Esses dias eu estava conversando com uns amigos quando surgiu o tema “casamento”. Ouvi de tudo, a maior parte contra: de “o casamento é uma instituição falida” para baixo. Discordo totalmente. Minha opinião é que hoje em dia os casamentos não dão certo porque as pessoas estão perdidas dentro de uma cultura moralmente falida. 

Uma cultura falida inevitavelmente impregna os indivíduos a ela expostos com conceitos que invertem prioridades, estabelecem padrões de comportamento nocivos e geram perspectivas absolutamente irreais. É óbvio que um quadro conceitual assim pervertido acaba por compelir as pessoas ao fracasso nos relacionamentos.

Confrangido e agastado pelo sofrimento gerado por tal vicissitude, e seguindo sua vocação de apresentar soluções inovadoras e eficazes para todos os assuntos possíveis, imagináveis ou impensáveis, da paz mundial a como lavar a louça a jato, da solução para o problema das drogas a como não levar um pé na bunda por bobeira, o blog Pensar Não Dói apresenta os quatro segredos para o sucesso no casamento.

1. Treinar a mente para o sucesso no amor.

Desde a adolescência, quando pela primeira vez o despertar dos hormônios leva os meninos e meninas a sentirem interesse pelo sexo oposto (ou pelo mesmo, que o blog não é homofóbico), a principal orientação que nossos jovens recebem (e que muitos de nós receberam) é desgraçadamente a de “não se prender” por ser muito jovem. Nada mais pernicioso para o sucesso no amor.

O jovem que começa a namorar sério aos 13, 14, 15 anos não está “desperdiçando sua juventude” por “se prender” a alguém. Ele está treinando sua mente para lidar com todas as necessidades inerentes a um relacionamento afetivo: aprendendo a lidar com a divergência, com o ciúme, com o assédio de terceiros e o conflito entre a valorização do vínculo e a experiência sexual fortuita, com a necessidade de diálogo, com a frustração devida às idiossincrasias do parceiro ou a suas expectativas, etc.

Já o jovem que é estimulado a “não se prender” treina sua mente de modo totalmente distinto. Ao invés de aprender a lidar com a divergência, ele aprende e evitar a divergência, ou a manipular o divergente, porque não sabe nem quer aprender a encontrar um meio de encontrar um denominador comum, ou um arranjo que satisfaça a ambos. Ao invés de lidar com o ciúme e amadurecer, elevando sua auto-confiança e estreitando os laços do relacionamento, ele se torna um tirano que cobra do outro uma série de restrições abusivas, desde o não falar com fulano até o não sair jamais sozinho com os amigos. Ao invés de aprender a valorizar o vínculo afetivo e superar as dificuldades que um relacionamento sério traz, ele aprende que é mais fácil trocar de parceiro quando diverge, quando não consegue manipular ou simplesmente quando não está mais contente.

Quando alguém recebe este tipo de orientação na adolescência, não raro passa dos 30 anos agindo sempre do mesmo modo, eventualmente tendo um filho pelo caminho, o que via de regra constitui uma dificuldade a mais para estabelecer novos relacionamentos em uma cultura cada vez mais individualista. Isso sem falar na bagunça que pessoas com esse tipo de conceitos provocam na cabeça dos próprios filhos, gerando novos desajustados em relacionamentos para a próxima geração.

E a solução, qual é?

Ora, raios! A solução é treinar a mente do modo oposto!

E como se faz isso?

Com muita atenção.

Se você faz parte do grupo de azarados que teve esse tipo de educação (o que é uma alta probabilidade para quem tem menos de 50 anos), você precisa aprender a prestar atenção em si mesmo e identificar quais destes padrões se aplicam a você quais precisam ser modificados.

E, lamento informar, mas não há saída fácil para modificar um padrão de comportamento de longa data: você vai ter que se esforçar por manter a atenção e se corrigir. Ponto.

Ninguém disse que o sucesso seria fácil.

2. Gostar de conversar e da companhia do outro.

Poucas são as relações que duram entre pessoas que não gostam de conversar uma com a outra.

