Eu tenho vontade de esganar com minhas próprias mãos os imbecis que endossam o tipo de tese mentirosa e mal intencionada de que raça ou sexo estão ou devem estar ligadas a caráter, dignidade ou direitos. Infelizmente, devido à estupidez ou à ganância – ou a ambos – há cada vez mais gente que pratica os mais descarados racismo e sexismo em nome os Direitos Humanos e de um suposto combate ao racismo e ao sexismo. Desta vez foi um documentário que fez meu sangue ferver. 

O documentário “A Corporação” vai muito bem, mostrando a verdadeira natureza das corporações, até o minuto 49. Aí a besta do Michael Moore aparece e diz que “o problema é que a maioria dos CEOs são homens brancos ricos, que não se comunicam com a maioria do mundo, porque no mundo a maioria são as mulheres, os não-brancos e os pobres”. 

Pronto. Qualquer coisa que se pudesse dizer a favor do tal documentário se torna inviável devido à tese racista e sexista que o diretor cretino introduziu indevidamente na questão. Como se CEOs mulheres ou não-brancos fossem reduzir os lucros para cuidar melhor do meio ambiente ou deixar de demitir funcionários em época de crise – e continuar no cargo. 

Se o problema são os homens brancos, então tragam-me um único nome de CEO mulher ou não-branco cuja companhia esteja listada na Fortune 500 que gerencie sua companhia com técnicas nitidamente diferentes das dos homens brancos e que se mantenha dois anos seguidos na mesma posição ou subindo! 

Eu facilito a busca: a lista da Fortune 500 americana 2013 está aqui, a lista das mulheres CEO da Fortune 500 americana 2013 está aqui e a lista da Fortune 500 global está aqui.

Os racistas e sexistas que supostamente em nome dos Direitos Humanos defendem cotas, direitos especiais e inúmeras outras abominações que violam a letra e o espírito de tudo que já foi produzido pelo movimento pelos Direitos Humanos, especialmente o artigo XXX da DUDH, estão convidados a fazer o dever de casa e apontar diferenças significativas entre decisões de gestão significativas de médio a longo prazo de CEOs homens brancos e de CEOs mulheres ou de outras raças que mantenham suas companhias no mesmo nível de competição ou acima e a si mesmos cargo. 

O correto seria comparar o conjunto de CEOs homens brancos com o conjunto de CEOs mulheres e o conjunto de CEOs de outras raças, mas se alguém achar UM exemplo entre todas as companhias listadas na Fortune 500 já será surpreendente.

Mas o que me estressa mesmo é que nem uma constatação tão óbvia e irrefutável faz com que a mentira deixe de ser propagada por alguns manipuladores mal intencionados e por inúmeros idiotas úteis – e que muitas injustiças sejam cometidas em função de algo que é evidentemente falso. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 13/05/2013 

 

45 thoughts on “Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos

  1. Aqui… eu li o texto e entendi, mas uma coisa não sai da minha cabeça. O que seria um cidadão “não-branco”?

    1. Um cidadão não-branco é aquele que não é um albino absoluto (e, mesmo esses são meio rosadinhos, devido à vasodilatação periférica associada à nossa percepção!)

    2. O que tem para não compreender em “não branco”? 😛 São todos os outros menos os brancos, oras! Negros, amarelos, xadrezes, etc.

  2. Michael Moore diz muitas verdades em seus documentários. O problema são os absurdos que ele tenta passar no “pacote”. E não foi só é só este caso.
    Colocar verdades ao lado de absurdos pode dar credibilidade aos absurdos mas na maioria dos casos acaba mesmo “contaminando” as verdades. E isso acontece no caso do Michael Moore. Tanto acontece que o que ele diz de verdade é logo posto em cheque porque o crítico vai mostrar principalmente os absurdos ditos pelo Michael Moore. No fim o MM presta um desserviço a causa que ele defende, ou diz defender.
    Enfim, mais do mesmo 🙁

    1. Fala sério, né? Depois daquela dos CEOs homens brancos ricos ele larga aquele final com apologia à destruição do governo e à democracia das praças…

      Tudo que eu quero é ter que perder metade da semana tendo que ir discutir em praça pública os assuntos burocráticos banais para tratar dos quais hoje em dia existe uma burocracia estatal instituída em caráter permanente que me libera todo esse tempo para atividades produtivas.

      Só quem nunca viveu o pesadelo de uma democracia direta permanente é capaz de advogar pela implantação de um sistema monstruosamente opressivo desses.

