Você quer saber como é possível que mesmo após 2.500 anos do surgimento da democracia nenhuma sociedade democrática no planeta jamais produziu espontaneamente um Estado capaz de estabelecer leis plenamente justas, um sistema econômico estável e abundante e uma cultura em que a autonomia individual e a harmonia social são ambas valorizadas e equilibradas? Eu explico. 

Zebrinha da Loteca

Imagine uma determinada região com a seguinte correlação de forças políticas: 40% da população é girafista, 30% da população é zebrista, 10% da população é gnuísta e 20% da população é não-alinhada.

Em todas as eleições, os girafistas e os zebristas, que são os grupos adversários de maior representatividade, lançam candidatos próprios. Os gnuístas, por serem muito minoritários, acabam quase sempre se coligando com os zebristas, que são ideologicamente mais próximos.

O resultado é que tanto os girafistas quanto a coligação zebrista-gnuísta garantem desde o início cerca de 40% dos votos, precisando ambos disputar os votos da população não-alinhada. Às vezes vencem os girafistas, às vezes vence a coligação zebrista-gnuísta.

O problema é que a ideologia girafista aponta em direção a um modelo de sociedade, enquanto o campo ideológico zebrista-gnuísta aponta na direção oposta. Um valoriza a pescoçocompridice, o outro valoriza a pescoçocurtice. E nenhum dos dois consegue construir uma sociedade com uma direção clara de desenvolvimento, apostando claramente no pescoçocompridismo ou no pescoçocurtismo, porque aqueles 20% de população que não está nem aí para o pescoçoparametrismo acaba mesmo votando é pela cor da pelagem ou pelas manchas no focinho do candidato da vez, sem muita coerência.

Este é um excelente método de deixar todo mundo permanentemente descontente, porque nenhum projeto de sociedade pescoçoparamétrica se torna possível em um ambiente onde o fiel da balança são preferências aleatórias de cor de pelagem e manchas no focinho.

Em um mundo um pouco mais saudável, pescoçocompridistas e pescoçocurtistas estudariam cientificamente as necessidades pescoçoparamétricas da população e plantariam gramíneas, arbustos e árvores na proporção adequada à distribuição pescoçoparamétrica da população, o que deixaria todo mundo contente. Em um mundo cindido pelas ideologias que atribuem juízo de valor aos pescoçoparâmetros, isso é impossível.

Não há como chegar a um acordo sóbrio quando os zebristas-gnuístas acusam os girafistas de pescoçocompridismo e os girafistas acusam os zebristas-gnuístas de pescoçocurtismo sem que nenhum grupo faça uma mea culpa estudando as críticas que o outro grupo lhe faz em busca da correção de seus vícios.

Mais cedo ou mais tarde, um dos dois grupos ideológicos acaba descobrindo que a população em geral tem uma certa preferência por um formato de focinho qualquer. Em busca dos votos dos não-alinhados e de alguns dos moderados do campo ideológico oposto, eles associam de modo ilegítimo sua ideologia pescoçoparamétrica ao formato de focinho preferido. Isso faz com que os militantes e eleitores bem informados, que se alinham em função do convencimento ideológico, torçam um pouco o nariz – mas eles não passam a votar no campo ideológico oposto por causa disso, nem chegam a criticar a tática de modo veemente para não dar munição ao adversário. Já os não-alinhados caem alegremente na rede e votam até mesmo em candidatos com uma máscara tosca de focinho adequado.

Os membros do lado ideológico oposto denunciam inutilmente as manobras deste tipo, porque os alinhados não se comovem com o que consideram uma decisão esperta, pragmática, que se não fosse usada por eles seria usada pelo adversário – o que costuma ser verdade – e os não-alinhados, se dessem a menor importância para esse tipo de coisa, já não teriam caído na esparrela de votar segundo a isca para otário que é o formato do focinho.

O resultado é que, pelos motivos mais espúrios, uma tendência pescoçoparamétrica acaba se tornando preponderante. O jogo eleitoral continua enfatizando o formato do focinho, mas a plantação de vegetais se torna cada dia mais desequilibrada, atendendo os interesses somente de um grupo ideológico.

No meio cultural, denunciar a impropriedade do direcionamento ideológico mascarado pela estratégia focinhista passa a ser inútil e até contraproducente, porque a cúpula do grupo vitorioso, ciente de que uma investigação profunda e sóbria desmascararia sua estratégia e desnudaria seu desprezo pela ética em busca de vitória, utiliza seus formadores de opinião para mobilizar seus apoiadores em uma cruzada pela inviabilização do debate sóbrio e pela desmoralização e demonização de qualquer um que tente criticar ou mesmo analisar com sobriedade o focinhismo. Com o passar do tempo, em busca da hegemonia total, até mesmo a menção à existência do focinhismo acaba sendo considerada prova de reacionarismo e eventualmente crime. 

