O consumidor no Brasil é tratado como otário porque é mesmo um otário. Afinal, nunca se organiza para fazer valer seus interesses – e as empresas obviamente se aproveitam disso. Por exemplo, você já percebeu que todas as mudanças promovidas pelas empresas para aumentarem seus lucros são sempre anunciadas como uma grande vantagem para o consumidor, mesmo quando evidentemente não o são? 

Semana passada eu fui ao Bourbon Shopping para almoçar, como faço com certa freqüência e deixarei de fazer a partir de 06/08/2012, e na entrada recebi este folheto: 

O estacionamento no Shopping Bourbon sempre foi gratuito. Como é de se esperar em uma sociedade sem valores morais, movida apenas pelo interesse próprio, o abuso do privilégio de estacionar gratuitamente e com segurança se tornou “normal”. Muita gente que trabalha na região simplesmente deixa o carro no estacionamento do shopping o dia inteiro, prejudicando assim os clientes, que não encontram vagas, e o próprio shopping, que perde clientes. Portanto, é perfeitamente justo que o shopping tome alguma medida para evitar este tipo de abuso. Mas no Brasil a brincadeira é sempre “bandido e bandido”. 

Se o objetivo da cobrança do estacionamento fosse evitar o abuso, porém, os critérios usados para a cobrança seriam bem diferentes. 

Observe o tempo de isenção: quinze minutos. Este tempo é insuficiente para fazer qualquer coisa dentro do shopping.

Se você quiser comprar a mercadoria “x”, você tem que ir ao shopping, passar pela cancela, procurar uma vaga, manobrar para estacionar seu carro, atravessar o estacionamento até as escadas rolantes ou o elevador, subir ou descer um andar ou dois, caminhar até o interior do hipermercado ou de uma das outras lojas, procurar a mercadoria “x” ou esperar ser atendido, passar pela fila do caixa, voltar até as escadas rolantes ou o elevador, descer ou subir um andar ou dois, atravessar o estacionamento até o carro, talvez abrir o porta-malas para guardar a mercadoria e então manobrar para sair da vaga e dirigir-se à cancela para sair do estacionamento. Tente fazer tudo isso em quinze minutos. 

“Ah, Arthur, mas o tempo de isenção para quem faz compras no hipermercado é de uma hora, não de quinze minutos!” 

Sim, mas… 

E se eu não encontrar o que quero comprar? Neste caso eu terei saído de casa somente para entregar cinco reais ao shopping e ainda sair frustrado “para meu maior conforto”. 

E se eu quiser comprar algo em outra loja? Neste caso o preço de uma bala pula de R$ 0,20 para R$ 5,20 “para meu maior conforto”. 

E se eu quiser almoçar na praça de alimentação? Neste caso meu almoço de R$ 15,90 passa a custar R$ 20,90 “para meu maior conforto”. 

E se eu quiser pagar uma conta no banco? Neste caso minha conta fica R$ 5,00 mais cara “para meu maior conforto”. 

E se eu quiser ir ao cinema? Neste caso o filme pula de já absurdos R$ 20,00 para estratosféricos R$ 25,00 “para meu maior conforto”. 

E se eu quiser apenas usar o banheiro? Neste caso 350 ml de xixi passam a custar R$ 5,00 – melhor comprar um papagaio e levá-lo sempre embaixo do banco do motorista “para meu maior conforto”. 

A não ser, é claro, que eu saia correndo em desabalada carreira sem sequer lavar as mãos “para meu maior conforto”. 

Convenhamos… Se a medida tivesse sido tomada “para meu maior conforto” de encontrar sempre vagas desocupadas ao invés de competir com quem abusa do estacionamento, então: 

1) o tempo de isenção seria de 30 minutos; 

2) o consumo em qualquer outro estabelecimento do shopping além do hipermercado isentaria o cliente do pagamento do estacionamento pelo mesmo período que o consumo no hipermercado; 

3) o consumo de uma refeição na praça de alimentação, fosse qual fosse o valor, isentaria o cliente do pagamento do estacionamento pelo período necessário para fazer uma refeição (digamos que uma hora); e 

4) assistir uma sessão de cinema isentaria o cliente do pagamento do estacionamento por um período razoável antes do início da sessão (digamos 30 minutos para que o cliente possa comprar suas pipocas sem correria) e depois do término da sessão (digamos 15 minutos para cair fora sem correria). 

