Existem diversas maneiras de aprender. A educação formal em estabelecimentos de ensino certificados é uma delas. O autodidatismo é outra. Nenhuma delas é intrinsecamente “superior” à outra. O que importa não é o método de aprendizado, é o real domínio dos conhecimentos e desenvolvimento das habilidades necessárias para cumprir as tarefas a que o profissional se propõe. E qualquer certificação, para ser útil ao invés de enganadora, tem que refletir não o processo de aprendizado, mas o seu resultado real.

Eu aprendi a dirigir sozinho, olhando meu pai dirigir. Na primeira vez em que peguei um carro, não precisei de nenhuma explicação, só de tempo para “pegar o jeito”, ou seja, calibrar adequadamente a coordenação sensório-motora.

Eu aprendi a falar uma língua sozinho, estudando em um único livro após ter uma única aula sobre a pronúncia correta das letras do idioma. Na primeira vez em que falei aquela língua em público, dei uma palestra sobre a organização e dinâmica social dos falantes daquela língua.

Eu aprendi a mexer em computadores da família PC sozinho, fuçando e buscando informações na internet. Na primeira vez em que meu saudoso 286 deu pau por conflito de IRQ, abri o gabinete, mudei os jumpers de configuração conforme o manual e voltei a trabalhar numa boa.

Aí vem a Paula e me faz este comentário:

(…)

Eu sempre digo que no Brasil há uma crise de autoridade, me referindo à falta de reconhecimento da autoridade técnica ou intelectual num assunto.

(..) Mas acho que aqui a palavra que se aplica melhor ao que eu quero dizer em vez de crise de autoridade seria crise de credencial.

O cara se “credencia” como eletricista e sai oferecendo serviços como tal. Azar de quem o contratar, pois ele não tinha conhecimento ou treinamento que o credenciassem para tal.

(…)

A diferença é que o consumidor dos EUA tem a opção de escolher alguem que seja credenciado e pagar por tal. No Brasil ninguém sabe de nada, não há regulação, nem processo de credenciamento. Você liga para um prestador de serviço e ele se diz “sou da autorizada”…mas sabe-se lá se é mesmo…

Enfim, vejo o consumidor brasileiro desprotegido neste aspecto. E como tem muito espaço para pessoas “não credenciadas” porque nem existe processo de credenciamento, ou se existe ele é muito falho, existe uma proliferação de pilantras na enésima potência, misturados com quem entende do assunto e poderia prestar um servico adequado. E competindo de igual para igual com os treinados e potencialmente credenciados.

Mas daí também vai do consumidor: se eu não me importo de receber um servico porco por um preço micro, eu contrato o cara sem credencial mesmo assim.

Nos EUA, em muitas profissões e servicos, o cara nem pode exercer a atividade se não tiver as credenciais mínimas. Desta forma o consumidor fica um pouco mais protegido.

É incrível como eu e a Paula discordamos até quando concordamos! Mas eu adoro o modo como freqüentemente ela me força a espremer o cérebro para argumentar. Vamos portanto direto aos pontos de concordância e discordância da vez, porque este assunto é divertido e tem potencial para soltar faíscas. Para facilitar a aproximação do fósforo à gasolina, vou selecionar exemplos na área de conhecimento dela.

1. Concordo parcialmente que no Brasil existe uma terrível “falta de reconhecimento da autoridade técnica ou intelectual num assunto”, dependendo do assunto. Em algumas áreas existe exatamente o oposto: um excesso de submissão à autoridade técnica.

Como exemplo do primeiro caso, na minha área de maestria (ecologia), qualquer bocó que já tenha plantado uma árvore ou que separe o lixo em casa se considera mais qualificado do que eu que tenho um mesttrado na matéria e já lecionei essa joça em nível de pós-graduação.

