O sapo, o escorpião e os protestos – ou: em quem votarão os manifestantes?

Coerência. Se eu tivesse que contribuir com uma só palavra para o momento histórico pelo qual o país está passando, esta palavra seria coerência. Ou isso, ou o movimento que hoje vemos nas ruas vai dar em nada. Explico. 

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O movimento que está nas ruas não começou com o Movimento Passe Livre. Nada disso. Nos dias em que – desinformado pela grande mídia – pensei que os protestos no Brasil e no exterior aconteciam em apoio ao MPL, vi o movimento com maus olhos e nem sequer procurei me informar mais profundamente a respeito. Como o aumento dos protestos atingiu uma escala desproporcional a esta motivação, resolvi me informar melhor. E, obtendo melhor informação, fiquei furioso ao perceber que eu tinha sido enganado. 

Se o MPL não tivesse sido reprimido com violência, se não tivéssemos assistido a truculência conjunta de PT e PSDB se voltar contra um movimento incipiente com uma bandeira utópica, nada disso teria acontecido. O MPL teria arregimentado uma parcela significativa da população, é certo, devido ao apelo pelo não aumento dos preços e pela discussão sobre a passagem universal gratuita, mas não teria emplacado uma idéia tão contrária ao senso comum: alguém no fim das contas tem que pagar a conta. 

O movimento que está nas ruas começou, portanto, quando o povo assistiu pasmo os governos do PT e do PSDB se unirem para espancar e dispersar a população que manifestava legitimamente uma aspiração que pode ser lógica ou absurda, mas que deveria ter sido respeitada como legítima manifestação de vontade popular e analisada de modo racional, com argumentos válidos, por parte dos governos do PT e do PSDB. Os governos até podem eventualmente divergir da vontade da população, mas não podem espancar e calar quem deles diverge. 

O problema, entretanto, é que esquecemos a fábula do sapo e do escorpião. 

O sapo e o escorpião

Um sapo rondava em busca de moscas à beira de um rio quando chegou um escorpião e lhe pediu: 

– Amigo sapo, eu não sei nadar. Por favor, leve-me até a outra margem em suas costas e prometo ajudá-lo a procurar uma boa refeição. 

O sapo respondeu: 

– Amigo escorpião, você me desculpe, mas tenho medo de seu ferrão. 

O escorpião argumentou: 

– Que é isso, amigo sapo?! Eu não pagaria o bem com o mal. Além disso, se eu o picasse durante a travessia, meu veneno o mataria antes que atingíssemos a outra margem e eu morreria também. Seria estúpido fazer uma coisa dessas. 

O sapo pensou um pouco e tomou sua decisão: 

– Está bem, amigo escorpião, você tem razão. Venha, suba em minhas costas, eu lhe darei uma carona. 

O escorpião subiu nas costas do sapo e o sapo pôs-se a nadar em direção á outra margem. No início estava tudo tranqüílo, mas lá pela metade do caminho o escorpião já não parecia tão amigável. Lá pelas tantas, simplesmente ferroou sem motivo a nuca do sapo. 

O sapo, sentindo a dor e já meio grogue, perguntou ao escorpião: 

– Por que você fez isso? Eu estava ajudando você. Você me traiu, e sua traição nos condenou a ambos. Quando eu afundar, você vai morrer junto comigo. Isso não está certo, nem faz sentido. 

O escorpião, sem demonstrar remorso, respondeu: 

– Do que você está reclamando? Você resolveu confiar em um escorpião e acha que não é responsável pelo que aconteceu? Essa é minha natureza. Se você não tivesse confiado em mim, estaríamos ambos seguros na margem do rio. 

E os dois afundaram juntos, um culpando o outro por seu próprio infortúnio. 

O povo brasileiro está demonstrando nas ruas que finalmente descobriu qual é a verdadeira natureza do PT, do PSDB, de seus aliados e dos partidos dos quais se originaram e aos quais deram origem: são um bando de escorpiões. A natureza deles é perversa e corrupta, é assim que eles são e é assim que eles sempre serão. Seremos então os sapos e os colocaremos sobre nossas costas através do voto? 