A degeneração ética iniciada pela estratégia focinhista acaba se mostrando um declive escorregadio em que cada novo movimento leva por gravidade a uma situação pior. Como qualquer tentativa de ponderação racional ou ética se torna perigosa, o ambiente político vai se tornando mais tenso. Manifestações de descontentamento, que originalmente eram vistas como legítimas e que geravam debates com pleno espírito democrático, passam a ser vistas primeiro como inadequadas, depois como perigosas e finalmente passam a ser consideradas traição. Qualquer pequena divergência passa a ser prova de que o indivíduo é inimigo do governo – e, como o governo é “democrático”, quem é inimigo do governo é inimigo do povo. 

Os primeiros a cair são os aliados de menor poder. Se o grupo hegemônico é a coligação zebrista-gnuísta, caem os gnuístas. Se o grupo hegemônico fossem os girafistas, cairiam os girafistas moderados. Tendo sobrado somente os zebristas, os próximos a cair são os zebristas moderados.

Quando o valor da ideologia supera o valor da verdade e da ética, qualquer um que ouse questionar se o que está sendo feito é realmente o melhor para o povo é visto pelo grupo que está no poder como um debilóide, um mau caráter ou um traidor, ou tudo junto. Apelos à razão e à sensibilidade são de pronto rechaçados como reacionarismo e reprimidos pela ridicularização, pela censura, pela abertura de processos e finalmente pela força. 

O próximo passo, quando a capacidade de reação social é finalmente solapada, é a radicalização ideológica. Em nosso exemplo, tendo eliminado a concorrência girafista e já livres dos gnuístas, os zebristas passam a devorar uns aos outros. Não basta mais aderir ao pescoçocurtismo, é necessário ser mais pescoçocurtista que os próprios correligionários. Não basta não plantar mais árvores e arbustos, passa a ser necessário derrubá-los. Os zebristas que se opõem à derrubada das árvores e arbustos são acusados de serem “amigos de girafistas”, “traidores do girafismo”, “traidores do povo”.

Começam os expurgos. Zebristas históricos são expulsos do partido zebrista. Alguns se retiram da política e se calam, amargurados. Outros se refugiam entre os girafistas, que os acolhem dizendo “Tá vendo? Eu te disse! Eu te disse! Eu te disse!”. O estabelecimento de diálogo dos expurgados com os antigos adversários reforça o discurso de “traição” dos zebristas radicais. O ambiente político vai se tornando irrespirável.

Pouco a pouco, não apenas os girafistas, gnuístas, zebristas moderados e zebristas históricos incômodos são atingidos pela repressão zebrista, mas também a população em geral. As instituições do Estado são invadidas pelo zebrismo fisiológico e pelo zebrismo cultural. As empresas, ONGs e até mesmo as manifestações culturais passam a sofrer patrulhamento zebrista. A “democracia zebrista” enfim assume ares de evidente ditadura, domina o Estado, aterroriza a sociedade e se perpetua por décadas no poder . 

Então, num daqueles espasmos cíclicos da história, por alguma razão circunstancial, a ditadura zebrista temporariamente se enfraquece. Surge uma oportunidade de mudança, e depois de uma luta muito sofrida os girafistas reassumem o poder. 

A primeira providência dos girafistas no poder é destruir tudo que represente o regime zebrista. Estátuas de ditadores zebristas são derrubadas, nomes de ruas são trocados. Os programas sociais que eventualmente fossem bons também. Uma nova abertura política surge. É época de liberdade, democracia e cidadania. 

Na esteira da abertura política, o partido gnuísta, que havia sido proibido, é novamente permitido pela lei. Zebristas dissimulados ou nem tanto voltam à arena política endeusando as conquistas do zebrismo e conclamando a população a combater o reacionarismo girafista. Muitas pessoas que apesar de todos os pesares apoiavam o zebrismo passam a combater o girafismo novamente. E os girafistas, que sabem muito bem com quem estão lidando, passam a endurecer o regime girafista. 

Agora a história se repete com os girafistas usando a máscara do focinho preferido. 

Algum tempo depois, pelos mesmos motivos, os zebristas retornam ao poder. 

E é assim que, com poucas variações no enredo, na história da política sempre dá zebra no final. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 06/05/2013

41 thoughts on “Por que sempre dá zebra na política

  1. Em seu texto faltou uma parte desse raciocínio. O focinhismo é basicamente o apelo ao indivíduo ideal em cada sociedade. Max Weber, em suas análises, havia concluído que existia em toda sociedade um ideal máximo do que seria o comportamento a ser alcançado. O capitalismo assim deve tanto ao calvinista asceta fidelista quanto o feudalismo ao católico submisso ritualista. Desta maneira, o focinhismo é basicamente atentar para o comportamento ideal da sociedade e fazê-la acreditar de que seus líderes têm esse comportamento ideal. No caso de grupos marxistas, por exemplo, aquilo que era para ser um materialismo histórico (método de análise histórica que parte da inter-relação entre os grupos sociais para as demais esferas) torna-se materialismo dialético (alguém que crê tão profundamente na transformação messiânica de Capitalismo em Comunismo que é capaz inclusive de se afundar no capitalismo se, com isso, acreditar que estará acelerando os passos para o comunismo).

