Ontem eu assisti – meio por acidente – Atlético-MG 1 x 0 Grêmio. Não sou fã de futebol nem torço para time algum, então creio que pude analisar algumas coisas com muito maior objetividade do que a média dos espectadores. E o que eu vi foi decepcionante em todos os sentidos. 

Em primeiro lugar, Ronaldinho. Enquanto a torcida do Grêmio fazia coro de “pilantra, pilantra”, Ronaldinho sorria com aquela cara de quem pensa “falem mal de mim, mas falem de mim – e encham meu bolso, otários”. Mas isso é subjetividade minha. Vamos aos fatos transcorridos com a bola rolando. 

Ronaldinho tocou na bola mais ou menos dez ou doze vezes no primeiro tempo. Ou seja, uma vez a cada quatro minutos alguém chutava a bola para ele e ele se livrava da bola o mais rápido possível, com um passe curto e inútil para quem estivesse mais próximo. Não disputou uma bola. Não deu um passe que preste. Não chutou uma vez a gol. Não participou do jogo nem sequer acompanhando os lances – ficou na maior parte do tempo parado no meio do campo olhando os colegas de equipe carregarem o piano. 

No segundo tempo a “participação” de Ronaldinho “melhorou”: tocou na bola cerca do dobro de vezes que no primeiro tempo, a maioria das vezes nos dez últimos minutos da partida. Lógico, era o único que estava 100% descansado. Chutou uma vez a gol. Deu um passe razoável. Não produziu nada. Não colaborou com a equipe. Não mostrou qualquer habilidade. Não é que ele tenha tido uma “atuação discreta”, como disseram alguns – a verdade é que Ronaldinho simplesmente não entrou em campo. 

Quem ouvisse a narração do jogo, entretanto, não seria capaz de reconhecer as cenas descritas pelos locutores desportivos. 

A imprensa tratou a indignação da torcida gremista como mero despeito perante um craque eleito duas vezes melhor jogador do mundo que não quis voltar a jogar no seu time de origem. A TV mostrou as faixas que o chamavam de pilantra e mercenário, mas não tocou no cerne do assunto. Foi como se as faixas tivessem brotado do chão, como cogumelos após a chuva, sem razão de ser. Foi como se a questão não tivesse um mérito. Houve uma omissão completa e total perante o fenômeno mais evidente de todo o evento. E isso não foi o pior. 

Mais do que omitir-se perante os fatos, a imprensa inventou fatos inexistentes e apresentou Ronaldinho como a grande atração do gramado. Quando um jogador do Grêmio se atrapalhou com a bola nos pés na frente de Ronaldinho, o locutor da ESPN (sei lá o nome do cara… Milton Leite, é isso?) afirmou que ele foi parado pelo Ronaldinho. Quando o Ronaldinho foi bater um escanteio, o tal locutor chamou atenção para o fato espalhafatosamente, no estilo “cuidado, Grêmio!”, a ponto de eu concluir mentalmente “aí vem o RRRRRRRRRRRRRRRonaldinho” a la Casseta & Planeta. Risível (= ridículo). 

Poucas vezes eu vi uma forçação de barra tão grotesca para construir a imagem de um ídolo. Creio que os dois únicos outros casos igualmente escandalosos de que me lembro são o de Rubinho Barrichelo, que nunca deixou de ser puxa-saqueado por Galvão Bueno mesmo nas corridas após o episódio em que deu passagem a Michael Schumacher por ordem dos boxes da Ferrari, e o de Mike Tyson, absurdamente descrito (acho que) por Luciano do Vale como se estivesse espancando James “Buster” Douglas durante os três primeiros assaltos da luta em que evidentemente ocorria o contrário e na qual terminou nocauteado. 

Mas o que realmente me surpreendeu foi a atitude dos companheiros de equipe de Ronaldinho ao final da partida. Esses caras não são profissionais? Não são capazes de avaliar o desempenho de quem faz corpo-mole enquanto eles carregam piano? Não sabem que estão se matando de esforço, jogando com apenas dez jogadores de fato em campo, para que um figurão que não faz nada receba as honras, as glórias e o maior salário da equipe? Como então todos eles correram para comemorar com o Ronaldinho, como se ele tivesse sido o grande artífice da vitória sobre o Grêmio? 

Impossível não lembrar a estas alturas de um comentário de Arnaldo Jabor intitulado “mais respeito pela mentira“. 

Que a torcida do Grêmio não estava brandando por ética, isso sempre foi óbvio. Se Ronaldinho tivesse voltado a jogar pelo Grêmio, o baba-ovismo gremista pelo seu “craque” seria tão intenso quanto sua atual rejeição pelo “pilantra”. 

Que a imprensa desportiva não está preocupada em analisar os fatos, preferindo atropelar a ética e todos os princípios do jornalismo para manter em pé um factóide vendedor de audiência, isso ficou óbvio. Se a verdade evidente fosse descrita com objetividade, se a seriedade e a razoabilidade invadissem a telinha, haveria menos histeria, menos fanatismo, menos conflito estúpido e – temem eles – menos audiência e conseqüentemente menos patrocínio. 

Mas que os carregadores de piano se congratulem com o parasita que senta em cima do piano enquanto eles trabalham, isso não é óbvio nem eu sou capaz de entender, a não ser como manifestação de doença mental ou de algo muito pior. 

E quanto aos que patrocinam e aos que justificam a manutenção desta “mediocridade espetacular” em campo e na tela da TV, será que o título deste artigo diz alguma coisa? 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 02/07/2012 

39 thoughts on “Será um pilantra só?

  1. Como ousa criticar o Grande e Maravilhoso RRRRRRRRRonalldííínho?

    Ele tem até uma revistinha onde fica claro que ele é um cara legal!

    Cê num qué dizê que o que sai na rivista é mintira, qué? 🙁

    1. Eu tive a sorte de nunca ter visto essa revista. 🙂

  2. Ontem foi a primeira vez em muito tempo que fiz uma de minhas atividades preferidas. Assistir futebol gritando palavrão em boteco.

    Desde que o Ronaldinho chegou tá uma puta puxação de saco por aqui. Dos atleticanos, por que, como sempre, são iludidos. Da imprensa, por que nunca um jogador que tenha conquistado renome mundial jogou aqui depois de se sagrar uma lenda no esporte. E do clube. O Ronaldinho em seus quatro jogos pelo galo não justificou seu salário. Normalmente joga razoavelmente, mas nada que faça a diferença dentro de campo.

    Mas aí vem a questão.
    Em função do nome que ele criou em seus tempos áureos, o salário astronômico pago a ele vira troco, por que o retorno em patrocínios é muito maior. Logo, fica fácil virar as costas pra uma atuação pífia.

    Daquele jogo, que foi disputado, meio truncado, o que mais valeu a pena foi assistir à inauguração da chapelaria do Bernard. Huehuhauhuahua!!!!


    1. “Normalmente joga razoavelmente, mas nada que faça a diferença dentro de campo.” (LaGuardia)

      Bá, então eu devo ter tido o azar de ter visto a pior partida da vida dele, porque eu simplesmente não o vi entrar em campo neste jogo. Na boa, o cara não se deu nem o trabalho de fingir que estava jogando. No mínimo ele podia ter “mais respeito pela mentira”, como pediu o Jabor!

      Chapelaria? 😛

  3. Ronaldinho é aquele bizerro quase adulto que ainda chupa as tetas da vaca pra sugar até a última gota. O que ele puder mamar até onde puder dos times ele vai. Engraçado, aposto que ele tem bastante energia pra sambar a noite toda, nãõ que o cara não possa se divertir, mas primeiro deve fazer suas obrigações como atleta.

    1. Respondendo como responderia o advogado dele: Ronaldinho cumpriu suas obrigações… Não há nada no contrato dele que o obrigue a fazer algo que ele não tenha feito… Dizer que ele não cumpriu suas obrigações é “subjetividade”… E só quem pode avaliar o desempenho do jogador é o técnico, que até onde consta não apresenta reclamações… 🙂

      C’est la vie.

  4. Arthur! Não vi o jogo. Soube! Convenhamos que o status atual do futebol tupiniquim só é agradável aos fãs incondicionais (e cegos). Não consigo sentir o que eles sentem (ou veem), mas aprecio a beleza plástica de um drible, a vibração de um gol, e os resultados de uma manobra inteligente de uma equipe em que todos trabalham. Dessa forma curto o sucesso do Messi e o amasso da Espanha. Acho que a versão atual do Deus de chuteiras fala espanhol! É claro que todos nós sabemos (ou acho que todos sabem) que os rolhas só são mantidos por que dão lucro fora do futebol e sambam ao sabor dos acordos empresariais. Azar de quem pensa no esporte ou apreciam uma coisa bem feita! Vale mais o carimbo da UNIMED na bunda do que a satisfação de um apreciador. Afinal, o torcedor não está realmente interessado no jogo! Ele só quer a pletora, a descarga hormonal, e depois a flauta, ou a fossa; e nesse quesito não são muito diferentes dos eleitores.

    Fênix renasceu das cinzas! Quem sabe esse circo tenha que pegar fogo para se recompor. O melhor para o nosso futebol seria perder, em casa, de forma acachapante (quem sabe para um Uruguai, que também fala espanhol). E depois esses políticos do futebol iriam para a ponte de Paris, ricos, e a massa, repassada de vergonha, pariria uma nova geração misturando alguns óvulos com esperma a um palmo quadrado de grama regado com um galão de suor.


    1. “o status atual do futebol tupiniquim só é agradável aos fãs incondicionais (e cegos).” (Romacof)

      Pois é. O futebol é um daqueles casos em que as coisas “melhoram para pior”. Comparado com o que era três décadas atrás, o futebol tem mais dinheiro, mais audiência, mais organização, mais preparo físico, mais cobertura de imprensa, mais tudo… inclusive mais canalhice, que é a parte que estraga tudo.

      Trinta anos atrás seria impensável convidar um Paulo Roberto Falcão para jogar no Grêmio. Recentemente ousaram convidá-lo para treinar o Grêmio, logo depois que ele foi sacaneado pela direção do Internacional. E, como o gentleman que sempre foi, Falcão educadamente agradeceu o convite da direção do Grêmio, elogiou a equipe do Grêmio, declinou o convite afirmando que o forte vínculo tem com o clube do Internacional o impedia de treinar seu rival histórico e despediu-se mandando um abraço para a torcida do Grêmio. Impecável.

      Ronaldinho teria algum problema para vestir a camiseta do Internacional desde que fosse bem pago?

      “O melhor para o nosso futebol seria perder, em casa, de forma acachapante (quem sabe para um Uruguai, que também fala espanhol).” (Romacof)

      O que seria melhor? Perder a final para o Uruguai por 1×0 ou ser desclassificado pela Argentina nas oitavas-de-final levando uns 5×0? 🙂

  5. kkkkk, nao tive a oportunidade de acompanhar Gremio e CAM, ou de ver o Ronaldinho jogando…mas pela descricao, acho que o melhor titulo para este artigo seria a “mediocridade espetacular”.

    Eu nao acho que parasitas sejam pilantras. Eles sao parasitas. Parasitas que se facam passar por trabalhadores comprometidos, estes sim sao pilantras. O Sr. Ronaldinho nunca disse que jogaria a 110%, que marcaria, que correria, que lutaria pela posse da bola, ou que criaria jogadas espetaculares como se o tempo pudesse voltar 10-15 anos. Tao pouco disse que jogaria de graca. Nao, ele nao ‘e pilantra. E’ parasita. Os que precisam endeusar o parasita sao oportunistas ou doentes mentais. Os oportunistas lucram com a presenca do parasita celebre. Os doentes mentais precisam da figura celebre, nao importa que seja, na verdade, um parasita. Oportunistas e doentes mentais estao distribuidos em todos os setores: cartolas de clubes, colegas jogadores, imprensa, publico e ate’ mesmo adversarios.

    Infelizmente parasitas pilantras tb.

    Mas que o circo criado pela imprensa nao passa da divulgacao da mediocridade espetacular em sua forma aguda, disso eu nao tenho duvidas.

    1. Eu não diria que “tive a oportunidade” de assistir esse jogo… na verdade foi algo mais parecido com não ter a oportunidade de não assistir… mas tudo bem, valeu pela reflexão e pelo artigo.

      O que me deixa louco é a naturalidade com que hoje em dia falamos de todo tipo de pilantragem sem reunir hordas com tochas e forcados para marchar deixando um rastro de plantações pisoteadas, animais mortos, choupanas incendiadas e alguns corpos pendurados pelo pescoço nas árvores próximas. Ou pelo menos gente capaz de desligar a TV e ir ler um bom livro, já estaria de bom tamanho.

      Tenho um amigo, leitor do blog, que insiste que não se deve confundir a ética com a estética na arte. Mas como pode alguém mental e eticamente saudável curtir “um belo jogo de cartas marcadas”, ou um “espetáculo de mediocridade” e sair contente porque o resultado foi 1×0 para o seu time ou contra seu rival? Como pode alguém ver significado em um jogo no qual nem o resultado nem o esforço percebido altera a recompensa dos jogadores?

      Nada disso faz qualquer sentido para mim.

  6. Em suma o futebol perdeu completamente a graça, tanto que o pessoal reclama a ausência dos torcedores nos estádios.Eu particularmente não tenho o menor tesão pelo futebol atualmente, se tinha, isso foi há exatos 30 anos atrás naquela copa de 1982, em que o Brasil perdeu para a Itália.Aquela derrota doeu e como doeu.Aquela copa assisti e o futebol daquela época dava gosto de assistir, era de encher os olhos, que nostalgia…
    Hoje em dia é um verdadeiro exercício de auto-engano, só acompanha quem for fanático, inclusive para sair brigando por ai como fazem as ditas torcidas organizadas.
    Esse texto resume bem como é o futebol de hoje em dia, quem viver verá.

    1. Pior é o seguinte: toda vez que se fala em realizar programas sociais em comunidades de baixa renda, a idéia de “investir em esportes” é uma das primeiras que surge… mas existe um estudo nos EUA que mostra que, quanto mais os estudantes praticam esportes, pior ficam em termos de ética.

      Não é impressionante? Ao contrário do que se diz, o esporte estraga as pessoas!

  7. É uma pena que no tempo áureo do futebol eu não era nascido ainda.

    Queria ter visto Reinaldo jogando no galo.

    1. Que Reinaldo? 😛

  8. Não admira que o fair play é inexistente, portanto o embotamento ético-moral nos esportes é tão corriqueiro quanto a falta de educação dos cidadãos que os prestigiam.
    Impressionante para não dizer deprimente, vale tudo para ganhar, inclusive massacrar moralmente seus adversários.

    1. Gol com “La Mano de Dios”…

  9. Eu acho que esporte é coisa de otário. Pensem bem: devido à natureza competitiva do esporte, pra cada vencedor tem que haver um derrotado. Pra cada apreciador satisfeito tem que haver um insatisfeito. E com a estrutura piramidal dos campeonatos, você tende sempre a ser mais derrotado que a derrotar. Sou Flamengo. No RJ o Flamengo tem um numero razoavel de títulos. Mesmo assim, em retrospecto, tem menos que os outros times somados. Em torneios nacionais a situação piora. Então, mesmo sendo de um time Top eu tive mais insatisfação que satisfação quando torcia.

    Pra mim entretenimento tem que ser não-competitivo, eu posso até não gostar pela qualidade ser ruim ou outro motivo. Mas não é da natureza de um entretenimento desses (musica, literatura, cinema, sexo) alguem ter que ficar insatisfeito sempre.

    1. [2] 🙂

      Se bem que há esportes que eu curto: são os esportes em que mais contemplamos a natureza ou nos divertimos do que competimos. Por exemplo, eu andava de caiaque pelas praias de Floripa… até sumirem com meu caiaque. 😛

    2. Mas ai não é esporte, é atividade. Se puser o elemento de competição e organizar, principalmente valendo $$$ vira esporte.

