Esqueçam a Relatividade e a Mecânica Quântica – estudem Newton e Descartes

Um fenômeno estranho surgiu após a popularização da Teoria da Relatividade e da Mecânica Quântica: as pessoas começaram a misturar física com metafísica e a inventar explicações pseudo-científicas para uma suposta realidade sobrenatural com base em interpretações equivocadas de conceitos pertencentes à Teoria da Relatividade completamente descontextualizados. Noutras palavras, houve uma apropriação indevida do vocabulário científico pelos místicos e muita bobagem travestida de conhecimento começou a ser propagada. 

Colocando as mãos no poder do átomo?

Para quem conhece um mínimo de ciência, as bobagens geradas a partir da Teoria da Relatividade e da que provavelmente é a mais famosa equação da história são evidentes. Infelizmente essa não é a realidade de mais de 95% de nossa população. Muita asneira tem sido dita em função do conceito de que E=m.c², que implica que matéria e energia são intercambiáveis sob certas condições

O besteirol mais comum é que “somos feitos de matéria, a matéria é energia, a energia é indestrutível, portanto somos imortais”. Derivar um raciocínio destes da Relatividade é uma ignomínia que deve fazer Einstein se revirar no túmulo.  Isso é uma grande bobagem por vários motivos, mas vou citar apenas dois.

Primeiro, porque sob certas condições matéria e energia são quantitativamente intercambiáveis, mas não são nunca qualitativamente intercambiáveis. Para transformar a matéria em energia é necessário destruí-la, desagregá-la, o que por si só destruiria a vida, que organizada sob bases materiais muito bem definidas e limitadas. 

Segundo, porque mesmo que adotássemos o conceito de “manutenção da consciência após a morte do corpo físico” como definição de “vida após a morte”, para contornar a óbvia perda da propriedade “vida” por parte do corpo físico e tentar transferir essa propriedade para “outro plano”, estaríamos simplesmente usando a grandeza errada: “consciência” é uma forma de organização de informação, e informação e energia não são grandezas intercambiáveis. 

ET phone home?

A Mecânica Quântica é outro ramo da física que deu origem a todo tipo de bobagens, misticismos e picaretagens ao ter alguns de seus conceitos popularizados. 

O besteirol mais comum é que “a Incerteza de Heisenberg prova que nenhuma previsão da ciência é confiável, o que prova que existem coisas que a ciência não consegue explicar, o que prova que existem outras explicações mais adequadas do que as científicas”. Dá vontade de mandar o Demônio de Maxwell devorar quem diz uma coisa dessas, mas o fato é que há vários motivos pelos quais essa é outra grande bobagem . Como antes, vejamos apenas dois. 

Primeiro, esta seqüência de falácias é tão somente uma extrapolação indevida de um fenômeno que acontece em escala sub-atômica para a categoria de princípio lógico. Ela é tão absurda que contém sua própria negação: ela prova a existência do sobrenatural através de uma ferramenta que por definição não pode provar nada a respeito do sobrenatural. 

Segundo, os jogadores de sinuca não precisam integrar funções de probabilidade para prever que bola colocarão em que caçapa. E também não precisam se preocupar com a possibilidade de uma bola atravessar a outra. E é nesse ponto que chegamos em Newton e Descartes

Os fenômenos de nosso cotidiano não são apenas “calculáveis com boa aproximação” pela Mecânica Clássica. Os fenômenos de nosso cotidiano são fenômenos da mecânica clássica.  A física de nosso dia-a-dia é perfeitamente newtoniana. E o método de estudo dos fenômenos newtonianos é perfeitamente cartesiano. 

O nível de organização de nossa vida não é nem sequer descritível em termos relativísticos ou quânticos. Isso só seria possível se nos deslocássemos em velocidades próximas à velocidade da luz ou se vivêssemos em escala subatômica. Não me parece que seja o caso. Voltemos portanto à racionalidade e humildemente reconheçamos que as incertezas em nossa compreensão de mundo se devem muito mais a nossa terrível incapacidade de entender um “simples” universo newtoniano e cartesiano do que à “necessidade” de recorrer a uma Teoria de Tudo de altíssima complexidade para explicar desde como fazer fogo só com bambu até as mais ousadas especulações transcendentalistas. 