Se não for assim, então não é “para meu maior conforto” e sim “para o maior lucro do hipermercado”. 

O estacionamento é deles e eles podem cobrar o que bem entenderem. Eu só gostaria de não ser chamado de otário no processo. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 18/07/2012 

73 thoughts on “Para meu maior conforto ou para seu maior lucro?

  1. E o que eu estou dizendo é só que: a) por mais que andar de metrô em pé seja pior que andar sentado, realmente haverá mais espaço; eles não mentiram quando disseram que haveria mais espaço. b) Por mais que a motivação de tirar os assentos não tenha sido prioritariamente para aumentar o espaço MAS para ganhar mais dinheiro, o espaço vai aumentar. Se alguém levasse a sério esse argumento, toda a publicidade deveria ser assim “EXCLUSIVO: PENSAMOS EM UM NOVO JEITO DE GANHAR DINHEIRO!”. E as conversas entre caras interessados em alguma garota e a tal garota seriam todas assim: “QUERO TE LEVAR PARA O MOTEL!”. Mas por mais que a empresa pense em ganhar dinheiro, ela trará benefícios para o cliente e afirma isso. Por mais que o cara queira levar a menina para o motel, ele a ama e o diz com ternura.

    Eu acho incrível que um mínimo de cortesia soe ofensivo. Ainda mais quando não se está mentindo (o conforto aumentará; o cara ama a menina), como nesse caso.

    Deixando a trincheira do debate de lado, eu talvez também me ofendesse vendo um anúncio assim. Mas eu acho que isso seria um equívoco, uma raiva da hora e enganada. Até mesmo um pouco paranoico da minha parte.

    1. Se isso não trouxesse mais desconforto para os que ficarão de pé eu até poderia considerar isso como cortesia. Mas como vai piorar a situação considero como hipocrisia. Seria melhor não dizerem nada.

    2. A questão é: qual a intenção primária?

      Eu quero realmente dar maior conforto para o meu cliente ou eu quero apenas ganhar mais dinheiro e calhou de haver um benefício colateral que eu posso usar como propaganda?

      Eu quero realmente namorar a menina, tendo um bom relacionamento sexual como parte do pacote, ou eu quero apenas fazer sexo, calhando de usar a atração que tenho por ela como desculpa para dizer “eu gosto muito de você” como estratégia de convencimento para levá-la ao motel?

      Impossível que não percebas a diferença ética entre um comportamento e outro em cada um dos parágrafos acima.

      Mas tem mais.

      A podridão da coisa não está somente no ato em si, isolado.

      Quem pensa realmente no conforto do cliente vai sempre cuidar do conforto do cliente, o que torna a empresa confiável e digna de receber minha preferência – e a longo prazo isso constrói uma reputação sólida e conquista de fato a preferência do cliente e portanto mais lucro.

      Mas quem pensa só no lucro e usa o conforto do cliente como desculpa furada vai, em algum momento (como neste), trair a confiança do cliente em suas intenções e perder alguns cliente aqui, outros ali, tendo sempre que recorrer a expedientes pouco éticos para aumentar seus lucros – criando uma situação instável e que é ruim para todos.

      E isso não é “coisa de idealista”. Adivinha qual é o consumidor que tem maior segurança quanto à qualidade dos produtos e serviços de seu país, o brasileiro ou o alemão? 😉

  2. Bom, a propaganda aí era “mais espaço para você” e não “mais conforto para você”, segundo seu comentário anterior, não foi mentira né?

    O espaço vai aumentar, e até mesmo, se o metrô está superlotado (não sei se era esse o caso), provavelmente o conforto dos passageiros, na média, irá aumentar, já que são poucos que viajam sentados, e é muito melhor estar em pé e não espremido do que em pé e espremido.

    Eu acho legal saber que um serviço que uso todo o dia ou com frequência vai mudar, como o metrô ou o estacionamento do shopping.

    1. Quer dizer então, que, se o governo brasileiro piorar propositadamente o atendimento do SUS ao ponto de 90% do pessoal morrer na fila da emergência, alegando que isso vai garantir mais vagas na internação, vais defender a sinceridade da medida?

      E, se a água da torneira da tua casa começar a vir imunda de barro, e a companhia de abastecimento disser que essa medida garante mais nutrientes na mesa do cidadão, vais defender a sinceridade da medida?

      Ô… Estou louquinho para te eleger presidente da República, ou consumidor os produtos de tua empresa. 😛

    2. A mudança é boa poa si só seja ela em qualquer direção? Isso não faz sentido.

      E o anuncio omite o fato de que o aumento de conforto pela aglomeração será acompanhado pelo aumento de desconforto pelo fato de menos gente poder sentar, e de que a forma correta de aumentar o espaço seria disponibilizando mais carros por período. Pode ser que pessoas que não percebam as coisas na sua totalidade não se sintam incomodadas, mas quem pensa profundamente (e não tem sangue de barata) fica.

    3. Estou quase mudando de “Pensar Não Dói” para “Blog do Planeta dos Macacos”. 😛

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      .

      (Brincadeira, sem mudanças no nome do blog.)

  3. Maldito, me pegou de jeito.

    Ainda não concordo 100% com você mas meu argumento se esgotou agora

    1. HUAHUAHUAHUAHUA!!! 🙂

      Valeu o meu esforço, então! 🙂

  4. A mudança é boa poa si só seja ela em qualquer direção? Isso não faz sentido.
    Eu não falei nada parecido com isso.

    E o anuncio omite o fato de que o aumento de conforto pela aglomeração será acompanhado pelo aumento de desconforto pelo fato de menos gente poder sentar
    Está claro que andar sentado é mais confortável do que andar em pé, mas compare essas situações hipotéticas:
    10 pessoas sentadas e 50 em pé espremidas.
    5 pessoas sentadas e 55 em pé um pouco menos espremidas.
    É claro que o conforto de cinco pessoas diminuiu, mas o de 50 aumentou.

    Mas, de resto, você e o Arthur me convenceram

    1. “Eu acho legal saber que um serviço que uso todo o dia ou com frequência vai mudar, como o metrô ou o estacionamento do shopping.”
      Isso pra mim parece significar que você gosta da mudança em si. Se tivesse dito “Eu acho legal saber que um serviço que uso todo o dia ou com frequência vai mudar para melhor, como o metrô ou o estacionamento do shopping.” eu não diria nada.

      No mais o Arthur acertou na mosca.

    2. O que contribuiu mais para “cair a ficha” aí? Os exemplos do SUS e da Companhia de Abastecimento, a declaração de que o cidadão sentiria rejeição ou alguma outra coisa?

  5. Eu me expressei mal. Quis dizer: eu gosto de ser informado caso um serviço com cujas características eu estou acostumado vá mudar. É melhor, caso ele mude, ser informado que ser pego de surpresa.

    1. Ah, corretíssimo. Concordo.

  6. Que o conforto dos usuários do estacionamento do shopping vai aumentar é verdade. A única coisa que tinha me parecido esquisita no teu artigo é dizer que o shopping não foi sincero. Mas agora parece que a gente teve um olhar diferente para a situação: para você a sinceridade, em um sentido estrito, não bastava nessa situação, da mesma forma que para você e para mim, e provavelmente para quase todas as pessoas, a sinceridade seria insignificante nas situações dos seus exemplos (muito bons) do SUS e da água encanada. Nesse sentido, minha defesa quixotesca da honestidade do shopping foi besteira.

