Na primeira parte deste artigo vimos que os politicamente corretos consideram as mesmas ações certas ou erradas conforme o agente que as pratique. Na segunda parte vimos que essa ideologia é messiânica e fundamentalista. Nesta terceira parte veremos por que ela é tão atraente para os medíocres e/ou mal intencionados. 

Eu havia perguntado qual era o padrão por trás do modo politicamente correto de “resolver” as mazelas que atingem seus grupos sociais de predileção. Mais especificamente, perguntei: qual é a solução que os PCs apontam para a gravidez indesejada, para a sub-representação de negros nas universidades e para a interdição de doação de sangue por parte dos homossexuais masculinos? E o que essas soluções têm em comum? 

O leitor Gabriel respondeu perfeitamente a primeira questão: 

Aborto, cotas e fim da interdição para a doação de sangue. As três propostas se pautam pela mesma linha de raciocínio: O Estado e a sociedade devem atender incondicional e acriticamente todas as nossas reivindicações, por mais injustas e absurdas que sejam, e eles que engulam os prejuízos. Ah, e quem reclamar é um reacionário-machista-racista-homofóbico, e deve sofrer. (Gabriel)

Só faltou identificar o padrão subjacente a estas três soluções. Vejamos: 

A solução digna e razoável para a gravidez indesejada é a utilização criteriosa e cuidadosa de algum métodos anticoncepcional, o que pode ser feito com um pouco de previdência e o uso de preservativos, pílulas hormonais e outras possibilidades. Mas isso exige responsabilidade e algum grau de esforço. 

A solução politicamente correta para a gravidez indesejada é solicitar a um terceiro que cometa o  assassinato de um inocente para resolver o problema, o que deve ser pago com dinheiro público. Uma solução que não exige, para os interessados, nem responsabilidade, nem esforço, e lança todo ônus nas costas de terceiros. 

A solução digna e razoável para a sub-representação de negros nas universidades é o estudo para qualificar-se para a competição do vestibular, como qualquer indivíduo de qualquer outra raça deve fazer, o que pode ser feito com um pouco de organização e dedicação. Mas isso exige responsabilidade e algum grau de esforço. 

A solução politicamente correta para a sub-representação de negros nas universidades é interditar metade das vagas das universidades para quem não preencher o critério racista de ser negro. Uma solução que não exige, para os interessados, nem responsabilidade, nem esforço, e lança todo ônus nas costas de terceiros. 

A solução digna e razoável para a interdição de doação de sangue por parte dos homossexuais masculinos é reduzir a probabilidade de contaminação pela doação de sangue de indivíduos deste grupo ao mesmo nível dos grupos que podem doar sangue, o que pode ser feito com um pouco de regramento da vida sexual. Mas isso exige responsabilidade e algum grau de esforço. 

A solução politicamente correta para a interdição de doação de sangue por parte dos homossexuais masculinos é exigir por via judicial via judicial o direito de doar sangue, mesmo que isso aumente as chances de terceiros serem contaminados por uma doença fatal e freqüentemente incapacitante cujo tratamento é desagradável e penoso. Uma solução que não exige, para os interessados, nem responsabilidade, nem esforço, e lança todo ônus nas costas de terceiros. 

Creio que o padrão está claro: soluções dignas e razoáveis exigem responsabilidade e esforço, coisas das quais os medíocres e os mal intencionados querem distância; soluções politicamente corretas, todavia, não exigem nem responsabilidade, nem esforço, lançando todo o ônus nas costas de terceiros, o que é tudo que os medíocres e mal intencionados desejam. 

Não é difícil julgar o caráter de quem aprova o politicamente correto. As opções são três: ou é medíocre, ou é mal intencionado, ou ambos. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 29/09/2012

44 thoughts on “Lógica politicamente correta (parte 3)

  1. ??????
    “A solução digna e razoável para a interdição de doação de sangue por parte dos homossexuais masculinos é reduzir a probabilidade de contaminação pela doação de sangue de indivíduos deste grupo ao mesmo nível dos grupos que podem doar sangue, o que pode ser feito com um pouco de regramento da vida sexual. Mas isso exige responsabilidade e algum grau de esforço. ” Arthur

    O exemplo da doacao de sangue distoa dos outros. Nos outros, cada uma das pessoas e’ responsavel por consequencias a si proprio (nao passar em processo seletivo, engravidar). No caso da doacao de sangue, a “vitima” nao tem nada a ver com o que sofre a politica discriminatoria.

    Nos USA todos podem doar sangue. Muitas vezes o exercito ou uma igreja, ou amigos de trabalho fazem mutirao e vao doar sangue. Aquele que se sabe HIV positivo, fica num mato sem cachorro, pois nao tem como se esquivar e coisa e tal.

    Na Cruz Vermelha daqui todos podem doar sangue. Ao final da doacao, em sigilo, cada um preenche um pequeno questionario, onde ha’ uma pergunta simples. “Voce quer que seu sangue seja descartado?” sim ou nao. Se o cara marcar sim, o sangue vai para o lixo sem testagem sem nada. Assim, todos podem participar de eventos sem ser discriminados.

    O sangue de homossexuais nao deve ser usado para doacao devido a questoes cientifico metodologicas do sistema de testagem do sangue que vai para doacao. A quantidade de dados disponivel para justificar esta pratica e’ abundante. Nao usar o dado cientifico disponivel seria burrice e incompetencia.


    1. “O exemplo da doacao de sangue distoa dos outros.” (Paula)

      Não destoa, Paulinha. Acho que não captaste a lógica. Em todos os casos o responsável pelo comportamento que gera o problema não quer assumir nenhuma responsabilidade nem fazer nenhum esforço para corrigir o problema, preferindo lançar as conseqüências sobre terceiros. Isso acontece no aborto, nas cotas e na contaminação pelo HIV.

      Quem faz sexo desprotegido e engravida quer que as conseqüências de seus atos recaiam sobre um terceiro inocente, o feto, que deve pagar com a vida pela irresponsabilidade de quem o gerou.

      Quem não estuda e não se coloca em condições de competir no vestibular e de acompanhar as aulas na faculdade quer que as conseqüências de seus atos recaiam sobre terceiros inocentes, os estudantes que estudaram e se qualificaram, que devem pagar com a perda da vaga pela irresponsabilidade de quem não estudou.

      Quem faz sexo promíscuo e irresponsável quer que as conseqüências de seus atos recaiam sobre terceiros inocentes, os receptores de sangue, que devem pagar com a vida pela irresponsabilidade de quem transou sem se proteger.

      A chance de um homossexual masculino passivo se contaminar pelo HIV é mais de uma ordem de grandeza maior que qualquer outro indivíduo na população, exceto o usuário de drogas injetáveis. Isso se deve em parte às características biológicas do sexo homossexual passivo, mas muito mais ao comportamento sexual de risco que caracteriza esse grupo – que não aceita interferências em sua cultura de gueto, mas exige que a cultura de todos os demais se modifique para aceitar e atender suas demandas mesmo que ao custo das vidas de terceiros.

      “O sangue de homossexuais nao deve ser usado para doacao devido a questoes cientifico metodologicas do sistema de testagem do sangue que vai para doacao.” (Paula)

      Pois então. Essa é exatamente a questão. Nós sabemos que este grupo representa um risco significativo – na verdade muito acima da média – e seria “burrice e incompetência” ignorar este dado. Mas o que as lideranças gays exigem é exatamente isso: que ignoremos este dado e tratemos este grupo populacional como se ele não possuísse essa característica de risco fatal para terceiros “para que os gays não se sintam discriminados”.

      Quanto à “solução” de ter uma opção de orientar a equipe de coleta a descartar o sangue, sinceramente, é uma palhaçada sem tamanho. Que imensa hipocrisia fazer o sistema de saúde perder tempo e gastar material para que alguns indivíduos possam bancar os bons moços sem contribuir em nada com a sociedade! Se o cara sabe que seu sangue não pode ser usado para doação, então que contribua com a sociedade não doando sangue e usando o próprio exemplo como mau exemplo para orientar outros a não correrem os mesmos riscos a que ele se expôs!

  2. eu achava que eles faziam testes no sangue das pessoas pra ver se elas tinham doenças :p

    bom, são todos os homossexuais masculinos que têm doenças? Não né, então por que todos não podem doar sangue?

    1. Porque se trata do gerenciamento de um risco gravíssimo.

  3. Todo o sangue ‘e testado. O valor preditivo positivo e negativo do teste no sangue doado sofre a influencia da prevalencia da doenca na populacao doadora. Por isso, como HIV, Hepatite C e Hepatite B sao mais frequentes em homossexuais masculinos do que no resto da populacao, a recomendacao no mundo inteiro ‘e que homossexuais masculinos nao doem sangue. Outro grupo que nem sempre ‘e bem aceito ‘e o de mulheres que tiveram inumeras gestacoes, devido `a aloimunizacao por cada bebe, e ao numero de anticorpos pre-criados na doadora que interferem com a compatibilidade do receotor do sangue, aumentando em muito o risco de reacoes adversas ao sangue transfundido. Nao ha’ nada de discriminacao. Estas recomendacoes sao mundiais e embasadas cientificamente, para proteger ao receptor do sangue.

    1. se todo sangue é testado, então não há nenhuma evidência científica embasada que sustente a tese que um homem homossexual não pode doar sangue. Afinal, se alguém tiver alguma doença o sangue vai ser descartado e se não tiver não vai, sendo homossexual ou não

    2. Wagner, lê de novo a explicação da Paula. 😉

  4. Não existe um gap no inicio da contaminação pelo qual o virus da AIDS ainda não pode ser detectado pelos testes? Estou me confundindo ou me recordando certo sobre a doença?

    1. Recordando certo.

  5. Sr. Destino esta’ correto. Este hiato se chama janela imunologica. Neste periodo a pessoa pode estar contaminada mas os testes de sangue comuns serem falsamente negativos. Esta tb e’ uma razao para homossexuais masculinos e drogadictos serem desencorajados a doar sangue.

    1. hmm, n sabia disso :p

    2. E grávidas de múltiplas gestações, viajantes recém-chegados de determinados países (Zaire, por exemplo), indivíduos imunocomprometidos ou imunodeficientes por outras razões quaisquer, etc. A lista de exceções é maior do que muita gente pensa, mas não vemos o “movimento dos recém-chegados do Zaire” exigir por via judicial a “não-discriminação” dos recém chegados do Zaire e seu “direito” de doar sangue mesmo colocando em risco grave as pessoas que eles supostamente deveriam pensar em ajudar com a doação.

