John Galt discursava para uma multidão: 

Toda vez que vocês se revoltam contra a causalidade, o que os motiva é o desejo fraudulento não de escapar dela, mas, o que é pior, de invertê-la. 

Vocês querem amor imerecido, como se amor, que é efeito, lhes pudesse atribuir valor pessoal, que é causa. Querem admiração imerecida, como se a admiração, o efeito, pudesse lhes conferir virtude, a causa. Querem riquezas imerecidas, como se a riqueza, o efeito, pudesse lhes conferir capacidade, a causa. Imploram por piedade, não justiça, como se um perdão imerecido pudesse ter o efeito de apagar a causa do seu pedido de misericórdia.

E, para permitirem essas suas falsificações mesquinhas, defendem as doutrinas de seus mestres, enquanto eles andam por aí proclamando que os gastos, que são o efeito, é que criam a riqueza, que é a causa; que as máquinas, que são o efeito, criam a inteligência, que é a causa; que os seus desejos sexuais, que são o efeito, criam os seus valores filosóficos, que é a causa.

Quem é que paga a conta dessa orgia? Quem causa o que não tem causas Quem são as vítimas, condenadas a permanecer sem reconhecimento e morrer no silêncio, para que a agonia deles não perturbe a convicção de vocês de que elas não existem? Somos nós, nós, os homens dotados de mentes.

Julgando apenas por essa parte do discurso, você está entre “vocês”, que em algum momento negam a lei da causalidade, ou entre “nós”, que em todos os momentos afirmamos a lei da causalidade? 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 23/10/2013 

3 thoughts on “Você é um dos “de nós” segundo John Galt?

  1. Caramba, que foda.

  2. Arthur eu comprei a Revolta de Atlas na Amazon para o meu e-reader por sua causa.
    Vamos ver se é bom mesmo.

  3. Hemerson Braga

    24/10/2013 — 11:26

    “andam por aí proclamando que os gastos, que são o efeito, é que criam a riqueza…” Não a culpo pela a miopia econômica afinal ele é de 40, então é complicado alguém daquela época entender sobre macroeconomia, mas é claro que cria, Teoria de Keynes e como o seu rival Hayek, aponta o problema está em quem faz o gasto, quem forma o Estado?

    Problema não é esquerda e nem direita, mas sim a imoralidade do setor público de mãos dadas com os lobbystas ¬¬

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