Os grandes partidos e seus aliados compõem uma gigantesca máfia que há muitos anos vêm enganando o povo brasileiro com promessas que nunca se concretizam de um país sem miséria, sem violência e no qual todo cidadão tenha o direito e as oportunidades necessárias para progredir e conquistar sua felicidade. Só o que nos legaram, entretanto, foram ilusões e frustrações, manipulando alguns setores da sociedade lançando-lhes migalhas de privilégios e outras medidas populistas que nada mais promovem senão a redistribuição da miséria e da violência que prometeram eliminar. 

Os escorpiões dominam o Estado brasileiro. 

Quando os sapos que os elegeram aprenderão a lição? 

Não peça a um canalha que se comporte bem. Simplesmente escorrace-o.

A máfia política que domina o Brasil, que mente quanto aos índices inflacionários, que constróis estádios privados de futebol com dinheiro público enquanto o povo recebe uma “educação” que não serve para nada e morre nas filas dos hospitais, que divide a sociedade para governar, jogando os negros contra os brancos, as mulheres contra os homens, os homossexuais contra os religiosos e os pobres contra a classe média, essa máfia contra a qual os manifestantes se insurgem e que os recebeu desde o princípio com pauladas e bombas de gás lacrimogênio não irá mudar de natureza em função dos protestos.

Confiar nesses escorpiões de língua aveludada, que reconhecem publicamente a legitimidade das manifestações enquanto se reúnem a portas fechadas para planejar como combatê-las, nada mais seria do que cometer o mesmo erro do sapo da fábula. Se já conhecemos a natureza dos escorpiões – e a dimensão das manifestações mostra que já conhecemos muito bem seu doloroso veneno – então reconduzir tais pragas a posições de comando em qualquer esfera dos Poderes da República será uma rematada estupidez.

Lembre-se: o escorpião da fábula não se acha responsável pela desgraça que produziu. Ele considera perfeitamente legítima sua traição, porque o sapo sabia com quem estava lidando e portanto era plenamente responsável pela situação em que se colocou. O escorpião jamais admitirá sua culpa. Ele continuará tentando convencer o sapo a confiar nele e continuará ferroando o sapo sempre que tiver oportunidade. É a natureza dele. E a natureza dele contraria o que o povo brasileiro quer.

Mas o que o povo brasileiro quer? Que raios querem estes protestos estranhos, sem uma lista de itens que possam ser objeto de compromisso e sem lideranças centralizadoras com as quais os escorpiões possam negociar? 

Na verdade é muito simples. 

O que o povo brasileiro quer é: 

“Instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias.”

Não fui eu quem escreveu essa bela definição. Esse é o preâmbulo da Constituição Federal de 1988. 

O Brasil (ainda) é um país com uma democracia formal em pleno funcionamento. Nós (ainda) temos eleições diretas com voto universal e secreto para todos os níveis de governo e para todos os parlamentos. Portanto, é muito fácil mudar os rumos do país se estivermos descontentes: basta mudar os números que apertamos nos botõezinhos das urnas eletrônicas a cada dois anos; basta parar de pedir para os escorpiões serem confiáveis e tratar de testar outras alternativas em busca de melhores resultados.

“Mas que alternativas temos?” – perguntarão muitos. “Poucas e más”, direi eu, mas (ainda) temos também a alternativa de construir novas alternativas. É por isso que os grandes partidos e a grande mídia já tentaram impor uma “cláusula de barreira” e agora estão empenhados em tornar mais difícil a abertura de novos partidos. Eles não querem mudanças. Para eles é bom que o povo não tenha canais legítimos de expressão. É por isso que toda nova legenda é chamada de “nanica” e posta sob suspeita de ser um novo partido de aluguel. É por isso que toda manifestação popular é chamada de “baderna” e tem sua imagem associada preferencialmente a qualquer episódio de vandalismo que aconteça, por mais minoritário e não-representativo que seja. 

