11 thoughts on “Dik Browne me entende

  1. Eduardo Marques

    12/08/2013 — 18:17

    Você é socialista e se sente incomodade pela maioria das pessoas terem meros desejos pequeno-burgueses em vez de lutar por um ideal maior?

    1. Quem foi que hackeou o e-mail do Eduardo Marques? 😛 Não acredito que o próprio esteja me perguntando se eu sou socialista!!!

      .
      .
      .

      Eu luto por um ideal maior e sou um iluminista. Ou melhor, é por ser um iluminista que eu luto por um ideal maior.

      Um contracheque estável, seguro-saúde e um bom plano de aposentadoria são coisas boas, mas são migalhas diversionistas que nos impedem de obter coisas muito melhores que poderiam ser conquistadas em um mundo com Justiça e Eqüidade.

      Não lembro qual foi o autor que disse isso, mas um mundo justo é aquele em que ninguém teria medo de trocar de lugar com outra pessoa qualquer aleatoriamente, porque, mesmo que passasse a uma condição pior, saberia que em pouco tempo poderia reconquistar a condição anterior, sem a necessidade de um esforço sobre-humano. É uma excelente definição, e não tem nada de “socialista” nela.

      No mundo de hoje, eu não seria louco de trocar de lugar aleatoriamente com qualquer pessoa do planeta. Eu não teria como reconquistar minha atual condição nem mesmo com um esforço sobre-humano se fosse colocado na Somália, em Bangladesh, na Nigéria, no Congo, na Coréia do Norte…

      E um multibilionário não teria como reconquistar sua atual condição sem um esforço sobre-humano se fosse trocado com praticamente qualquer pessoa do planeta, o que prova que a atual condição de multibilionário também não é uma condição justa, só que para o outro lado da balança.

      Mas não, eu não me incomodo que “a maioria” das pessoas tenham “meros desejos pequenos-burgueses”. Eu sou biólogo, sei que as populações tendem a uma distribuição normal (gaussiana) em praticamente todas as características.

      O que me incomoda mesmo é que os 2,5% do extremo superior da curva de distribuição da capacidade ética não se organizem para gerenciar este planeta de modo sustentável, justo e harmônico. Afinal, se estes 2,5% não fizerem isso, a chance de que outro grupo o faça é perto de nula.

      E não é por “socialismo” – é por sobrevivência. Ou tu achas seguro viver em um mundo gerenciado por gente menos ética do que tu?

      Em um mundo sem Justiça e sem Eqüidade, quem está seguro?

  2. (e.qui.da.de)

    sf.

    1. Reconhecimento de que os direitos são iguais para todos, expresso em julgamento, ação, atitude etc.; EQUIVALÊNCIA; IGUALDADE [ antôn.: Antôn.: diferenciação, distinção. ]

    2. Característica de quem ou do que revela senso de justiça, imparcialidade; ISENÇÃO; NEUTRALIDADE [ antôn.: Antôn.: iniquidade, injustiça. ]

    3. P.ext. Lisura, correção no modo de agir ou opinar; HONESTIDADE; INTEGRIDADE [ antôn.: Antôn.: desonestidade. ]

    [F.: 0 Do lat. aequitas,atis.]

    http://aulete.uol.com.br/equidade

    1. Nunca vi um socialista lutar por isso. Mas posso citar os textos de vários socialistas apregoando a violência revolucionária, a tomada pela força dos bens da burguesia, a ditadura do proletariado… Sem nenhuma consideração por qualquer pessoa que eventualmente se encaixe nos conceitos de classe deles.

      Como pode alguém ilustrado permanecer recolhido em sua concha esperando o mundo se fechar ao redor de si, até que a pressão seja tanta que ao tentar começar uma reação ela já seja inútil?

  3. Eduardo Marques

    17/08/2013 — 00:15

    Este site é que está hackeado. Eu tento postar várias vezes e sou pego pela caixa de spam, já o Nelson…

    Vc está se deixando levar por uma definição de Guerra Fria de socialismo: “…posso citar os textos de vários socialistas apregoando a violência revolucionária…”. “Socialismo”, de uma forma bem simples é a ideologia que prega a propriedade pública dos meios de produção, e isso pode compreender até o Estado de bem-estar social dos escandinavos, por exemplo. São os socialistas que lutam por “bens maiores” (o que complica é a definição disso). Para o liberalismo, que se opõe ao socialismo, o que importa é que haja liberdade positiva, os comportamentos individuais inspirados pelo “egoísmo” das pessoas criará demanda que incentiva o mercado, a produção e as inovações.

    Funcionários que querem salário estável são valorosos para a economia, pois supostamente estariam dispostos a trabalhar de maneira estável. Planos de saúde incentivam a iniciativa privada da área de saúde e a competição, importante para financiar pesquisas e baratear produtos e serviços. E um bom plano de aposentadoria é a boa e velha prudência burguesa que incentiva o bom uso dos recursos e o investimento de dinheiro em poupanças e ações que financiarão o crescimento de empresas, a inovação, etc.