    Porém, o indivíduo ideal de nossa sociedade não é o materialista dialético, como bem apontou Adorno, mas o consumista massificado hedonista com ânsias de culpa pelo consumo. Daí, como um materialista dialético (marxista) conseguirá o apoio desse povo? O mais fácil é apelando para o consumo, a massificação, o hedonismo e a culpa.

    Por outro lado, temos uma ideologia de bases capitalistas que, da mesma forma como os coletivistas buscam uma ditadura ideológica, acabam buscando uma ditadura da propriedade sobre o indivíduo. Nesse sentido, o apelo de uma ditadura de bases capitalistas usaria das mesmas armas (talvez até de forma mais eficiente) que a de bases comunistas.

    No fim das contas, comunistas e capitalistas estão tão preocupados com sua luta que negligenciam por completo aqueles que seus discursos privilegiam a princípio: o povo. Mas o povo não está nem aí, não é mesmo? Basta alimentar o ideal da sociedade e fica tudo em casa.


    1. “O focinhismo é basicamente o apelo ao indivíduo ideal em cada sociedade. Max Weber, em suas análises, havia concluído que existia em toda sociedade um ideal máximo do que seria o comportamento a ser alcançado.” (Félix)

      Parei pra pensar muito nisso, porque o que eu tinha em mente quando cunhei o focinhismo era algo bem diferente. E cheguei a uma conclusão: Max Weber deve ter sido uma boa pessoa. Boas pessoas quase sempre pressupõe que o homem ou a sociedade são intrinsecamente bons, que as iniqüidades são perturbações indevidas e que no longo prazo a tendência é a melhoria constante, eventualmente expressa como a aproximação a um tipo ideal. Que pena que isso é de uma ingenuidade monumental.

      O focinhismo não é o apelo ao indivíduo ideal. O focinhismo é o apelo à filhadaputice mais descaradamente hipócrita que move as mentes medíocres e os corações depravados.

      Observa quem são nossos deputados. Eles são eleitos pelo voto universal direto e secreto da população brasileira. Pela composição de nosso parlamento, dá pra dizer que a população usa como critério a comparação de cada candidato com o indivíduo ideal de nossa sociedade e vota naquele que mais se aproxima? Ou dá pra dizer que a população vota no cretino que melhor convence que vai defender seus interesses egoístas, ou no artista ou atleta melhor conhecido, ou no safado que melhor representa seus ódios e preconceitos?

      Se Max Weber tivesse Orkut, ou se conhecesse o Brasil do Programa Bolsa-Família, não teria se recuperado da depressão que sofreu após a morte do pai.

      Não, não tendemos a responder aos apelos ao indivíduo ideal de cada sociedade. Na verdade, isso é tão raro que quando acontece vira História e muda o mundo. O último que tentou isso com relativo sucesso foi Gandhi. Mas a tendência natural de privilegiar o hedonismo em detrimento da ética, acompanhada por todo tipo de justificativa intelectual cretina e mal intencionada, acaba gradativamente se impondo conforme cada sociedade vai arrefecendo o entusiasmo e baixando a guarda após um breve período de restauração moral.

      Observa o que aconteceu na época dos “Fiscais do Sarney”. Muita gente chegou a usar ostensivamente um bottom de “Fiscal do Sarney” e entrar no supermercado com prancheta em punho para controlar os preços. Assim que começou o desabastecimento, esse povo sumiu. Ao invés de cobrar abastecimento com importações, por exemplo, esse povo achou melhor baixar a guarda pra não se incomodar. Nem de longe isso corresponde à aproximação a um indivíduo ideal de uma sociedade. Isso tem muito mais cara de gente safada aproveitando uma boquinha e se resignando quando a mamata acabou.

      A euforia da Era Collor tem o mesmo matiz. O Caçador de Marajás se elegeu com um discurso pseudo-moralista que prometia modernizar e alavancar o país jogando no fogo uma minoria de parasitas. Ao invés de exigir a bcorreção do sistema, a sociedade adorou ter um Judas para malhar. Quando o entusiasmo arrefeceu e o país percebeu que nada havia mudado porque algumas centenas de funcionários públicos haviam sido demitidos ou tido os salários limitados (coisas que mais tarde foram todas revertidas pela justiça), a maré virou e o novo oba-oba foi derrubar o Collor, agora visto como o Grande Mal da nação (cacófato proposital).