A paixão dos primeiros seis meses vai embora, o êxtase sexual vai embora, o estoque de novidades interessantes que o parceiro consegue apresentar vai embora, os planos em comum vão sendo realizados ou perdidos e vão embora, a beleza física vai embora, os filhos casam e vão embora, a saúde vai embora e só o que resta é o prazer de estar com o outro, trocando idéias e carinho (físico e emocional) até que a vida vá embora – e um dia ela vai embora mesmo.

Portanto, construir relacionamentos sobre paixão, êxtase sexual, deslumbramento, planos ou carreiras, aparências e até mesmo a estrutura da família costuma ser uma receita para o rompimento dos relacionamentos em algum momento.

Bem melhor valorizar o que dura do que valorizar o que é fugaz.

3. Ficar feliz por fazer o outro feliz.

Se A exige de B que o faça feliz e B exige de A que o faça feliz, então A e B estarão sempre em conflito, um exigindo o tempo todo que o outro o faça feliz, e a vitória de um em ser atendido em suas exigências representa uma derrota do outro em usar seu tempo para ser feliz. Um esquema assim tem tudo para dar errado assim que a paixão inebriante dos primeiros dias arrefecer.

Por outro lado, se A gosta de fazer B feliz e B gosta de fazer A feliz, então ambos viverão no melhor dos mundos, pois virtualmente tudo que um fizer fará ambos felizes, reforçando diariamente o contentamento de estar com o outro, valorizando o vínculo um pouco mais a cada dia.

Creio que foi o Luciano Huck, “emprestado” para uma entrevista no programa da Hebe Camargo, quem contou a história seguinte. Já contei isso por aí, mas é útil repetir. 

Ele estava sentado na igreja, assistindo um casamento católico, o padre estava fazendo um sermão, os noivos estavam ajoelhados em frente ao altar, quando de repente o padre interrompe o que estava dizendo, faz uma pausa, aponta o nariz na cara do noivo e diz:

– Se você quiser ser feliz, não se case!

Espanto geral na igreja. Silêncio sepulcral. Então o padre aponta o dedo para o nariz da noiva e diz:

– Se você quiser ser feliz, não se case!

Tensão. Apreensão. As madrinhas ficam azuis, com a respiração suspensa. Começa um burburinho de leve ao fundo. Antes que a situação degenere, o padre eleva a voz e diz:

– Só se case…

O padre cruza os braços esticados em frente ao corpo, apontando novamente para o nariz de cada um com uma mão, e conclui:

– … se você quiser fazer o outro feliz!

Alívio geral – e uma lição bem ensinada.

Se você conseguir aprender bem esta lição, apesar de tê-la recebido de segunda mão, e compartilhá-la sinceramente com a pessoa com quem pretende viver, suas chances de ter e manter um relacionamento de sucesso a longo prazo serão grandes.

4. Compartilhar uma noção saudável de família.

Este é o ponto para o qual nossa cultura menos colabora – ou, melhor dizendo, mais atrapalha. Você pode treinar a própria mente em qualquer sentido que queira, pode encontrar uma pessoa com quem adore compartilhar seu tempo, suas idéias e seu carinho, pode estabelecer de comum acordo um padrão de boa vontade mútua que funcione como “nosso segredo contra o mundo”… mas não há jeito de viver em família sem a influência perniciosa de uma cultura que faz força para empurrar cada elemento da família em uma direção, procurando de todos os modos destroçar as famílias através da sedução mórbida do individualismo moderno. 

Encontrar alguém que tenha coragem e capacidade de cuspir na cara do mundo quando ele acenar com uma nova e incrível oportunidade somente para uma pessoa em uma cidade 2.400 km distante do emprego do outro é uma raridade. 

Existem diversos modelos viáveis e saudáveis de família, mas nenhum deles é compatível com o individualismo exacerbado da “modernidade”. O meu modelo desejado de família, por exemplo, é o de “família de comercial de margarina“, um modelo dito conservador, tradicional, falido e em extinção. Mas é o meu modelo, e que se dane quem não gostar dele, isso não vai alterar a minha preferência, nem a minha escolha. 