    Aí vem vc com essa conversa revolucionária de “justiça” e “eqüidade”. O mundo não é e nunca será justo e eqüânime, cabe a cada um cuidar de seu quinhão. Impor ideais abstratos a todos só seria possível através de um governo, que é intrinsecamente incompetente, lento e corrupto. Governos consomem impostos das pessoas, que poderiam ser utilizados para o consumo, cuja diminuição acarretará em custo ao desenvolvimento.

    Liberalismo numa casca de noz.

    1. Nessas horas é que eu lamento as limitações deste espaço aqui. Temos assunto para uma discussão excelente, mas não temos uma boa estrutura de fórum. Bem, vamos tentar tirar leite de pedra.

      “Socialismo, de uma forma bem simples é a ideologia que prega a propriedade pública dos meios de produção”; “Para o liberalismo, que se opõe ao socialismo, o que importa é que haja liberdade positiva”. (Eduardo)

      Como eu queria que fosse tão simples definir “socialismo”. Se fosse apenas isso, minha resposta seria a mais simples do mundo: “isso não funciona”. Pronto, fim do debate. Mas não é tão simples.

      Socialismo, de um modo mais amplo, é todo e qualquer regime de governo em que o “social” é colocado acima do “individual”. Dito de forma bem simples, socialismo é o regime da colméia: para que o grupo sobreviva, a abelha individual pode (e deve) ser sacrificada sem maiores considerações. Isso não serve para nenhum organismo em que todos os indivíduos possuem capacidade reprodutiva. Por exemplo, podes apostar que é um inferno ser um zuricate não-alfa. Humanos sob o socialismo, então… Pobres desgraçados.

      Quem defende o socialismo? Os safados manipuladores que pretendem ocupar a posição de abelha-rainha e os idiotas úteis que acham que vão poder meter a mão na riqueza produzida pelos outros sem perceber que existem idiotas úteis em demasia para sobrar alguma coisa para alguém exceto as abelhas-rainhas.

      Liberalismo, por outro lado, não é o exato oposto de socialismo, não, até porque é muito difícil falar em termos de “opostos” quando se trata de regimes de governo. Estão mais para “concorrentes” ou mesmo “inimigos”. Mas divago.

      “Liberalismo” infelizmente não é um nome adequado para aquilo que representa, porque “liberdade” não é o ideal defendido pelo liberalismo. O liberalismo nada mais é do que uma tentativa de legitimação do poder econômico sem limites, ou seja, “liberdade para quem pode”. Só não é chamado de “riquismo” porque seria muito pornográfico.

      Quem defende o liberalismo? Os safados manipuladores que serão diretamente beneficiados pela liberdade irrestrita conferida a quem detém grande poder econômico e os idiotas úteis que acham que vão poder deitar e rolar para levantar uma graninha pagando menos impostos e cumprindo menos regras sem perceber que estes impostos existem para fornecer serviços essenciais que ele não pode pagar e que estas regras existem para a manutenção de um ambiente civilizado do qual ele depende para não ser trucidado pelo grande poder econômico.

      Portanto, Eduardo, eu não sou nem socialista, nem liberal. Calhou, por ironia, de o sistema mais próximo do sistema que eu defendo ser chamado de “liberalismo social”, mas isso é pura falta de criatividade para denominar adequadamente um sistema político. Estamos muito presos ainda a um vocabulário surrado, anacrônico, incapaz de descrever os regimes de governo sem se referir ao velho pseudo-dilema de “direita e esquerda”.

      Ainda teria muito a comentar, mas para começo de conversa está ótimo. Depois falarei sobre justiça e eqüidade.

  4. Eduardo Marques

    17/08/2013 — 20:19

    Mas o que é que tem de errado com os comentários daqui?

    1. Nada, já recuperei teu comentário, está logo acima.

  5. Mateus Folador (Fola)

    18/08/2013 — 10:23

    Arthur, desculpe fazer propaganda aqui, mas eu criei um blog e gostaria de divulga-lo.

    Boca Maldita- http://bocamaldit.blogspot.com.br/

    Primeiro artigo: Como criticar Direitos Humanos como um idiota- http://bocamaldit.blogspot.com.br/2013/08/como-criticar-direitos-humanos-como-um.html

    Obrigado!

    1. Hehehehe… Talvez os anos de explicações na DH estejam fazendo algum efeito, afinal? A influência maléfica da DHC está se dispersando com o fim da atividade na comunidade?

  6. Mateus Folador (Fola)

    18/08/2013 — 15:39

    Se refere a mim?

    Eu nunca fui membro da DHC. Não está me confundindo com outra pessoa?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *