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Cadê as feministas para exigir igualdade?

O sexo realmente atingido pela violência no Brasil é o sexo masculino. Quando os dados mostram claramente que a vitimização entre homens é DOZE VEZES maior que a vitimização entre mulheres, não há dúvida quanto a quem realmente precisa de políticas especiais e medidas especiais de proteção contra a violência: são os homens, não as mulheres. 

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“O risco de óbito por homicídio no Brasil em 2003 foi de 28 por 100 mil habitantes, sendo 12 vezes maior entre homens (53/100 mil) do que entre mulheres (4/100 mil).” 
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“Os maiores riscos de óbito por homicídio foram observados na faixa etária de 20 a 29 anos, independentemente de sexo ou raça/cor. Destacaram-se, também, os adolescentes com o segundo maior risco de óbito na maioria das categorias de raça/cor, em ambos os sexos. O sexo masculino, a partir dos 10 anos de idade, apresentou maior risco de óbito do que o sexo feminino.
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“As taxas de mortalidade por homicídio no sexo masculino evoluíram com aumento em todas as faixas etárias analisadas, de 2000 a 2003. Os maiores aumentos nas taxas de mortalidade entre homens ocorreram na faixa de 20 a 29 anos de idade (…) No sexo feminino, as taxas apresentaram-se estáveis na faixa etária de 15 a 19 anos, evoluindo com aumento na faixa de 20 a 29 anos, para diminuir nas faixas de 30 a 39 e 40 a 49 anos.” 
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Fonte: Scielo.
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Já que esta realidade está muito bem demonstrada pelas estatísticas oficiais, quero ver as feministas defenderem a criação de políticas especiais e de medidas protetivas especiais para a população masculina, que evidentemente tem muito maior necessidade de amparo contra a violência do que a população feminina. 
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Vamos lá, números são números. Aguardo a demonstração de maturidade e coerência das feministas, exigindo para seus pais, maridos, irmãos, filhos e sobrinhos a mesma proteção legal especial que exigiram para si por se acharem mais vitimizadas pela violência doméstica. 
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Ou será que “tratar desigualmente os desiguais para produzir igualdade” só vale na hora de puxar a brasa para a própria sardinha? 
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Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 26/02/2012 

265 comments to Cadê as feministas para exigir igualdade?

  • ““ok, eu troco as fraldas do nenê, tu trocas o pneu do carro, consertas o encanamento estourado e carregas as compras do supermercado”

    Querido Artur

    Sei trocar o pneu de um carro
    Quanto ao encanamento quebrado, você já ouviu falar em “ligar para um encanador?”. Eu não sei consertar um encanamento, mas eu nunca pedi a nenhum namorado ou marido para fazer isso de graça para mim

    Quanto às compras pesadas, quando faço compras, eu levo-as para a minha casa do supermercado, se algum namorado oferecer ajuda, agradeço a ajuda dele e ambos, eu e ele, levamos as compras para dentro de casa

    Eu tenho menos força fisica que os homens, mas nunca peço nada, de graça, ao a algum namorado que eu esteja ficando, que exija força fisica que eu não tenho

    Quando eu preciso de mover uma coisa pesada do lugar, que eu n~çao consiga mover sozinha, nunca peço a um homem para movê-lo de graça, ofereço dinheiro, não um trocado, um bom dinheiro, para ele fazer isso e não peço isso a meu namorado, quando estou com um, pois não é obrigação dele

    Ok, Artur, nunca exploro a força fisica dos homens de graça.

    Troco pneu. Como não entendo de eletricidade e encanamento, PAGO A PROFISSIONAL PARA FAZE-LO, AO INVES DE PEDIR A UM HOMEM PARA FAZER ISSO DE GRAÇA

    Se algo é muito pesado para eu carregar, EU PAGO A UM HOMEM PARA FAZE-LO, MAS NUNCA, JAMAIS, PEÇO A UM HOMEM PARA FAZE-LO DE GRAÇA

    E, agora, Artur, você acha que já tenho direito de dividir o trabalho de cuidar de um bebê com um homem, ou preciso me esforçar mais?

    você que se diz não-sexiste, me responda

    Se

    1) Eu pago a uma pessoa para cuidar do encanamento e da eletricidade da minha casa

    2) Se carrego minhas compras do mercado sem pedir ajuda, mas aceito ajuda, porém, não deixo que ninguém leve tudo por mim, sempre tambem carrego o mesmo tanto de peso que a outra pessoa leva

    3) Se não tenho força para mudar algo pesado, QUANDO FOR ALGO BEM PESADO, PAGO A ALGUEM, GERALMENTE A MAIS DE UMA PESSOA, NÃO UM TROCADO, MAS UM DINHEIRO DECENTE, PARA FAZE-LO E NUNCA, JAMAIS, PEÇO A UM HOMEM PARA FAZER DE GRAÇA

    4) Se racho todas as contas com algum namorado que já tive e tenho, inclusive motel

    5) Se eu discordo do serviço militar obrigatorio para homens, não deveria ser obrigatorio para ninguem

    6) Se eu discordo da aposentadoria em tempos desiguais para homens e mulheres – deveria ser 30 para cada um

    7) Se eu discordo da mulher ficar com a guarda total das crianças – e tambem com o trabalho total de LIMPAR O BUMBUM. LEVAR AO PARQUINHO

    8) Se eu discordo que a pensao alimenticia deve ser paga só pelo pai

    9) Se discordo de Valeria Solanas

    Você, que se diz não-sexista, pode me dizer o que mais devo fazer, além dos itens acima, para eu ser considerada não-sexista?

    Você se diz não-sexista, mas, me responda, no seu relacionamento com sua namorada ou esposa, você, por acaso, é autoritário com ela?

    Foi só uma pergunta, não uma afirmação. Antes que você me faça a mesma pergunta, já lhe adianto que não sou autoritária com nenhum dos homens com quem me relacionei ou relaciono, em contrapartida, também não aceito MACHISMO e AUTORITARISMO deles também. Trato com muito carinho, mas também espero ser tratada do mesmo modo

    Então,espero, ainda , sua resposta

    • Sei trocar o pneu de um carro
      Quanto ao encanamento quebrado, você já ouviu falar em “ligar para um encanador?”. Eu não sei consertar um encanamento, mas eu nunca pedi a nenhum namorado ou marido para fazer isso de graça para mim
      (Hamanndah)

      Mas o que tem a ver “fazer de graça” com o assunto? Estávamos discutindo sobre os direitos e as habilidades de cada sexo, não sobre pagar ou não pagar por serviços.

      Nota bem que tu não chamarias uma encanadora e sim um encanador – porque 100% dos profissionais da área são homens, salvo talvez uma ou outra exceção que eu desconheça, embora não haja qualquer limitação legal para que as mulheres se dediquem a esta profissão.

      Assim como a maioria absoluta dos profissionais que trabalham com alfabetização e educação fundamental são mulheres, embora não haja qualquer limitação legal para que os homens se dediquem a esta profissão.

      O que o pessoal da esquerda parece não entender – ou não querer entender – é que DIREITOS IGUAIS não são a mesma coisa que RESULTADOS IGUAIS, nem tampouco COMPORTAMENTOS IGUAIS, justamente porque as pessoas são diferentes entre si.

  • Li

    Luiz,conheces o movimento do pêndulo?

    Sempre que uma ação é posta em movimento existe uma reação.

    É preciso muita coragem e reflexão para parar,ou conter,certos movimentos.

    No caso da atual sociedade formada por homens e mulheres,existe o fato antigo e já caduco da supremacia masculina.

    Muitas mulheres não conseguiram perdoar os homens e seguir em frente.

    Educaram suas filhas para que estas cobrassem pela dor sofrida por elas.

    Foi errado,é errado,mas é assim que fazem.

    Muitos homens também fizeram,e fazem,o mesmo.Perpetuando uma roda de dor e perdas.

    Quem pode mudar isso?

    Todos nós.Eu tento fazer minha parte,mas também sou vítima de meus erros.

    Sonho com um mundo onde o passado não seja uma sombra que me segue.

    Quero um mundo onde homens e mulheres se descubram apenas humanos.

    Se entendam como gente que é gente.

    Com direitos e deveres iguais.

    Mas isso não passa de sonho.Enquanto existir um homem que desqualifique uma mulher e uma mulher que desqualifique um homem,vamos todos ser as vítimas.

    O mundo é maravilhoso,se o fizermos assim.

    Enquanto homens e mulheres não se olharem como realmente são,nada poderá ser feito.

    O perdão é urgente,urgentíssimo,para que possamos curar as feridas.

    Feridas milenares,infelizmente.

    Enquanto os homens agiam como senhores,suas mulheres agiam como tiranas,e tem sido assim.

    Infelizmente aprendemos bem.
    Sabemos aprisionar,mutilar,anular,manipular,destruir,tudo com a maior suavidade.
    Os homens passaram milênios enganados,o sexo forte não é o masculino.

    Resta aprender a equilibrar força bruta com delicadeza de alma.

    Ainda espero que mudanças aconteçam.

  • Gerson B

    Violência doméstica: quem agride mais?
    http://www.eworldwire.com/pressrelease/17670

    “LOS ANGELES/EWORLDWIRE/Sep. 24, 2007 — October is domestic violence awareness month. In May 2007, the Centers for Disease Control (CDC) published its latest study which found almost one-fourth of relationships had violence, about half of which was reciprocal, and the researchers were “surprised” to find that “in nonreciprocally violent relationships, women were the perpetrators in more than 70 percent of the cases,” and men incurred significant injuries”

    • Sim, eu sei disso. Incrível, não é? Todo mundo diz que é o contrário. E quem disser a verdade – já sabes – é um machista misógino espancador de mulheres representante do patriarcado falocêntrico opressor histórico.

      Eu jurava que tinha escrito um artigo sobre isso em 2009. Procurei, procurei, e não está mesmo no blog. Deve ter sido uma discussão no Orkut, talvez de antes de eu ter começado o blog. Grunf.

      Mas vou procurar e se achar vou te mostrar isso. :-)

    • Gerson B

      Mas eu vim aqui postar isto:
      http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2014/12/16/tinha-medo-do-que-iam-pensar-de-mim-diz-homem-vitima-de-violencia-domestica.htm

      [... "Tinha medo do que iam pensar de mim", diz homem vítima de violência doméstica
      Um britânico cuja ex-namorada o deixou com ferimentos graves falou pela primeira vez sobre sua experiência como vítima de violência doméstica.

      Mark Kirkpatrick, 30, foi encontrado em uma rua do condado de Lancashire, no noroeste da Inglaterra, sete meses atrás, depois que sua ex-namorada Gemma Hollings, 37, o atacou usando uma estaca, um martelo e uma garrafa.

      Ele ainda tem cicatrizes em seu corpo e em seu rosto. A polícia de Lancashire disse que o ataque foi um dos piores casos de violência doméstica já vistos na região.

      Em outubro, Hollings foi condenada a oito anos de prisão.

      Apesar de o número de mulheres vítimas de violência doméstica ser muito maior na Inglaterra e no País de Gales --1,2 milhões em 2013, segundo a polícia-- cerca de 700 mil vítimas são homens...]

      Ou seja, mesmo havendo mais mulheres agredidas a diferença não é como se quer fazer crer, é inferior ao dobro dos casos daqueles com homens como vítimas. 700.000 vítimas tão longe de ser “alguns casos isolados”. Não que isso fizesse diferença moralmente, usar o argumento de “casos isolados” equivale a dizer que um minoria não tem direito a proteção legal, algo inaceitável.

      -
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      E aqui?

      [No Brasil, uma pesquisa do DataSenado em 2013 indica que mais de 13,5 milhões de mulheres já sofreram algum tipo de agressão...
      ...Não há estatísticas sobre a violência doméstica contra homens no país.

      "Os homens provavelmente sentem medo de denunciar porque têm receio do que as pessoas vão pensar. Não ouvimos isso frequentemente sobre os homens, mas eles também não merecem sofrer. Ninguém merece –nem homens, nem mulheres", disse Kirkpatrick à BBC.]

    • Peraí… 700.000 é mais da metade de 1.200.000!

      Quanto ao fato de o homem não somente não ser ser levado a sério quando denuncia ter sido vítima de violência doméstica como ainda ser ridicularizado e humilhado, isso é algo que eu sei há muito tempo. Mas é um dado que não se encaixa na ideologia reinante… E dados assim são desprezados.

      A situação no mundo inteiro é muito mais grave do que parece no que diz respeito a esse tipo de atitude. Basta ver o que tem de gente que acha que um judeu morto há dois mil anos vai voltar do céu a cavalo causando terremotos com o toque de trombetas, ou que se ficar de quatro e bater com a cabeça no chão cinco vezes por dia vai ganhar 72 virgens para estuprar depois de morto… Apesar de todas as evidências de que tudo isso é obviamente uma balela monumental.

      O ser humano médio é estúpido demais (ou mal intencionado demais) para aceitar as evidências.

    • Gerson B

      “Peraí… 700.000 é mais da metade de 1.200.000!”

      Eu usei “a diferença” de um jeito que pode causar confusão. Devia ter escrito “…mesmo havendo mais mulheres agredidas a diferença não é como se quer fazer crer, o número de casos com mulheres como vítimas é inferior ao dobro dos casos daqueles com homens como vítimas…” pra ficar bem claro.

  • Nelson

    Arthur, da uma olhada

    NOVA ORDEM MUNDIAL, ROCKEFELLER E A LIBERAÇÃO FEMININA

    http://www.youtube.com/watch?v=D4x_iCUj7cY

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