Uma ficha que caiu sobre Ayn Rand

Agora mesmo – 02:16 de 22/10/2013 – caiu a ficha sobre o motivo que tem me feito gostar tanto do livro de Ayn Rand: é a primeira vez em duas décadas que eu leio uma defesa digna dos melhores valores da direita, escrita com orgulho e convicção. No meio da gosma purulenta que é a verborragia coitadista, pernóstica, nojenta e imoral da esquerda, a fala apaixonada de uma direitista sincera é um verdadeiro oásis, ainda que eu não concorde com vários dos valores, conceitos e ideais que ela professa. 

Mas com alguns eu concordo plenamente: 

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Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 22/10/2013 

Para refletir

Pela primeira vez posto um texto sobre o qual ainda não me posicionei. Só posso dizer que percebo que ele contém uma questão profunda de valores sobre a qual é necessário refletir. Se alguém quiser filosofar a respeito na caixa de comentários, será muito bem vindo. 

Não há conflitos de interesses entre os homens, nem na indústria nem no comércio nem em seus desejos mais íntimos, se eles suprimem o elemento irracional de sua imagem do possível e o elemento destrutivo de sua imagem do prático. Não há conflitos nem necessidade de sacrifícios, e nenhum homem representa uma ameaça aos objetivos dos outros, se os homens compreendem que a realidade é um absoluto que não pode ser falseado, que a mentira não funciona, que o gratuito não pode ser possuído, que o imerecido não pode ser dado, que a destruição de um valor que existe não confere valor ao que não existe. O negociante que quer conquistar um mercado sufocando um concorrente superior, o trabalhador que quer uma parte da riqueza de seu patrão, o artista que inveja o talento maior de seu rival – todos eles querem erradicar de sua existência certos fatos, e o único meio de realizar seu desejo é a destruição. Se insistirem, jamais vão conquistar o mercado, a fortuna nem a imortalidade – apenas destruirão a produção, os empregos e a arte. Desejar o irracional é inútil, quer as vítimas do sacrifício sejam voluntárias, quer não. Porém os homens jamais deixarão de desejar o impossível nem perderão a vontade de destruir – enquanto a autodestruição e o auto-sacrifício continuarem a lhes ser oferecidos como meios práticos de garantir a felicidade dos beneficiados. (Ayn Rand, in: A revolta de Atlas. pág. 914-5 do PDF) 

Você faz moderação ou censura?

Se você avalia os comentários de seu blog depois de publicados e deleta os abusos, isso se chama “moderação”. Se você avalia os comentários de seu blog antes de publicados e aprova somente o que não considera abuso, isso se chama “censura”. Moderação é bom, censura é ruim. É simples assim. 

Não cabe a alegação “é porque existe muita trollagem”. Dá o mesmo trabalho deletar antes de publicado e depois de publicado. Então, “não enrola, porque não cola”. 

Quem escreve o que quer tem que estar disposto a ler o que não quer. Tem que ser forte para agüentar as mais duras críticas. E tem que ser lúcido para só deletar os abusos. 

Censura prévia é a antítese do espírito da internet. Se eu posto um comentário curto e sem links e ele entra na fila de moderação, nunca mais volto a sequer ler aquele blog

Se você quer um mundo com liberdade de expressão, comece dando o exemplo: não pratique censura e não colabore com quem pratica censura. Pequenos gestos, grandes resultados. 

Arthur Golgo Lucas – 20/10/2013 

Hoje é aniversário do blogueiro – dê uma compartilhada de presente

Hoje, 18/10/2013, eu completo 45 anos. Quer me dar um presente de aniversário? Então compartilhe algum artigo do Pensar Não Dói nas redes sociais e peça para seus amigos curtirem a página do  Pensar Não Dói no Facebook ou seguirem o Pensar Não Dói no Twitter. Aumentar a visibilidade do blog não custa absolutamente nada e eu vou ficar muito contente. 

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Você acha que as leis são feitas para serem cumpridas?

O cidadão honesto e ordeiro costuma ver a administração do mundo por lentes distorcidas. Ele acredita que as instituições em geral fazem aquilo que deveriam fazer, mas enfrentam alguns problemas devido a exceções como a incompetência e o crime. Wishful thinking.

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Não existem contradições

Não existem contradições, existe lógica ruim. Se alguém alegar que contradições existem, você está diante de lógica ruim. Se você se deparar com algo real que parece contraditório, verifique suas premissas, porque uma delas está errada. Não existe isso de “o ser humano é contraditório”. Mas existem seres humanos mal intencionados, ou estúpidos, ou ambos. O mundo real não admite contradições. Já as más intenções e a estupidez são abundantes. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 17/10/2013