Antes que os três linguarudos que receberam a mensagem sobre os Smurfs e o Asterix por torpedo comecem a bagunçar a caixa de comentários dos outros artigos, acho melhor compartilhar a brincadeira com todo mundo. Segure firme, lá vem maionese… Ou não. 

O texto do torpedo original foi este: 

Como eu queria viver na aldeia dos Smurfs ou do Asterix.

Nos dois casos, qualquer coisa que aconteça, eles se reúnem, conversam, decidem e agem. Simples assim. Não tem dificuldade para reunir o grupo. Não tem corpo mole nem descaso com a situação. Não tem ideologia porca colocada acima do bem das pessoas. Não tem imbecil dizendo que não se pode julgar o Gargamel ou desrespeitar a cultura dos romanos. 

O bem do grupo é definido como o bem de cada um e é importante para todos. A liberdade individual é máxima, desde que não coloque os demais em risco. E nenhuma corrupção é tolerada. 

Que belíssima fórmula de sociedade! 

Depois veio a parte da maionese: 

Vamos fundar o PSG: Partido dos Smurfs Gauleses! Todo mundo usará gorrinho branco e tomará poção mágica. Só não posso divulgar o conteúdo da poção… 

Aqui é necessário lembrar que os Smurfs usavam gorrinho branco e que o Druida da aldeia do Asterix não revelava a composição da poção para ninguém. 

E por último enviei este último torpedo: 

Falando sério: os elementos que citei no torpedo Smurf-Asterix são cruciais. Duvido que os autores tenham feito pesquisas políticas para criar aqueles personagens. Eles apenas foram intuitivos e chegaram ao mesmo padrão. 

É um padrão semelhante ao dos povos nórdicos. Mas bota um troll ali e um PC (politicamente correto) dizendo que o troll tem que ser tolerado pra ver se não rui tudo. Gargamel vira César. 

É, até brincando eu com freqüência acabo fazendo análise política. 

Mas me responda, leitor: 

– É ou não é verdade que os valores sociais compartilhados pelos Smurfs e pelos Gauleses das histórias do Asterix, citados no primeiro torpedo, são responsáveis pela coesão social e pelo bom funcionamento das respectivas aldeias? 

Imagine um smurf politicamente correto enchendo saco dos demais smurfs para que eles não sejam cruéis com o Gargamel, que “afinal de contas só está atuando de acordo com a milenar religião ou cultura dos feiticeiros, que deve ser respeitada como qualquer uma outra” apesar do “detalhe” de querer usar os smurfs como ingredientes de poções mágicas. 

O que são alguns smurfs cozidos em comparação com a preservação da religião ou cultura dos feiticeiros, né?

Talvez por isso o governo brasileiro, através da FUNAI, tenha declarado que não se deve impedir os índios de enterrar umas poucas crianças vivas eventualmente, afinal é imperativo preservar a religião ou cultura das tribos indígenas. 

Imagine um gaulês politicamente correto enchendo o saco dos demais gauleses para que eles não espanquem os romanos, afinal a violência só gera violência e não resolve problema algum. 

Por que entrar em conflito com um povo que promove espetáculos sangrentos em que pessoas são mortas de modo cruel e grande parte da população vive sob o manto da escravidão se é melhor negociar com eles e posar de camarada?

Talvez por isso o governo brasileiro recentemente tem travado relações amistosas e reconhecido a legitimidade democrática de governos que fraudaram eleições, reprimiram de modo truculento a oposição e se revelaram abertamente violadores dos Direitos Humanos. 

A falência dos valores é a perdição de um povo. Do jeito que anda o Brasil, dá mesmo vontade de ir morar na aldeia dos Smurfs, ou do Asterix. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 14/01/2013 

 

17 thoughts on “Os Smurfs e os Gauleses

  1. Preferia na aldeia do Asterix. Ao contrário dos Smurfs eles é que põe medo nos romanos. E tem mulheres pra todos.

  2. Muito bem achado, mas comigo já são dois votos para os gauleses. Uma só smurfette pra todo mundo criaria uma situação potencialmente perigosa. E sempre tem a poção…!