O grande problema é que o vocabulário da mecânica clássica, justamente por ser apropriado à descrição dos fenômenos observáveis por nossos sentidos, não se presta a especulações místicas. Qualquer picareta que tentasse explicar o sobrenatural através de conceitos facilmente compreensíveis – ou facilmente testáveis em um laboratório escolar de física, sem uma sonda espacial com giroscópios ou um grande colisor de hádrons – esbarraria justamente na fácil compreensão destes conceitos, que impediria seu (ab)uso para “explicar” fenômenos não verificáveis ou não relacionados com os conceitos empregados. 

Já o (ab)uso de terminologias de difícil definição ou compreensão – como o conceito de energia, que é freqüentemente mal compreendido – permite torcer e distorcer o significado dos termos, gerando raciocínios tortuosos como “somos feitos de matéria, a matéria é energia, a energia é indestrutível, portanto somos imortais”, e utilizá-los para conferir uma aparente credibilidade para as mais estapafúrdias alegações. Uma impropriedade evidente, porém tremendamente disseminada. 

Não é difícil encontrar distorções do conceito de "energia" e vinculações espúrias entre picaretagens diversas e teorias científicas complexas.

Basta de usar o vocabulário da física do modo errado, no contexto errado, para transmitir conceitos errados sobre os fenômenos errados na escala de organização errada. Deixemos o desenvolvimento e o esclarecimento da física relativística e da física quântica para quem entende disso – físicos altamente especializados, não místicos que leram um artigo de divulgação na Seleções do Reader’s Digest e decidiram usar o vocabulário da ciência para conferir um verniz de credibilidade a seus devaneios. 

Nós que não trabalhamos com sondas espaciais nem com aceleradores de partículas temos que encarar nosso mundo como ele realmente é: as maçãs caem, a lei da ação e reação se aplica a corpos com massa e não ao pensamento positivo, os jogadores de sinuca continuam a calcular suas tacadas sem contabilizar buracos de minhoca e ninguém muda sua “freqüência de vibração” meditando – só trabalhando com uma britadeira. 

As entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade, e as bobagens muito menos. 

Bem vindo de volta ao universo da mecânica clássica, do qual você jamais saiu. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 27/11/2012 

68 thoughts on “Esqueçam a Relatividade e a Mecânica Quântica – estudem Newton e Descartes

  1. Blue Na Resistência

    27/12/2012 — 01:00

    Ouvi uma entrevista com o George Soros e ele, no meio da entrevista, afirma que o iluminismo é uma falacia, apesar de achar que é racional (iluminista) o fato de conseguirmos entender que o iluminismo era uma falacia… mas não disse que falacia seria essa, ou melhor, porque o pensamento iluminsta era falacioso… tens alguma ideéia?

    1. Eu precisaria conhecer o conteúdo da entrevista em maiores detalhes para poder avaliar, mas vou dar um chute. A crítica que eu reconheço como a mais forte contra o iluminismo é: “olhe em volta”. Não é muito difícil perceber que não vivemos em um mundo iluminista, apesar de o boom do movimento iluminista ter se dado no século XVIII.

      Isso não torna o iluminismo falacioso, entretanto. Simplesmente significa que o iluminismo é uma ideologia / um modo de ver o mundo / um modo de atuar no mundo que ficou ou ainda está restrito a uma minoria. Não é difícil entender o motivo: ele é ativamente combatido por todo tipo de safado e de lunático que obtém poder, qualquer poder, em qualquer lugar, em qualquer escala, porque é extremamente libertário. Onde quer que ingresse, catapulta seus partidários para um nível muito superior de compreensão e capacidade de ação no mundo. E isso é muito perigoso para quem detém poderes ilegítimos.

      Por exemplo, temos o caso da valorização da fé. A fé nada mais é do que a extremamente estúpida idéia de que acreditar em algo absurdo, contrário a todas as leis da física e sem qualquer prova, muitas vezes com inúmeras provas em contrário, é algo bom. Por “ousar” pensar e assim perceber que a maioria absouta ou talvez a totalidade dos dogmas religiosos de qualquer religião são irracionais, constituindo entraves ao desenvolvimento e à felicidade humana, milhões de pessoas tiveram suas vidas destruídas em diferentes épocas e lugares, por inúmeras religiões, ou melhor, por inúmeros detentores de poderes ilegítimos. Mas não vai faltar um “Blue Na Resistência” que dirá que eu é que não compreendo as maravilhas da bitolação alienada e que é por isso que defendo a maldição materialista da racionalidade crítica…

      E o George Soros é um grande detentor de poderes ilegítimos, portanto é natural que procure denegrir o iluminismo.