      Um jogo não sério pode ser legal.

    3. Bom, o meu conceito de esporte sempre foi “atividade física com objetivo de exercitar o corpo ou entreter” ou algo perto disso, não tenho a pretensão de formular um conceito exato assim de improviso. Acho estranho chamar o xadrez de esporte, por exemplo…

      Nunca vinculei a organização e a competição ao conceito de esporte. Sempre achei que, quando saía de caiaque para me exercitar (e não apenas para passear) eu estava “fazendo esporte”.

      Ah, sei lá, ainda bem que essa redação não vale nota. 😛

  10. La mano de Dios.
    Hahahaha!!!
    Valeu a ironia.
    Quem é verdadeiramente religioso, deve estar com as pestanas em chamas ainda mais envolvendo o nome de Deus em vão.

    1. Depende da religião. Parece que o pessoal da Igreja Maradonista leva isso a sério… 😛

  11. Reinaldo é o maior ídolo da história do Galo. Em 77 sagrou o maior artilheiro do brasileirão em números absolutos durante 20 anos com 28 gols. E até hoje, é o maior artilheiro em números relativos, tendo conseguido esse feito disputando apenas 17 jogos.

    Teve uma carreira curta em função de um acidente quando era criança que foi agravado depois da entrada criminosa de um zagueiro (lembrando que o responsável não foi expulso da partida).

    1. Um cara cometeu uma “faltinha boba” que “só” acabou com a carreira do outro e nem expulso naquela partida não foi?

  12. Exatamente.Foi documentado e discutido na televisão. O juiz não viu tanta gravidada na falta e achou que o centro avante do galo tava de marra enquanto se contorcia no chão. ^^

    Só mencionando a relevância dele como atleta:

    A média dele nesse campeonato foi de mais de 1,647 gols por partida. Disputou 17 dos 21 jogos do galo nesse certame. Até hoje, mesmo com uma carreira curta,que durou até o princípio dos anos 80 (ele disputou a copa de 82) é o maior artilheiro da história do clube.

    20 anos depois o Edmundo conseguiu ultrapassar o feito pra 29 gols, mas conseguiu isso em 25 jogos. média de 1,16 por partida
    em 1999, o Guilherme, então atacante do Galo conseguiu 28 gols também, disputando os mesmos 21 jogos, conseguindo média de 1,33 gols.
    Em 2004, Washington do Atlético Paranaense conseguiu 34 gols em 43 jogos, média de 0,79. O maior artilheiro em números absolutos, mas por outro lado, o com o menor rendimento relativo.

    Provavelmente a média de gols deles é relativamente maior, por que só do Reinaldo eu sei de cor quantas partida chegou a participar, dos outros só verifiquei quantos jogos o clube atuou, sem descontar os jogos em que não foram relacionados, por alguma contusão, suspensão por cartões ou reserva. Mas mesmo assim, nenhum conseguiu chegar a 1,5 gols por partida, exceto Reinaldo.

    1. Ou seja, o Reinaldo não correria o risco de ouvir um coro de “pilantra, pilantra”. 🙂

  13. Num é…?

    O futebol era muito mais bonito antigamente.

    1. Sabes o que tem que mudar para o futebol voltar a ser bonito? A regra da falta. Se a falta fosse punida de modo mais rigoroso, colocando realmente o time que recorre a ela em maus lençóis ao invés de ser apenas mais um recurso de jogo, o futebol voltaria a ser muito menos travado pela força física, como já foi um dia.

      Qual seria a mudança específica eu não sei… só sei que a FIFA não vai mudar porcaria nenhuma. Quem se importa com a beleza do esporte quando ele lhes enche as burras?

  14. Huahuehuahua… já foi um custo a Fifa aprovar o uso de tecnologia pra tirar a dúvida se foi gol ou não (lembrando que foi um erro desses que deu o mundial de 66 pra Inglaterra), essa tecnologia começa a ser utilizada na Europa esse ano e depois será implantada no restante do mundo.

