Pela primeira vez posto um texto sobre o qual ainda não me posicionei. Só posso dizer que percebo que ele contém uma questão profunda de valores sobre a qual é necessário refletir. Se alguém quiser filosofar a respeito na caixa de comentários, será muito bem vindo. 

Não há conflitos de interesses entre os homens, nem na indústria nem no comércio nem em seus desejos mais íntimos, se eles suprimem o elemento irracional de sua imagem do possível e o elemento destrutivo de sua imagem do prático. Não há conflitos nem necessidade de sacrifícios, e nenhum homem representa uma ameaça aos objetivos dos outros, se os homens compreendem que a realidade é um absoluto que não pode ser falseado, que a mentira não funciona, que o gratuito não pode ser possuído, que o imerecido não pode ser dado, que a destruição de um valor que existe não confere valor ao que não existe. O negociante que quer conquistar um mercado sufocando um concorrente superior, o trabalhador que quer uma parte da riqueza de seu patrão, o artista que inveja o talento maior de seu rival – todos eles querem erradicar de sua existência certos fatos, e o único meio de realizar seu desejo é a destruição. Se insistirem, jamais vão conquistar o mercado, a fortuna nem a imortalidade – apenas destruirão a produção, os empregos e a arte. Desejar o irracional é inútil, quer as vítimas do sacrifício sejam voluntárias, quer não. Porém os homens jamais deixarão de desejar o impossível nem perderão a vontade de destruir – enquanto a autodestruição e o auto-sacrifício continuarem a lhes ser oferecidos como meios práticos de garantir a felicidade dos beneficiados. (Ayn Rand, in: A revolta de Atlas. pág. 914-5 do PDF) 

4 thoughts on “Para refletir

  1. Só uma pergunta:
    Você “Arthur” deseja o impossível, mesmo sabendo que o que desejas é a destruição do outro?

  2. O que ela quer dizer com o “o trabalhador que quer uma parte da riqueza de seu patrão … jamais vão conquistar … a fortuna”? É o empregado que rouba o patrão ou é o empregado que pede aumento? No primeiro caso, se for um caso isolado, o empregado pode sim alcançar a riqueza. Só deixa de funcionar se todos os empregados resolverem roubar todos os patrões. Mas no segundo caso é totalmente falso, tanto que existem as PLRs da vida.

    1. Tambem discordo da parte “o trabalhador que quer uma parte da riqueza de seu patrão,”, depende muito de como e porque.

  3. Não tem nada a ver com o assunto mas essa notícia me deixou tão feliz que tinha que compartilhar. Sabiam que com 7 bilhões de pessoas no mundo, muitas vivendo em países onde a homofobia é política de estado ou até um dever religioso ocorrem apenas 600 assassinatos homofóbicos por ano? Infelizmente a maior parte ocorre no Brasil, mas no restante do planeta a sexualidade é praticamente livre.
    http://www.ggb.org.br/assassinatos%20de%20homossexuais%20no%20brasil%202011%20GGB.html

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