Se, ao invés de pedir que os escorpiões se tornem confiáveis, todo esse povo que participa nas manifestações ou que apoia as manifestações passasse a votar em outros partidos, ou se organizasse em novos partidos, atuando politicamente com a ética com que gostaria de ver o país funcionar, sem concessões de qualquer natureza, por mais convenientes que sejam, então o quadro político certamente mudaria. Se não imediatamente, devido à qualidade do material que humano que hoje temos à disposição para eleger, pelo menos inicialmente pelo aumento da competição entre eles, depois pelo fortalecimento das lideranças realmente éticas.

Com o tempo e com vigilância implacável, sempre com a disposição de escorraçar inapelavelmente das urnas os políticos que não cumprirem suas promessas de campanha, viabilizaríamos o surgimento de novas lideranças, entre as quais algumas se mostrarão honestas, transparentes e eficazes na construção de um Estado digno e capaz de satisfazer os anseios populares. Com um pouco mais de participação ativa em nível institucional poderíamos mudar a maneira de fazer política neste país. 

Cultivar novas lideranças – honestas, transparentes e eficazes – é imprescindível.

O que não terá o menor cabimento, desmoralizará o movimento popular e eliminará a razão de ser de todas as manifestações já feitas e ainda por fazer, será eleger novamente os escorpiões – governantes e parlamentares ligados ao PT, ao PSDB e aos seus aliados – nas eleições de 2014 e nas seguintes.

Correndo o risco de parecer “um pouquinho” panfletário:  

Fora PT! Fora PSDB! Fora corruptos e ineptos! 

Não queremos estádios de futebol construídos com dinheiro público, queremos hospitais, escolas e um país padrão FIFA! 

Em um primeiro momento, é bem possível que tudo que possamos fazer é alterar o equilíbrio de forças entre os escorpiões, deixando de votar nos grandes, apostando em novos nomes, torcendo para que dentre eles surjam algumas exceções. 

No longo prazo, a única solução será formar uma nova cultura política no Brasil, com o povo deixando de acreditar que “a política é naturalmente suja” e passando não somente a exigir honestidade, transparência e eficácia dos políticos e das instituições, mas a selecionar consciente, ativa e implacavelmente quem compõe as instituições

Protestos não farão os escorpiões mudarem de natureza. Mude o Brasil nas urnas. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 19/06/2013

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33 thoughts on “O sapo, o escorpião e os protestos – ou: em quem votarão os manifestantes?

  1. Mas não dá pra mudar nas urnas enquanto elas forem somente eletrônicas. Elas não emitem comprovantes e são uma porta aberta pra fraudes.

    Pra mim o ponto mais importante desses protesto, a reivindicação principal, deveria ser o fim das urnas que não emitem papeis que o eleitor possa conferir na hora do voto e que permitem a recontagem.

    1. Meu sistema preferido é outro: o eleitor recebe uma cédula, marca seu voto nela e a insere em uma urna com um leitor ótico. A urna então lê o voto e solicita confirmação.

      Se o voto é válido, a urna engole a cédula para contagem manual e computa o voto válido para contagem eletrônica.

      Se o voto não é válido e o eleitor confirma assim mesmo, a urna imprime “anulado pelo eleitor e confirmado” sobre a cédula, engole a cédula para contagem manual e computa o voto nulo para contagem eletrônica.

      Mas concordo plenamente que a votação tem que ser manual e a contagem tem que ser manual. Este é um caso em que a tecnologia deve ser usada somente para agilizar os resultados, mas a checagem deve ser humana e a decisão final deve ser humana.

    2. Seria melhor ainda. Mas o TSE alega “alto custo”. FdPs!

    3. Alto custo? Mas o trabalho dos fiscais não é remunerado!

    4. Da produção das urnas, segundo eles.

    5. Custaria mais do que UM dos estádios para a Copa?

    6. 🙂

  2. Acredito que sua solução seja como o tratamento de uma doença, enquanto que os manifestos sejam como o tratamento dos sintomas. Tratar a doença gerará alguns sintomas, e aliviará outros sintomas da própria doença. Tratar o sintoma não resolve a doença. Porém, tratar a doença não implica deixar de tratar o sintoma, e tratar o sintoma não implica deixar de tratar a doença. Um e outro podem ser tratados em conjunto.

    Assim, as ações políticas nas urnas é tratar a doença.
    Ir às ruas e forças as decisões é tratar o sintoma.

    Um e outro não podem ser excludentes, têm de ser conjuntos.

    1. Ah, sim… Os protestos são como o antipirético que a gente toma para não entrar em choque devido à febre antes de chegar no hospital. Mas o que resolve mesmo é antibiótico. Tratar somente a febre ajuda por alguns minutos, mas acaba matando igual o paciente.

  3. Arthur pra presidente !

    1. Peça isso não, Hugo. Rsrsrs. Nunca daria certo. kkkkkkkkkk

    2. Quem sabe um dia?

  4. O problema é que só existem escorpiões… O que tem que mudar é esta mania de achar que existem anjos imaculados escondidos por aí esperando pra serem eleitos. Não existem.

    Tem é que criar mecanismos pra levar o escorpião pro outro lado do lago sem ser mordido, até por que, afinal, precisamos dele. Mas contrariando o nome do blog, pensar dói, e toma tempo…

    1. Visãozinha bem pessimista de mundo, hein? “Só existem escorpiões.” Não concordo. Se eu não sou assim – e não sou mesmo – não acho que eu seja o único honesto do planeta. Acredito que tenha muita gente boa por aí, não corrompida, que poderia fazer maravilhas pelo país se conseguisse se organizar sem ser perturbada pela infiltração de canalhas em suas fileiras. E conseguir isso não é impossível.

  5. “Coerência. Se eu tivesse que contribuir com uma só palavra para o momento histórico pelo qual o país está passando, esta palavra seria coerência.”(Arthur Golgo Lucas)

    É isso aí!!

    No entanto,se o nosso país fosse uma democracia participativa as coisas seriam,no que diz respeito a eleições,mais acessíveis e um pouco melhores.

    Também não entendo qual é desses petistas e tucanos reclamando de qualquer coisa que seja dentro dessas manifestações?!
    Seria remorso?? rsrs

    Já vi bandeiras do PSTU em algumas manifestações!! Aff ¬¬ Espero que a “mudança” não seja essa!

    1. Deus nos livre dos PSTU, PSOL e PCO da vida. São uns bandos de cachorros loucos. Se não tiverem a quem morder, são capazes de morder o próprio rabo.

      Mas o lance da “democracia participativa” ou “democracia direta” é algo que eu tenho visto surgir em diversas conversas e me parece perigoso. Toda vez que eu vejo esse tipo de coisa ser implementada, quem domina é o PT, o PSB, o PC do B, o PSOL, essa turma.

      Eles são os “campeões da democracia direta”, porque atacam em bloco e raivosamente cada espaço que se abre e afugentam praticamente na porrada qualquer participação independente como “ilegítima” porque “não vinculada ao povo organizado”, ou seja, não controlada por eles.

      Além disso, como se faz democracia participativa com 190.000.000 de participantes? Ou se exclui muitos do processo, ou… Qual a solução?

  6. Gostei de suas colocações! Definiu muitas coisas que eu penso também, mas só não tenho esse seu jeito eloquente de escrever hahahaha! A única diferença é que tenho uma visão mais pessimista. Para mim os escorpiões são do mesmo mundo dos sapos e se derem oportunidade aos sapos, esses tb viram escorpiões!

    1. O que acontece é que tem muito escorpião em pele de sapo por aí. Mas acho que existem muitos sapos legítimos, que poderiam conduzir esse país de modo honesto, transparente e eficaz, mas que têm medo de participar porque não sabem como defender suas fileiras da invasão dos escorpiões. Creio que encontrar uma maneira de organizar essa sapaiada do bem a salvo dos escorpiões é o que falta para tirar o Brasil do atoleiro.

  7. Mas em vc eu votaria para presidente!! Espero que vc tenha uma equipe boa de sapos legitimos kkkkkkk

    1. Tenho alguns que viriam comigo. E estamos pensando em alguma coisa. Quem continuar em contato será informado assim que tivermos algo concreto a divulgar. 😉

  8. “…não acho que eu seja o único honesto do planeta…” (AGL) (concordo plenamente!)

    “…Acredito que tenha muita gente boa por aí, não corrompida, que poderia fazer maravilhas pelo país…” (AGL) (novamente concordo; com a ressalva de que essa hipotética “gente boa” necessitaria desejar fazer parte do jogo político!)

    “…se conseguisse se organizar sem ser perturbada pela infiltração de canalhas em suas fileiras…” (AGL) (utopia número 1 – os “canalhas” sentem o cheiro dos conjuntos virgens e defloráveis – a isso se chama oportunismo de manobra – e eles sempre aparecerão, bem vestidos, dentes perfeitos, olhos verdes, sorriso franco, voz aveludada, retórica envolvente, com um ferrão na bunda escondido sob as calças!)

    “…E conseguir isso não é impossível (AGL)(utopia número 2 – conseguiria enumerar 50 tons cinzentos para corroborar essa impossibilidade, que evidentemente não caberiam aqui – um espaço familiar!)

    Mas acredito em suas boas intenções a ponto – e já disse isso – de ser o cara que acenderia o estopim.

    1. E o estopim será aceso HOJE. Vou anunciar o primeiro passo dentro de poucas horas, aqui pelo Pensar Não Dói.

  9. O que o verdadeiro Guy Fawkes diria aos “manifestantes”

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=yxnA-6Xq1xc

    O Brasil precisa de uma reforma moral urgente, antes de tudo.

    Nunca vi um povo tão sem valores morais, tão desonesto como esse. Brasileiro é fdp mesmo!

    Isso que aconteceu com o mensalão, num país sério, era pro PT ser fechado e o Lula e cia pegar no mínimo 25 anos de prisão.

    1. O verdadeiro Guy Fawkes não passava de um fanático religioso católico que tinha planos de explodir o parlamento inglês e matar o rei e os parlamentares para iniciar um levante católico. Um conspirador com intenções assassinas. Acabou sendo descoberto, torturado e morto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guy_Fawkes

      Para quem ousa atacar a honra de Mahatma Gandhi, parece-me que “ Antes de acreditar em um ícone midiático, é prudente estudar sobre ele.“, não achas, Nelson?

      Um personagem libertário criado por um comunista não poderia ser coerente, mesmo. O Guy Fawkes de “V de Vingança” não tem nada a ver com o Guy Fawkes real, a não ser por suas intenções de explodir o parlamento.

  10. Diamantina, Interior de Minas Gerais, 1914.

    O jovem ‘Juscelino Kubitschek’, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos.
    Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris.
    Como Presidente, modernizou o Brasil.
    Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos.
    Brasília, 2003.

    Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado.
    Acha bobagem falar inglês. ‘Tenho diploma da vida’, afirma. E para ele basta.
    Meses depois, diz que ‘ler é um hábito chato’.

    Quando era ‘sindicalista’, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar – sua meta até hoje.

    Londres, 1940.

    Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente.
    O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá.
    Tranqüilo, o rei avisa que não vai.
    Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como ‘Tenente-Enfermeira’, e, sua função é recolher feridos nos bombardeios.
    Hoje ela é a ‘Rainha Elizabeth II’.
    Brasília, 2005.

    A primeira-dama (? que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer ‘cidadania italiana’ – e consegue.
    Explica, candidamente, que quer ‘um futuro melhor para seus filhos’.

    E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS?

    Washington, 1974.

    A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e o Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.
    Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
    Brasília, 2005.

    Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar.
    Ante as muitas provas, Lula repete o ‘eu não sabia de nada’, e ainda acusa a imprensa de persegui-lo.
    Disse que foi ‘traído’, mas não conta por quem.

    Londres, 2001.

    O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia.
    Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.
    Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso.
    A polícia descobre e chama Blair,’ que vai sozinho à delegacia buscar o filho’.
    Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.
    Brasília, 2005.

    O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.

    O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu ‘filhinho nessa sujeira’? ? ?

    Nova Délhi, 2003.

    O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens.
    Adquire um excelente, brasileiríssimo ‘EMB-195’, da ‘Embraer’, por US$ 10 milhões.
    Brasília, 2003.

    Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve.
    Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e,
    AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. ‘DO BRASIL NÃO SERVE’.

  11. luiz claudio

    21/06/2013 — 23:06

    Pessoas honestas nao tem coragem para entrar na politica, preferem se dedicar aos seus interesses pessoais ou negocios em vez de se misturar aos porcos. Nao acredito em partido novo tambem nem em salvador da patria inabalavel.

    1. É por as pessoas honestas não quererem entrar na política que acabam sendo governadas pelos desonestos.

      E eu acredito firmemente em um novo partido, com a inabalável convicção de que a honestidade é a melhor política.

  12. Mas é importante fazer uma ressalva: não se pode culpar o consumidor por comprar leite com formol.
    Na época das eleições, campanhas eleitorais milionárias feitas por publicitários muito competentes, transformam peçonhentos escorpiões em inocentes cordeiros. Some-se a isto o cenário de um país país em que a maioria dos eleitores tem péssima ou nenhuma educação e o resultado é a reeleição de um grande percentual de picaretas mal intencionados.

    1. Só que na verdade “campanhas eleitorais milionárias feitas por publicitários muito competentes” NÃO “transformam peçonhentos escorpiões em inocentes cordeiros”, isso só acontece na aparência, o que pode ser percebido a longo prazo, tanto que o povo está nas ruas porque se cansou disso.

      Por isso eu acredito que, se novas legendas surgirem, com bandeiras que realmente objetivem satisfazer as demandas populares, teremos uma grande chance de produzir progresso político verdadeiro neste país.

    1. Lula é um estrategista político perigosíssimo. Ele não se importa nem um pouco em jogar na fogueira o governo que ele mesmo criou, nem de estimular conflitos que podem produzir mortes, desde que seja para se manter no poder.

      O povo está protestando contra o governo que ele inventou, composto pelo PT e seus duzentos e cinqüenta partidos aliados, todos eles corruptos, tanto quanto a porcaria da “oposição” que não serve para nada. Isso é tão claro na cabeça do povo que em todo o país, sem nenhuma coordenação política, o povo não está aceitando a participação de nenhuma bandeira partidária nos protestos. Nenhuma. E já houve conflitos por causa disso.

      Aí vem o Lula e resolve jogar seus peões estúpidos na fogueira, incitando-os a portar bandeiras partidárias e ir para as ruas, sabendo que estes idiotas são bem capazes de provocar as massas já enfurecidas e causar uma desgraça com muitos feridos e talvez alguns mortos – exatamente o que o PT precisa para se posicionar tanto como “vítima dos fascistas” (enquanto partido) quanto como “autoridade necessária para conter a violência” (enquanto governo).

      A esquerda só prospera no meio do caos e da violência. Se o povo está expulsando os vândalos das manifestações, demonstrando que quer protestos pacíficos, esse é o pior cenário possível para a esquerda. Nada como ter um ótimo estrategista político para manipular os idiotas úteis e lançá-los na fogueira para apagar o fogo com pólvora, não é?

      E tem gente que ainda admira esse canalha…

  13. Oi Arthur,

    Na Wikipédia, identificam o Liberalismo Social com o PSDB. Qual a sua opinião a respeito, por favor?

    1. É um erro elementar. O PSDB é social-democrata na teoria e anti-social na prática (hehehehe… impossível resistir á piadinha).

      Sabes quem tem a visão mais próxima do liberalismo social que eu conheço? Eu. 🙂

      Aguarda um artigo que vou escrever em breve sobre coletivismo, individualismo e egoísmo. Vou falar de liberalismo social (na minha versão, claro) neste artigo.

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