    Os preços do estacionamento são similares aos do shopping daqui, não os acho absurdos. Mas se você acha, é ótimo que deixe de ir ao shopping, e que os critique. O mercado não é uma instituição mágica que automaticamente soluciona todos os problemas e traz os melhores resultados. Pelo contrário, é um processo de autocorreção (assim como a evolução das espécies, por exemplo, ou as línguas), e depende justamente da expressão da vontade dos indivíduos para funcionar. Se você acha o preço alto, não consuma. Se o preço for alto para muitos, muitos deixarão de consumir.

    Porém, se eles conseguirem atrair clientes em quantidade suficiente cobrando esses preços, eu não vejo porque organizar um boicote, como o Romacof propôs. Esse comportamento não seria muito diferente do de um monopólio, os consumidores tentariam se dar bem às custas da empresa (e por consequência, das pessoas que dela dependem). Se o preço realmente é alto demais, as pessoas por si só deixariam de usar o estacionamento.

    Claro, caso as pessoas não tivessem alternativas (retomando o exemplo, como não têm quando consomem os produtos de um monopólio), o boicote poderia talvez fazer um papel interessante. Mas nesse caso se pode optar por ir a outros shoppings, estacionar na rua, ir a outros restaurantes/lojas, usar outros estacionamentos (não sei se essas opções estão todas presentes mesmo nesse caso, mas alguma deve estar).

    1. Estamos começando a localizar pontos de concordância. 🙂

  7. Ah, então eu vou chorar… 😀

    1. O Arthur musical é o mais sádico de todos! Um mp3 na mão dele é mais perigoso que uma AR15. Brrrr…

    2. HUAHUAHUAHUAHUA!!!

      Foi tão ruim assim? 😛

  8. Bosta.

    Se eu tivesse acompanhado a discussão do Elvis com seu novo fã, Alexandre, no princípio, teria posto lenha na fogueira.

    Perdi a oportunidade.

    1. Trol do $&#&#&*!

  9. Sim! Foi tão ruim assim. Vamos fazer um lobby pela proibição dos mp3s

    1. Cazzo… Até que o Fagner é legal… Não é o tipo de música que eu ligaria o rádio para ouvir, acho que eu nem teria um CD dele, mas também não sairia correndo como faço quando ouço funk, pagode, axé, rap, hip-hop, etc.

      Eu curto rock’n’roll, música clássica/erudita, MPB e alguma coisa de POP passa também. E o punk rock antigo, mais pelo idealismo (furado) do que pelo som, é claro.

  10. Na boa, se você nao tem dinheiro para pagar o estacionamento não vai nesse shopping. O bourbon é elitizado, eles fazem esse tipo de coisa pra dar uma filtrada no povo.

  11. “A empresa que visa ao lucro está sujeita à soberania do consumidor, enquanto que as instituições sem fim lucrativo não dependem da resposta do público. A produção pelo lucro é necessariamente produção para o consumo, uma vez que os lucros só podem ser ganhos quando se fornece aos consumidores aquilo que eles, preferencialmente, desejam.

    A crítica ao lucro feita pelos moralistas e pregadores erra o alvo. Não é culpa dos empresários se o consumidor — o povo, o homem comum — prefere bebidas alcoólicas à bíblia e romances policiais a livros sérios, e se o governo prefere canhões à manteiga. O empresário não tem lucros maiores por vender coisas “más” em vez de vender coisas “boas”. Seus lucros são tanto maiores quanto mais consiga prover os consumidores com aquilo que eles mais desejam. As pessoas não bebem bebidas fortes para satisfazer os “capitalistas do álcool”, nem vão à guerra para aumentar os lucros dos “mercadores da morte”. A existência de uma indústria de armamentos é consequência do espírito beligerante, não sua causa.

    Não compete aos empresários fazer as pessoas substituírem ideologias malsãs por ideologias saudáveis. Cabe aos filósofos mudar as ideias e os ideais das pessoas. O empresário serve os consumidores tal como eles são hoje, por mais perversos e ignorantes que sejam.

    Podemos admirar aqueles que se abstêm de obter ganhos com a produção de armas ou de bebidas alcoólicas. Entretanto, sua conduta louvável é um mero gesto sem efeito prático. Mesmo que todos os capitalistas e empresários agissem assim, a guerra e o alcoolismo não desapareceriam. Como ocorria na época pré-capitalista, os governos produziriam suas próprias armas e os bebedores destilariam sua própria bebida.”

    Mises

  12. “É muito frequente, hoje em dia, condenar os capitalistas e os empresários. O homem comum tem uma tendência a zombar das pessoas que são mais prósperas que ele. Pensa que, se essas pessoas são mais ricas, é simplesmente porque são menos escrupulosas, e que, se ele não fosse tão respeitador das leis da moralidade e da decência, também seria rico.

    Ora, não há dúvida de que, nas condições criadas pelo intervencionismo, muitas pessoas enriquecem pelo suborno e pela corrupção. Em alguns países, o intervencionismo já solapou a supremacia do mercado a tal ponto, que é mais vantajoso para o homem de negócios recorrerem à ajuda de alguém no governo do que depender de sua capacidade de melhor satisfazer os desejos dos consumidores. Mas não é a isso que se referem os críticos mais populares da riqueza alheia. Tais críticos sustentam que a maneira pela qual se adquire riqueza numa genuína economia de mercado é condenável de um ponto de vista ético.

    Contra tais argumentos, é necessário enfatizar que, na medida em que o funcionamento do mercado não seja sabotado pela interferência do governo e por outros fatores de coerção, o sucesso nos negócios é a prova de serviços prestados aos consumidores.

    Um homem pobre não é necessariamente inferior ao próspero empresário; ele pode destacar-se por suas realizações científicas, literárias ou artísticas, ou por sua liderança cívica. Mas, no sistema social de produção, ele é inferior. O gênio criador pode ter razões para desdenhar o sucesso comercial; pode ser até que tivesse êxito nos negócios, se não tivesse preferido outras coisas. Mas os funcionários e operários que alardeiam sua superioridade moral iludem-se a si mesmos e encontram consolo nessa ilusão. Não querem admitir que fossem postos à prova por seus concidadãos, os consumidores, e não foram aprovados.

    Também se afirma frequentemente que o fracasso do homem pobre no processo de competição é causado por sua falta de instrução. Só pode haver igualdade de oportunidade, costuma-se dizer, quando a educação, em qualquer grau, se torna acessível a todos. Prevalece hoje a tendência de reduzir as diferenças entre as pessoas a diferenças de educação, negando se a existência de diferenças inatas como a inteligência, a força de vontade e o caráter. Geralmente não se percebe que a educação nunca pode ser mais do que uma doutrinação de teorias e ideias já conhecidas. A educação, qualquer que seja o seu benefício, é transmissão de doutrinas e valores tradicionais. É, por necessidade, conservadora; produz imitação e rotina, e não aperfeiçoamento e progresso. Os inovadores e os gênios criadores não se formam nas escolas. Eles são precisamente aqueles homens que questionam o que a escola lhes ensinou.

    Para ser bem-sucedido nos negócios, um homem não precisa ter um diploma de administração de empresas. Essas escolas treinam os subalternos para trabalhos rotineiros. Certamente não formam empresários. Não é possível ensinar uma pessoa a ser empresário. Um homem se torna empresário ao perceber oportunidades e preencher vazios. O julgamento penetrante, a capacidade de previsão e a energia que a função empresarial requer não se aprendem na escola. Os homens de negócio mais bem-sucedidos foram frequentemente ignorantes, se considerarmos os critérios escolásticos do corpo docente. Mas estavam à altura de sua função social de ajustar a produção à demanda mais urgente. Em razão desse mérito, são escolhidos pelos consumidores para liderar a atividade econômica.”

    Mises

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