      Mesma coisa com o FHC. O presidente intelectual, sociólogo de renome internacional, falante de várias línguas, etc. parecia prometer um futuro iluminado ao país, com forte desenvolvimento econômico devido à recém conquistada estabilidade da moeda. Saiu desacreditado e foi substituído por um sindicalista sem estudo, que fala tudo errado, só sabe fazer comparações com futebol e volta e meia solta pérolas racistas, homofóbicas e misóginas – como todo mundo sabe mas os movimentos sociais fingem não perceber porque ainda não é politicamente interessante jogá-lo na fogueira.

      Ciente deste padrão, o PT virou a mesa. Ao invés de “apelar para o indivíduo ideal”, que é algo que sempre entusiasma e logo arrefece e desanda, o PT tratou de recompensar a mediocridade. Ao invés de ser chamado ao esforço de aperfeiçoar-se, todo medíocre do Brasil passou a enaltecer as virtudes do reforço à mediocridade. Os números da aprovação dos dez anos de governo petista sob tal filosofia certamente dizem alguma coisa sobre o povo brasileiro.

      O focinhismo brasileiro é a defesa da dignidade da mediocridade. Não do medíocre, mas da mediocridade. Institucionalmente. E o medíocre, é claro, sendo diretamente beneficiado, apóia entusiasticamente.

      O grande problema é que todo focinhismo é suicida, ainda que existam algumas formas de focinhismo particularmente bem sucedidas por muito tempo, como no caso dos EUA. Lá os únicos dois partidos que contam são muito, muito, muito parecidos em tudo que interessa economicamente, mas usam máscaras de focinhos diferentes para fingir que há revezamento efetivo no poder. Como a queda do coco é tanto maior quanto maior o coqueiro, a derrocada do focinhismo estadunidense provavelmente será arrasadora. (E ela já está no horizonte, vou escrever sobre isso em breve: trata-se do risco representado pelos investimentos da China em títulos da dívida estadunidense.)

      No Brasil, o que preocupa é justamente isso: ao invés de uma estagnação na mediocridade, devido à falta de um projeto de sociedade, o que estamos enfrentando agora é um aprofundamento da mediocridade, o que constitui o pior projeto de sociedade imaginável. O risco que corremos é imenso, mas pela própria natureza estatística da mediocridade é praticamente certo que nós iluministas teremos um dia o amargo prazer de dizer “Eu te disse! Eu te disse! Eu te disse!”

      .
      .
      .

      Caramba, eu devia ter editado um pouco e publicado isso como artigo independente. 🙂

    2. Respondendo sua intervenção:

      Weber não disse que todo indivíduo tem em mente uma sociedade ideal quando vota, mas que ele tem em mente algo que ele considera uma sociedade ideal, como um “indivíduo modelo”. Esse modelo ideal não existe no mundo empírico, e nem tampouco é tomado pelo povo de forma consciente, é apenas uma criação coletiva, um modelo inconsciente de comportamento para todos. Quando alguém se lança na política, mesmo que esteja obviamente enganando, o povo vê espelhados nele os aspectos que entende fazerem parte do indivíduo modelo. Preste atenção: quando um candidato se lança, que imagem ele quer criar? A imagem na qual ele investe corresponde ao anseio coletivo, ao indivíduo modelo.

      Nesse sentido, a vitória dos zebristas, gnuístas ou girafistas dependerá em muito da habilidade de adequar sua imagem pública a esse modelo geral. O PT é um exemplo disso. Enquanto a antiga direita já tinha todo o aparato simbólico para se adequar aos anseios do povo, e o PT não, o PT não conseguia nada. A partir do momento em que o PT se adequou a esses anseios, conseguiu o poder. Assim que chegou ao poder, reeducou o povo para que este mudasse seu indivíduo modelo do “individualista consumista” para o “massificado consumista”. O PT não fez nada que outro não tenha feito antes, e não será o último a usar essa estratégia na história.

  2. Correção: “que crê tão profundamente na transformação messiânica de Capitalismo em Comunismo”.

    1. Corrigido. Depois vou reler e responder com calma ao comentário.

  3. Em tempo. Oscar Wilde disse certa vez que há o que flagela a alma, que é o papa. Há o que flagela o corpo, que é o príncipe. E há o que flagela tanto a alma como o corpo, que é o povo.

  4. Há outra coisa intrigante. Sejam os zebristas ou girafistas que estejam no poder, mesmo que este seja total, domine o parlamento e o judiciario amplamente, sempre dirão que estão em minoria contra o reacionarismo do outro. Mesmo que detenham todos os recursos da floresta, ainda assim dizem que lutam pela “democratização” dos recursos mas a oposição golpista não deixa, mesmo que esta esteja em frangalhos.

