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Qual a linha correta na defesa dos Direitos Humanos?

Desde que demonstrei que os movimentos sociais feminista, negro e gay não defendem Direitos Humanos, eu virei persona non grata nos fóruns virtuais sobre Direitos Humanos, passando a ser acusado de “reacionário”, “burguês”, “atrasado” e quejandos. Será mesmo? Que tal avaliar quem realmente adere à letra e ao espírito da DUDH e quem viola ambos em nome de interesses escusos e totalmente contrários à fundamentação da causa dos Direitos Humanos? 

Preste atenção nos trechos em negrito.

Este é o texto completo da DUDH:

==

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da  Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,

Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,

Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão,

Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,

Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,

Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

A Assembléia  Geral proclama

A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo I

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo II

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,  religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Artigo III

Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo IV

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo V

Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI

Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

Artigo  VII

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei.

Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII

Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem  os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo IX

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo X

Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI

1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.

2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo XII

Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação.

Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.

2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo XIV

1. Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.

2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XV

1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo XVI

1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.

2.  O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

Artigo XVII

1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo XVIII

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo XIX

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX

1. Toda pessoa tem direito à  liberdade de reunião e associação pacíficas.

2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXI

1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.

2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.

3. A vontade do povo será a base  da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo  equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo XXII

Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo XXIII

1. Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.

2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.

3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.

4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo XXIV

Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.

Artigo XXV

1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

Artigo XXVI

1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo XXVII

1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.

2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.

Artigo XVIII

Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e  liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo XXIV

1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.

2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.

3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XXX

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição  de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

==

Existe um padrão d=na DUDH

Todos os membros da família humana, direitos iguais e inalienáveis, respeito universal, todos os povos, todas as nações, cada indivíduo, cada órgão da sociedade, toda pessoa, iguais em dignidade e direitos, sem distinção de qualquer espécie, qualquer outra distinção, todos, ninguém, igual proteção, qualquer discriminação, qualquer incitamento, plena igualdade, iguais direitos, sem qualquer distinção, toda criança, mesma proteção, pleno desenvolvimento, em hipótese alguma, nenhuma disposição, qualquer estado, grupo ou pessoa, qualquer atividade, qualquer ato, quaisquer dos direitos e liberdades.

Onde estão as exceções?

Onde está a justificativa para qualquer interpretação não-universal de qualquer dos dispositivos da Declaração Universal dos Direitos Humanos?

Onde é que diz que “igualdade formal” (ou seja, direitos iguais) é algo indesejável porque supostamente não contempla a “igualdade material” (ou seja, resultados iguais independentes de mérito)?

Onde é que diz que as “medidas progressivas” citadas no parágrafo da proclamação da Declaração podem ser direcionadas a grupos ou indivíduos de qualquer modo distingüíveis do restante da população ao invés de serem absoluta e necessariamente universais?

Onde é que diz que sob determinadas condições é justo ou razoável priorizar uma “minoria oprimida”, seja lá pelo critério que for, seja lá pelo motivo que for, em detrimento de quem quer que seja?

Toda, absolutamente toda a linguagem da Declaração Universal dos Direitos Humanos conduz à universalidade e deixa absolutamente explícito que nenhuma exceção é admitida, nenhum caso particular é tolerado e nenhuma interpretação fora desta linha é admissível, sob nenhuma justificativa, por nenhum motivo, para ninguém, em nenhuma época, em nenhum lugar.

Então, meus caros, é óbvio que não existe justificativa tolerável para qualquer tratamento diferenciado com base em qualquer tipo de discriminação, positiva ou negativa.

O primeiro e maior direito garantido na DUDH é portanto a plena igualdade de direitos, noção essa afirmada em todos os artigos e reafirmada de modo absoluto no Artigo XXX, que foi incluído como salvaguarda contra todas e quaisquer interpretações em outro sentido, desde sempre declaradas ilegítimas.

A prova dos nove

Você lembra o que dizem os Artigos I e II da DUDH?

Artigo I

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo II

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,  religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Vamos ver se isso é coerente com as conquistas dos movimentos sociais já garantidas em lei em nosso país: 

Direito diferente de acesso baseado em distinção de raça ou sexo para o ingresso em universidades, empresas ou partidos políticos;

Direito diferente de tratamento no Direito Penal com base em distinção do sexo ou da orientação sexual da vítima;

Direito diferente de acesso a financiamentos e programas públicos de acesso à terra com base em distinção de raça do beneficiário;

Direito diferente de prazo de licença e de estabilidade no emprego com base em distinção de sexo da pessoa que tem ou adota um filho.