O seu modelo pode ser outro bem diferente, mas você tem que saber qual é o seu modelo e encontrar alguém que compartilhe da mesma visão. Se um dos dois gosta do modelo “família de comercial de margarina” e o outro gosta do modelo “cada um mora sozinho e nada de filhos”, ora, não vai dar certo, alguém vai ficar frustrado. 

Poucas pessoas conversam com quem namoram sobre o modelo de família que preferem. É um grande erro, porque divergências importantes nesta questão costumam se traduzir em famílias disfuncionais, em que papéis são representados ou cobrados em desacordo com as necessidades e capacidades dos demais integrantes da família, gerando conflitos graves.

Não esqueça: se você estiver namorando sério, na próxima “DR” (Discutir Relação) o papo sobre modelo de família é fundamental. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 17/04/2012

27 thoughts on “Quatro segredos para o sucesso no casamento

  1. Acho que faltaram aí alguns itens, como, por exemplo, o respeito (e incentivo) aos planos do outro. Assim, muitas vezes você é um estudante de sociologia que namora uma estudante de administração, seus planos são fazer um mestrado e um doutorado assim que o curso terminar, e os dela são abrir uma empresa e virar uma workaholic assim que concluir a graduação. O sociólogo critica os workaholics, e a administradora critica a vida acadêmica, cada um vendo inutilidade nos planos do outro. Acredito que, havendo diálogo, o sociólogo e a administradora possam chegar a um denominador comum, ou então em um: “te incentivarei em suas escolhas e ouvirei suas ideias e desabafos”. A administradora, quando madura, ficará feliz sempre que o sociólogo alcançar uma nova etapa acadêmica, ficando feliz porque ele é feliz. O sociólogo ficará feliz sempre que a administradora alcançar uma meta desejada, ficando feliz porque ela está feliz.

    O casamento tem tudo para dar errado, porém, se a administradora não dá valor à vida acadêmica ou simplesmente a considera perda de tempo, o que a levará constantemente a criticar a postura do sociólogo, ou se o sociólogo considerar a vida empresarial como uma tarefa para “não-intelectuais”, desvalorizando sua companheira e sempre a inferiorizando.

    Por isso, acredito que o simples fato de ficar feliz por ver o outro fazendo o que gosta, sem tecer comentários sobre esses gostos (exceto quando começam a prejudicar a si mesmos e a outros) pode tornar uma relação feliz.

    1. Sim, “respeitar e incentivar os planos pessoais do outro” é uma excelente idéia desde que considerada a ressalva que fizeste sobre quando estes planos começam a causar danos. Mas melhor ainda é planejar a vida junto com o outro. Ou, para deixar minha intenção mais clara, planejar junto com o outro a vida.

      Acho que já comentei por aqui, mas recentemente uma amiga minha se apaixonou por um antigo vizinho. As famílias já se conheciam há décadas, o namoro foi bem recebido por todos, havia expectativa de casamento e tudo mais. Mas eu joguei um balde de água fria. Previ: “Não vai dar certo. Não dou dois meses para eles se separarem.”

      Minha previsão foi muuuuuito mal recebida. Passei por agourento, pessimista, chato, etc. Todos disseram que eu estava errado. Seis semanas depois, surpresa geral: os dois se separaram e passaram a nem se falar mais, apesar de manterem um clima civilizado e a amizade com a família um do outro.

      E eu… “Eu te disse! Eu te disse! Eu te disse!” – é claro. 🙂

      Aí me perguntaram como eu sabia. E eu expliquei: ela estava se empregando e comprando um imóvel residencial em uma cidade e ele estava fazendo entrevistas de emprego e alugando um imóvel residencial em outra cidade, sendo que as duas cidades ficam a mais de 650 km de distância uma da outra – é óbvio que a prioridade dos dois não era ficarem juntos.