    1. Sim. Isso acontece porque os girafistas, os zebristas e os gnuístas são todos da mesma laia. Nenhum deles se preocupa em defender a verdade e a ética. Nenhum deles se preocupa em estudar as necessidades dos seres humanos e em tentar satisfazê-las de modo honrado e equilibrado. Não. Nada disso. O que todos eles querem é plantar vegetação de um tamanho só, o tamanho que lhes interessa.

      O problema dessa abordagem é que, mesmo sendo bem sucedidos em implantar um sistema de monocultura, com a total aniquilação da oposição e com o plantio de uma vegetação de uma única altura, pra usar os termos do artigo, o país não fica bem. Óbvio: falta vegetação de alturas necessárias. O sucesso da ideologia é exatamente a causa da falência do sistema, mas isso eles não podem admitir – e então inventam alguma “vítima certa” para acusar de sabotagem.

      A partir do momento em que a filosofia de “vítima certa” é aceita pela maioria, deu pra bola, está implementada a fase sanguinária da ditadura. Como a eliminação de uma vítima certa evidentemente não é solução para a falta de vegetação do porte adequado, a eliminação da vítima certa da vez será sempre sucedida pela eliminação da próxima vítima certa, pouco importa o quão inocente e inofensiva ela for.

      No final das contas, sempre resta o recurso de prender aleatoriamente, esperar o sujeito dizer que é inocente e acusá-lo de alegar que O Partido cometeu um erro – o que obviamente é impossível e só poderia ser alegado por um inimigo do povo. Gulag nele.

  5. Cara de pau nada seria se não tivesse quem engolisse, normalmente por conveniencia, as lorotas contadas pelos picaretas. E a conveniencia no caso é estúpida. Se o trouxa metido a malandro ganha alguma merreca agora, pagará um preço absurdo lá na frente. Mas mesmo assim esta merreca sempre será jogada na cara dele. Outra picaretagem que outros malandros otários engolirão, também por causa de suas conveniencias.

  6. Dogbert, aqui em seu blog é somente você que pode responder diretamente aos outros comentaristas?

    1. Todo mundo pode conversar à vontade.

      E, agora que voltei à internet, nos próximos dias vou responder lá na Recursos DH.

      Por que não usas um e-mail verdadeiro e crias um gravatar com o qual te identifiques? Acho uma boa.

  7. fiz um comentário e não apareceu

    1. Raios! 🙁 Não está nem nos spams nem na fila de moderação. 🙁 Ou eu deletei junto com os spams sem me dar conta, ou a internet comeu. 🙁

      Era muito extenso? Tens como repostar?

  8. Este e-mail é verdadeiro. As vezes eu só demoro um pouco a ler.

  9. Bakunin já dizia que o Estado mente quando diz que defende os interesses do povo…

    dizia também:
    “Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
    Quem duvida disso não conhece a Natureza Humana”

    eu, como anarquista desgarrado, só posso concordar, tanto com teu artigo, quanto com o bom e velho e sábio Bakunin…

    1. Mas eu não acho que seja possível gerenciar uma sociedade humana, garantir direitos, justiça, infra-estrutura e serviços básicos sem um Estado!

  10. Todo político que se elegeu, fez alguma concessão! Toda concessão representa a venda de parte da consciência. Todo indivíduo que age apenas com parte da consciência é um mentiroso quando diz que continua representando aquele que o elegeu, pois para ser eleito ele vendeu uma ideia diferente daquela que é obrigado a defender no âmbito do jogo das concessões. Logo, político algum representa aquele povo que acreditou no processo. Todo político representa apenas a si próprio enquanto finge acordos fisiológicos com seus comparsas e finge respostas maquiadas aos seus eleitores. Todo partido que alcançou o poder fez barganhas. As barganhas políticas são as portas para a corrupção. Todo partido que participa do poder é corrupto. Toda ideologia é mentirosa e apenas serve de fantasia eleitoreira. Todo eleitor está à espera de um dia poder mamar nas tetas do Estado. O Estado fomenta esse desejo mostrando o quanto é bom estar no poder, o quanto é melhor ditar e fiscalizar as regras, e como se ganha mais quando se é cúmplice do Estado.

    Na política vocês podem citar lindos nomes e ideologias, fazer alegorias inteligentes e pertinentes, mas o que vale mesmo é o RABISMO. Todo político sabe que deve safar o seu enquanto descobre meios de prender os dos outros. Per omnia saecula saeculorum…

    1. Hmmmm… Tua descrição não está muito longe da realidade, com certeza. Mas será mesmo que é necessariamente assim?

      Eu não acho que todo ser humano seja sempre corruptível. Eu não acho que todo indivíduo interessado na política o seja em função de interesses mesquinhos ou egoísticos. Eu não acho que não existe alternativa. Sou doido? Muito ingênuo? Ou talvez o que falte é mais gente que acredite no mesmo e esteja disposta a provar que “sim, nós podemos”?

