante me considere inofensivo.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 31/12/2011

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OBS: eu falei que este seria “o artigo mais pessimista e catastrofista da história do blog“, lembram? Então, pessoal, relaxem. Pior que isso não fica. A partir de amanhã eu voltarei a ser mais “realista”… de acordo com os questionabilíssimos padrões sobre “realismo” de nossa cultura. Bom 2012 para todos, (se o  céu não cair sobre nossas cabeças) se Deus quiser!

46 thoughts on “Arrependei-vos! O fim do mundo está próximo!

  1. joaquim salles

    09/02/2014 — 02:18

    Não me lembro mais em que livro ou conto de ficção-cientifica li sobre a criação de um vírus que matava a humanidade em pouquíssimo tempo…e isso foi quando eu era criança ( faz tempo né)

    Ser altruísta? Duvido muito que o ser humano seja assim. Veja em http://www.youtube.com/watch?v=2fTtVdlyUQE&feature=youtu.be (The Is-Altruism Dichotomy, by Craig Biddle) que fala sobre isso.

    Agora, com “desestabilização climática planetária”, será que é razoável estar em um barco em alto mar? Deverá existir variações climáticas violentas. Já pensou passar por um furacão, num barco, em alto-mar?

    No fundo, pelo conceito que coloca, é uma forma de “Teoria populacional neomalthusiana” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_populacional_neomalthusiana) da qual muitos não concordam ( pois para muitos governos não criam desenvolvimento econômicos via intervenção da economia). A China acabou de rever a politica de “filho único” (http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/sociedade/assembleia-nacional-aprova-relaxamento-politica-filho-unico-china/3/2017/2204789).

    Como as pessoas reagem a qualquer situação, essa politica, acabou por causar uma serie de problemas como “o número de casos de aborto e abandono de crianças aumentou significativamente, principalmente naquelas de sexo feminino.” Sem falar da chamada “A Síndrome do Filho Único”. Isso, na China, afetou muito a cultura familiar milenar ( e não digo que para melhor). Muitos psicos acreditam que essa seja uma das síndromes mais grave…

    Outro ponto dessa situação,é que para resolver o problema, será necessario matar mais da metade da humanidade. E possivelmente outras ideias ou soluções são descartadas…(afinal é mais simples acabar com a especie humana). Isso lembra um filme de sci-fi onde uma pessoa voltava ao passado para matar, logo no inicio, a especie humana. Segundo o filme bastaria matar poucos “pre-humanos” para acabar com a especie…

  2. joaquim salles

    09/02/2014 — 02:37

    …porte do presidente da República do país mais rico do mundo e o parlamento inteiro do continente que é berço da cultura ocidental e que conseguiu unir-se em um bloco comercial chutem o pau da barraca, tomem a dianteira de um movimento radical de reconstrução humanitária e ecológica da economia e batam de frente

    Meio “positivista” a solução.:) Traduzindo deve aparecer um “Dom Sebastião” planetário que será tutor da humanidade e dirá o que se deve ou não fazer. “Bobagens” como “democracia”, “direitos humanos”, “diretos do consumidor”, “reclamar de mafias” e “parlamentos” devem acabar 🙂 Afinal essa etapa já esta em curso ( acabar com essas “bobagens”). Abaixo também a hipocrisia de “sermos da paz” e “contra as guerras” afinal guerras diminuem a população.

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