  6. A explicacao embasada cientificamente para nao usar sangue de homossexuais masculinos esta’ explicada no comentarios anterior. O calculo estatistico e’ dos valores preditivos.

    1. Sempre lembrando que nenhum “politicamente correto” vai mudar de opinião por mais que a fundamentação da questão seja absolutamente técnica. Eles vão ler tudo e dizer “tá, mas eu acho que não podem tratar [seu grupo social de predileção] de modo diferente, porque é discriminação/preconceito”.

      Noutras palavras, estamos pregando para convertidos, porque os PCs só enxergam “blá-blá-blá preconceito blá-blá-blá discriminação blá-blá-blá Whiskas Sachê” em tudo que escrevemos de razoável. É um bloqueio mental do tipo “tela azul”… E não tem como dar reset sem eletroconvulsoterapia…

  7. A questão dos homossexuais tem um ponto interessante que é o seguinte: não tem como um homossexual, de maneira isolada, fazer qualquer coisa para melhorar o panorama do seu “não-direito” de doar sangue.
    Uma mulher pode ter responsabilidade e não engravidar, ou, engravidando, não abortar. Um negro pode ter a responsabilidade de estudar e passar no vestibular, abdicando assim do ingresso mediante “cota”. Agora um homossexual que tenha responsabilidade de não ser promíscuo e de se prevenir adequadamente contra a AIDS continua não tendo o direito de doar sangue. Ou seja, a luta pelo direito de “doar sangue” dos homossexuais não tem nada haver com a responsabilidade própria, pelo contrário, tem mais haver com a punição de um indíviduo isolado pela atitude de um grupo estereotipado do qual ele infelizmente faz parte.
    Acho que, de certa forma, foi um pouco infeliz comparar as três coisas: a mulher que quer abortar está jogando as consequencias da sua irresponsabilidade no bebê, o negro que usa as cotas está jogando as consequencias da sua falta de preparo na sociedade e principalmente nos alunos brancos, mas o homossexual, jogando ou não suas culpas sobre um terceiro, continua não tendo direito à doar sangue. A proibição à doação de sangue, neste caso, não tem nada haver com a promiscuidade ou prevenção de doenças, ele não pode doar porque é homossexual e ponto final, ou seja, é algo bem diferente dos casos anteriores, pois não há nenhum fundamento moral para a doação ou não.
    Não estou dizendo que sou a favor deles doarem sangue, entendo os fundamentos científicos da proibição, mas acho que são coisas bem diferentes uma mulher querer abortar e um homossexual querer doar sangue, pois no primeiro caso a mulher quer se livrar de algo que poderia ter evitado, enquanto que no segundo caso, ninguém quer saber se o homossexual evitou ou não o vírus da AIDS, ele é proibido e ponto final. Um homossexual que, sendo responsável e que se previna, queira doar sangue, tem seu quê de razão, e as razões para a não doação são muito mais pragmáticas (impossibilidade científica de detecção do vírus no período de janela imunológica + maior probabilidade de ser soropositivo por ser gay) do que morais.
    A não possibilidade de doação de sangue por homossexuais masculinos é, essencialmente, um preconceito. Muito embora a palavra tenha sempre uma carga negativa, é importante observar que preconceito, etimologicamente, é o equivalente a “julgamento prévio”. Com base na orientação sexual do indivíduo, partimos do pressuposto de que é muito provável que ele tenha AIDS ou outra doença congênere e impedimos a doação de sangue. Muito embora isso tenha um fundamento científico e estatístico, é uma regra similar ao impedimento de casamento entre irmãos por razões eugenicas, como ocorre no Brasil.

    1. Rafael Holanda

      01/10/2012 — 21:28

      Mindigo.

      Acho que isso está relacionado a postura da comunidade homossexual de rejeitar interferências (sejam estas boas ou ruins) em sua “cultura de gueto” (palavras do Arthur). Vc tem razão quando diz que o homossexual que tem uma vida sexual responsável é discriminado no caso da doação de sangue. Entretanto, a solução ideal para acabar com tal discriminação é justamente que haja uma alteração na cultura sexual da comunidade gay. Enquanto isso não ocorre, é válida a medida que visa a proteção de terceiros, que são a parte completamente inocente nessa história toda.

    2. Eu vinha concordando com a argumentação do Mindigo até o fim do penúltimo parágrafo. Comecei a discordar quando ele deu uma guinada lógica e afirmou que “a não possibilidade de doação de sangue por homossexuais masculinos é, essencialmente, um preconceito”. Não é um preconceito, Mindigo.

      Seria preconceito se não tivéssemos dados epidemiológicos que corroborassem a maior probabilidade de contaminação pelo HIV por indivíduos deste gênero com esta orientação sexual.

      Seria preconceito se os métodos de detecção do HIV fossem sensíveis ao ponto de não acontecerem falsos negativos.

      Devido a estas duas considerações, a lógica usada nem de longe passa pelo preconceito – porque do ponto de vista do sistema de saúde seria muito bom poder contar com mais doações de sangue – e sim pelo viés técnico do gerenciamento de risco.

      A conflituação da questão é devida não aos gays em geral, mas às lideranças gays PCs, que chamam de preconceito o que se trata de uma medida técnica de gerenciamento de risco.