  11. Arthur! Eu acredito até em santas vivendo em prostíbulos, por que não acreditaria em políticos honestos. Mas não acredito que essas pessoas consigam atingir a massa crítica necessária para fazer a diferença! SOMOS doidos e ingênuos! Não consigo me imaginar sendo corrupto e vivendo em paz, mas consigo imaginar a grande maioria rindo da minha cara por não tentar ser um corrupto, mesmo infeliz!

    1. Quantos por cento será que existem na população de pessoas honestas que poderiam mudar este mundo se simplesmente pudessem encontrar e confiar umas nas outras?

    2. 🙁 🙁 🙁

      Melhor não pensar nessa porcentagem. Já era deprimente antes. E acho que a situação moral tem piorado apos o Lula. Aquilo sobre a hipocrisia ser uma forma de moral me parece correto. Agora estamos numa época de gandaia descarada.

    3. Vamos supor que fosse 1%.

      1.900.000 pessoas honestas bem organizadas não seriam massa crítica mais do que suficiente para colocar o país em pé de novo?

    4. Talvez. Mas como chegar ao “bem organizadas”?

      E desconfio que a maioria dos eleitores não quer honestidade.

    5. Mas gostam de resultados. Especialmente quando estes resultados são quantificáveis e motivo de orgulho. E é matematicamente provado que a ética é um grande multiplicador de produtividade (ver o link “Teoria dos Jogos e da Cooperação” no artigo subseqüente a este).

      Ou seja, o que precisamos é de uma boa estratégia de identificação dos honestos. Uma vez identificados com grande certeza, sua própria reunião em torno de um ideal já constitui vantagem estratégica considerável.

  12. “…o que precisamos é de uma boa estratégia de identificação dos honestos…”(Arthur Golgo Lucas)

    Conta a lenda que numa terra distante um rei-mago resolveu dar um presente para o seu povo. Todos teriam a capacidade de ler o pensamento um dos outros. O que esse rei, que era um homem honesto e muito bom, não sabia é que o pensamento das pessoas têm um cheiro que se harmoniza com a honestidade de cada um. Quando o presente foi dado todos sentiram o cheiro do pensamento de todos. Os primeiros a morrerem asfixiados foram os de pensamento honesto, não acostumados ao fedor que ia na alma de seus semelhantes. Entre eles morreu o rei. E sobrou a nata da desonestidade…

    Você, Arthur, é muito otimista. Eu invejo você! Nós dois somos doidos e ingênuos, mas SÓ você é otimista. Sobre Diógenes, hoje, nas rodas políticas, o que podemos afirmar, com certeza, é que a primeira coisa que iriam roubar dele seria a lanterna!!

    1. Eu não sei bem qual é o percentual de otimismo e qual é o percentual de desespero na minha ânsia por fazer alguma coisa enquanto ainda dá pra planejar algo por via institucional, sem derramamento de sangue.

      Nós já fomos desarmados. Já fomos divididos em castas segundo sexo e raça. Já assistimos duas ameaças de controle da imprensa. Já assistimos uma série de comportamentos triviais serem criminalizados (podemos ir presos por contar uma piada, podemos perder a guarda de um filho por dar uma palmada). Já perdemos a autonomia para adquirir medicamentos para cuidar da própria saúde. Já fomos proibidos de comprar um mero produto de limpeza e desinfeccção. Já assistimos duas tentativas de limitar a organização popular em partidos. Recentemente o governo federal emplacou a obrigatoriedade de entregarmos a educação de nossos filhos para o Estado em tenra idade, como foi feito na Alemanha Nazista e na URSS Stalinista. E ninguém está dando a menor bola para os alertas, como as avestruzes da fábula, todos preferindo “não se incomodar”, cedendo um pouco de cidadania aqui, outro ali, no maior espírito de “deixa a vida me levar”.

      Não sou tão otimista assim, portanto. Só estou querendo começar a luta antes que ela tenha que se tornar subterrânea – até porque isso normalmente não dá certo contra um Estado opressor que pode mobilizar todos os recursos de um país para encontrar e eliminar um pequeno grupo de resistentes que só podem se mover nas sombras.

    2. No popular: que alternativa temos?

      Meu otimismo é acreditar que TEMOS uma alternativa: organizar um movimento de pessoas honestas, sob uma bandeira iluminista, e com sorte formar uma massa crítica para influir politicamente.

      Se não tentarmos isso, o que nos restará?

  13. Arthur li o texto duas vezes e não entendi. Como eu já te falei uma vez sou péssimo nesse assunto. Poderia explicar melhor ? Abração. Robson / SJCampos

    1. Perguntas específicas levam a respostas específicas. Perguntas vagas levam a respostas vagas. “Não entendi” leva a uma pergunta como resposta: por onde eu começo?

  14. Você falou que queria minha opinião aqui nesse artigo, mas honestamente não sei o que dizer que possa parecer inteligente, véio.