    E a Fifa esperneia igual criança birrenta quando se fala em colocar um tablet amarrado no braço do juiz pra ele conferir lances polêmicos antes de aplicar uma punição.

    Trocar uma das 23 regrinhas? Jamais.

    1. É… É por essas e outras que eu não curto futebol… A não ser como experimento sociológico. 🙂

  15. Não apenas Reinaldo teve que abandonar a carreira cedo por faltas criminosas, mas também Van Basten, outro excepcional atacante. A violência no futebol é tolerada porque ajuda a “equilibrar as forças”. Um time entra com o talento e o outro entra com o pontapé, e assim o resultado torna-se imprevisível. NÃO SE VE TAL ATROCIDADE EM NENHUM OUTRO ESPORTE.
    Mas o futebol é pop justamente pela nivelação forçada aonde o mais fraco tem grandes chances de derrotar o mais forte e a FIFA nunca vai acabar com isso.
    PS: Reinaldo, se tivesse em forma teria feito aquele time de 82 ainda mais encantador, talvez campeão e provavelmente a melhor seleção já vista no mundo.

    1. Picaretas 1) Os fazedores de regras.

  16. Gerson B:
    Todo torcedor sempre verá seu time perder mais do que ganhar mas a “lógica” do futebol não é a vitória de seu time apenas, é a desgraça dos outros. E isso vem de encontro ao que eu disse acima, o futebol é pop porque times piores tem grandes chances de derrotar times melhores, seja pela violência, seja pela retranca, seja pela catimba, ou seja pela desonestidade ou incompetência do árbitro, que aplica regras extremamente interpretativas, propositalmente interpretativas. Os fãs de basquete queriam ver o timaço do Chicago Bulls dos anos 90 pra ver a qualidade daquele time, os “fãs” do futebol queriam ver o Barcelona dos últimos anos só pra ver se ele perdia pra poder cornetar. A lógica do público do futebol não é a sua vitória, é a derrota alheia.

    1. Picaretas 2) Os fãs do anti-jogo.

  17. preSobre o R10, que agora é R49 mas pra mim poderia ser R171, é o seguinte.
    É um futebolista de habilidade rara, isso jamais negarei. Mas não é de hoje que eu digo que ele é UM GRANDE PICARETA. Desde que começou no Grêmio eu via quase nenhuma utilidade dele pro time. Em 2000, o Grêmio com ele perdeu o gaúcho pro Caxias e o brasileiro pro São Caetano no Olímpico. Em 2001, sem ele, o Grêmio ganhou o campeonato gaúcho contra o Juventude e a copa do Brasil contra o Corinthians no Morumbi. Quando ele ganhou 2 vezes, em 2004 e 2005, o premio de melhor jogador do mundo, eu até cheguei a refletir o conceito que eu tinha dele. Mas ai eu vi a copa de 2006 e, principalmente, o jogo que o Barcelona perdeu o título mundial pro Inter no mesmo ano. Nunca, repito, NUNCA tive tanta raiva de um jogador por causa de uma partida, o cara simplesmente sumiu em campo, se escondeu. Se ele fosse expulso no primeiro minuto o Barcelona teria mais chances pois pelo menos SABERIA que tinha um jogador a menos.
    O negócio do R10 é fazer algumas jogadas pirotécnicas em jogos fáceis e não se apresentar na maioria das partidas difíceis, pois a omissão passa batida, já o erro, o gol perdido ou o passe errado, ficam na memória do torcedor. E assim ele criou sua fama como jogador, um craque capaz de jogadas sensacionais e que raramente falha. E ele é isso mesmo, mas omitem que ele TAMBÉM é improdutivo pro time. E assim ele vai fazendo sua carreira, seus contratos, suas picaretagens, sua total falta de respeito com torcedores, mas pra imprensa anunciantes e cartolas ele é NOME, que vale a pena ser investido pois torcedor ingenuo é o que mais tem.
    Não, NÃO É UM PILANTRA SÓ!

    1. Picaretas 3) Os comentaristas omissos.

  18. Sobrou quem aí, Roberto? 😮

  19. Hummm, ainda to procurando!

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