  2. Blue Na Resistência

    29/12/2012 — 21:03

    Vamos por partes:
    1- Me parece que o fato de eu apreciar a ideologia iluminista, por exemplo, não me faz mais capacitado a compreender ou agir no mundo (1° falacia desmontada)…
    2- Leis físicas e fé nada tem de contraditorias ou contrarias, salvo extremismos delirantes em distorcer fatos e analises para que tal contradição ganhe tonus. (2° falacia desmontada)
    3- Muitas ideologias ditas atéias ou cientificistas (no sentido mecanicista da palavra) também impediram o “desenvolvimento e a felicidade humana” tanto qnto destruiram vidas em ambundancia, batendo recordes atras de recordes mundo afora… vide coumunismo materialista cientificista, tanto na URSS, como na China continental e mais perto de nós, na ilha do medo, Cuba castrista, ganhando muito, em numeros, das religiões… (3° falacia desmontada)…
    4- Poder temporal, por si só é algo ilegitimo, se analisarmos sob o aspecto politico da coisa… nunca a totalidade dos mandatarios estara realmente representada… mesmo em momentos em que populistas como Vargas ou Lula alcançaram expressivas porcentagens de aprovação, sempre uma parcela da população não se sentia representada… logo, eu tendo a aceitar o fato que “detentores de poderes ilegitimos”, mesmo em sociedades ditas democraticas e iluminadas pela razão, são ilegitimos ditando as regras… até porque, acho muito mais legitimo um representante religioso que um politico, uma vez que, atualmente, aqueles não nos obrigam a segui-los, diferente destes, ditos seguidores da racional tripartição do poder que nada representam, senão grupos no poder e não faltarão Arthures Golgos Lucas a lhes seguirem achando que estão fazendo um beneficio à humanidade, posto que podem representar um “avanço progressita” num mundo já POSITIVISTA em demasiado… (4° falacia desmontada)…

    1. Quatro “falácias desmontadas”? Tu e o Nelson me divertem, Blue. 🙂

      1) De fato, Blue, se apenas “apreciares” a filosofia iluminista, não ficarás nem uma vírgula mais capacitado a compreender o mundo e agir com eficiência nele. Mas quem disse que é isso que eu sugiro fazer? O que eu digo é: aprenda os valores iluministas e pratique os valores iluministas.

      2) Tua afirmação gratuita e infundada não desmonta nada, Blue. És católico? Achas que a hóstia se transforma de fato no corpo e no sangue de Cristo? Vamos fazer uma espectrofotometria de absorção atômica numa hóstia consagrada para ver se encontramos hemoglobina ou DNA humano nela? Depois da divulgação do resultado tu repetes que “Leis físicas e fé nada tem de contraditorias ou contrarias” pra eu rir mais um pouco?

      3) Blue… O fato de os marxistas chamarem seus besteiróis de “científicos” torna seus besteiróis científicos tanto quanto chamar o rabo de uma vaca de pata faz a vaca mudar o seu jeito de caminhar. Ciência é aquilo que passa pelo teste do falsificacionismo popperiano. O resto é alegação de ciência.

      4) HUAHUAHUAHUAHUA!!! Vai fundo, Blue! Fecha os olhos e segue voluntariamente, com fé e devoção teu “legítimo” líder espiritual predileto! Dou o maior apoio. Quem defende uma ideologia merece viver como ela prescreve.

  3. Blue Na Resistência

    30/12/2012 — 13:38

    rsrsrsrsr… batendo no assoalho para descobrir os ratos… :)… ouvi uma colocação de um internalta em uma comunidade do orkut (zapiando para matar o tédio, rsrsrsrsr) que me fez rir a principio, mas que traz algumas colocações interessantes… se me permitir, vão logo abaixo:

    1- A religião é uma função do cérebro humano, ativada por combinações de neurônios no lobo frontal direito. Surgiu como uma contrapartida a angústia que os seres humanos sentem precisamente à medida que se tornam cada vez mais racionais.
    2- As crenças religiosas foram sistematizadas num ambiente arcaico dentro de um sistema de valores que correspondia aos modos de produção das civilizações
    primitivas.
    3- Essas condições não mais existem o que não significa que nossos cérebros não continuem “programados” para a religião, do mesmo modo que são programados para consumir uma quantidade de calorias que é muitas vezes maior do que a necessária para se viver na modernidade, por exemplo.
    4- A tentativa de se eliminar a religião por meio de demonstrações lógicas é uma tolice. É o mesmo que provar que o futebol é “ilógico” ou que o carnaval “não faz sentido”.
    5- A tentativa de se manter intacto os conjuntos de crenças arcaicas é ainda mais tola. As manifestações religiosas do passado no mundo moderno sempre degeneram em boçalidade e intolerância.
    6- Não há, que eu saiba, uma solução simples para esse dilema. Como não há para o desenvolvimento x preservação ambiental ou aumento da produtividade x geração de empregos.
    (Anonimo)

    Há algo que se identifique com seu iluminismo iluminador?… rsrsrsrsrsrs…

    1. O único equívoco dele é dizer que “A religião é uma função do cérebro humano”. Não é bem a religião e sim a tendência de acreditar em bobagem.

      Isso acontece devido ao padrão de reconhecimento de padrões típico do funcionamento cerebral dos animais superiores. Quanto mais inteligente um animal é, melhor é sua capacidade de reconhecimento de padrões.

      Como nenhum sistema biológico é perfeito, existe um erro provável no reconhecimento de qualquer padrão. A questão envolvida é: o que aumenta mais a sobrevivência, errar para mais ou para menos no reconhecimento de padrões?

      Resposta: errar para mais. Se um animal identifica um suposto predador e ele não está lá, esse animal tem muito mais chance de sobreviver do que um animal que não identifica um predador que está lá.

      Isso com freqüência leva ao chamado comportamento supersticioso, que é o resultado da identificação de uma coincidência como se fosse um padrão real. Por isso é que tem gente que usa sempre a “cueca da sorte” para assistir finais de campeonatos com seus times.

      As religiões primitivas surgiram assim: o Piteco estava lá chutando pedras com raiva por causa da falta de chuva e de repente começou a chover. Na segunda vez que o Piteco estivesse dando pulinhos e começasse a chover, havia um falso reconhecimento de padrões e estava criada a dança da chuva ao bondoso deus da chuva.

      O resto da história das religiões é puro aumento de complexidade. Assim como a evolução biológica é baseada em genética, a evolução das culturas, incluindo as superstições, é baseada em memética – e assim temos nascimentos de virgens, milagres fabulosos, ressureições e reencarnações, etc. como memes típicos de uma família de idéias chamadas de “religiões”.

      O que ora me diverte, ora me entristece, mas sempre me intriga, é a completa incapacidade de muita gente de questionar de modo lúcido se as idéias a que foi doutrinado para acreditar fazem sentido. Eu até entendo que as imposições internalizadas na época da formação do superego sejam difíceis de questionar, mas ver as pessoas chegarem ao ponto de acreditar em coisas que a realidade mostra claramente que são impossíveis é algo que cansa minha paciência…

  4. Blue Na Resistência

    02/01/2013 — 21:00

    Isso significa que um sujeito que chegou a idade adulta, tal como 22 anos não seria mais uma “vitima” de doutrinações e estaria livre para ser mais um ser racional e liberto, uma vez que a porta de acesso a seu superego estaria fechada, assim como é impossivel a um adulto aprender uma nova lingua? e o que dizer das convesões religiosas em adultos que nunca tiveram contato com religiões, seja através de agentes ou doutrina escrita?… outra coisa, ” mas ver as pessoas chegarem ao ponto de acreditar em coisas que a realidade mostra claramente que são impossíveis…”, não é uma afirmação “lógica e racional” como vc gosta de colocar as coisas, senão, vejamos:

    “Realidade (do latim realitas isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise.[1]

    O real é tido como aquilo que existe fora da mente ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação, embora não esteja expressa na realidade tangível extra-mentis, existe ontologicamente, onticamente* (relativa ao ente – vide Heidegger in “Ser e tempo”)*, ou seja: intra-mentis. E é portanto real, embora possa ser ou não ilusória. A ilusão quando existente, é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma. A realidade interna ao ser, seu mundo das ideias, embora na qualidade de ens fictionis intra mentis (ipsis literis, in “Proslogion” de Anselmo de Aosta – argumento ontológico), ou seja, enquanto ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de tornar-se ideia, e ser ideia, pode – ou não – ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário, idealizado.