    Sou apolítico, evito qualquer contato com o meio e sempre voto nulo por que é a opção menos pior que tenho em mãos. Me alinhar politicamente só ia me vendar pra outras opções igualmente interessantes, ou até melhores. Eu, francamente, esses dias tava pensando se não valeria a pena se a pessoa pudesse se candidatar como cidadão, sem qualquer legenda ou ideologia de terceiros obrigatoriamente vinculada, pra poder fazer sua campanha, do seu jeito, sem pressão, e se eleito, trabalhar pra cumprir estritamente o que acredita e prometeu.

    Na boa, sou desgostoso de mais com política pra ficar imaginando soluções pra democracia. Isso foi o máximo que consegui filosofando sozinho.

    1. O problema de candidaturas independentes é… Quem pode “cumprir estritamente o que acredita e prometeu” trabalhando sozinho?

      Não é mais negócio a gente tentar juntar quem ainda tem vergonha na cara e tentar fazer algo que preste em conjunto?

  15. Aí é foda encontrar. Quem não é corrupto é conivente.

    1. Que tal tentarmos?

    2. AGL, tentarmos como? Do jeito que a coisa está vejo 2 saidas:

      1) Fundar um partido político eco-científico-tecnológico, de bases (como o PT começou) e que proiba reeleições, impedindo que as pessoas virem políticos profissionais.

      2) Criar um movimento organizado de células com algum(ns) objetivo(s) comum(ns). Mas como manter isso agregado?

      Já vi associaçõs de moradores serem iniltradas e dominadas por marxistas.

      Já vi o mesmo no Bule Voador.

      Pelo que vejo blogs se mantem íntegros quando tem um dono íntegro, mas coletivizando o negócio degringola.

    3. Gerson, este é o motivo pelo qual estou recomeçando a estudar a Teoria dos Jogos e da Cooperação. Não faz sentido tentar qualquer coisa baseada em tentativa-e-erro ou em nossos preconceitos quando já existe toda uma ciência que dá fundamentação teórica ao campo e diz o que dá certo e o que não dá certo.

      Eu tenho uma estratégia em mente, mas é cara demais, inacessível, além de que geraria gritaria (“-Fascismo!!!”) seja por por ser mal compreendida, seja por ser intencionalmente distorcida.

      Temos que formar logo um fórum privado para discutir essas coisas com uma meia dúzia de convidados. Eu acho que o Orkut seria um lugar perfeito, porque tem uma excelente estrutura de fórum, mas há o problema de que pode ser tudo deletado se um perfil for deletado… Acho que vou criar um fórum privado acessível a partir daqui mesmo.

  16. “Eu não sei bem qual é o percentual de otimismo e qual é o percentual de desespero na minha ânsia por fazer alguma coisa enquanto ainda dá pra planejar algo por via institucional…” (Arthur)

    Tudo que você disse depois disso é pertinente e eu teria que me espremer muito para achar argumentos contrários. Continuo achando a política ativa uma atividade de merda que só agrega o que há de pior das raspas de altruísmo na espécie humana. Até acredito (e a minha crença só vai até aí!) que há indivíduos que se lançam nessa vida com a intenção de transformar uma ideia boa em algo útil para a sua coletividade. Com o tempo (e isso é algo que não demora muito!) aquela pessoa bem intencionada vê que ATÉ PARA FAZER FLORESCER UM IDEAL ALTRUISTA ELE TEM QUE SE ALINHAR COM PESSOAS EGOÍSTAS para que o seu posicionamento ganhe peso. E nós já sabemos que a maioria dos alinhados (usando a sua parábola!) estão mais preocupados com focinhos, manchinhas, rabinhos, joguinhos e ganhos.

    Às vezes a minha parte ingênua chega a vislumbrar mecânicas depurativas para que a democracia signifique aquilo que se diz dela, mas acabo entrando em becos fascistas e num arrepio jogo aquela ideia no lixo. Às vezes acho que vi alguma coisa se desenhar nos meios de comunicação imediatos que permitem tanta conectividade e corações abertos, mas logo percebo que a virtualidade do curtir-comentar é irmã da volatilidade do esquecer-se-esconder. Além do mais, mesmo que esse caminho fosse aberto de forma promissora, logo estaria congestionado pelas mesmas almas que fedem na política convencional. Sem saída!

    Em suma: Acho que a democracia foi uma ideia muito boa que não deu certo! O poder será sempre coordenado pela Corporação. Sempre, depois de uma revolução de qualquer tipo, por mais bem intencionada que ela seja, haverá uma troca de figuras, mas, quando a poeira baixar, ela, a Corporação, estará lá, sugando como sempre. É destino! Em qualquer sistema haverá uma classe que manipula o poder a seu favor e essa classe, para se manter no poder e ganhado, necessita criar uma Corporação. E a lógica!