      No meu modo de ver, caso clássico do item 1 que eu descrevi. Mentes treinadas para o individualismo. Quando o parceiro se torna um estorvo para os planos individuais de cada um, troca-se de parceiro – igualzinho ao que se faz com uma camisa suja. E ambos já estão namorando novamente com outras pessoas… em novos relacionamentos que eu já sei que não vão dar certo.

      Aliás, já falei para eles mesmos que estes novos relacionamentos não vão dar certo, já previ os motivos da separação de cada um e já fiz uma estimativa de prazo. E, lógico, já fui chamado novamente de agourento, pessimista, chato, etc.

      É sempre assim. As pessoas não aprendem. E eu sofro da Maldição de Cassandra.

  2. Perdi todos os posts e páginas do meu blog. Já aconteceu isso com você? Como conseguiu resolver?

    1. Putzgrila, que catástrofe! 🙁

      Seguinte: não mexe em nada pra não piorar a situação. Onde teu blog está hospedado? Tens como entrar em contato com a empresa de hospedagem e solicitar manutenção? Deve haver uma cópia de segurança do teu banco de dados.

  3. Arthur, fiquei com dó da carência de comentários desse artigo, eu li e gostei. Você acha mesmo que é algo ruim os teus conhecidos terem se separado? Os relacionamentos podem ensinar a lidar com o ciúmes e a divergência e etc, mas também pode ser melhor para ambos se separar se para cada um a carreira ou qualquer coisa assim é importante, isso é mesmo tão negativo?

    1. Elvis, eu sou um romântico. Quando o Brasil lançou sua primeira expedição à Antártida eu recebi um convite para integrar a tripulação do Barão de Teffé. Eu poderia ter sido um dos primeiros brasileiros a pisar na Antártida, mas recusei o convite porque minha então namorada estava doente. Logo depois nos separamos, hoje ela me odeia e não quer me ver nem folheado a ouro, mas eu não tenho o menor arrependimento: fiz o que era certo no momento que era certo. Que tipo de “glória” há em ser o primeiro a colocar os pés em um novo continente ao preço de deixar só a pessoa que amamos em um momento de necessidade?

      Empregos vão e vem. Carreiras podem ser construídas de inúmeras maneiras. Mas uma pessoa especial é única, insubstituível, e eu deixaria de ir à Lua sem problemas se a minha namorada ou minha esposa ou a minha filha ou o meu filho ou meu pai ou minha mãe precisassem de mim. A Lua continuará lá.

  4. Arthur, ontem quase tive uma catarse… foram diversos contatos infrutíferos com a empresa de hospedagem, até que encontrei num forum do WordPress ponto org um usuário que teve o mesmo problema, e resolvi correr o risco de tentar a solução sem ter certeza se era a mesma coisa.

    Em myadmin, no server SQL, tem a subpasta wp_posts. Tava acusando arquivo corrompido. Mas tinha opção para reparar a pasta. Feito isso, depois de quase onze horas queimando a mufa, tudo se resolveu.

    Solução simples, mas muito obscura.

    1. Não esquece de informar isso à porcaria da empresa de hospedagem que não sabia o que fazer!

  5. Oi Arthur.
    Se me permite, eu incluiria mais duas coisas nessa lista de segredos.
    Ter uma ótima auto estima e respeitar suas vontades.
    A auto estima é importante pq quem não se ama vive as vezes muito carente e é complicado.
    E respeitar as vontades, eu acho importante pq se a gente abre mão de tudo pelo outro, chega uma hora que o relacionamento se torna insustentável.
    Eu tenho um relacionamento de 4 anos. Estamos casados ha quase 3 anos e tem sido muito bom. Apesar de ser um relacionamento homossexual, e fora da “norma”, a gente consegue tirar de letra o preconceito e somos felizes.
    Abração !

    Robson / SJCampos

    1. Robson, esquece esse “apesar de” e a porcaria da “norma”, um relacionamento afetivo é um relacionamento afetivo e pronto, o que importa é ser feliz sem prejudicar ninguém.

      Concordo 100% contigo que auto-estima é fundamental para manter um relacionamento. Eu tive uma namorada que não gostava de si mesma. A conseqüência é que ela não conseguia compreender por que eu gostava dela… e sempre achava que havia algo errado comigo por gostar dela. Em função disso ela acabava me tratando com menor consideração do que eu considerava razoável, o que eu tolerava porque queria muito ajudá-la a gostar mais de si mesma. Um dia, é claro, ela passou dos limites e ganhou um cartão azul – porque, afinal de contas, pense ela o que pensar, eu tenho auto-estima.

      Mas deixa eu aproveitar para te fazer uma pergunta: a decisão do STF de reconhecer as uniões homoafetivas de alguma maneira mudou a tua vida?

  6. De acordo com o guri do suporte que me atendeu e correu o risco comigo, naquele momento, não tinha nenhum profissional versado em plataforma wordpress pra me ajudar.

    Acho que ele topou por que eu falei se não desse certo eu tava disposto a chutar o balde.

    1. Na Hostnet uma vez eu tive um problema com o WordPress, o cara do suporte me deu as dicas de como resolver, eu não consegui fazer sozinho, então fiz uma pesquisa na internet, copiei as instruções completas, mandei para ele e ele resolveu o problema para mim. Gostei da solicitude do cara e da disposição em aprender a fazer alguma coisa de modo diferente. E sempre fui muito bem atendido. Se tua empresa de hospedagem anda meia-boca, considera a Hostnet como opção.

      (Não, eu não ganho cachê nem desconto pela propaganda…)

  7. Arthur, embora eu quase tenha escrito um pedido de namoro para você lendo sua resposta, nem sempre as pessoas se relacionam assim! Você acha reprovável um namoro ou o que for com menos envolvimento?

    1. Já achei. Hoje confesso que não sei. Para mim não serve, mas vejo tanta gente argumentar que “é melhor” não haver tanto envolvimento que chego à conclusão de que sou eu o anômalo.

      Juro que eu gostaria de entender a cabeça de quem consegue “namorar sem envolvimento”. Qual é a diferença entre isso e um “contrato de disponibilidade sexual mútua” para satisfazer desejos meramente carnais?

      Mas pedido de namoro do Elvis não, né… ainda se fosse da Lisa Marie! 🙂

  8. muito bom o texto!

    1. Bom é contar com a tua presença aqui, Paulinha. 🙂

  9. Então Arthur.
    Apesar de ter ficado feliz com a decisão, a minha vida mesmo não mudou.
    Porque eu não tenho intenção de correr atras de uma união estável. Mas isso é uma decisão minha, e os motivos que me levam a essa decisão são muito complexos e envolvem muitas variáveis e eu te conto uma hora com mais calma.
    Abração

    Robson / SJCampos

    1. Putzgrila, esqueci de digitar um pedaço da pergunta. 😛

      A continuação era: “Mesmo que não pretendas te casar, o fato de agora isso ser possível faz alguma diferença para ti?”

      .
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      .

      E agora me dei conta de uma coisa… união estável não precisa de papel passado, camarada! Quem provar que vivia em união estável agora tem o reconhecimento da relação equiparado ao casamento com comunhão parcial de bens. Não quero te assustar, mas tu estás mais casado do que pensas… 😮

  10. Tolerância e carinho,quem não se gosta não consegue ficar junto mais do que 345 dias juntos,e muitos nem isso conseguem.

    Um bom casamento é feito de todos os desastres passados juntos,de toneladas de dores e solidão.

    Quem não chora unido não vai descobrir o sabor do sorriso.

    Saber que o outro tem defeitos e mesmo assim ver as virtudes.

    Paciência ajuda muito.
    Conhecimento e solidariedade.
    Coisas em comum.

    Casamento é uma eterna construção de intimidade,coisa que muita gente jamais sabera o que é.


    1. “Casamento é uma eterna construção de intimidade,coisa que muita gente jamais sabera o que é.” (Li)

      Isso!

  11. E agora me dei conta de uma coisa… união estável não precisa de papel passado, camarada! Quem provar que vivia em união estável agora tem o reconhecimento da relação equiparado ao casamento com comunhão parcial de bens. Não quero te assustar, mas tu estás mais casado do que pensas… 😮 (Arthur)

    É verdade!

  12. Oi Arthur.
    Sim, faz diferença para mim.
    Fiquei feliz porque acho que foi o primeiro passo para que casais que queiram formalizar sua união estável possam fazer isso sem maiores problemas. Eu acredito que a minha geração e talvez as próximas ainda não vão ver isso acontecendo. Mas eu tenho esperança de que um dia a homossexualidade seja encarada de forma tranquila e que os direitos dos casais homossexuais sejam respeitados.
    E com relação ao que você falou eu já sabia disso, e não me assusta, rs. Aliás eu mesmo já entreguei para o meu companheiro uma vez uma declaração, reconhecida em cartório, de que temos uma união estável para ele comprovar endereço, uma vez que as contas ainda estão todas no meu nome e ele precisava pra fazer a inscrição num curso a distância que ele está fazendo.
    A minha questão em relação a isso tem mais a ver com família, do que em relação a bens. Minha mãe e meu pai nunca aceitaram minha homossexualidade, e acho que oficializar essa união sem o apoio da família é algo que eu não gostaria de fazer. Enfim é isso. Abração pra vc !!!

    1. Valeu pela explicação, Robson. Acho que entendo. Acho.

  13. Mirley Fernandes

    04/02/2013 — 22:09

    Os jovens de hoje em dia acham mais fácil trocar de relacionamento do que fazer dar certo o relacionamento que ja se tem. Tenho 31 anos, sou casada ha 13 anos… Se nao houver compromisso dos dois de fazer o relacionamento dar certo, de fazer o outro feliz, realmente está fadado ao fracasso. É o que tento ensinar para minha filha. Que ela nao crie enormes expectativas que todos temos defeitos. O amor e respeito que se tem pelo outro faz valer a pena. Tenho a impressão também, posso estar enganada, de que se quando nao se casa jovem, apaixonado , o casamento tende a nao dar certo. Pois quando as pessoas casam se mais velhas.. Onde cada um tem “sua vida”, parece difícil dividir com o outro ou abrir mao de certas coisas pelo outro. Abraços e muito bom seu texto.

    1. Valeu, Mirley. É isso aí mesmo: o sucesso do casamento não se deve a nenhuma “característica dos tempos” e sim das duas pessoas que se engajam nesse relacionamento. É questão de amor, de compromisso e de boa vontade.

      Quanto a casar mais novo ou mais velho… Reconheço a tendência que citaste, mas ainda aposto que com boa vontade isso é superável. (Tenho que apostar nisso, pois estou solteiro e tenho 45 anos…) 😛

  14. *ressuscitando o post*
    Se há pouco tempo atrás pensava o contrário, hoje assino embaixo do que escreveu. No “alto” dos meus 21 anos vejo como isso acontece! No momento que comento isso (seja com quem for) ouço a resposta “você é sonhadora demais, príncipe não existe”, “isso é coisa de gente velha” ou até “nossa, que ridícula essa seu pensamento”. As pessoas não percebem que isso não é sonhar, isso é uma realidade de duas (ou mais) pessoas que querem um relacionamento estável e saudável.

    Ótimo texto, Arthur! Não acho que esse é um texto romântico, acho que é um texto básico para quem realmente quer um relacionamento.

    PS: casa comigo? hahahaha 🙂

    1. Opa! Pedido de casamento pelo blog é novidade! “Agência de relacionamentos Pensar Não Dói”! Hmmm… 🙂

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      Mas é isso aí, Andressa, não te deixa abalar pelos pessimistas! Que não existe pessoa perfeita, isso é óbvio, então temos que encontrar alguém com cujos defeitos possamos conviver e que tenha boa vontade e se esforce também para fazer o relacionamento dar certo. E isso é perfeitamente possível.

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