      Estas lideranças ideologizam a questão e fomentam o conflito social em busca de uma vitória a qualquer custo sem se preocupar com o fato de que sua “conquista” poderia causar muito mais dano real e sofrimento real para pessoas inocentes do que o subjetivo e questionável “sofrimento” de não poder doar sangue.

      Aí eu fico aqui pensando… Doar sangue não deveria ser um ato altruísta, realizado totalmente em benefício alheio? Que tipo de mentalidade doentia transforma a doação de sangue num direito a ser reivindicado em benefício próprio mesmo com o risco de levar sofrimento e morte a quem deveria ser beneficiado pela doação? Será que ninguém no movimento gay percebe esta absurda inversão de valores?

      E uma última triste constatação: os próprios gays acabam sendo prejudicados por estas lideranças intolerantes que insistem em impor exigências que colocam terceiros em risco, pois a maioria das pessoas vê estes alucinados defenderem absurdos nos meios de comunicação de massa e pensam que TODOS os gays estão fazendo o mesmo tipo de exigência absurda. Mas estas lideranças não foram eleitas pelos gays, elas simplesmente se autodenominaram representantes do pensamento alheio e foram impropriamente assim reconhecidas por uma grande mídia mais interessada na notícia histriônica do que na avaliação ponderada dos fatos.

  8. Concordo com você Rafael.
    Só não acho que possamos aplicar o mesmo raciocínio do aborto, em que a escolha individual e a responsabilidade individual são essenciais, ao caso da doação de sangue do homossexual, em que a escolha individual em si mesma, assim como a responsabilidade individual, não tem qualquer peso. No fim das contas entrar na justiça, de maneira individual, para exigir o direito de poder doar sangue, não é algo intrinsicamente relacionado com o ideário politicamente correto.

    1. Imagina o inferno que aconteceria se cada gay do país resolvesse entrar na justiça para exigir o direito de doar sangue. Quanto tempo achas que ia demorar até uma associação de hemofílicos ou de outros indivíduos que dependem de transfusões freqüentes entrarem também na justiça para impedirem essas doações ou para exigirem o direito de não receberem sangue dessas doações?

      Supondo que a segunda alternativa fosse escolhida, para quem iria então o sangue doado pelos gays? Quanto tempo demoraria para que houvesse outro processo judicial exigindo a mesma coisa que a associação dos hemofílicos?

      E se a coisa se acirrasse pra valer, como o (diabo) pessoal da esquerda gosta que aconteça, pois seu discurso funciona tanto melhor quanto maior o ódio e o conflito instalados, quanto tempo ia demorar para o filho de um hemofílico morto pelo HIV meter meia dúzia de balas num líder gay PC que estivesse comemorando o direito de doar sangue e desdenhando da segurança dos receptores?

  9. OK ok ótimo texto.
    Mas não entendi a lógica de os “homossexuais terem de mudar sua rotina sexual”?

    Parar de fazer sexo anal,seria isso?

    Gays não vão mais poder transar de sua maneira convencional?

    e mulheres que praticam sexo anal?

    Também serão impedidas de doar sangue?

    Não sei quem é o verdadeiro mal intencionado nessa história!!

    1. Usar camisinha, reduzir a promiscuidade, cositas assim.

      Prostitutas podem doar? Alguem sabe?

    2. Prostitutas também não podem doar sangue. Nem pessoas que tenham tido mais de 12 parceiros sexuais nos últimos 12 meses. Quaisquer pessoas, de qualquer sexo ou orientação sexual.

      Não por coincidência, é raro encontrar um homem homossexual que não estoure este limite em muito menor prazo.

  10. “Não por coincidência, é raro encontrar um homem homossexual que não estoure este limite em muito menor prazo.”

    Este texto forneceu vários dados a respeito da doação de sangue, mas agora eu gostaria de saber se existem dados atualizados e confiáveis que comprovem essa afirmação acima.

    Já que isso,pelo que parece,está na base dos “achismos”.

    E também, devo dizer que esse dados só seriam válidos se levássemos em consideração, que existem “Grupos de risco” em contrair e propagar o vírus do HIV e não “Comportamentos de Sexuais de risco”.

    1. Comportamentos de risco, quando são mais freqüentes em um determinado grupo social do que em outros, obrigam o gestor público a utilizar o conceito de grupos de risco.

      Se eu fosse o gestor público das doações de sangue, eu não tentaria montar uma força-tarefa para investigar o comportamento sexual de cada indivíduo que se apresentasse para fazer doações. É muito mais razoável utilizar formulários com múltiplas “pegadinhas”, como é normalmente feito, e impedir ou descartar as doações de quem não passa pelo filtro. Se não fosse assim, o custo de cada bolsa de sangue doada seria multiplicado por um fator monstruoso que tornaria todo o sistema inviável.

      Como eu sei que “é raro encontrar um homem homossexual que não estoure este limite em muito menor prazo”? Simples: eu vivo na realidade e não nos sonhos insanos onde qualquer dado que desagrade os “politicamente corretos” só pode ser fruto de preconceito. Basta observar com um mínimo de atenção o comportamento sexual dos indivíduos do gueto gay – gente que vive em torno de ONGs, casas noturnas e eventos LGBTTTTTTTTTTTTT – para perceber com facilidade que o número médio de parceiros sexuais por indivíduo naqueles ambientes supera no mínimo em uma ordem de grandeza qualquer média semelhante tomada entre indivíduos heterossexuais que circulam em ambientes equivalentes.