  3. Eu me abstenho de votar, porque na infância eu torcia para o Esqueleto, Hordack, Gargamel, etc.

  4. Hahaha, sensacional. Esperando agora ansiosamente pelo programa do governo para recolher e proibir o porte do coelhinho da Mônica.

  5. Recebi o torped e tamo junto. Só resta saber quanto tempo vai levar até todo mundo se cansar das besteiras que eu falo.

    A bebida dos gauleses é Ácido Lisérgico. Delírios de força sobre humana e tals.

    Não respondi o torpedo por que meu cel. fica o tempo todo sem crédito. Ele só mantenho por obrigação, pra manter contato com minha mãe e minha mulher em caso de emergência.

  6. “A falência dos valores é a perdição de um povo. Do jeito que anda o Brasil, dá mesmo vontade de ir morar na aldeia dos Smurfs, ou do Asterix.”

    Ahaha! Muito bom, mais eu prefiro a aldeia de Asterix.

    Respondi a sua postagem lá naquele tópico.

  7. PIB (Partido Iluminista Brasileiro)! 😀 Que horror! (“Foi mais forte do que eu” diria o escorpião ao picar a tartatuga no meio do rio.)

    Torpedo recebido e idéia aprovada! Mas você não tem mais nada pra fazer às duas da madrugada do mander torpedos pros amigos safenados?

    1. Errata: … do que mandar torpedos…

  8. Eduardo Marques

    21/01/2013 — 00:31

    Certo… Só que os índios não fazem tanto mal a nós, não-índios, quanto o Gargamel, assim como muitos outros grupos defendidos pelo politicamente correto. Vc pressupõe que nossa sociedade já seja perfeita e os malditos PCs sejam o único elemento desarmônico, gritando lobo para problemas que não existem.

    Além do mais, os Smurfs parecem viver numa espécie de sociedade coletivista com pouca diferença entre os integrantes. Todos têm a mesma cor, usam as mesmas roupas… Nunca assisti o desenho, mas quando um smurf constrói uma ponte, ele cobra pedágio ou é de graça mesmo? Se acontece uma enchente, quem não foi atingido pode continuar numa boa enquanto os outros se fodem ou vão ter que parar de fazer seu trabalho e auferir lucro para ajudar os necessitados de graça? E os romanos não são coitadinhos, são imperialistas impiedosos, que espalharam sua língua e sua cultura à força por toda a Europa; os gauleses é que resistem à força da tirania romana para continuar a cultivar sua cultura e seus hábitos primitivos, digo, apenas diferentes, não são mais atrasados que o dos romanos.

    1. Eduardo Marques

      24/01/2013 — 12:17

      Encontrei umas coisas sobre os smurfs… O autor era afiliado à Ku Klux Klan e o desenho tem elementos nazistas. Gargamel é um estereotípico judeu: cabelo preto, nariz grande e nome que parece hebraico (terminado em -el), como o nome de seu gato (Azrael). As roupas brancas e os chapéus assemelham-se às roupas da KKK, o líder do vilarejo se veste de vermelho, como o Grande Dragão (líder da KKK) e eles frequentemente fazem danças ao redor do fogo.

      Mais: Gargamel dá uma moeda para um smurf para que ele se torne ganancioso. O plano funciona e perturba o vilarejo; no fim, tudo se resolve quando o smurf divide sua riqueza com os outros. Não nos esqueçamos que o nazismo era nacional-socialismo.

      http://www.evl.uic.edu/caylor/SMURF/aryan.html

      Não, Arthur, essa comparação realmente não é boa.

    2. Eduardo Marques

      24/01/2013 — 19:24

      Arthur, meu outro comentário não está aparecendo, acho que foi pego pela caixa de spam.

  9. Pensando bem… não pode ser igual o grupo hippie de Hair, não?

  10. Eles também usam umas paradas que deixam superpoderoso.

  11. Mateus Folador

    29/01/2013 — 09:09

    Arthur, falando em enterrar crianças vivas, você saberia me dizer se esse vídeo é verdadeiro ou montagem?

    Imagens fortes:
    http://www.youtube.com/watch?v=lgydILJq2lg

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