Diga-me uma coisa, leitor: quem luta por privilégios explicitamente proibidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, com base em distinções explicitamente proibidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, pode ser chamado de defensor dos Direitos Humanos?

Ah, claro! Como poderíamos esquecer? Existe uma justificativa histórica, econômica, sociológica, política ou de alguma outra natureza para cada um destes direitos diferentes!

Mas peraí… O que dizem mesmo os artigos I e XXX da DUDH?

Artigo I

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo XXX

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição  de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Diga-me outra coisa, leitor: se o primeiro e mais importante direito estabelecido na DUDH é o direito à plena igualdade de direitos, existe alguma interpretação autorizada pela DUDH a destruí-lo e portanto justificar as pretensões dos movimentos sociais a direitos diferentes?

Dividir para governar

Os movimentos sociais que defendem minorias e exigem direitos especiais para seus representados, como ficou bem claro pela análise da Declaração Universal dos Direitos Humanos, perverteram a causa dos Direitos Humanos inerentes, iguais e inalienáveis para todos os membros da família humana, apropriando-se de sua bandeira, de seu vocabulário e até mesmo das verbas destinadas pelo Poder Público para as ONGs que deveriam promover e defender os Direitos Humanos, e passaram a buscar privilégios para grupos específicos em busca de apoio político.

Militantes destes movimentos, vinculados a partidos políticos e infiltrados nos três Poderes da União, motivados pela luta pela hegemonia política, estão implementando um imenso sistema de privilégios legais e administrativos para segmentos da população discriminados “positivamente” por sexo, raça e orientação sexual, o que obviamente viola o direito à plena igualdade de direitos e discrimina negativamente os demais segmentos da população, que pertencem ao outro sexo, às outras raças e às outras orientações sexuais.

O bem de todos e a felicidade geral da nação

Eu, ao contrário, afirmo e reafirmo a letra e o espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos de maneira categórica e ortodoxa:

- Direitos Humanos são inerentes, iguais e inalienáveis para todos os membros da família humana;

- Os objetivos dos Direitos Humanos são promover o progresso social e melhores condições de vida e permitir que os homens gozem de liberdade e vivam a salvo do temor e da necessidade;

- Os métodos para a promoção dos Direitos Humanos devem ser o ensino, a educação e medidas progressivas para assegurar seu reconhecimento e sua observância universal e efetiva; e

- Nada de tergiversações, nada de concessões e nada contornos devidos à conveniência, este é o tema mais importante da política e deve ser encarado com pureza de propósitos e o máximo comprometimento.

Portanto, devemos eliminar os privilégios obtidos pelos movimentos sociais, que são absolutamente ilegítimos e indevidos, restabelecer a plena igualdade de direitos e liberdades e passar a promover os Direitos Humanos do jeito certo, sem distinções de sexo, raça e orientação sexual, através do ensino, educação e medidas progressivas para garantir sua observância universal e efetiva, como sempre deveria ter sido.

A pergunta que não quer calar

Quem tem razão, eles ou eu?

Opine na caixa de comentários.

Desafio final

O discurso destes movimentos sociais, quando confrontados com esta denúncia, é um discurso diversionista baseado no ódio: ou eles procuram confundir as pessoas atravs de ínterpretações explicitamente proibidas pelo Artigo XXX, ou eles procuram atacar a credibilidade dos denunciantes alegando que “esta denúncia é coisa de quem está com medo de perder seus privilégios”.

Eu pergunto: que privilégios?

Mostrem-me o texto legal que garanta um único direito que um homem tenha e que uma mulher não tenha.

Mostrem-me o texto legal que garanta um único direito que um branco tenha e que um negro não tenha.

Mostrem-me o texto legal que garanta um único direito que um heterossexual tenha e que um homossexual não tenha.

Como eu disse na abertura do artigo, eu apreciaria imensamente “avaliar quem realmente adere à letra e ao espírito da DUDH e quem viola ambos em nome de interesses escusos e totalmente contrários à fundamentação da causa dos Direitos Humanos”.

O desafio está lançado. De novo.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 05/02/2012

70 comments to Qual a linha correta na defesa dos Direitos Humanos?

  • Nelson

    Quer carona grátis, quer ser parasita?

    “O coletivismo é um coletivo de egoístas que exigem o altruísmo alheio em próprio benefício.” (Celso Mouro)

    Quer propriedade coletiva? Então posso mandar os mendigos baterem à “sua” porta para dormirem na “sua” cama? Vc é coerente ou apenas um HIPÓCRITA?