      A própria história da AIDS revela nitidamente esta estatística. Lê o livro “And the band played on” (Em português saiu com o título “O prazer com risco de vida”), de Randy Shilts, ele mesmo um ativista homossexual morto pelo HIV.

      Todo mundo fala que a epidemia da AIDS foi tratada com descaso pelo governo Bush porque estava matando somente gays. Esta afirmação quanto ao comportamento do governo pode ser contestada, mas a realidade da epidemiologia do HIV não: ela praticamente dizimou uma geração inteira de homossexuais antes de começar a aparecer com significância estatística entre os heterossexuais justamente porque o número de parceiros e a freqüência de relações desprotegidas entre homossexuais era (e ainda é) muito superior aos mesmos parâmetros entre a população heterosexual.

      Portanto, Alisson, não é achismo.

  11. Quando me refiro a preconceito, não me refiro a preconceito contra o “grupo” homossexual. Me refiro ao preconceito inerente ao julgamento da situação particular do indivíduo homossexual. Muito embora haja uma justificativa científica (estatística) para realizar este julgamento do indivíduo, o julgamento não deixa de ser amparado, essencialmente, em características que o sistema de saúde acredita que o indivíduo tenha em razão de participar de um grupo estereotipado.
    Em resumo, olhamos para o indivíduo gay e acreditamos que ele reune as características do “grupo” gay. De fato, ser gay é ter características elementares ao grupo homossexual, pois do contrário o indivíduo não seria gay. Entretanto ter HIV não é uma característica essencial da atividade homossexual, sendo no máximo uma característica acidental. Só que o sistema de saúde, ao olhar o indivíduo gay, encara o mesmo como portador desta característica acidental, independentemente de qualquer análise sobre sua conduta. Este é o preconceito.
    Vou dar um exemplo do mesmo raciocínio: dentre os povos de ascendência árabe, é comum falar a língua árabe. Tão comum que pode ser considerado uma característica essencial deste “grupo”. Dentre estes povos temos conhecimento, entretanto, de outras características acidentais. Uma delas é a de gostar de explodir coisas em nome de Maomé. De certa maneira, é mais comum que coisas sejam explodidas por pessoas de ascendência árabe em nome de Maomé do que coisas sejam explodidas por pessoas de ascendência europeia em nome de Cristo ou de qualquer outra coisa.
    Se olharmos um indivíduo que se identifica como árabe, podemos imaginar que ele fala árabe. Não podemos, entretanto, imaginar que ele explode coisas. Explodir coisas não é uma característica essencial a ser árabe. Sendo assim, falar que um árabe em particular, por ser árabe, explode coisas, é um preconceito, muito embora acreditemos que explodir coisas está mais relacionado a ser árabe do que a ser europeu, por exemplo.
    Quando alguém se identifica como gay, podemos imaginar que ele gosta de pessoas do mesmo sexo. Isto é um julgamento completamente válido e racional. Não podemos, entretanto, imaginar que, por ser gay, é portador de HIV ou outra moléstia contagiosa. Só que, no caso, os hemocentros entendem, essencialmente, que por ser gay o indivíduo tem todas as características do grupo, inclusive as acidentais, como ser portador de HIV. E dai negam o direito do indivíduo de doar com base nesta análise. Em essência, a análise é preconceituosa, pois aplica um dado pertencente ao grupo ao indivíduo sem que ele tenha chance de sequer tentar provar o contrário.
    Quanto à questão da colocação da questão na justiça, observo que a análise é essencialmente pragmática. Garantir direitos é caro e trabalhoso, mas é exatamente para isto que o Judiciário existe. Um gay em particular, que tenha um relacionamento estável e duradouro, que tenha seguido toda a cartilha de prevenção e que se veja impedido de doar sangue por causa das estatísticas do grupo tem, na minha visão, todo o direito de provar judicialmente que não tem AIDS, e assim realizar a doação de sangue que quiser. Obviamente, tal prova seria trabalhosa e cara para o contribuinte, mas esta é a única solução que se coaduna com a máxima da dignidade da pessoa humana: ninguém pode ser mero objeto de um processo estatal, por mais nobres que sejam os propósitos deste processo.


    1. 1) “Muito embora haja uma justificativa científica (estatística) para realizar este julgamento do indivíduo, o julgamento não deixa de ser amparado, essencialmente, em características que o sistema de saúde acredita que o indivíduo tenha em razão de participar de um grupo estereotipado.” (Mindigo)

      Não. A real é:

      “O julgamento é amparado, essencialmente, em características que o sistema de saúde acredita que o indivíduo tenha maior probabilidade de apresentar em razão de ser membro participar de um grupo com características distintas da média da população.”

      São coisas bem diferentes.

      Atendente preconceituoso: “seguinte, sua bichona, você não pode doar sangue porque tudo quanto é viado tem AIDS”.

      Atendente não preconceituoso: “cidadão, infelizmente o senhor não pode doar sangue porque a tecnologia atual não permite uma triagem suficientemente eficiente para evitar que os receptores de sangue tenham o mesmo nível de risco de contaminação pelo HIV que os receptores de sangue doado por outros indivíduos que apresentam uma característica que você também apresenta – esta é uma questão técnica de gerenciamento de risco e a prioridade do sistema de saúde é salvar vidas”.

      2) “Um gay em particular, que tenha um relacionamento estável e duradouro, que tenha seguido toda a cartilha de prevenção e que se veja impedido de doar sangue por causa das estatísticas do grupo tem, na minha visão, todo o direito de provar judicialmente que não tem AIDS, e assim realizar a doação de sangue que quiser.” (Mindigo)

      E aí vamos assistir inúmeros canalhas politicamente corretos estimularem abertamente homossexuais extremamente promíscuos, muitos deles prostitutos que sabem que são portadores do HIV, a entrarem na justiça para “garantir seus direitos” sem a menor consideração pelas pessoas que vão ter suas vidas destruídas pela AIDS. Eu já vi isso acontecer em uma ONG LGBTTTTTTTT.

      Esse tipo de discussão me incomoda pelo seguinte: doar sangue não é um ato de afirmação de cidadania, é um ato de compaixão e generosidade humana que deve ser feito para o bem do receptor.

      Quem exige o direito de doar sangue – especialmente sabendo que essa atitude vai gerar custos desnecessários e aumentar os riscos de contaminação, sofrimento e morte outras pessoas – está pervertendo o ato da doação de sangue, realizando-o para seu próximo benefício em detrimento da saúde e do bem estar de quem deveria ser socorrido por este gesto.

  12. “Atendente não preconceituoso: “cidadão, infelizmente o senhor não pode doar sangue porque a tecnologia atual não permite uma triagem suficientemente eficiente para evitar que os receptores de sangue tenham o mesmo nível de risco de contaminação pelo HIV que os receptores de sangue doado por outros indivíduos que apresentam uma característica que você também apresenta – esta é uma questão técnica de gerenciamento de risco e a prioridade do sistema de saúde é salvar vidas”.”

    Finalmente alguém me esclareceu essa dúvida cruel de porque os homossexuais não poderem doar sangue de uma maneira bastante generalizada.

    Obrigado ao autor!

    Homossexuais não podem doar sangue HOJE, nesta época, não é uma condição perpétua, ad infinitum.

    Olha,se eu fosse você ,não me preocuparia tanto em ser tachado de preconceituoso e transpor isso em textos extensos.Certas verdades que são ditas HOJE, são inconvenientes sim, alguns recalcados mal-intencionados vão se incomodar e muito com essas afirmações. Mas o que podemos fazer,não é?

    Podemos apenas manifestar nossas opiniões, sejam elas bem vistas e necessariamente repassadas para outras pessoas,ou serem mal vistas e deixadas de lado, hehe.

    Infelizmente uns poucos bem intencionados, se tornam mal intencionados, por culpa de uns muitos inconsequentes e irresponsáveis que criam paradigmas como essa questão, embora eu pense que a “rotina sexual” de um indivíduo ou de um determinado grupo é algo particular e diz respeito somente a estes.

    Obrigado mais uma vez ao autor,pelo esclarecimento!
    Abraços


    1. “Homossexuais não podem doar sangue HOJE, nesta época, não é uma condição perpétua, ad infinitum.” (Alisson)

      ISSO!

      Se a tecnologia for aperfeiçoada a ponto de identificar a presença de HIV mesmo em dosagens extremamente ínfimas, abaixo da carga viral necessária para promover uma infecção bem sucedida, as informações hoje colhidas nos formulários se tornarão desnecessárias e qualquer um poderá doar sangue sem ter que responder pergunta alguma – a não ser, talvez, como subsídio para o governo levantar dados epidemiológicos para melhorar o atendimento à saúde.

  13. José de Arimatheia

    05/10/2012 — 13:12

    Saindo um pouco da questão do artigo…

    Suspeito que o fato de haver maior promiscuidade entre homossexuais masculinos do que em qualquer outro grupo de orientação sexual distinta (até mesmo entre homossexuais femininos) está diretamente ligado ao fato biológico de que indivíduos humanos do gênero masculino, isto é, nascidos com os cromossomos sexuais XY, têm libido maior do que os indivíduos humanos do gênero feminino (cromossomos sexuais XX). Essa libido mais elevada se deve a fatores puramente biológicos como produção maior de testosterona (o “combustível da libido”) e com a estratégia de reprodução tipicamente masculina, que é espalhar seus zilhões de gametas entre o máximo de parceiros sexuais que conseguir.

    Considerando isso, seria razoável dizer que os homossexuais masculinos são de fato o grupo com maior probabilidade de manter promiscuidade e vida sexual intensamente ativa porque, bem, biologicamente falando são dois homens (cromossomos XY) fazendo sexo, dois homens procurando intensamente sexo um com o outro. Entre heterossexuais não há tanta intensidade e frequência nas relações sexuais justamente porque é estratégia biológica da fêmea “negar sexo” para testar o valor reprodutivo do macho e sua capacidade de manter a prole. E mesmo entre homossexuais do sexo feminino, tenho anedotas dizendo que a sexualidade e o sexo entre elas é menos intenso, menos frequente, menos genitalizado, e mais dependente de contexto emocional.

    Estou supondo certo ou é viagem?

    1. Está supondo certo, perfeitamente de acordo com a ortodoxia biológica. O único “senão” diz respeito ao comportamento das lésbicas. Minha observação e o depoimento das minhas amigas não corrobora tua informação anedótica.

      Eu tenho uma hipótese para isso, baseado na não-simetria das estratégias reprodutivas de machos e fêmeas: não é que a fêmea tenha menos libido ou menor interesse no prazer sexual, até porque estas características somente são observadas nas fêmeas das espécies mais superiores, e sim que a fêmea tenha maior propensão de negar sucesso reprodutivo ao macho.

      Sem um macho presente, não há por que negar sexo, pois não há risco reprodutivo. Por isso em média as lésbicas são mais ativas sexualmente (mais promíscuas) que as mulheres heterossexuais.

      .
      .
      .

      Como as estratégias reprodutivas de machos e fêmeas não são simétricas, a explicação para o comportamento sexual de homossexuais masculinos e homossexuais femininas também não precisa ser simétrica.

  14. José de Arimatheia

    06/10/2012 — 22:21

    Como eu disse, tenho apenas observação anedótica em relação às lésbicas. Talvez tenha sido induzido ao erro porque as (duas) lésbicas que conheço, amigas minhas, são super-emotivas e falam de sexo tão-somente em contexto emocional intenso. Então preciso aprofundar meu conhecimento, obrigado por apontar que simetria não é necessária e nem de longe é o que se acha na natureza.

    Agora Arthur, o que você quer dizer com “risco reprodutivo”? É a fêmea humana correr o risco de ter prole de um macho “de segunda categoria”, um “beta”, em vez de guardar seus óvulos pra outro macho que prove por A+B sua capacidade de comando, provimento e proteção da fêmea e da prole?

    KKKK desculpe os termos meio crus, fico me referindo ao comportamento humano como se fosse comportamento animal… mas bem, acho que não estou de todo errado.

    1. Sabe o que é que tem de mais maluco na nossa cultura, José? É o “como se” da tua última frase. Tua análise está correta, não há do que se desculpar.

      Eu apenas acrescentaria o risco de ser abandonada após engravidar, que é a razão pela qual as fêmeas das espécies que mantém o pareamento para cuidar da prole são recatadas, ou seja, exigem uma corte (fala-se côrte) longa antes da cópula. Isso serve para que valha mais a pena para o macho permanecer e cuidar da prole do que gastar novamente uma grande energia de corte para copular com outra fêmea.

      Não por acaso… Quem são as mulheres mais abandonadas para criar os filhos sozinhas, as que têm vários parceiros sexuais em pequeno espaço de tempo e engravidam “por acidente” ou as que engravidam depois de um bom tempo dentro de um relacionamento estável com forte componente afetivo? É só olhar em volta que a resposta salta aos olhos.

  15. José de Arimatheia

    12/10/2012 — 10:49

    Extrapolamos o assunto do post, mas a discussão ficou boa.

    Acho que eu entendi o que você quis dizer com “o que é maulco na nossa cultura”. Nós nos esquecemos que somos também animais, apesar das ciências humanas e sociais, muitas vezes, solenemente ignorarem esse fato e insistirem que “transcendemos nossos instintos” e absolutamente tudo é dependente de contexto cultural. Até o final do curso superior (vim das humanas), acreditava piamente nisso. Mas observando melhor nosso comportamento, em especial no que concerne a afeto/sexo, venho mudando fundamentalmente minha forma de pensar.

    Não tinha pensado nesse outro risco, é verdade. Mas se oferecer sexo fácil (ainda que seja para um macho destacado dos outros) e encurtar ou suprimir a côrte é desvantajoso para a fêmea, pois aumenta o risco de ela ser abandonada junto com sua prole, me pergunto por que isso acontece com tanta frequência, especialmente hoje em dia. Eu acredito que é consequência das ideologias feministas e de empoderamento feminino, que confundem libertinagem com liberdade e promiscuidade com felicidade sexual.

    1. José, usa sempre o mesmo e-mail pra te identificar. Fica confuso conversar com uma pessoa que a cada dia tem um gravatar diferente. De preferência um e-mail real, certo? Não será divulgado.

      Voltando ao tema, o problema é que o feminismo não empoderou o feminino. O feminismo simplesmente exigiu para as mulheres o direito de serem homens. Ao invés de exigir respeito, atenção e consideração pelas características das fêmeas, o feminismo exigiu para as mulheres o direito de imitar todos os piores defeitos dos machos. O feminismo é uma machificação das mulheres nivelada por baixo, pelo que há de menos agradável nas características do macho biológico.

      Só dois exemplos bastam:

      O macho é naturalmente mais promíscuo que a fêmea. Ao invés de buscar estratégias para proteger o recato da fêmea e valorizar os vínculos afetivos, as feministas lutaram para tornar as mulheres tão tendentes à promiscuidade quanto os homens. Só não contaram com o fato de que isso é impossível, pois a população de machos sempre ajustará seu comportamento sexual de modo a manter-se relativamente mais promíscua que as fêmeas mesmo que isso custe a completa e total desagregação social. É no que dá ignorar a biologia evolutiva.

      O macho é naturalmente mais propenso a abandonar a prole do que a fêmea. Ao invés de buscar estratégias para tornar mais interessante para o macho ajudar a prover cuidados parentais, as feministas lutaram para obter financiamento para as mulheres cuidarem dos filhos sozinhas. Só não contaram com o fato de que isso estimula os homens a abandonarem as famílias, pois agora lhes basta dispender uma certa quantia financeira para se livrarem legalmente de qualquer responsabilidade de investir tempo e esforço no cuidado com a prole, cuja guarda costuma ser legalmente entregue às mulheres.

      Devido à ignorância em biologia evolutiva e Teoria Geral dos Sistemas, as “conquistas” feministas em geral só pioram a situação das mulheres.

  16. a população de machos sempre ajustará seu comportamento sexual de modo a manter-se relativamente mais promíscua que as fêmeas

    Isso é especulação ou ciência? Tem estudos que sugiram isso?

    Só não contaram com o fato de que isso estimula os homens a abandonarem as famílias, pois agora lhes basta dispender uma certa quantia financeira para se livrarem legalmente de qualquer responsabilidade de investir tempo e esforço no cuidado com a prole

    Alguém poderia apresentar um argumento que, como o seu, é plausível, e indica o contrário: um custo financeiro seria um incentivo para não abandonar a “prole”. Você tem algum dado que sugira que, entre essa tua teoria e a que eu estou apresentando agora, a certa é a primeira?

    1. 1) É uma dedução derivada da ortodoxia biológica. O sucesso reprodutivo dos machos das espécies infiéis tende a ser proporcional ao quanto ele consegue ser mais infiel do que a própria fêmea. Se as fêmeas começam a ser infiéis, somente os machos mais infiéis ainda obtém sucesso reprodutivo. Numa situação destas os machos fiéis têm seus genes eliminados da corrida reprodutiva, levando a uma corrida reprodutiva de infidelidade que só encontra limite na completa promiscuidade.

      2) O custo financeiro permanece quer o sujeito cuide da prole, quer ele abandone a prole. O cumprimento das “obrigações alimentícias” não é um encargo extra, é a manutenção do mesmo encargo que ele já tinha – com a vantagem da liberação do seu tempo e esforço, que provavelmente serão usados para maximizar seu sucesso reprodutivo com outras fêmeas… Sem aumentar em quase nada o percentual do salário descontável como pensão. É um baita negócio para qualquer safado promíscuo e um péssimo negócio para as mulheres.

  17. A solução politicamente correta para a gravidez indesejada é solicitar a um terceiro que cometa o assassinato de um inocente para resolver o problema, o que deve ser pago com dinheiro público. Uma solução que não exige, para os interessados, nem responsabilidade, nem esforço, e lança todo ônus nas costas de terceiros. (texto)

    A solução correta,independente de qualquer coisa,é oferecer para todas as mulheres os métodos que inibam a gravidez,coisa que AINDA não acontece no SUS.

    E se mesmo assim alguém preferir o aborto,o problema é da pessoa.Se chama livre arbítrio.
    Uma liberdade que exijimos para nós e para os outros.
    Ninguém tem como impedir um humano de errar,sem acabar com ele antes,rs.


    1. “E se mesmo assim alguém preferir o aborto,o problema é da pessoa.Se chama livre arbítrio.
      Uma liberdade que exijimos para nós e para os outros.” (Li)

      Não, não é problema da pessoa. É problema do feto, um ser humano indefeso.

      Não se chama livre arbítrio, se chama homicídio.

      E eu não quero a liberdade de matar, nem para mim nem para ninguém, a não ser em legítima defesa.

  18. A solução politicamente correta para a sub-representação de negros nas universidades é interditar metade das vagas das universidades para quem não preencher o critério racista de ser negro. Uma solução que não exige, para os interessados, nem responsabilidade, nem esforço, e lança todo ônus nas costas de terceiros. (texto)

    A solução seria que todos fossem tratados com dignidade e respeito, coisa que nunca aconteceu.

    Os negros que conheço jamais exijiram reserva do que quer que seja.

    Quem fez a lei,que jogou com seus próprios interesses.

    Culpar os negros pelo que não fizeram é tão errado quanto culpar todos os brancos pela escravidão dos negros.

    1. Ah, ninguém fez reserva racista de vagas? Caiu do céu? E os negros do Brasil estão todos bradando contra a injustiça de terem vagas reservadas para si, cometendo injustiça contra os brancos excluídos devido ao racismo da medida? Arrãm.

  19. A solução politicamente correta para a interdição de doação de sangue por parte dos homossexuais masculinos é exigir por via judicial via judicial o direito de doar sangue, mesmo que isso aumente as chances de terceiros serem contaminados por uma doença fatal e freqüentemente incapacitante cujo tratamento é desagradável e penoso. Uma solução que não exige, para os interessados, nem responsabilidade, nem esforço, e lança todo ônus nas costas de terceiros. (texto)

    A solução já existe, é testar o sangue antes de usá-lo.

    O que falta é boa vontade.

    1. O sangue já é testado antes de ser usado. Há limitações nos testes. Há janela imunológica. E há risco diferencial para os receptores.

  20. Não é difícil julgar o caráter de quem aprova o politicamente correto. As opções são três: ou é medíocre, ou é mal intencionado, ou ambos. (texto)

    Não sou santa…ninguém é.
    Se soubessemos os pensamentos uns dos outros…

    Para mim,o politicamente correto foi deturpado por quem é oportunista,simplesmente!

    A correção sempre foi uma virtude que vale ser perseguida.

    Os abusos não coibem o uso,ditado tão antigo quanto o homem.

    1. O problema é que o próprio nome “politicamente correto”, para ser compreendido, tem que ser analisado sob a ótica crítica daquilo que o “politicamente correto” defende e faz.

      O “politicamente correto” simplesmente NÃO É “politicamente correto”, assim como tudo que eles dizem não é o que realmente significa. A corrupção do “politicamente correto” é de raiz.

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