Como exemplos do segundo caso, é um absurdo eu não poder me defender sozinho em um tribunal, não poder assinar a planta da casa térrea que eu mesmo projetei e não poder comprar livremente determinados medicamentos. Neste último caso o absurdo inclui pressupor que o indivíduo que não possui o diploma adequado é incapaz de aprender qualquer coisa e muito menos assumir qualquer responsabilidade, mesmo que seja em relação à própria saúde e mesmo que sua condição seja crônica e ele esteja cansado de saber exatamente que medicamento deve ser utilizado, em que quantidade, com que freqüência e por quanto tempo.

2. Concordo plenamente que haja uma crise de credencial, porque de fato os processos de regulação, credenciamento e fiscalização no Brasil, quando são completamente porcos, é porque estão muito acima da média. (Quem se lembra de uma reportagem do Fantástico em que um picareta olhou uma gota de sangue no microscópio e disse que uma mancha era “um cristal de colesterol com uma cândida em cima” e que o problema de saúde da suposta paciente tinha sido causado “porque você, sua mãe ou sua avó freqüentaram espiritismo”?)

O processo de credenciamento pelos pares é normalmente falho por sua própria natureza, uma vez que permitir às raposas fiscalizarem umas às outras e avaliarem as reclamações das galinhas constitui um estímulo poderosíssimo para o corporativismo e para a corrupção. Isso é um problema comum literalmente em todas as profissões.

Além disso, se alguém tiver a cara-de-pau de abrir um curso superior de astrologia e formar um Conselho Federal de Astrologia, teremos no mercado astrólogos devidamente formados e credenciados, com um código de ética regendo a atividade profissional e um dedo na cara de quem ousar discordar da seriedade das “ciências astrológicas”, exatamente igual ao que acontece hoje quando alguém denuncia que toda a homeopatia é uma imensa picaretagem vergonhosamente acobertada pelo Conselho Federal de Medicina, com conseqüências terríveis para a saúde de muita gente.

3. Discordo totalmente, justamente em função do exposto nos itens 1 e 2, que o processo de credenciamento deixe o consumidor mais protegido.

Vamos a um exemplo hipotético para que possamos nos ater ao mérito do argumento ao invés de nos prendermos aos detalhes técnicos de um caso real.

Critério de certificação – parte 1

O Dr. Bisturi Certificado é um neurocirurgião famoso. Ele concluiu seu curso com uma láurea acadêmica, fez sua residência médica na conceituadíssima Faculdade de Medicina Trépano de Ouro e mais setecentos e oitenta e nove cursos de especialização nos Istêitis, na Zoropa e no Zapão.

Já o “Dr.” Picareta Afiada é um sujeito sobre o qual existem uns rumores estranhos. Ele alega ter um vasto e profundo conhecimento de medicina porque foi abduzido por uma nave extraterrestre e teve um chip biológico indetectável implantado no seu cérebro, que lhe permite acessar telepaticamente a Enciclopédia Transcendental Intergaláctica, onde ele estuda autodidaticamente todos os dias.  Além disso, o chip o coloca em semi-transe e assume parcialmente suas funções motoras e lhe confere extrema perícia, permitindo um manejo preciso tanto dos instrumentos tradicionais quanto de alguns acessórios inusitados, como alguns pequenos ímãs que espalha ao redor do campo cirúrgico e um chocalho de madeira com o qual dá diversas batidinhas no nariz do paciente durante a cirurgia.

Se você tivesse um aneurisma do tipo “quase impossível de operar”, localizado numa região do cérebro onde qualquer piscadinha de olho do cirurgião no momento errado pode transformá-lo em um vegetal ou em um presunto, por qual dos dois você preferiria ser operado?

Pelo profissional com certificação conhecida ou pelo aparentemente maluco?

Se estas forem as únicas informações que você tem a respeito dos dois, suponho que sua escolha será fácil, tranqüila e isenta de dúvidas.

Já se você tiver que escolher entre dois profissionais igualmente certificados, sem nem saber em que faculdade o sujeito fez o curso dele nem conseguir qualquer informação a respeito dele porque a “ética médica” impede que um médico comente qualquer coisa sobre o outro, você estará no mato sem cachorro.