    Vc é altruísta, ou seja, coloca o interesse dos OUTROS à frente do seu? Então aceita trabalhar de graça para mim?

  • Nelson

    “Todos aqueles que divulgam aos ventos como são altruístas, colocando sempre o interesse dos outros acima do próprio e se sentindo o mais justo dos homens, deveriam parar para pensar friamente em sua solidão. Seus atos correspondem ao que a boca diz? Afinal, na maioria dos casos os “altruístas” não passam de egoístas exigindo o sacrifício alheio em benefício próprio.”

    Rodrigo Constatino

  • Nelson

    Só acredito no socialismo dos ricos, que é o único que existe.

  • Nelson

    Só vou acreditar em socialismo no dia que eu ver um só praticar aquilo que prega. Todos eles adoram CPU, Ipod e todo conforto que só o capital pode proporcionar, vivem falando mau do capitalismo enquanto devoram um delicioso hambuger capitalista. Já que acham ruin, pega tudo que tem da pros pobres e vai morar em Cuba, China,Coreia do norte. Os EUA esta passando pela pior crise da sua história, por que não vemos os americanos arriscar a vida pra tentar morar no paraiso socialista?

  • Nelson

    Um experimento Socialista

    Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca repetiu um só aluno antes mas tinha, uma vez, repetido uma classe inteira.

    Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo.’ O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas em testes.”

    Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas.’ Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém repetiria. Isso também quis
    dizer, claro, que ninguém receberia um A…

    Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam Bs. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

    Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média dos testes foi D.

    Ninguém gostou.

    Depois do terceiro teste, a média geral foi um F.

    As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da
    atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.
    Portanto, todos os alunos repetiram… Para sua total surpresa.

    O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria
    fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.

    “Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

    ——————————————————————————–

  • Li

    Comunismo cristão?(Nelson)

    Sim. Ainda que poucas pessoas tenham boa vontade em admitir.

    “A história da Igreja, durante a época dos Apóstolos, nos conta que aquela época teve seu próprio comunismo cristão, quando os fiéis tinham tudo em comum, como diz o livro dos Atos dos Apóstolos. Este comunismo cristão existe até hoje, na forma do Monasticismo, que é considerado a melhor forma de vida ascética Cristã. Assim, compartilhar a propriedade do ponto de vista cristão, não é apenas aceitável, é mais do que isso: é uma maneira brilhante e idealmente nobre de relação cristã, seguindo o exemplo dos que existiram e existem atualmente na vida da Igreja Ortodoxa.

    Como são grandes as diferenças entre o comunismo cristão e o comunismo Soviético. Estão tão longe um do outro como o céu da terra. O comunismo cristão não é uma finalidade independente de si mesma, algo que o Cristianismo se esforce. Não, é o resultado e nascimento de um espírito de amor que respirava na história primitiva da Igreja. Além disso, o comunismo cristão era totalmente voluntário. Eles nunca disseram: “Nos dê tudo: isso nos pertence”. Pelo contrário, os próprios cristãos se sacrificavam para que “ninguém dissesse que algo de sua propriedade era seu”. Em relação ao comunismo socialista, a divisão da propriedade é uma finalidade em si, que necessita ser atingida a qualquer preço, sem nenhuma consideração. O Comunismo alcança sua finalidade de uma maneira puramente coerciva, não se detêm nos meios empregados, nem sequer em atingir os que não estão de acordo. A base deste comunismo não é a liberdade como nas comunidades Cristãs, mas sim a coerção, não há amor que se auto-sacrifica, mas sim a inveja e o ódio…”

    Sou de uma região onde esse comunismo cristão era exercido cotidianamente.

    Cresci com coisas como mutirão e escambo.

    Lugar onde as pessoas se juntavam para trabalhar,se ajudar e para se divertir.
    Choravam juntas também.

    Comunitário era uma palavra muito digna e bem-vinda.

    Os sete povos das missões,Canudos, O caldeirão,e muitos quilombos souberam vivenciar perfeitamente esse comunismo cristão.

    Na minha família,riograndense,até hoje esse comunismo funciona,rs.
    Quando resolvem “churrasquear” na casa de alguém
    cada um leva uma coisa,carne,carvão,bebida…etc.
    E quando o churrasco termina todos ajudam a limpar a bagunça,antes de irem embora.

    E quando surge um problema,ele pertence a todos.

    Chamo isso de família comunitária,rs.

    • A diferença é que as comunidades cristãs primordiais tinham realmente uma vida comunal voluntária, enquanto no comunismo moderno não existe esse desejo de viver de modo simples e comunal, existe uma mera imposição econômica pela força.

  • Li

    Quer carona grátis, quer ser parasita?( Nelson)

    Já viajei muito de CARONA,sempre que posso peço carona,e nunca recebi um não.
    Quem NÃO quer dar carona,diz NÃO.

    Esse não é um bom exemplo.

    Receber e dar,fazem parte das atividades humanas,se chama SOLIDARIEDADE.

    Alguns bichos também agem assim.

    Trocar coisas é ótimo.

    Já trabalhei muito como voluntária,e nunca me arrependi.
    É uma forma de devolver todo o bem recebido.
    Porque nem sempre podemos retribuir o bem recebido,e a forma de devolve-lo é criando uma corrente do bem.

    Não existe ,neste planeta,um ser absolutamente bom.
    Tampouco um ser de pura maldade,o que existe são seres doentes,como no caso dos psicopatas.

    O altruísmo é uma coisa que tentamos fazer todos os dias,e por vezes conseguimos,por vezes não.

    Eu tento fazer o máximo que posso,dentro dos meus limites.
    Se tentasse o contrário,seria uma fachada.

    Para ser boa com outros,tenho que ser boa primeiro comigo mesma.
    Sou obrigada a respeitar meus limites físicos.
    Nem sempre foi assim.
    Mesmo estando limitada faço o que posso.
    Muitas vezes a ajuda requer apenas um pouco de amor pelo próximo e um tantinho de atenção.

    Sou muito ajudada,e na maioria das vezes por quem não me conhece.
    Tem ajuda que pode ser doada a todo instante.
    Uma informação correta.
    Um sorriso sincero.
    Um elogio.
    Um copo de água,um alimento.
    Um agasalho.
    Um instante de atenção.
    Uma carona.
    Um” deixa pra lá ”
    Uma gentileza.
    Um gesto de perdão.
    Uma desculpa.
    Um abraço apertado.
    Um momento de respeitoso silêncio.
    Fazer um trabalho sem cobrar,porque aquela pessoa não pode pagar.
    Ceder o lugar para quem precisa.
    Se oferecer para carregar algo.
    Juntar o lixo que alguém jogou fora da lixeira.
    Deixar que o ultrapassem,sem revidar….
    É uma longa lista de “parasitismo”,mas que eu
    chamo de comunismo cristão.
    Cada pessoa pode chamar de um jeito.
    Eu queria ser um altruista…mas meu desejo é que me salva.

    Lamentavelmente se vive em uma sociedade onde não podemos fazer o que o coração deseja,sob pena de por a própria vida, e a vida de outros, em risco.

    Mesmo assim,deixar de fazer o possível é demostração de insignificância espiritual,de pobreza
    humana,de lixo social.

  • Li

    Desde que ninguém queira me impedir de ter uma família tradicional, com cara de família de comercial de margarina, tudo bem, cada um seja feliz como quiser.
    (Arthur)

    Claro que podes ter uma família “tradicional”
    mas até ela já mudou de cara,rs.
    O modelo de família antiga já se acabou.
    Não existem mais homens e mulheres que o queiram para si.

    Nenhuma mulher aceita mais ser traída,ser infeliz,saber que seu marido tem uma segunda, ou até uma terceira família.

    Nenhuma mulher aceita mais ser submissa aos caprichos do marido,nem que ele a fira de alguma forma.

    Nenhuma mulher aceita mais ficar sentadinha em casa,como simples doméstica.

    Nenhuma mulher aceita mais ser a sombra de marido e filhos.

    Nenhuma mulher aceita mais ter uma penca de filhos.

    Nenhuma mulher aceita mais um marido ruim de cama,rs.

    Homens e mulheres mudaram.
    Hoje são companheiros,cumplices,amigos,amantes.

    Mulheres e homens se revezam nas despesas do lar.

    E se a situação degringolou eles saltam fora,sem sentimento de culpa,com ou sem filhos.

    Hoje os homens também cuidam da casa e dos filhos,lavam,passam,fazem compras,cozinham melhor que as esposas,entendem de decoração,nutrição,moda.

    Brigam,discute,fazem as pazes.
    Sabem que são passíveis de erros e acertos.
    Que são humanos.

    Aquela família antiga,dela não existe nem o cheiro,rs.

    Mas se quiseres casar com uma moça lá do interior,analfabeta,pobre,virgem,educada para ser uma sombra….ainda encontras.

