Estou interessado em estudar o assunto. Meu ponto de partida será a releitura do curso Teoria dos Jogos e da Cooperação para Filósofos, cujo link acabo de corrigir na coluna da esquerda do blog (o link estava quebrado). Meu maior interesse são as estratégias para impedir a invasão e a perversão das “conspirações do bem”. Quem me acompanha? 

Ao contrário dos demais artigos, este aqui evoluirá com o passar do tempo. Vou atualizá-lo conforme reler o curso e fazer comentários sobre cada capítulo. Outras sugestões de leitura serão acrescidas, tanto as que eu encontrar quanto as que forem sugeridas na caixa de comentários. Para quem se interessar pelo assunto, recomendo favoritar este artigo. 

Comentário de abertura

O curso é composto de duas seções, cada uma com quatro unidades, cada unidade com quatro itens. É bastante coisa. Portanto, ao comentar alguma parte específica do curso, por favor comece seu comentário indicando a seção, a unidade e o item comentado, de preferência em negrito, assim: 

Seção I, Unidade 1, item “Antecedentes Históricos, Principais Obras e Autores”: Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum. 

Ao estudo! 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 08/04/2013

10 thoughts on “Teoria dos Jogos e da Cooperação

  1. Manga-Larga

    09/05/2013 — 12:30

    Grande Arthur, que bom que vc voltou!

    Tens que escrever algo sobre a reação conservadora atual! Donos de clínicas articulam-se para lucram em cima da comoção popular contra viciados em crack. Legisladores também donos de clínicas, como Osmar Terra e Givaldo Carimbão, legislam populistamente seu lucro futuro e que se foda a população.

    http://coletivodar.org/2013/05/bolsa-laranjeira-governo-de-sp-pagara-r-1-350-para-cada-internado-em-clinicas-particulares/

    Ronaldo Laranjeira vai ficar rico, e criou o bolsa-crack que na verdade é bolsa-laranjeira.

    1. Bem-vindo de volta, também. Pode deixar que esse assunto da bolsa-crack vai virar artigo logo, logo.

  2. Arthur!
    Li: •Antecedentes Históricos, Principais Obras e Autores; e •A Estrutura do Jogo: Conceitos e princípios. E me recuso a ler qualquer linha além dessas se não me for esclarecido qual é a sua intenção! Isso me fez lembrar do monge tibetano que ficou vinte anos carregando uma tigela transbordante de água sem poder deixar cair uma gota. Depois de vinte anos explicaram pra ele que se uma gota tivesse caído só aquela teria conseguido a liberdade!

    Parafraseando Robert Picardo como o médico do holograma “favor declare a natureza da emergência médica” !

    1. “Conspirações do Bem” são grupos de adesão voluntária que buscam unir uma massa crítica de pessoas para tentar obter um resultado que não seria possível sem o efeito de escala. Pode ser uma ONG, um partido político, um acordo entre empresas, etc.

      “Invasão de Conspiração” acontece quando elementos estranhos ou deletérios começam a ingressar no grupo e prejudicar ou mesmo inviabilizar seu funcionamento. Por exemplo, políticos que usam seus cargos não para representar os interesses do povo e sim os próprios.

      Dois e dois são quatro. Como organizar um grupo cooperativo com o menor risco possível de invasão e parasitismo ou perversão dos objetivos? Teoria dos Jogos e da Cooperação.

  3. A palavra chave é “cooperativa”.

    O problema está em impedir que os membros cooperados façam o seu jogo em paralelo ao do interesse da cooperativa.

    Vejo isso na UNIMED. Uma ideia boa. Para ser útil essa ideia precisou crescer. Para crescer ela obrigatoriamente abriu as portas a novos cooperados. Novos cooperados têm seus interesses e ideias próprias. Entre essas ideias há aquela, onipresente, de que quem coordena uma cooperativa deve ter um status condizente com a importância da posição. A cooperativa continua a crescer. O coordenador deve se deslocar para propagar a intenção da cooperativa, vender o plano, “becar” bem para ser um vendedor apresentável e respeitável. A casa sede da cooperativa deve ter uma suntuosidade proporcional à grandeza da cooperativa. A publicidade da cooperativa deve ser tamanha que sua marca fique gravada na alma dos usuários em potencial. Tudo pela grandeza da cooperativa (e, entre parênteses, pelo bem estar dos coordenadores da cooperativa… palavra da corporação, amém!).

    1. Engraçado… Esse problema eu acho fácil de resolver. O problema que eu vejo como imensamente difícil de resolver é como manter cada membro da cooperativa fiel ao objetivo declarado da cooperativa. Explico.

      Nenhuma cooperativa política nasce com o objetivo declarado de “vamos adotar um discurso bonitinho e altruísta para fazer um monte de trouxas acreditarem em nós e então sugar até o último centavo o bolso destes otários”.

      Grupos políticos costumam surgir e crescer com objetivos declarados como “vamos lutar por saneamento básico, posto de saúde, posto policial, escola e qualidade de vida no bairro!”.

      O problema é que sempre tem um FDP que percebe que liderar essa luta oferece boas oportunidades para conseguir uma propina de 10% do orçamento da construção do posto policial para favorecer uma empresa que está superfaturando a obra. E, do lado das empresas, como todas querem vender obras superfaturadas, a existências deste tipo de FDP promove a organização de cartéis de superfaturamento. Aí a coisa sai do controle e chega em um ponto tal que o competidor isolado que não quer superfaturar nada acaba sendo ameaçado para entrar no esquema.

      Tudo que eu quero é encontrar gente que não esteja disposta a aceitar preços superfaturados, seja qual for a justificativa, simplesmente “porque não é certo”. Existe gente assim. Aos montes. O que não existe é gente assim que esteja disposta a se comprometer com um projeto político, porque elas não têm a menor confiança de que as outras pessoas envolvidas no projeto também são assim – uma vez que a política por algum motivo absurdo só costuma atrair os canalhas e corruptos.

      Uma vez encontrado um filtro adequado para dar essa garantia às pessoas honestas, aposto que veremos um número muito maior delas se lançando na política, como deveria ser.

  4. “…um filtro adequado para dar essa garantia às pessoas honestas…” Eis a questão!

    1. Sim, eu sei. Já conversei contigo sobre uma alternativa tecnicamente possível – porém atualmente inviável por diversos motivos. Não quero tocar neste assunto em público, pra não ficar dando idéia pra safado. Mas tenho bem claro que conhecer a Teoria dos Jogos e da Cooperação é crucial para avaliar outras alternativas.

  5. Eduardo Marques

    24/05/2013 — 13:23

    Existe um curso parecido em vídeo e áudio da Universidade de Berkeley disponível pela internet que há um tempão eu estou adiando assisti-los. Aqui, ele está parcialmente traduzido (até o 10 vídeo, mais ou menos):

    http://www.veduca.com.br/play?c=215&a=1

    1. Excelente!

      Muito obrigado pela dica, Eduardo!

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