Perguntaram-me se eu acho coerente defender a legalização das drogas e das armas ao mesmo tempo. Claro que acho coerente. Eu exijo responsabilidade do cidadão nos dois casos, juntos ou separados. E quem tem que sofrer as conseqüências de sua própria irresponsabilidade é o irresponsável, não o resto inteiro da sociedade. 

Levantaram então o exemplo de um motorista bêbado e armado que fosse parado pela polícia e resolvesse reagir a tiros. Ora, bolas! Um sujeito que põe uma arma na cintura e pega o carro para ir para um bar/festa/raioqueoparta beber é um sujeito responsável? Ele que sofra as conseqüências. 

Se o bêbado armado for parado em uma blitz policial e apenas negar-se a soprar o bafômetro, estaremos diante de um problema que foge ao escopo deste artigo e que não pretendo desenvolver agora. Fica para um próximo artigo. Mas se o bêbado armado sacar a arma, bala nele. Imediatamente. Legítima defesa putativa, própria e de terceiros. Do meu ponto de vista, um problema a menos no mundo. 

Quem vai beber tem que se prevenir antes de beber, deixando armas e chaves de veículos motorizados sob responsabilidade de quem não vai beber. Ou tem que arcar com a responsabilidade, o que pode incluir ser abatido a tiros ao reagir armado à abordagem policial. 

Por que insistimos tanto em proteger os estúpidos de sua própria estupidez? Deixemos a seleção natural agir sobre os estúpidos, porque a alternativa atual tem sido deixar os estúpidos agirem sobre os prudentes e razoáveis! 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 24/10/2012 

8 thoughts on “Bêbados armados

  1. Beber, andar armado e cometer um crime é um baita de um agravante, ainda mais dirigindo.

    Aliás, há um projeto no Congresso que permite criar graduações para a culpa, permitindo, enfim, que crimes de trânsito tenham penas endurecidas. Afinal, acidente de trânsito é acidente, mas não deixa de ser grave, principalmente para quem sabia e fez besteira.

    http://gonzagapatriota.com.br/2012/proposta-do-deputado-gonzaga-patriota-altera-conceito-de-crime-doloso-e-pode-mudar-punicao-de-crime-no-transito/

    1. Pena que o blog dele seja tão ruim que nem se dá o trabalho de escrever a proposta, obrigando os interessados a assistir o vídeo – coisa que por enquanto não posso fazer. Eu gostaria de saber o conteúdo da proposta. Felizmente não tem pressa…

  2. O foda Arthur é que eu respondo EXATAMENTE o que você falou, sério, até o exemplo da blitz – mas mesmo assim os que acham um absurdo (tanto drogas quanto armas regulamentadas) não se convencem e a discussão morre, desviam assunto etc. Hoje já nem insisto no debate quando vejo que estou falando com um cabeça oca.

    1. É… Eu já cansei de ouvir “ai, que absurdo” e nada de um único argumento para justificar coisa alguma. Cansa, mesmo.

      Engraçado que essas mesmas pessoas ouvem os absurdos dos “politicamente corretos” e não dizem “ai, que absurdo”…

  3. Rafael Holanda

    24/10/2012 — 23:43

    É porque prudentes e razoáveis não matam estúpidos (ao menos não intencionalmente, espero), mas estúpidos matam prudentes e razoáveis.

    E como todas as pessoas se colocam no grupo prudente/razoável e colocam os outros no grupo estúpido, está criado o ambiente para achar melhor proibir eu de ter as minhas armas e usar as minhas drogas com prudência do que permitir que os outros tenham armas e usem drogas com a sua estupidez*.

    *= Texto escrito em 7 minutos e com um raciocínio não totalmente desenvolvido.

    1. Já ouvi esse argumento muitas vezes: “prefiro não poder ter armas e ter a certeza que ninguém terá também do que poder ter e saber que o estúpido a meu lado poderá usá-la mal e me causar danos”.

      O problema com esse argumento é que é impossível desarmar todo mundo a não ser em um Estado policial extremamente opressor – e mesmo assim haverá quem viole a lei.

      Não podemos abrir mão de direitos achando que é melhor que o outro não tenha o mesmo direito porque é estúpido. ISSO é prova de estupidez! Temos que exigir nossos direitos e responsabilidade de TODOS.

  4. Quer dizer então que, se a pessoa defender a liberação das drogas, das armas e do aborto, ela está, de fato, defendendo que a gente deva, de vez em quando, tomar umas e atirar em mulheres grávidas para ver se elas abortam? Depois disso, eu vou pôr minha vida e meu patrimônio em compromisso casando-me com outro homem apenas porque apoio o casamento gay (minha orientação sexual não interessa, pois o homossexualismo é uma doença de facílima transmissão).

    1. HUAHUAHUAHUA!!! Ótimo! 🙂

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