    Eu só não entendo o motivo de um homem ainda querer uma mulher assim,sabendo que ela merece mudar,se quiser.

    • Lia, nenhuma destas características que criticaste faz parte do conceito de “família de comercial de margarina”. Se fosse assim, este modelo não seria o modelo de uma família feliz no mundo de hoje!

  • Nelson, PELA ÚLTIMA VEZ: pára de meter críticas ao comunismo e elogios ao capitalismo em todo e qualquer assunto do blog ou eu vou passar a deletar tudo que tu postares, tenha ou não recebido respostas.

    .
    .
    .

    Sério.

  • Li

    Família feliz não tem modelo,Arthur.

    A felicidade é uma constante,e árdua,construção de intimidade.

    Aquela “imagem” de comercial é a mesma coisa do carro que “atrai” mulheres,ou do perfume que “atrai” os homens,rs.

    Ainda bem,né?

    Família feliz é aquela que aprende a conviver com suas lágrimas e com seus sorrisos.

  • Nelson

    Veja o que vai acontecer no final com esses movimentos socieais.

    Esse video foi feito a 30 anos, estar acontecendo tudo isso no Brasil de hoje.

    http://www.youtube.com/watch?v=X1Z96xrFTgY&feature=related

    ==

    No final vai todo mundo pra vala, esses movimentos é só a massa de idiotas utéis que estão sendo usados. Não interessa o que a pessoa é ou defende, é a massa de descontentes que interessa, se você é um punheteito inveterado que não come ninguém e sente excluído, vem cá, você serve. É isso que acontece.

    ==

    Depois que não serve mais, vira papel higienico.

  • Matilda

    Tio,

    O seu discurso seria perfeito se a lei reproduzisse exatamente a prática. Mas o senhor sabe que não é assim, né? Que o descumprimento dela é geral não apenas nesses pontos que o senhor destacou como em tantos outros, inclusive, por quem as escreve.

    Bem, tio, então, partindo disso, e se o senhor está procurando por vida inteligente na Terra, e se o senhor se reconhece como uma delas, já deveria ter percebido que, embora as leis apontem para a igualdade como conduta que o Estado deseja ver seguida pela população e por suas instituições públicas e privadas, o Estado também sabe que existem cidadãos em todo o seu território que não veem seus direitos de igualdade aplicados, não recebem as mesmas oportunidades e, portanto, interfere em algumas assimetrias para tentar atenuar essas desigualdades. Mas oras bolas, por quê? (aqui é o senhor se perguntando). O regime escravocrata acabou, não é mesmo? As mulheres agora podem votar! (aqui é o senhor inconformado). Pois é, meu caro tio, que mundo mais perfeito, não é mesmo?! NOT!

    Porque a realidade social é um resultado histórico de regimes escravocratas, patriarcais. Internamente as pessoas são movidas por um padrão de normalidade que NÃO contempla negros e mulheres como iguais. As leis estão lá, mas a cultura e a consciência não seguem leis (isso o senhor deveria saber).

    Por que eu chamei o senhor o tempo todo de “tio” nesta resposta? Para dar uma pequena demonstração de como funciona a força da desigualdade. Como ela pode ser desrespeitosa sem fugir à lei. E, só para lembrar: existe um Estatuto do Idoso, o que não impede que exista também um desrespeito a ele (aliás justamente pela existência do comportamento indesejado é que a lei surge, não é?).

    • Sobrinha querida,

      Aprecio muito tua tentativa de me trazer algum esclarecimento, mas o teu raciocínio padece de uma importante inconsistência lógica. Basicamente o que disseste é que as leis não são cumpridas, logo não adianta fazer leis igualitárias… mas por algum motivo maluco acreditas que leis não-igualitárias resolveriam o problema!

      Peraí! Se as leis igualitárias não são cumpridas, mas achas que leis não-igualitárias resolveriam o problema, quer dizer que acreditas que leis não-igualitárias seriam descumpridas exatamente com o viés necessário para contrabalançar a desigualdade? :-P

      Se a cultura e a consciência não seguem leis, como se poderia resolver os problemas sociais através de leis? Ainda por cima leis injustas e não-igualitárias!? Como poderiam leis injustas e não-igualitárias tornar a cultura mais justa e mais igualitária ao invés de apenas aumentar as tensões e conflitos?

      E eu não me sinto desrespeitado por ser chamado de “tio”. Por que deveria? Nem tampouco percebo que suposta “força da desigualdade” poderia haver neste tratamento. Essa história eu vou querer entender!

      Explica pro titio? ;-)

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