E que tipo de informação deveríamos obter sobre cada profissional?

Critério de certificação – parte 2

O Dr. Bisturi Certificado realiza no máximo duas cirurgias por semana, e não todas as semanas, porque sabe que seu trabalho é desastante e precisa se recuperar bem para estar em plena forma e atenção, pois sua tarefa é de altíssima responsabilidade.  Sua média de sucessos em cirurgias é de 90%: nove excelente recuperações para cada paciente que saem da mesa de cirurgia retardado, em coma ou morto.

O Dr. Picareta Afiada alega fazer uma operação por dia, num calabouço clandestino nos fundos de sua garagem, e só começa a cirurgia ao ouvir o gongo de um grande relógio de parede instalado na sala cirúrgica bater a primeira hora da madrugada, porque “este é o segredo para ter um sucesso ímpar”, conforme explicado por Bakram-Zá, seu instrutor alienígena. Sua média de sucessos em cirurgias é de 99%: dos 365 pacientes que operou no últimos ano, quase todos tiveram perfeita recuperação, exceto três que tiveram dores no nariz por causa das chocalhadas e um que morreu atropelado por um jet-sky desgovernado no dia seguinte à cirurgia.

Se você tivesse um aneurisma do tipo “quase impossível de operar”, localizado numa região do cérebro onde qualquer piscadinha de olho do cirurgião no momento errado pode transformá-lo em um vegetal ou em um presunto, por qual dos dois você preferiria ser operado?

Pelo cara com 90% de sucesso ou pelo cara com 99% de sucesso?

A coisa está mudando de figura, certo?

Entre 90% de chance de sucesso pelo método tradicional e bem conhecido e 99% de chance de sucesso total pelo método alternativo e desconhecido, se estes números estiverem corretos, seria irracional optar pelo método tradicional.

Entretanto, no mundo real somos obrigados a “escolher” um médico completamente às cegas, sem acesso a suas estatísticas de sucessos e fracassos, sem poder conversar com seus pacientes anteriores e sem o menor apoio de sua entidade de classe, que não somente sonega informações como ainda ameaça os outros profissionais da área com a perda do direito de exercer a profissão caso alertem as possíveis vítimas de um charlatão ou de um incompetente para que não ponham suas vidas em risco.

Isso é deixar o consumidor mais protegido?

Mas vamos à última parte desta análise.

Critério de certificação – parte 3

O Dr. Bisturi Certificado, como eu disse acima, foi um ótimo aluno das melhores faculdades. Uma pesquisa “de cocheira”, ou seja, fofocas com os técnicos de enfermagem do hospital em que ele trabalha e com alguns alunos e pacientes dele, indicou que ele é um sujeito atencioso e aparentemente responsável. Ninguém soube dizer se ele já havia cometido alguma “barbeiragem”.

Em resumo, dadas as imensas limitações e dificuldades para obter informações sobre um profissional protegido por um código de ética sufocante e uma entidade de classe altamente corporativa, tudo que se pode obter é um “parece legal” e um “nada consta”.

O Dr. Picareta Afiada, por sua vez, tem uma lista imensa de ex-pacientes com que ele recomenda que conversemos. Fornece endereços e telefones às centenas. E todos os seus alegados ex-pacientes se derramam em elogios para a incrível competência do Dr. Picareta Afiada, que salvou sua vida removendo um aneurisma cerebral e ainda resolveu uma unha encravada que estava incomodando.

“É muito bom para ser verdade”, dirá você na cara do próprio Picareta Afiada, “eu não acredito, você deve ser um charlatão que contratou essas pessoas para falarem bem de você”.

O Dr. Picareta Afiada, ao invés de se ofender ou de dar de ombros dizendo que não obriga ninguém a confiar nele, faz então uma pergunta estranha: “você tem algum animal de estimação?”