    Nem acho que isso seja um defeito da política, ou da democracia, ou de qualquer sistema que se escolha para coordenar as atividades produtivas-distribuidoras. Acho que o problema está no próprio ser humano. Soluções? Quem sabe em um milhão de anos? Enquanto isso, só posso ajudar a acender o estopim!


    1. “Continuo achando a política ativa uma atividade de merda que só agrega o que há de pior das raspas de altruísmo na espécie humana.” (Romacof)

      Fico furioso quando leio esse tipo de declaração – justamente porque ela tem um imenso conteúdo de verdade. Não furioso com o declarante, é necessário sublinhar, porque é um absurdo “matar o mensageiro”. Fico furioso com a humanidade.

      Supostamente somos a espécie mais avançada que existe no universo conhecido e no entanto não conseguimos chegar a um acordo para pelo menos não destruir o planeta em que vivemos e garantir alimento, saúde, moradia, educação e segurança para nós mesmos e nossos inocentes filhotes. Isso é de uma estupidez tão acachapante que eu me nego a acreditar que não haja possibilidade de um mínimo entendimento ético e moral entre nós para permitir uma administração minimamente razoável e digna de nosso espaço vital.

      Mas enfim, já estou dando discurso. Deixa eu me concentrar em responder.

      “Até acredito (e a minha crença só vai até aí!) que há indivíduos que se lançam nessa vida com a intenção de transformar uma ideia boa em algo útil para a sua coletividade. Com o tempo (e isso é algo que não demora muito!) aquela pessoa bem intencionada vê que ATÉ PARA FAZER FLORESCER UM IDEAL ALTRUISTA ELE TEM QUE SE ALINHAR COM PESSOAS EGOÍSTAS para que o seu posicionamento ganhe peso. E nós já sabemos que a maioria dos alinhados (usando a sua parábola!) estão mais preocupados com focinhos, manchinhas, rabinhos, joguinhos e ganhos.” (Romacof)

      Há dois pontos importantes aqui.

      Primeiro, eu não vejo a coisa apenas como “altruísmo”. Eu estou vendo o planeta se destruir em inúmeros níveis, não somente no nível do legado às futuras gerações, mas também na segurança para caminhar nas ruas no meu próprio dia-a-dia e até mesmo na inexistência de entretenimento inteligente, porque todo mundo quer investir numa fatia do mainstream. Eu quero viver em um mundo mais seguro e mais saudável.

      Lógico que se fosse só isso eu poderia simplesmente me dedicar a enriquecer e dizer “que se dane o mundo”, mas aí entra o lado altruísta, reconheço. Eu simplesmente piro na batatinha quando vejo crianças brincando… Porque sei no que elas vão se transformar, pelo que elas vão passar e como elas vão agir depois de estragadas pelos macacos estúpidos que as educarão e liderarão.

      Então, tem um pouco de cada coisa aí.

      Segundo, eu não acho que a gente tenha que se alinhar ou associar com gente egoísta, mesquinha, mentirosa, desonesta, etc. O que a gente tem que fazer é começar a construir um mundo próprio dentro do mundo podre em que vivemos – e manter o controle sobre ele. Temos que usar o incrível valor adaptativo da ética e promover nossa própria seleção de grupo, que, se é controversa em biologia, não é controversa em economia.

      Há anos estou pensando praticamente em tempo integral em que tipo de filtro pode ajudar a implementar uma rede de indivíduos com estas características (honestidade, iluminismo, humanismo, ativismo), e encontrei pelo menos uma solução eficaz, mas ao menos por enquanto ela é inexeqüível, porque é cara demais e complexa demais. Mas eu continuo pensando em outras alternativas, mais exqüíveis, ainda que menos eficientes. Um projeto desta natureza não precisa ser perfeito, mas tem que ser auto-depurativo. Eu não desisti deste desafio intelectual.

      “Às vezes a minha parte ingênua chega a vislumbrar mecânicas depurativas para que a democracia signifique aquilo que se diz dela, mas acabo entrando em becos fascistas e num arrepio jogo aquela ideia no lixo.” (Romacof)

      Eu me interesso por isso. Vamos conversar a respeito em privado, porque idéias “fascistas” podem muitas vezes ser desfascistizadas com mecanismos simples.

      “Em suma: Acho que a democracia foi uma ideia muito boa que não deu certo!” (Romacof)

      Exato. E eu sei por que não deu certo. Só não posso falar sobre isso diretamente em público porque estaria dando idéias que fascistas poderiam aproveitar para construir um sistema ainda pior porém com a mesma aparência de democracia de hoje.

      A boa notícia é que a partir da democracia existe pelo menos uma estratégia 100% honesta e digna que pode nos ser útil para combater o fascismo. Eu tenho isso pronto na mente, mas ainda falta o maldito filtro para evitar invasões na “conspiração do bem”, já que o único de que disponho tem aquele probleminha de ser caro demais, atualmente inacessível.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *