Volta e meia eu testemunho discussões políticas acaloradas que costumam terminar com um lado dizendo “Ah, é? Então vai morar em Cuba!” e o outro lado dizendo “Ah, é? Vê se eles te querem nos EUA!” Eu estou tão farto disso que resolvi apresentar o meu próprio critério de qual país é bom de morar: é aquele país que tem simultaneamente Índice de Corrupção Percebida >= 8,5, Índice de Desenvolvimento Humano >= 0,850, Coeficiente de Gini < 0,35 e clima padrão C na escala Köppen-Geiger.

Os países com Índice de Corrupção Percebida >= 8,5 são doze: Dinamarca (9,3), Nova Zelândia (9,3), Singapura (9,3), Finlândia (9,2), Suécia (9,2), Canadá (8,9), Holanda (8,8), Suíça (8,7), Austrália (8,7), Noruega (8,6), Islândia (8,5) e Luxemburgo (8,5).

Destes doze, todos possuem IDH >= 0,85: Dinamarca (0,895), Nova Zelândia (0,908), Singapura (0,866), Finlândia (0,882), Suécia (0,904), Canadá (0,908), Holanda (0,910), Suíça (0,903), Austrália (0,929), Noruega (0,943), Islândia (0,898), Luxemburgo (0,867).

Destes doze, nove possuem Coeficiente de Gini < 0,35: Dinamarca (24,7), Finlândia (26,9), Suécia (25), Canadá (32,6), Holanda (30,9), Suíça (33,7), Noruega (25,8), Islândia (25) e Luxemburgo (26).

Destes nove, seis possuem classificação C na escala Koppen-Geiger: Dinamarca (Cfb), um pedacinho ínfimo de terra no extremo sudoeste do Canadá (Cfb), Holanda (Cfb), Suíça (Cfa), Islândia (incrivelmente Cfc) e Luxemburgo (Cfb).

O Índice de Corrupção Percebida para mim é critério de partida: nada faz sentido quando se presencia ou se pode sofrer grandes injustiças e assim perder o gosto pela vida em um ambiente corrompido.

O IDH leva em consideração a expectativa de vida ao nascer, que reflete as condições gerais de saúde e salubridade, as taxas de alfabeitização e de escolarização entre 7 e 22 anos de idade, que refletem as condições de educação, e o PIB per capita, que é um indicador problemático de padrão de vida (é confiável como indicador de baixo padrão médio de vida, mas não é confiável como indicador de alto padrão médio de vida porque não reflete a distribuição de renda).

É interessante observar que um IDH elevado não garante uma baixa corrupção, mas uma baixa corrupção garante um IDH elevado.

O Coeficiente de Gini refina a imagem formada pelo IDH porque reflete a distribuição de renda, permitindo identificar quando um alto IDH apresenta uma imagem distorcida da realidade em função de uma distribuição de renda desigual.

Os países com Coeficiente de Gini < 0,35 são países com distribuição igualitária de renda, o que em conjunto com um IDH elevado é um forte indicador de ausência de opressão e de violência.

A classificação climática de Köppen-Geiger faz parte dos meus critérios de avaliação do que seja um bom lugar para viver porque eu não vejo a menor graça de viver dentro de um forno ou de uma geladeira, mesmo que lá todo mundo seja honesto e ganhe bem. Se não der pra dar uma caminhada ou um passeio de bicicleta sem derreter, nem pra pegar praia, banho de rio ou pelo menos uma piscina no jardim sem congelar, então nada feito.

Portanto, os melhores lugares do mundo para morar, segundo os critérios objetivos que selecionei, devem ser a Dinamarca, o litoral sudoeste do Canadá, a Holanda, a Suíça, a Islândia e Luxemburgo.

Como eu não conheço nenhum destes locais, seria interessante que quem os conhecesse opinasse na caixa de comentários do Pensar Não Dói para avaliarmos a qualidade do IMAGLMLMPM – “Índice Multifatorial Arthur Golgo Lucas dos Melhores Lugares do Mundo Para Morar”.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 17/01/2012

74 thoughts on “Como escolher os melhores países do mundo para morar

  1. sim, a Holanda tem carteira de transporte publico com precos mais camaradas do que os de um dia comprados por turistas. Estes sao vendidos para trabalhadores que comprovem morar a uma distancia longa do local de trabalho (pq se for perto, que va’ de bicicleta e nao incomode). E nao valem para trechos fora do eixo trabalho-casa-trabalho. Mas eu fiz a conta e ir de carro e’ mais em conta se forem pelo menos 2.5 pessoas no carro.

    1. Ainda bem que eu tinha escolhido a Suíça e não a Holanda… 😛

  2. Joaquim Salles

    24/01/2012 — 23:18

    Arthur,

    De uma olhada em http://exame.abril.com.br/economia/noticias/10-paises-com-maiores-impostos-e-menor-retorno-para-a-populacao – Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES).

    Da para agregar esse fator ( de certa forma vc já usa ele).

    Abraços

    Joaquim

    P.S. criaria o índice ser obrigado a comer pizza de banana e “apreciar” (ISOCPBA)

    1. Se fosse literal, o ISOCPBA seria eliminatório no meu índice, é claro. 😛 Mas se analisarmos figurativamente, o ISOCPBA já pode ser calculado: quantas coisas estúpidas somos obrigados a fazer ou deixar de fazer em virtude de leis ainda mais estúpidas?

      Que tal começar por “usar terno e gravata com 38°C à sombra”? E não poder entrar em um prédio do Poder Judiciário de bermudas num verão tórrido porque isso “ofende” os filhos-da-puta autoritários que circulam pela cidade em carros com ar condicionado pagos com nossos impostos?

      Isso não é sinal de um altíssimo ISOCPBA?

  3. Joaquim Salles

    26/01/2012 — 23:51

    “Isso não é sinal de um altíssimo ISOCPBA?”

    Sem duvida… parodiando uma senhora que conheci: a inteligência tem limites a estupidez ( ou burrice) é ilimitada….

    1. Parece que foi Einstein que disse que “eu só conheço duas coisa infinitas: o universo e a estupidez humana – mas não tenho muita certeza sobre o universo”. 🙂

  4. Eu moro há 15 anos na Holanda, e por mais que me sinta por diversas vezes “a estrangeira” (é uma sensação de estranhamento interno, talvez paranóia, quem já morou anos no estrangeiro sabe, nunca encontraremos na rua um familiar, um colega de escola, uma cara conhecida do passado = só se for turista), me sinto bem aqui, aprendi a gostar do inverno (vim do RG do Sul, digo sempre que fiz estágio, nada a fazer contra as 4 estações e clima temperado, meus avós paternos vieram do Uruguay, uma família com uma genética “nômade”, adoro o meio de transporte público a bicicleta, só acho desagradável a combinação chuva+vento (de bicicleta), só chuva tudo bem, e só vento (norte), nada a fazer. Meus filhos são holandeses, e isso me faz sentir mais em casa. Acho que os problemas políticos aqui são mais de ordem Internacional concernentes à União Européia (estamos em crise, e recessão oficial no país, pelo déficit dos PIIGS – Portugal, Itália, Irlanda, Grécia (E)Spanha que temos que ajudar a saldar), de resto nada acontece de especial por aqui, pode ser tedioso pra pessoas que procuram estímulos externos, o que não é meu caso, ter uma filha especial complica um pouco no meu caso especial, e só. É uma sociedade digna, protetora, nada ambiciosa (muitos se acomodam, há pouca mobilidade social), as leis são rigorosas e controladas, a palavra impunidade não ouço. Os salários são justos (as pessoas podem até se dar o direito de trabalharem parttime e se dedicarem ao lar, ou estudos), qualidade de vida é boa (pra nadar em piscinas recreativas, jogar tênis, não precisa ser “sócio de clubes de elite), famílias em que o homem e a mulher trabalham, tiram em média duas férias por ano, ou mais, e tem hipoteca. Ir pra escola é obrigação, toda criança tem a obrigatoriedade de estudar até os 18 anos, e os impostam pagam essa escola, não os pais.O que mais posso dizer? Aliás, a elite aqui pra mim é a Monarquia, acho exótico e bizarro morar numa Monarquia Constitucional.

    1. Oi, Bebete!

      Sabe qual é o meu maior medo quando eu ouço que “no país tal as leis são cumpridas”? É que elas sejam cumpridas contra o povo mas jamais contra os governantes. Como é isso aí na Holanda? Aquilo que vale para o povo vale igualzinho para os governantes? Ou é meio como no Brasil, que para o povo a lei é uma, mas para os governantes não é bem assim?…

  5. Concordo em parte com os comentários na Senhora Bebete, apenas alguns adendos. Na maior parte as leis são para todos, mas não é difícil observar a condescendencia da polícia com algumas faltas cometidas por aqueles tipicamente dutchs. Mas no mais praticamente todos são iguais perante a lei. Aliás quase não se houve falar em interferência de judiciário no andamento do país. Os governantes em sua maioria trabalham porque gostam e o fazem muitas vezes por salários menores do que na iniciativa privada (incrivel mas é verdade). A política não tem nada, absolutamente nada com o que acontece no Brasil, não existe campnha abusiva, nada na TV, apenas discussões nas comunidades (para quem tiver interessado). Não conheço caso de quem se perpetua na política e trata aquilo como emprego eterno. Mas, não indico morar por aqui para muita gente. É um local absolutamente tedioso, fora Amsterdam, nada acontece depois das 8 da noite, tudo pára. Não existe um shopping center (o que pode ser bom para alguns, mas pelo menos eles funcionam em horários alternativos que nao seja das 10 as 6 da tarde como tudo por aqui. Existe um forte discriminação do mercado de trabalho com os estrangeiros. Excessão para aqueles que veem para cá com emprego já determinado. A Holanda, e o mesmo vale para quase toda esta lista (Suiça, Dinamarca, Islândia e Luxemburgo) tem boa qualidade de vida, as pessoas tem renda digna que permitem participar do mercado, mas é muito tédio para quem vive em países como o Brasil ou os Estados Unidos.

    1. Por que “tédio”? Isso é significado de “ausência de vida noturna” ou tem algo mais além disso?

  6. Caro Arthur, absolutamente nao. Para quem gosta de vida noturna até que Amsterdam tem boas opçoes. Mas tudo é muito mais devagar do que para quem está acostumado com o ritmo de vida do Brasil. Desde uma negociaçao de um aluguel ao modo de vida dos europeus (do norte principalmente) é tudo num ritmo muito mais lento. O pais é extremamente organizado,as estradas sao boas, o transporte publico é eficiente, o governo funciona, as atividades públicas funcionam, mas as pessoas sao acomodadas. Na verdade, para muitos tanto faz se trabalhar ou nao, o governo vai quase garantir uma vida razoavel. ISto levou a populaçao a uma certa acomodaçao. como disse a Sra Babete quase nao existe mobilidade social.

    1. O brasileiro de classe média que chegar querendo trabalhar para subir na vida, então, dispara na frente?

  7. O meu próximo sonho de consumo geográfico é a Noza Zelândia. Um dia ainda chego lá. A Noruega também tenho muita vontade de conhecer. No mais, acho que o melhor lugar para se viver continua sendo um fator extremamente subjetivo.

    Na lista dai de cima nao sei se vale a pena considerar o coeficiente de Gini, porque apesar de ser importante, como ele nao é calculado no mesmo ano para todos os paises, o resultado pode nao ser exato em um dado momento. Tenho a impressão que com a crise global dos ultimos anos, a Australia e a Nova Zelandia, que praticamente não tiveram recessão e têm crescido muito, deveriam ter sido mantidas na lista.

    Também senti falta na lista de países como França, Espanha ou Israel, que podem ter um IDH menor que o top 10, mas ainda assim têm muito a oferecer em termos de cultura, estilo de vida, e clima. E a Suécia? Dizer que não há igualdade de renda suficiente na Suécia é para mim um tanto exagerado. Oou seja, a minha lista teria sido diferente. Mas, vá lá.

    Levando em consideraçao a lista em questão.

    Dos que sobraram… a Dinamarca é um país pequeno e lindo, mas se vc não é dinamarquês, fica difícil. Minha mãe que é brasileira tem um relacionamento de uns 10 anos com um dinamarquês mas pelas leis atuais de imigração do país, se eles quisessem se mudar pra lá, não poderiam, minnha mãe seria barrada como são barrados quase todos os estrangeiros casados com dinamarqueses fora da Dinamarca, e olha que a minha mãe é loira, branca, tem dinheiro e é bem educada.

    O extremo sudoeste do Canadá é Vancouver, que ano após ano é considerada uma das melhores cidades do mundo pra se viver… pode ser, mas chove muito e a criminalidade é alta, assim como o uso de drogas pesadas como heroina. Foi também votada recentemente a metrópole mais insegura do Canadá.

    Holanda, outro país pequeno e lindo, minha pátria adotada, mas também chove muito e infelizmente está indo no caminho da Dinamarca em termos de xenofobia…

    Suíça, o meu paraíso de consumo geográfico, lindo, maravilhoso, luxo total,adoraria ter nascido lá, mas é provavelmente ainda mais xenofóbico que Holanda e Dinamarca juntas, sem contar que metade do dinheiro que rola por lá é de origem extremamente duvidosa…

    Islândia, nem pensar, eu preciso de pelo menos um pouquinho de sol pra viver, inverno que dura 8 meses com sol que vai das 9 as 3, passo fora… e Luxemburgo… provavelmente o melhor mesmo pra se viver em termos de renda depois da Suíça, renda per capita mais alta da UE, mas para ir viver só depois que vc já fez tudo o que queria fazer na vida, porque uma vez lá, vai morrer de tédio mesmo.

    No final, o que vai ser o melhor para mim certamente não vai ser o melhor para outra pessoa. Quem não consegue viver sem praia e sol não vai nunca trocar o Brasil pela Europa. Quem tem medo da insegurança e não aceita a desigualdade social não vai nunca trocar a Europa pelo Brasil, e por aí vai.

    Adoro a Holanda, e se pudesse para lá voltaria, mas pelo meu trabalho vivo na Bélgica, que nem apareceu na lista, provavelmente pela corrupção relativamente alta para o padrão europeu – ainda que pequena se comparada com o resto do mundo, mas que, à parte a chuva e o cinzento horizonte de Gotham City, a.k.a Bruxelas, é um país que sempre me tratou muito bem, onde o custo de vida é relativamente baixo se comparado aos países vizinhos, come-se muito bem, e do qual não posso me queixar.

    Se vou ficar aqui ou não, isso só o tempo dirá, mas por enquanto, é aqui que eu sou feliz. Na minha lista particular, tanto a Bélgica como a Austrália certamente teriam chegado ao top 10 🙂

    1. Legal, muito legal essa avaliação. E, de fato, é uma pena que nos melhores lugares do mundo para morar seja natural o desenvolvimento da xenofobia. Mas é o tal negócio: todo mundo quer ir para lá aproveitar o bem-bom, mas se todo mundo fizer isso não haverá mais bem-bom para aproveitar lá. Os imigrantes, quando chegam em grande quantidade, destroem a cultura local. Um pequeno fluxo é positivo, mas um grande fluxo tende a nivelar tudo por baixo. É compreensível.

  8. Arthur

    Quisera isto fosse verdade, mas como o Antonio avaliou tem muitos outros fatores que bloqueiam estas tentativas. MAs, os brasileiros tem sim bastante vantagem pela sua disposicao e desejo de progredir.

    Tambem gosto bastante da Belgica, é um pouco mais parecida com o Brasil. Nem tao organizada e tao cheio de regras como a Holanda,e por isto mesmo deve ser um bom lugar para se viver. Bruxellas é uma bela cidade e fica a apenas 220 km de Amsterdam. Sempre que podemos damos uma fugidinha para lá ou para Antuérpia (outra bela cidade belga). As pessoas sao incomparavelmente mais amigaveis, mesmo falando linguas diferentes (frances em Bruxellas e holandes -flandres em Antuérpia).
    Concordo com o Antonio de que a França e a Australia poderiam ser consideradas nesta sua lista. A França é um pouco mais aberta em relaçao aos paises europeus da sua lista, e infinitamente mais bonita (só perde para a Itália neste quesito).
    Quanto a Australia pretendo conhecer este ano, mas tenho bastante contato com australianos nos trabalho e eles parecem ter o mesmo espirito empreendedor dos brasileiros com o mesmo saber viver.
    Nova Zelandia dispenso por completo, é tao ou mais fria que a Holanda e cheia de holandeses por lá, nao tem como ser um bom lugar.

    1. Quanto à inclusão ou não deste ou daquele país, eu apenas procurei rastrear grandes tendências, para mostrar que determinados indicadores são realmente úteis. Mas é claro que há inúmeros fatores a serem considerados, inclusive gosto pessoal.

      Fiquei curioso a respeito dos “outros fatores” que poderiam impedir que os brasileiros tivessem grande sucesso social e econômico. Poderias falar um pouco a respeito?

  9. Arthur, o primeiro fator tem muito a ver com o xenofobismo. Voce precisa mostrar o triplo de capacidade para conseguir ser notado e ter crédito (tanto pessoal, como junto aos bancos apra poder começar um negócio). Nada, absolutamente nada, do que voce fez na sua vida no Brasil (tanto em termos escolares como profissionais) tem crédito. Eles nao acreditam que nossas escolas sejam capazes de formar bons profissionais, mesmo que para nós que tivemos mais de 20 anos de experiencia em universidades brasileiras e pudemos notar que as diferenças na formaao e na capacidade tecnica das nossas escolas deve muito pouco, ou as vezes estao ate acima do que é encontrado por aqui. Fora os laboratorios super bem equipados, as melhores universidades brasileiras nao devem nada a quase nenhuma da Europa.
    A maior barreira esta mesmo no fato de que voce tem que começar tudo de novo. ISto claro, nao vale para alguns raros profissionais que sao contratados por empresas holandesas (ou de qualquer outro pais) e que já vem com o emprego garantido.
    Mas, pelo que entendi, esta nao foi a ideia inicial. Entao para quem vai começar do zero, prepare-se, pois é realmente começar do zero. Voce vai ter que construir um nome, uma carreira, novos estudos, nova lingua (exigida quando voce nao vai comprar algo – neste caso tudo vale), etc, etc… E muito mais dificil ainda é vencer o preconceito deles com as pessoas vindas dos países periféricos (todos que nao sejam do Norte da Europa, Canadá, EUA e Australia).

    1. Xenofobia é um inferno. Ao invés de curiosidade para conhecer e aprender com o outro, em primeiro lugar se bloqueia ou torna superficial o contato devido ao preconceito em relação ao outro. Uma aberração isso.

      Mas eu iria para Rotterdam e começaria minha vida social na Holanda através da Associação Universal de Esperanto. Sucesso garantido. 🙂

  10. País RICO é país LIVRE

    http://www.youtube.com/watch?v=F30iPkZ_DKc

    Ecolha de acordo com a liberdade econômica e individual

    Suíça por exemplo…

    Canadá…

    1. Tenta emigrar pra Suíça ou pro Canadá, Nelson. Depois volta aqui e me conta o que aconteceu. 🙂

  11. Caro Arthur, depois de dois anos vi que você me fez uma pergunta.
    Apesar do atual governo ser de extrema direita digamos assim, possuímos um parlamento. Os governantes não fazem que nem no Brasil, aliás…não dá nem pra comparar o governo de um país como a Holanda e Brasil, anos luz de distância. A lei é para todos e o orçamento da nação super transparente, você simplesmente vê onde os altos impostos vão.
    Baixo índice de criminalidade, ruas limpas, prefeituras com orçamento em ordem. Em economia eles nos dão um baile, e organização também, se o barco começa a entrar água, eles já vão tapar o buraco, aliás o barco nem chega a furar, há manutenção obrigatória.
    Parece que só estou falando os pontos positivos. Mas te digo, os pontos negativos está no alto controle do indivíduo, saiu da linha, vai ter que entrar, ou ficar pelo resto da vida fora da linha, e a acomodação, muitos esperam que caia algo do céu, na hora do aperto.

    1. Oi, Bebete! Que bom que apareceste de novo para responder!

      Mas como assim “esperam que caia algo do céu”? Dizes isso em termos de segurança financeira?

  12. Ola a todos… muito bom ler tudo isso.. teoricamente sai do Brasil !! kkk… mas como varios brasileiros estou indignado e esta dificil nos meus 40 anos aceitar viver num país, onde a lei nao é pra todos, onde o povo vota por diversão, a corrupção e o abuso da lei esta fazendo com que tenhamos ou nem tenhamos mais liberdade, ou seja, muitos pagando por poucos… diante disto estou retomando a minha ideia de ir residir fora do pais, e estou me preparando pra isso. Minha irma morou na Australia 2 anos, é apaixonada por la, fora dois anos para sempre … atualmente tenho uma empresa de equipamentos de esteticas a laser, estou pensando em ir pra Australia e montar ou comprar um clinica de estetica e avaliar o mercado pra saber se consigo alugar meus equipamentos tb, mas a minha duvida é se estou indo para o país que tenha haver comigo, e se adqurir um comercio eu posso ter um visto provisorio e com o tempo tentar o permanente… vi que tem muitos amigos no site que tem boa experiencia quem estiver disposto(a) a dar orientações eu agradeço imensamente.

  13. Apareci do nada novamente, estamos em 2015.
    Como estão todos?
    E como explicar que as diferenças culturais são bem difíceis de ser explicadas, o humor, a linha de pensamento?
    Hoje completo 19 anos na Holanda.
    Ainda sinto a mesma coisa, até escrevi um texto no Facebook, do qual sou ativa, sobre ser estrangeira, e sobre a viagem interna que é quando se é imigrante, sem família por perto, sem passado. Para mim nem é tédio, é um modo de viver pacato que faz você olhar para dentro de si. Nesse sentido a Holanda me ajudou a me ver, o tal auto-conhecimento, apesar da gente nunca se conhecer por completo.
    Um abraço à todos.

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