Por trás da fachada engana-trouxa de “reinserção social” da proposta de reserva de 5% das vagas para ex-detentos em todos os concursos públicos para o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e a administração indireta do Rio de Janeiro, existe uma terrível ameaça contra a população brasileira.

Esta iniciativa não serve para ressocializar os pobres marcados pelo estigma de terem sido presidiários e portanto com dificuldade para conseguir emprego. Essa iniciativa tem o objetivo de garantir a manutenção do controle do Estado pelas quadrilhas que o estão ocupando hoje, reconduzindo com facilidade os cassados e proscritos ao cerne da máquina do Estado, em posições estáveis e de grande influência, tão logo cumpram as ínfimas penas a que sejam condenados. 

Esta é uma resposta da classe política – especialmente dos partidos da base de sustentação do atual governo federal – à condenação dos réus do “mensalão”: como não é possível evitar algumas condenações nos casos mais escandalosos, até mesmo para manter a fachada de funcionamento das instituições, eles pretendem garantir seu próprio retorno ao poder através de vagas reservadas para corruptos no Estado – e isso sem que ninguém precise sujar as mãos indicando-os para cargos de confiança. 

Pense bem: 5% de vagas reservadas para ex-detentos em todos os concursos públicos.

A patuléia condenada por furto, roubo, tráfico de drogas e outros crimes cuja grande maioria de autores é de miseráveis sem estudo não tem e continuará não tendo nem condições nem interesse em ingressar no serviço público, pois nossas cadeias são universidades do crime, não de ressocialização. Aqueles que se utilizarem desta oportunidades não terão acesso a cargos importantes ou bem remunerados, limitando-se a piorar um pouco mais a já péssima qualidade do serviço público e a aumentar as estatísticas de ocorrência de crimes de peculato. 

Já os corruptos e outros criminosos de nível superior, a maioria dos quais com poucas chances de ingressar em carreiras públicas de alta qualificação e grande concorrência, especialmente para os cargos do Judiciário, que não são eletivos, terão 5% de vagas reservadas para regressarem praticamente sem concorrência ao comando do Estado brasileiro em funções de grande influência, com altos salários, estabilidade funcional e a tradicional blindagem contra investigações e denúncias de abuso que tradicionalmente  protege os membros do Judiciário.

Quase posso ouvir daqui: “Ai, Arthur, que baita teoria da conspiração!”

*suspiro*

Em primeiro lugar, cuspir o chavão “teoria da conspiração” não é um argumento, é mera tentativa de abafar a análise lógica dos fatos e sua plausibilidade. É o ato típico do “Movimento Cansei de Pensar”. Mas este blog não cansará nunca de pensar e estimular que seus leitores pensem. 

Em segundo lugar, a análise lógica dos fatos mostra claramente que, independentemente de ter havido a intenção maquiavélica denunciada nos cinco primeiros parágrafos deste texto – o que eu acredito ser o caso -, o fato é que as conseqüências objetivas desta medida serão o ingresso de mais de 5% (*) de bandidos em todos os concursos públicos do Brasil, inclusive e principalmente nos cargos mais disputados, de maior poder e maior importância no combate à corrupção, que são os cargos do Judiciário e das forças de segurança pública. 

(*) São mais de 5% e não exatos 5% porque, nos casos de concursos com menos de 20 vagas, provavelmente será reservada pelo menos uma vaga para o cumprimento desta lei, assim como é feito com a reserva de vagas para deficientes. Deste modo pode acontecer de haver 10 vagas para um determinado cargo e haver a reserva de uma para deficientes e uma para ex-detentos, o que transforma magicamente os 5% em 10%.

Em terceiro lugar, temos que lembrar como são feitas as promoções no serviço público: metade por mérito, metade por antiguidade. Basta que um governo corrupto (isso não é um pleonasmo?) decida promover por mérito preferencialmente os próprios comparsas “repescados” da cadeia para o serviço público que teremos nos altos escalões de todos os poderes e autarquias somente a fina flor da bandidagem – com estabilidade. Se no Judiciário isso já é temerário, imagine o risco que correremos quando isso acontecer nas Forças Armadas de um país que teve sua população honesta previamente desarmada. 

Em quarto lugar, não é impossível que alguns mal intencionados especialmente maquiavélicos decidam cometer crimes puníveis com penas de curta duração com o objetivo específico de se tornarem ex-detentos e com isso adquirirem o direito de disputar os 5% de vagas reservadas a ex-detentos. Ou que quadrilhas criminosas escolham alguns ex-detentos entre suas fileiras para cursar direito e ingressar com maior facilidade em carreiras do Judiciário, da polícia ou das Forças Armadas. 

Para alguém que nunca conseguiria ingressar na carreira de juiz ou delegado concorrendo de igual para igual contra todos os demais postulantes à vaga, esse pode ser um preço pequeno a pagar para concorrer praticamente sozinho ou contra meia dúzia de canalhas do mesmo naipe para ingressar em uma carreira de altos salários e benesses, acesso à informação privilegiada e possibilidade de auxiliar diretamente seus patrocinadores. Ou seja, a coisa pode facilmente fugir do controle das quadrilhas partidárias e atrair o interesse das quadrilhas mafiosas. 

A essas alturas pouco importa se o governador do Rio de Janeiro sancionar ou não a tal lei. O Rio de Janeiro é apenas um laboratório de testes. Se a lei for sancionada pelo governador, será proposta em outros estados e futuramente na União. Se não for sancionada, ou o veto será derrubado, ou as justificativas do veto serão estudadas para que uma nova versão menos pornográfica desta lei seja apresentada. A intenção do PT e do PSD, partidos autores do projeto de lei, já foi declarada: eles querem instituir essa barbaridade. 

Este é um exemplo claro de como se pode maquiar um projeto de institucionalização de corrupção e de controle do Estado por quadrilhas criminosas fazendo parecer que a medida é salutar e com interesse social. E o pior é que não se pode esperar um debate isento, inteligente e conseqüente sobre esta terrível ameaça que paira sobre o povo brasileiro. 

Como a medida tem ares “sociais” e manipula a ganância do populacho infrator, de seus familiares e amigos e de uma imensa legião de idiotas úteis “politicamente corretos”, provavelmente a grande mídia fisiológica não irá criticar a medida com a intensidade necessária, afinal não há de querer se indispor com seus leitores/ouvintes/telespectadores. E, como uma parte muito ativa da blogosfera (dita “progressista”) é ativamente comprometida com as ideologias e partidos que hoje infestam o governo federal, o que se pode esperar é uma onda de desinformação proposital na blogosfera, como queriam fazer os partidários da quadrilha mensaleira após as eleições, mas foram traídos pelos comparsas de alto escalão que ficaram livres. 

Pior do que está não fica? Fica, sim. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 02/11/2012  

Atualização importante

Parece que interpretei de modo equivocado uma informação confusa na notícia original e isso levou a uma análise equivocada para o momento. Favor conferir o próximo artigo, “Vaga pra bandido no governo: revendo a análise original“. 

27 thoughts on “Vaga pra bandido no governo: agora é oficial

  1. Isso já chama desoganização sistemática da sociedade, todas essas medidas vai gerar convulsões corroendo moralmente por dentro as instituições e gerando crises. E idotas utéis como Sakamoto, Jean Willys e etc todos sabem qual vai ser o destino.

    1. Não sei se sabem, Nelson. Acho que eles têm um imenso wishful thinking e a mesma dificuldade de enxergar a realidade que os fiéis religiosos costumam ter. O currículo do Sakamoto, por exemplo, não é o de um cara que tem ódio pelo ser humano, ou sede de poder, e sim o de um ativista que se importa com as pessoas (algumas pessoas) – mas padece de uma absoluta falta de visão histórica e de pensamento lógico-racional e conseqüencialista.

      É como se o cara achasse que a melhor maneira de apagar incêndio é com gasolina e insistisse tentando apagar o incêndio com gasolina por mais que visse que a coisa está piorando. Eu chego quase a ouvir o cara murmurando enquanto observa o incêndio: “raios, preciso de mais gasolina para apagar isso, não está funcionando, preciso de mais gasolina…”

  2. Pedro Gabriel

    02/11/2012 — 20:13

    não entendi muito bem, é concurso publico ou é obrigação dos empresários que servem ao poder publico?

    1. Eu recebi esse link: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/10/alerj-aprova-projeto-de-lei-que-reserva-5-das-vagas-publ e achei esse, um pouco mais completo: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6255967-EI5030,00-RJ+aprovado+projeto+que+reserva+vagas+de+emprego+a+exdetentos.html mas não li o projeto de lei ainda.

      Vejamos…

      No site da ALERJ só encontrei isso:

      COTA DE EMPREGO PARA EGRESSOS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO VOLTA À PAUTA

      A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quinta-feira (25/10), em segunda discussão, o projeto de lei 871-A/12, que reserva 5% das vagas de emprego em prestadoras de serviço ao Estado para egressos do sistema penitenciário. “A reinserção dos ex-detentos é uma preocupação nossa. Espero que este projeto consiga promover isso”, diz o deputado Wagner Montes (PSD), coautor do projeto ao lado de Gilberto Palmares (PT).

      Neste link:

      http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=43546

      E isto:

      As prestadoras de serviço ao estado do Rio deverão reservar 5% de suas vagas de emprego aos egressos do sistema penitenciário. A cota foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quinta-feira (25/10), em segunda discussão, na forma do projeto de lei 871-A/12. O texto obriga os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além de entidades da Administração Indireta a incluírem a cláusula com a reserva obrigatória em todos os editais de licitação dos contratos diretos e indiretos. “Essa é uma luz no fim do túnel para pessoas que saem com uma mão na frente outra atrás dos presídios e, em função da discriminação, acabam por não ter opção a não ser voltar a cometer crimes”, argumentou um dos autores, deputado Wagner Montes (PSD). O deputado Gilberto Palmares (PT) também assina a proposta, que agora seguirá para o Poder Executivo, onde aguardará, por até 15 dias úteis, a sanção ou veto do governador.

      O texto define ainda que o percentual se aplicará a todos os cargos oferecidos, e será preenchido através de seleção única. Não havendo o preenchimento, as vagas serão revertidas aos demais candidatos.

      (texto de Fernanda Porto)

      Neste link:

      http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=43555

      O texto do projeto eu não achei. Mas fica claro que é em todos os concursos públicos.

  3. Lucas do povo

    02/11/2012 — 22:58

    Não acredito nisso…. que país de filhos da puta!!!

    1. Opa… Deixa eu corrigir uma coisinha:

      “Que país de políticos filhos da puta!!!”

      O povo não é inocente, mas é a maior vítima.

  4. Não é justo que o estado decida quem vai trabalhar nas suas próprias empresas?

    1. Hehehehe… Essa pergunta foi formulada de modo bastante capcioso. Eu posso bater um papo com o Estado para tentar convencê-lo de que essa não é uma boa idéia? Não, né? Isso porque o Estado é um ente abstrato, uma mera simplificação da expressão “o conjunto de leis, normas, instituições e práticas administrativas instituído em um território cuja soberania é internacionalmente reconhecida para gerir harmonicamente as relações sociais, econômicas e a aplicação da justiça entre seus habitantes”. É mais fácil chamar isso de “Estado”, não é?

      Pois bem, um Estado (ente abstrato) só funciona através de um governo (ente concreto). Mas um ente concreto não tem como atingir a perfeição de um ente abstrato, exceto talvez os diamantes, como diria a Marilyn Monroe. Quando o governo (ou o partido do governo) começa a se confundir com o Estado, ou mais especificamente quando o governo (ou o partido do governo) começa a alegar que suas ideologias representam os interesses do Estado, ao invés de serem apenas conjuntos de idéias que buscam organizar os serviços públicos de modo a melhor atender os interesses do Estado, a coisa complica. Muito.

      Portanto, colocado de maneira ingênua, é claro que “é justo que o Estado decida quem vai trabalhar nas suas próprias empresas”. Mas nesse nível de expressão podemos dizer apenas que “é justo que o Estado não sofra imposições externas para decidir”. Em um nível de expressão menos ingênuo temos que avaliar o seguinte: “as leis, normas, instituições e práticas administrativas” vigentes ou buscadas pelo governo são realmente adequadas para “gerir harmonicamente as relações sociais, econômicas e a aplicação da justiça entre seus habitantes”? Se a resposta for “não”, então o governo deste Estado não é legítimo, mesmo que todas as formalidades legais para sua constituição tenham sido cumpridas adequadamente.

    2. não que eu concorde com as perguntas, são coisas que eu vejo em outros fóruns e parecem interessantes à primeira vista e boto pra ti responder hehehe

    3. Melhor registrar ao fazer isso ou todo mundo fica pensando que as perguntas representam teu modo de pensar. 😉

  5. O PT e o manual de destruição do Brasil. Solução: Aeroporto internacional

  6. Desculpe mas acho que está havendo uma tempestade em copo d´água aqui. A lei do Rio de Janeiro é sobre editais de licitação para atividades terceirizadas. É obrigatório que as empresas terceirizadas contratem cinco por cento de detentos, não que os concursos públicos tenham cinco por cento de cota para detentos.
    Se observamos que só podem ser terceirizadas atividades que não são típicas de Estado e que são relacionadas com atividade meio, chegamos a conclusão que é cinco por cento destinado para faxineiros, copeiros, porteiros, seguranças, vigilantes, ascensoristas e motoristas. Juiz é cargo de Estado, não pode ser terceirizado por definição (vedações da lei 8.666 e correlatos especificam isso melhor). Não existe juiz contratado pela “Juizes Ltda”, prestadora de serviço, todo juiz é necessariamente concursado e recebe seu salário diretamente do tribunal a que está vinculado. Sendo assim, os cinco por cento não alcançam os juizes.

    1. Afff… Tens razão. Primeira “barriga” do Pensar Não Dói em dois anos e pouco. Bora postar uma atualização no texto.

  7. Se homofobia e machismo se tornarem crimes, homófobos e machistas poderão se candidatar a essas vagas? Ou são restritas para homicidas, ladrões, pedófilos, sequestradores, etc?

    1. HUAHUAHUAHUA!!! Quem sabe? Vai ver que “machismo” e “homofobia” serão considerados “crimes hediondos” passíveis de restrição a estas vagas, consideradas apropriadas somente para “crimes não ideológicos” como os que citaste… 😛

    2. André, você esqueceu de mencionar os racistas. Esses são os piores criminosos, pois matam com o desemprego, com a exclusão em todos os aspectos, difamam, desordenam o convívio social, baixam salários de seus perseguidos, atiram primeiro e perguntam depois, acreditam em estatísticas trazidas pelas tradições, acham normal um mundo (Mídia/poder) de brancos em um “Brazil” multi-étnico escondem-se atrás da cor de sua pele (vivendo de aparência), ignoram o sofrimento alheio. Agora, se somarmos todos esses fatores, encontraremos nos racistas as pessoas mais indignas da face da Terra, os verdadeiros genocidas. Se o lei anti-racismo for levada à sério, esses e essas caras devem ficar sem vagas…

    3. Acho que o Gabriel não pegou bem o espírito do que o André disse… Salvo engano meu.

  8. José de Arimatheia

    07/11/2012 — 13:28

    Segundo a Lola, sou machista reaça misógino branco opressor e posso ser preso se a Maria da Penha apertar o cinto. Estarei elegível a uma vaga dessas?

    1. Tens que cometer algum crime primeiro. 😉

  9. Blue Na Resistencia

    24/11/2012 — 04:08

    rsrsrsrsrsrs… conheço a Lola, José… é precisamente o que elea acha de minha pessoa… ela é uma das que deve ter um carimbo ideologico pre-concebido para homens que pensam… qndo nos ve, manda ver um carimbaço na testa… rsrsrsrsrsrsr… mas a considero um brutamontes (se é possivel a uma mulher)… não teem conteudo e capacidade craniana para dois minutos de exercicios com a massa cinzenta… logo parte para o xingamento e esterotipação… mas é legal ir ao blog dela e ve-la ficar furiosa qndo colocada em xeque…

    1. Blue, a Lola é um brutamontes ideológico!

  10. Blue Na Resistencia

    24/11/2012 — 04:14

    Voltando ao tema, afirmo que o ponto de vista do Arthur esta certissimo… onde passa um boi passa uma boiada… logo eles ampliarão esse descalabro para realizrem precisamente o que o autor acima concluiu… e isso sem delongas… podem acreditar… depois que o povão aceitar a ideia, logo vira a ampliação… so uma revolução nos daria alguma chance contra essa camarilha…

    1. Há que considerar a atualização exigida pela informação trazida pelo Mindigo… Mas que a intenção do PT é ampliar esse tipo de coisa, não tenho a menor dúvida.

  11. Oi, meu nome é Gabriel Augusto. Não posso concordar que se escolha em quais tipos de vagas possam estar ex-presidiários, pois se acreditarmos que as pessoas não podem mudar, e, nem sequer merecem uma chance,logo estaremos chamando isso aqui de Índia com seu sistema de castas, não se permitindo mudança de classes, proibindo as pessoas de ascenderem com base em seu passado. Poderíamos ainda ir mais além, e implantar no Brasil um sistema Lombrosiano que fizesse exames criminológicos na população, para detectar e deter criminosos em potencial pela cor da pele, ou cor dos olhos, ou se fala alto ou baixo, ou pelo rosto mal-encarado, ou por ser fanqueiro, ou por ser favelado, ou por ser político, ou por não ter renda.
    É bom lembrar ainda que Suzane Van Richtoffen, Pimenta Neves, Ubirajara (matador do Carandirú, Gabiboulo e outros eram pessoas abastadas e acima de qualquer suspeita; alguns desses de repente até abominaram, em algum momento de suas pobres vidas, benefícios para ex-presidiários, mas hoje estão criminosos. Cuidado, pois por uma fatalidade, e/ou acidente talvez, você também pode se tornar um criminoso; até por um acidente de transito, sem querer. Vai que você se tone um criminoso que não tenha real culpa dos fatos, um inocente; que pena,no seu mundo você não poderia ser um funcionário público. E o que adiantaria ser bem intencionado e inocente se só você saberia disso?
    Bom,meu comentário de contribuição foi esse. Sou Gabriel, ex-presidiário, aprovado após a detenção em quatro vestibulares e lutando contra nazistas que querem me fazer parar de vencer, ou talvez me ver na criminalidade outra vez… Mas Cristo não veio para os de boa estirpe, e sim para os excluídos…

    1. Ô saquinho… se você passou no concurso tem todo o direito de ir pro funcionalismo público. Explicando resumidamente, o post é sobre a possibilidade de políticos corruptos condenados usarem a lei pra garantirem sua entrada no serviço público e ficarem lá em altos cargos com estabilidade.

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