  3. Manga-Larga

    14/05/2013 — 14:45

    Tudo muito relativo para um daltônico como eu.

    1. Esse ia votar na Marina Silva e acabou votando na Manuela D’Ávila. 🙂

  4. Mas o Michael Moore tem razão. Os CEOS não-brancos só agem como CEOs brancos porque foram “embranquiçados” pela ideologia corporativa americana.

    (piada gente, guardem os tomates)

    1. Isso é o que a cultura geral define como sarcasmo?

    2. Só se ele não tivesse avisado. Mas aí virava um tubão de catchup.

  5. Não! Danilo. Sarcasmo seria se nós respondêssemos à alguém que pergunta: “o que é um homem-de-cor?”, dizendo: São todos aqueles que não são incolores. De qualquer forma não pretendi ser sarcástico com a sua pergunta retórica.

  6. Ô, romacof… o comentário sobre sarcasmo foi pro mindingo, sô.

    Mas então, um não branco não precisa ser necessariamente um preto… é isso?

    1. Danilo! (seguindo o jogo para o assunto não ficar muito sério) Um não branco pode até ser um branco roxo de raiva por descobrir que a namorada amarela é na verdade uma vermelha ictérica.

    2. Rafael Holanda

      17/05/2013 — 22:11

      Um que tá azul de rir aqui com os comments. 😀

    3. Maionese quando desanda…

  7. Michael Moore

    17/05/2013 — 18:33

    A frase “Racismo esta nos olhos de quem vê”, eu discordo em várias circunstâncias, em quase todas. Mas você foi muito infeliz nesse seu artigo. Procurando pêlo em ovos.

    Pra começar, uma frase, editada, cortada, e inserida em um documentário que NÃO tem como objetivo principal abordar sexismo, não tira o mérito de um dos documentários mais premiados mundo afora. Pessoas negras, homens e mulheres já viram esse documentário e quase nenhuma interpretou essa frase nessa maneira distorcida que você apresenta aqui.

    O documentário é excelente ao que se propõe. Criticar o capitalismo como este está. Isso basta.

    Há que ter muito cuidado quando se lê, na frase “Homens são crueis” pois pode se referir ao ser humano de maneira geral, incluindo mulheres. Pior ainda quando dito em inglês “men”.

    Troque ou limpe suas lentes de como você vê o mundo, amigo. Além de interpretação equivocada, ainda você generaliza.

    Vou tentar explicar um pouquinho a ideia que ele quis passar, ou seja, aquilo que se lê ou vê além das palavras ditas.

    De que os CEOs, em sua maioria Homens(se insere mulheres) brancos e ricos. que não se importam com a exploração de trabalho escravo e infantil, pois não impacta eles, só querem ver um numero verde no balanço final e apresentar produtos mais baratos aos conterrâneos americanos. Pagam 60 centavos por dia em sistemas de escravidão moderna para crianças na Indonésia, Paraguai, Índia, Turquia etc. fabricarem as roupas da Walmart, C&A, e outras marcas etc.

    colocam ainda nas etiquetas dessas roupas, fabricadas pelo custo de 7 centavos e vendidas por 100 dólares, que parte da renda será revertida para doações para miseráveis dos US.

    Essa é a ideia que ele quis passar na qual pessoas são forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob a ameaça de indigência, detenção, violência. SOB ESCRAVIDÃO MODERNA, oriundas de empresas ricas, onde os CEOs em sua maioria nunca viram e não tem um sentimento de empatia pelo próximo.

    O problema é muito maior do que um CEO nego ou CEO mulher. Acorda.

    1. Eu provavelmente já estou mais perto da idade de voltar a usar fraldas do que da idade de deixar de usar fraldas, então esse papo de que “uma frase, editada, cortada, e inserida em um documentário que NÃO tem como objetivo principal abordar sexismo, não tira o mérito de um dos documentários mais premiados mundo afora” não cola mais. Se ele não quisesse inserir uma mensagem racista e sexista, não teria colocado aquela frase no documentário, é simples assim.

      1 gota de óleo contamina 25 litros de água, tornado-a impura para o consumo e causando a disseminação de doenças. Do mesmo modo, uma gota de informação falsa e mal intencionada contamina um documentário inteiro, tornando-o impróprio para o consumo e causando a disseminação de mentiras e preconceitos.

  8. Arthur, não querendo te assustar, mas já assustando:

    https://www.facebook.com/revolucaocomunista

    Detalhe! tenho 855 contatos no facebook, 799 não só assinam a página como vão participar de um “evento” criado no mesmo site com o título “Golpe Comunista 2014”. Tem inclusive um evento chamado “Golpe Comunista 2014 no Brasil! Os reaçinha PIRAM!”, no link http://www.facebook.com/events/343803015741823/, com 36 mil pessoas confirmando presença até agora.

    O texto do evento é exatamente esse abaixo:

    Quarta, 1 de janeiro de 2014 – 10:00

    Chegou a hora do Brasil! Chegou a vez dos trabalhadores! Chegou a ditadura do Proletariado! América Latina Unida!
    Curta nossa página para juntos organizarmos o MAIOR GOLPE COMUNISTA DO PLANETA!
    Soubemos por fontes internas ligadas à Brasília que nossa página está sendo comentada nos corredores do Palácio do Planalto e pela reaçadaaaaaaa que está louca conosco.
    Vamoooos proletariados do BRASIL, vamos junto criar poder POPULAR!
    GOLPE COMUNISTA BRASIL 2014, O MAIOR GOLPE DA TERRA
    !

    Creio que os idiotas úteis estejam se assomando.

    1. Eu, que na história desse blog sempre comentei direitisticamente, curti no face esse golpe comunista. Talvez eu seja um idiota útil dando apoio a um grupo de guerrilheiros, mas eu acho mesmo que a coisa é brincadeira.

    2. Revolução festiva?

      Auto-intitulada de “golpe”?

      Logo após o reveillon, às 10:00 da madrugada, com todo mundo de ressaca?

      Bem no início da alta temporada de férias?

      Logo antes do carnaval?

      Em pleno ano de Copa do Mundo?

      Relaxem, o Brasil não é um país sério – ninguém conseguiria mobilizar um contingente suficiente de “revolucionários” para fazer porcaria nenhuma nesta data.

      .

      .

      .

      Ou então será um show humorístico qualquer.

      Danilo Gentili ou Rafinha Bastos confirmaram presença?

      .

      .

      .

      Falando sério: primeiro, se houver alguma tentativa de golpe, não será assim que ela será organizada; segundo, enquanto o PT puder se manter no poder pela via “democrática”, ele não terá o menor interesse de agir de outro modo, porque, quanto mais tempo permanecer no poder pela via “democrática”, tanto mais profundamente poderá aparelhar o Estado com toda a calma e “legitimidade”; terceiro, caso outro grupo tentasse algo assim contra um governo com mais de 84% de aprovação popular, as polícias e as Forças Armadas esmagariam a iniciativa com facilidade.

      Ah, sim… “E se forem as polícias e as Forças Armadas que quiserem dar o golpe?” Bem, eu duvido que isso venha a acontecer. O discurso hoje predominante na caserna é de legalidade. A menos que a tal Força Nacional de Segurança Pública cresça a ponto de poder fazer frente às Forças Armadas, não creio que tenhamos que nos preocupar com um golpe de Estado. O grande problema é mesmo o Golpe Branco que já está sendo perpetrado.

  9. Eu defendo muitas coisas…

    Tudo depende da janela dos meus olhos.

    Os direitos que sonho para todos,ainda não existem.

  10. Michael Moore

    20/05/2013 — 18:36

    “Eu provavelmente já estou mais perto da idade de voltar a usar fraldas do que da idade de deixar de usar fraldas, então esse papo de que “uma frase, editada, cortada, e inserida em um documentário que NÃO tem como objetivo principal abordar sexismo, não tira o mérito de um dos documentários mais premiados mundo afora” não cola mais. Se ele não quisesse inserir uma mensagem racista e sexista, não teria colocado aquela frase no documentário, é simples assim.”

    Para uma pessoa que consultando o geriatra, já quase usa fraldas. Seu argumento é tão lixo quanto qualquer troll de internet.
    Esse é o DOC mais visto do Canadá, um dos mais premiados do MUNDO, e um velho no Brasil se sentiu ofendidinho com uma frase nada a vê.

    “Tudo depende da janela dos meus olhos.”

    Enquanto você fica preocupado com o CEOs mulheres não dão resultados que não foi dito em lugar nenhum, a Monsanto mata os estados de MS e MT com agrotóxicos extremamente nocivos com estudos científicos forjados. entendeu? Vai lá e compra uma soja trangênica achando que não dará nada pra você pois tem 3 estudos que suportam a ideia.

    1. Não, eu não sou um velho. Ainda que eu tivesse o dobro dos meus atuais 44 anos, eu não seria um velho. Linus Pauling com 94 anos era um jovem. Eu também serei. Mas isso não vem ao caso.

      O fato é que falácias ad numerum ou ad populum não provam nada – são falácias. Se toda a população do planeta acreditar que a Terra é plana, isso não aplainará o globo terrestre. E já foi assim.

      Se tua melhor crítica é “uma frase nada a vê (sic)”, não vou nem me dar o trabalho de explicar a importância do fato de a frase ter sido dita pelo diretor do documentário e não por um depoente imparcial. E seja feliz bebendo água com óleo usado.

  11. Michael Moore

    20/05/2013 — 21:34

    A critica que fiz foi em cima da lamentável citação sua. Querendo achar problemas onde não há, pra quê? Trazer leitores pro seu blog!? Talvêz dê certo. 2 professores da UFRJ me mandaram o link e cada um com um “artigo” em especifico com apenas um comentário: “leia que lamentável existir pessoas estudadas e só falam asneiras” e o outro “veja como idade não quer dizer maturidade, o autor só fala bobagens. (citando outro artigo onde você pede Leis que provem que homens estão iguais a mulheres ou superiores”, se esquecendo essas leis todas são justamente a reação da justiça para a desigualdade”.

    Parabéns, você está famoso, pena que pelo lado da ignorância. E enquanto você trás leitores não pensantes. Nós passamos The Corporation em seminarios no Brasil para colocar o ponto de interrogação no capitalismo.

    Fique fazendo seu ativismo de sofá, que temos coisas mais importantes e que dá mais resultados.
    abraço

    1. Meus dedos estão coçando, mas o Arthur pode muito bem se defender de alguém que usa o nome de outro, joga frases sem sentido ou concordância e faz ataques genéricos com o argumento da autoridade.

      Só me preocupo um pouco porque o Sr Lucas me parece um tanto fatigado ultimamente, e sem muito tempo a perder.

    2. Michael Moore

      20/05/2013 — 23:58

      Realmente cobrar português do outro, errando no mesmo nível. Sem credibilidade.

    3. Credibilidade? Um anônimo com um e-mail falso falando em credibilidade? Tipo assim o José Dirceu, o José Genoíno e o Paulo Cunha discursando em nome da moralidade na administração pública? Tá tri. 😀

      O que eu acho divertido na “avaliação” dos “dois professores da UFRJ” é que – segundo informas – ela é composta por dois adjetivos: “asneiras” e “bobagens”. E apenas por dois adjetivos.

      Assumindo o mesmo critério, de que adjetivos bastam para fazer críticas eu vou apresentar dois adjetivos para estas críticas: “vazias” e “irrelevantes”.

      Mostra a cara, dá o teu nome completo e o nome dos teus dois professores da UFRJ que eu vou telefonar para a UFRJ, pedir para falar com estes dois professores e perguntar a eles se eles disseram mesmo isso para um aluno com teu nome. Se eu confirmar a credibilidade da tua história, proporei que cada um escreva uma réplica aos artigos que eles criticaram, publicarei ambos os artigos sem cortes e sem edições aqui no blog e depois escreverei minhas tréplicas. Se eles quiserem responder de novo, o blog continuará aberto – mas eu sempre poderei responder também. Fico no aguardo.

    4. Quanto a usar “The Corporation” para fazer propaganda comunista rasteira para estudantes despreparados para fazer uma crítica bem informada, isso não me surpreende nem um pouco.

      A idéia de “o povo nas ruas exercendo democracia direta através de assembléias” é mesmo tão moderna quanto a Atenas da Grécia Antiga. Assistir um sujeito supostamente bem informado e supostamente bem intencionado defender um anacronismo aberrante destes chega a me causar vergonha alheia. Um país organizado nestes termos não conseguiria atingir nem sequer a produtividade dos sistemas feudais, muito menos sustentar sua população. Nem mesmo aldeias indígenas primitivas são tão atrasadas a ponto de recorrer a mecanismos permanentes de democracia direta como método preferencial de organização social – porque as que tentaram tiveram que mudar para não morrer. E queres que eu leve a sério uma aberração destas só porque é o teu queridinho Michael Moore a defender a lorota? 😛

  12. Michael Moore

    23/05/2013 — 02:05

    Sem moral total

    1. O Michael Moore? Concordo. 🙂

  13. Como o amor é lindo!

  14. Rafael Holanda

    25/05/2013 — 19:13

    Acabei de assistir o documentário e vou discordar de vc nesse ponto. Acho que o Moore só estava reafirmando um dos pontos do documentário: os CEOs não se importam com as consequências das ações da empresa desde que essas ações tragam o lucro à curto prazo. Acho que o Moore foi infeliz em envolver cor e gênero no problema, mas eu o vejo como um daquelas pessoas de esquerda que vê claramente os problemas de gênero/de raça/de orientação sexual das “minorias” (ênfase nas aspas) mas ainda usa um tapa-olho pros problemas de mesma natureza enfrentados pelas “maiorias” (idem). Com pessoas assim eu ainda tenho a esperança de debater e tirar-lhes o tapa-olho, mas tenho ciência de que ele pode ser do tipo que só tem o olho esquerdo.

    Quanto ao documentário em si, achei ele maravilhoso. Acho até que a questão da opinião do Moore não contamina a qualidade do trabalho, já que o doc deixa bem claro que o processo de liderar uma empresa bem-sucedida é brutalmente desumanizante e ponto. Não importa se o CEO é mulher, não importa se é negro, não importa se é chinês, não importa se é venusiano, ele/ela irá tomar medidas que tragam lucro à curto prazo e depois lidará com as “externalidades”.

    1. Nossa divergência é apenas no que diz respeito àquela fala do Michael Moore. Se ele não tivesse introduzido aquela opinião estúpida e aquele final que endeusa a “democracia das ruas”, o documentário seria ótimo. O problema é que que ele inseriu – e isso tem um significado.

      “O Diabo está nos detalhes”, conheces o ditado? O sujeito fez um coisa que no geral é muito boa, abre os olhos de muita gente, mas inseriu um vírus no contexto. Um vírus é algo muito pequeno, um “detalhe” ínfimo… Até o momento em que começa a se multiplicar e mata o hospedeiro.

      Há certas coisas para as quais não dá pra fazer concessões. Michael Moore, ou melhor dizendo os partidários de Michael Moore, se tomassem conta dos EUA, transformariam o país numa segunda URSS. Hoje isso não é aparente, porque eles se limitam a denunciar os erros do adversário, mas quando eles não tiverem mais necessidade de fazer isso… Quando forem os adversários deles a fazer este tipo de documentário contra eles…

      Vê se nos países que Michael Moore ou Lulinha Paz e Amor amam de paixão existe liberdade de imprensa como nos EUA.

  15. diego rebelo

    11/08/2014 — 07:55

    Parabéns pelo blog,

    é cada vez mais raro alguém conseguir pensar fora do viés marxista dominante no Ocidente.

    Quanto aos comentários acima, não é surpresa que nossos colegas da esquerda renovem o hábito de se entorpecer com textos (e documentários) comprometidos ideologicamente; com o tempo a maioria desse pessoal cai na real e vê que serviram de massa de manobra de Lulas, Evo morales, Fidel, etc.. que esses libertários nada mais são do que Sarneys da esquerda…

    Como dito, a bandeira dos direitos humanos, em grande parte, é mais uma “boa idéia” hasteada por aproveitadores; nestes casos a frase “de boas idéias o inferno está cheio” serve como uma luva.

    Afinal, se a esquerda é tão libertária assim, porque tantos companheiros perdem tempo vindo ao seu blog para te ofender, só porque o senhor pensa de forma diversa deles? Não lutaram tanto pela liberdade de expressão?
    Ah, lembrei.. essa turma ocupa cargos comissionados e recebem dinheiro de ONGs para fazer isso, só permitindo a liberdade deles. nada mais antigo do que isso. Liberdade assim sempre existiu.

    Sorte deles que muitos “malvados” capitalistas trabalharam décadas para gerar impostos para sustentar o ócio dessa turma. Fosse em Cuba eles estariam cortando cana, sem tempo de usar internet.

    saudações!

    1. Diego, liberdade de expressão para a esquerda é poder calar a Yoani Sanchez com vaias. E, se a polícia garantir que ela possa falar, isso é “repressão policial burguesa”.

  16. Arthur

    Chega ser uma piada macabra ver a esquerda hoje levantando bandeira de direitos humanos.

    1. Isso eu digo há anos, Julio.

  17. Michael Moore é autentico idiota útil. Ele pensa que ele é super politizado como Sakamoto e cia.

    1. Aí já não concordo. Ele não é um idiota útil… É um safado, mesmo. 😉

  18. “Isso eu digo há anos, Julio.”

    São ao maiores bebedores de sangue que já existiu e violadores de DHs. Sem mencionar que nazismo e fascismo são de esquerda.

    1. Hehehehe… Essa história de classificar o fascismo como de esquerda ou de direita rende gigabytes e mais gigabytes de discussão…

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