    Quanto ao externo – o fato de poder ser percebido só pela mente – torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre realidade e verdade, o modo em como a mente interpreta a realidade, é uma polêmica antiga. O problema, na cultura ocidental, surge com as teorias de Platão e Aristóteles sobre a natureza do real (o idealismo e o realismo). No cerne do problema está presente a questão da imagem (a representação sensível do objeto) e a da ideia (o sentido do objeto, a sua interpretação mental ).

    Em senso comum, realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa, entre verdade e verossimilhança. O problema da realidade é matéria presente em todas as ciências e, com particular importância, nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem : a antropologia cultural e todas as que nela estão implicadas : a filosofia, a psicologia, a semiologia e muitas outras, além das técnicas e das artes visuais.

    Na interpretação ou representação do real, (verdade subjetiva ou crença), a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido. Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo: o que vamos aceitar como real? Portanto a realidade é construída pelo sujeito cognoscente; ela não é dada pronta para ser descoberta.” (Grifo nosso)
    Fonte: Wikipedia.

    1. 1) Blue, pensei que já me conhecesses melhor. Eu não estou interessado em viagem na maionese, em distorções vocabulares e em tergiversações. Um tijolo é real, um duende não é real, pouco importa se houver ou não um sujeito cognoscente para saber disso no universo, e c’est fini. É nesse sentido que eu sempre usei, uso e sempre vou usar essa palavra, sem “concessões Whiskas Sachê”.

      Quem quiser dizer que aquilo que só existe na mente também se chama de “real” faça o favor de se vestir de Napoleão, imaginar que ganhou sozinho na Megasena da virada e não perder seu tempo comigo, porque neste atoleiro de novilíngua eu não tenho interesse em entrar.

      2) A formação do superego ocorre de tal maneira que a vítima da doutrinação interioriza com tal intensidade os conceitos impostos que passa a defendê-los como “seus”, perdendo a capacidade de manter agregada sua personalidade caso os conceitos se revelem falsos. É por isso que tanta gente insiste em “acreditar” em absurdos mesmo depois que eles são claramente revelados.

      Este processo patológico se chama “negação” e é bem conhecido tanto dos psicólogos quanto da antiga sabedoria popular, na forma da “síndrome do avestruz”, que segundo a lenda enfia a cabeça num buraco para não ver o que está acontecendo no lado de fora e pensa que assim está protegido.

      Fé não é argumento. Nem relevante para esclarecer como a realidade é. É apenas um nome bonito para o processo de defesa irracional dos absurdos irreais com os quais nos doutrinaram no período de formação do superego ou em algum outro momento de fraqueza e vulnerabilidade em que o indivíduo precisa se agarrar em algo que o faça sentir-se seguro.

  5. Luiz Valente

    13/02/2013 — 22:14

    Arthur, ja ouvistes falar na frase sobre a questão existencial.

    “Seria a vida um período gestacional para a morte?
    Filhos do nada, nascidos para morrer”

    Vc acredita que somos uma simples coincidencia do acaso?
    Que não há em nenhuma instância um criador?

    Sei que vc mesmo rejeitando o doutrinamento compulsório e a estupidez das religiões não é também tolo ao ponto de não acreditar em nada.

    Já que aquele que acredita em tudo é tão tolo quando o que não acredita em nada.

    Claro que foi uma pergunta retórica porque sei que vc não é tolo.
    Mas fico curioso em saber no que vc acredita.

  6. Bom artigo. Viva a ciência.
    De qualquer forma a relatividade, a mecânica quântica, e a particular de Higgs, entre outros conceitos da física moderna, por não serem matéria do ensino secundário, ainda despertam muita curiosidade, e muita imaginação, principalmente de quem busca um sentido para a existência.

    Da mesma forma que a religião foi uma necessidade biológica como enfrentamento da angustia pela consciência da morte, a necessidade de sentido da vida só ocorre como uma função neurológica de atribuição de significado à realidade. Mas isso não significa que a realidade, ela mesma, tenha algum significado.

    Veja detalhes em
    1. CNN e Persinger
    http://www.youtube.com/watch?v=lfkXcTpRoF0&list=PLNuYCDYHdQvGfCjH-bDOAd1_7RCWCbqdp&feature=share);

    2. Controle da Mente Eletrico e Magnético
    http://www.youtube.com/watch?v=Oym5LvSN5BE&feature=share&list=PLNuYCDYHdQvGfCjH-bDOAd1_7RCWCbqdp&index=1

    3. Controle Físico da Mente
    https://sites.google.com/site/controlemental

    1. Ando com dificuldade de assistir vídeos, mas oportunamente vou ver isso.

  7. Você é um babaquinha de merda que 1) se acha o intelectual e nem consegue pensar direito a respeito
    ou
    2) quer mascarar o conhecimento e manter as pessoas atrasadas.

    O mundo que vc consegue pegar com as suas maos realmente pode ser explicado por newton. Mas se vc pensar que seu corpo pode conter estruturas tão pequenas que apresentem comportamento quantico entao nao seria um absurdo pensar que é possivel trocar informacao, ler pensamentos, talvez ate prever futuro.

  8. Eu te convido a experimentar o AutoConhecimento Quântico, que muito do que vc disse ai em cima vai cair por terra… Até mesmo porque tudo isso ai é muito bonito no papel… Quando vc mergulha na mente de fato, vai encontrar coisas que a ciência não pode explicar com palavrinha bonitinhas… Se por um lado a ciência diz uma coisa então temos um paradoxo e paradoxos ocorrem na mecânica quântica o que então nos leva a crêr que existem mais mistérios do julga toda a nossa vã filosofia. Que um exemplo? Um cliente disse que a energia dele fora destruida em um desastre em uma existência passada…Ora, veja você! Sabesse que a energia não pode ser destruida e sim transformada.E energia não é consciência como você explica. Na certa não é! Energia relatado por muitos é algo mais sutil do que a própria consciência e ela é algo que sempre existiu no Universo e te anima nesse exato momento…Continuando a energia não se pode dividir. Meio quantum de energia não existe por exemplo…Mas o meu cliente viu que ela se dividia! Em breve você vai ter conhecimento disso… E reportou tudo de forma muito simples…Eu acho que o ser humano sabe muito pouco perto de coisas magníficas que ocorrem pelo Universo a fora. Quer outro exemplo? Uma cliente me disse que muitos buracos negros não explode, eles sugam a matéria e então implode!! Novamente temos uma “Einstein”, essa pessoa jamais leu um livro sobre mecânica quântica…E como diz algo assim??? Então eu acho que “nossas” descobertas são muito limitadas perto do mar de informações que muitos nem sonham em acessar. Eu não posso julgar a crença dos outros baseada em ciência. Até mesmo porque se assim for deus não existe. Para mim pelomenos não existe mesmo… Eu acho que há um equivoco muito grande nos esforços sobre tentar expliciar o mundo espiritual pela ciência. Muitos já se curaram com técnicas desaprovadas como descrita acima pelo senhor. Por técnicas que parecem ser tremendos besterois descabidos. Eu não faria nenhuma comparação antes de ver para crêr. Até mesmo porque existem sim muitos mistérios e pessoas que vem de fábrica com alguns poderes de cura etc. A ciência é maravilhosa e o mundo espiritual o usa apenas para ilustrar o seu cenário. Mas como sempre aparecem os céticos. Céticos é um grupo muito especial. Eu já lidei com vários deles. Eles não creditam, nunca se aventuraram pelo mundo espiritual e ainda criticam o que os outros constroem! A definição pode estar errada para os ciêntistas, mas como eu disse foi um meio de fazer algumas pessoas que não compreendem nada do mundo espiritual compreender… É como um atalho. O Importante é a ligação entra a causa e o efeito que parece desembocar em um rio de maravilhas para muitos que utilizaram técnicas como a do Richard Gordon…Afinal para quem está doente todos os caminhos levam ao alívio e nem só de ciência vive uma ser humano.

    1. Não faço a menor idéia do que estão chamando de “autoconhecimento quântico”, mas tenho certeza de que é uma picaretagem sem o menor fundamento. 🙂

      E, tenha santa paciência… Um “cliente” chegou e “disse” para alguém que existe meio quanta de energia e por isso existe?

      Ah, dá um tempo…

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