Pego de surpresa, você responde que sim, tem o Rex, um vira-lata com doze anos que está com um problema gravíssimo na coluna, a ponto de não conseguir mais caminhar por causa das dores. E meio por acidente você diz ao Dr. Picareta Afiada que por coincidência o Rex está no seu carro, porque você ia levá-lo ao veterinário logo após a sua consulta.

“Traga o Rex aqui”, diz o Dr. Picareta Afiada. “Tenho uma surpresa para você.”

Desconfiado, mas curioso, você busca o Rex. E o Dr. Picareta Afiada subitamente saca um revólver e dá um balaço na coluna do Rex, que cai convulsionando no chão. Então ele pega um machado, golpeia o bichinho na cabeça e tira uma tampa do crânio dele com uma parte do cérebro junto. Ele mostra aquele cérebro ensangüentado para você e diz “agora saia daqui, que eu tenho muito trabalho pela frente”. [Gargalhada sinistra.]

Não precisa dizer duas vezes, né? O doido nem terminou de rir e você já estava dando a partida no carro. Você chega em casa apavorado, em choque, sem saber o que fazer, e decide ir a uma delegacia no dia seguinte e dar parte do louco. Passa uma noite agitada, sem conseguir dormir direito.

No dia seguinte, às 7h da manhã, a campainha toca.

É o Rex.

Ele está com um curativo na cabeça, abanando para o Dr. Picareta Afiada, que está no carro, abanando de volta e dando a partida para ir embora.

Então o Rex vira pra você e fala: “Gente boa, esse Picareta Afiada. Jogamos uma partida de xadrez depois da cirurgia de reconstituição de minha coluna e do meu cérebro e ele não parava de rir lembrando a sua cara apavorada de ontem. Eu ainda não comi nada, minha tigela de ração está cheia? Dá licença!” Dito isso, entra correndo.

E aí, você ainda prefere que o Dr. Bisturi Certificado opere seu aneurisma ou está finalmente convencido que Dr. Picareta Afiada é um “bom” neurocirurgião?

Moral da história

Eu não estou nem aí se o sujeito cumpriu a burocracia de uma educação formal e tem uma certificação oficial, eu quero é que ele me prove de alguma maneira consistente que domina os conhecimentos e tem as habilidades requeridas para executar as tarefas a que se propõe com garantia de resultados de qualidade.

Pode ser através de uma educação formal e uma certificação oficial? Pode, claro, se os problemas de certificação do certificador forem resolvidos, com avaliação não-pelos-pares e eliminação dos entraves para a realização de avaliação independente, como a sonegação de informações e as proteções corporativistas. Mas não tem que ser necessariamente assim.

Desde que me permita tomar uma decisão bem informada, com conhecimento das alternativas e boa ponderação quanto aos prováveis resultados, qualquer método de certificação serve.

Até mesmo o depoimento do Rex.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 05/02/2012.

458 thoughts on “O autodidata e o diplomado, ou “quem certifica o certificador?”

  1. Ao Gerson B:
    Somente agora vi a tua solicitacao para debater a tua proposta de curriculo.

    Era mais ou menos assim:

    Gerson: “(…) eu proponho se deixar a especialidade setorial pra depois do curso, na residência médica. No curso se ensinariam só as especialidades por período (CG, Geronto, Obstetrícia e Pediatria), as diagnósticas e as terapêuticas. E pronto-socorro, ação em emergências. Não basta a fisiologia como disciplina unificadora, há uma forma de pensar que você só desenvolve junto ao doente, examinando “dos pés à cabeça”. (…) No curso de Medicina, pelo meno o que fiz, você passa por várias especialidades setoriais: cardio, pneumo, nefro, ortopedia, psiquiatria, hemato, reumato e outras. Essas eu proporia que fossem retiradas. Talvez, TALVEZ deixasse a D.I.P.”

    Respndendo: A minha opiniao e’ de que o contato com pacientes aconteca desde o primeiro ano do curso, nas gerais (medicina interna/comunitaria, ped, cirur, psiq). Estas comecam junto com as basicas (Morfologicas no primeiro ano, Funcionais no segundo, Diagnosticas e Therapeuticas no terceiro). Existe uma maturidade que vem com o contato com o paciente, como disseste. Na faculdade que fiz, era assim. Comunitaria no 1o semestre. Semiologia no 5o semestre, fantastica, colocava todos os pedacinhos aprendidos nas basicas juntos, e ja’ comecava a aplicar a farmaco que vinha vindo. E ja’ tinha uma certa maturidade para interagir com pessoas, desenvolvida com a comunitaria e psiq desde o inicio do curso.

    Depois da semio, vieram MI, cirurgia, Ob/Gyn, Neuro, Dermato e os 4 internatos (ped, mei, cir, ob/Gyn). Na Medicina Interna havia rotacoes por equipes de medicina interna e por equipes de especialidade (Gas, Endo, Reum, Onco, Hemato…). Assim, havia acesso ao “generalismo” e ao “especializado”.

    Ha’ estudos que comprovam que um medico treinado em UTI seja mais resolutivo e mais barato para o sistema de saude primario do que um medico treinado na medicina comunitaria. Calma, nao fui eu quem disse. E’ resultado de estudos sobre formacao do medico para atender as necessidades da populacao. Isto significa que o nivel de aprofundamento no entendimento da terapeutica e do mecanismo de doencas ‘e muito relevante para o custo final do atendimento, e para o sucesso do atendimento. A diferenca entre os 2 profissionais ‘e apenas o numero de anos em treinamento (6 a 8 versus 9 a 11) e a severidade/complexidade dos casos avaliados por cada um. Alem disso, o medico de UTI tem um senso de urgencia que ‘e de poucos.

    Eu nao retiraria as especialidades das rotacoes dentro dos grupos principais no curso medico, porque ‘e com o especialista que se desenvolve este nivel de aprofundamento.

    A residencia tb deve ser um balanco estre as gerais e as especialidades. Para terem ideia, nos US o numero de sobreviventes transplantados e’ tamanho, que todo residente de MI tem que cuidar de gente transplantada de figado, coracao, rins, medula ossea, no cotidiano. O cara esta’ internado porque quebrou a perna e precisa cirurgia, mas tem um transplante de rim ha’ 10 anos. O transplantado de figado ha’ 5 anos ‘e internado com um infarto do miocardio. O numero de transplantados que chega nas emergencias por motivos nao diretamente relacionados ao seu transplante ou medicacoes imunossupressoras ‘e tao grande, que o medico plantonista deve estar informado sobre isso. Nao tem como chamar o especialista cada vez na emergencia, chama sim, depois com calma, na internacao, para ter certeza que ninguem vai “melar” o transplante. O especialista faz UMA visita, faz recomendacoes, e era isso. O clinico que se vire, ou seja, tem que saber a coisa. A complexidade dos tratamentos aumentou e o medico deve se adequar `a realidade. Em varios lugares ‘e o internista quem cuida da neutropenia febril da quimioterapia. Ou seja, o internista deve estar muito confortavel com as mais variadas situacoes que sao “pertinentes” `as especialidades.

    Por isso eu defendo contato com as especialidades desde o curso de medicina.

    E o trabalhador da emergencia aqui ‘e treinado pela medicina de emergencia (uma residencia especifica, que exige MI antes), tem diploma de especialista em medicina de emergencia, e tem que passar por certificacao de medico de emergencia, e pela re-certificacao. Nao tem essa de o dermatologista “pegar um plantaozinho ali na emergencia do hospital” para aumentar o ganha pao.Os cardiologistas tb podem trabalhar em emergencias cardiologicas.

  2. sumiu um comentario

    1. Já recuperei tudo que tinha na caixa de spam e na fila de moderação. 😐

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